A única coisa que eu questiono aqui é se para o Suns - um time um pouco "preso" entre não ser bom o bastante para brigar pelo título nem ruim o suficiente para conseguir escolhas altas de Draft - não varia a pena arriscar em um jogador com mais potencial, como Kelly Oubre. Oubre seria um bom encaixe no time e, apesar de ser mais cru que Booker, tem chances de ser um jogador melhor no futuro. É o que eu pessoalmente teria feito. Mas analisando imparcialmente, Booker foi a escolha mais justificável, e deve fazer desse time melhor no curto prazo, algo que parece ser o objetivo.
Escolha #14 - Oklahoma City Thunder
Quem escolheu: Cameron Payne
Quem deveria ter escolhido: Kelly Oubre
Eis o que eu escrevi sobre essa escolha no meu último Mock Draft:
"O Thunder do ano passado, com Westbrook de armador, sofreu para encontrar jogadores que pudessem arremessar de três sem comprometer a defesa do time OU defender bem sem comprometer o espaçamento do ataque, e Oubre é o jogador para fazer ambas em alto nível. O ala também oferece uma boa proteção a Kevin Durant, que pode demorar para retomar o ritmo ou mesmo descansar mais essa temporada depois das graves lesões de 2016, e caso o ex-MVP saia da cidade, Oubre ainda é uma boa opção de longo prazo, com enorme potencial, caso o time decida se reconstruir em torno de Westbrook."
Eu ainda me sinto assim. Eu sei que Payne era o alvo de OKC desde o começo, mas só porque conseguiram o jogador que queriam não faz dessa uma escolha boa. Payne é um bom jogador que acabou sobrevalorizado nas vésperas do Draft, mas eu não gosto tanto de como ele funciona para OKC. Payne precisa da bola nas mãos para produzir, e isso é algo que não terá com Durant, Westbrook e Kanter no time, não é a ajuda imediata que outro PG como por exemplo Jerian Grant seria, e nem oferece o potencial no longo prazo de alguém como Oubre. Payne vai ajudar vindo do banco, e vai ser interessante ver Westbrook jogando mais de SG, mas acho que o valor que o armador tem a adicionar para o time não é o ideal nessa posição.
Escolha #15 - Washington Wizards (via Atlanta Hawks)
Quem escolheu: Kelly Oubre
Quem deveria ter escolhido: Kelly Oubre
O Wizards trocou sua escolha (#19) com o Hawks para subir até o #15 e pegar Oubre, e eu sinceramente adorei essa troca (e escolha) para Washington. Depois do sucesso do seu small ball nos playoffs, o time tem buscado ficar cada vez mais atlético, baixo e versátil, e Oubre é uma fantástica adição nesse sentido, um bom jogador capaz de arremessar de fora, defender em alto nível e, apesar de cru, com enorme potencial. Seu estilo 3-and-D atlético se adequa bem nesse estilo de jogo que Washington quer implementar, e não só encaixa muito bem ao lado de John Wall e Bradley Beal como também oferece outra opção de alto potencial para a construção de longo prazo da franquia. Ótima escolha.
Para o Hawks... bem... hold that thought.
Escolha #16 - Boston Celtics
Quem escolheu: Terry Rozier
Quem deveria ter escolhido: Sam Dekker, Bobby Portis, Rashad Vaughn
Eu odiei essa escolha na hora, e odeio essa escolha agora. Terry Rozier era cotado como uma escolha de final da primeira rodada ou começo da segunda, e saiu no #16... digamos que foi bem cima do que ele realmente valia. E, pior, Rozier é mais uma figurinha repetida no álbum do Celtics, um combo guard que não é bem um armador puro, físico e bom defensor, mas que não arremessa muito bem. Parece familiar a... digamos... Marcus Smart e Avery Bradley? Porque mais um jogador assim, ainda mais considerando que você também já tem Isaiah Thomas de armador, tornado mil vezes pior pelo enorme overpay que foi pegar Rozier no #16? Péssima escolha.
Supostamente, Boston tentou mandar a casa (6 escolhas de Draft!!) para o Hornets pela escolha #9 (para pegar Winslow), mas foi rejeitado porque Charlotte queria de todo jeito pegar Kaminsky (funhé). Só posso imaginar que Boston ficou sem plano B quando não conseguiu a troca, mas ainda assim, não justifica pegar Rozier (alguém que poderiam até pegar no #28) aqui sobre opções melhores: um bom veterano para ajudar no curto prazo como Dekker, uma opção sólida de garrafão como Bobby Portis, ou mesmo um arremessador de alto potencial como Vaughn. Essa escolha não fez nenhum sentido, e foi inexplicável quando aconteceu.
Escolha #17 - Milwaukee Bucks
Quem escolheu: Rashad Vaughn
Quem deveria ter escolhido: Rashad Vaughn
Eu disse no meu último Mock Draft que, embora Bobby Portis fosse a escolha lógica aqui pela necessidade do time no garrafão (e por ser um jogador bem sólido e confiável), eu adoraria ver o Bucks arriscando mais alto e indo atrás de Rashad Vaughn. E, em uma agradável surpresa, foi exatamente o que o time fez.
Ninguém seria capaz de criticar o Bucks se tivessem pego Portis, um jogador bem all-around de garrafão que encaixaria muito bem nesse time versátil em busca de uma boa opção de garrafão (necessidade eventualmente solucionada com Greg Monroe, mas não tinham como saber disso no Draft), mas Vaughn também seria interessante para um time que tem valorizado jogadores de alto potencial (como Giannis). A maior parte das melhores opções do Bucks é de frontcourt (Giannis, Middleton, Jabari) e, apesar da boa defesa, o time mostrou bastante dificuldade ofensivamente em 2015. Vaughn é um bom arremessador e pontuador bastante criativo para jogar na posição de SG, alguém que pode vir do banco no começo da carreira e que, apesar de cru, tem bastante potencial para desenvolver em um sólido titular no longo prazo. Seu estilo pontuador e de bolas longas trás algo que o time precisa, e o potencial elevado está de acordo com o que o Bucks tem buscado. Uma aposta mais arriscada do que se tivessem pego Portis, mas uma que me agrada muito.
Escolha #18 - Houston Rockets
Quem escolheu: Sam Dekker
Quem deveria ter escolhido: Sam Dekker
A maior necessidade do Rockets nesse Draft era um armador, e supostamente eles estavam para selecionar Tyus Jones, o que seria uma boa escolha. Mas, com Sam Dekker caindo, era bom demais para deixar passar. Dekker é um ala veterano, bem all-around e versátil, que não era exatamente o que o Rockets mais precisava nesse Draft. Mas sabe o que ele era? O melhor jogador disponível, e assim o Rockets está absolutamente certo de selecioná-lo aqui. Cada escolha de Draft que você tem é um ativo, e é sua intenção maximizar o retorno que ele trás. Draftar o melhor jogador disponível sempre é uma boa opção.
No curto prazo, Dekker adiciona profundidade e versatilidade para um time que sentiu falta do primeiro e valoriza o segundo. Se o ala acertar suas bolas de 3 na NBA, tem tudo para ser um steal aqui, e mesmo se não acertar, ainda é um jogador completo capaz de fazer um pouco de tudo, algo bastante valioso na NBA moderna.
Escolha #19 - New York Knicks (via Washington Wizards, através do Atlanta Hawks)
Quem escolheu: Jerian Grant
Quem deveria ter escolhido: Jerian Grant
Mais uma boa escolha do Knicks! No caso, trocaram essa escolha por Tim Hardaway Jr com o Hawks, que recebeu essa escolha do Wizards.
Para o Knicks, é uma boa escolha: Grant é um armador veterano pronto para contribuir no curto prazo, capaz de jogar em duas posições e fazer um pouco de tudo em quadra. Escolha boa e segura, e alguém que a meu ver tem mais a contribuir para o Knicks que Hardaway. Meu único questionamento é que Grant não é um encaixe tão natural no triângulo - o armador de Notre Dame joga melhor conduzindo o pick and roll, mas essa é uma atividade que não vai encontrar muito se o Knicks realmente for com o triângulo como sua base para 2015/16. Mas é um questionamento melhor, e o que Grant trás para o time será bem valioso.
Por outro lado, eu não faço idéia do que o Hawks está fazendo aqui. Hardaway é um bom jogador e arremessador, mas tem muitas dificuldades na defesa, e não parece se encaixar no esquema do Hawks muito bem. E, em troca de Hardaway e escolhas de segunda rodada, o time deixou de escolher um jogador bastante superior no #15 ou no #19. Atlanta tinha uma necessidade grande na posição de SF (onde já tinha uma falta de profundidade ano passado, e agora ainda tinha seu titular - DeMarree Carroll - sendo Free Agent) e de profundidade no garrafão (um grande problema nos playoffs, e que tendia a piorar com as saídas de Elton Brand, Pero Antic e talvez até Paul Millsap) - porque então passar Sam Dekker e Bobby Portis com essas escolhas? Será que dois anos de Tim Hardaway no contrato de calouro realmente era mais valioso do que Dekker ou Portis, jogadores melhores, que encaixavam muito melhor no time e supriam necessidades imediatas, e AINDA ofereciam quatro anos de controle barato ao invés de dois? Claro que não. Péssimas decisões de Atlanta, que sai como um dos grandes perdedores da noite. Jogou no lixo o presente que recebeu do Nets nessa escolha de Draft.
Escolha #20 - Toronto Raptors
Quem escolheu: Delon Wright
Quem deveria ter escolhido: Bobby Portis, Rondae Hollis-Jefferson
O Raptors tinha Lou Williams como free agent, e trocou Greivez Vazquez para o Bucks antes do Draft, então armador reserva era realmente uma necessidade da franquia. Mas porque pegar um armador reserva quando você tem necessidades bem mais urgentes no seu time (seu PF titular foi embora, e seu perímetro tem enfrentado problemas) E jogadores melhores dessas posições para escolher? Bobby Portis em particular teria sido a melhor escolha perfeita, um PF completo e seguro, uma adição excelente no garrafão do time com a saída de Amir Johnson e alguém capaz de contribuir de cara. Seria um ótimo valor a essa altura, e um ótimo encaixe. RHJ também funcionaria, um excelente marcador de perímetro capaz de ajudar uma defesa que despencou no final da temporada passada. Até alguém como RJ Hunter seria uma escolha melhor, um ótimo arremessador e jogador inteligente. Wright é um bom jogador, mas PG é de longe a posição mais fácil de achar opções na NBA de hoje, e tinha jogadores melhores disponíveis que supririam necessidades mais urgentes e mais importantes da franquia. Não gostei da escolha.
Escolha #21 - Dallas Mavericks
Quem escolheu: Justin Anderson
Quem deveria ter escolhido: Tyus Jones, Bobby Portis, Justin Anderson
A essa altura do Draft, eu não acho Anderson uma escolha ruim em termos de valor. Tirando Bobby Portis, a essa altura do Draft todos os jogadores estão mais ou menos equiparados em termos de valor, e é mais uma questão de contexto a essa altura. E, considerando que o Mavs não tinha um elenco bem delineado a essa altura, era uma questão de pegar o melhor jogador. Então não é uma escolha fácil de avaliar.
Em termos de valor, a melhor escolha seria Portis, e eu acho que não devem passar um valor tão grande a essa altura. Mas com Dirk na cidade e tantos buracos, e a mentalidade de competir imediatamente, eu entendo a idéia de querer aproveitar essa escolha em um jogador que não joga na posição da sua maior estrela. Tyus Jones também seria uma boa opção, dada a necessidade do time por um armador.
Justin Anderson está nesse grupo de jogadores semelhantes, e sem dúvida não é uma escolha ruim. Anderson é um bom defensor bastante atlético e, se conseguir manter o alto aproveitamento nas bolas longas que mostrou em 2015, tem tudo para ser um steal a essa altura. Por isso acho essa escolha boa. Vale questionar que Anderson joga na mesma posição de Chandler Parsons, então corre o risco de acabar sofrendo com o mesmo problema de terem escolhido Portis. Mas essa é uma questão secundária. Era uma escolha sem uma resposta fácil ou claro favorito e, embora eu achasse que tinha opções ligeiramente melhores para Dallas, Anderson sem dúvida estava entre as opções válidas a essa altura.
Escolha #22 - Chicago Bulls
Quem escolheu: Bobby Portis
Quem deveria ter escolhido: Bobby Portis
Em termos de encaixe, essa escolha não faz tanto sentido. Chicago já tem um dos garrafões mais lotados da NBA, e ano passado o então técnico Tom Thibodeau teve muita dor de cabeça tentando dar minutos a Taj Gibson, Joakim Noah, Nikola Mirotic e Pau Gasol ao mesmo tempo. Adicionar mais um bom PF não vai ajudar essa questão.
Por outro lado, a tecla que eu sempre bato: você sempre quer pegar o melhor valor possível a cada escolha de Draft, e Portis era sem dúvida o melhor jogador disponível por muito, alguém que muitos especialistas (inclusive eu) viam como um possível talento de loteria. Pegar Portis no #22 é um absoluto steal, e Chicago está certíssimo em selecioná-lo. Olhando mais a fundo, percebe-se também que Chicago agora está acima do limite para pagar multa - algo que a franquia sempre tem evitado - e que para fugir desse gasto extra o ideal seria trocar um jogador de garrafão, e se essa troca realmente acontecer (provavelmente envolvendo Taj Gibson), então de repente você tem uma abertura no garrafão para os minutos de calouro de Portis, que crescerão com o tempo e conforme Gasol e Noah caminham para o fim das suas carreiras. Ótima escolha de Chicago.
Escolha #23 - Portland Trail Blazers
Quem escolheu: Rondae Hollis-Jefferson
Quem deveria ter escolhido: Rondae Hollis-Jefferson
O Blazers eventualmente trocou essa escolha para o Nets por Mason Plumlee.
Para o Nets, essa troca faz muito sentido. Embora Plumlee seja um bom jogador e capaz de ser um C titular na NBA, na situação atual, o Nets não é nem um candidato ao título, e nem tem os ativos (jovens talentos, escolhas de Draft) para evoluir no curto prazo. Portanto faz bastante sentido que o time troque um veterano estabelecido e confiável, mas limitado, por um jovem jogador com mais potencial como Hollie-Jefferson, um excelente atleta e defensor cujo valor hoje é limitado pela falta de arremesso. Caso RHJ desenvolva um jumper passável, seu potencial é enorme e chances de ser um grande steal desse Draft, e faz sentido o Nets apostar nesse maior potencial.
Para o Blazers, eu consigo entender o que estão fazendo, mas não gosto. RHJ é uma comodidade desconhecida no momento, acabando de chegar na liga, enquanto Plumlee é um veterano comprovado e sólido. Meu problema é que esse é o tipo de jogador capaz de ajudar muito um time competitivo, como era o Blazers ano passado, mas faz pouco sentido em um time que claramente estava indicando uma reconstrução como Portland (que trocou Batum, e tinha três titulares free agents). Mesmo que a idéia seja trazer um bom ativo para manter o time competitivo nessa transição, para o Blazers faz mais sentido apostar no garrafão jovem Vonleh-Leonard e ver o que consegue tirar de Jefferson do que trocar um jogador de bom potencial por um veteranos sólido sem tantas chances de crescer muito no futuro. Eu gosto de Plumlee, e no vácuo não acho uma troca exatamente ruim (a escolha #23 por um sólido titular de garrafão), mas no momento atual do Blazers (e do Nets também), eu preferiria ter Rondae Hollis-Jefferson.
Escolha #24 - Minnesota Timberwolves (via Cleveland Cavaliers)
Quem escolheu: Tyus Jones
Quem deveria ter escolhido: Tyus Jones
Para o Cavs, que trocou essa pick por duas de segunda rodada, essa troca faz algum sentido. O time já vai estar MUITO acima do salary cap e da luxury tax para 2015/16 mesmo, o que significa que cada dólar a mais adicionado em salário significa gastar quase o dobro em multas. Como todos os contratos de primeira rodada são garantidos, usar essa escolha faria o Cavs gastar ainda mais dinheiro (e muito dinheiro). Então trocando-a por duas escolhas de segunda rodada (e, portanto, contratos mais baratos e não garantidos), o Cavs agora consegue um bom alívio financeiro e pode poupar umas verdinhas e selecionar mais de um jogador. Faz sentido. Por outro lado, estando tão acima do salary cap, o Cavs tem muita dificuldade de contratar jogadores novos, e sofreu demais com a falta de opções e profundidade em 2015/16 - certeza que não seria mais útil adicionar alguém como Tyus Jones ou RJ Hunter aqui? Claro, é fácil falar se não sou eu que vou pagar 90M em multas, mas se o time já vai gastar tudo isso mesmo, porque não adicionar uns 5M a mais para melhorar sua equipe? *relendo a frase* Ok, falha minha, 5M é coisa pra caramba e uma boa economia.
Para o Wolves, também gosto da troca. Ricky Rubio é um bom armador, mas se machuca demais, e o time sente falta de uma segunda opção. A experiência de usar Zach LaVine de PG ano passado mostrou que ele NÃO é um PG, e Jones da mais uma opção jovem e interessante para vir do banco e talvez substituir Rubio se (quando?) o espanhol se machucar. É uma boa escolha, e encaixa bem: jovem, talentoso, tem experiência de sucesso (foi Most Outstanding Player do Final Four) e "devolve" LaVine para sua posição natural.
Escolha #25 - Memphis Grizzlies
Quem escolheu: Jarrell Martin
Quem deveria ter escolhido: RJ Hunter, Chris McCullough, Jordan Mickey
O
Grizzlies queria reforçar a profundidade do seu garrafão, então foi atrás de
Martin. Não da pra questionar a lógica. Mas da para questionar a escolha. Martin não é um jogador melhor que seu companheiro
Jordan Mickey, um ótimo all-around PF que caiu por ser baixo para a posição e que a meu ver tem mais a contribuir no médio prazo. E se o time quisesse apostar no jogador de maior potencial tinha
Chris McCullough, um PF cru de muito potencial que poderia ser uma ótima aposta para um time cuja base no garrafão já está do lado errado dos 30 anos.
Mas a melhor escolha para Memphis teria sido
RJ Hunter. O Grizzlies está no seu melhor quando consegue espaçar a quadra ao redor do seu garrafão e castigar os adversários com bolas longas quando dobram a marcação, e Hunter é um dos melhores arremessadores dessa classe, alguém que tem a habilidade nos passes e a inteligência que times precisam para sobreviver com o espaçamento mais apertado (como é o caso de Memphis). Adicionar profundidade com Martin é bom, mas as bolas longas de Hunter poderiam fazer muito mais pela franquia.
Escolha #26 - San Antonio Spurs
Quem escolheu: Nikola Milutinov
Quem deveria ter escolhido: Nikola Milutinov
San Antonio, nessa offseason, tinha um grande objetivo: trazer LaMarcus Aldridge. Mas com tantos free agents importantes e uma folha salarial apertada, e com o salary cap ainda indefinido, as contas estavam muito apertadas para San Antonio conseguir oferecer o máximo ao PF do Blazers. Então cada centavo poupado era crucial nessa busca e, nesse contexto, o objetivo do Spurs no Draft era naturalmente manter sua folha salarial limpa. E foi com essa mentalidade que pegaram Milutinov, um talentoso pivô que ficará na Europa mais tempo e portanto não conta contra o salary cap de San Antonio. O mais importante aqui a se ter em mente é que essa escolha manteve 2M fora da folha salarial do Spurs, e era isso que eles buscavam - e conseguir manter esse dinheiro fora da sua folha salarial enquanto ainda adicionava um bom talento Europeu para o futuro é uma vitória.
Escolha #27 - Los Angeles Lakers
Quem escolheu: Larry Nance
Quem deveria ter escolhido: RJ Hunter, Chris McCullough
Talvez a pior escolha da primeira rodada. Com essa escolha de primeira rodada extra, cortesia do
Rockets, o
Lakers poderia ter pego um jogador para dar profundidade ao seu perímetro (especialmente a posição de SF, a mais carente do time) e ajudar nas bolas longas (como
RJ Hunter) ou mesmo apostar em um jogador de alto potencial para o longo prazo como
McCullough. Poderiam até ter apostado no enorme potencial de
Kevon Looney! Ao invés disso, pegaram um cara atlético mas com poucos recursos que era cotado pela maioria dos especialistas como uma escolha de final de segunda rodada. Enorme desperdício de valor, e ainda ganhou ares de comédia quando descobriram um tweet de 2012 do
Nance chamando o Kobe de estuprador. Tinha um leque imenso de escolhas melhores aqui, e pela segunda vez na noite, o Lakers fez a escolha errada.
Escolha #28 - Boston Celtics
Quem escolheu: RJ Hunter
Quem deveria ter escolhido: RJ Hunter
Uma excelente escolha de valor para o
Celtics, achando um jogador que muitos tinham saindo 12, 14 escolhas antes no final da primeira rodada.
Hunter é um exímio arremessador que também tem boa inteligência em quadra, alguém que sabe se movimentar sem a bola, defender coletivamente e é um sólido passador - vai ajudar muito um time que tem dificuldade nas bolas longas e cujo ataque se baseia muito nessa movimentação e inteligência. O tipo de jogador que não vai ser uma estrela, mas vai ser uma peça muito útil em qualquer time, e tem um conjunto de habilidades muito valorizado no momento ao redor da liga. Ótima escolha, e ótimo valor no #28.
Escolha #29 - Brooklyn Nets
Quem escolheu: Chris McCullough
Quem deveria ter escolhido: Chris McCullough
Brooklyn é uma franquia triste, que ainda viu sua escolha #15 de Draft ir para nas mãos de
Atlanta e ficar com a #29 em torno. Mas, ao contrário do Hawks, fez a coisa certa com ela e pegou
Chris McCullough. Em um time tão pobre em talentos e com um futuro tão questionável sem escolhas de Draft, esse é jogador com maior retorno possível que conseguiriam aqui junto de
Looney, e o Nets está totalmente certo em apostar alto para conseguir esse maior retorno. McCullough poderia ter sido uma escolha de loteria se não tivesse rompido o ligamento e, apesar de muito cru, também tem enorme potencial. O Nets poderia ter feito uma escolha mais segura, mas não mudaria em muito a franquia. Se McCullough atingir seu potencial, pode fazer muito mais por esse time. Gostei bastante da escolha.
Escolha #30 - Golden State Warriors
Quem escolheu: Kevon Looney
Quem deveria ter escolhido: Kevon Looney
Os atuais campeões provavelmente não estão muito preocupados com esse Draft, pra falar a verdade. E embora eu achasse que um SG arremessador como Joseph Young, Anthony Brown ou mesmo Tyler Harvey fosse uma ótima adição para o Warriors, eles foram para o Home Run em Kevon Looney, e eu adorei. Looney é cru, mas tem imenso potencial, e era considerado um talento de loteria durante grande parte do ano antes de cair em meio a más atuações, e acabou despencando na noite do Draft supostamente por causa de uma lesão recém-descoberta. Mas no #30 e com um excelente time já montado, para mim está de ótimo tamanho apostar em um jogador de talento talento e potencial, e se conseguir atingí-la, tem condições de ser um dos melhores jogadores do ano. No #30, você não pode pedir por muito mais que isso.