Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Preview NFL 2013 - Atlanta Falcons


A famosa "barrigada" em ação


Para saber do que estamos falando aqui e dessas estatísticas, recomendo a leitura desse post antes
Se quiser opinioes e analises sobre o Draft, voces podem ler o Running Diary da primeira rodada ou o manual de como avaliar um Draft na NFL


Depois de terminar a série de previews da AFC East, os previews da NFC East, os previews da AFC North, os previews da NFC North, e agora os da AFC South, vamos para uma das divisões mais interessantes da NFL e falar um pouco da NFC South, a começar pelo Atlanta Falcons. Se você não tem ideia do que estou falando, recomendo que leia esse post introdutório. Btw, a falta de crases nesse texto é porque esse teclado não tem crase, então não reparem, ok?

Atlanta Falcons

2012 Record: 13-3
Ataque ajustado: 12th
Defesa ajustada: 12th


O Falcons é um time bastante complicado e extremamente divertido. Digo complicado porque enquanto alguns fatores apontam ferozmente para uma regressão e para o fato de que a equipe não foi tão boa em 2012 como pareceu ser, ainda existe algumas circunstâncias bastante raras agindo a favor da equipe que nos fazem pensar exatamente quanto dessa regressão de fato vai atingir a equipe. Mas vamos com calma.

A primeira coisa interessante sobre o Falcons é como a equipe tem mudado ofensivamente ao longo dos últimos anos. Em 2008, quando Matt Ryan foi draftado e a equipe trouxe Michael Turner para ser seu RB do futuro, a equipe saiu do fundo do poço (27th em ataque para 2007) e viu seu ataque dar um salto para Top10 na Liga. Nesse ano, Michael Turner liderou a NFL em corridas (376), foi segundo em jardas (1699) e TDs (17). Turner foi indicado ao All-Pro Team e o ataque da equipe foi todo baseado ao seu redor, enquanto Matt Ice teve uma excelente temporada de calouro que não chamou a atenção dentro de seu ataque (74.9 QBR). Em 2009 o ataque caiu para 14th quando tanto Ice como Turner perderam jogos por lesões e não foram tão eficiente como de costumes, mas em 2010 Turner novamente liderou a Liga em corridas (terceiro em jardas e quarto em TDs) indo ao Pro Bowl junto de Matt Ryan, com mais uma ótima temporada (28 TDs, 9 INTs, 69 QBR) e vendo o ataque da equipe subir novamente para 9th. Bom, tudo parecia bem encaminhado para Atlanta continuar com seu ataque terrestre liderando o caminho com Turner e Ice sendo o QB complementar, certo?

Acontece que a diretoria de Atlanta, que na época estava começando a incorporar análises estatísticas entre seu escalão superior, provavelmente se deparou com dois dados: o primeiro é que a eficiência de Turner estava começando a decair ano a ano, chegando a 4.1 jardas por carregada em 2010. E o segundo é que, apesar do ataque terrestre ser o carro chefe ofensivo da equipe, entre 2008 e 2010 o ataque terrestre da equipe foi rankeado (ajustado) 18th, 13th e 23rd, enquanto o ataque terrestre nesse mesmo período foi 4th, 13th e 7th. Turner carregava a parte pesada do ataque, mas era a eficiência de Ryan que estava levando esse ataque para frente ano a ano, então eles tomaram uma decisão inteligente: vamos focar no ataque aéreo para 2011 e ver o resultado. Já tendo trazido Tony Gonzales para jogar de TE um ano antes, a equipe investiu pesado no draft para subir até a 6th pick e escolher Julio Jones e montar uma dupla de WRs de verdade para seu QB ao lado de Roddy White. Nesse mesmo ano, as corridas de Turner diminuiram de 334 para 301 e Ryan lançou 567 passes (o career high de Ryan era 571 do ano passado, mas a equipe teve bem mais jogadas ofensivas em 2010 que 2011, então a proporção de passes foi maior em 2011). A diretoria deu nas mãos de Ryan as chaves para o ataque naquele ano, terminou 8th em ataque aéreo e 23rd em ataque terrestre, e o time não olhou para trás mais nesse sentido. Em 2012, a equipe levou isso um passo adiante, com apenas 222 corridas de Turner contra 615 passes de Ice, o jogo terrestre terminando 29th e o aéreo 10th.

Mas mais importante, 2012 foi o ano que Matt Ryan deu um salto imenso de produtividade (que alguns até podem questionar como insustentável). Com uma carga maior do que nunca e quase nenhuma ajuda do ataque terrestre (Turner pareceu ter 90 anos de idade e não passou das 3.5 jardas por carregada apesar de um calendário ridiculamente fácil), Ice teve uma linha de  422/615, 68,6% de aproveitamento (melhor da NFL e melhor marca da carreira por mais de seis pontos percentuais), 4719 jardas, 32 TDs/14INTs, 7.7 jardas por passe e um QBR de 74.5 (quarto da NFL atrás de Manning, Brady e Kaepernick). Os números ajustados da equipe caem em parte porque isso foi feito contra um dos calendários mais fáceis da NFL, mas não tem como duvidar do brilhantismo de Matt Ice em 2012. Isso sem falar em mais um fator que por si só já poderia justificar seu novo contrato de 120M... mas chegaremos lá.

O fato é que o ataque terrestre da equipe estava se tornando uma fraqueza, e o Falcons fez muito bem em enxergar a ascensão de Ryan e mudar o foco do jogo. Mas ainda assim, era necessário manter pelo menos o jogo pelo chão respeitável, de forma a não viciar o ataque dar ainda mais versatilidade ao que promete ser um dos times mais explosivos da NFL. Por isso a equipe correu para assinar com Steven Jackson assim que ele virou free agent e ficou claro que o Rams não o traria de volta. Jackson provavelmente tem sido por uns cinco anos o melhor jogador da NFL que ninguém presta atenção porque joga em um time ruim, o cara que carregou o ataque do Rams nas costas por quase oito anos fazendo praticamente tudo: correndo, recebendo, bloqueando, fico surpreso que ainda não tenha jogado de QB por lá algum tempo. Desde 2009 quando finalmente ficou saudável, ele é quarto na NFL em jardas corridas e jardas totais (correndo + recebendo) e fez isso jogando anos e anos atrás de uma linha ofensiva fraca, sem um bom ataque aéreo para tirar a defesa da sua frente e tendo que carregar uma carga sobre-humana de trabalho toda santa temporada. Não é a toa que seu corpo começou a dar sinais de esgotamento e viu sua média de jardas por carregada cair para 4.1 temporada passada (em perspectiva, não foi nem a melhor média de jardas por carregada do seu próprio time). Ainda assim, é um excelente RB all-around capaz de fazer tudo, correr com a bola, receber passes, bloquear e ser uma válvula de escape para o QB, e como em Atlanta ele vai ter uma função secundária ao ataque aéreo liderado por Ice, é a situação perfeita para ambos os times: Atlanta faz um bom upgrade em RB em relação ao ficando-decrépto Turner, adiciona o jogador perfeito para seu estilo de jogo capaz de correr E receber, e para Jackson é a situação ideal porque não vai ter que lidar com uma carga pesada demais, vai poder se concentrar no que faz de melhor e ter um grande suporte do ataque aéreo.

A comparação não é original, mas é válida: no final dos anos 90/começo dos anos 2000, o ataque do Rams era conhecido como The Greatest Show on Turf (algo como "O maior espetáculo sobre a grama"). Antes das mudanças de regra de 2003/2004 que fizeram da NFL um jogo aéreo e praticamente tirou tudo que a defesa podia fazer para defender o passe, e mudaram por bem ou por mal a direção que o jogo seguiu, aquele Rams era um time a frente de seu tempo, baseado no seu ataque extremamente explosivo e diversificado. O Rams contava com um Franchise QB em Kurt Warner (seria um dos maiores de todos os tempos não fossem as lesões e o tempo perdido fora da NFL), dois excelentes e explosivos WRs (Torry Holt e Isaac Bruce) e um dos running backs mais completos de todos os tempos, Marshall Faulk (que chegou a bater 1000 jardas terrestres e 1000 jardas aéreas em 1999). Era um ataque espetacular e extremamente explosivo, liderou a NFL ofensivamente em 99 e 2001 (Warner machucou em 2000), ganhou um título em 99 (poderiam ser dois, mas perderam o Super Bowl para um bom mas inferior Patriots em 2001) e ficaram marcados para sempre como um dos grandes ataques da Liga.

(Tangente rápida: Warner provavelmente é o meu QB favorito entre os que vi jogar. Ele liderou a liga em todas as estatísticas relevantes em 1999 e 2001, jardas, aproveitamento, jardas por passe, TDs, rating - QBR ainda não existia - e etc, ganhou dois MVPs e um SB MVP. Se não fossem as lesões e seu começo tardio, estaria na conversa junto com Brady e Manning para melhor QB da sua geração. Just a fact.)

Esse é o que o ataque do Falcons vai querer ser. Eles possuem as ferramentas: um RB extremamente completo, dois WRs extremamente explosivos e um grande QB. Ryan não é tão bom quanto Warner, claro, mas esse Falcons também tem algo que o Rams não tinha, que é um excelente TE em Tony Gonzales. Então dadas as devidas proporções, as semelhanças entre os dois ataques são bem interessantes. Claro que o Falcons não vai chegar naquele nível, mas é o modelo que eles querem seguir: um ataque extremamente explosivo e versátil, com dois WRs que exigem atenções extras, um RB que precisa de acompanhamento sempre e basicamente um ataque que transforme o adversário em um cobertor curto com tantas opções diferentes para superá-lo. Então se Ice for capaz de reproduzir o que fez em 2012 quando deu um salto de produção, esse ataque tem tudo para ser um dos mais dinâmicos e explosivos da Liga.

O outro lado da bola é mais problemático. A defesa do Falcons fez um bom trabalho em 2012 (apesar de parecer mais dominante do que foi a primeira vista pela tabela ridícula), terminando 12th overall, mas alguns fatores indicam problemas para 2013. Olhando os números, observamos que sua defesa foi boa contra o jogo aéreo (11th) mas ruim contra o jogo terrestre (20th). Mas enquanto o Falcons - em parte por questões salariais, sabendo que um mega-contrato de 120M com Matt Ryan estava vindo ai - não conseguiu fazer muito para reforçar a parte fraca da sua defesa trazendo novos reforços (embora seja possível esperar alguma evolução do seu núcleo jovem de Akeem Dent, Sean Wheatherspoon e Corey Peters), o time também teve que lidar com a perda de dois dos seus defensores mais importantes em free agency, o DE John Abraham e o CB Dunta Robinson, enfraquecendo enormemente sua defesa aérea. E quando você não reforça sua fraqueza e perde suas forças, bom, isso é geralmente ruim.

Entre os muitos jogos que eu assisti do Falcons, inclusive a Final de Conferência contra o 49ers, a coisa que mais me chamou a atenção foi a dificuldade da equipe em gerar pass rush. Eles simplesmente não conseguiam fazer pressão se não fosse por Abraham. A defesa base da equipe é a cada vez menos popular 4-3, que joga com quatro na linha defensiva e cuja pressão depende demais da capacidade de atrair marcações duplas com seus DTs e da velocidade de seus DEs vindo das laterais. É um esquema mais conservador em termos de pressão que o 3-4 (cuja defesa "padrão" tem cinco jogadores indo atrás do QB e não quatro), e o pessoal que o Falcons tem simplesmente não é o mais adequado para executá-lo: apenas Abraham (10) e Kroy Biermann tiveram 4.0 ou mais sacks em 2013, e Biermann é DE que entra apenas em situações de pressão por conta dos seus problemas contra o jogo terrestre. Jonathan Babineaux é um jogador sólido e versátil, mas que não força dobras ofensivas e não causa tantos problemas sozinho (3.5 sacks apesar de alinhar mais do que nunca de DE). Em resumo, é um grupo que depende em excesso de Abraham para criar pressão, e Abraham agora está em Arizona, e eles vão ter que se virar para substituí-lo. Eles também perderam o excelente e underrated Dunta Robinson para Kansas City, que fazia uma excelente dupla com Assante Samuel na secundária, então basicamente dois dos seus três melhores jogadores defensivos de 2012 estão fora do time.

Claro, a equipe fez o que pode indo atrás de substitutos, trazendo Osi Umenyiora para o lugar de Abraham e draftando Desmond Trufant para substituir Dunta Robinson. Foram boas decisões, especialmente considerando que Abraham está indo para o declínio natural da sua carreira e considerando a situação da equipe, mas o impacto imediato para 2013 deve ser negativo. Eu gosto de Desmond Trufant (embora o Falcons podia ter tido mais paciência em um draft com muita profundidade de CBs) e achei uma boa escolha, mas ele não está pronto para ter o impacto de Robinson na secundária, e Osi... Osi era um DE muito bom no Giants alguns anos atrás, mas perdeu espaço com a chegada de Jason Pierre-Paul e por conta de seus problemas de atitude (reclamando de companheiros, de falta de tempo de jogo, de seu salário, etc) até que o Giants chegou ao ponto de concluir que ele não valia mais o trabalho. Quando saudável e motivado alguns anos atrás Umenyiora colocou excelentes números pressionando o QB (passando de 10 sacks três vezes), mas fez isso em meio a uma excelente e dominante linha defensiva do Giants que tinha várias outras boas opções de pressão (em particular Justin Tuck, Pierre-Paul e claro... Michael Strahan) e bons DTs ocupando bloqueadores. Agora aos 32 anos, vindo de duas temporadas marcadas por pequenas lesões e jogando em uma linha defensiva onde deve ser a principal (e talvez única) ameaça real de pressão (e portanto foco de dobras defensivas), será que ele consegue compensar a produção de Abraham e virar um DE dominante mais uma vez? Eu acho difícil. Vai ser uma adição importante, sem dúvida, mas existe uma piora nesses dois sentidos. Junte a essas duas perdas o fato de que o Falcons foi a segunda defesa mais sortuda da NFL recuperando fumbles (72%) e a possibilidade de uma queda considerável em 2013 é bastante real. Vai depender do crescimento de seus jovens jogadores e de Osi.

E ai chegamos ao ponto complicado desse preview... regressão. O Falcons foi um time 13-3 que terminou com o Pythagorean Expectations de 11-5, motivado em parte por um record 7-2 em jogos decididos por uma posse de bola. Já vimos que isso geralmente é uma receita para uma grande regressão no ano seguinte, então considerando que a equipe deve passar de um calendário bastante fácil (6th mais fácil, per Football Outsiders) para um razoavelmente difícil em 2013, devemos esperar que a equipe caia bastante ano que vem... certo?

Acontece que não é tão fácil assim no caso do Falcons. No primeiro post de todos, eu expliquei que jogos decididos por uma posse de bola tendem a 50% em quase todos os casos, e com uma exceção: as vezes esse número é diferente quando um time tem um QB de elite capaz de maximizar posses de bola, controlar o relógio e fazer jogadas precisas nos finais de jogos. Na atualidade, três e apenas três QBs possuem evidência estatísticamente significante para mostrar que influenciam esse número a ser maior que 50%, considerando um desvio do esperado forte o suficiente junto de uma amostra suficientemente grande. Dois deles já foram citados, Tom Brady e Peyton Manning. O terceiro, ao contrário do credo de muita gente que citou Drew Brees, Aaron Rodgers e Ben Roethlisberger, é Matt Ryan. Apenas esses três QBs ativos possuem números estatísticamente significantes em jogos de uma posse de bola, com Ryan tendo um record de 27-11 em tais jogos. Então embora sua amostra ainda seja muito menor que a de jogadores como Eli Manning ou Brees, é suficientemente para ter valor estatístico e indicar por enquanto que sim, Ryan é um dos raríssimos QBs capazes de influenciar esse indicador. Se isso se mantiver indo para frente - e por enquanto temos motivos para acreditar que sim - então Matt Ryan vale cada centavo do seu contrato. E se for verdade, bem... então talvez a regressão do Falcons não seja exatamente como esperamos. O 7-2 não deve se repetir, mas se pudermos esperar que eles tenham alguma vantagem sobre os 50% esperados indo para frente, o Falcons tem uma grande vantagem na NFL.

E ai voltamos a Ice. Esqueça as narrativas que a mídia e os torcedores adoram colocar em cima de jogadores, porque elas valem muito pouco ou quase nada. As pessoas adoram criar "rótulos" para os jogadores com base nos resultados (no caso de Ryan, que ele não ganha nos playoffs) de coisas que possuem uma margem de incerteza enorme, como temos fixado aqui toda vez que falamos de playoffs. Ganhar três jogos seguidos de playoffs por quase 40 pontos, como fez o 49ers de 1989, é uma coisa; perder três jogos em anos diferentes sendo dois deles por uma posse de bola é outra totalmente diferente que simplesmente não serve para avaliar nada. Antes dos playoffs, Joe Flacco também era considerado um QB que não conseguia ganhar nos playoffs assim como Ryan. Agora Flacco é considerado elite pelo seu título, mas se pararmos para pensar nas pequenas coisas aleatórias que estão além do controle de ambos e que contribuem para esse resultado, é muito fácil de ver essa narrativa sendo alterada por uma ou duas jogadas aleatórias além do controle desses dois. Se Rahim Moore desvia o passe de Flacco no final do jogo contra o Broncos, o Ravens perde e Flacco volta a ser chamado de amarelão. Se Harry Douglas não cai sozinho contra o 49ers ou se Navorro Bowman não desvia o passe na quarta descida final do jogo, Ryan poderia ter ido ao Super Bowl. E nesse caso as "narrativas" impostas sobre os dois seriam totalmente diferentes, Ryan sendo o QB de elite e Flacco o amarelão. Um dos motivos pelos quais é besteira ficar tentando dar rótulos para jogadores com pouco tempo de liga com base em resultados.

Não cometam esse erro: Ryan foi um dos melhores QBs da NFL em 2013, dando um enorme salto de produção quando o ataque decidiu se fixar ao seu redor, colocando a melhor marca da liga em aproveitamento, aumentando seus TDs sem aumentar as interceptações, colocando sua média de jardas por passe nas alturas e terminando o ano como o quarto melhor QB da NFL em QBR. Algumas pessoas podem questionar a sustentabilidade desse salto já que alguns números (em particular o salto de 62% para 68.6% de aproveitamento) divergem em relação ao que ele vinha colocando desde que entrou na NFL, e é uma questão válida. Não vamos saber a resposta tão cedo, pode ser o efeito de um playbook mais voltado para Ryan e de um jovem jogador descobrindo seu potencial, ou simplesmente um ano fora da curva. Só saibam que se for uma evolução real e esse for o nível de Ice daqui para frente, ele é um dos cinco melhores QBs da NFL.

E no final, fazer uma projeção desse time depende do quanto você confia em Ryan e principalmente na sua capacidade de ganhar jogos decididos em uma posse de bola. O ataque deve ser um pouco melhor em 2013 com Steven Jackson assumindo as funções que eram de Turner e mais um ano de Julio Jones evoluindo, e Tony Gonzo está de volta para assumir as funções na red zone -  apesar da saída de Tyson Clabo, deve continuar sendo um ataque muito bom e possivelmente ainda melhor do que ano passado (o potencial dele, pelo menos, subiu ainda mais um nível). A defesa deve piorar consideravelmente, entre a sua regressão com fumbles e as perdas de dois jogadores tão importantes como Abraham e Robinson e as dúvidas que seus substitutos ainda carregam (especialmente sem um safety de elite para compensar). E realmente, o grande dilema é o quanto da regressão que um time normal carregaria por estar dois jogos acima de sua Pythagorean Expectations e com um record 7-2 em jogos de uma posse de bola vai ser efetiva se Ryan continuar fazendo sua mágica em jogos apertados. A tabela fica consideravelmente mais difícil também, então 13-3 está provavelmente fora de jogo. Mas 10 ou 11 vitórias e uma vaga nos playoffs? Acho bem provável.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Preview: Green Bay Packers at Atlanta Falcons


"E ai, quando é a nossa vez?"

Ano passado, eu coloquei o Falcons como meu candidato ao Super Bowl pela NFC, seguido de perto pelo Saints. Achava que o time tava pronto pra dar um passo alem do que tinha feito em 2008, quando foram aos playoffs liderados pelo calouro Matt Ryan. Mas o ano nao deu muito certo pra eles: A defesa não ficou saudavel, a secundária teve problemas, Michael Turner perdeu boa parte da temporada machucado e o próprio Matt Ryan perdeu alguns jogos por lesão, e ai eu esqueci que tinha apostado no Falcons em primeiro lugar e lembrei a todos que eu tinha falado no Saints tambem. Mas esse ano o Falcons mostrou uma evolução enorme em relação ao passado: Matt Ryan virou um dos QBs mais decisivos da NFL, Michael Turner voltou a jogar como antes, Roddy White mostrou pra todo mundo que ta pronto pra entrar na conversa do melhor WR da Liga, e a defesa tambem melhorou muito seu jogo em relação ao ano passado, principalmente com a chegada de Dunta Robinson. Tudo bem, o time ainda poderia usar um outro WR confiavel ou um safety mais intimidador, mas ja ta bom, bom o suficiente pra terminar a temporada com a melhor campanha da NFC. Mas como todo mundo que acompanha NFL sabe - ou deveria saber- temporada regular é uma coisa e pós temporada é outra. Esses dois times se enfrentaram na temporada regular e o Falcons levou a melhor, mas foi um jogo apertado e decidido só no final. Espero que seja mais um desses.

As chaves da partida para o Falcons:
O Falcons tem um time muito completo, mas que sabe jogar como um time, o que eu as vezes cobro de outros times muito completos, como o Ravens. O Falcons soube entregar a bola pro Ryan, soube dosar as corridas do Turner, e assim o time ganhou sete das oito partidas que disputou na temporada. Esse equilibrio é algo fundamental pra um time que tenta furar uma grande defesa como a do Packers, uma defesa que não só tem grandes jogadores como tambem joga muito bem coletivamente sob a tutela do Dom Carpers, o genial coordenador defensivo de Green Bay. Tornar o ataque imprevisivel, mesclar bem as jogadas e cuidar bem da bola vai ser fundamental. O Falcons fez isso muito bem essa temporada, possivelmente só o Patriots fez melhor, e o problema não é o que eles são capazes de fazer, e sim o que eles vão conseguir fazer. Ninguem questiona o falor do trio Ryan - Turner - White, mas o Packers tem uma defesa muito completa e que vai vir montada pra fechar justamente esses jogadores, as corridas do Turner e os passes medios e longos pro White. O Falcons vai ter que contar, pra conseguir superar esse ferrolho defensivo, com os jogadores secundários do ataque. Não é incomum voce ter os jogadores secundários de um ataque sumindo contra uma defesa forte e os astros terem que se virar, mas isso é péssimo porque força o time a ganhar com o que a defesa vai estar montada pra contra-atacar. E isso significa que o Michael Jenkins vai ter que jogar bem o suficiente pra causar alguma modificação defensiva do Packers ou pelo menos atrair a marcação do safety pra abrir um pouco pro Roddy White e pro Tony Gonzales em rotas mais curtas ou medias, senão vai ter marcação dupla no White e alguem sempre fungando no cangote do Gonzalez. Outro que vai ter que aparecer vai ser o Jason Snelling. O Snelling é o reserva do Turner, jogou muito bem quando ele se machucou (tanto esse ano como ano passado) e é muito bom arrancando jardas na marra da defesa. Ele tambem trabalha bem em conversões curtas, então ele é outro que vai ter que confundir a defesa do Packers, especialmente se o técnico Mike Smith (Mais conhecido como Steve Martin) quiser usar formações com dois RBs.

O Falcons tambem pode usar a mesma estratégia que eles usaram no jogo da temporada regular e que deu certo, apesar de que por pouco: Deixar Aaron Rodgers no banco. E pra isso o Michael Turner vai ter que aparecer e a linha ofensiva vai ter que fazer a parte dela. Nenhum dos dois é o problema ai, o problema é que a secundária do Falcons, apesar de contar com o Robinson, não conta com um grande safety. E portanto, a bola longa pode se tornar um problema. Lembro que um jogo na temporada passada entre Phins e Colts terminou com o Phins tendo posse de bola durante 45 minutos contra 15 do Colts, mas mesmo assim o Colts ganhou porque toda vez que o Peyton Manning entrava em quadra ele acertava um passe de 40 jardas pra touchdown. E isso voce não pode deixar, voce tem que deixar o QB ter que se virar com os alvos curtos em velocidade, de preferencia com pressão, o que tambem vai exigir uma boa partida da linha defensiva e dos OLBs do time. Esse tambem foi um problema do time ano passado, o pass rush era quase inexistente com o John Abraham machucado, e esse ano ele ainda tem sido inconsistente. A linha ofensiva do Packers tem melhorado, mas ainda é vulnerável e precisa ser explorada pra evitar que o Rodgers consiga ter tempo pra pensar e passar, porque se tiver ele vai acertar o alvo, simples assim, fim. E ai vale tudo, vale usar só a linha defensiva com os OLBs, mandar o safety, usar o MLB pra tentar furar pelo meio e até mandar o técnico entrar la e tentar alguma coisa. Outra coisa que pode dar resultado é usar o calouro Sean Weatherspoon pra fazer o papel de cobrir o meio do campo, ele tem muita velocidade e pode confundir o Rodgers indo pra blitz uma hora e ficando pra cobrir a rota curta ou o TE pelo meno na outra.

Por fim, outra coisa que tambem pode pesar é o estádio. O fato de jogar em casa vai ser fundamental pro Falcons, um time que foi absolutamente dominante jogando em casa mas um time menos confiavel jogando fora. Eu até fiz uma brincadeira um tempo atrás falando que o sonho do Falcons era que o Super Bowl mudasse pro Georgia Dome, porque o Falcons claramente se sente mais confortavel de frente  pra sua torcida. Claro que isso é comum, mas o Falcons é um time totalmente diferente jogando dentro e fora de casa. E mesmo assim eles ganharam seis jogos fora de casa, nada a criticar nesse Falcons mais fraco.

As chaves da partida para o Packers:
Tudo que o Packers quer é que o James Starks consiga repetir o que fez contra o Eagles. O calouro é rápido, tem uma boa leitura de jogo, mas ele só teve um jogo bom, nas outras vezes que esteve em campo não fez nada digno de nota. Tudo bem, isso é até comum entre calouros, mas antes de sair achando que ele pode ser um RB que faça isso todo dia a gente tem primeiro ver se ele consegue fazer pelo menos mais uma vez. Ta cedo demais pra falar muita coisa ainda, o moleque parece ter talento, mas um jogo nao vai colocar ele de titular. E o Packers pode até estar contando com isso, alias deve estar e tambem deve dar chances pro moleque, mas nao pode focar o plano de jogo em volta dele. É importante que ele tenha algumas carregadas, receba alguns passes curtos pra usar sua velocidade, e se conseguir fazer isso bem ja vai ser uma grande ajuda pra abrir pro Rodgers. O Packers pode até não conseguir, mas tem que tentar algumas vezes. Tambem tem que usar um pouco o John Kuhn recebendo passes curtos pelas laterais, onde ele pode usar seu corpo e força fisica pra conseguir quebrar o tackle de algum cornerback. E tem que deixar o Rodgers a vontade pra soltar o braço, porque é assim que eles vão ganhar a partida. Os WRs do Packers são excelentes, e o Rodgers faz o time dele parecer ainda melhor, ele é ótimo escapando da pressão e achando os jogadores espalhados pelo ataque. Por isso o Packers tem que deixar tambem o Rodgers confortavel, estabelecendo seu ritmo e tendo a chance de identificar as defesas adversárias. Claro que nao adianta deixar o Rodgers lançar todas as bolas, mas eu acho preferivel voce acionar o RB num passe curto do que numa corrida, principalmente se o Falcons começar a mandar muita blitz.

Na defesa, o Packers tem que explorar sua secundária. Trammon Williams é um excelente cornerback, Charles Woodson é um dos melhores da Liga e o safety Nick Collins é excelente tanto na cobertura como dando tackles, então essa unidade versátil e talentosa pode ser usada de varias formas: se aproximando da linha de scrimmage, jogando em profundidade ou forçando turnovers. O pass rush do Packers é excelente e tem que fazer sua parte como sempre, mas talvez a secundária seja a chave pro Packers aqui. Eu falei ali em cima que o Falcons precisa ter uma boa partida do Jenkins, mas se não tiver, o Green Bay tem tudo pra explorar isso. Charles Woodson e um safety ou até um nickel back são capazes de segurar o White e o Williams pode ficar mano a mano em cima do Jenkins, liberando o Collins pra jgoar perto da linha de scrimmage e dividir blitzes e coberturas de zona atras da linha com o AJ Hawk, o que tambem seria importantissimo pra parar o forte jogo terrestre do Packers. A linha defensiva do Packers tme feito um bom trabalho pressionando os QBs adversários, e isso faz com que eles tenham que apelar pra uma valvula de escape pelo chão ou nos passes curtos, mas se o Collins estiver livre pra jogar pelo meio do campo, ele vai conseguir chegar muito rápido nessas jogadas evitando maiores ganhos ou até first downs importantes.

Palpite: Acho que o fator casa vai ser muito importante pro Falcons, e apesar de achar que a inexperiencia em playoffs possa pesar, o Rodgers tambem nunca tinha ganho um jogo de playoffs até domingo passado. Vou de Falcons, mas acho que vai ser tudo menos facil.

Palpite atrasado: Esqueci meu palpite ontem, mas acho que o RAvens vai conseguir ganhar a partida.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Resumo da semana 12 da NFL - Parte I

Galera, o resumo de hoje e amanha vai ser mais curto por motivos de prova, por isso nao vou botar as fotos com legendas cretinas como de costume (Ta, uma só, nao da pra nao botar). Semana que vem tudo volta ao normal. Agradecemos a compreenção. E lembrando que falei do primeiro jogo de quinta feira no Cinco Jardas da semana passada.


New Orleans Saints 30 vs 27 Dallas Cowboys
No segundo jogo de quinta feira, com Jon Kitna e sem Tony Romo, o  Dallas novamente mostrou que é um time forte que, noutras circunstancias, tinha plenas condições de realizar o favoritismo que tinha no começo de tamporada. Ta bom que foi derrotado, mas ainda assim, foi surpreendente. No segundo quarto, o Saints chegou a abrir 20 a 3 de vantagem, com dois touchdowns de Chris Ivory e se aproveitando de uma interceptação de Kitna, e foi pros vestiários ganhando de 20 a 6. Mas logo na segunda jogada do terceiro quarto, um End Around pro Miles Austin resultou numa corrida de 60 jardas e um touchdown do WR. Depois de um drive improdutivo de cada lado, um fumble num punt devolveu a bola pro Boys, que converteu mais um TD. O Saints ainda viu, após um turnover de Drew Brees, o Dallas marcar seu terceiro TD terrestre na partida e abrir 27 a 23. O Saints nao conseguiu produzir e a bola no fim do jogo voltou pro Dallas, mas o Dallas nao gosta de ganhar e Roy Williams sofreu um fumble pra dar pro Drew Brees uma segunda chance, que ele nao disperdiçou, conduzindo a campanha da vitória no finalzinho da partida. Merito do Dallas pela recu´peração, demérito do Saints pela incompetencia. Eu achava que eles tava se reerguendo, mas foi um jogo bem fraco. Espero melhoras.

Cincinnati Bengals 10 vs 26 New York Jets
E o Bengals continua seu inferno astral em mais uma derrota pro Jets, de quem eles perderam duas vezes seguidas ano passado, inclusive nos playoffs. Dessa vez Mark Sanchez não teve um bom jogo, mas o ataque terrestre do Jets teve: foram 170 jardas entre Shonne Greene, Ladainian Tomlinson e Brad Smith. Pera, voce não sabe quem é Brad Smith? Bom, ninguem sabia, nem o Bengals e talvez nem o Jets, mas agora todo mundo sabe. O WR está na sua quinta temporada na NFL e nunca se destacou de forma alguma até esse jogo. Mas agora se destacou pra valer. Alem de uma corrida pra 53 jardas e um TD, ainda teve um TD de 85 jardas retornando um kickoff. Greene ainda somou mais 70 jardas terrestres e LT, 49. Do outro lado o Carson Palmer continua uma desgraça ímpar, 17/38, 135 jardas, 1 TD e 1 Int. Tudo bem que a defesa do Jets é boa, mas o Palmer consegue fazer isso contra o Bills. O Bengals até aqui sao uma das maiores decepções da temporada. Eu ia divagar sobre o Jets, mas acho que eles merecem um post proprio. Mas só quinta feira a tarde.


Sei que eu falei sem fotos, mas as 'Cheerleaders' do Packers no Georgia Dome não podem ficar de fora.

Green Bay Packers 17 vs 20 Atlanta Falcons
Dois times que eu apontava antes da temporada como favoritos ao título da NFC e que ultimamente vem mostrado que tem totais condições disso. O Packers, mesmo bastante desfalcado de jogadores importantes como Ryan Grant e Jermichael Finley, tem jogado muito bem e nao da pra duvidar da força desse time. E o Falcons era (e continua sendo) o time com melhor campanha da NFC e ta muito proximo de conseguir o First Seed, o que pra um time que não perde em casa é importantissimo. E se o jogo estrelou dois grandes QBs, pra surpresa de ninguem, o Matt Ryan novamente conduziu uma campanha impecavel nos instantes finais da partida pra garantir a vitória do seu time. Ja é o que, a sexta vez na temporada? Ryan ta virando um dos melhores 4th Quarter QBs da NFL. E se o Falcons ganhou, é porque foi premiado por sua ousadia. O jogo estava empatado 10 a 10 quando o Falcons teve uma 1st and goal na linha de 1 jarda. Depois uma 2nd. 3rd. 4th. Na quarta pra uma jarda, ao invés de chutar o field goal, o time tentou sua quarta corrida consecutiva. Dessa vez o time teve sucesso e Michael Turner (110 jardas e 1 TD na partida) entrou na end zone. Ousadia que foi premiada, porque no final da partida Aaron Rodgers conduziu campanha impecavel pra anotar o TD do empate. Mas ainda sobraram 47 segundos no relógio, e isso pro Matt Ryan é uma eternidade. Depois de um excelente retorno de kickoff do Falcons, que só foi parado com um facemask de mais 15 jardas, Matt Ryan completou 4 passes seguidos para posicionar Matt Bryant num Field Goal de 47 jardas e ganhar a partida.

Pittsburgh Steelers 16 vs 13 Buffalo Bills
Foi uma desgraça pro Steelers, um jogo patético da parte deles, e o Bills merecia ter ganho a partida - e quase realmente ganhou, mas... ah, o azar... Sabem, o Bills é um time melhor do que a gente pensa, e o Ryan Fitzpatrick ta jogando o melhor futebol americano de sua carreira. O Bills não é BOM, gente, a defesa é uma droga e o ataque só joga quando quer, mas ja é uma grande melhora do começo do ano, quando nem tinham isso. Não acho o Trent Edwards o pior QB do mundo, mas o Fitzpatrick ta jogando num nivel surpreendente. E tambem tem o fraco jogo do Steelers. Rashard Mendenhall teve o terceiro melhor jogo da carreira, foram 151 jardas e 1 TD, mas Ben Roethlisberger nao conseguiu lançar nenhum TD contra a defesa do Bills, a pior da NFL, e no final o Bills só nao conseguiu virar a partida porque foi incapaz de aproveitar um turnover quando o jogo estava 13 a 10, e só conseguiu chutar o FG pra empatar. Na prorrogação, um passe de 40 jardas de Fitzpatrick, perfeito, cirurgico, achou Steve Johnson, que ta tendo uma temporada incrivel, na end zone, livre. Mas nao é que Johnson deixou a bola cair? A bola caiu perfeitamente entre seus braços, mas nao conseguiu segurar. O Steelers nao deu uma segunda chance pra ele e Shaun Suisham acertou o FG da vitória. Uma pena, porque o Bills mereceu ganhar e foi triste ver Steve Johnson arrasado na coletiva de imprensa. Talvez... apenas talvez... o Bills comece a ter uma esperança pro futuro. Ajudada por uma boa posição no draft, logico.

Carolina Panthers 23 vs 24 Cleveland Browns
Apesar de uma droga, foi um jogo interessante. Tudo bem, sem o Colt McCoy, machucado, o Browns é uma porcaria e o Jake Delhomme teve duas interceptações e nenhum TD jogando contra o time que ele uma vez levou ao Super Bowl, quando ainda era bom. Do outro lado, o calouro Jimmy Clausen nao jogou taaao mal, mas tambem nao jogou bem, mas foi auxiliado por um forte jogo terrestre que finalmente se achou... bom, contra a defesa do Browns nao conta, ele só jogou bem. Jonathan Stewart teve 98 jardas, Mike Goodson 55 e um TD, e o Panthers só nao ganhou porque John Kasay errou um FG de 42 jardas no ultimo segundo de partida. E tambem porque, do outro lado, se o Delhomme foi uma ameba em campo, Peyton Hillis não foi. Uma das maiores surpresas individuais da Liga, Hillis teve 151 jardas e 3 TDs terrestres na partida, espetacular, e agora soma pelo menos um TD em todos menos um dos jogos que jogou até aqui, contra o Steelers. Pra um jogo entre dois times tao ruins, pelo menos os RBs nos deram algo pra apreciar.

Tennessee Titans 0 vs 20 Houston Texans
O Houston voltou a vencer, e pra isso afundou o Titans ainda mais. Sem seus dois QBs principais, o Titans teve que recorrer ao calouro Rusty Smith, que teve 3 interceptações e foi uma droga - nao tou culpado o coitado, é uma tremenda fria pra entrar, mas digamos que isso nao ajudou o Titans em nada. Tambem nao ajudou o Chris Johnson ter apenas 7 corridas pra 5 jardas. O Texans conseguiu, pela primeira vez na história da franquia, segurar um oponente no 0, o que é um feito ainda mais impressionante quando se leva em consideração que eles tomaram 24 pontos ou mais em cada um dos ultimos 10 jogos da temporada. A defesa do Titans tambem foi uma peneira e Arian Foster, com suas 149 jardas, fez a festa. O jogo tambem ficou marcado por uma treta entre Andre Johnson e Cortland Finnegan. Os dois ja se estranham faz algum tempo dentro de campo, e o Finnegan é um dos jogadores mais sujos e chatos da NFL, adora dar umas cutucadas quando o juiz nao ta olhando, e o Johnson pelo visto perdeu a paciencia dessa vez. Depois de um tranco de Johnson na jogada anterior, Finnegan provocou o banco do Texans antes de uma jogada começar, uma corrida, onde Finnegan agarrou e puxou a facemask de Johnson, que o estava bloqueando. Johnson ficou puto e arrancou o capacete de Finnegan, que fez o mesmo, mas levou a pior, levando dois socos na cabeça do pequenininho Johnson (Johnson tambem levou a melhor dentro de campo, 9 recepções, 60 jardas e 1 TD). OS dois foram expulsos da partida e devem ser multados e talvez até suspensos. O video da treta pode ser visto aqui. Detalhe que, quando os juizes separaram, o Finnegan aplaudiu achando que só o Johnson ia ser expulso. A cara de cu dele quando tambem foi expulso foi impagavel.

Jacksonville Jaguars 20 vs 24 New York Giants
E ninguem quer a liderança da AFC South. Colts, Jaguars e Titans perderam e por enquanto o Jaguars está em primeiro no criterio de desempate. E o Jaguars pode reclamar bastante de si mesmos, porque tiveram tudo pra ganhar. O time ganhava de 17 a 10 no começo do quarto periodo, mas Eli Manning conectou em dois TDs e David Garrard, que teve boa partida pelo chao (41 jardas terrestres e 1 TD) mas uma fraca pelo ar, sofreu o sack e o fumble pra selar a vitória do Giants. O Giants mostrou vulnerabilidade na defesa terrestre, foram mais de 200 jardas pro ataque terrestre do Jaguars, mas o Giants se aproveitou da fraca partida do Garrard pra ganhar. Mas mesmo assim, nao parece aquele time de algumas semanas atrás.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Resumo da semana 10 da NFL - Parte I

O fim do mundo chegou!! Chegou!! O Chargers não teve um punt bloqueado!! É o apocalipse, como pode ser verdade uma p... Ah, o Chargers não jogou essa rodada? Menos mal, temos mais uma semana de vida. Aproveitando, vamos aos resumos da rodada


"Se voce nao virar o jogo faltando 15 segundos eu te esmago!"

Baltimore Ravens 21 vs 26 Atlanta Falcons
Agora temos um jogo toda semana de quinta feira, o Thursday Night Football. E que jeito de começar com os jogos de quinta feira, um jogo de alto nivel, bem disputado e com duas campanhas nos ultimos minutos pra virar duas vezes o jogo! O primeiro tempo foi bem chato, é verdade, as defesas jogaram bem melhor que os ataques e, tirando um TD de Jason Snelling num passe de Matt Ryan, o jogo teve falta de momentos emocionantes ou divertidos. Joe Flacco não estava bem, ninguem conseguia correr absolutamente nada de nenhum lado e ninguém parecia disposto a se arriscar. Eu ja tava pensando em ir dormir quando no terceiro quarto o jogo melhorou bastante. O Falcons abriu 13 a 0 num FG, mas Flacco respondeu com uma campanha de 65 jardas que terminou num passe lindo pra Anquan Boldin. Mas o Falcons não ia deixar barato em casa e Matt Ryan respondeu achando Roddy White pra um touchdown. Mas o jogo era outro completamente diferente do primeiro tempo, o que Flacco fez questão de mostrar achando Derrick Mason pra um TD que trouxe o jogo a 14 a 20.

A bola era do Falcons e restava a eles tentar gastar o relógio, mas não conseguiram e Joe Flacco recebeu a bola com 3 minutos no relógio para mais uma chance - chance essa que ele nao disperdiçou. Num drive quase perfeito, Flacco achou Todd Heap para seu terceiro touchdown na noite e deixou o relógio em apenas 1:10. Mas Matt Ryan teve mais uma chance pra provar que ele é um dos QBs mais frios da Liga. Ryan comandou em apenas 45 segundos uma campanha de 80 jardas que terminou num passe de 33 jardas para um touchdown de Roddy White e que deu os numeros finais à partida, a quarta virada em quartos periodos de Matt Ryan nessa temporada, que agora está 19-1 jogando em casa - alguem alem de mim acha que o Falcons com mando de campo nos playoffs será assustador? Com 16 segundos no relógio o Ravens nada pode fazer e o Falcons ganhou um dos jogos mais emocionantes dessa temporada.

Unico time que, quando ganha do Lions, para toda a cidade

Detroit Lions 12 vs 14 Buffalo Bills
Oh não! Oh não! O Bills ganhou uma partida!! Quem poderá nos defender??
Talvez o Chapolin Colorado, mas com certeza não o Shaun Hill, que substituiu novamente Matthew Stafford e seu ombro de vidro. Nao que tenha tido os piores numeros do mundo, foram 323 jardas, 1 TD e 1 Int, mas acertou menos de 60% dos seus passes (Ele lançou 50!) e não foi capaz de converter terceiras descidas. O calouro Jahvid Best tambem não ajudou, correu pra apenas 35 jardas em 17 tentativas mesmo contra a defesa terrestre horrorosa do Bills e forçou o Hill a lançar demais a bola, o que nunca é bom sinal, mesmo contra uma defesa como a do Bills, principalmente se nela jogar Jairus Byrd. O Bills tambem não fez uma grande partida, Ryan Fitzpatrick nao teve numeros espetaculares (12/24, 146 jardas, 1 TD), mas quem decidiu foi Fred Jackson com suas 133 jardas terrestres, 37 aéreas e 2 TDs. O Lions até teve uma chance de empatar no final depois de um touchdown do Calvin Johnson (Um dos melhores receivers da NFL sendo disperdiçado com o Shaun Hill, triste), mas o time nao conseguiu converter a tentativa pra dois pontos. O Lions tambem perdeu a chance de continuar a caminhada do Bills pra entrar na história - ou pelo menos tirar dela o Lions, como o unico time da história a perder todos os 16 jogos.

"Eu avisei que era só me dar a bola, porra!"

Minnesota Vikings 13 vs 27 Chicago Bears
O Bears voltou a ganhar bem, o time assumiu a liderança do grupo com a folga do Packers e parece que Mike Martz começou a achar um equilibrio dentro do ataque. Mas a coisa mais importante desse jogo pros Bears não foi nada disso, e sim o seguinte fato: Devin Hester voltou a retornar Kickoffs. Eu SEMPRE, SEMPRE critiquei e fiquei com vontade de meter a faca no Lovie Smith por não deixar o Hester retornar kickoffs. O cara é o melhor retornador da história da NFL, ja retornou um kickoff pra TD num Super Bowl enquanto calouro e voce deixa o cara jogar só de WR?? O Devin Hester não é o melhor WR da história, mas tambem nao é patético: Ta na media, só isso, nao é o tipo de WR que faria a diferença em nenhum time. Mas como retornador a história muda. E é importante demais ter um cara que consegue fazer seu time começar na linha de 40 jardas toda vez que seu adversario te chuta a bola, lembro que em 2007 os times até chutavam a bola pra fora de proposito (O que é falta e faz a bola começar da linha de 40 jardas do campo do time recebedor OU começar do ponto onde a bola saiu, o que for mais vantajoso) pra nao arriscar a ter um retorno ainda maior do Devin Hester.

Eu sinceramente não sei o que deu no Lovie Smith, se ele percebeu que o Hester é a melhor arma pro ataque no elenco ou se levou uma comida de rabo de alguem, sei que o Devin Hester retornou dois kickoffs nesse jogo pra uma media de... 50 JARDAS!!! Inclusive um de 68 jardas, pra voces verem como ele é um monstro! E isso foi determinante na vitória do time.

Outra coisa interessante no jogo era o duelo Brett Favre vs Jay Cutler. Alguns anos atrás esse ja foi um duelo feroz entre dois QBs muito parecidos, um emergente e um no fim da carreira, lembro de um jogo épico entre esses dois times em 2007 que acabou com um dos passes mais perfeitos que eu ja vi em toda a minha vida na prorrogação (clique aqui pra ver), fiquei acordado até as 3h e meia da manha pra ver o fim desse jogo com prova dia seguinte. Mas hoje em dia esse duelo era atrativo porque tinha potencial pra ser o jogo com mais interceptações da história da NFL. E não decepcionou, foram cinco, tres do vovô e duas do Cutler, alem de um fumble forçado em cima do Favre, que nao joguo nada bem e só conseguiu 170 jardas e 1 TD alem disso. Cutler, por outro lado, apesar das interceptações, teve 237 jards e 3 Touchdowns. Devin Hester ainda pegou um belo passe pra touchdown pra mostrar que ele que era o dono da festa. O Bears tambem pareceu ter achado algum equilibrio, foram 35 passes e 35 corridas, o que deixa seu jogo menos viciado e é importantissimo no Bears pra tirar o rush de cima do Cutler, que tava ficando previsivel demais. O Vikings parece dar adeus ao campeonato, e Favre, à sua carreira. Um fim melancólico pra um dos maiores QBs de todos os tempos.


"Ei, parem de babar no Sanchez, o touchdown foi meu!"

New York Jets 26 vs 20 Cleveland Browns
O Browns ja tinha ganho de Saints e Patriots, e queria atrapalhar mais um candidato ao título. Quase conseguiu, e só nao conseguiu porque Santonio Holmes recebeu um passe curto e deixou dois marcadores na saudade pra correr pro touchdown nos ultimos segundos da prorrogação. O Jets estabeleceu o jogo terrestre (120 jardas) e Mark Sanchez não jogou mal, e o Jets abriu 20 a 14 de vantagem no final da partida com um TD de Jericho Cotchery e outro de Mark Sanchez, correndo. O Browns jogou muito bem contra uma das defesas mais temidas da NFL mas acabou machucando a si mesmo pelos turnovers, foram dois fumbles perdidos, um proximo da red zone. Mas Colt McCoy, que jogou muito bem contra a forte defesa do Jets, conduziu uma campanha de menos de dois minutos, 10 jogadas e 60 jardas e conseguiu o empate num passe para Mohamed Massaquoi. A prorrogação foi mais feia, ninguem conseguia converter nada, o Jets chegou a errar um field goal e o Browns, que anda muito engraçadinho e é um dos times mais divertidos de se assistir da NFL, decidiu arriscar e tentar converter uma quarta descida mesmo no seu território - faltavam 30 segundos pra acabar o jogo, mesmo. Mas o time não conseguiu converter e, na jogada seguinte, um passe curto de Sanchez pra Holmes, daqueles que voce ganha sete jardas e posiciona o Kicker, acabou dando a Holmes a chance de correr, desviar de dois jogadores de defesa e anotar um TD faltando alguns segundos pra acabar a partida. Holmes é problemático, mas é ai que ele mostra que é o cara: Sem espaço, numa bola curta, conseguiu ter explosao pra escapar de um tackle, deixar o safety pra tras na velocidade e correr calmamente até a end zone. O Jets, assim como Falcons e Patriots, tem o melhor record da Liga em 8-2. Eu ainda acho que o time não é pra esse record, Sanchez não é um QB confiavel, o jogo terrestre está um pouco mais inconstante que ano passado com Thomas Jones e a defesa não é tão intensa quanto a que foi à final de conferência do ano passado. Mas o Jets está ganhando e está cada vez mais próximo dos playoffs, não podemos negar os fatos.


Carson Palmer é daltônico e está tentando reconhecer Ochocinco

Cincinnati Bengals 17 vs 23 Indianapolis Colts
Geralmente eu gosto de assistir aos jogos do Colts, adoro o Peyton Manning e geralmente são jogos divertidos. Mas Jesus, que jogo chato esse! Peyton Manning foi totalmente mediocre, o ataque terrestre não foi nada demais e o time só ganhou porque o Bengals está alergico a vitórias, eles entregaram a vitória de bandeja. Foram tres interceptações do Carson Palmer, ridiculas, totalmente erradas, as vezes parecia que ele não sabia pra quem estava lançando a bola, como se tentasse acertar o jogador do Colts. Sim, isso é ilógico, mas é o que parecia (Ou eu acertei no palpite sobre daltonismo ali em cima), jogou muito mal. Uma delas foi retornada pra touchdown e as outras mataram boas campanhas do time. Terrell Owens continua jogando bem (63 jardas), Chad Ochocinco teve ótima partida (86 e 1 TD) e o calouro Jermaine Gresham tambem jogou muito bem(85 e 1 TD), mas Palmer fez questão de jogar todas as boas campanhas do time no lixo com interceptações idiotas. Manning não lançou pra TD, acertou apenas 20 de 36 passes e teve 185 jardas apenas, mas se aproveitando dos turnovers o time conseguiu vencer um jogo horroroso. O Bengals teve uma regressão enorme do ano passado pra esse, o QB conseguiu piorar, e se o corpo de recebedores melhorou e deu esperanças ao time, a defesa, ponto forte do time em 2009, não está fazendo nada. O time precisa de um QB e voltar a ter a defesa fisica e agressiva do ano passado par ter chances ano que vem.


Maurice Jones-Drew mostra que é fortinho e que a calça é grande demais pra ele

Houston Texans 24 vs 31 Jacksonville Jaguars
Primeiro duas curiosidades acerca dos records desses dois times. Sabia que o Jaguars está 5-4 e está apenas uma vitória atrás do Colts na briga pelo titulo da divisão, e tambem atrás dos Steelers na briga do Wild Card?
Mas olha esse então. Nas primeiras quatro partidas, o Texans jogou sem o Defensive Rookie of the Year de 2009, Brian Cushing. O time esteve 3-1 nesse começo mas apresentou problemas com o miolo da defesa, lugar onde Cushing cubriria. Desde que Cushing voltou, o time está 1-4. Pois é, pelo visto o doping tinha uma boa influencia na sua performance. E claro que a saida de Dunta Robinson só piorou a situação, mas o Texans, que tanto prometia no começo do ano, agora é uma grande decepção que parece não se achar mais.

Mas Matt Schaub, que vinha jogando mal, finalmente se encontrou, foram 314 jardas e 2 TDs, contando com ajuda do monstro Andre Johnson, 146 jardas e 1 TD. Arian Foster teve apenas 56 jardas mas anotou o seu touchdown. Mas mesmo assim, a defesa do time foi completamente varrida pelo baixinho Maurice Jones-Drew, que correu pra 100 jardas e 2 touchdowns. Mesmo assim, faltando um segundo, o jogo estava empatado e parecia que iria para a prorrogação, visto que a bola era do Jaguars na linha de 50 jardas e um FG dali - 67 jardas - seria um novo recorde da NFL (63 jardas atualmente, Tom Dempsey e Jason Elam). Mas o Jaguars decidiu fazer um Hail Mary - tacar a bola pra cima na End Zone e ver se alguem consegue pegá-la, uma jogada arriscada pra tentar conseguir muitas jardas quando não se tem tempo pra outra coisa. A bola voou umas boas 60 jardas do braço forte de David Garrard, mas na end zone o cornerback Glover Quin subiu mais alto que Marcedes Lewis e deu um soco na bola pra fora da end zone. Por ironia do destino, bola essa que caiu perfeitamente no colo de Mike Thomas, que vinha correndo no sentido contrário e que entrou na end zone e saiu com o touchdown da vitória. Ou seja, o Houston vinha de uma série de más atuações do seu QB e que lhes custou a vitória e, quando Schaub finalmente acerta a mão e tem um bom jogo, o time perde com uma bola de pura sorte do Jaguars no ultimo segundo de partida. O ano não é dos texanos mesmo...


Hoje foi curto mas amanha tem mais, fiquem ligados!