Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como melhorar a NFL?

Ochocinco conhece bem alguns problemas
da NFL. E agora é hora de consertá-los.


Existe poucas coisas nesse mundo que eu realmente posso dizer que eu amo. Mas a NFL, sem dúvida, é uma delas. Poucas coisas são melhores do que sentar em um bom domingo e assistir NFL o dia todo, e o Monday Night Football é um presente dos céus para salvar nossas segundas-feira. É algo que melhora minha vida, que ocupa muito do meu tempo, e que me faz escrever em um blog de graça por quatro anos. Então é seguro dizer que minha relação com a NFL pode ser classificada como amor.

Mas só porque eu amo a NFL, isso quer dizer que ela é perfeita? Claro que não. A NFL tem vários problemas que precisam ser eliminados, e muitas outras coisas que não são problemas mas que poderiam ser mudadas para ficar ainda mais divertidas ou interessantes. É como estar em um relacionamento: você sabe que tem alguns problemas ali, e outras coisas que você gostaria de mudar, mas você gosta tanto da outra pessoa que sabe que essas coisas são menores e não te atrapalham. Mas não por isso você nunca pensa em como poderia ser melhor (perguntem a minha namorada as coisas que ela mudaria em mim se pudesse, e tenho certeza que ela tira uma lista do bolso).

Ainda assim, eu frequentemente fico procurando formas de melhorar a NFL, tornar o jogo e a liga mais divertidos para o público. Eu gastei tanto tempo nisso que achei melhor escrever tudo para não esquecer, e quando eu chegar a comissário da NFL, aí vou poder finalmente resolver todos os problemas que a liga tem dentro de campo.

Quais são essas mudanças? Antes de começarmos, uma regra: principalmente mudanças que afetem o jogo dentro de campo, ou o jogo em si. Mudanças organizacionais são as exceções. A idéia aqui é como fazer para tornar o jogo de futebol americano melhor, mais justo, e mais divertido. Então vocês não verão "Tirar Roger Goodell do comando da NFL" por aqui.


Coisas que eu mudaria na NFL se tivesse oportunidade


1. Tirar Roger Goodell do comando da NFL. Urgente. (Ok, talvez verão uma vez. Ou mais do que uma. O over/under é 2.5 vezes. Peguem o over.)


2. Vamos parar com essa besteira de aumentar o calendário da NFL para 18 jogos. Já temos lesões e sequelas suficientes com 16 jogos, consequências naturais de um jogo extremamente físico. Como você quer que jogadores sobrevivam a duas rodadas a mais de futebol americano quando uns 20 jogadores sequer sobrevivem a pré-temporada?! Parem de fingir que se importam com a saúde dos jogadores, e comecem a se importar de verdade.


3. Mas já que a NFL quer aumentar sua receita com mais jogos, a liga deveria criar uma rodada a mais (expandindo a temporada regular para 18 rodadas), com cada time recebendo uma rodada extra de folga (bye). O número de jogos totais da temporada ficaria igual, mas agora a NFL tem uma rodada a mais de jogos (incluindo mais um Sunday Night e um Monday Night) para vender para a TV e ganhar mais receita com isso, já que esses são os jogos mais caros. Do outro lado, os times e jogadores ganham uma semana extra para descansar, recuperar de lesões e em geral manter seu time intacto. Qual o lado ruim de fazer isso?! 


4. Gostaria que permitissem que jogadores defendessem na NFL novamente. Cada vez mais, a gestão Goodell prioriza o jogo aéreo, limita o que defensores podem fazer, e agora está incentivando suas zebras a apitar ainda mais faltas na secundária, o que rendeu alguns momentos genuinamente patéticos na primeira rodada de 2014. Se um defensor prende o braço de um WR e impede que ele chegue na bola... certo, nós conseguimos ver, pass interference. Mas quando dois jogadores estão correndo próximos um ao outro, precisam mudar de direção por causa de um passe ruim, e acabam trombando... bom, isso faz parte do jogo! Futebol americano é o supremo jogo de contato, então porque tentar tirar o contato do jogo? Por que fingir que é vôlei? Não precisa liberar illegal contact e pass interference, mas parem de marcar toda vez que dois jogadores se encostam e guardem para quando esse contato realmente foi intencional e fez alguma diferença na jogada.


5. Gostaria que todo kickoff (salvo com faltas) voltassem a ser da linha de 30 jardas, como era originalmente. Retornos de kickoffs estavam entre as jogadas mais divertidas da NFL, mas agora os bons kickers já ajustaram e aprenderam a chutar a bola pela linha de fundo. Tivemos 8 TDs de retorno de kickoff em 2013 apenas depois de 15 em 2012, 21 em 2010, 18 em 2009 e 13 em 2008. Por que tirar uma coisa BOA do jogo? E nem venha me falar da hipocrisia de uma liga que tira kickoffs do jogo para "preservar a saúde dos jogadores" e insiste em uma temporada de 18 jogos.


6. Esse é chover no molhado, mas permitir a volta das comemorações em termos de TDs e sacks é uma necessidade de primeira ordem. Poucas coisas na NFL eram mais divertidas do que assistir Terrell Owens e Ochocinco comemorando touchdowns. Veja essa excelente coluna da Grantland para mais detalhes.


7. Por algum motivo bizarro, o extra point virou um motivo de debate intenso na comunidade da NFL. De fato, é uma jogada sem graça que acaba em sucesso 99% das vezes - desde 2008, kickers da NFL acertaram 7071 de 7137 extra points. Então a NFL quer acabar com o XP por causa disso.

Mas ao invés de eliminar uma jogada sem graça, por que não torná-la mais divertida? Pegando emprestada uma idéia que apareceu em um mailbag do Bill Simmons, o extra point deveria continuar existindo, mas com uma mudança: o jogador a chutar o extra point TEM que ter estado em campo durante a jogada que rendeu o touchdown. Pode ser o QB, pode ser o WR, pode ser quem quiser, mas ele tem que ter estado em campo durante o Touchdown.

Essa é uma idéia fantástica!! Seria muito mais divertido ver jogadores aleatórios chutando um extra point, sem falar que isso levaria não só a mais erros e two-point conversions (especialmente fakes, agora que seu QB ou RB estará chutando extra points), como também levaria a decisões estratégicas interessantes: escalar aquele OL que não é tão bom, mas é preciso nos extra points? Colocar seu kicker como bloqueador em jogadas de goal line para garantir que ele esteja em campo? Por que eliminar o extra point se você pode torná-lo mais divertido?! Faça acontecer, NFL!


8. Substituir Roger Goodell por Adam Silver.


9. Eu particularmente não gosto da idéia do cara ou coroa decidindo jogos. Não tem nenhum problema no começo dos jogos, já que é apenas para determinar quem começa o primeiro tempo e/ou escolhe o campo, mas é um grande problema quando algum jogo vai para prorrogação, e é só uma questão de tempo até termos um jogo crucial de playoffs decidido por um cara ou coroa e todo mundo perceber o problema.

Então minha sugestão é a seguinte: a posse de bola na prorrogação é decidida por um duelo mano a mano entre um jogador de cada time, escolhido pelo técnico. Cada jogador se posiciona dentro da sua própria end zone, e a bola é colocada exatamente no meio do campo. O juiz apita, os dois jogadores saem correndo, e o primeiro assumir posse da bola (sem poder empurrar ou interferir intencionalmente com o adversário) da ao seu time o direito da escolha. Além de ser muito mais justo do que um cara ou coroa, é mil vezes mais divertido! Imagina Dri Archer (4.26 nas 40 jardas) enfrentando Chris Johnson (4.24) em um duelo desses?! Eu pagaria só para ver os dois disputando!

Mesmo se não gostar da idéia de uma disputa direta, é possível pensar em muitos outros métodos melhores que cara ou coroa para decidir a posse de bola. Talvez o time que mais teve jardas totais durante a partida, por exemplo. Mas já que tem que mudar, por que não mudar para algo divertido?


10. Gostaria que a NFL abolisse a idéia da primeira descida automática em faltas que não sejam pessoais. É realmente ridículo ver algo como 3rd and 20, o juiz marca uma falta de contato ilegal de cinco jardas, e de repente o time ganha automaticamente uma 1st down mesmo sem ter feito nada para merecê-la. Se a falta é de 5 jardas, e o time precisa de 4, ótimo, 1st down. Mas se a falta é de 5 jardas e o time precisa andar 20, deveria ser uma 3rd and 15 e fim de papo. Sou contra recompensar times incompetentes que não conseguem encurtar descidas e converter suas jogadas. Isso tem que acabar.


11. Field Goals de dentro da linha de 10 jardas deveria valer só 2 pontos. Se você chegou até o fim, é sua obrigação anotar o touchdown. Por que não incentivar times a jogar ofensivamente e tentar conversões, especialmente tão próximo da end zone, e recompensar boas defesas?! E nada de forçar faltas para ir para trás, o que importa é onde estava a bola quando começou a 4th down.


12. Minha última sugestão relacionada a calendário, mas os jogos de quinta feira precisam acabar. Eu adoro ver futebol americano o máximo de dias e vezes possível, mas jogos de quinta feira são uma das piores idéias da NFL. É desumano ter apenas três dias de descanso para os jogadores entre as partidas, o que geralmente significa jogos feios e lentos de quinta feira, e um aumento nas lesões. É só mais um exemplo entre milhares de outros do quanto a imagem "nós nos importamos com a saúde dos nossos jogadores!", que a NFL tanto quer passar, é só fachada para a opinião pública enquanto secretamente a NFL faz o que pode para ganhar dinheiro passando por cima do bem físico dos jogadores. Os jogos de quinta feira só mais um exemplo. Eles tem que acabar.


13. Mudaria as faltas que se cancelam. Eu já dei um exemplo de como a NFL não gosta de matemática quando falei das primeiras descidas automáticas, mas esse é outro: por que um offside (falta de 5 jardas) cancela um holding (falta de 10 jardas)?! Sim, são faltas em sentidos opostos, mas a magnitude é diferente. Se duas faltas são marcadas uma para cada lado, elas só deviam se cancelar se fossem do mesmo número de jardas. Caso contrário, repete-se a jogada com a diferença de jardas entre as duas faltas.


14. O Pro Bowl precisa mudar. Minha sugestão: os jogadores não podem jogar na suas posições reais. Nada de Peyton Manning lançando passes para Calvin Johnson, eu quero ver é JJ Watt tentando fazer um passe para Richard Sherman enquanto AJ Green fica na cobertura. Todo mundo sabe que ninguém joga a sério no Pro Bowl, então não tem por que tratar como algo sério! Deixem o pessoal se divertir um pouco, como fazem jogadores de futebol durante uma pelada sem compromisso. E sinceramente, seria muito mais legal do que o jogo sonolento de hoje em dia.


15. Uma outra alternativa ao Pro Bowl é uma idéia que eu primeiramente pensei para o All-Star Weekend da NBA: transformar o evento em uma série de "provas" esportivas, não relacionadas a futebol americano, envolvendo os jogadores. Por exemplo, colocar os Running Backs para disputar provas de velocidade como 100 metros rasos, ou Antonio Brown, Megatron, Julio Jones e AJ Green disputando salto triplo e/ou 200 metros com barreiras. Ex-jogadores de basquete como Antonio Gates e Jimmy Graham poderiam tirar times para jogar basquete. Talvez até transformar o Pro Bowl em um evento de três dias como o All-Star Game, com sexta e sábado incluindo as provas de outras modalidades, e domingo o jogo propriamente dito. Qualquer coisa é melhor que o formato atual.


16. Em jogadas não-revisáveis (ou seja, excluindo turnovers, touchdowns, e lances dentro do Two-Minute Warning), técnicos deveriam poder desafiar faltas. O conceito de desafio é exatamente uma aceitação de que os juízes cometem erros e que os técnicos deveriam poder interferir quando acham que algo importante foi marcado incorretamente, então por que não estender esse conceito para faltas? Não que juízes devam mudar de opinião sempre em jogadas interpretativas do tipo "Esse contato foi ou não ilegal?!", mas coisas como "o quarterback estava fora ou não do pocket quando jogou a bola fora?" deveriam poder ser revistas, e se um juiz marcou uma facemask em um lance onde ela não aconteceu, por exemplo, o técnico deveria ser capaz de desafiar esse tipo de coisa. 


17. Essa é uma idéia que eu tive depois de ver o Lions enviar duas vezes a lenda Barry Sanders para anunciar sua escolha de primeira rodada de Draft, e já citei no meu Running Diary do Draft, mas precisa ser relembrada: Cada time deveria ter que enviar um ex-jogador para anunciar sua escolha na noite de primeira rodada do Draft, como Detroit fez com Sanders. Tornaria o Draft bem divertido (quem não iria se animar ao ver Joe Montana ou Emmit Smith subindo no palco?!), adicionaria uma história extra para a noite do Draft com as especulações de quem cada time levaria (10 dias da ESPN discutindo se Brett Favre vai mesmo anunciar pelo Packers), colocaria figuras de comédia não-intencional como Deion Sanders ou Joe Namath em destaque, e ainda levaria a todo tipo de superstições malucas! Quem não consegue imaginar o ano que o Browns fica em dúvida sobre quem enviar, acaba enviando Brandon Weeden para anunciar a escolha, a escolha funciona, e eles decidem que todo ano Weeden tem que representar Cleveland? Seria uma adição extremamente divertida ao Draft! Tem que acontecer!


18. Tirem Roger Goodell do poder imediatamente. A forma como ele lidou com o escândalo Ray Rice é uma das piores coisas do esporte nos últimos anos. E ele precisou do Ravens dispensando o ex-RB para salvar sua pele depois do vazamento do vídeo. 


19. Eu gosto do formato atual de prorrogação da NFL, embora eu faria a mudança #9 para tornar mais justa a questão do cara-ou-coroa. Mas não gosto dos empates. Então para mim, uma vez que a prorrogação termina empatada (durante a temporada regular, nos playoffs não temos esse problema), deveríamos ir para uma disputa direta. Cada time tem direito a uma posse de bola, na qual recebe em um 1st and goal da linha de 20 jardas. Depois dessa única posse de bola para cada time, quem tiver mais pontos (via TD ou FG) vence o jogo. Se empatar (ambos os times tiveram a mesma pontuação em suas campanhas), temos mais uma rodada disso, e outra, até um dos times conseguir vencer. Mais ou menos como uma disputa de pênaltis alternada, só que mil vezes mais legal. Empate em OT só acontece uma vez a cada dois, três anos mesmo, então pelo menos tornamos muito mais interessante quando acontece!


20. Abolir o kneel (quando o QB ajoelha com a bola) em finais de jogos. Se a diferença no placar for menor do que 14 pontos em finais de jogos, o relógio só continua correndo se em uma jogada terrestre o time conseguir pelo menos avançar uma jarda. Em outras palavras, ajoelhar na bola para matar o tempo não seria mais possível, se um time quiser matar o jogo teria que avançar a bola nem que seja uma jarda de cada vez para manter o relógio correndo. Se quer garantir a liderança, faça valer. Assim aumenta também a chance de reviravoltas.


21. Todos os votos para MVP, Rookie of the Year, etc tem que ser abertos. Se você impediu que Peyton Manning ganhasse o MVP de forma anônima, você tem que vir a público se justificar. Se você votou em Geno Smith para Rookie of the Year, todo mundo tem que saber o mané que você é. Sou contra incompetência anônima.


22. Esse é só uma pequena questão estatística, mas para mim, quando um time avança por causa de pass interference no ataque, as jardas em questão devem ser computadas para o QB e o WR correspondentes. Nós computamos jogadas como kneel como corridas negativas, mas não computamos como mérito do QB e do WR em questão quando a única forma do defensor parar um passe de 60 jardas for cometer uma falta de 55 jardas? Me parece injusto.


23. Uma solução para o problema de jogadores simulando contusões para parar o relógio ou para parar ataques no-huddle, que tem gerado alguma polêmica: se um jogador sente uma lesão e o jogo é parado para que ele seja atendido dentro de campo, esse jogador não pode voltar ao jogo por pelo menos um quarto. Se for uma lesão real e séria o suficiente para ser atendida dentro de campo dessa forma (quando o jogador não consegue levantar e ir até a lateral), é normal que o jogador não volte tão cedo mesmo. E se ele estiver fingindo para ganhar tempo, você não favorece o infrator permitindo que ele volte logo na próxima jogada. Problema resolvido.


24. Se um defensor comete uma falta intencionalmente para impedir um touchdown (um horse-collar tackle em um RB com caminho livre até a End Zone, ou um CB perseguindo um WR durante uma disputa aérea sem nada entre eles e a end zone que decide cometer uma interferência a permitir a recepção), ele deveria ser excluído do jogo. Não diferente de um cartão vermelho no futebol para um zagueiro que comete uma falta sendo o último homem da defesa, impedindo uma situação clara de gol.


25. A criação de um novo prêmio anual, o Touchdown Celebration of the Year, que premia anualmente o jogador com as melhores comemorações pós-TD. Na NFL de Roger Goodell não tem espaço para comemorações e diversão, então isso nunca vai acontecer, mas a minha NFL vai incentivar esse tipo de coisa. Não existe nenhum motivo para uma parte boa da NFL, especialmente uma parte humana, alegria e empolgação naturais de um ser humano jogando um jogo tão intenso como esse.


26. Troquem Roger Goodell por uma morsa. Não Andy Reid, uma morsa de verdade. Tipo essa. Ela faria menos besteira que ele. Goodell está no poder há 8 anos e nada de bom veio desse período em termos administrativos. O caso Rice é só o último de uma enorme lista de erros, e se você não acha que a NFL lentamente vai perdendo credibilidade com isso, você é louco. Ele deveria renunciar - é só um fato. (Sim, eu sei que já é a quarta vez. Eu avisei para pegar o over.)


27. Vamos finalmente criar a regra que eu tanto rezo para que seja criada: seu voto para MVP e Offensive Player of the Year não podem ir para jogadores da mesma posição (e portanto, não para o mesmo jogador). Então se Peyton Manning foi o MVP de 2013, todo mundo já sabe que ele foi o melhor jogador ofensivo do ano, senão ele não teria sido o MVP. Vamos usar o Offensive Player of the Year para premiar outro jogador, de outra posição, por uma temporada espetacular (Josh Gordon, Jamaal Charles e LeSean McCoy os favoritos ao prêmio em 2013), ao invés de continuar usando como um prêmio de MVP 2.0.


28. Todo grupo de amigos que gosta de NFL deveria fazer uma conferência de skype quinta, domingo e segunda, nos horários dos jogos, para comentar a partida em tempo real. É uma das melhores idéias que um amigo meu teve nos últimos quatro anos - não só a diversão de cada jogo aumenta em 50% (especialmente se todos estão na mesma liga de fantasy), como vira algo para você se distrair naqueles jogos muito chatos (como o primeiro tempo de Chargers e Cardinals segunda feira). Confiem em mim, vale a pena.


29. Cada time seria obrigado a eleger um "capitão de fantasy", e os 32 capitães de fantasy participariam de duas ligas de fantasy football (16 times em cada) oficiais da NFL. Essa liga seria acompanhada (e o Draft obviamente transmitido ao vivo) pelo novo reality show da NFL.com, "Fantasy Knocks"!

Seria uma das coisas mais divertidas de acompanhar da temporada: imagina dois companheiros de time disputando na pre-season para ver quem vai ser escolhido o capitão de fantasy do Jaguars; um RB com confiança excessiva (Maurice Jones-Drew?) se escolhendo na primeira escolha em meio a risadas gerais; alguém como DeSean Jackson tendo um surto psicótico ao descobrir que LeSean  McCoy ou Nick Foles estourou o joelho e que isso atrapalha seu time de fantasy; ou uma briga de soco eclodindo no vestiário do Giants na semana 16 porque Victor Cruz deixou cair o passe para TD que teria dado a vitória na Final da liga para o representante do Giants; ou simplesmente Richard Sherman (o rei do trash talk da liga) perdendo um jogo importante e indo xingar muito no Twitter. Sensacional.

Ok, eu exagerei nessa. Isso nunca aconteceria. Mas me olhe nos olhos e diga que não seria absurdamente divertido?!


30. Uma variação realista dessa idéia nascida de uma conversa com um amigo: já que não é factível fazer essa idéia com jogadores atuais, por que não fazer o Fantasy Knocks então com ex-jogadores?

Agora estamos chegando a algum lugar! Com isso você elimina todos os problemas, e tem a chance de fazer algo especial com o primeiro reality show oficial da NFL. O Fantasy Knocks envolveria 32 ex-jogadores divididos nas mesmas duas ligas, cada jogador representando não-oficialmente uma franquia. O Draft seria transmitido no programa, e os jogadores assistiriam os jogos juntos, com as câmeras capturando suas reações, trash talk e tudo mais durante os confrontos. Essa idéia é ótima: é pensar fora da caixa para aumentar a popularidade da liga e ganhar dinheiro com um novo produto (e pensar fora da caixa é algo que a NFL parou de fazer faz tempo); você aumenta o envolvimento de ex-jogadores carismáticos (pense Deion Sanders, Michael Irvin, Ronnie Lott, Jerry Rice, Terrell Owens, etc) com a liga; e seria divertido demais. Essa talvez seja minha idéia favorita de toda a coluna. Fantasy Knocks TEM que acontecer.


Então essas são minhas 30 sugestões para melhorar a NFL. Em algumas, problemas ou polêmicas serão corrigidos, ou idéias ruins serão cortadas. Em outros, não temos um problema, mas podemos pensar em formas de melhorar ou evoluir o que já temos ou o que poderíamos ter. E ainda em outros casos, temos algumas idéias que não estão próximas de acontecerem, mas que deveriam por muitos motivos. As ligas americanas as vezes estão contentes demais sendo o que são ou mudando para regredir, eu sou sempre a favor de melhorar o que pode ser melhorado. E tem coisas na NFL que podem ser melhoradas. Agora vocês sabem como ficará a liga se eu for eleito comissário.

(Fiquem a vontade para postar as próprias sugestões nos comentários)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Minha votação ao Pro Bowl

Hora de fazer algo que o Obama entende: votar



Para participar do nosso mailbag, ou seja, enviar uma pergunta/comentário/dúvida/tópico de debate para ser respondida aqui no blog e no Esporte Interativo, é só mandar um email para tmwarning@hotmail.com com o título "Mailbag" que ele pode aparecer por ai. Forma de tornar isso mais interativo e próximo dos leitores. Então participem! O tema do próximo será playoffs, então aproveitem para enviar seus emails!


No próximo bimestre, começaremos uma série chamada Sports Mythbusters. A idéia é bem simples, pegar clichês, mitos ou lugares comuns dos esportes americanos e colocá-los a prova. Então estamos aceitando sugestões, e qualquer mito, frase comum, chavão ou coisa assim dos esportes que vocês querem ver testada e comprovada (ou ao contrário, que quer ver desmentida) podem mandar que vamos analisar os melhores. Mais uma chance de vocês sugerirem nossas pautas. Podem mandar emails com as sugestões para tmwarning@hotmail.com, para o twitter @tmwarning, ou simplesmente colocar nos comentários quando der na telha.
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Antes de mais nada, Feliz Natal a todo mundo que lê, leu, acompanhou e participou do TMW ao longo desse ano (e para todo o resto também).

Bom, agora podemos passar as coisas sérias e falar de NFL. Mais especificamente, eu queria falar de um tema um tanto quanto polêmico: Pro Bowl.

Não tanto para falar sobre o jogo em si - faz tempo que ele é chato e desinteressante, e a NFL tem tentado desesperadamente injetar alguma vida no seu processo para torná-lo mais interessante e atrativo como, por exemplo, o All-Star Game da NBA (minha idéia: coloque os jogadores em competições atléticas. Quem não gostaria de ver Jamaal Charles, Chris Johnson, LeSean McCoy em uma corrida de 100 metros rasos? Ou melhor ainda, Vince Wilfork, Shariff Floyd, Muhammad Wilkinson e BJ Raji nesses mesmos 100 metros rasos?). Esse ano, a idéia foi abolir o jogo entre conferências: agora jogadores são votados independente de onde jogam, e dois ex-jogador (Jerry Rice e Deion Sanders) vão escolher seus times na base do pickup.

Mas o que me interessa no Pro Bowl é menos como jogo e mesmo forma de entretenimento, e mais como uma forma de votar nos melhores jogadores da temporada. Não que muita gente leve isso a sério, mas eu gosto. Ao longo do ano já votei umas 4 ou 5 vezes, e agora que falta apenas uma semana para o final da temporada, achei que era uma boa hora de fazer meus votos "definitivos" para cada posição. Então era uma boa oportunidade de colocar meus votos aqui no blog para comentar sobre quais foram os jogadores de maior destaque na temporada em cada posição.

Lembrando que dessa vez não existe distinção entre AFC e NFC, portanto os jogadores serão escolhidos entre a mesma "pool". Também, como o Pro Bowl exige múltiplos votos, vou colocar cada um deles ao invés de montar só o time titular. Porque? Porque o voto é meu e eu que mando. Então vamos aos meus eleitos para o Pro Bowl. Do lado do nome de cada posição, o número representa quantos jogadores devem ser votados daquela posição. Do lado de parte dos nomes vai uma pequena explicação, seguido de algumas menções honrosas. Só lembrando que os nomes estão sem nenhuma ordem em particular dentro de cada classificação.


Quarterback (6)


A classe de QBs desse ano para o Pro Bowl está ampla demais, e foi um desafio limitar a apenas seis. Acabei ficando com esses, mas vocês verão a cacetada de menções honrosas na categoria....

- Peyton Manning, Denver Broncos. Quer dizer, o cara bateu o recorde de TDs da NFL e pode bater o de jardas semana que vem...)
- Philip Rivers, San Diego Chargers. Deu a volta por cima de dois anos difíceis para ter o melhor 2013 entre QBs não chamados "Peyton". Lidera a liga em aproveitamento (69.7%) e comanda o segundo melhor ataque mesmo perdendo quase todos seus WRs.
- Drew Brees, New Orleans Saints. Deu a volta por cima muito bem depois de um difícil 2012 sem Sean Payton.
- Russell Wilson, Seattle Seahawks. Esfriou na reta final da temporada, mas é um dos jogadores mais difíceis de serem defendidos na NFL.
- Nick Foles, Philadelphia Eagles. Não jogou a temporada inteira, mas foi brilhante quando esteve em campo. Lidera a liga em Rating e seus números parecem de Madden 25. Na dificuldade mais baixa.
- Andrew Luck, Indianapolis Colts. Seus números estão abaixo da concorrência, mas foi o melhor jogador ofensivo (e durante mais de metade da temporada, o único jogador ofensivo realmente bom) de um time 10-5 que venceu Seahawks, 49ers e Broncos. Manteve o Colts jogando em alto nível.

Menções honrosas: Tony Romo (nenhum QB foi mais injustiçado e teve boas performances menos reconhecidas em 2013); Cam Newton (grande temporada e grande evolução fora de campo); Tom Brady (fez milagres com um elenco limitado); Ben Roethlisberger (performances espetaculares sem um jogo terrestre ou linha ofensiva, pena que ninguém estava olhando); Colin Kaepernick (excesso de expectativas, de desfalques e de críticas obscureceram uma temporada muito sólida que viu Kap ter um QBR de 68.7, melhor que Brees, Newton e Russell); Alex Smith (papel muito importante em um time que passou de 2-14 para 11-4)


Running Back (6)


- Jamaal Charles, Kansas City Chiefs. Nenhum RB foi mais utilizado do que ele, e nenhum teve maior responsabilidade do que Charles. Também recebe bônus por ser o Fantasy MVP de 2013.
- LeSean McCoy, Philadelphia Eagles. Líder da NFL em jardas terrestres e jardas de scrimmage.
- Matt Forte, Chicago Bears. Temporada extremamente underrated dentro de um bom ataque de Chicago, quarto em jardas corridas e terceiro em recebidas (e terceiro em jardas de scrimmage). Não bloqueia ninguém, mas no Pro Bowl isso não importa.
- Adrian Peterson, Minnesota Vikings. Enfrentou 7 ou 8 jogadores na linha com a única intenção de pará-lo a temporada inteira, sem um QB que o ajudasse, e ainda teve média de 4.6 jardas por corrida.
- DeMarco Murray, Dallas Cowboys. Outra excelente temporada que passou desapercebida, segundo entre jogadores elegíveis em jardas por corrida.
- Marshawn Lynch, Seattle Seahawks. Caiu de produção em 2013, mas ainda foi o pilar ofensivo de um time 12-3 e um dos jogadores que mais exigiram ajustes na NFL. Número dois em TDs.

Menções honrosas: Knowshon Moreno (teria recebido mais atenção se não se beneficiasse tanto dos espaços criados por Manning); Reggie Bush (outro excelente all-around RB que foi valiosíssimo para seu time, mas liderou os running backs NFL em fumbles); Eddie Lacy (meu voto de calouro ofensivo do ano, temporada espetacular, manteve Green Bay vivo com Aaron Rodgers machucado); Frank Gore (melhor RB bloqueador da NFL, carregou o time nas costas durante partes da temporada); Ryan Matthews (finalmente saudável, mostrou que pode ser um dos melhores da liga).


Wide Receivers (8)


- Calvin Johnson, Detroit Lions. Quer dizer... C'mon...
- Josh Gordon, Cleveland Browns. Líder da NFL em jardas recebidas (1564), jardas por recepção (19.55, jogadores com mais de 20 recepções) e jardas por rota corrida (2.72). E tudo isso perdendo dois jogos por suspensão.
- Jordy Nelson, Green Bay Packers. Foi um dos quatro melhores WRs da NFL até Aaron Rodgers se machucar, e o jogador que manteve o ataque aéreo do time funcionando sem ele. QBs tiveram rating de 116.9 lançando na sua direção (terceira melhor da NFL), e isso inclui Seneca Wallace, Scott Tolzien e Matt Flynn.
- Demaryius Thomas, Denver Broncos. Líder da NFL em TDs recebidos e sétimo em jardas recebidas.
- DeSean Jackson, Philadelphia Eagles. Papel fundamental e espetacular no ataque de Chip Kelly, e o que o Rams sonha todas as noites que o Tavon Austin vá virar.
- Alshon Jeffery, Chicago Bears. O mais explosivo Jeffery ou o mais consistente Brandon Marshall? Decisão difícil. Fiquei com Jeffery, apertado.
- Antonio Brown, Pittsburgh Steelers. Excelente temporada, ressuscitou o ataque do Steelers junto de Big Ben, #1 no jogo aéreo pelo ranking do PFF.
- AJ Green, Cincinnati Bengals. Simplesmente dominante, um dos grandes motivos pela boa temporada de Andy Dalton.

Menções honrosas: Brandon Marshall; Eric Decker e Wes Welker (Manning conseguiria me fazer ter 1000 jardas e cinco TDs); Anquan Boldin (WR mais underrated de 2013, liderou todos os jogadores em jardas, aproveitamento e jardas por rota corrida no slot, quarto em jardas por rota no total, e Kaepernick teve um rating de 114.8 lançando na sua direção); Andre Johnson (a única estabilidade no ataque do Texans essa temporada); Dez Bryant (a extrema atenção negativa da mídia a tudo que ele fazia, para variar, não nos deixou notar uma temporada muito boa do camisa 88), Keenan Allen (tirando Gordon e Megatron, talvez nenhum WR tenha significado tanto para sua equipe. Rivers teve rating de 125.5 passando para ele, melhor da NFL); Julian Edelman (excelente personificação de Wes Welker na temporada, deve passar das 100 recepções).


Fullback (2)


- Anthony Sherman, Kansas City Chiefs. O melhor fullback de 2013, hands down. Seu impacto como bloqueador é um dos motivos que levaram Jamaal Charles a quebrar todos os recordes de fantasy.
- Bruce Miller, San Francisco 49ers. Depois de Sherman, o melhor bloqueador de todos os FBs da NFL, funciona também como uma importante válvula de escape do ataque do Niners. Talvez o mais importante FB da NFL, taticamente.

Menções honrosas: Marcel Reece, Oakland Raiders (FB mais versátil da NFL, chegou a ter 150 jardas em um jogo que jogou como RB); Mike Tolbert, Carolina Panthers (jogou de goal-line RB o ano todo e foi brilhante na função).


Tight End (4)


- Jimmy Graham, New Orleans Saints. Não gosto de votar em Graham como TE porque ele só é listado assim para ganhar um Franchise tag mais barato (quase 90% das suas jogadas são alinhando como WR, e ele não bloqueia), mas ele foi de longe o recebedor mais dominante entre os que são classificados assim na votação.
- Jordan Cameron, Cleveland Browns. Temporada espetacular e surpreendente mesmo sem um QB decente lançando para ele.
- Vernon Davis, San Francisco 49ers. Se você não acha Davis um dos cinco melhores TEs da NFL, você não assiste futebol americano. Ele foi terceiro em jardas por rota corrida, é o melhor bloqueador entre os TEs mais ativos no jogo aéreo, e o ataque aéreo do Niners despencou o ano todo quando ele esteve fora.
- Jason Witten, Dallas Cowboys. Uma temporada abaixo da sua média, mas ainda é o TE mais all-around da NFL.

Menções honrosas: Antonio Gates, San Diego Chargers (grande temporada de volta por cima); Julius Thomas, Denver Broncos (adoro essas temporadas que brotam do nada mais do que ninguém, mas Thomas é um dos piores bloqueadores do mundo); Rob Gronkowski, New England Patriots (perdeu jogos demais, dominante quando saudável); Tony Gonzales, Atlanta Falcons (se ele decidir não aposentar, qualquer um dos 32 times estariam satisfeitíssimos em contar com o veterano).


Offensive Tackle (6)


- Joe Thomas, Cleveland Browns. Ele é o melhor LT da NFL. Ponto.
- Joe Staley, San Francisco 49ers. Antes de se machucar, não tinha cedido UM sack na temporada, e nenhum outro lineman cedeu tão poucas pressões ou hurries como ele. Melhor pass blocker da NFL.
- Trent Williams, Washington Redskins. Tirando um jogo que foi humilhado por Aldon Smith, um sólido pass blocker e um dos responsáveis pelo bom jogo terrestre do time.
- Cordy Glenn, Buffalo Bills. Apenas no seu segundo ano, Glenn já se estabeleceu como um dos melhores LT da liga.
- Jordan Gross, Carolina Panthers. O tackle mais disciplinado da NFL (apenas uma falta na temporada) é, mesmo com certa idade, um dos jogadores mais completos de linha ofensiva.
- Jake Long, Saint Louis Rams. Não tão dominante contra o passe como já foi, mas um dos grandes responsáveis pela ótima temporada de Zac Stacey. Segundo melhor bloqueador em corridas da temporada.
- Jason Peters, Philadelphia Eagles. História interessante (se recuperou muito bem de uma lesão no tendão de Aquiles) e performances dominantes em campo, foi crucial no ataque de Chip Kelly.

Menções honrosas: King Dunlap, San Diego Chargers (melhor bloqueador em jogadas de corrida da temporada, per PFF); Tyron Smith, Dallas Cowboys (excelente jogador que custou uma vitória ao seu time com a pior falta da temporada); Sebastian Vollmer, New England Patriots (o melhor jogador de linha do Patriots até se machucar).


Offensive Guards (6)


- Evan Mathis, Philadelphia Eagles. Ajudado um pouco pelo esquema de Kelly, mas nenhum guard teve um papel maior no jogo terrestre e o desempenhou melhor do que Mathis.
- Josh Sitton, Green Bay Packers. Cedeu apenas um sack e nenhum hit em toda a temporada, e foi dominante de sobra em corridas também. Merece um PS4 do Eddie Lacy.
- Louis Vasquez, Denver Broncos. Excelente ano all-around, e o homem de confiança de Manning na linha ofensiva. Não cedeu um sack sequer na temporada.
- Larry Warford, Detroit Lions. A linha ofensiva foi um dos segredos do Lions essa temporada, não é a toa que Matt Stafford foi um dos QBs menos sackados da temporada e que o jogo terrestre explodiu do primeiro ao terceiro RB do time. Warford foi o melhor dos OL do time.
- Brandon Brooks, Houston Texans. Só ele e Johnson se salvam naquele ataque em 2013.
- Matt Slauson, Chicago Bears. A melhora da linha ofensiva foi um dos motivos para a evolução do ataque de Chicago, e Slauson em particular foi um upgrade imenso desde que chegou de New York. Apenas duas faltas e dois sacks na temporada.

Menções honrosas: Travelle Wharton, Carolina Panthers; Ben Grubbs, New Orleans Saints (o segredo do sucesso daquelas screens para o Darren Sproles); Andy Levitre, Tennessee Titans.


Centers (2)


- Alex Mack, Cleveland Browns. Para mim o melhor da NFL, cedeu apenas um sack e foi excelente em corridas.
- Manny Ramirez, Denver Broncos. Grande entrosamento com Manning depois de virar titular de emergência.

Menções honrosas: Chris Myers, Houston Texans (excelente em corridas, fraco em passes); Travis Frederick, Dallas Cowboys (idem); Ryan Kahil, Carolina Panthers (ano muito equilibrado para uma ótima linha de Carolina); Max Unger, Seattle Seahawks (muito bom até se machucar).


Defensive Ends (6)


- JJ Watt, Houston Texans. Watt ainda é o melhor jogador defensivo do mundo, liderando todos os linemen da NFL em stops contra o jogo terrestre, QB hits, tackles e passes desviados. E é o defensor rankeado #1, por uma margem absurdamente grande, nos rankings da PFF.
- Robert Quinn, Saint Louis Rams. Outro candidato fortíssimo a Defensive Player of the Year, o melhor pass rusher da NFL e líder da NFL em sacks.
- Muhammad Wilkerson, New York Jets. Tirando Watt, talvez o melhor two-way DE (ou seja, tanto no pass rushing como contra o jogo terrestre) da NFL, segundo apenas a Watt em stops em corridas.
- Cameron Jordan, New Orleans Saints. Terceiro melhor pass rusher entre DEs depois de Watt e Quinn, Jordan foi um dos motivos que levou a defesa do Saints a evoluir tanto do ano passado para este.
- Calais Campbell, Arizona Cardinals. Mesmo com tantos desfalques e suspensões na defesa do Cardinals, o grupo se manteve como um dos melhores da NFL, e a presença consistente e completa de Campbell na linha ofensiva foi um dos motivos.
- Cameron Wake, Miami Dolphins. Um dos melhores pass rushers da NFL e o melhor jogador de um time que tem 70% de chance (per Bill Barnwell) de ir aos playoffs.

Menções honrosas: Michael Bennett, Seattle Seahawks (teria meu foto no lugar de Wake, mas inexplicavelmente não está no ballott para o Pro Bowl); Greg Hardy, Carolina Panthers (talvez o melhor jogador de uma linha defensiva que ainda conta com Charles Johnson e Star Lotulelei); Mario Williams, Buffalo Bills (segundo melhor jogador de uma defesa secretamente boa de Buffalo que é #4 na NFL, lider do time em sacks, #3 na NFL); Chandler Jones e Rob Ninkovich, New England Patriots (tendo sólidas temporadas por New England).


Defensive Tackles (6)


- Jurell Casey, Tennessee Titans. Revelação da temporada, lidera todos os DTs da NFL com 10.5 sacks.
- Kyle Williams, Buffalo Bills. Melhor jogador daquela defesa de Buffalo que ninguém percebeu que é excelente.
- Gerald McCoy, Tampa Bay Buccaneers. Excelente all-around DT, especialmente como uma força destruidora indo atrás do QB pelo meio da linha defensiva. Torcedores do Bucs devem estar tendo flashes de Warren Sapp (embora eu faça votos que McCoy não vire um analista de TV tão ruim quanto Sapp).
- Ndamukong Suh, Detroit Lions. Outro que já é de praxe que a publicidade negativa afete a forma como vemos o jogador, mas que é extremamente dominante em uma boa linha defensiva de Detroit.
- Jason Hatcher, Dallas Cowboys. Outra surpresa agradável na temporada, Hatcher tem sido um dos DTs mais eficientes indo atrás do QB. A defesa de Dallas precisa urgentemente disso com Demarcus Ware em queda livre.
- Justin Smith, San Francisco 49ers. Sexto entre DTs em sacks, e o jogador mais importante de uma defesa top5 na temporada ocupando múltiplos bloqueadores e fazendo todo tipo de jogada.

Menções honrosas: Marcell Dareus, Buffalo Bills (o terceiro jogador dessa linha defensiva nessa lista); Dontari Poe, Kansas City Chiefs (esfriou depois de um começo espetacular de temporada, mas ainda dominante o suficiente); Brandon Mebane, Seattle Seahawks (especialista de Seattle contra o jogo corrido e que também tem se saindo muito bem pressionando QBs, perde pontos por não ser um jogador de tempo integral); Randy Starks, Miami Dolphins (excelente tanto contra o passe como contra a corrida, um dos DTs mais completos da NFL).


Inside Linebacker (4)


Outra classe surpreendentemente muito forte que foi dificílimo separar os jogadores. Por algum motivo, esse ano tivemos uma explosão de grandes MLBs, tanto jovens como velhos.

- Patrick Willis, San Francisco 49ers. Perdeu alguns jogos e se limitou em outros por lesão, mas é de longe o melhor MLB da NFL quando saudável - não é a toa que desde que se recuperou, a defesa terrestre de SF é a melhor da NFL. Caminha para terminar, pela sexta vez em seis anos, no Top2 de MLBs no ranking da PFF.
- Luke Kuechly, Carolina Panthers. Forte candidato a DPOY, especialmente depois de seus 24 tackles semana passada, o jovem MLB tem seus defeitos (top6 em missed tackles, deixa espaços demais quando tem que pressionar na linha) mas é um cara que joga com tanta intensidade e é tão bom contra a corrida e na cobertura que ele chama a atenção. Escolha brilhante do Panthers.
- NaVorro Bowman, San Francisco 49ers. Outro candidato a DPOY, Bowman manteve o time firme quando Willis se machucou e, talvez mais importante, sem Aldon Smith. Sua versatilidade permitiu a SF usar todo tipo de formação de blitz. Não atrapalha que sua pick-six contra Atlanta praticamente enviou o Niners aos playoffs. MLB #1 da NFL, per PFF.
- Vontaze Burfict, Cincinnati Bengals. Burfict alinha mais de OLB que de MLB na defesa 4-3 de Cincy, mas como está listado no ballott como MLB, não tem como deixá-lo de fora. Líder em tackles da liga e uma força a ser reconhecida contra o jogo terrestre.

Menções honrosas: Kiko Alonso, Buffalo Bills (números melhores do que parecem, mas ainda uma performance impressionante do calouro); Derrick Johnson (inigualável na cobertura, bom contra o jogo terrestre); Karlos Dansby, Arizona Cardinals (o Cards acende uma vela todo dia para o Jeff Ireland, que cortou Dansby antes da temporada); D'Quell Jackson, Cleveland Browns (um dos melhores jogadores dessa jovem e promissora defesa de Cleveland); Stephen Tulloch, Detroit Lions (excelente na blitz e na cobertura); Brandon Spikes, New England Patriots (temporada muito underrated do LB de New England); Sean Lee, Dallas Cowboys (candidato a DPOY antes de se machucar); Daryl Smith, Baltimore Ravens (tem tido seus problemas, mas substituiu bem Ray Lewis).


Outside Linebacker (6)


- Lavonte David, Tampa Bay Buccaneers. Davis não é um pass rusher - é OLB em um esquema 3-4 - mas é tão dominante quanto qualquer OLB da temporada. Muita gente lembra ele pela falta pessoal no Geno Smith que custou uma vitória ao time na Semana 1, mas não se engane: David é um dos melhores defensores da NFL.
- Elvis Dumervil, Baltimore Ravens. "Graças a Deus que Denver não sabe usar um fax!" - Ozzie Newsome. Dumervil tem sido um monstro em sua nova casa.
- Robert Mathis, Indianapolis Colts. Segundo da liga em sacks (16.5) e um dos únicos três bons jogadores da defesa de Indianapolis. Mathis esfriou nas últimas semanas mas seu impacto foi grande demais para ignorar.
- Justin Houston, Kansas City Chiefs. Sim, ele perdeu diversos jogos por lesão, mas estou fazendo uma exceção aqui simplesmente porque Houston foi dominante demais quando jogou. Ele é oitavo na NFL em sacks mesmo perdendo quatro jogos, e a defesa despencou sem ele. Eu já falei que ele liderava a NFL em tackles for loss quando machucou, também?
- Terrell Suggs, Baltimore Ravens. 10 sacks e o melhor OLB 3-4 da NFL contra o jogo terrestre, o que mais eu preciso dizer?
- Ahmad Brooks, San Francisco 49ers. Ele é o quarto melhor OLB contra o jogo terrestre, terceiro em stops. Ele é terceiro em tackles for loss. Ele tem 8.5 sacks e precisou controlar o pass rush praticamente sozinho sem Aldon Smith por um bom tempo. Pouca gente presta atenção nele em uma defesa cheia de estrelas, mas Brooks teve um 2013 espetacular.

Menções honrosas: Trent Cole, Philadelphia Eagles (era ele ou Brooks. Brooks foi melhor pressionando e na cobertura, Cole foi melhor contra o jogo terrestre em uma defesa pior); Tamba Hali, Kansas City Chiefs (excelente temporada, mas teve mais ajuda do que praticamente qualquer outro jogador dessa lista); Briak Orakpo, Washington Redskins (boa temporada depois de uma lesão grave, perdida em meio a zona que é Washington); Chad Greenway, Minnesota Vikings (segundo em tackles entre OLBs, teve que jogar praticamente sozinho nessa defesa terrestre); Thomas Davis, Carolina Panthers (depois de três lesões graves, muito bom vê-lo de volta jogando em alto nível); Von Miller, Denver Broncos, e Aldon Smith, San Francisco 49ers (problemas extra-campo e perda de jogos demais, mas quando estiveram em campo foram extremamente dominantes).


Cornerbacks (8)

Cornerbacks é bem simples, na verdade. A NFL teve SEIS can't-miss CBs na temporada, e temos oito espaços para CBs no Pro Bowl. Então coloque os seis obrigatórios, basicamente, e os outros dois ficam a gosto.

- Richard Sherman, Seattle Seahawks. Um pouco overrated por jogar em um esquema feito para ele e porque tem suas falhas escondidas por dois dos melhores safeties da NFL, mas não da para discutir com 8 interceptacões e sua dominação sobre a linha de scrimmage.
- Alterraun Verner, Tennessee Titans. Outro jogador da surpreendentemente boa defesa de Tennessee, Verner teve cinco interceptações e foi um dos jogadores mais dinâmicos da temporada.
- Darrelle Revis, Tampa Bay Buccaneers. Não tão dominante quanto estamos acostumados, especialmente porque não fez tantas marcações homem-a-homem nesse ano. Mas ele foi um dos melhores da NFL mesmo em zonas que não tiram o máximo dos seus talentos, e QBs tiveram um rating de 61.8 lançando na sua direção. Então... yeah. Só uma falta o ano todo, btw.
- Joe Haden, Cleveland Browns. O cara que segurou AJ Green a 2 recepções para 9 jardas merece séria consideração na disputa de melhor jogador da posição, mas ninguém presta atenção merecida a ele.
- Aqib Talib, New England Patriots. Talib teve um final de temporada muito ruim, especialmente depois de algumas lesões, mas isso não apaga o quão dominante Talib foi durante o começo do ano, onde fez um trabalho magistral em todo tipo de jogador: WRs, slot WRs, TEs, você manda. 
- Patrick Peterson, Arizona Cardinals. Outro CB que ancorou uma das melhores defesas da NFL, Peterson possivelmente é o jogador defensivo mais atlético da liga. Apesar de um jogo horrível contra Tennessee algumas semanas atrás, o jovem CB é um dos mais dominantes da NFL.
- Brent Grimes, Miami Dolphins. Com Peterson acabamos nosso Top6 inegável, então esses últimos dois são mais por opções pessoais. Então fico com Grimes, um jogador underrated que tem sido extremamente importante para Miami. Seus 13 passes desviados são #2 na NFL. 
- William Gay, Pittsburgh Steelers. Gay teve uma temporada não-espetacular, mas muito sólida. Apenas uma interceptação, mas também só permitiu um TD, forçou dois fumbles e segurou QBs a um rating de 71.2 quando lançavam na sua direção. Na falta de concorrência mais forte, fico com ele.

Menções honrosas: Tramaine Brock, San Francisco 49ers (de longe o maior injustiçado, deixado de fora do ballott quando merecia estar lá. Brock é segundo na NFL com 5 interceptações, é o oitavo melhor CB da liga per PFF, e segurou QBs a um 68.2 passer rating. Btw, eu já disse que ele fez isso perdendo três jogos?); Vontae Davis, Indianapolis Colts (boa contratação que teve que segurar as pontas sozinho na secundária); Leon Hall, Cincinnati Bengals (vinha muito bem antes de machucar); Dominique-Rodgers Cromartie, Denver Broncos (temporada underrated depois de um fracasso na Philadelphia); Captain Munnerlyn, Carolina Panthers (não tão bom na cobertura como os demais, mas muito bom ajudando no jogo terrestre. E lider em força nominal da temporada).


Strong Safety (2)


- Eric Berry, Kansas City Chiefs. Nenhum safety é melhor na cobertura do que Berry, atualmente. Btw, sabia que ele liderou a liga em sacks entre safeties com 3.5?
- TJ Ward, Cleveland Browns. Free Agent ao final do ano, Ward teve um ano muito bom (particularmente dominante contra corridas) que vai ser mais lembrado, infelizmente, por ser o cara que estourou o joelho do Rob Gronkowski (nenhuma culpa de Ward, btw).

Menções honrosas: Kam Chancellor, Seattle Seahawks (um dos jogadores mais sujos da NFL, mas muito bom perto da linha); Antrell Rolle, New York Giants (seis interceptações, mas teve problemas com faltas); Troy Polamalu, Pittsburgh Steelers (não é o mesmo dos velhos tempos, mas é bom o suficiente); Kenny Vaccaro, New Orleans Saints (boa temporada do calouro, sua lesão foi um dos motivos que levou o Saints a tomar a virada do Panthers).


Free Safety (2)


- Earl Thomas, Seattle Seahawks. Thomas teve um ano complicado contra corridas, mas ainda é muito bom na cobertura. Para mim o melhor jogador dessa secundária que é a melhor da NFL. 5 interceptações e dois fumbles forçados reforçam suas credenciais.
- Jairus Byrd, Buffalo Bills. Byrd teve um começo complicado de temporada, mas desde que entrou, tem sido bom como sempre. Acho que o Bills vai se esforçar para renovar com o jogador. O quanto antes.

Menções honrosas: Devin McCourty, New England Patriots (jogou muito bem na sua nova posição); Eric Weddle, San Diego Chargers (único ponto positivo em uma péssima defesa de San Diego esse ano); Eric Reid, San Francisco 49ers ( o calouro acabou sendo uma evolução em relação ao ex-Pro Bowler Dashon Goldson em SF).



Kicker (2)


- Justin Tucker, Baltimore Ravens. Quando você é um kicker e tem gente fazendo argumentos sobre porque você deveria estar na briga pelo MVP, você teve um ano bom o suficiente para mim. E o de Tucker foi, talvez, o segundo melhor de um kicker que eu já vi (tirando 2011 Akers).
- Stephen Gostkowski, New England Patriots. Outro jogador extremamente consistente o ano todo, em um ataque que precisava muito de um kicker pelas suas dificuldades para entrar na end zone.

Menções honrosas: Matt Prater, Denver Broncos (quer dizer, o cara quebrou o recorde da NFL!); Steven Hauschka, Seattle Seahawks.


Punt returner (2)


- Golden Tate, Seattle Seahawks. Nenhum TD, mas consistentemente conseguindo bons retornos e dando boas posições de campo a sua equipe.
- Dexter McCluster, Kansas City Chiefs. Dois TDs falam por si só.

Punters (2)


- Andy Lee, San Francisco 49ers. Terceiro em média e um trabalho consistentemente excelente para um time que ainda depende muito de posições de campo.
- Pat McAfee, Indianapolis Colts. Não podemos ter um Pro Bowl sem o punter mais divertido e melhor tackler da NFL.

Menções honrosas: Shane Lechler, Houston Texans; Thomas Morstead, New Orleans Saints.

Speacial Teamers (2)


- Justin Bethel, Arizona Cardinals. O melhor jogador de ST do melhor ST da NFL.
- David Bruton, Denver Broncos.

Menção honrosa: Jeremy Lane, Seattle Seahawks (não estava no ballott).


E ai, o que achou do meu time? Boas festas a todos!


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Considerações de fim de temporada

Como nossos leitores devem se lembrar, a gente deu uma corrida bem forte por aqui quando eu voltei de viagem, depois de uma longa ausência do blog, pra poder cobrir tudo que estava acontecendo nos playoffs da NFL, que era o assunto mais importante em pauta. A gente deixou de lado várias coisas que aconteceram na NFL entre os times que ficaram de fora da pós temporada e cobriu os jogos que estavam ou iam acontecer. Bom, agora chegou a hora de trazer à tona alguns assuntos que a gente deixou passar mas que eu acho importante trazer de volta, pelo menos de forma mais curtinha. São dois assuntos, ambos de NFL, mas que tem alguma importância em geral pra Liga e por isso valem comentários um pouco mais profundos.


Quando eu disse que adoraria ver o QB do Colts no 49ers, eu não me referia ao de 1997

Dança dos técnicos
Esse foi um assunto que chamou bastante a atenção durante a temporada por causa do grande número de demissões de técnicos de times que não foram bem como todos esperavam, de técnicos que foram demitidos porque não conseguiram levar elencos limitadíssimos longe, e muitos, muitos boatos sobre técnicos que iriam sair e entrar em equipes. O Dallas Cowboys demitiu o Wade Phillips, o Vikings mandou o Brad Childress passear, o Josh McDaniels deu o fora de Denver, e ai começaram a pipocar boatos sobre técnicos de times que também estavam aquém das expectativas, como o 49ers, Miami Dolphins e até o New York Giants. Muitos nomes foram colocados em cima da mesa, e começou uma grande especulação em torno disso.

Isso começou, de certa forma, com um técnico do College, Jim Harbaugh. Harbaugh era técnico de Stanford e o seu contrato com a Universidade acabou no final da temporada colegial americana, com o título do Orange Bowl. Harbaugh é um bom técnico e anunciou sua intenção de se desligar da Universidade de Stanford ao fim do seu contrato, e supostamente seu destino seria a NFL. E imediatamente começaram a pipocar boatos sobre os times que estavam sem um técnico oficialmente: Cowboys, Vikings, Denver, e tambem 49ers, que mandou o Mike Singletary embora, o Carolina Panthers que se livrou do John Fox, o Miami Dolphins que estaria mandando o Tony Sparano embora, o Oakland Raiders que mandou o Tom Cable pra casa da mãe e até o Giants, embora ainda estivesse um técnico que na minha opinião está longe de sair. Mas o Vikings e o Cowboys logo saíram dos boatos porque efetivaram Leslie Frazier e Jason Garrett, respectivamente. Ambos foram os treinadores interinos após as demissões dos técnicos de ambos os times e se saíram bem, melhoraram consideravelmente as atuações das suas equipes e fizeram o suficiente pra convencer a direção de ambos os times que mereciam o cargo.

Bom, o Jim Harbaugh acabou indo pro 49ers, e ai deixou Denver, Panthers e Raiders procurando por um técnico, e o Dolphins decidindo o que fazer com o seu. O Dolphins rodou, rodou, rodou e por fim decidiu que o Tony Sparano não ia a lugar nenhum. E ai pareceu história de marido corno: O Denver foi lá e pegou o ex-técnico do Panthers, o John Fox. O Panthers buscou seu próprio corno e tirou o Ron Rivera de San Diego, onde era coordenador defensivo, mas foi pra Carolina como técnico mesmo. E o Raiders, que ficou sem ninguém, promoveu o coordenador ofensivo, Hue Jackson, pro cargo. Ai outro time sem emprego, o Cleveland, que demitiu de forma absurda o Eric Mangini, que vinha fazendo um ótimo trabalho com o elenco fraco do time, foi lá e tirou o coordenador ofensivo de outro time, o Saint Louis Rams, Pat Shurmur. E o que fez o Saint Louis Rams sem seu coordenador ofensivo? Buscou pra posição o McDaniels, ex-técnico do Denver Broncos. Parece ou não parece roteiro de novela mexicana??

Na prática, os times que jogaram mais seguro foram justamente Dallas e Minnesota. Os dois já tiveram um período de experiência sem compromisso dos novos técnicos, e ambos fizeram o time melhorar muito seu jogo em relação ao que vinha acontecendo antes. Os dois parecem ter o controle do elenco, e agora precisam ter pulso firme pra agüentar o que vem pela frente: A busca pelo título do forte time de Dallas e o período de turbulência sem um QB do Vikings. O Miami, pra mim, não jogou seguro porque o técnico simplesmente não deu certo lá. O Miami tinha um time muito melhor do que sua campanha e a forma como jogou indicava e, embora a falta de um QB confiável atrapalhe bastante, eu não vi o Sparano fazer nada par melhorar essa situação, e o time parecia disperso, sem comando. A situação lembrava, dadas as devidas proporções, a do Dallas, e eu acho que, assim como no Dallas deu certo a troca de comando, eu acho que no Miami também daria. Já os outros times são incógnitas porque nenhum desses técnicos já atuou como Head Coach da NFL antes, e cada um deles vai enfrentar uma situação diferente. Não vou palpitar agora, e sim esperar pra ver como eles ficam nos cargos depois de algum tempo.


"Ai, olha ele pagando de machão de novo!!"

Vince Young e Jeff Fisher
Embora não tenha participado da novelinha acima, o Titans tem um problema maior do que todos esses times acima no que diz respeito ao técnico em relação ao elenco. O Titans teve um ressurgimento incrível em 2009 depois de começar perdendo seis jogos seguidos, quando o QB Vince Young assumiu o time. Ele jogou bem, fez uma dupla excelente com o Chris Johnson e o time quase foi para os playoffs. Esse ano as expectativas eram altas, e embora o foco fosse o Chris Johnson e suas 2000 jardas terrestres, o Young sempre foi uma peça fundamental no time e era ele quem decidia os jogos quando a coisa apertava.

Mas o Young sempre teve seus problemas de personalidade, eu até falei um pouco deles nesse post aqui na parte sobre o Titans, e sempre ficou claro que, apesar de possuir muito talento, ele era um jogador com a cabeça meio problemática. Pode parecer uma frescura isso de jogadores problemáticos, e tem até gente que exagera e se ferra por isso (Boa noite, Pacers!), mas se tem uma coisa que estraga jogador talentoso são problemas com a cabeça, e não me refiro às concussões. Jogadores que não treinam, não se dedicam, se preocupam mais com suas estatísticas que com o time, que não tem personalidade pra agüentar essa maratona, a gente cansa de ver jogadores assim, e muitas vezes isso afunda jogadores que tem muito potencial, eles acabam se queimando com a cartolagem e os técnicos, confiam demais no seu talento e não se desenvolvem porque acham que não precisam, não se dedicam e passam uma impressão ruim pros colegas. E como a posição de QB é a posição de liderança dentro do time, um QB com essas características geralmente é um QB sem controle e respeito dentro do elenco, e um QB assim nunca vai conseguir extrair o melhor do seu time. E o Young nunca foi um QB de grande personalidade dentro do time e não era o jogador que mais impunha respeito no mundo. Mas ele jogava bem, seus companheiros e ele possuíam uma boa química dentro de campo e o time ia pra frente como podia. Mas a partir do momento que ele começou a vacilar, deixou de treinar como treinava no começo da temporada, não fez o esforço que todo mundo espera de um jogador com uma posição tão importante do elenco, o time se desmontou, perdeu seu foco e jogou o resto da temporada apenas pra cumprir tabela, porque o time estava totalmente perdido. E o Jeff Fisher sempre foi um técnico linha dura e de personalidade forte e ficou extremamente bravo com essa situação e colocou o Young no banco. O que fez ele se dedicar menos ainda porque achou que não ia voltar a ser titular, e por ai vai.

O Young chegou a voltar a ser titular numa tentativa de salvar a temporada, mas ele sofreu uma nova lesão e teve que sair de campo. Ficou bravo, jogou o equipamento pra torcida e não pediu desculpas pro Fisher. Resultado que ninguém gostou e a situação dele com o técnico ficou insustentável. Muitas pessoas disseram que os dois não tinham condições de jogar juntos novamente, e que portanto um deles teria que sair. Pessoas ligadas à direção do Titans aconselharam o GM do time a manter Fisher e mandar Young embora, até porque não era só com o técnico que ele tinha problemas, e parecia que o time tinha feito sua decisão quando anunciou que o Young não jogaria mais pelo time. Mas qual foi a surpresa quando, semana passada,o time anunciou a saída do Fisher do posto de técnico.

O Young não vai voltar a ser o QB do time, não é essa a história, pelo menos por enquanto. O time está desesperadamente atrás de uma troca pra não sair de mãos abanando e não descarta a hipótese de dispensar o QB sem mais nem menos. Ao que tudo indica o Vince Young vai mesmo sair de lá, e o problema é que eu acho que o valor dele despencou com o final desse ano, e duvido que time consiga muito por ele. Mas o problema que o time enfrenta agora é a saída do Fisher, porque embora muita gente já previsse a saída dele do Titans no final da temporada 2011, com o término do seu contrato, a saída dele agora deixa o time numa posição ainda mais complicada. Eu acho o Fisher um ótimo técnico, não tem medo de peitar jogadores problemáticos e sempre foi bom em controlar jogadores indisciplinados (só lembrar da barbaridade que o Albert Haynesworth jogava com ele) e é muito bom escolhendo as pessoas certas pros cargos certos, se cercou em Nashville de uma equipe de técnicos confiáveis e competentes, e é excelente montando times que joguem bem como uma equipe, em conjunto, ainda que com elencos limitados. É daqueles técnicos que sabem extrair o máximo do grupo que tem nas mãos. Então porque ele foi embora?

Ele foi embora porque o Vince Young foi embora, a verdade é essa. Não porque ele era O Vince Young, se fosse o Kevin Kolb teria sido a mesma coisa, se o que sobrou pra ele era o Kerry Collins. Acontece que agora o time não tem mais um QB pra liderar a franquia, e portanto vai ter que começar esse projeto do começo novamente. O time tem um bom núcleo jovem e o Titans deve ir atrás de um QB novo também, seja por troca ou, mais provavelmente, via draft. Mas quando você drafta um QB ou muda um QB jovem de time, ele tem que se adaptar a muitas coisas. O processo de desenvolver um Quarterback jovem é demorado e paciente, o jogador tem que ir aprendendo com calma o esquema do novo técnico e geralmente isso demora. Pro Titans, portanto, não fazia sentido draftar um QB agora, deixar ele um ano aprendendo o esquema do Fisher enquanto se desenvolvia com ele, pra dai o Fisher sair no final da temporada que vem e ter que ensinar um esquema novo e ter que adaptar o garoto a um técnico novo. Como o Titans vai querer começar esse processo agora, eles querem desenvolver um projeto em torno disso, e eles precisam de um técnico que acompanhe o desenvolvimento do centro do time, o Quarterback. E ai o melhor que o time fez, em nome desse projeto, foi mandar o técnico embora pra contratar um técnico novo, com um esquema novo, que vai começar junto da nova cara da franquia.

Agora o Fisher está no mercado, e ele tem um pouco mais de valor que o Young. O Titans ainda está sem técnico e parece que a idéia é buscar alguém no College ou promover um dos muitos bons assistentes do Jeff Fisher pro cargo. Mas o time perdeu o maior agito da dança dos técnicos e muitos técnicos bons disponíveis já saíram do mercado, e agora o time vai ter que ir atrás de quem sobrou. E por outro lado, o Fisher entra no mercado agora que ele parece ter se saturado. Mas o Fisher é um técnico competente e que já fez seu nome na Liga, não deve ficar desempregado muito tempo.

Extra: Pro Bowl
O Pro Bowl desse ano foi bem chatinho, mas vale conferir o Touchdown que o Center do Browns, Alex Mack, anotou no final da partida.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pro Bowl

Antes de mais nada eu queria, novamente, pedir desculpas. Aproveitando que era uma semana sem maiores interesses no mundo dos esportes americanos, já que essa é a semana de folga entre as Finais de Conferência e o Pro Bowl na NFL, e o All Star Game da NBA ainda está escolhendo seus jogadores, aproveitei pra colocar em ordem várias coisas, e deixei o blog um pouco de lado. Desculpas aos leitores que entram aqui periodicamente, espero que continuem querendo voltar. Mas a falta de tempo, excesso de coisas pra fazer e a falta de um parceiro pro blog (confiável) atrapalharam e eu optei por deixar essa semana mais vazia de lado pra poder me concentrar exclusivamente nessa semana preparatória pro Super Bowl. Prometo posts todos os dias até o fatídico domingão, inclusive um post com várias sugestões de onde assistir ao jogo, pra quem não sabe e não tem ESPN. Portanto desculpem a falta de posts e vamos agora voltar ao ritmo normal.
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Isso resume bem o que é o Pro Bowl: Uma diversão bastante confusa
O Pro Bowl da NFL, tradicionalmente, era um jogo realizado no Hawaii no domingo seguinte ao Super Bowl. Nele, se enfrentavam os times da AFC e da NFC, onde ambos os times eram eleitos por votação popular, pelo menos um (ou dois, dependendo da posição) titular e um (ou dois) reserva(s) pra cada posição (exceto special teams e Fullback). Ano passado, no entanto, o comissário Roger Goodell decidiu mudar tudo e subverter a ordem de uma vez: aproveitando que o contrato pro Pro Bowl ser realizado no Hawaii tinha acabado, ele decidiu que a edição de 2010 fosse no mesmo estádio do Super Bowl, o Sun Life Stadium de Miami, e que fosse no domingo anterior ao Super Bowl, e não no posterior. Muita gente reclamou que isso era uma quebra de tradição e tudo mais, e ai o Goodell desistiu e levou o Pro Bowl de volta pro Hawaii, embora o domingo ainda seja antes do Super Bowl, que nem ano passado.

Mas o Pro Bowl, assim como o já citado All Star Game, é um jogo que divide um pouco as opiniões. Os dois jogos têm a mesma função: Divertir, colocar os jogadores que a torcida mais gosta pra jogar juntos numa partida festiva e também é uma forma de reconhecer os atletas que a torcida considerou mais dignos de estarem lá. Tanto na NFL como na NBA, ser um Pro Bowler (Ou All Star) é uma honra, uma medida de como o cara é importante dentro da Liga (Pode reparar que várias vezes ao se falar de um jogador você acompanha seus dados básicos na carreira do número de aparições do jogador nesses jogos) e de por quanto tempo ele foi capaz de manter seu jogo em alto nível.

Mas as divergências existem, e por dois motivos principais. O primeiro e talvez o mais importante é que é um jogo sem importância nenhuma. Não é como o All Star Game da MLB, que é realizado durante a temporada regular entre as conferências e que determina quem terá o mando de campo na World Series, que é o campeão da conferência que venceu o All Star Game. Portanto, vencer o All Star Game é uma questão que é importantíssima, principalmente porque a maior parte dos jogadores e técnicos dos times no All Star Game pertencem aos times que estão disputado vagas nos playoffs e que portanto tem um interesse direto na vitória: caso vençam e seus times cheguem ao Clássico de Outono, esse time terá o mando de campo, mesmo que tenha tido quarenta vitórias a menos que o campeão do outro lado. Mas não na NFL e na NBA, nesse caso é apenas um jogo festivo. Os jogadores se exibem um pouco, fazem festa pra torcida, se divertem, mas no fundo eles sabem que aquele jogo não vale nada, e ninguém realmente da 100% de si, até porque corre o risco de uma lesão (Todo mundo está à mercê de uma lesão quando está correndo num campo com oito ou nove linemans de 140kg por perto) ou até pra não levar umas pancadas quando você já está de férias. Por mais que sejam grandes jogadores, ninguém joga com seriedade, simplesmente porque o jogo não vale nada, e depois de um tempo isso começa a ficar cansativo, aquela situação que todo mundo quer jogar mas ninguém quer suar a camisa. As vezes, quando o final das partidas começa a ficar apertado, começa a ter um pouco mais de vontade de ambos os lados, mas isso só quando se chega no final da partida com um placar apertado e dependendo também de quem está em quadra.

O segundo argumento contrário é justamente essa questão do 'mérito' de quem está lá. A votação, em ambos os casos, é popular, e portanto quem está escolhendo são torcedores sujeitos a vários tipos de torcida, a favor de um, contra outro, e que muitas vezes vota em jogadores que não mereciam estar lá, quando jogadores da mesma posição tiveram anos melhores, simplesmente porque esse jogador já foi muito bom no passado ou porque a torcida gosta muito dele. Ou então deixam de eleger algum jogador porque ele teve uma má conduta um ano, porque é chato ou arrogante, mesmo que ele esteja destruindo dentro de campo. Não é uma votação baseada somente na produtividade ou rendimento do jogador dentro de campo, está muito vinculada a tudo que um torcedor sente fora das quadras. O que mais, além do amor cego e incondicional de um bilhão de chineses, seria capaz de eleger o Yao Ming pro All Star Game quando eu joguei basquete mais vezes que ele nos últimos seis meses?? Porque o Logan Mankins, do Patriots, é titular do All Star Game na frente do Brian Waters (Chiefs) quando o Mankins, que é um dos grandes Guards da Liga há alguns anos, perdeu sete jogos por causa de uma disputa contratual e jogou apenas metade da temporada, começando fora de forma e jogando mal até finalmente se acertar depois de jogar várias partidas fracas, e o Waters foi o principal responsável na linha ofensiva do Chiefs pelo melhor ataque terrestre da NFL?

Esse "mérito" é uma noção que não leva em conta muitas coisas e que, pelo menos pra mim, é uma medida muito fraca de rendimento de um jogador. Claro que um jogador que foi pro Pro Bowl durante 12 anos seguidos merece uma atenção, ninguém vai pra tudo isso só no nome, não foi isso que eu quis dizer, mas acontece que se um jogador foi pro Pro Bowl durante 8 anos seguidos por ser um tremendo jogador, muito dominante e carismático, ele pode conseguir mais quatro vagas por causa das oito anteriores quando ele já está na descendente da carreira. Vale lembrar, por exemplo, que o Aaron Rodgers não vai pro Pro Bowl esse ano, e em seu lugar estão indo Matt Ryan e Drew Brees. Rodgers, Brees e Ryan estão todos entre os, digamos, cinco melhores QBs da NFC hoje, sem dúvida, mas na hora de decidir quais são os dois melhores que vão ganhar o 'Pro Bowl 2011' no currículo e qual deve ficar de fora, é uma coisa muito subjetiva e que pode dar um 'prêmio' a um jogador em detrimento de outro por causa de algo que não vai mostrar nunca quem é o melhor, e que aliás nem deveria mostrar. Além disso, o Pro Bowl tem um plantel bastante bagunçado. Muitos jogadores não vão pro Pro Bowl pelos mais diversos motivos, os principais sendo lesões (leves ou graves) e a presença no Super Bowl, mas também tem muitos jogadores que simplesmente pedem pra não jogar essa partida pra irem viajar, pra descansarem, pra não interromperem as férias. E ai você chama mais jogadores que ficaram de fora e vai inchando o plantel. As vezes nem os próprios jogadores selecionados ligam pro Pro Bowl, a gente fica em dúvida também se deveria ligar.

Mas, por outro lado, da pra entender a animação de alguém que vê que um time com Tom Brady passando para Andre Johnson, Reggie Wayne e Dwyane Bowe e correndo com o Jamaal Charles enfrentando uma defesa com Ndamukong Suh, Jullius Peppers, Demarcus Ware e Adrian Wilson, sendo que depois você ainda pode ver o Devin Hester retornar um punt ou kickoff pro Michael Vick entrar em campo enquanto faz chover bolas longas pro Roddy White e pro Calvin 'Megatron' Johnson. São jogadores que estão na elite da Liga e que são ótimos de se ver jogar, talentosos, habilidosos, explosivos, atléticos, e portanto existe essa perspectiva de ver esses grandes talentos dentro de campo. Se a coisa começar a esquentar, é promessa de um jogo bom, e é sempre um prazer ver as jogadas que ocasionalmente saem nesses jogos, frutos do puro talento.

O que exatamente virou o Pro Bowl, eu não sei dizer, e nem é isso que eu quero. Cada um tem sua opinião, cada um encara a partida do seu ponto de vista. O Pro Bowl é necessário? Do ponto de vista profissional talvez não, mas os americanos são muito apegados às suas tradições, e eles adoram mantê-las, acabar com uma tradição é como violar a história do país, e os americanos acham isso um insulto. Só ver a grande reação que foi dentro e fora da Liga quando o Goodell anunciou que o Pro Bowl ia quebrar a tradição e sair do Hawaii. É uma forma divertida (não disse útil) e espalhafatosa de celebrar o principal esporte americano na atualidade e todo seu glamour. Se vale a pena acompanhar, eu sinceramente acho que sim. Tem talento demais, jogadores bons demais pra que não haja pelo menos um lance emocionante ou espetacular no jogo todo, e isso sempre é divertido. Ver certos jogadores jogar é um prazer, e mesmo em ritmo de férias e brincadeira não deixa de ser divertido ver a quantidade de jogadores de qualidade jogando juntos e dando risada. Mas pra mim você tem que ver a partida como o que ela é: Uma partida festiva, que vale tanto quanto o "casados vs solteiros" do final de semana no clube, e que se deve acompanhar apenas pela diversão do que vai ver ali dentro, não pelo que ela signifique ou pelo que ele represente. Até porque, de fato, ela representa apenas isso, uma reunião de jogadores que querem se divertir jogando um pouco o esporte que gostam. Os que não estão afim disso são os que botaram a mão na coxa e pediram pra sair antes de começar, que nem o Ronaldo faz quando não está afim de jogar. Os jogadores que vão pra lá são os que querem se divertir, encontrar outros jogadores de alto nível, dar umas trombadas sem compromisso e bater uma bolinha, já que a temporada acabou mesmo. E é nesse espírito que se deve assistir ao Pro Bowl pra aproveitar ao máximo e esquentar para o grande evento, que será só daqui a sete dias: Super Bowl, direto de Dallas.

A lista com os titulares, reservas e substitutos que foram eventualmente cobrir os jogadores que estão fora por lesão, férias ou Super Bowl pode ser vista nesse link aqui, e pra quem está por fora, o Super Bowl será esse domingo, dia 31, 10h da noite.

sábado, 30 de outubro de 2010

É hora de votar!

"Bicudinha diz: Eu voto no Peyton Manning!
Bicudinho diz: Eu voto no Michael Vick!"

Todo cidadão tem um dever cívico, nesse final de semana, de ir às urnas para eleger seus favoritos, que estarão presentes em suas memórias por, pelo menos, os próximos 4 anos. O que?! E eu lá me importo com eleição pra Presidente?! Estou falando da eleição mais importante do ano! A escolha dos jogadores do Pro Bowl 2011! Milhões de fãs de futebol americano têm o dever de escolher os dois times - O da NFC e o da AFC - que irão jogar, em 30 de Janeiro de 2011, no Aloha Stadium, estádio da paradisíaca Honolulu, Havaí, o "jogo das estrelas" da NFL. A eleição dos jogadores começou hoje, no site da NFL (http://www.nfl.com), e você escolhe 3 jogadores, de cada divisão, por posição para dar seus votos, num total de 6 escolhidos por posição. Assim se formam os 2 times dos melhores da temporada.

Não, o Pro Bowl nada vale. É simplesmente um jogo para a diversão dos fãs do esporte, extremamente divertido. Apesar disso, as escolhas para o jogo contam muito. Jogadores eleitos para o Pro Bowl, geralmente, se valorizam e despertam interesse de outros times. O número de eleições para o Pro Bowl, inclusive, para cada jogador, mostra experiência e habilidade. Com isso, o Pro Bowl ganha maiores dimensões. Não pelo lado "físico" do jogo. Mas por toda essa especulação existente acerca dele, o que torna a eleição dos Pro Bowlers mais emocionante!

Assim como na temporada regular, o Pro Bowl também elege um MVP (ok, na temporada regular é mais de um, mas aqui é um só, pô!). O MVP do Pro Bowl, jogador que melhor atuou durante seu período em campo na partida, recebe um prêmio pelo feito, além do reconhecimento e da valorização.

Curiosidades Pro Bowlísticas:

- Merlin Olsen e Bruce Matthews, ex jogadores, respectivamente, dos Rams e dos Oilers/Titans, são os jogadores com o maior número de escolhas para o Pro Bowl, com 14 cada um. A diferença é que Olsen fez isso consecutivamente. E, mais surpreendentemente, a partir do seu primeiro ano.

- Joe Klecko é o único jogador da história a participar de Pro Bowls em 3 posições diferentes. DeSean Jackson, dos Eagles, é o único a participar em 2 posições diferentes no mesmo Pro Bowl (Wide Receiver e Kick Returner).

- Os 2 treinadores com o maior número de vitórias em Pro Bowls são Bill Cowher e Chuck Noll. Coincidentemente, os dois eram head coaches do Pittsburg Steelers.

- O time com mais seleções para o Pro Bowl na história é o Dallas Cowboys de 2007/08

- O único Pro Bowl que teve sua data alterada foi o da temporada 2001/02, devido aos ataques terroristas ao World Trade Center.

Então, não se esqueçam, crianças. Votem consciente, levem suas colinhas e tornem o Pro Bowl um jogo mais feliz, pra mim e pra você!!!

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Amanhã começa a 8ª semana da temporada regular. Os Byes dessa semana são Falcons, Ravens, Bears, Browns, Giants e Eagles. Com isso, teremos os seguintes jogos (já acompanhados das minhas previsões):

Denver Broncos @ San Francisco 49ers - Acredito numa recuperação dos Broncos, depois do vexame contra Oakland.

Jacksonville Jaguars @ Dallas Cowboys - Jogo duro...de assistir. Cowboys sem Tony Romo, mas acredito que Jon Kitna os leva à vitória.

Miami Dolphins @ Cincinatti Bengals - Dolphins vencem, mas não vai ser um jogo muito fácil. Bengals precisam se recuperar.

Green Bay Packers @ New York Jets - Por mim, um dos jogos mais esperados da temporada. Acho que dá Jets.

Buffalo Bills @ Kansas City Chiefs - Chiefs levam fácil. Bills só engrossa contra os favoritos ao título.

Washington Redskins @ Detroit Lions - Jogo difícil, acho que Washington leva por pouco.

Carolina Panthers @ St. Louis Rams - Talvez um dos piores jogos do ano. Acredito em Sam Bradford e nos Rams.

Tennessee Titans @ San Diego Chargers - Titans leva, com uma bela atuação de Vince Young, anotem.

Minnesota Vikings @ New England Patriots - Jogão. Patriots levam, talvez no Overtime.

Seattle Seahawks @ Oakland Raiders - Acredito nos Raiders. Depois do que fizeram com o Broncos, Seahawks é piada.

Tampa Bay Buccaneers @ Arizona Cardinals - Bucs. Josh Freeman vem se mostrando um ótimo QB.

Pittsburg Steelers @ New Orleans Saints - Steelers levam. Defesa vem forte e o Saints vem avacalhando.

Houston Texans @ Indianapolis Colts - Jogaço! Mas Texans não repetem o que fizeram na primeira semana. Dá Colts.

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Bom, caros senhores, depois de tanto tempo sem postar, me despeço desse post com um sonoro...

FINALMENTE, GORDO PREGUIÇOSO!