Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Um Mock Draft Retroativo - 2015

Adam Silver impressiona os calouros com seus poderes Jedi


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Meu formato favorito para falar sobre Drafts - seja NBA ou NFL - sempre foi o Running Diary. A idéia do Running Diary é registrar em tempo real minhas reações e comentários sobre o evento em si (e não apenas as escolhas), uma forma bem-humorada de misturar análise das escolhas com reações espontâneas, para ilustrar qual foi a reação de momento a cada acontecimento, sem cair na mesmice de "dar uma nota para cada time" ou fazer a famosa coluna "vencedores ou perdedores do Draft". É uma das minhas colunas mais populares, e vocês podem ler o meu Running Diary do Draft da NFL (ou, uma das minhas favoritas, o Running Diary da NFL do ano passado) para ter uma noção do que se trata. 

No entanto, esse ano mais uma vez não foi possível fazer isso, registrar minhas reações em tempo real... porque eu ESTAVA ao vivo no Lancenet! comentando o Draft (e no Periscope, para quem quisesse assistir), então vocês tiveram a chance de ver e acompanhar esses "bastidores" e minhas reações em tempo real que eu gosto de trazer no Running Diary ao longo do próprio Draft.

Se quiser ver esses comentários em tempo real (não só os meus, mas também os de outros especialistas em basquete) E depois o nosso vídeo discutindo o resultado do Draft em si no Lance!, é só você acessar esse post aqui! Lá você vai encontrar o vídeo e todos os links.

Então para comentar mais sobre esse Draft da NBA, eu vou recorrer a um formato de coluna que usei ano passado e acabei gostando bastante: o Mock Draft retroativo.

Eu gosto, em geral, de Mock Drafts - uma forma interessante e dinâmica de falar sobre os jogadores e sobre as necessidades de cada time, ao mesmo tempo, montando encaixes que fazem sentido (ou não) e são interessantes de se imaginar. O problema é que Mock Drafts não tem um padrão claro: o que você está tentando fazer com ele, prever o futuro, fazer os encaixes que você julga melhor, antecipar as tendências de algumas franquias, ou o que? Em geral, as pessoas usam esse formato de coluna para tentar "adivinhar" o que vai acontecer na noite do Draft e se gabar pelos acertos, mas isso para mim faz muito pouco sentido. Faz sentido quando olhamos para o MD de pessoas como Jonathan Givony (do ótimo Draft Express) ou Chad Ford, pessoas que estão por dentro dos procedimentos do Draft e incorporam nas suas projeções informações internas sobre as escolhas - seu objetivo é informar o que está acontecendo lá dentro. Mas 80% dos Mock Drafts não são assim, são pessoas externas que avaliam os jogadores do seu ponto de vista e tentam adivinhar onde cada jogador vai sair e o que cada time fará. 

Não que tenha algo errado nisso, claro, mas não é o meu tipo favorito de Mock Draft. Eu gosto mais daqueles que não tentam adivinhar nada, e ao invés ignoram os acertos ou erros e focam em fazer uma análise sobre cada escolha, olhando para a conjuntura do time e do Draft, para os talentos disponíveis, e diz o que a pessoa acha que é a melhor coisa a se fazer com aquela escolha. É mais subjetivo e muito menos preciso, mas do ponto de vista analítico, eu acho muito mais profundo e preciso. 

Então é isso que essa coluna tenta fazer, um Mock Draft da NBA sob essa ótica. Com a diferença, é claro, que o Draft em si já aconteceu. A idéia é voltar em cada uma das 30 escolhas da primeira rodada, ver o que cada time fez, e o que cada time deveria ter feito no seu lugar. Não é para refazer o Draft inteiro, e sim refazer todas as escolhas individualmente considerando que tudo antes dela aconteceu exatamente igual. E claro, isso segue a minha opinião individual sobre o que cada time deveria ter feito, não necessariamente a verdade, mas é minha forma de analisar o que cada time fez ou deveria ter feito.

Antes de começarmos, três rápidos esclarecimentos...

1) No caso de trocas envolvendo escolhas de Draft, vou analisar a escolha sob a ótica do time que trocou POR aquela escolha, aproveitando a situação para falar um pouco sobre a troca em si, se necessário. Então se o Sixers tinha a escolha #10 e trocou com o Magic pela #12, no lugar da #10 eu vou olhar a partir do ponto de vista de Orlando, e na #12 do 76ers.

2) Para cada escolha, eu vou colocar qual foi a escolha real, e qual a escolha que cada time "deveria" ter feito - lembrando que esse "deveria" é subjetivo e reflete apenas o meu ponto de vista. Caso as duas sejam iguais, vou explicar porque foi a escolha certa, e caso contrário, vou explicar porque eu acho que o time deveria ter feito outra coisa.

3) Só porque eu coloquei que um time deveria ter feito uma escolha diferente da que ele fez não significa que a escolha real tenha sido ruim, só quer dizer que é diferente do que a que eu teria feito ou a que eu via como a melhor opção naquele momento. Eu vou esclarecer nos comentários de cada escolha, dizendo o que achei da escolha em si e porque eu preferiria outro jogador, mas é bom deixar isso claro para o pessoal que só vai olhar a parte em negrito e ignorar o resto.

Tudo claro? Não? Bom, vocês pegam o jeito conforme formos avançando. Talvez seja uma boa idéia ler o do ano passado antes para entender melhor. Prontos? Ok, vamos.


Mock Draft Retroativo NBA 2015


Escolha #1 - Minnesota Timberwolves
Quem escolheu: Karl-Anthony Towns
Quem deveria ter escolhido: Karl-Anthony Towns

Desde o começo, quando o Wolves ganhou a loteria para garantir a escolha #1, ficou claro que Towns seria a primeira escolha. Não só o pivô de Kentucky era o melhor prospecto do Draft por sua versatilidade e capacidade defensiva, como também era o jogador perfeito para encaixar no estilo de jogo de Minnesota. O Wolves montou uma base jovem e atlética com Rubio, Wiggins e LaVine, um time feito para correr e jogar em alta velocidade, e Towns é o tipo de jogador atlético capaz de se encaixar perfeitamente nesse estilo de jogo. KAT também é o protetor de aro que faltava ao time, sem falar que com Rubio, Wiggins e Towns você tem a espinha dorsal de uma boa defesa para a NBA.

Algumas pessoas acham que o problema de Town é não ser elite em nenhum aspecto, e talvez por consequência não ser o tipo de jogador que vai se desenvolver em um Franchise Player. E é uma preocupação válida. A vantagem para o Wolves é ser o raro time que escolhe #1 e não precisa de um franchise player - eles já tem Wiggins. O que eles precisam é de um bom jogador complementar, e isso é ótimo porque eu acho que é o papel que Towns nasceu para fazer, um jogador que faz de tudo um pouco, se adapta a qualquer estilo e formação, e torna o jogo mais fácil para a estrela brilhar. Towns é o encaixe perfeito para Minnesota, e foi a escolha óbvia.


Escolha #2 - Los Angeles Lakers
Quem escolheu: D'Angelo Russell
Quem deveria ter escolhido: Jahlil Okafor

Eu não tenho um problema com Russell, alguém que eu acho um excelente jogador e que vai ter um futuro brilhante na NBA. Mas Okafor era o melhor prospecto, e não ficou muito claro porque o Lakers decidiu passar o pivô no último minuto. Talvez realmente achassem de última hora que Russell era o melhor prospecto, que Okafor não renderia tão bem junto de Julius Randle, ou que é melhor ter um PG/SG arremessador do que um pivô que joga dentro do garrafão no basquete de hoje. Mas o que a história nos ensina é que, no topo do Draft, é melhor draftar por talento e valor, não por necessidade ou encaixe, e eu acho que é nisso que o Lakers pecou. Eu não acho que Russell foi uma escolha ruim, mas não é a que eu teria feito. Eu teria pego o melhor jogador, e ele é Okafor. Eu acho interessante também que grande parte dos meus amigos que torcem para o Lakers não gostaram dessa escolha.

Mas é difícil julgar essa escolha hoje porque é possível que ela faça parte de um plano maior. Boatos ligaram o Lakers a Cousins em troca da escolha #2, Julius Randle e Clarkson, mas como o Lakers não pode trocar essa escolha por causa da Ted Stepien Rule (só pode trocar o jogador depois de escolhido), talvez essa troca esteja encaminhada e o Kings que tenha dito ao Lakers que eles queriam Russell na troca. Talvez o Lakers esteja extremamente confiante que vai contratar um free agent de garrafão como DeAndre Jordan ou LaMarcus Aldridge, e pegou um armador pensando nisso. É possível que alguma dessas especulações seja verdade, e o motivo pelo qual o Lakers pegou Russell depois de passar o processo inteiro com Okafor como sua segunda opção (depois de Towns). Mas não sabemos, e portanto temos que avaliar as escolhas pensando apenas no próprio Draft.

E, nesse contexto, eu acho que o Lakers deveria ter pego Okafor.

(Como vocês devem ter percebido, eu escrevi esses dois últimos parágrafos antes da offseason. Obviamente as especulações não se concretizaram. Todo o resto continua valendo para mim)


Escolha #3 - Philadelphia 76ers
Quem escolheu: Jahlil Okafor
Quem deveria ter escolhido: Jahlil Okafor

Sim, o Sixers tem 15 pivôs. Sim, no longo prazo não vai dar para jogar Okafor, Embiid e Noel juntos. Sim, o estilo de jogo dele não encaixa tão em com Noel ou Embiid. Tudo verdade.

Mas o Sixers não se importa. Eles querem o máximo de valor possível, e é isso que eles obtiveram selecionando Okafor, que era o melhor jogador disponível. O que o Sixers busca é simples: pegar o máximo possível dos melhores jogadores disponíveis, e ver se acerta ouro em algum momento. Talvez Embiid fique saudável e vire a superestrela que tem potencial para ser. Talvez Okafor atinja seu potencial e vire uma força de destruição em massa no garrafão. Eles só precisam que um desses aconteça para atingir seu objetivo, e se acontecerem ambos, então ótimo - eles tem uma fantástica peça de troca em mãos mesmo que não encaixem juntos. Você pode não gostar do que o Sixers está fazendo, você pode achar (como eu) que a NBA deveria mudar as regras para dificultar esse tipo de tanking de longo prazo, mas existe um plano por trás dessa loucura, e nesse plano, pegar Okafor no #3 era a solução óbvia. Com Embiid possivelmente fora de mais uma temporada, tentarão jogar com Noel e Okafor, e quem sabe descobrir uma forma de fazer a dupla funcionar. Na pior das hipóteses, o Sixers pegou o jogador mais valioso para uma futura troca. Boa escolha.


Escolha #4 - New York Knicks
Quem escolheu: Kristaps Porzingis
Quem deveria ter escolhido: Kristaps Porzingis

O que tornava essa escolha tão interessante é que não tinha nenhuma escolha que realmente fizesse sentido para o Knicks. New York quer vencer no curto prazo, e portanto estava atrás de jogadores capazes de contribuir imediatamente para voltar aos playoffs e aproveitar os últimos anos do auge de Carmelo Anthony. No entanto, não tinha uma escolha dessas disponíveis para o Knicks na #4. O melhor jogador disponível era Porzingis, um pivô europeu de ENORME potencial, mas extremamente cru e que ainda precisará de algum tempo para se adaptar ao jogo da NBA, e portanto não deve produzir tanta ajuda imediata. Caso o Knicks quisesse um jogador mais de acordo com seu plano de competir no curto prazo, poderia pegar alguém como Justise Winslow, Trey Lyles ou Frank Kaminsky, mas o problema é que esses jogadores não fariam jus ao valor da escolha #4, seria escolher por necessidade e deixar a chance de acumular muito mais valor em cima da mesa.

O meio termo provavelmente seria conseguir uma troca para descer na primeira rodada, permitindo que o Knicks escolhesse um dos jogadores mais "prontos" do Draft em uma posição mais adequada, e recebendo algum outro ativo ou jogador no processo. E, de acordo com as informações que chegam, foi o que o Knicks tentou fazer, sem sucesso. E, não tendo conseguido, eles tiveram que escolher no #4... e fizeram a coisa certa deixando suas necessidades em segundo plano e pegando o melhor jogador disponível (Porzingis).

Não era a coisa fácil a se fazer, já que isso torna mais difícil que o Knicks monte uma equipe muito competitiva no curto prazo, mas é absolutamente a coisa certa. Franquias inteligentes primeiro se preocupam em adquirir o máximo de valor possível, e depois em encaixar essas peças, e se tinha uma coisa que o Knicks precisa fazer urgentemente era ser inteligente. Os torcedores do Knicks vaiaram, e eu imagino que não deve ser fácil ver um time que precisa ganhar no curto prazo escolhendo um jogador tão cru, mas na pior das hipóteses da ao Knicks um valor de troca melhor para conseguir veteranos, e se ficar no time, pode acabar se desenvolvendo em uma estrela no médio prazo. Foi a escolha certa para o Knicks, e uma mudança refrescante ver a franquia fazendo a coisa certa, para variar.


Escolha #5 - Orlando Magic
Quem escolheu: Mario Hezonja
Quem deveria ter escolhido: Mario Hezonja

Com Porzingis - a escolha perfeita para Orlando - fora do Draft, Hezonja era a melhor opção possível. Orlando precisava urgentemente de um jogador capaz de arremessar de fora e espaçar a  quadra, e se for um jogador de alto potencial, melhor ainda. Hezonja oferece ambas as coisas ao Magic, a chance de se tornar uma estrela algum dia (algo que ninguém do time atual parece ter), e os arremessos de três que a franquia desesperadamente para tentar abrir um ataque estagnado com jogadores que não encaixam.

Não conseguir um possível protetor de aro (como Porzingis) é o problema dessa escolha, que condena o Magic a ser um time baixo (Oladipo de SG, Hezonja de SF e Aaron Gordon de PF) e possivelmente ruim defensivamente se continuar com o núcleo atual, mas esse é um problema da montagem de elenco do time, não dessa escolha. Hezonja o melhor jogador disponível junto de Mudiay, e alguém que fornece o que Orlando mais precisava nesse momento. Boa escolha que imediatamente faz do Magic um dos times mais interessantes em termos de League Pass para 2016.


Escolha #6 - Sacramento Kings
Quem escolheu: Willie Cauley-Stein
Quem deveria ter escolhido: Emmanuel Mudiay

Stein supostamente era o favorito do Kings, um excelente pivô defensivo com pouco jogo ofensivo que deveria liberar Cousins para um menor papel defensivo, e dar ao time a versatilidade desse lado da bola que o time tanto precisava. Também tem o fato de que Cousins queria Stein no time para poder jogar menos de C e mais de PF, e o Kings, que precisa manter sua estrela feliz para ela não se mandar, levou isso em conta.

Mas para mim não justifica passar Mudiay, um jogador melhor e com mais potencial que encaixava em uma necessidade imediata. Darren Collison foi bem em 2015 como armador titular de Sacramento, mas é um jogador limitado como criador, e que não tem a explosão e o potencial de Mudiay. O congolês daria ao Kings uma opção muito melhor para colocar junto a Cousins tanto no curto como no médio prazo, e se tem uma coisa que o Draft nos ensinou (e, pior, que o Kings aprendeu no passado) é que nessa altura o melhor a se fazer é pegar o melhor jogador disponível. E esse era Mudiay.

Em termos de basquete, eu não acho que Stein teria problema para jogar junto de DeMarcus Cousins. Ofensivamente o encaixe não é fácil, mas não é um fim da linha. Cousins tem um bom jogo de meia distância, e Stein é um jogador perigoso cortando e finalizando lobs perto da cesta. Com (provavelmente) Rondo e Rudy Gay, o espaçamento pode se tornar um problema, mas com Gay e Rondo, qualquer lineup teria problemas de espaçamento. E defensivamente é ótimo, pois permite que WCS assuma o papel principal e deixe Cousins em segundo plano, preservando-o das faltas que tanto comete e permitindo que DMC poupe sua energia para liberar o inferno na Terra quando estiver no ataque. E sua versatilidade defensiva permite ao Kings maior flexibilidade de pessoal, além de ser obviamente um enorme upgrade sobre qualquer jogador no elenco atualmente. Eu gosto do jogador e do encaixe, mas Mudiay teria sido a melhor escolha.


Escolha #7 - Denver Nuggets
Quem escolheu: Emmanuel Mudiay
Quem deveria ter escolhido: Emmanuel Mudiay

O lixo de um é o tesouro de outro, e como o Kings foi burro mais uma vez e passou Mudiay, o Nuggets provavelmente ficou muito feliz de vê-lo caindo até aqui. O problema do Nuggets é que o time tem falta de qualquer jogador confiável como base para o futuro (tirando talvez Nurkic), então a necessidade do time era bem clara: talento. E Mudiay - considerado um talento Top3 antes de ir jogar na China e Top5 quase unanimemente - é um fantástico achado no #7, um jogador muito físico e de enorme potencial para assumir a tocha de Ty Lawson e começar a formar uma base para o futuro da franquia. Entre os cenários "realistas" do Draft, Mudiay provavelmente seria a melhor escolha que Denver poderia almejar essa noite (segundo o técnico Mike Malone, era a opção #1 da franquia), e sai como um grande vencedor do Draft.


Escolha #8 - Detroit Pistons
Quem escolheu: Stanley Johnson
Quem deveria ter escolhido: Justise Winslow

Estou indo de Winslow aqui no "Deveria ter escolhido" simplesmente porque eu acho que nessa altura do Draft, o importante é pegar o melhor jogador e o melhor valor disponível, e Winslow era amplamente considerado por muitos (inclusive por mim) um jogador melhor que Johnson - ainda mais que ambos jogam na mesma posição. 

Mas eu não acho que Johnson foi de forma alguma uma escolha ruim - só que não foi a melhor possível - e o ex-jogador de Arizona supostamente era o favorito do Pistons, então não da para criticar a escolha. E Johnson faz, de fato, muito sentido - o Pistons precisava urgentemente de ajuda na posição, e Johnson é particularmente interessante para o esquema tático do Pistons, um jogador bem completo capaz de fazer um pouco de tudo, arremessar de longe e espaçar a quadra nos pick and rolls, e atacar o aro depois da ação inicial. É um jogador menos explosivo e com menos potencial, mas com um jogo muito completo que se encaixa muito bem em Detroit dos dois lados da quadra, sem falar que é alguém muito pronto para entrar e contribuir imediatamente. Preenche todos os requisitos que o Pistons queria. 


Escolha #9 - Charlotte Hornets
Quem escolheu: Frank Kaminsky
Quem deveria ter escolhido: Justise Winslow

Olha só, eu sou o maior fã do Frank Kaminsky que eu conheço e acho que ele será ótimo na NBA. Mas não faz sentido para mim o Hornets (que já tem 3 outros big men recebendo minutos e precisa maximizar o valor de suas escolhas) indo atrás da opção de potencial consideravelmente baixo e passando Winslow, que era inquestionavelmente o melhor jogador disponível. Não importa se Winslow não é um encaixe natural junto a Michael Kidd-Gilchrist, ele era de longe o melhor jogador e um absoluto steal para o #9. Charlotte deveria tê-lo pego, ou pelo menos aceitado a oferta de múltiplas escolhas de Draft de Boston, para maximizar o valor da escolha. Foi um erro grave.

Ao invés disso, pegaram Kaminsky, que pra falar a verdade é um ótimo encaixe no time - trás versatilidade ofensiva e arremessos de fora, duas coisas que o Hornets precisa desesperadamente em uma posição onde isso tem sido cada vez mais importante. Mas um bom veterano complementar não deveria ter feito o Hornets passar Winslow, ou a oferta de Boston nunca. Primeiro você pega o melhor talento, e depois você se preocupa com o encaixe. Draftar por necessidade - especialmente no topo do Draft, e especialmente com uma opção como Winslow disponível - normalmente acaba mal. 


Escolha #10 - Miami Heat
Quem escolheu: Justise Winslow
Quem deveria ter escolhido: Justise Winslow

É incrível como tudo acaba dando certo para o Heat e para Pat Riley. Na noite do Draft, deu certo mais uma vez. 10 times passaram por Justise Winslow, até que o SF caiu no colo de Miami. E é o jogador perfeito para eles: um grande atleta e excelente defensor, versátil, complementa bem qualquer elenco, (especialmente um tão talentoso como Miami) e é ainda da posição que o Heat mais precisava de profundidade e proteção para uma possível saída de Luol Deng. É ridículo que Winslow tenha caído até aqui. Pat Riley faz sacrifícios com virgens, não resta dúvida.

Também acho ótimo para Winslow. Meu maior medo para o ex-jogador de Duke é que acabasse caindo em um time que iria tentar colocá-lo como uma estrela para carregar o time nas costas, quando  na verdade eu vejo Winslow mais como uma excelente peça complementar, mais Pippen do que Jordan, alguém que executa múltiplas funções em alto nível, preenche qualquer lacuna, e torna o jogo muito mais fácil para os companheiros. Então Miami é um encaixe perfeito, porque lá Winslow pode começar sua carreira como essa peça complementar (possivelmente vindo do banco), jogar para um grande técnico e com grandes companheiros, e eventualmente desenvolver todo seu enorme potencial sem pressão. Jogador perfeito para o time perfeito. Eu já mencionei que é irritante como tudo acaba dando certo para o Heat?! Saíram como um dos grandes vencedores da noite sem precisar levantar um dedo!


Escolha #11 - Indiana Pacers
Quem escolheu:Myles Turner
Quem deveria ter escolhido: Myles Turner

Já faz algum tempo que o Pacers da sinais de que pretendia seguir em uma direção quanto ao pivô Roy Hibbert, um excelente defensor mas muito limitado em outras áreas do jogo. A direção queria um time mais versátil e atlético, capaz de jogar um basquete mais "moderno". Mas eles ainda precisavam achar um substituto para o pivô, e foi exatamente o que eles conseguiram ao selecionar Myles Turner. Turner é um ótimo defensor no garrafão e protetor de aro, então pode ser usado pelo técnico Frank Vogel para ancorar a defesa de forma semelhante ao que fazia com Hibbert, mas Turner é um jogador muito mais atlético e móvel, que também mostrou boa habilidade no perímetro e arremessar de fora, habilidades que serão chave em melhorar o ataque da equipe e levar o Pacers na direção que a direção deseja.

Turner ainda tem muito a evoluir, sem dúvida, é um jogador bastante cru e ainda se acostumando a jogar com o seu físico atual (resultado de um estirão de crescimento tardio). Mas Indiana parece disposto a aguardar, e se conseguir realizar seu potencial, Turner tem tudo para ser um dos melhores jogadores dessa classe. Ótimo encaixe, e ótima escolha.


Escolha #12 - Utah Jazz
Quem escolheu: Trey Lyles
Quem deveria ter escolhido: Trey Lyles

Eu não sou o maior fã de Trey Lyles, um PF muito habilidoso que joga abaixo do aro, mas achei que essa escolha fez muito sentido. Utah já tem um time titular mais ou menos montado, e inúmeras opções no perímetro, mas precisa de profundidade para seu garrafão atrás da excelente dupla Gobert e Favors.

Tanto Gobert como Favors são ótimos defensores, mas jogadores que pontuam no garrafão, então Lyles é um ótimo encaixe para vir do banco por poder jogar com qualquer um dos dois, já que Gobert e Favors podem compensar pela defesa fraca de Lyles, enquanto o ex-jogador de Kentucky tem o bom passe e jogo de meia distância para abrir o garrafão para os seus companheiros. É um bom encaixe, e como Lyles era considerado quase universalmente uma escolha de loteria, também um bom valor a essa altura.


Escolha #13 - Phoenix Suns
Quem escolheu: Devin Booker 
Quem deveria ter escolhido: Devin Booker

Booker era, na maioria das Big Boards, o melhor jogador disponível no Draft a essa altura. Então não da para criticar a escolha do Suns, e Booker é um jogador inteligente e excelente arremessador que vai se encaixar bem no esquema versátil e veloz de Phoenix. É uma boa escolha, segura, e que faz bastante sentido.

A única coisa que eu questiono aqui é se para o Suns - um time um pouco "preso" entre não ser bom o bastante para brigar pelo título nem ruim o suficiente para conseguir escolhas altas de Draft - não varia a pena arriscar em um jogador com mais potencial, como Kelly Oubre. Oubre seria um bom encaixe no time e, apesar de ser mais cru que Booker, tem chances de ser um jogador melhor no futuro. É o que eu pessoalmente teria feito. Mas analisando imparcialmente, Booker foi a escolha mais justificável, e deve fazer desse time melhor no curto prazo, algo que parece ser o objetivo. 


Escolha #14 - Oklahoma City Thunder
Quem escolheu: Cameron Payne
Quem deveria ter escolhido: Kelly Oubre

Eis o que eu escrevi sobre essa escolha no meu último Mock Draft:

"O Thunder do ano passado, com Westbrook de armador, sofreu para encontrar jogadores que pudessem arremessar de três sem comprometer a defesa do time OU defender bem sem comprometer o espaçamento do ataque, e Oubre é o jogador para fazer ambas em alto nível. O ala também oferece uma boa proteção a Kevin Durant, que pode demorar para retomar o ritmo ou mesmo descansar mais essa temporada depois das graves lesões de 2016, e caso o ex-MVP saia da cidade, Oubre ainda é uma boa opção de longo prazo, com enorme potencial, caso o time decida se reconstruir em torno de Westbrook."

Eu ainda me sinto assim. Eu sei que Payne era o alvo de OKC desde o começo, mas só porque conseguiram o jogador que queriam não faz dessa uma escolha boa. Payne é um bom jogador que acabou sobrevalorizado nas vésperas do Draft, mas eu não gosto tanto de como ele funciona para OKC. Payne precisa da bola nas mãos para produzir, e isso é algo que não terá com Durant, Westbrook e Kanter no time, não é a ajuda imediata que outro PG como por exemplo Jerian Grant seria, e nem oferece o potencial no longo prazo de alguém como Oubre. Payne vai ajudar vindo do banco, e vai ser interessante ver Westbrook jogando mais de SG, mas acho que o valor que o armador tem a adicionar para o time não é o ideal nessa posição.


Escolha #15 - Washington Wizards (via Atlanta Hawks)
Quem escolheu: Kelly Oubre
Quem deveria ter escolhido: Kelly Oubre

O Wizards trocou sua escolha (#19) com o Hawks para subir até o #15 e pegar Oubre, e eu sinceramente adorei essa troca (e escolha) para Washington. Depois do sucesso do seu small ball nos playoffs, o time tem buscado ficar cada vez mais atlético, baixo e versátil, e Oubre é uma fantástica adição nesse sentido, um bom jogador capaz de arremessar de fora, defender em alto nível e, apesar de cru, com enorme potencial. Seu estilo 3-and-D atlético se adequa bem nesse estilo de jogo que Washington quer implementar, e não só encaixa muito bem ao lado de John Wall e Bradley Beal como também oferece outra opção de alto potencial para a construção de longo prazo da franquia. Ótima escolha. 

Para o Hawks... bem... hold that thought.


Escolha #16 - Boston Celtics
Quem escolheu: Terry Rozier 
Quem deveria ter escolhido: Sam Dekker, Bobby Portis, Rashad Vaughn

Eu odiei essa escolha na hora, e odeio essa escolha agora. Terry Rozier era cotado como uma escolha de final da primeira rodada ou começo da segunda, e saiu no #16... digamos que foi bem cima do que ele realmente valia. E, pior, Rozier é mais uma figurinha repetida no álbum do Celtics, um combo guard que não é bem um armador puro, físico e bom defensor, mas que não arremessa muito bem. Parece familiar a... digamos... Marcus Smart e Avery Bradley? Porque mais um jogador assim, ainda mais considerando que você também já tem Isaiah Thomas de armador, tornado mil vezes pior pelo enorme overpay que foi pegar Rozier no #16? Péssima escolha.

Supostamente, Boston tentou mandar a casa (6 escolhas de Draft!!) para o Hornets pela escolha #9 (para pegar Winslow), mas foi rejeitado porque Charlotte queria de todo jeito pegar Kaminsky (funhé). Só posso imaginar que Boston ficou sem plano B quando não conseguiu a troca, mas ainda assim, não justifica pegar Rozier (alguém que poderiam até pegar no #28) aqui sobre opções melhores: um bom veterano para ajudar no curto prazo como Dekker, uma opção sólida de garrafão como Bobby Portis, ou mesmo um arremessador de alto potencial como Vaughn. Essa escolha não fez nenhum sentido, e foi inexplicável quando aconteceu. 


Escolha #17 - Milwaukee Bucks
Quem escolheu: Rashad Vaughn
Quem deveria ter escolhido: Rashad Vaughn

Eu disse no meu último Mock Draft que, embora Bobby Portis fosse a escolha lógica aqui pela necessidade do time no garrafão (e por ser um jogador bem sólido e confiável), eu adoraria ver o Bucks arriscando mais alto e indo atrás de Rashad Vaughn. E, em uma agradável surpresa, foi exatamente o que o time fez.

Ninguém seria capaz de criticar o Bucks se tivessem pego Portis, um jogador bem all-around de garrafão que encaixaria muito bem nesse time versátil em busca de uma boa opção de garrafão (necessidade eventualmente solucionada com Greg Monroe, mas não tinham como saber disso no Draft), mas Vaughn também seria interessante para um time que tem valorizado jogadores de alto potencial (como Giannis). A maior parte das melhores opções do Bucks é de frontcourt (Giannis, Middleton, Jabari) e, apesar da boa defesa, o time mostrou bastante dificuldade ofensivamente em 2015. Vaughn é um bom arremessador e pontuador bastante criativo para jogar na posição de SG, alguém que pode vir do banco no começo da carreira e que, apesar de cru, tem bastante potencial para desenvolver em um sólido titular no longo prazo. Seu estilo pontuador e de bolas longas trás algo que o time precisa, e o potencial elevado está de acordo com o que o Bucks tem buscado. Uma aposta mais arriscada do que se tivessem pego Portis, mas uma que me agrada muito.


Escolha #18 - Houston Rockets
Quem escolheu: Sam Dekker
Quem deveria ter escolhido: Sam Dekker

A maior necessidade do Rockets nesse Draft era um armador, e supostamente eles estavam para selecionar Tyus Jones, o que seria uma boa escolha. Mas, com Sam Dekker caindo, era bom demais para deixar passar. Dekker é um ala veterano, bem all-around e versátil, que não era exatamente o que o Rockets mais precisava nesse Draft. Mas sabe o que ele era? O melhor jogador disponível, e assim o Rockets está absolutamente certo de selecioná-lo aqui. Cada escolha de Draft que você tem é um ativo, e é sua intenção maximizar o retorno que ele trás. Draftar o melhor jogador disponível sempre é uma boa opção.

No curto prazo, Dekker adiciona profundidade e versatilidade para um time que sentiu falta do primeiro e valoriza o segundo. Se o ala acertar suas bolas de 3 na NBA, tem tudo para ser um steal aqui, e mesmo se não acertar, ainda é um jogador completo capaz de fazer um pouco de tudo, algo bastante valioso na NBA moderna.


Escolha #19 - New York Knicks (via Washington Wizards, através do Atlanta Hawks)
Quem escolheu: Jerian Grant
Quem deveria ter escolhido: Jerian Grant

Mais uma boa escolha do Knicks! No caso, trocaram essa escolha por Tim Hardaway Jr com o Hawks, que recebeu essa escolha do Wizards.

Para o Knicks, é uma boa escolha: Grant é um armador veterano pronto para contribuir no curto prazo, capaz de jogar em duas posições e fazer um pouco de tudo em quadra. Escolha boa e segura, e alguém que a meu ver tem mais a contribuir para o Knicks que Hardaway. Meu único questionamento é que Grant não é um encaixe tão natural no triângulo - o armador de Notre Dame joga melhor conduzindo o pick and roll, mas essa é uma atividade que não vai encontrar muito se o Knicks realmente for com o triângulo como sua base para 2015/16. Mas é um questionamento melhor, e o que Grant trás para o time será bem valioso.

Por outro lado, eu não faço idéia do que o Hawks está fazendo aqui. Hardaway é um bom jogador e arremessador, mas tem muitas dificuldades na defesa, e não parece se encaixar no esquema do Hawks muito bem. E, em troca de Hardaway e escolhas de segunda rodada, o time deixou de escolher um jogador bastante superior no #15 ou no #19. Atlanta tinha uma necessidade grande na posição de SF (onde já tinha uma falta de profundidade ano passado, e agora ainda tinha seu titular - DeMarree Carroll - sendo Free Agent) e de profundidade no garrafão (um grande problema nos playoffs, e que tendia a piorar com as saídas de Elton Brand, Pero Antic e talvez até Paul Millsap) - porque então passar Sam Dekker e Bobby Portis com essas escolhas? Será que dois anos de Tim Hardaway no contrato de calouro realmente era mais valioso do que Dekker ou Portis, jogadores melhores, que encaixavam muito melhor no time e supriam necessidades imediatas, e AINDA ofereciam quatro anos de controle barato ao invés de dois? Claro que não. Péssimas decisões de Atlanta, que sai como um dos grandes perdedores da noite. Jogou no lixo o presente que recebeu do Nets nessa escolha de Draft.


Escolha #20 - Toronto Raptors
Quem escolheu: Delon Wright
Quem deveria ter escolhido: Bobby Portis, Rondae Hollis-Jefferson

O Raptors tinha Lou Williams como free agent, e trocou Greivez Vazquez para o Bucks antes do Draft, então armador reserva era realmente uma necessidade da franquia. Mas porque pegar um armador reserva quando você tem necessidades bem mais urgentes no seu time (seu PF titular foi embora, e seu perímetro tem enfrentado problemas) E jogadores melhores dessas posições para escolher? Bobby Portis em particular teria sido a melhor escolha perfeita, um PF completo e seguro, uma adição excelente no garrafão do time com a saída de Amir Johnson e alguém capaz de contribuir de cara. Seria um ótimo valor a essa altura, e um ótimo encaixe. RHJ também funcionaria, um excelente marcador de perímetro capaz de ajudar uma defesa que despencou no final da temporada passada. Até alguém como RJ Hunter seria uma escolha melhor, um ótimo arremessador e jogador inteligente. Wright é um bom jogador, mas PG é de longe a posição mais fácil de achar opções na NBA de hoje, e tinha jogadores melhores disponíveis que supririam necessidades mais urgentes e mais importantes da franquia. Não gostei da escolha.


Escolha #21 - Dallas Mavericks
Quem escolheu: Justin Anderson
Quem deveria ter escolhido: Tyus Jones, Bobby Portis, Justin Anderson

A essa altura do Draft, eu não acho Anderson uma escolha ruim em termos de valor. Tirando Bobby Portis, a essa altura do Draft todos os jogadores estão mais ou menos equiparados em termos de valor, e é mais uma questão de contexto a essa altura. E, considerando que o Mavs não tinha um elenco bem delineado a essa altura, era uma questão de pegar o melhor jogador. Então não é uma escolha fácil de avaliar.

Em termos de valor, a melhor escolha seria Portis, e eu acho que não devem passar um valor tão grande a essa altura. Mas com Dirk na cidade e tantos buracos, e a mentalidade de competir imediatamente, eu entendo a idéia de querer aproveitar essa escolha em um jogador que não joga na posição da sua maior estrela. Tyus Jones também seria uma boa opção, dada a necessidade do time por um armador. 

Justin Anderson está nesse grupo de jogadores semelhantes, e sem dúvida não é uma escolha ruim. Anderson é um bom defensor bastante atlético e, se conseguir manter o alto aproveitamento nas bolas longas que mostrou em 2015, tem tudo para ser um steal a essa altura. Por isso acho essa escolha boa. Vale questionar que Anderson joga na mesma posição de Chandler Parsons, então corre o risco de acabar sofrendo com o mesmo problema de terem escolhido Portis. Mas essa é uma questão secundária. Era uma escolha sem uma resposta fácil ou claro favorito e, embora eu achasse que tinha opções ligeiramente melhores para Dallas, Anderson sem dúvida estava entre as opções válidas a essa altura.


Escolha #22 - Chicago Bulls
Quem escolheu: Bobby Portis
Quem deveria ter escolhido: Bobby Portis

Em termos de encaixe, essa escolha não faz tanto sentido. Chicago já tem um dos garrafões mais lotados da NBA, e ano passado o então técnico Tom Thibodeau teve muita dor de cabeça tentando dar minutos a Taj Gibson, Joakim Noah, Nikola Mirotic e Pau Gasol ao mesmo tempo. Adicionar mais um bom PF não vai ajudar essa questão.

Por outro lado, a tecla que eu sempre bato: você sempre quer pegar o melhor valor possível a cada escolha de Draft, e Portis era sem dúvida o melhor jogador disponível por muito, alguém que muitos especialistas (inclusive eu) viam como um possível talento de loteria. Pegar Portis no #22 é um absoluto steal, e Chicago está certíssimo em selecioná-lo. Olhando mais a fundo, percebe-se também que Chicago agora está acima do limite para pagar multa - algo que a franquia sempre tem evitado - e que para fugir desse gasto extra o ideal seria trocar um jogador de garrafão, e se essa troca realmente acontecer (provavelmente envolvendo Taj Gibson), então de repente você tem uma abertura no garrafão para os minutos de calouro de Portis, que crescerão com o tempo e conforme Gasol e Noah caminham para o fim das suas carreiras. Ótima escolha de Chicago.


Escolha #23 - Portland Trail Blazers
Quem escolheu: Rondae Hollis-Jefferson
Quem deveria ter escolhido: Rondae Hollis-Jefferson

O Blazers eventualmente trocou essa escolha para o Nets por Mason Plumlee.

Para o Nets, essa troca faz muito sentido. Embora Plumlee seja um bom jogador e capaz de ser um C titular na NBA, na situação atual, o Nets não é nem um candidato ao título, e nem tem os ativos (jovens talentos, escolhas de Draft) para evoluir no curto prazo. Portanto faz bastante sentido que o time troque um veterano estabelecido e confiável, mas limitado, por um jovem jogador com mais potencial como Hollie-Jefferson, um excelente atleta e defensor cujo valor hoje é limitado pela falta de arremesso. Caso RHJ desenvolva um jumper passável, seu potencial é enorme e chances de ser um grande steal desse Draft, e faz sentido o Nets apostar nesse maior potencial.

Para o Blazers, eu consigo entender o que estão fazendo, mas não gosto. RHJ é uma comodidade desconhecida no momento, acabando de chegar na liga, enquanto Plumlee é um veterano comprovado e sólido. Meu problema é que esse é o tipo de jogador capaz de ajudar muito um time competitivo, como era o Blazers ano passado, mas faz pouco sentido em um time que claramente estava indicando uma reconstrução como Portland (que trocou Batum, e tinha três titulares free agents). Mesmo que a idéia seja trazer um bom ativo para manter o time competitivo nessa transição, para o Blazers faz mais sentido apostar no garrafão jovem Vonleh-Leonard e ver o que consegue tirar de Jefferson do que trocar um jogador de bom potencial por um veteranos sólido sem tantas chances de crescer muito no futuro. Eu gosto de Plumlee, e no vácuo não acho uma troca exatamente ruim (a escolha #23 por um sólido titular de garrafão), mas no momento atual do Blazers (e do Nets também), eu preferiria ter Rondae Hollis-Jefferson.


Escolha #24 - Minnesota Timberwolves (via Cleveland Cavaliers)
Quem escolheu: Tyus Jones
Quem deveria ter escolhido: Tyus Jones

Para o Cavs, que trocou essa pick por duas de segunda rodada, essa troca faz algum sentido. O time já vai estar MUITO acima do salary cap e da luxury tax para 2015/16 mesmo, o que significa que cada dólar a mais adicionado em salário significa gastar quase o dobro em multas. Como todos os contratos de primeira rodada são garantidos, usar essa escolha faria o Cavs gastar ainda mais dinheiro (e muito dinheiro). Então trocando-a por duas escolhas de segunda rodada (e, portanto, contratos mais baratos e não garantidos), o Cavs agora consegue um bom alívio financeiro e pode poupar umas verdinhas e selecionar mais de um jogador. Faz sentido. Por outro lado, estando tão acima do salary cap, o Cavs tem muita dificuldade de contratar jogadores novos, e sofreu demais com a falta de opções e profundidade em 2015/16 - certeza que não seria mais útil adicionar alguém como Tyus Jones ou RJ Hunter aqui? Claro, é fácil falar se não sou eu que vou pagar 90M em multas, mas se o time já vai gastar tudo isso mesmo, porque não adicionar uns 5M a mais para melhorar sua equipe? *relendo a frase* Ok, falha minha, 5M é coisa pra caramba e uma boa economia.

Para o Wolves, também gosto da troca. Ricky Rubio é um bom armador, mas se machuca demais, e o time sente falta de uma segunda opção. A experiência de usar Zach LaVine de PG ano passado mostrou que ele NÃO é um PG, e Jones da mais uma opção jovem e interessante para vir do banco e talvez substituir Rubio se (quando?) o espanhol se machucar. É uma boa escolha, e encaixa bem: jovem, talentoso, tem experiência de sucesso (foi Most Outstanding Player do Final Four) e "devolve" LaVine para sua posição natural. 


Escolha #25 - Memphis Grizzlies
Quem escolheu: Jarrell Martin
Quem deveria ter escolhido: RJ Hunter, Chris McCullough, Jordan Mickey

O Grizzlies queria reforçar a profundidade do seu garrafão, então foi atrás de Martin. Não da pra questionar a lógica. Mas da para questionar a escolha. Martin não é um jogador melhor que seu companheiro Jordan Mickey, um ótimo all-around PF que caiu por ser baixo para a posição e que a meu ver tem mais a contribuir no médio prazo. E se o time quisesse apostar no jogador de maior potencial tinha Chris McCullough, um PF cru de muito potencial que poderia ser uma ótima aposta para um time cuja base no garrafão já está do lado errado dos 30 anos.

Mas a melhor escolha para Memphis teria sido RJ Hunter. O Grizzlies está no seu melhor quando consegue espaçar a quadra ao redor do seu garrafão e castigar os adversários com bolas longas quando dobram a marcação, e Hunter é um dos melhores arremessadores dessa classe, alguém que tem a habilidade nos passes e a inteligência que times precisam para sobreviver com o espaçamento mais apertado (como é o caso de Memphis). Adicionar profundidade com Martin é bom, mas as bolas longas de Hunter poderiam fazer muito mais pela franquia.


Escolha #26 - San Antonio Spurs
Quem escolheu: Nikola Milutinov
Quem deveria ter escolhido: Nikola Milutinov

San Antonio, nessa offseason, tinha um grande objetivo: trazer LaMarcus Aldridge. Mas com tantos free agents importantes e uma folha salarial apertada, e com o salary cap ainda indefinido, as contas estavam muito apertadas para San Antonio conseguir oferecer o máximo ao PF do Blazers. Então cada centavo poupado era crucial nessa busca e,  nesse contexto, o objetivo do Spurs no Draft era naturalmente manter sua folha salarial limpa. E foi com essa mentalidade que pegaram Milutinov, um talentoso pivô que ficará na Europa mais tempo e portanto não conta contra o salary cap de San Antonio. O mais importante aqui a se ter em mente é que essa escolha manteve 2M fora da folha salarial do Spurs, e era isso que eles buscavam - e conseguir manter esse dinheiro fora da sua folha salarial enquanto ainda adicionava um bom talento Europeu para o futuro é uma vitória.


Escolha #27 - Los Angeles Lakers
Quem escolheu: Larry Nance
Quem deveria ter escolhido: RJ Hunter, Chris McCullough

Talvez a pior escolha da primeira rodada. Com essa escolha de primeira rodada extra, cortesia do Rockets, o Lakers poderia ter pego um jogador para dar profundidade ao seu perímetro (especialmente a posição de SF, a mais carente do time) e ajudar nas bolas longas (como RJ Hunter) ou mesmo apostar em um jogador de alto potencial para o longo prazo como McCullough. Poderiam até ter apostado no enorme potencial de Kevon Looney! Ao invés disso, pegaram um cara atlético mas com poucos recursos que era cotado pela maioria dos especialistas como uma escolha de final de segunda rodada. Enorme desperdício de valor, e ainda ganhou ares de comédia quando descobriram um tweet de 2012 do Nance chamando o Kobe de estuprador. Tinha um leque imenso de escolhas melhores aqui, e pela segunda vez na noite, o Lakers fez a escolha errada.


Escolha #28 - Boston Celtics
Quem escolheu: RJ Hunter
Quem deveria ter escolhido: RJ Hunter

Uma excelente escolha de valor para o Celtics, achando um jogador que muitos tinham saindo 12, 14 escolhas antes no final da primeira rodada. Hunter é um exímio arremessador que também tem boa inteligência em quadra, alguém que sabe se movimentar sem a bola, defender coletivamente e é um sólido passador - vai ajudar muito um time que tem dificuldade nas bolas longas e cujo ataque se baseia muito nessa movimentação e inteligência. O tipo de jogador que não vai ser uma estrela, mas vai ser uma peça muito útil em qualquer time, e tem um conjunto de habilidades muito valorizado no momento ao redor da liga. Ótima escolha, e ótimo valor no #28.


Escolha #29 - Brooklyn Nets
Quem escolheu: Chris McCullough
Quem deveria ter escolhido: Chris McCullough

Brooklyn é uma franquia triste, que ainda viu sua escolha #15 de Draft ir para nas mãos de Atlanta e ficar com a #29 em torno. Mas, ao contrário do Hawks, fez a coisa certa com ela e pegou Chris McCullough. Em um time tão pobre em talentos e com um futuro tão questionável sem escolhas de Draft, esse é jogador com maior retorno possível que conseguiriam aqui junto de Looney, e o Nets está totalmente certo em apostar alto para conseguir esse maior retorno. McCullough poderia ter sido uma escolha de loteria se não tivesse rompido o ligamento e, apesar de muito cru, também tem enorme potencial. O Nets poderia ter feito uma escolha mais segura, mas não mudaria em muito a franquia. Se McCullough atingir seu potencial, pode fazer muito mais por esse time. Gostei bastante da escolha.


Escolha #30 - Golden State Warriors
Quem escolheu: Kevon Looney
Quem deveria ter escolhido: Kevon Looney

Os atuais campeões provavelmente não estão muito preocupados com esse Draft, pra falar a verdade. E embora eu achasse que um SG arremessador como Joseph Young, Anthony Brown ou mesmo Tyler Harvey fosse uma ótima adição para o Warriors, eles foram para o Home Run em Kevon Looney, e eu adorei. Looney é cru, mas tem imenso potencial, e era considerado um talento de loteria  durante grande parte do ano antes de cair em meio a más atuações, e acabou despencando na noite do Draft supostamente por causa de uma lesão recém-descoberta. Mas no #30 e com um excelente time já montado, para mim está de ótimo tamanho apostar em um jogador de talento talento e potencial, e se conseguir atingí-la, tem condições de ser um dos melhores jogadores do ano. No #30, você não pode pedir por muito mais que isso.

terça-feira, 3 de março de 2015

NBA Draft Day Stereotypes

Karl-Anthony Towns is excited about this column 



If you follow the NBA, you probably know that it’s a league that loves stereotypes. Fans, analysts, TV guys – they all love finding players that match certain labels, or criteria. This can happen in a lot of different ways: for instance, if a player’s level of performance is good enough, we start debating whether or not he is a “
star”, a “franchise player”, an “All-Star”, and so on. We want to give this player a label, so just by identifying to what “group” he belongs, we could automatically know how good this guys is. This also happens not because of the player’s level of performance, but because of his skill set. If it’s a tall guy that shoots a lot from the outside, he is a “stretch big” – even if he is not actually hitting those shots, as Andrea Bargnani taught us. If it’s a point guard that passes well and has a high number of assists, we might start calling him a “pure point guard”. You get the idea.


The NBA Draft is not immune to this.  While everyone knows that every prospect is unique in itself, with a particular personality, trajectory and skill set, we still like to find stereotypes to better understand and explain something that is, most of the time, so chaotic and uncertain as the NBA Draft. 

So let’s take a look at some of the most common stereotypes you will usually find in the pre-draft process, and see how they are represented in this year’s class. Starting with the most important one…

The Franchise-Changing Superstar
Examples: LeBron James; Kevin Durant; Anthony Davis



As the name suggests, it’s that kind of player that is just too good from the very beginning, capable of single-handedly changing a franchise’s fortune. It’s usually such an obvious choice that whoever is lucky enough to get one with a top pick doesn’t even get praised for doing it – while a franchise stupid enough to pass up on one of them will be mocked until the end of time.

Of course, there are two types of Franchise-changing Superstars. The ones we know about BEFORE the draft, and the ones we just find out about latter. Everyone knew in 2003 what LeBron James was. Same for Anthony Davis in 2011. But Dwyane Wade? It was a minor shock when Miami grabbed him with the 5th pick, and he became one of the greatest players of all time. No one knew beforehand. But we are talking of pre-draft process, so what matters most here are the players perceived as so before they actually have to play a single NBA minute. And yes, sometimes it’s as tricky as it sounds. Just ask Kevin Pritchard.

Who is it in the 2015 Draft? No one

There is no such player in this year’s draft. Of course, there are a lot of players with a high upside, and many guys that could become great NBA players in time. This is not to say this is a bad pool of talent. It’s just that, by looking at it today, this draft does not possess a sure-thing franchise player to turn a franchise around by himself. It has a lot of impactful players that could be important pieces of a good team, or a contender, but not that one that every bad team dreams of, the one that can change things around by himself in no time and justify a tanking process. Those players are exceedingly rare, and it’s very common to find a draft without any.


The Sure-Thing
Examples: Carmelo Anthony; Blake Griffin; John Wall


They may or may not have the potential to be a franchise-changing superstar, but usually what’s most attractive about the players in that stereotype is that they are advanced players, with a very concrete skill set that leaves almost no margin for error that they can succeed in the NBA. They are usually safe, low-risk picks. Of course, the idea is not that they are just players with a very high chance of being NBA players – they are players with a very high chance of being VERY GOOD NBA players.  


The sure-things not necessarily can’t be franchise-changing players eventually, just that they are not perceived as being instantly as dominant as the stereotype above, but also have a lot of attractiveness as prospects because of that high floor, that “can’t-miss” idea that you might not end up with a star, but you are almost guaranteed a very good player.

Who is it in the 2015 Draft? Jahlil Okafor

You will have trouble finding a college freshmen more advanced and polished than Okafor, and that’s the main reason why he’s been the consensus #1 pick since before the season began. For a 19-year old, he is a mind-blowing combination of physical strength, agility, fantastic footwork, and a very advanced array of post moves. College kids have no shot at defending him in the post (he is averaging 18 points a game shooting an impossible 66% from the field), and if the opponents overcommit to double-teams, he is also a fantastic passer who sees the floor well, and can move the ball to find open teammates for easy shots. Even if it’s somewhat of an old-school kind of game, it’s so good and advanced that it’s very easy to look at Okafor and see him succeeding at it in the NBA. 

Scouts don’t like Okafor’s defense, and question his upside because of his lack of explosiveness and elite athleticism. And those are fair critics, even if many believe (including myself) his defensive flaws are fixable and he can develop into a decent defender in the NBA level. But whoever drafts Okafor knows exactly what he is getting, and that is a very advanced post scorer who commands double teams all times, and can anchor an offense. And that’s a very attractive proposition.


The High-Upside Pick

Examples: Dwight Howard; DeMarcus Cousins; Derrick Favors; Hasheem Thabeet


Top prospects who are highly valued not because they already have an advanced, clear skill set, or a very high floor. They are valued because they have a lot of potential, an extremely dangerous word that you will hear a lot in the pre-draft process. They are players that still have some (or a lot) of room to grow before they can become real contributors, and even more before they can reach this so called potential, but if they do, they have a chance to be great stars, impactful players, even a franchise-changing star someday.  

Because they still have so much room to grow and depends on their potential, high-upside picks usually carries a high risk with them. Maybe it’s because of a very raw skill set, because of immaturity or character concerns, or some combination of both. How much risk they present is a determining factor on how good they are as prospects, because some have a much lower floor than others (Dwight Howard had a much higher floor than Hasheem Thabeet, for example). But those types of prospects usually follow the same path: they are not as good or as advanced as other prospects today, but if they can reach their potential, they have the chance to be truly great. 

Who is it in the 2015 Draft? Karl Anthony-Towns


Towns is Okafor’s opposite in terms of skill set, a rebounding and shot-blocking menace who’s also very raw in the offensive end. He has a very interesting game for a modern NBA big, someone who patrols the paint and protect the rim on defense, but can play in the perimeter on offense, unclogging the paint and opening up driving lanes. Towns has shown flashes of a nice perimeter game, with a nice jump shot and an outside-inside game, even if still raw. Players with this skill set are rare, and extremely valuable in today’s NBA.


While Towns is already a good rebounder and shot blocker in the NCAA, his offensive game is still a work in progress, with a lot of development ahead of him before it can truly contribute in a high level in the pros. But his floor is not very low because of his work on the other end, and although it’s lower than Okafor’s and he’s not nearly a sure think like Duke’s center, Towns’ upside is higher thanks to his athleticism, (potential) all-aroundness and a more NBA-friendly skill set - and because of it, the UK product is expected to contend for the #1 spot come draft day.




International Man of Mystery
Examples: Jonas Valanciunas, Andre Bargnani, Dante Exum and half of the 2014 Draft


International prospects who haven’t played in the US, so they remain a relative mystery for the general public until the end. It’s very tough to get an accurate reading on those players for many reason: there is much less video and data available on those guys (or at least it’s much harden to find), it’s tougher to watch the games… and also, frequently, because we have young European players declaring to the draft who are not developed enough to play major minutes on a good team in Europe for us to get a better reading on them. Some might be playing well on a small team in a small league (think Dario Saric), some may be playing limited minutes with huge per-minute numbers against opposing benches (Nurkic), some might be playing against much inferior competition (Exum), and some have a very difficult time getting on court for elite teams (Mario Hezonja – we’ll get to him). All those factors make it very difficult for people to know exactly what to expect of them – we know they are there, we know how they play, we know they are good… but we don’t know how good they really are.


Who is it in the 2015 Draft? Kristap Porzingis and Mario Hezonja

Porzingis and Hezonja are the only top prospects among this class of international players who are expected to declare for the 2015 Draft.

Porzingis is putting up nice per-36 numbers (17-8, 1.7 blocks) for Sevilla, in Spain, but is playing only 22 minutes a game. Porzingis is – or at least that’s what people who have seen him play a lot more than I did like to say – a nice combination of an athletic big man who can run the floor and protect the rim, but also has a nice shooting stroke on the offensive end, so that he can develop into a solid two-way big capable of stretching the floor – a highly valued piece in today’s NBA. The Latvian big still needs to add more strength and, as usual, is unclear how polished he already is, but I’ve seen a fair share of scouts claiming that, if Porzingis played in the NCAA, he’d be in the conversation for the #1 overall pick. Whether or not that is accurate remains to be seen.

Hezonja, on the other end, is an athletic wing that is having a tough time finding minutes off the bench on one of the best teams in Europe, Barcelona, so it’s the case where you scout what he has in terms of tools and skill, but it’s very tough to analyze his production. Hezonja is a very athletic player and skilled shooter (42% in 3PTs), who has great potential as a slasher because of that athleticism, and even as a defender, because of his long frame and quickness. But reports still paint him as raw, someone who would rather play with the ball on his hands than off the ball (as he probably will have to do more in the NBA), still inconsistent both in play and effort on both sides of the ball. And the bottom line is… we don’t really know. We know he has great potential, he is a great athlete and a good shooter… but we don’t know what he is right now. Of course, he will still probably be a Top12 pick based on upside alone.



The Fast Riser

Example: Joel Embiid; Victor Oladipo

It’s that player that, coming into the season, we all know is good… only he starts playing well, then keeps playing well, then some point of the season starts playing out of his freaking mind, and we are all forced to move him up the draft boards way higher than anyone anticipated. There is always one or two per season, but some are not relevant enough (like, jumping from the second round or the draft bubble to the late 1st round), while others grow into one of the top prospects in the draft. And the latter is when the said prospect gets really relevant from a stereotypes standpoint, and becomes a national storyline that you will see thrown around a lot.



Who is it in the 2015 Draft? D’Angelo Russell

Russell’s stock received a boost because this Draft is extremely rich in big men and swingmen, yet there are two things it sorely lacks: good guards, and outside shooting. So that scarcity alone would make Russell – a combo guard who’s a fantastic shooter – a valuable commodity.

But Russell also rises because of his fantastic play this season, leading a weak Ohio State squad while averaging 19-6-5 and shooting 42.4% from deep. Originally a shooting guard, Russell is a great creator and passer, and has handled the ball a lot for the Buckeyes – so much that many NBA teams started to see Russell as a point guard in the next level. Whether he is a point guard in the pros or not, he is still a very good guard capable of creating offense, running the point, and shooting the hell out of the ball. And he started the year playing great… and kept playing great, raising his game and looking genuinely unstoppable at times, to the point where he is already receiving genuine consideration as a Top3 pick, even as the #1 pick in some circles. He probably won’t get it, but with so many teams in the top of the draft (well, projected to be there) needing some shooting, and the scarcity of the PG position in this class, there is a genuine possibility he is the second or third player off the board come draft time. 



The Weird Path to the Draft
Examples: Brandon Jennings; PJ Hairston;

With the NBA sticking with it’s one-year eligibility rule and the one-and-done mentality that became predominant in the NCAA, the common path to the draft for a top prospect is for him to play one year in college before declaring to the NBA Draft. However, as the NCAA keeps creating difficulties with eligibility rules and other issues, some players recently started becoming creative in how to spend this year before declaring to the Draft. Brandon Jennings, claiming he wanted to get paid (and who could blame him?), played one year in Italy. PJ Hairston had off-court issues, became unable to play for North Carolina, and spent his last season in the D-League. New options open up every year. 

The problem this creates is the same as with international prospects. These guys may not be an unknown as big as European players, because most of them have played at some point in the US (usually high school) and were highly touted recruits. But it’s still hard to evaluate that final year when they are stuck playing against inferior competition and in inferior leagues than it’s peers, with much less media coverage and easy access to data, creating some uncertainty.


Who is it in the 2015 Draft? Emmanuel Mudiay


A highly regarded recruit that committed to Larry Brown’s SMU, Mudiay went to play in China when the NCAA started to create some eligibility issues that could have kept him off the floor for most of the season. Mudiay signed with the Guangdong Tigers, and played a few games before a leg injury sidelined him for a long time, with some claiming it was because the player’s camp didn’t want him to play more. Eventually, he returned to court when the Tigers were facing elimination in the playoffs, with a 0-2 disadvantage in a 5-game series (Guangdong won the game, and the Congolese prospect scored 22 points). He is averaging 18 points, 6 rebounds and 6 assists while shooting 50% from the floor. 

Then again, this is the same Chinese League where Stephon Marbury, Michael Beasley and Andray Blatche are stars, so we have to take all of this with a grain (or two, or ten) of salt. Still, Mudiay played enough to show off his skills (extremely physical and athletic, good feel for the point guard position, deadly attacking the basket off the pick and roll) to keep himself high on NBA team’s radars. Has drawn a lot of comparisons to a young Derrick Rose.



The Boom-or-Bust

Examples: Andre Drummond; Royce White; Jared Sullinger

My favorite stereotype, not as common as others, but one that generates a lot of debate. Every once in a while, we see someone that fits the mold – a very talented player, a lot of potential, that would be a very high pick based on that alone, the kind of guy everyone drools when they think about how good they will be if everything breaks right… only they have something that terrifies everyone to waste a high pick on him in fear that he will be a major bust. It’s more than just having potential and a low floor, it’s about a player that has a chance to be great and everyone dreams of what they can become if everything falls into place, only with so many red flags (or maybe just one, huge red flag) no one wants to touch him. The risk is just too great.


Andre Drummond was a physical freak with a sky-high celling who had maturity issues in UConn, and was horrible in his freshman season, putting enough fear into many teams until he dropped all the way to Detroit at #9 (and it worked worderfully). White was a very talented power forward who had some serious psychological issues, and fell to #16 (and it was a disaster). Sullinger was a likely Top5 pick until health issues with his back made him fall all the way to the Celtics at #21 (to be continued). All were great players with a couple of “ifs”: if he could stay healthy… if his poor college performances didn’t mean nothing… if he could get his head straight… and so on. 


Who is it in the 2015 Draft? Myles Turner

Turner is the analytical darling of the 2015 draft, a player that has a chance to be a major force in the NBA. A former guard who grew too much, Turner combines a huge, athletic body with a nice perimeter game that makes him a potential true stretch big in the NBA. Turner is one of the Draft’s best defenders, a terrifying shot blocker  (5 per 40 minutes) and someone who grabs 24% of the opponents misses while on the floor. His 3PT shot has yet to come together, but Miles shows a good form and his jumper should develop well in the NBA with his outside game – and as I’ve said before a couple times, NBA players capable of stretching the floor AND protecting the rim are exceedingly rare and valuable. Turner has the tools and the skill set to be a monster in the NBA.

And yet, no one seems very eager to draft him with a high pick. Despite everything you have to gain by drafting him, there are also some serious red flags. He’s still very raw and is still getting adapted at playing in the paint with his “new” height, but that’s not the main issue. Turner is averaging 18-13-5 (blocks) per 40 minutes in Texas, but he’s also being very inconsistent, putting up huge numbers against inferior competition but struggling mightily against better opponents, creating a lot of doubts regarding whether or not he can produce again the NBA’s bigger frontlines. Also, his movements around the court are not fluid; there is a stiffness and a weird posture on how he runs. This is, obviously, a strange, subjective observation, but there are many scouts and specialists who fear this might lead to back and/or knee stress issues. The reward Turner could bring to a team is enormous, but he also carries great risk and many reasons for a team to be afraid of him. He will probably still be a Top12 pick if he declares, but if not for the struggles in College and the injury worries, he could go even higher.


The Senior

Examples: Josh Howard; Darren Collison; Roy Hibbert; Doug McDermott


The best prospects in the NBA draft are usually freshmen or sophomores, young players with a lot of potential and development ahead of them. And while you can find some high-upside seniors, and even some stars (like Damien Lillard or Brandon Roy), they are very rare, and most of the time, the focus is on the younger talents. Yet, many times, there are good seniors to be found in the Draft, older players with less potential, but prospects with value because they are advanced enough to come in and contribute right away – specially if they have a specific skill that would translate well to the NBA. They usually won’t develop into a star or even an All-Star, but could be a good contributor in the right team.

Who is it in the 2015 Draft? Frank Kaminsky, Jerian Grant

There is always talent to be found in older players if you’re looking for immediate contributors, and this Draft is no exception. Grant is a big and aggressive point guard who can create out of the pick and roll, both for himself and for others, and does a little bit of everything when asked, who has also shown that he can carry a college offense on his back. Not a star, sure, but can be a valuable contributor off the bench for a team (think Reggie Jackson).

But Kaminsky is by far the most intriguing senior of 2015, a serious candidate for NCAA Player of the Year who is the best player on a Top5 team. Kaminsky is a very polished offensive player, someone who can stretch the floor on offense (42 3PT%)but also create for himself, and a very savvy passer who makes his teammates better - skills NBA teams love in a 7-footer. He will probably never be a star player, but he is a legit big who can battle inside, stretch the floor on offense, play some defense, and give you very solid minutes every night.  Not the kind of guy you want with a Top10 pick, but definitely someone who can contribute right away in the NBA, with a very valuable skill set.



The Talented, Highly Regarded Recruit Whose Stock Fell Too Much

Examples: Austin Rivers; Shabazz Muhammad; Jrue Holiday

Because future NBA players are scouted since they are still playing on High Schools and dunking on overmatched white guys, we already have opinions and analysis on them even before they play a single minute of college ball.  We also have Mock Drafts and all kinds of professional projections at the same point. And so it’s not weird that, every year, there are those who fail to live up to expectations - projected high draft picks that end up disappointing for some reason and see their draft stock plummet. Sometimes, the teams brave enough to bet on the talent that everyone saw there before are rewarded; sometimes, they soon discover the reason they fell so much in the first place. Regardless, it’s one of my favorite NBA Draft traditions.

Who is it in the 2015 Draft? Cliff Alexander

Alexander was ESPN’s #3 college recruit in the 2015 class, and Chad Ford had him as the 3rd pick is his first Mock Draft of the season. The Kansas PF had great athleticism, a NBA-ready body, and was supposed to dominate the area around the rim with dunks and blocks, anchoring Kansas’s frontcourt. 

Only it didn’t happen. Alexander had a tough time grabbing a starting spot at Kansas (didn’t last)… then had a tough time trying to get minutes off the bench (still plays 17 mpg only)… and still had trouble dominating when he did play. His per-40 numbers are solid (16-12, 3 blocks) and Kansas is a better team with him, but his performance is still below what was expected, and Bill Self still won’t give him solid minutes. To worsen things, Alexander lost a game last week with some eligibility issues. He has just looked underwhelming, with not enough polish and a very raw offensive game that isn’t helped by him being undersized for the position and not getting enough playing time– enough to make the big man fall into the late 1st round, usually found in Mock Drafts around the 20s.

It’s uncertain whether or not the Kansas product will enter the draft or return to his sophomore season (he would benefit from it, but with eligibility issues hanging….), but if he does, he will probably be drafted in the late 1st round because of his potential and raw talent – way latter than everyone thought five months ago. He might be a steal there, as a high-energy, high-motor big off the bench that can defends and rebounds… or he might be another reminder that we sometimes are stupid trying to read too much into players who never played one minute of competitive basketball.



The Giannis
Examples: Giannis Antetokounmpo

Ever since the Bucks struck gold with Giannis Antetokounmpo in the Draft, there has been a lot of talk about who could be “the next Giannis” – you know, a very raw but talented physical freak of nature (in the best of senses) with almost unlimited potential. Of course, this sounds weird since Giannis is such a one-of-a-kind player, but you will hear a lot about this stereotype in the years to come, especially as the Greek Freak continues to develop into a very good player. The Giannis comp already popped up last season when the Raptors used a 1st round pick in Bruno Caboclo, also a wingspan freak with great athletic skills. Everyone wants his own Giannis.

Who is it in the 2015 Draft? Malik Pope




Let’s see… young very raw? Check. Not a lot of on-game experience? Check (lost two high-school years with a broken leg). Tall, long, thin with ridiculously long limbs? Check (Pope measures at 6-10, 205 lb). Very talented, with a skill set that almost makes no sense with his body? Check. A lot of potential? Well, check! Looks like we have our Giannis Candidate of 2015! If I were a betting man, I’d wager on Pope going in the first round if he declares. And if he does, he has Giannis Antetokounmpo to thank. 


The Horrible Lottery Pick That Gets Mocked for Years
Examples: Jan Vesely; Wesley Johnson; Jonny Flynn; Hasheem Thabeet; Marvin Williams

Who is it in the 2015 Draft? To be defined…

Man, I miss David Kahn in the league, for comedy’s sake.



(Inspired in a 2009 post from the great Bola Presa. And thank you Blogger.com for screwing up the design of the post.)