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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Jimmy Garoppolo e o dilema de encontrar um quarterback

Mirou no WR, acertou em nossos corações

Essa é uma coluna que eu escrevi semana passada para o site Pick Six, a pedido de um amigo. Eu acabei achando a coluna tão interessante que pedi para postar aqui também. Ela fala um pouco sobre os caminhos e as dificuldades para times acharem seus QBs na NFL; como o 49ers encarou essa situação ao longo do último ano; o que significa a troca do time por Jimmy Garoppolo - e se ele é o QB que o time procurou para seu futuro.

Os números da parte final estão, claro, desatualizados por causa do jogo de domingo, mas tudo que aconteceu na vitória do 49ers sobre o Titans só reforça o sentimento e as avaliações passadas em todo esse texto.

Então trouxe a coluna para cá também. Espero que gostem, e não deixem de prestigiar o trabalho do Pick Six, e de seguir o site no Twitter e/ou Facebook!

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Existe uma questão que praticamente todo time da NFL que passa por uma reconstrução precisa cedo ou tarde responder. E a resposta para essa pergunta, muitas vezes, pode determinar o sucesso ou fracasso de um período inteiro de reconstrução, e definir o futuro da franquia.

Como conseguir o seu quarterback para o futuro?

Querendo ou não, a posição de QB é de longe a mais importante do futebol americano, e muitas vezes o diferencial entre o sucesso e o fracasso. Existe um motivo pra 90% dos vencedores do prêmio de MVP sejam quarterbacks. Então se você é um time ruim que quer ser bom, a melhor forma de atingir essa virada – e, talvez mais importante, de garantir que essa virada seja sustentável no médio e longo prazo – é conseguir acertar em cheio no jogador que você escolhe para comandar o ataque da sua franquia. Times como Jets e Texans tentaram se reconstruir muitas vezes nos últimos anos, mas sem achar uma solução para a posição, sempre dependeram de um sucesso pontual em meio a diversos anos decepcionantes (o Texans, claro, parece enfim ter encontrado seu QB). Browns nunca conseguiu uma reconstrução em parte por nunca ter achado o seu quarterback. Times como o Jaguars – que deve finalmente voltar aos playoffs esse ano e está 9-4 – podem conseguir um bom ano atrás de uma dominante defesa apesar de começar com Blake Bortles de titular, mas pense em quantos anos não foram desperdiçados de boas defesas em Jacksonville, Chicago, Saint Louis (RIP) e Minnesota nos últimos anos devido à incerteza na principal posição do jogo.

Então times que estão em reconstrução precisam, em algum momento, encarar essa mesma questão e decidir de onde vão tirar o quarterback para chamar de seu. E, como todo jogador, existe três formas de se adquirir um: por troca, pelo Draft, ou assinando um agente livre. E o pior, ou talvez mais interessante, é que não existe uma resposta certa. Todos os três meios tem seus prós e contras, e não existe uma maneira segura de garantir que seu time vai encontrar uma solução para os próximos 10 anos. GMs inteligentes em reconstruções são os que mantém as três vias abertas e manipulam seus ativos de forma a maximizar suas chances, e se colocam assim em uma boa situação para aproveitar as oportunidades que aparecem.

O Draft costuma ser a via mais utilizada por tais times em busca de um Franchise QB, o que faz bastante sentido. Times em reconstrução costumam ser ruins e ganhar poucos jogos, o que significa que escolhem perto do topo do Draft com frequência – o lugar onde costumam se encontrar os melhores QBs. Dos 32 QBs “ideais” para começar de titular nesse ano para as franquias da NFL, 20 deles foram selecionados na primeira rodada, e 5 outros na segunda rodada. Uma escolha alta no Draft é, em tese, a melhor maneira de garantir que esses jogadores estejam no seu time.

Outro benefício de encontrar esse jogador no Draft é que isso garante a você 5 anos baratos para a posição mais cara do time, economizando assim um valioso dinheiro que pode ser usado em outras posições importantes (Russell Wilson, escolha de 3ª rodada, é o melhor exemplo disso: durante 4 anos o Seahawks teve seu Franchise QB ganhando 1 MM por ano, e pode gastar esse dinheiro para ir na free agency contratar estrelas e renovar com seus melhores jogadores, montando assim a espinha dorsal do time campeão de 2013). Escolher um QB jovem no Draft também significa que esse jogador estará na mesma "linha do tempo" do resto do seu elenco.

Mas o Draft também é de certa forma uma loteria. O índice de acertos não é grande o suficiente para essa ser uma opção de baixo risco, e escolher o QB errado no topo do Draft é uma coisa que pode atrasar sua reconstrução em anos enquanto a franquia fica comprometida com um QB ruim. O Rams escolheu Sam Bradford, não deu certo, e demorou 8 anos até voltar a ser um time competitivo. Titans, Jaguars e Vikings escolheram Jake Locker, Blaine Gabbert e Christian Ponder no mesmo Draft, e demoraram anos para se recuperar da decisão. O Broncos parece ter errado feio com Paxton Lynch, e agora tem talvez a pior situação de QBs da NFL segurando o que deveria ser um ótimo time. E, para compor o problema, tem o seguinte: muito do sucesso no Draft envolve a forma como os times desenvolvem os jovens talentos que adquiriram, e um time em reconstrução normalmente não tem grandes peças para colocar em volta de um jovem QB e auxiliar seu desenvolvimento (pense Alex Smith, escolha #1 de 2005, com os 49ers), o que pode diminuir as chances de sucesso de uma escolha desse tipo. É uma opção de alto risco.

Buscar esse QB na free agency não tem o mesmo risco, mas também é uma oportunidade infinitamente mais limitada por um simples motivo: Franchise QBs simplesmente não chegam no mercado. A estrutura de salários da NFL – em especial a Franchise Tag – geram incentivos muito maiores para os times manterem suas grandes estrelas, e como QB é a posição mais importante do time, esses são os jogadores que concentrarão os esforços das franquias para manterem. Situações como as de Drew Brees e Peyton Manning são enormes outliers – contextos muito únicos com questões complicadas de lesões para adicionar – que times em reconstrução dificilmente podem prever ou se apoiar como uma estratégia confiável. Os QBs que normalmente se encontram no mercado são os QBs medianos (como Tyrod Taylor ou Jay Cutler) que podem servir na função certa, mas estão longe de serem uma garantia – caso contrário não estariam disponíveis. Certo, Brock Osweiller?

Geralmente os melhores resultados na free agency vêm para times que fazem compras baratas e apostam em um jogador que floresce em um contexto favorável e específico, com o Vikings encontrou esse ano com Case Keenum ou o Cardinals com Carson Palmer. Mas também são minoria, e ambos tiveram sucesso em parte porque encontraram uma situação muito favorável e um time extremamente completo e bem montado ao seu redor, situação que um time ruim em reconstrução dificilmente vai propiciar. Além disso, não é como se fossem apostas de alto índice de sucesso – Keenum foi contratado para ser a terceira opção atrás de Bradford e um Teddy Bridgewater em recuperação, e se o Vikings tivesse a menor ideia de que Keenum iria explodir em Minnesota, com certeza teria oferecido a ele um contrato mais longo que mantivesse-o sob controle da franquia por mais tempo (e a um baixo custo).

Por fim, as trocas são as situações mais imprevisíveis das três. Franchise QBs raramente ficam disponíveis por troca, e os jogadores que ficam muitas vezes são os que enfrentam muitas dúvidas ou que dependiam muito de um esquema tático específico. A melhor situação é algo como aconteceu com Alex Smith – um bom QB “forçado” ao banco por uma opção melhor – e ainda assim são situações que costumam envolver um alto preço, muitas vezes em escolhas de Draft, que um time em reconstrução pode hesitar em pagar sem ser por uma certeza em uma janela que costuma fechar rapidamente. É talvez a opção mais interessante por oferecer maior variedade de situações, e a que os GMs mais precisam estar alertas para aproveitar quando aparece, mas também é uma via bastante escassa.

Então considerando a imprevisibilidade e alto custo da primeira opção, e a baixa oferta das últimas duas, não é de se espantar que tantos times emperrem na dificuldade de achar um bom quarterback para seu time, especialmente um que faça sentido com a timeline do resto do seu elenco. Cometa um erro com a opção errada, e seu time pode se atrasar em anos até voltar a ser competitivo. Deixe passar uma boa opção, e seu emprego estará em xeque com sua cabeça sendo pedida por boa parte da mídia e dos torcedores (como aconteceu com o Browns, por exemplo). É uma situação delicada, uma fina linha entre explorar o máximo de vias possíveis enquanto não compromete os recursos de forma apressada, e saber exatamente a hora (e o custo) certo para se fazer uma aposta. Paciência, pensamento de longo prazo e - sejamos sinceros - uma boa dose de sorte costumam fazer a diferença nessas horas.




A reconstrução do 49ers

O 49ers era um dos times que estava nessa situação no ano passado. Com Jed York finalmente admitindo o erro passado e aceitando que a franquia precisava recomeçar quase do zero, San Francisco dispensou os resquícios da antiga gestão (incluindo seu QB titular, Colin Kaepernick), trouxe um novo técnico e um novo GM, e anunciou sua intenção em enfim focar no longo prazo (a decisão correta com dois anos de atraso). E, claro, parte importante desse processo (especialmente tendo dispensado um QB que te levou ao Super Bowl quatro anos antes) era descobrir quem seria o novo quarterback de uma franquia com uma longa tradição na posição.

E o interessante é que o novo GM John Lynch tinha à sua frente múltiplas opções para tomar na busca pelo novo QB do futuro da franquia, e sendo seu primeiro cargo executivo na NFL, muitas pessoas especulavam se essa falta de experiência levaria Lynch a querer ir para o Home Run logo de cara com alguma grande movimentação nesse sentido. No entanto, Lynch fez aquilo que, a meu ver, foi a decisão mais correta no momento: ele não fez nada.

Com a escolha #2 do Draft, San Francisco estava em boas condições de ir atrás de um QB como Mitch Trubsky ou Deshaun Watson, consideradas as duas melhores opções do ano na posição. No entanto, a avaliação de Lynch era de que nenhum dos dois valeria essa escolha – uma avaliação partilhada por mim e grande parte dos analistas – então Lynch inteligentemente foi na direção oposta, trocando suas escolhas para descer no Draft e acumular seleções extras (como times em reconstrução deveriam fazer).

Enxergando (novamente de forma correta) que não teria à sua disposição como adereçar a questão do QB de forma satisfatória e ao preço certo no momento (e, talvez, que não fosse a hora para isso), o GM do Niners se preocupou em manter as opções em aberto para o ano seguinte. A classe de QBs de 2018 prometia ser bastante intrigante com Josh Rosen e Sam Darnold. As escolhas de Draft extras que Lynch acumulou no seu primeiro recrutamento como GM deram ao 49ers um rico baú de ativos que poderia usar caso quisesse entrar em alguma negociação de troca, ou até para subir no próximo Draft. E, no horizonte, Kirk Cousins estava ameaçando virar free agent depois de dois anos jogando sob a Franchise Tag e múltiplos dissabores com a diretoria de Washington.

Ao invés de tentar resolver tudo de uma vez só, Lynch enxergou no horizonte possibilidades muito melhores se desenhando para ano que vem, e posicionou o time de forma a explorar todas elas conforme fossem aparecendo. Enquanto isso, manteve a pólvora seca: trouxe Brian Hoyer na free agency, um QB veterano que já tinha trabalhado com o novo técnico Kyle Shanahan e iria ajudar a implementar seu esquema tático, e usou uma escolha de terceira rodada (luxo que poderia se dar com tantas escolhas adicionais) em CJ Beathard. Nenhuma das duas era um movimento que fosse provável resolver a posição para o futuro, mas foram dois movimentos de baixo custo que poderiam dar resultados modestos no médio prazo, apostas inteligentes de baixa probabilidade, mas baixo custo – e, afinal, ALGUÉM precisava jogar de QB para esse time.




Lynch faz o sua jogada

Agora todos já sabemos como essa história terminou. Depois de passar boa parte do ano esperando o mercado se desenhar enquanto Beathard e Hoyer não funcionaram como titulares, o 49ers eventualmente acabou enviando sua escolha de segunda rodada de 2018 (um preço bastante em conta considerando que San Francisco tem escolhas extras de segunda e terceira em 2018, rodada graças às trocas do Draft passado) para New England em troca de Jimmy Garoppolo, o promissor QB que não encontrou espaço para jogar graças a um tal de Tom Brady.

O preço de uma escolha de segunda rodada por Jimmy G é bastante modesto comparado ao que New England supostamente estava pedindo ano passado e até no Draft desse ano, que variava entre múltiplas escolhas de primeira rodada ou uma escolha alta de primeira rodada. E isso é um testamente ao quão bem o 49ers jogou o jogo da paciência. A impressão que da, entre tudo que é reportado vindo de Foxborough, é que a vontade de Bill Belichick sempre foi manter Brady E Garoppolo (o que, de certa forma, já é um elogio imenso à capacidade do camisa 10) no time. Belichick tentou caminhar a linha de manter os dois jogadores até que concluiu que não seria possível, e acabou aceitando a proposta do 49ers.

Lynch lidou com a situação de forma perfeita. Se essa troca fosse feita no começo do ano, teria custado bem mais ao 49ers, pois o Patriots ainda estava com a força das negociações e tentando manter os dois QBs. Ao invés disso, Lynch esperou até o momento que o Patriots enfraqueceu sua posição e chegou a um bom acordo com um dos GMs mais difíceis de negociar da NFL.

Claro que o Niners poderia ter simplesmente esperado acabar o ano e tentar pegar Garoppolo então, mas isso também envolveria muitos riscos. New England ainda poderia usar a Franchise Tag em Garoppolo (e nesse caso dificilmente o preço cairia mais), e mesmo se ele chegasse ao mercado, isso significaria que o 49ers teria que entrar em uma provável batalha financeira com outros times interessados, o que aumentaria consideravelmente o preço financeiro do negócio, e aumenta também as chances do Niners NÃO conseguir o jogador. E se conseguisse, provavelmente seria em um contrato longo e muito custoso, para um jogador que o 49ers teria apenas DOIS jogos como titular em New England (ambos ano passado, em um esquema tático diferente e conhecido por “proteger” seu QBs e fazer jogadores medianos parecerem muito melhores) para avaliar. É o tipo de jogada all-in de altíssimo risco que o 49ers deveria evitar (e vem evitando), e trocando por Garoppolo agora não só San Francisco se coloca com todas as cartas para manter o jogador no time no longo prazo por um contrato menor do que daria no mercado, como também San Francisco agora ganha meia temporada para avaliar Garoppolo, seja jogando como titular, seja nos treinos e como se relaciona com a comissão técnica, antes de tomar a decisão se quer apostar seu futuro no jogador.

E o mais interessante é o seguinte: com o contrato expirante de Garoppolo, essa troca em nenhum momento compromete as outras possibilidades para o 49ers de conseguir um QB. Se Garoppolo não fosse bem ou o time avaliasse que não valeria a pena seguir e investir no jogador, San Francisco poderia simplesmente deixar Garoppolo ir embora, aceitar a escolha compensatória pelo jogador (inferior à que o time pagou por ele, sem dúvida, mas um preço que o time pode se dar ao luxo de pagar), e voltar sua atenção para as opções no topo do Draft ou para Kirk Cousins. Isso teria um custo, mas a informação e a posição de força nas negociações adquirida teriam valido a pena, e San Francisco poderia não se comprometer com uma opção sub-ótima, mantendo ainda as opções muito abertas.

Mas, claro, até aqui parece muito improvável que vá chegar a isso.




Jimmy Garoppolo em campo

Dois jogos não fazem uma carreira, sem dúvida. É impossível avaliar um jogador por tão pouco, e mesmo em cinco jogos (a quantidade de jogos que Garoppolo pode ter de titular antes de virar free agent) muita coisa ainda será um mistério. Quase qualquer QB ruim da NFL pode pegar dois jogos da carreira e apontar para eles como sendo uma amostra de que é um bom jogador. Então sempre temos que tomar cuidado para não ler demais em informações de menos.

Mas é humanamente impossível não se empolgar com o que Jimmy Garoppolo está mostrando em suas duas primeiras partidas como titular. Não é a questão da sua produção, embora essa também esteja sendo ótima: 66,7%, 9.0 Y/A, 8,3 AY/A, 645 jardas, 2 TDs, 2 INTs. Seu QBR seria 6º na NFL inteira, e seu DVOA seria #2, logo na frente de Tom Brady. Mas vocês não vão me ver referenciando esses números de novo nessa coluna, simplesmente porque eles não importam. 2 jogos é uma amostra pequena demais, e nenhuma estatística tem valor com uma amostra insignificante dessas. Não são os números que estão enchendo os olhos. É como Jimmy está jogando.

O 49ers teve uma abordagem cautelosa com seu novo QB. Ao invés de jogar Garoppolo no fogo de cara, mantiveram o camisa 10 no banco enquanto ele aprendia o playbook e o Niners esperava sua boa dupla de tackles (Trent Brown e Joe Staley) voltarem do departamento médico. Ainda assim, Jimmy entrou em uma situação bastante complicada após a lesão de Beathard, conhecendo apenas uma parte pequena do playbook, e com um elenco de apoio bem abaixo da média em termos de alvos e linha ofensiva.

E apesar disso, nesses dois jogos Garoppolo mostrou que estava mais do que pronto para o desafio. Apesar do conhecimento limitado do playbook e o pouco entrosamento com o resto do ataque, a simples presença de um QB capaz de ler e executar as jogadas já abriu muito esse ataque. Kyle Shanahan está conseguindo chamar mais jogadas e explorar mais jogadores e movimentações do que jamais conseguiu com Beathard e Hoyer, e o comando sobre esse ataque que Garoppolo já tem é surreal para alguém com tão pouco tempo de casa. Seu entendimento do jogo e da posição permitiu que isso fosse possível, e sua entrada já destravou mais o ataque do que poderíamos imaginar.

Mas o que mais chama a atenção em Garoppolo é sua capacidade de lidar com a pressão. Na semana 14, desfalcado de seu RT e sofrendo pressão em incríveis 47% das jogadas de passe (maior marca da rodada), Garoppolo mostrou todo seu repertório depois de alguns arremessos ruins no começo do jogo. Em parte por sua força no braço, Jimmy tem no seu currículo o arremesso patenteado do Aaron Rodgers em movimento, que consegue lançar a bola com velocidade e precisão impressionantes só com o movimento do pulso, e o QB sabe usar isso muito bem. Ele espera até o último segundo para soltar a bola (e seu lançamento é incrivelmente rápido) e tem a combinação de conseguir sentir e lidar com o jogador de defesa no seu cangote enquanto mantém os olhos na secundária para continuar achando as jogadas, fazendo com que repetidamente vença a blitz em conversões cruciais e transforme situações negativas em ganhos. Nos seus dois jogos como titular (contra duas defesas acima da média) Garoppolo continuou mantendo campanhas vivas com conversões longas em terceiras descidas apesar de jogar com um defensor pendurado nele o tempo todo. Essa é uma das habilidades mais importantes de um QB no nível NFL, e Garoppolo está mostrando ser um dos melhores no negócio.

A verdade é que nesses dois jogos Garoppolo mostrou todas as habilidades que você procura em um Franchise QB. Sua inteligência em campo e sua leitura de jogo são excelentes. Ele consegue jogar em alto nível tanto dentro do pocket como saindo dele. Tem uma excelente precisão e ótima força no braço, e está se mostrando capaz de executar praticamente todos os passes que o ataque de Shanahan exige. Sua capacidade de lidar com a pressão é ainda mais impressionante. E se você acredita que para ser QB na NFL você precisa de uma certa qualidade quase “mística” de incentivar e motivar os companheiros, você não precisa ir muito longe para tropeçar em algum jogador do 49ers derramando elogios sobre o novo QB da franquia. Até agora, Jimmy G parece ser o pacote completo.

Novamente, é importante frisar o quanto dois jogos não servem para fazer uma avaliação exaustiva e completa de nenhum jogador. Nós só podemos avaliar o que nós vimos nesses dois jogos, mas não necessariamente Garoppolo será sempre o que foi neles. Nossa avaliação é limitada a esse respeito, graças a uma amostra pequena.

Mas também é importante lembrar que a avaliação do 49ers sobre Garoppolo não se limita apenas aos jogos. Além do que vemos em campo, o Niners tem Garoppolo nos treinos, aprendendo o playbook, lidando com jogadores e comissão técnica. Essa também é uma valiosa fonte de informações e muito maior e mais rica em qualidade do que nós, observadores externos, podemos captar. E é esse conhecimento agregado que só o Niners possui é o que vai fazer a diferença na hora do time decidir o que fazer com a situação do seu QB para 2018.

Por enquanto, o que podemos dizer é que tudo indica que o 49ers achou o seu QB do futuro, e que ele é realmente muito bom – o tipo do jogador em torno do qual você constrói algo maior. O 49ers até aqui jogou todas as suas cartas com perfeição, maximizando suas avenidas para achar esse jogador, e os primeiros retornos indicam que o time conseguiu cumprir essa complicadíssima tarefa com bastante sucesso.


Ainda temos que ver como o 49ers vai dar os próximos passos nessa situação, e qual vai ser sua abordagem para 2018. Mas é difícil não se animar com o que estamos vendo do casamento entre Garoppolo e Kyle Shanahan, e com uma offseason inteira para se reforçar pela frente (na qual San Francisco deve ter mais salary cap do que qualquer time da NFL tirando o Browns), esse ataque pode começar a fazer barulho muito antes do que o esperado. Dedos cruzados.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Pontos importantes da semana 11 da NFL

"Ei Jay, como você acha que eu ficaria com um afro até aqui??"


Para participar do nosso mailbag, ou seja, enviar uma pergunta/comentário/dúvida/tópico de debate para ser respondida aqui no blog e no Esporte Interativo, é só mandar um email para tmwarning@hotmail.com com o título "Mailbag" que ele pode aparecer por ai. Forma de tornar isso mais interativo e próximo dos leitores. Então participem!

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Ok, mais uma semana, mais uma coluna com os pontos importantes que temos a discutir na semana. Mas antes, queria aproveitar para dar dois avisos rápidos.

1. A promoção de NBA já acabou, e todos os emails recebidos foram arquivados e serão analisados. Não sei quando o vencedor será anunciado, mas já estou conferindo todos os times e fazendo minha seleção, então não devem demorar.

2. Provavelmente no próximo bimestre, estava pensando em começar uma série chamada Sports Mythbusters. A idéia é bem simples, pegar clichês, mitos ou lugares comuns dos esportes americanos e colocá-los a prova. Nosso primeiro "mito" a ser testado será, por exemplo, se é verdade que um time na NFL que vem de uma semana de descanso (ou bye) ganha com mais frequência na semana seguinte - ou seja, se essa semana de folga faz alguma diferença na performance da equipe. Então estamos aceitando sugestões, e qualquer mito, frase comum, chavão ou coisa assim dos esportes que vocês querem ver testada e comprovada (ou ao contrário, que quer ver desmentida) podem mandar que vamos analisar os melhores. Mais uma chance de vocês sugerirem nossas pautas. Podem mandar emails com as sugestões para tmwarning@hotmail.com, para o twitter @tmwarning, ou simplesmente colocar nos comentários quando der na telha.

Ok, esses são os dois avisos. Vamos então, agora, para o que interessa.


Os que já foram pescar


Faltando apenas seis rodadas para o final da temporada, ainda não tem nenhum time matematicamente eliminado da busca pelos playoffs - até mesmo o 1-9 Jaguars ainda está "apenas" quatro jogos atrás do segundo Wild Card (Jets, com 5-5), e embora seria necessária uma combinação extraordinária de resultados (Jets e Dolphins teriam que perder seus cinco jogos que não o confronto direto, ou Colts perder todos os jogos e Jags ganhar todos até o final do ano sem que Titans ou Texans ganhe mais). Mas o fato é que, considerando os diferentes records e níveis das equipes, alguns times já estão virtualmente eliminados dos playoffs, ainda que possam sonhar com a matemática. Enquanto que outros não tem a qualidade para estar nos playoffs (Redskins ou Bills) mas ainda sonham porque a concorrência permite.

Mas quais são então os times que, virtualmente, já estão eliminados embora a matemática ainda lhes dê esperanças? Bem...


  • Jacksonville Jaguars
Well, duh! A 1-9 e com o pior saldo de pontos da NFL, o Jaguars é uma impossibilidade tanto pela combinação de resultados necessária como pelo fato do time ser bem ruim. A sorte do Jaguars - e basicamente de todo time fraco da AFC - é que o nível da corrida pela última vaga de Wild Card está muito baixo. Atualmente, os dois times empatados pela vaga são os 5-5 Jets (com uma Pythagorean Expectations de 3-7) e os 5-5 Dolphins (que estão no meio de uma crise imensa), então o patamar que um time precisa chegar ou estar para brigar por essa vaga é muito baixo. Então isso coloca muitos times 4-6 (Bills, Titans, Chargers, Raiders e toda a NFC South) apenas um jogo atrás da vaga atrás de dois times com alto potencial de regressão. Então o Jags está na briga, mas como precisaria de uma combinação milagrosa (já citada), não existe nenhuma chance real de sair com essa vaga. A briga do time agora é com a ponta de baixo da tabela. Com um excelente draft - e um potencial Franchise QB em Teddy Bridgewater - a primeira escolha do draft é bem valiosa, e nenhum time está mais bem equipado para acabar com ela do que o Jags. É o melhor interesse da equipe terminar mal e ficar com a primeira escolha do draft.

  • Houston Texans
A 2-8, esses três jogos de diferença para o Wild Card não é exatamente o maior problema do Texans. O maior problema é que eles precisam, durante esse período, ser pelo menos dois jogos melhores do que SETE times diferentes que estão 4-6 no momento, e bem... você já viu o Texans jogar recentemente? Sua Pythagorean Expectations está em 3-7, terceira pior marca da NFL, e o time basicamente é uma tremenda zona, mandando Ed Reed embora essa semana e tendo produção horrível do substituto, Arian Foster no IR, e basicamente sendo um time muito ruim. Então é muito improvável que o Texans consiga realizar esse feito, e por isso estão entre os times que já tem que pensar no ano que vem.

Por isso fica ainda mais difícil entender a decisão do técnico Gary Kubiak essa semana, quando no meio da partida colocou Case Keenum - que não vinha jogando mal - no banco em favor do ex-titular Matt Schaub. Alguém consegue pensar em um motivo para ele fazer isso, considerando que as chances da equipe na temporada já eram pequenas, que Schaub vinha jogando muito mal e que o time precisava ver o que Keenum ofereceria para o futuro da equipe. Ao invés disso, no meio da partida Schaub entrou e fez o que se esperava - não foi bem, não foi horrível... mas não mudou absolutamente nada. Considerando as dificuldades de Schaub na temporada e o fato de que Keenum tem mostrado potencial, o que levaria Kubiak a fazer a troca? Medo de perder o emprego, e que se fosse para perder, que fosse jogando com o veterano e não o garoto? Não faço idéia, mas qualquer que seja a explicação, não vejo ela sendo favorável ao Texans.


  • Minnesota Vikings
Acho que o melhor resumo possível da temporada do Vikings, e do quão perdido esteve o time, é o fato de que o time já teve três QBs titulares essa temporada sem uma lesão grave. Alguns jogos o QB mudou por alguma lesão menor, mas em geral, isso é uma mostra excelente de um time que não faz idéia do que fazer na posição, tentando várias opções e todas sem sucesso. Christian Ponder foi colocado e tirado do banco diversas vezes, o que o deixou bastante insatisfeito, Matt Cassell ainda é Matt Cassell, e Josh Freeman jogou tão mal quando chegou que foi para o banco com uma misteriosa concussão (extremamente conveniente) e nunca mais voltou.

Ano passado, o Vikings também tinha problemas com o QB, mas foi longe com uma combinação de alguma sorte (5-1 em jogos decididos por uma posse de bola) e Adrian Peterson tendo uma das melhores temporadas de um RB na história da NFL, chegando a menos de 10 jardas de bater o recorde de jardas terrestres e tendo média de 6.0 jardas por corrida. Mas 2012 foi um outlier até mesmo para um grande RB como Peterson, que ainda não estava vendo tantas defesas com 9 homens na linha (até via algumas, mas esse ano via bem mais) e que estava com o capeta no corpo. Esse ano ele voltou a ser humano (um humano ainda forte demais) e as defesas de 8 e 9 homens na frente começaram a atrasar o MVP, o jogo aéreo não conseguiu aproveitar isso nem abrir espaços para suas corridas, e o time ficou estagnado. Então o Vikings é um time que deve ir atrás de um QB nesse próximo draft, porque não pode continuar usando a roda da fortuna para decidir que quarterback escalar a cada semana e precisa aproveitar Adrian Peterson enquanto pode. Btw, vale a pena mencionar que se ano passado o time esteve 1.5 vitórias acima da sua Pythagorean Wins e 5-1 em jogos decididos por uma posse de bola, indicadores de sorte, esse ano o time está 1.5 vitórias abaixo da sua PW e 2-3 em jogos decicidos por uma posse, então esse é um ano de azar, até certo ponto. Mas o time tem buracos demais que precisa tapar.

  • Atlanta Falcons
Já escrevi antes sobre porque o Falcons está tão mal, e tudo que eu escrevi então continua bem atual. O Falcons se montou - tanto usando seus ativos como na parte salarial - concentrando seus recursos em um núcleo com poucos jogadores fora de série, com a intenção de explorar ao máximo a força desse grupo e compensar a falta de talento e profundidade no resto. Esse ano, isso saiu pela culatra: a OL piorou e viu algumas lesões comprometerem sua eficiência, Roddy White e Julio Jones machucaram, e basicamente as lesões destruíram o que deveria ser esse núcleo bom que conduziria a equipe. E quando isso acontece, você expõe o outro lado desse plano, ou seja, a falta de profundidade da equipe para achar substitutos e suas fraquezas em demais áreas. E foi exatamente o que aconteceu, o Falcons não tinha banco para substituir suas perdas por lesões (ou os free agents que saíram) e sua defesa era ruim demais para poder auxiliar o ataque, que deveria vencer comandando o time. Então se ano passado o plano funcionou perfeitamente, esse ano foi o pior cenário possível.

A situação da equipe no momento é realmente bem traumatizante. O time já está matematicamente eliminado da briga pela NFC South (seis jogos atrás de Saints e cinco atrás de Panthers, sendo que ambos ainda se enfrentam duas vezes) e só teria sonhos com o wild card a essa altura... mas convenhamos, não vai acontecer. Eles possuem o quinto pior saldo de pontos de toda a NFL a essa altura do campeonato, seu RB titular tem média de 3.3 jardas por corrida, e a defesa é a terceira pior da NFL (por DVOA). Eu entendo que o time perdeu alguns jogadores chaves para seu plano de jogo, mas isso já é um outro nível de tragédia. Temporada para se esquecer e reforçar o time no draft.

  • Tampa Bay Buccaneers
Eu sei que eles estão 2-8 também, matematicamente fora da briga pelo título da divisão e tem um dos piores técnicos da NFl, mas... duas vitórias seguidas, baby!! Agora vai!!! Sai da frente do Bucs!!

Para ser sincero, o Bucs não é tão ruim assim. Eles estão apenas tendo uma temporada vinda direto do inferno, aquela que tudo da errado. Tirando as coisas que já estavam erradas desde o começo, como Greg Schiano ser o técnico e o fiasco que foi Josh Freeman esse ano, o time ainda teve um surto de MRSA no vestiário que atacou alguns jogadores, tirando uns da temporada e até colocando-os em risco de vida. O time pretendia, ano passado, reinventar sua identidade atrás de um forte jogo terrestre, com Doug Martin e sua dupla de Guards All-Pro. Mas Davin Joseph, voltando de uma lesão séria no joelho, demorou demais para voltar a jogar bem (só nas últimas três semanas), e Carl Nicks ficou fora o ano todo com infenção por MRSA. O próprio Doug Martin, que teve que correr o ano inteiro atrás de uma OL sem seus dois melhores jogadores (ou pelo menos sem um deles e sem o outro em forma), foi parar no IR com uma lesão no joelho. Mas mesmo assim, o time promete para o ano que vem: ajustando pelo seu calendário muito difícil, o Bucs é apenas o 17th da NFL em DVOA, o jogo terrestre voltou a funcionar agora que Joseph voltou a boa forma, e o time tem um bom número de jogadores de elite - Gerald McCoy, Darrelle Revis, Lavonte Davis, Nicks, Joseph, Vincent Jackson - que podem e vão produzir quando a poeira baixar e as coisas estabilizarem por lá (uma escolha alta de draft vai ajudar). Então o Bucs realmente foi mal em 2013, mas tem bastante potencial de regressão positiva ano que vem.

  • Saint Louis Rams
Essa talvez tenha sido a mais difícil. Apesar de estar virtualmente eliminado da briga com o Seahawks pelo título de divisão, o Rams está apenas dois jogos atrás da vaga pelo wild card e portanto ainda teria condições - difíceis, mas condições - de brigar por uma vaga com alguma sorte. Mesmo considerando que ainda tem quatro times entre o Rams e o atual detentor da segunda vaga de Wild Card (49ers), e portanto isso exigiria não só o Rams vencendo mais jogos do que o Niners mas também todo mundo que está no meio do campo, ainda seria precipitado jogar o Rams fora só por conta disso. Afinal, coisas mais bizarras já aconteceram na NFL.

O motivo pelo qual eu estou colocando o Rams aqui é porque, além de precisar de uma combinação grande de resultados e não ser um time bom para conseguir fazer sua parte, o Rams enfrenta um calendário conhecido popularmente como "esquadrão de fuzilamento". Dos seis jogos restantes, três são fora de casa... e esses três são contra os três times da sua divisão que brigam por playoffs, 49ers, Cardinals e Seahawks. Além disso, o time ainda enfrenta Chicago e Saints, ambos em casa mas contra times superiores. Considerando a combinação de resultados que precisaria para o Rams chegar nessa última vaga, o fato de que o time não é muito bom (ainda mais com Kellen Clemens de QB) e o calendário da morte que espera a equipe, para mim o Rams está eliminado já e só não sabe.



Entre os demais times, temos muito times fracos e times medianos que ainda disputam graças as suas circunstâncias. A AFC tem incríveis SETE times com record 4-6 ou 4-7, mas considerando que o atual detentor da segunda vaga do wild card está 5-5 com Pythagorean Wins de 3-7, não é nem um pouco maluco supor que todos esses times ainda disputam essa vaga em comum, o que já eliminou vários candiatos a essa lista. Na NFC, a briga pelo wild card é muito mais apertada e com mais times de alto nível disputando, mas as condições da AFC East ainda dão esperanças a dois times que também poderiam entrar aqui, Giants (apesar das 4 vitórias seguidas, 26th em Pythagorean Wins e 28th em DVOA na temporada) e Redskins (3-7, fiasco em ambos os lados da quadra). Mesmo assim, o Redskins está a apenas 2.5 jogos do líder da divisão, e tanto Dallas e como Giants não passam confiança, então ainda está em aberto apesar do time ser muito ruim. E fiquem de olho, porque se por enquanto são apenas esses que já estão pensando em 2013, essa lista pode aumentar a cada semana.


Overreaction da semana


Toda semana da NFL apresenta pelo menos um tópico de overreaction que é explorado e batido até dizer chega. Alguns casos podem ser explicados apenas por simples amostras pequenas, outros tem explicações muito mais fáceis e mais lógicas do que isso. Mas toda vez, como assim gera mais cliques, todo mundo corre para tirar conclusões apressadas sobre algum time, algum jogador ou alguma coisa na temporada. Essa semana, o bastão está com o San Francisco 49ers, que vem de duas derrotas seguidas e supostamente está em crise por ser o pior time do mundo.

Sim, as duas derrotas machucam. Antes considerado uma garantia nos playoffs, agora o 49ers cai para a segunda vaga do WC e está empatado com Cardinals e Bears nessa disputa, complicado ainda mais considerando que o time ainda enfrenta Seattle mais uma vez (o resto da tabela é mais favorável: Bucs, Falcons, Redskins e Rams - em casa - antes de decidir a temporada no Arizona na semana 17). Além disso, as derrotas expuseram alguns problemas da equipe, com muitos erros desde a comissão técnica até a execução ofensiva que deixou a desejar dentro de campo. O time do 49ers tem alguns defeitos, e eles foram expostos contra bons times e podem ser novamente chegando nos playoffs. Então entendo algumas das preocupações.

Mas o que eu não entendo é o seguinte: porque está todo mundo com tanta pressa de taxar de ruim ou decadente (ou como quiser) um time que perdeu dois jogos, por quatro pontos TOTAIS, para dois dos cinco melhores times da NFL (fora de ordem, Seahawks, Broncos, Saints, Panthers e deixo o outro a critério de cada um)? Porque isso é exatamente um grande problema? É sempre importante vencer jogos contra seus maiores adversários, e o 49ers foi inferior em ambos os jogos, mas ainda assim, Saints e Panthers são dois times excelentes. Perder para eles, ainda mais jogos tão apertados, não indica muita coisa, e certamente não é motivo para pânico nenhum. Com um pouco mais de sorte em uma ou outra jogada, como recuperar um dos dois fumbles do Panthers na campanha final ou Frank Gore não deixar cair um passe decisivo no quarto período contra o Saints, o time poderia ter vencido ambos os jogos e todo mundo estaria exaltando o Niners como um grande favorito (não que o Niners tenha sido particularmente azarado ou tenha perdido o jogo por falta de sorte em ambos os casos, claro, só apontando como duas jogadas que mudassem pequenas coisas a favor do time poderiam ter mudado o resultado e mudado totalmente a narrativa mesmo com o time jogando exatamente o mesmo futebol americano). O 49ers ainda tem o sexto melhor saldo de pontos na temporada, 8th em DVOA está com 7-3 de Pythagorean Wins, e isso considerando que o time jogou três jogos com Vernon Davis machucado e ainda não teve nenhum jogo de Michael Crabtree... então porque tanta pressa para jogar o time fora?

Sim, o 49ers tem problemas, e está um nível abaixo dessa elite Seahawks-Saints-Panthers da NFC - times que venceram seus três jogos contra o 49ers na temporada, vale citar. Mas tem uma diferença considerável entre "estar um pouco abaixo da elite da NFC" e "ser um time inútil que não briga por nada na temporada e deve apertar o botão de pânico", e essa me parece ser uma linha que muita gente está cruzando essa semana. Dêem tempo ao tempo e esperem para ver essa semana contra o Redskins - se o time não conseguir jogar bem contra um time tão inferior, ai sim podem ligar o botão de alerta. Contra Saints e Panthers? Nenhum problema.


Alguns jogos interessantes da semana


Agora que a temporada está se definindo e caminhando para as semanas decisivas, cada jogo começa a adquirir uma importância mais clara em termos da sua relação com o cenário decisivo da NFL. Então achei legal um espaço aqui para apontar quais são os jogos mais relevantes para a temporada, por esse ponto de vista.

Tenha em mente o seguinte: todos os times que estão na briga por vagas precisam vencer o máximo possível de jogos, isso é óbvio. Lions é o meu favorito a NFC North, mas precisa vencer o Bucs (em um jogo supostamente mais favorável) para continuar na dianteira da briga, por exemplo. Então todos os jogos de contender são importantes. Mas a idéia aqui é pegar aqueles jogos com uma importância maior considerando todos os cenários possíveis, ou seja, jogos que sejam individualmente decisivos ou então que envolva dois times brigando diretamente pela mesma vaga (e na dúvida, os que envolvam times mais fortes). Mais como um heads-up ou um guia do que vale a pena assistir na rodada - ainda que não estejamos escolhendo jogos com base na diversão que eles proporcionam. 


Pittsburgh at Cleveland, Sunday, 1:00 PM ET
Considerando que oitos times diferentes na AFC disputam a mesma vaga de wild card, esse critério de "dois times disputando a mesma vaga" começa a valer para quase qualquer jogo entre times da AFC - de fato, três jogos dessa semana são entre times da AFC brigando por vaga no WC, esse e mais Tennessee Titans e Oakland Raiders e o jogo logo abaixo. A questão é que esse tem dois ingredientes extras. O primeiro é a questão da rivalidade: Browns e Steelers são ambos da AFC North, e possuem uma rivalidade maior por esse quesito. Além disso, quem vencer essa partida vai tirar meio jogo de diferença em relação ao extremamente baleado Bengals (que folga essa rodada) e ficar apenas 2 jogos atrás da liderança da divisão com ainda alguma esperança de ir para os playoffs dessa maneira.

O segundo ponto é que, se o empate na disputa pelo WC for entre times da mesma divisão, o primeiro critério de desempate depois do confronto direto é o record dentro da divisão. Em outras palavras, ganhar aqui não só te coloca mais perto das vitórias necessárias para ir aos playoffs como ainda tem o peso extra de ser um jogo que conta diretamente para os critérios de desempate depois, um dos motivos pelos quais é preferível vencer jogos dentro da divisão e perder para times da outra conferência do que o contrário. Tanto Browns, Ravens e Steelers possuem o record dentro da divisão em 50%, então qualquer vantagem nisso pode ser crucial. Então é um jogo importante para as pretenções de ambos e para a briga pelo WC (ainda mais considerando que o Dolphins enfrenta o Panthers). Claro, também depende de...


NY Jets at Baltimore, Sunday, 1:00 PM ET
O interesse desse jogo é mais direto: Jets é o time que atualmente detém a segunda vaga do WC a 5-5, e não só está enfrentando um time que está brigando diretamente por essa vaga (e que vai empatar se ganhar a partida) como se perder vai causar um empate de grandes proporções: Jets ficaria com 5-5, assim como Dolphins se perder do Panthers, e também estariam empatados com Ravens, o vencedor de Browns-Steelers, o vencedor de Raiders-Titans e ainda talvez o Chargers caso ele ganhe sua partida. Então aspirante a uma vaga tem a chance direta de vencer o time que está na sua frente, e caso o faça ainda vai lançar a NFL em um empate de pelo menos quatro times e talvez cinco? Estou nessa!!


Jacksonville at Houston, Sunday, 1:00 PM ET
Brincadeira, gente, brincadeira!


San Diego at Kansas City, Sunday, 1:00 PM ET
Além de serem times da mesma divisão,  de possuírem rivalidade como tal, e de ambos os times estarem brigando de forma apertada pelas suas respectivas vagas (Chargers pelo WC, Chiefs título de divisão) e do fato de que o Chargers é um dos times que pode eventualmente entrar naquele empate entre cinco times pelo WC citado acima caso os resultados colaborem, esse jogo tem talvez uma importância ainda maior para o Chargers. O problema para San Diego é que, além de estar um jogo abaixo do atual detentor da vaga, o time enfrenta uma das piores tabelas da NFL: dois jogos contra Chiefs, um contra Broncos, e um contra Bengals, além de Giants e Raiders. Se o time quiser mesmo brigar pelo WC, vai precisar de pelo menos 8 vitórias, então vai precisar vencer quatro desses jogos... e começa aqui. Uma derrota para o Chiefs, derrubando o time para 4-7 e considerando os jogos que ainda faltam para o time fazer, praticamente tiram a equipe da briga. Então mesmo sendo fora de casa e contra um dos melhores times da NFL, é vencer ou ir para casa para San Diego.


Dallas at NY Giants, Sunday, 4:25 PM ET
Esse talvez seja o jogo mais importante da rodada, em parte porque a briga desses dois é principalmente dentro da divisão, então dependem menos do resultado de outros jogos. O Cowboys precisa vencer para empatar com Eagles no topo da divisão, enquanto uma vitória coloca o Giants apenas um jogo atrás do time da Pensilvânia - basicamente ambos precisam vencer para se manter bem na corrida e derruba o outro para trás na corrida. Giants vem de quatro vitórias seguidas que colocou a equipe de volta na briga pelos playoffs, e o Cowboys é o time baleado da vez que não vem jogando bem recentemente. Dois times parelhos brigando pela mesma vaga.

Claro, isso sem falar da rivalidade entre Dallas e Giants. Ambos os times se odeiam e a chance de passar na frente do rival é excelente para ser jogada fora, o que provavelmente vai dar um sabor extra ao jogo. Além disso, a partida tem interesse especial em particular para o Dallas por conta dos critérios de desempate: uma vitória coloca o Dallas com 4-0 dentro da divisão e praticamente garante ao time a vantagem nos critérios de desempate entre os times da NFC East, algo que pode vir muito a calhar na divisão mais parelha da NFL. Então não é como se esse jogo precisasse de mais tempero, ele tem de sobra.

Denver at New England, Sunday, 8:30 PM ET
Esse jogo é basicamente irrelevante do ponto de vista na briga pelos playoffs - ambos os times já estão virtualmente classificados e não disputam as mesmas vagas, então não tem interferência direta. Ainda assim... Brady vs Manning, versão XIV? Nunca deixa de ser um clássico. Não posso deixar de fora da lista.


Palpite para o jogo de quinta feira


Saints over FALCONS
Contra o spread: FALCONS (+9) over Saints
Jogos de quinta feira já são mais feios e parelhos do que o normal, então considerando a diferença de nível de New Orleans quando joga dentro e fora de casa, e o fato de que o time ainda deve jogar sem Darren Sproles, eu acho que não vai ser o massacre que o spread está esperando, e que o Falcons consegue deixar o jogo mais parelho, jogando em casa e tentando estragar a temporada do maior rival. Mas ganhar do Saints... quer dizer, vocês viram o Falcons jogar recentemente? Sem chances...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Palpites para a semana 12 da NFL

Ainda retomando a rotina normal, vamos aproveitar a nossa rodada de Thanksgiving que nos da TRES JOGOS de quinta feira pra dar mais alguns palpites da rodada. Semana que vem trago em duas partes um relatorio de meio de temporada de todos os times da NFL, fiquem de olho.

Times da casa em caixa alta...


LIONS ganha do Texans

Tipico jogo que minha logica diz Texans e meu instinto diz Lions. OK, OK, eu sei... Quando vou aprender? Meu instinto é mais desregulado que os passes do Mark Sanchez. 

Then again, vou de Lions por tres motivos. Primeiro, por jogar em casa. Segundo, o jogo é numa quinta cedinho depois de ambos jogarem domingo, e depois do Texans ter jogado uma prorrogação duríssima contra o Jaguars e de terem feito uma longa viagem até Detroit (portanto o Lions deve estar mais fresco). E terceiro, porque o Jonathan Joseph não joga e esse ta com cara de que vai ser daqueles "Eff-You" games do Calvin Johnson.

Then again, eu estou escolhendo um time 4-6 pra ganhar do melhor da NFL ate o momento. Culpa daqueles drinks de Thanksgiving. Vamos em frente...


COWBOYS ganha do Redskins

O Cowboys provavelmente vai morrer na praia de novo, mas em casa, sentindo o cheiro do sangue do Giants (Que enfrenta Green Bay) e contra um time extremamente esburacado do Redskins... Por incrivel que pareça, eu confio no Dallas aqui. Eles provavelmente vão encostar no Giants ate o final da temporada... E morrer na praia de novo, claro, eles não fazem outra coisa. Mas o Dez Bryant ta voltando a jogar e a defesa é razoável, então se o Tony Romo evitar erros contra uma defesa fraca... Yeah, eu vou de Dallas.


Patriots ganha do JETS

Yeah, o Jets quase ganhou do Patriots em New England mais cedo na temporada... E sim, o Patriots ta sem Rob Gronkowski possivelmente ate o final da temporada regular. Mas... Ainda são os Jets. O time onde os jogadores se preocupam mais em fazer boicotes na mídia (e depois culpar os colegas quando ninguem gosta da ideia), falar mal em publico do QB reserva que não fez nada e ficar estufando o peito pra falar em playoffs do que em realmente se preocuopar com a realidade da equipe e tentar melhorar. Porque sera que o Jets não tem jeito, mesmo?

E btw, Tom Brady contra Mark Sanchez. Sera que se o Sanchez sair machucado o Tim Tebow entra? Hmm, or via das duvidas, torcerei pro Vince Wilfork aqui.


BEARS ganha do Vikings

Coisas que eu espero desse jogo: Bears entrando em campo com aquela mentalidade "Eff-You" depois de duas derrotas dolorosas (especialmente a surra em SF semana passada); Lance Briggs ou Brian Urlacher mandando pelo menos um jogador pro vestiário mais cedo; pelo menos três sacks pro Vikings (dois do Jared Allen); 120 jardas terrestres do Adrian Peterson; pelo menos uma interceptação do QB do Bears (seja ele Jay Cutler ou Jason Campbell); e pelo menos uma grande jogada de Special Teams.

Porque vou de Bears? Porque joga em casa, porque ta desesperado por uma vitória e sabe que não pode perder esse jogo... E porque não tem uma defesa na NFL melhor equipada pra tirar vantagem dos erros do Christian Ponder do que a do Bears. O ritmo de TDs dessa defesa era insustentável e ela tem suas falhas nos safeties, mas ela é boa demais forçando turnovers e acho que o Ponder vai acabar entregando algumas posses de bola chave. Mas vai ser apertado...


BENGALS ganha do Raiders
COLTS ganha do Bills

Como quem le essa coluna com frequencia deve saber a essa altura, eu sempre fui um adepto da teoria do "Bom time ruim", aquele time mediano que parece bom porque ganha de todos os times fracos que enfrenta pelo caminho. Tirando uma engenhosa teoria que sugere que o Bom Time Ruim de 2012 seria o Chicago Bears (Eu discordo, acho eles melhores que isso, mas realmente se enquadram no papel de "Nenhuma vitoria sobre um grande time" na temporada), pra mim o premio desse ano fica entre Bengals e Colts. Os dois tem enormes fraquezas (O Colts tem uma das piores secundarias da NFL, o Bengals não tem jogo corrido e a defesa é inconsistente atras do pass rush) mas apresentam um bom record graças a adversários fracos (e no caso do Colts, bons jogos em casa). E ambos tiveram vitórias expressivas na temporada (Packers e Giants) mas tambem tiveram jogos que nos mostraram suas fraquezas. Então fica a pergunta: Qual deles é o Bom Time Ruim de 2012? A resposta a essa pergunta pode (e deve significar) uma vaga nos playoffs.

(Colts em casa é um time bem melhor do que fora e o Raiders não existe. Dai as escolhas).


JAGUARS ganha do Titans

Hey, quem sabe agora que o Blaine Gabbert foi parar no IR e o inconsistente Chad Henne apareceu pra jogar, o Jaguars não vira um time de verdade? Nao confio no Titans, o Jaguars nao pode perder pra sempre... E eles jogam em casa. So there.


Broncos ganha do CHIEFS

Não preciso explicar, então deixo um comentario: nesse momento, a disputa pra Defensive Player of the Year está entre Charles Tillman, Von Miller, Aldon Smith e o favorito JJ Watt. Três deles draftados ano passado. Isso que eu chamo de Draft... Não bate o Draft de 1984 (Dan Marino, John Elway e Jim Kelly), mas ta bom!


Seahawks ganha do MIAMI

Algumas semanas atrás, eu teria ido de Miami aqui. Miami tinha a melhor defesa terrestre da Liga, a melhor defesa em 3rd downs, e o ataque estava sendo eficiente o suficiente pra ganhar jogos, especialmente em casa (Onde Seattle está 1-4). Desde então, tudo foi pro saco: Miami tem uma das piores  secundarias, a defesa terrestre parou de ser um fator determinante, o jogo terrestre sumiu, e Ryan Tanehill parou de ser um fator (sem falar nos muitos turnovers). Sabe quando o time atinge aquele ponto que de repente tudo desanda? Foi o que o Miami atingiu contra o Colts algunmas semanas atrás, e pelo visto não vai acabar tão cedo. E agora que os playoffs estão distantes, o Dolphins também nao deve ter tanta pressa...


Steelers ganha do BROWNS

Voces nao tem ideia de como eu estou inseguro dessa pick. O Browns não é tão ruim como seu record indica e tem dado trabalho pra bons times, Brandon Weeden é um QB decente, e com Joe Haden eles deixam de ser uma peneira aérea na defesa. Then again, eu não consigo justificar pra mim mesmo essa pick depois de ver o Steelers voltar a jogar bem e de forma fisica na defesa, e o Browns vai sentir falta de playmakers no ataque. Ou o Trent Richardson esta muito inspirado, ou eles vão esbarrar mais do que imaginam nessa defesa, e no jogo de posicoes de campo, o Steelers vai acabar levando vantagem por mais desfalcado que esteja. Mas é um jogo que pode mudar de lado nos menores detalhes...



BUCS ganha do Falcons

Estou com saudade... Faz tanto tempo... Preciso fazer isso mais uma vez...

JAAAAAAAAAAAAAAAAASH FREEMAN!!!

Pronto. Bem vindo de volta, Freeman. Quem diria que voce ia se tornar um ótimo QB de novo depois do péssimo 2011? Sentimos sua falta.

Sobre o Bucs, a chegada de Doug Martin e Vincent Jackson e a volta dos mortos de Freeman transformou o Bucs num dos ataques mais explosivos da Liga. Ainda que a secundaria seja muito fraca, estamos falando do ataque que foi interceptado cinco vezes pelo Cardinals semana passada... E por mais que eu goste do Matt Ryan, ele tem jogado mal recentemente e o Bucs pode se aproveitar disso. Jogando em casa, num jogo de placar alto, eu aposto no time que ta quente no momento.


Ravens ganha do CHARGERS

Não sou realmente um grande fã do Ravens ultimamente, tirando aquela vitória categorica sobre o Raiders o time não teve nenhum grande jogo pra me convencer de que eles são pra valer desde a Semana 2 contra o Patriots. E o Ravens - em especial Joe Flacco - são muito piores fora de casa do que em Baltimore, o que pode jogar a favor do Chargers.

Mas foi mal, não da pra apostar no Norv Turner num jogo importante. Especialmente quando seu melhor WR é o Robert Mecheam e sua linha ofensiva é tão... bem... ofensiva. O Chargers realmente desistiu da temporada na derrota pro Broncos, e agora eu não confio neles pra ganhar nem que seja contra o Chiefs. (Pensando...) Ok, definitivamente eu aposto neles contra o Chiefs. Mas só.


Rams ganha do CARDINALS

Se alguem conseguir me explicar essa, por favor o faça: Ganhando de 10 a 0 contra o Falcons, e depois de vir de uma semana de Bye na qual o John Skelton treinou TODAS as jogadas com o time titular, o tecnico Ken Whisenhunt decidiu colocar Skelton no banco e usar de titular o calouro da setima rodada Ryan Lindell? Se alguem souber me explicar, avise, porque por pior que estivesse o Skelton (2-7pra 8 jardas), Lindell nao estava preparado, nao tinha treinado como titular... E eles estavam ganhando de 10 a 0!! Se era pra ficar com Skelton de titular durante o bye, que usasse ele de uma vez!! Depois nao entendem porque eu acho o Whisenhunt horrivel... Enfim, por isso não consigo apostar no Cardinals contra um time do Rams que é extremamente bipolar, mas que pelo menos não tem de QB titular um calouro da setima rodada.


Niners ganha do SAINTS

Colin Kaepernick foi brilhante contra uma forte defesa do Bears e agora enfrenta a fraquiíssima defesa do Saints. E o 49ers já mostrou no passado que incomoda demais DrewBrees e o Saints na defesa. E btw, Jim Harbaugh contra um tecnico interino pode ser o matchup a definir essa partida. Agora vamos em frente antes que eu vomite de nervosismo aqui.

(Aos decepcionados, estou guardando meus comentarios sobre ambos os times pra semana que vem. Aguardem segunda ou terça.)


Giants ganha do PACKERS

Yeah... O Giants anda quieto e fraco demais pro meu gosto... Geralmente isso é um sinal de que eles vão pegar um jogo duro pela frente e liberar o inferno na Terra (o ultimo foi um massacre do Niners em San Fran) e fazer todo mundo lembrar "JESUS CHRIST esses caras podem ganhar de qualquer um quando estão inspirados!!". E vindo de uma bye week, o Giants deve estar fresco e com um Eli Manning mais perto do 100%. Por mais que eu acredite que o Packers é o melhor time no momento e jogue em casa, é o tipo de jogo que eu nunca - NUNCA - vou apostar contra o Giants. Nenhum time na NFL joga a carta do "Ninguem acredita em nós!" melhor que o Giants.

(Duas picks de instinto sobre lógica na mesma semana, acreditem... Nao me agrada nem um pouco. Pelo menos uma eu erro com certeza)


Panthers ganha do EAGLES

Eu não apostaria no Eagles e em Nick Foles contra meu time do colegial a essa altura do campeonato. Se eles jaá não nos deram provas suficientes de que não estão nem um pouco focados, que não são capazes de bloquear e que a defesa realmente piorou desde que Juan Castillo saiu. E pra piorar, eles enfrentam o Panthers sem seu melhor jogador (Shady McCoy) e eles ainda tem como tecnico Andy Reid, so... Yeah. E eu realmente não acho o Panthers tão ruim assim, bom jogo pra eles mostrarem algum serviço e pro Cam Newton correr pra dois TDs.


Week 11': 13-1
12' Season: 108-51-1-WTF

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Palpites para a Semana 2 da NFL

Agora que a NFL já está oficialmente funcionando, hora de voltar a uma das minhas colunas favoritas: Os palpites da semana.

Eu confesso que nem sei porque gosto tanto dessa coluna, na verdade. Nao adiciona muuuito, é meio aleatória (como todo palpite, tem muita margem de erro) e acaba me gerando mais reclamaçōes do que quase qualquer outra coluna. Then again, é um jeito fácil e prático de mostrar meu posicionamento em relação aos diversos times, é divertido pra mim (espero que pra voces tambem), e é bom pra indicar quais os atrativos de cada jogo (e tambem os melhors jogos) pra quem ainda está começando a assistir. So there!

Antes de começar, dois comentarios rapidos. Pra aqueles que estão esperando novos posts da série Especial NBA - Os times históricos, queria pedir desculpas pela demora pra sairem novos capítulos (o próximo? Magic e Isiah). Mas espero que entendam: Um post desses envolve muito mais trabalho e tempo do que um post normal. Eles são maiores, tem uma quantidade maior de informaçōes e eu sou um pouco mais rigoroso com relação a qualidade com eles, por isso demora mais pra pesquisar e escrever o post em si. De qualquer forma, semana que vem devemos ter um post novo (terça ou quarta) com Magic e Isiah, e vou tentar soltar um por semana... Mas não posso prometer. Valeu pela compreensão.

Segundo, que minha semana começou ruim, com meu palpite pelo Bears indo pro espaço... Embora eu ainda ache meu motivo legítimo. Mas esqueci de um detalhe: Jay Cutler não consegue jogar bem em jogos a noite. Lembro até que uns anos atrás a teoria era de que ele tinha problemas com a visão por conta da sua diabetes, sendo que sua visão ficava prejudicada com a menor luz disponível (a teoria tem um fundo de verdade, mas...). Mas tudo bem, eu aguento. Só não aguento que escalei o Cutler no meu fantasy e ele terminou com 2 pontos. 

Mas bem, faz parte. Vamos agora para nossas picks pros jogos dessa rodada, time da casa em caixa alta...


Chiefs ganha do BILLS

Um dos palpites mais difíceis dessa semana, mas com Tamba Hali e Brandon Flowers de volta, o Chiefs vai voltar a parecer o time que é de verdade e dar trabalho pro Bills. O Chiefs pareceu pior do que realmente é semana passada porque, sem seus melhores defensores, acabou vendo o Falcons abrir o placar cada vez mais, e com isso o Chiefs teve que abandonar seu jogo confortável (uma versão bem piorada do Niners, controlando o ritmo do jogo e confiando na sua defesa) pra jogar mais intensamente pelo ar e confiar demais na força do braço do Matt Cassell. Contra Ryan Fitzpatrick e o Bills, e com a defesa completa, acho que não terão que fugir do seu plano de jogo e vão conseguir se impor, especialmente nos turnovers.

Embora a defesa do Bills deva melhorar depois de uma pessima semana 1, e o Bills jogue em casa, Fitzpatrick realmente não conseguiu me convencer até agora. Sem Fred Jackson, a bola deve ficar ainda mais nas mãos de Fitzpatrick, e como em todo jogo entre duas boas defesas (no papel...) vou apostar no time que tem potencial de cometer menos turnovers. No caso, o ataque conservador do Chiefs.


PANTHERS ganha do Saints

Essa talvez seja a pick mais difícil do dia. Mas eu vou com o Panthers. O motivo? Simpesmente por ser o time da casa. Ok, tem mais motivos, mas esse é um dos principais.

Os dois times causaram uma má impressão semana passada, mas de formas diferentes: O Panthers foi fisicamente dominado por um time secretamente bom do Bucs (mais disso em um instante) e o Saints se afundou numa sucessão de erros e péssimos ajustes táticos que foram incapazes de parar o ataque do Redskins. O Panthers joga seu melhor quando consegue impor seu jogo terrestre, enquanto o Saints joga melhor quando... Bem, quando não está sendo comandado pelo técnico interino do técnico interino (sério!). O Panthers vai ter a volta do Jonathan Stewart e enfrenta uma defesa com muitos problemas para parar o jogo terrestre, um time menos físico do que o Bucs foi semana passada... E no que depender de ajustes por parte dos técnicos, o Panthers tem uma grande vantagem. Mas o Saints tem Drew Brees e um ataque mais confiável. Então o desempate fica por conta do time que joga em casa. Meu palpite especial de zebra: Panthers 24, Saints 20.


BENGALS ganha do Browns

Acho que o Bengals é um time mais fraco que foi ano passado... Mas e dai? Contra o Browns (cuja defesa está sem Joe Haden, suspenso) isso não deve ser problema. Mas vai ser um jogo feio pra burro, com muitos turnovers e mais um jogo fraco do inexplicável Brandon Weeden... Mas vale o interesse criado entre o RB Trent Richardson, do Browns, e o MLB Rey Maualuga, do Bengals, que trocaram provocaçōes durante a semana. Se o Browns aprendeu a lição e insistir no jogo terrestre, como deveria, Maualuga e Richardson provavelmente vão ficar frente a frente muitas vezes nessa partida. Num jogo que tem tudo pra ser um dos mais chatos da rodada, pelo menos é um duelo particular pra se acompanhar.


Texans ganha do JAGUARS

Hmm... Acreditam se eu falar que estou com sérias dúvidas aqui? Eu gosto do Texans, acho um bom time dos dois lados da bola... Mas o Houston tem problemas sérios pra jogar fora de casa, especialmente dentro da AFC West, e o Jaguars é um time melhor do que muita gente pensa. Se a defesa terrestre do Jaguars funcionar (e deve funcionar), esse jogo pode ficar muito apertado em Jacksonville... Mas não consigo apostar no Jaguars mesmo assim. Não pra vencer o jogo. Se fosse uma aposta em Vegas (+7 o spread a favor do Jaguars)? Hmm... Outra história. Nessas horas o record do Gary Kubiak fora de casa, mas dentro da divisão, acabaria pesando (4-14), e eu lembraria que o Jaguars provavelmente não vai produzir tantos turnovers como o Dolphins... Vamos em frente antes que eu mude de ideia.


Vikings ganha do COLTS

Hmm eu mudei de ideia umas cinco vezes nesse jogo, porque acho que o Andrew Luck vai ter um bom dia contra o Viks em seu primeiro jogo em casa e não acho o Viks grande coisa. Then again, eu simplesmente não consigo vislumbrar o Colts parando o Adrian Peterson. Eu vi o suficiente de Colts e Bears pra saber que o Colts a) Não tem jogo terrestre e a linha ofensiva em geral fede; e b) que o Colts não sabe dar tackles. Contra Jared Allen e Adrian Peterson, isso deveria significar alguma coisa... certo? E o Viks ganha de presente a baba de começar o ano contra Colts e Jaguars (Em casa) pra começar 2-0, alguém achar que eles podem ser bons... E vocês sabem o resto. Não confio em Christian Ponder...


Raiders ganha do DOLPHINS

Eu simplesmente acho o Dolphins horrível, não consigo evitar. Prefiro Carson Palmer a Ryan Tannehil e Darren McFadden sobre o time inteiro do Dolphins. O Raiders simplesmente tem um time melhor, é fácil assim.

Mas mais importante, esse jogo vai ser uma tortura psicológica do mais alto grau pra quem se dignar a assistir. Escutem seu blogueiro: Fujam desse jogo. Sério.


PATRIOTS ganha do Cardinals

Kevin Kolb contra Tom Brady, fora de casa? Preciso explicar essa pick? De verdade??

Único tópico de interesse nesse jogo: Ver como o ataque do Patriots se comporta contra uma defesa melhor. Um numero surpreendentemente alto de torcedores do Patriots vieram me procurar depois da minha ultima coluna pra falar que estão um pouco preocupados com o ataque terrestre, que está tendo sua dose de desconfiança sobre os recebedores, cuja linha ofensiva é bem fraca... E até algumas questōes sobre o próprio Brady (35 anos tem sido uma idade de declinio para grande parte dos QBs). Por motivos que eu já expliquei (pessima defesa terrestre, falta de pass rush, ataque confuso e sem Kenny Britt, etc) eu acho o Titans um péssimo time pra avaliar se o Patriots mudou ou não em relação ao ano passado. O time jogou bem contra o Titans, correu com a bola, mas o interessante aqui é ver como esse ataque se comporta como uma defesa superior, mais preparada para dar trabalho. Ainda que  o Cardinals ainda seja um péssimo parâmetro pra essa jovem defesa do Pats, é um teste interessante pro ataque da equipe. 


Bucs ganha do GIANTS

Yes, hora de deixar todo mundo confuso. Bucs ganhando do Giants?? Você ta overreacting tanto assim pra semana 1?? O jogo é em New York ainda!!! Minha defesa em três partes:

A) Por motivos que eu já expliquei, eu acho o Bucs um time que vai ter um breakout year essa temporada. O Bucs foi um dos times mais interessantes em 2010 e ficou a uma derrota na prorrogação e em casa pro Lions (Sem Matthew Stafford) de ir pros playoffs no lugar dos eventuais campeōes Packers. Cheio de jovens talentos, era o candidato de muita gente pra estourar em 2011... Só que problemas com um técnico muito ruim fizeram o time se afundar sozinho e perder 10 jogos seguidos. E agora, com um novo técnico e uma nova mentalidade (e um pouco de saúde), o Bucs tem tudo pra retomar de onde parou em 2010... Sabe, que nem o Niners fez depois de um bom 2009, todo mundo achando que ia estourar em 2010, onde esbarrou em Mike Singletary... E daí Jim Harbaugh chegou em 2011 e fez o time ganhar 13 jogos? Tipo isso, em menor escala.

B) O Giants é MUITO inconsistente quando joga em NY. Na verdade, o Giants tem um aproveitamento 50% na temporada regular (desde 2006) quando joga fora de casa em relação a jogar em casa. Se eu vou apostar num upset do Bucs pra cima do Giants, prefiro bem mais apostar com esse jogo sendo em NY do que fora de lá. De alguma forma, isso faz sentido.

C) O Bucs é um matchup chato pro Giants. Eles marcam bem os WRs e tem problemas pra marcar os TEs, por exemplo... O que significa que o Giants teria que se adaptar ao jogo curto sem Mario Manningham nem um TE bom o suficiente pra causar preocupação na defesa. Além disso, o jogo terrestre não é o forte do Giants, e se a defesa do Bucs continuar sendo física como foi contra o Panthers, eles vão ter dificuldades pra correr com a bola com aquela linha ofensiva. E pra terminar, a secundária do Giants ainda ta muito destruída, o que vai facilitar a vida do Josh Freeman.

Some tudo e eu realmente aposto numa vitória do Bucs. E que o Giants vai dar a volta por cima e ganhar 5 jogos seguidos no final da temporada e ir aos playoffs 10-6. Como sempre. 


Ravens ganha do EAGLES

O Eagles quase conseguiu perder semana passada do Browns, mesmo com o Brandon Weeden lançando quatro interceptaçōes... Eu realmente não confio no Eagles, e eu realmente confio no Ravens esse ano. Acho que o ataque ta se ajustando e a defesa, ainda que menos intimidadora sem Terrell Suggs, ainda consegue segurar suas pontas muito bem. E o Eagles só vai a algum lugar quando Michael Vick parar de lançar interceptaçōes e começar a jogar o que ele pode. A defesa não se encaixou como devia (ainda), e o Andy Reid foi muito mal no primeiro jogo da temporada, ao insistir com os passes do Vick ao invés de continuar dando a bola no LeSean McCoy. Contra o Ravens, mais do que nunca é importante evitar o excesso de passes longos e deixar o McCoy correr ou se virar com os passes curtos... Mas isso seria a coisa lógica a se fazer, e portanto não vai acontecer. E mesmo se acontecer, o Ravens consegue viver com isso se o Joe Flacco continuar jogando bem no ataque. So there.


SEAHAWKS ganha do Cowboys

Em toda a NFL, talvez não tenha um time que tenha um home-field advantage tão grande como o Seattle Seahawks jogando no Qwest Field. A torcida é tão fanática e contagia tanto o time que eles parecem outra equipe quando jogam em casa. Some isso a uma boa defesa, um bom jogo terrestre e um QB que foi uma das sensaçōes  da offseason (ainda que calouro, eu gosto do Russell Wilson)... E lembre-se que do outro lado está o time mais bipolar da NFL. Eu acho que vai ser apertado, mas acho que o Cowboys vai acabar entregando e o Hawks vai aproveitar isso pra sair com a vitória. Se tem um lugar pro Cowboys voltar a entregar, vai ser no estádio mais barulhento da NFL.


Redskins ganha do RAMS

Muito dificil tambem. O Redskins ganhou bem do Saints e o Rams deu muito trabalho pro Lions, mas não sei exatamente em que acreditar, porque ainda não estou convencido com nenhum dos dois times. O Rams teve um jogo que me fez acreditar que eles não vão ser o saco de pancadas que muita gente imaginava antes da temporada começar, mas ainda não estou pronto pra acreditar que eles serão bons. E embora eu não confie no Redskins, tem uma boa defesa e Robert Griffin vai enfrentar uma defesa relativamente fraca, com boas chances dele ter outra boa partida. Fico com Reds.


STEELERS ganha do Jets

Eu ainda acho o Steelers um time pior do que muita gente imagina (não horroroso, mas não acima de 8-8 ou 9-7) com as lesōes na defesa e a péssima linha ofensiva. E ainda acho o Jets um time que vai brigar até o final pelos playoffs com uma boa defesa em uma AFC muito fraquinha, por mais que seu QB seja Mark Sanchez. Mas em Pittsburgh, o Jets não vai ganhar do Steelers mesmo sem Troy Polamalu e James Harrison. Btw, outro candidato a jogo feio da semana, cuidado.

Talvez o principal motivo dessa descrença no Jets seja que o Darrelle Revis vai perder o jogo com uma concussão leve. Revis não é só o melhor CB da NFL, ele é o pilar de toda a defesa do Jets. Todo o esquema defensivo de NY revolve em torno do fato de que Revis sozinho consegue tirar um WR do jogo. Sem Revis e sem um substituto decente, a defesa vai ter que se virar com um plano de jogo totalmente novo contra um time cheio de opçōes explosivas. Ainda que o Jets provavelmente vá ter sucesso indo pra blitz, mas vai ser pouco, especialmente porque a defesa do Steelers ainda vai dar trabalho pro Sanchez. E em Pittsburgh, sem chance.


CHARGERS ganha do Titans

Jake Locker é dúvida, a defesa do Titans está muito ruim e o ataque está muito confuso, e Chris Johnson corre menos do que eu ultimamente. A não ser que o Kenny Britt volte em forma e o ataque terrestre volte a funcionar, o Titans vai ser um time bem pior do que eu esperava em 2012 com essa defesa. Enquanto isso, o Chargers sabe que tem que ganhar gordura na disputa pelo título de divisão, se reconstruiu bem do ano passado pra cá e sabe que pode engrenar com mais uma vitória. Jogando em casa, eu acho que vai ser o Chargers que vai vir babando e o Phillip Rivers vai brincar o dia todo com a secundária do Titans. E se eles não conseguirem correr com a bola, ainda pior, porque o Locker vai ter trabalho pra passar contra essa boa secundária.


NINERS ganha do Lions

Deixando de lado o Handshake Bowl, eu acho que esse jogo bem interessante. Mesmo assim, o Lions teve bastante trabalho contra um medíocre Rams mesmo conseguindo correr bem com a bola... E eles não vão ter esse luxo contra o 49ers. O Niners também já deixou claro que está muito tranquilo tirando o jogo terrestre do adversário e obrigá-los a viver do passe como fizeram contra o Packers, e o Packers tem um ataque aéreo muito melhor que o do Lions. Portanto, se o Lions quiser vencer, eles vão ter que parar o jogo terrestre e forçar turnovers... Sabe, contra o time que talvez tenha o melhor ataque terrestre da NFL e ta pra bater o recorde da história da Liga de mais tempo sem cometer turnovers? No chance. 

Btw, perdido no meio de todo o hype do Niners depois da vitória sobre o Packers (Sério, o Niners bateu um recorde, foi de "Ninguem acredita na gente!" pra "Todo mundo acredita na gente!" em três horas... Se nosso técnico não fosse Jim Harbaugh, eu estaria preocupado) está um fato: Alex Smith está jogando muito bem. Nos seus ultimos três jogos, ele jogou melhor que Drew Brees e Aaron Rodgers, e jogou pelo menos de igual pra igual com Eli Manning. Ele não é aquele QB explosivo como esses três, que vai ganhar muitas jardas pelo ar e ganhar jogos sozinho, nem nunca será um QB da elite da NFL... MAs ele é um dos melhores da NFL em tomar (boas) decisōes, pensar rapidamente, trabalhar o play action, e conduzir um ataque com liderança e altruísmo e, principalmente, tomar conta da bola. E contra uma fraca e esburacada secundária de Detroit, e com o jogo terrestre funcionando contra uma defesa terrestre fraca... Sinto muito, mas o Lions não vai parar Alex Smith. Eu estou satisfeito que ele seja o QB do meu time (Sim, eu esperei ansiosamente 7 anos pra escrever essas duas frases. E nunca achei que fosse fazê-lo).


FALCONS ganha do Broncos

Falcons não tem o pass rush nem a secundária pra causar problemas pro Peyton Manning, que provavelmente vai ter um bom jogo com tempo e liberdade pra fazer o que ele sempre fez. Mas ai está, agora ele está enfrentando um ataque mais explosivo ainda. Manning pode controlar o relógio, mas o ataque do Broncos não tem o potencial explosivo do ataque do Falcons, e ambas as defesas são semelhantes (especialmente se a linha ofensiva do Falcons conseguir controlar o pass rush). Ou seja, acho que esse jogo vai ser decidido no volume de ataque e quem consegue controlar melhor o relógio. E o Falcons tem o melhor ataque terrestre e os melhores WRs. 

Então é, não é exatamente um grande teste pro Manning contra uma grande defesa (especialmente com Brent Grimes fora pra temporada). Pra mim o grande teste de Manning será contra uma defesa física que vá pro rush e atinja ele repetidamente. Mas é um jogo interessante porque, pelo menos no papel (e a não ser que a dupla Elvis Dumervil - Von Miller desequilibre o jogo derrubando Matt Ryan), o Falcons tem uma pequena vantagem no ataque pelo conjunto, e se o Broncos quiser vencer, Manning vai ter que superar Ryan e tirar essa diferença. Claro que não é tão simples e racional assim, mas vocês entenderam: Esse é um jogo interessante pra ver até onde Manning pode levar o Broncos, nem que seja apenas um primeiro teste de vários. Can't miss!


Semana 2: 0-1

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pensamentos rápidos da semana 6 da NFL

Já que nosso post de pensamentos rápidos foi aprovado pela maioria dos leitores que respondeu à "enquete" no twitter (Ainda aceitamos votos!), voltamos com ele pra semana 6 da NFL. O post realmente impotante e profundo vai ficar pra amanhã, mas ele virá, não se preocupem. Enquanto isso, fiquem com as rapidinhas da semana seis da NFL.


Chris Cooley já está se preparando para a "Era John Beck"

 
Carolina Panthers 17 at 34 Atlanta Falcons
O Falcons conseguiu sair do buraco com uma convincente vitória sobre o Panthers, que pela primeira vez viu Cam Newton tendo um jogo péssimo, não passando para nenhum TD (Correu para um) e sofrendo três interceptações. Aliás, engraçado reparar que por mais que o Cam Newton esteja sendo um calouro sensação, jogando muito bem e fazendo todo mundo pensar "Porque eu não draftei ele no meu time de fantasy?", o Panthers não consegue traduzir isso em vitórias. O jogo terrestre ainda não se encontrou e a defesa está sem seu melhor jogador no MLB Jon Beason, mas o Panthers também tem que contar com o fato de que parte de suas derrotas se devem a jogadas ruins do seu QB. Na verdade, o Panthers conseguiu o que queria: Um Franchise QB (Talento ele tem de sobra, vamos ver se desenvolve), que ainda precisa amadurecer e pegar experiência. Quanto pior o time for agora, melhor será a escolha no próximo Draft. Os maus resultados virão, mas o Panthers não tem que se preocupar com isso por enquanto, ele conseguiu o que queria.

Já o Falcons ganhou de um adversário fraco, em casa, o que não é muita coisa. Se não fosse a lesão do Michael Vick na semana dois, o Falcons estaria 2-4, que nem de longe é um record respeitável, mesmo com um calendário relativamente difícil. A secundária do Falcons (que foi bem) ainda é horrível e o ataque não achou seu ritmo. 



Indianapolis Colts 17 at 27 Cincinnati Bengals
O Bengals foi um time que fez tudo errado (Pegou um QB no desespero mesmo sem a estrutura adequada), mas conseguiu se colocar de volta nos trilhos porque sempre existe um desesperado na NFL, que lhe paga possivelmente duas escolhas de primeira rodada (!!!) por um Quarterback que não estava nem no seu elenco. Agradeçam ao Raiders, torcedores do Bengals (E agradeçam aos céus pela mudança de ideia do Mike Brown. Manter o Carson Palmer na aposentadoria era mais satisfatório porque o QB deu as costas ao time, mas ele não valia nada para o time lá, extremamente mais proveitoso trocar o cara por ativos para seu futuro. Mesmo que não aparecesse um idiota como o Raiders oferecendo duas escolhas de primeira rodada, o time deveria trocar ele ainda esse ano pela melhor oferta disponível - tinham várias - antes que o valor dele caisse a zero).



San Francisco 49ers 25 at 17 Detroit Lions
A briga no final da partida entre o técnico Jim Harbaugh do 49ers e o técnico Jim Schwartz do Lions acabou desviando as atenções do que foi uma excelente vitória para o Niners. Em um jogo contra um time reconhecidamente forte e com um ataque explosivo, jogando ainda fora de casa num Dome extremamente barulhento e difícil de jogar (ainda mais com um time imaturo e cheio de jogadoers inexperiêntes), o 49ers saiu com uma apertada vitória graças à sua defesa, que desmontou completamente o poderoso ataque do Lions. O time cometeu 15 faltas, sua linha ofensiva (com seu melhor jogador machucado) foi completamente dominada pela linha ofensiva do Lions e Alex Smith não jogou bem, mas mesmo com todos esses problemas o time ainda saiu com sua terceira vitória de virada fora de casa na temporada. Se o time - com muito espaço para evoluir e sem seu segundo melhor Wide Receiver - consegue vencer um time tão forte num estádio tão difícil sem jogar seu melhor jogo, é porque esse time é pra valer. Uma pena que a briga entre os técnicos tenha desviado a atenção desse fato.

Aliás, eu não consigo deixar de comparar essa briga com a briga que aconteceu no jogo 6 das Finais da NBA. Não porque foram parecidas (não foram), mas sim porque os comentaristas da ESPN (Americana e brasileira) transmitiram e comentaram as brigas trezentas vezes e não conseguiram identificar porque elas começaram (Para quem não lembra, o DeShawn Stevenson e o Udonis Haslem brigaram depois que o Haslem fez um sinal de três pontos com a mão depois de uma bola de três e trombou de propósito no Stevenson, mas ele fez isso porque antes o Stevenson acertou uma bola de três pra fazer 40-28 pro Mavs e fez esse sinal de três pontos com a mão na frente do banco do Heat. Quando o Heat virou o jogo com uma bola de três, Haslem fez o mesmo, cortando o Stevenson e indo até o banco do Dallas). O problema não foi o aperto de mão forte ou o tapa nas costas, e sim porque o Schwartz (Que passou o jogo todo xingando e provocando Harbaugh, apesar de ninguém comentar esse fato) ficou puto porque o Harbaugh saiu pulando e comemorando quando conseguiu a vitória como o Jim Schwartz sempre faz quando ganha. Schwartz sempre sai pulando e comemorando feito um maluco quando seu time consegue a vitória, e ficou bravo porque outro técnico fez a mesma coisa quando ganhou do time dele.

A comemoração do Harbaugh foi exagerada? Sim, um pouco, mas NADA justifica a reação do Schwartz. Ele estava frustrado porque seu time perdeu, mas mesmo se Harbaugh tivesse xingado até a 15ª geração da mãe dele, nada justificaria. O próprio Schwartz vive provocando os adversários que estão perto da lateral, porque quando alguém o provoca ele sai querendo briga e falando em "quebra de protocolo"? Por favor... Intensidade é uma coisa importante, que Schwartz trouxe para os mornos Lions quando chegou. Mas descontrole é outra totalmente diferente, e que pode ter impactos muito desastrosos em times jovens como o do Lions (Antes que alguém negue, eu acompanhei 16 rodadas de Mike Singletary, eu sei do que eu estou falando).



Saint Louis Rams 3 at 24 Green Bay Packers
Alguém realmente esperava um resultado diferente? Se o Packers perdesse esse jogo merecia ser eliminado dos playoffs mesmo terminando 15-1 (Eu ainda defendo a existência de uma regra que diz que nenhum time que perdeu pro pior time da Liga pode ir aos playoffs).

Mas o Rams vai ganhar o reforço do Brandon Lloyd (que foi trocado por uma escolha de 5ª rodada pelo Broncos. Excelente estratégia por parte do Broncos, dar o comando do ataque a um QB com pouca experiência em uma situação de extrema pressão e trocar o seu melhor alvo por absolutamente nada. Alguns times merecem passar mais 40 anos sem títulos...) pras próximas rodadas, o que vai ser ótimo pro Sam Bradford continuar se desenvolvendo, mas os problemas do Rams são muito mais profundos do que isso - a defesa e a linha ofensiva, pra começar. Mas já é um bom começo, até porque veio de graça.


Buffalo Bills 24 at 27 New York Giants
O Giants é um bom time extremamente desfalcado. O Bills é um bom time em desenvolvimento, jogando sem seu melhor defensor (Kyle Williams). Foi um dos jogos mais interessantes da rodada, que evidenciou a fragilidade da defesa do Giants (dois TDs de mais de 60 jardas), mas como o Giants soube explorar a ausência do Williams e anotar TDs com o Ahmad Bradshaw a torto e a direito... O Bills tem uma defesa agressiva e que sabe forçar turnovers e um ataque explosivo, mas o time ainda sofre bastante de instabilidade e não tem uma defesa de contenção forte. É um time que tem chances concretas de playoffs, mas que ainda não é um time para incomodar os grandes. Já o Giants está de mansinho, quietinho, chegando ao topo de uma divisão que está muito abaixo das expectativas... Se você usar o argumento certo (Por exemplo que o 49ers de 2011 é melhor do que qualquer time da divisão), você pode argumentar que ela é a pior divisão da NFC (Embora o nível ridículo dos outros três times da West dificulte demais que essa discussão se prolongue de forma lógica e racional).


Jacksonville Jaguars 13 at Pittsburgh Steelers
LaMarr Woodley voltou. Os Steelers sentiram a sua falta. Mantenho a minha tese de que o Steelers é um time extremamente assustador que está tendo um começo lento e com problemas pontuais, que pode explodir se chegar nos playoffs, especialmente se continuar desenvolvendo o jogo terrestre (E também a tese de que o Jaguars está muito mal e é candidato ao Andrew Luck. David Garrard está sorrindo).


Philadelphia Eagles 20 at 13 Washington Redskins
Eu avisei a todos vocês sábado: Nunca apostem contra Rex Grossman numa disputa de turnovers. Foram quatro interceptações do ex-QB do Bears, sendo que o Safety Kurt Coleman recebeu mais passes dele do que qualquer jogador do Redskins. O Eagles mostrou uma nítida evolução defensiva (especialmente na defesa terrestre) e evitou seus turnovers. Tirando aquela patética interceptação do Vince Young, mas a gente releva. 

O Eagles respira na NFC East - com dificuldade, mas respira. Já o Redskins ganhou um problema quando Grossman foi para o banco para a entrada de John Beck. Releia essa frase e tente NÃO sentir pena do Redskins. Grossman não vinha jogando mal (também não estava jogando bem), mas porque ele pouco precisou fazer. Ele se descontrolou muito fácil e mostrou sua antiga falta de precisão. E acreditem, o Beck não vai resolver nada. O Redskins acabou de dar cinquenta passos para trás na busca pelos playoffs. Eu já disse e repito, se você está tendo que escolher entre Beck e Grossman, você está condenado de qualquer jeito. Sorte que a defesa é muito boa e todos os times da divisão estão com problemas.


Houston Texans 14 at 29 Baltimore Ravens
O Ravens não está chamando a atenção - tirando a primeira semana, o time não teve grandes vitórias ou atuações exuberantes. No entanto, o time está bastante sólido (especialmente a defesa) e teria vencido esse jogo mesmo sem anotar touchdowns (Foram cinco Field Goals). Joe Flacco passou pra 300 jardas, Ray Rice correu para 100 e o time limitou Arian Foster a 50 jardas em 14 carregadas (Com as mesmas 14 carregadas o Frank Gore teve 140 jardas, por exemplo). Tudo bem que o Texans é um queijo suiço com tantos desfalques importantes, mas o Ravens está conseguindo se impor nos seus jogos, o que é muito importante. Se eu fosse fazer um Power Rankings hoje, o Ravens estaria em terceiro. Não por brilhantismo, mas por eficiência.

Já o Texans - um time forte e com chances de ser competitivo se não fossem as lesões - só pode sentar e chorar. A volta de Andre Johnson deve impulsionar o time para brigar com o Titans pelo título da divisão, mas o teto do time está comprometido pela falta do Mario Williams. É horrível ter um time competitivo e saber que você vai ter um ano jogado fora por lesões, mas é o que acontece aqui. Mesmo assim, ir aos playoffs pela primeira vez já seria uma vitória para a franquia caçula da NFL.


Cleveland Brown 17 at 24 Oakland Raiders
Esse jogo vai ficar sem comentário por um bom motivo: Amanhã teremos um post inteiro dedicado ao Raiders. 

Aliás, temos dois comentários sobre o Browns: Primeiro, o corpo de recebedores é uma droga. Segundo, a maldição do Madden continua viva por mais um ano. Vamos ao próximo.


Dallas Cowboys 16 at 20 New England Patriots
Um dos jogos mais interessantes no papel acabou sendo um dos mais interessantes (e feios) da rodada. Ao contrário do que eu esperava, não foi um jogo de ataques. Na verdade, os ataques foram muito mal. Foi um jogo de defesas. Os ataques erraram demais desde o começo, e as defesas aproveitaram. O Cowboys cometeu dois turnovers e o Patriots cometeu quatro turnovers, sendo duas interceptações do Tom Brady, que não se sentiu confortável nos primeiros 57 minutos de partida e foi muito atrapalhado pela defesa de Dallas. Por outro lado, a defesa do Patriots, que vinha jogando muito mal, fez um ótimo trabalho e manteve o Patriots no placar apertado apesar dos erros do ataque.

O Dallas chego aos minutos finais da partida com a vantagem no placar, mas o jogo foi decidido por um simples fator: Um time tinha Tony Romo, e o outro Tom Brady. Com a bola em boa posição e a vantagem no placar com pouco mais de três minutos no relógio, o Dallas não teve confiança em Romo - chamou duas jogadas de corrida seguidas, que renderam -3 jardas, e depois de uma false start outra corrida pra devolver a bola pro Tom Brady com mais de dois minutos no relógio. E ele, depois de ter tido um jogo muito fraco, chamou todas as jogadas e conduziu uma excelente campanha que acabou com um passe maravilhoso para o TD da vitória. Eis a diferença entre Tom Brady e Tony Romo: Em um deles, você pode confiar em situações difíceis. No outro, não.


New Orleans Saints 20 vs 26 Tampa Bay Buccaneers
Semana passada, depois do meu Niners enfiar 48 a 3 no Tampa Bay em casa, eu propus algumas perguntas para uns amigos, e uma delas era se o 49ers era um time pra valer na NFC. Eu não me surpreendi que a resposta da maioria foi "não", mas o que me chamou a atenção foi que a principal justificativa foi "eles não venceram nenhum time bom ".

É incrível como as pessoas esquecem que o Tampa Bay Bucs É um time bom. Eles foram dominados por um time melhor e fora de casa, mas isso não quer dizer que o time seja ruim. O time é extremamente jovem e inconsistente, então é normal alguns deslizes. Além disso, o time ainda é muito imaturo e, depois de um começo dominante do 49ers, o time se descontrolou e afundou cada vez mais contra um time que não estava disposto a pegar leve com eles. Então de certa forma essa vitória sobre o Saints nos lembrou de como o Bucs é um time perigoso, especialmente quando o nosso querido JAAAAAAAAAAASH FREEMAN está calibrado. Ele jogou muito bem, conduziu boas campanhas e judiou da secundária do Saints, mesmo sem a ajuda do ótimo LeGarrett Blount. A defesa também foi muito bem e interceptou três vezes Drew Bress (Um problema para o Saints, são oito em seis jogos), inclusive no final do jogo, quando JAAAAASH FREEMAN mostrou que tem culhões pra conseguir duas primeiras descidas e matar o jogo. Quem sabe agora as pessoas lembram que o Bucs é sim um time forte. O Saints vai lembrar...


Minnesota Vikings 10 at 39 Chicago Bears
Alguns times tem o dom de fazer os adversários parecerem melhores. O Cardinals fez isso com o Vikings semana passada, e agora o Vikings passou isso adiante para o Bears. O Bears pareceu um time completíssimo nessa partida: A linha ofensiva foi muito bem, a secundária não deu espaços e o Jay Cutler pareceu imparável. O Celo chegou a me mandar uma mensagem falando que o Bears ia brigar pelo título da divisão! Nunca subestimem o poder de um time solidário. E por falar em times solidários que fazem seus adversários parecerem bons...


Miami Dolphins 6 at 24 New York Jets
Matt Moore, fora de casa, num Monday Night. Tudo que vocês precisam saber sobre esse jogo. Uma boa noite e até amanhã.