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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Preview NFL 2013 - Detroit Lions

Defesa esmagadora é o forte de Detroit



Para saber do que estamos falando aqui e dessas estatísticas, recomendo a leitura desse post antes
Se quiser opinioes e analises sobre o Draft, voces podem ler o Running Diary da primeira rodada ou o manual de como avaliar um Draft na NFL


Depois de terminar a série de previews da AFC East, os previews da NFC East e também os previews da AFC North a para a temporada 2013 da NFL, começamos a falar da NFC North com o Green Bay Packers, seu maior rival Chicago Bears e o queridinho de 2012 Minnesota Vikings. Hoje terminamos a divisão falando do malfadado Detroit Lions. Se você não tem ideia do que estou falando, recomendo que leia esse post introdutório. Btw, a falta de crases nesse texto é porque esse teclado não tem crase, então não reparem, ok?

Detroit Lions

2012 Record: 4-12
Ataque ajustado: 8th
Defesa ajustada: 24th


Parabéns! Chegamos a um dos momentos mais esperados e mais interessantes dessa série. Dê a si mesmo um high-five, abra uma cerveja e ligue para aquele seu amigo fã de NFL desinformado para apostar com ele que o 4-12 Lions vai terminar 8-8 ou acima temporada que vem. Só faça isso. Vai lá, eu espero.

(Insira música tema de Uma Mente Brilhante enquanto esperamos)

Apostou? Ótimo. Agora se dê outro high-five por tirar doce de criança, e outro só por via das dúvidas: é a aposta mais fácil de toda a temporada da NFL.

Durante todo essa série de previews, o foco sempre foi usar algumas ferramentas analíticas pouco conhecidas para poder analisar quais records tiveram grandes influências de fatores externos ou aleatórios, fora do controle da equipe, para poder saber qual foi realmente o nível de jogo da equipe na temporada que se carregaria para o ano seguinte, ao invés de começar nossas análises simplesmente pelos números de vitórias. Os mais usados indicadores foram Pythagorean Expectations, jogos decididos por uma posse de bola, dificuldade do calendário e porcentagem de fumbles recuperados, mas também temos usados em casos específicos coisas como apontar outliers historicamente insustentáveis em alguns dados, uma temporada particularmente brutal com lesões ou afins. E a questão aqui é a seguinte: você pode falar qualquer tipo de indicador, qualquer tipo de ferramenta analítica, e ela vai falar que o Lions foi o time mais azarado de 2012, e que ele vai evoluir em 2013. Qualquer uma.

Vamos começar pelo meu favorito, Pythagorean Expectations. Detroit não teve um grande saldo de pontos temporada passada, mas ainda foi suficiente para um PE de 6,5 vitórias. Eu disse isso no primeiro post mas sempre é bom repetir: quando o Pythagorean Expectations tem uma vitória de diferença do seu record atual, é um bom sinal de que alguns fatores te desviaram do seu "verdadeiro" record, mas também pode ser efeito aleatório ou de algum outlier. Uma vitória de diferença nem sempre é forte o suficiente para indicar uma grande mudança. Mas quando esse número é acima de duas vitórias? 100% das vezes é um extremo indicador de underperformance, extremamente significante para mostrar uma grande mudança vindo pela frente. 2.5 wins já seria o suficiente para argumentar que Detroit, na verdade, foi um time muito mais próximo de 7-9 do que pareceria a primeira vista.

O Lions também terminou a temporada 3-8 em jogos de uma posse de bola, que como já vimos é um número que tende a 50%. Se a equipe vencesse exatamente metade dos seus jogos decididos por uma posse de bola, teria terminado a temporada exatamente 6.5-9.5, número indicado pelo seu Pythagorean Expectations. Também vale mencionar que Detroit teve o sexto calendário mais difícil de 2012 e que, embora projete como um calendário novamente muito difícil em 2013, só de tirar a NFC West da sua frente já ajuda muito (vale citar que o Lions perdeu um jogo - decidido por uma posse de bola - porque seu técnico desafiou uma jogada que não podia e assim evitou que a jogada fosse revista automaticamente e o TD do Texans, anulado).

Mas o Lions também indica uma regressão positiva em alguns outros fatores que não temos usado com tanta frequência (como eu disse, escolha qualquer fator do mundo e ele esteve contra o time). E o mais significativo é esse: Detroit teve o terceiro pior saldo de turnovers de toda a Liga com -16, um número absurdamente alto que é praticamente insustentável quando olhamos para times que incorreram num saldo parecido no passado. E na verdade, esse número foi motivado pelo fato de que a equipe teve o segundo PIOR aproveitamento da Liga recuperando fumbles, um ridículo e insustentável 32,5% - a defesa foi particularmente "ruim", recuperando apenas seis fumbles (31.5%) no ano inteiro (tem mais um fator, mas esse vamos deixar para daqui a pouco). Então se você está pegando times ruins de 2012 (em termos de record) e ordenando por "Times mais prováveis a darem a volta por cima e reverterem a situação", o Lions tem que ser o primeiro da lista considerando apenas todos os fatores aleatórios que conspiraram contra o time em 2012. Nenhum time foi mais azarado ou influenciado negativamente por fatores aleatórios. E se você quiser ficar técnico, o saldo de "eficiência" da equipe em 2012 (0,2%, per Football Outsiders) foi bastante próximo do saldo do Vikings (2,0%), a diferença entre os dois sendo menor que a diferença entre Vikings e Panthers (5,5%), por exemplo, mesmo sendo o Vikings um time bastante sortudo e o Lions um time muito azarado em 2012.

Então uma vez estabelecido que o Lions é o grande candidato a dar uma volta por cima em 2013 simplesmente por fatores orgânicos, vamos dar uma olhada em como a equipe chega para essa temporada.

A primeira coisa que todo mundo pensa quando falamos no ataque de Detroit é Calvin Johnson. E com razão. Megatron é uma aberração da natureza, a coisa mais próxima de um mutante que temos na NFL na atualidade. Johnson não só quebrou o recorde da história da NFL para jardas recebidas na temporada passada (1964), como na verdade liderou a NFL em jardas recebidas nas duas últimas temporadas e possui quatro temporadas de mais de 1000 jardas nos últimos cinco anos. Desde que Megatron entrou na NFL em 2007, nenhum jogador tem mais jardas aéreas que ele (7836) e só Randy Moss possui mais touchdowns (55 a 54). Ele também é o nono em recepções totais e uma aberração da natureza que perdeu apenas quatro jogos nessas seis temporadas. Nas últimas duas temporadas, ele lidera a Liga com folga em jardas (mais de 600 jardas de diferença para o segundo colocado) e é segundo em recepções e touchdowns (Wes Welker e Jordy Nelson, respectivamente). Ele é o primeiro wide receiver que eu vejo desde Randy Moss (tirando talvez Larry Fitzgerald quando Kurt Warner era seu QB, embora Warner fosse um bilhão de vezes melhor que Matt Stafford) que atinge o nível "Todo mundo sabe que o passe é para ele e mesmo assim ninguém consegue parar", e talvez o primeiro na NFL desde sempre no quesito "Não importa a rota corrida ou a cobertura, só jogue a bola para cima e ele vai pegar". O homem é uma aberração da natureza, e enquanto ele for a primeira opção de passe do Lions, o ataque terrestre vai seguir funcionando.

Mas claro, nenhum ataque funciona só com um jogador, e Detroit sem dúvida tem prestado mais atenção no que colocar ao redor do seu X-Man. Em particular, é preciso destacar o QB da equipe, Matthew Stafford. Stafford na verdade teve uma temporada pior em 2012 do que em 2011, a primeira vista:

2011: 421/663, 63.5%, 5038 jardas, 41 TDs, 16 INTs, 7.6 jardas por passe (Y/A), 65.5 QBR
2012: 435/727, 59.8%, 4967 jardas, 20 TDs, 17 INTs, 6.8 Y/A, 58.9 QBR

Eu não preciso falar muito para mostrar a diferença entre as duas temporadas, mas algumas em particular são mais significativas. A primeira é que o desabamento nesse número de TDs pode ser semi-explicado por dois fatores: um outlier bem grande em 2011, e um tremendo azar em 2012. Não é exatamente uma estatística comum, mas foi uma que chamou a atenção: nenhum jogador foi mais derrubado na linha de uma jarda do que Megatron ano passado. Nenhum nos últimos 20 anos, na verdade. Foi assim que Megatron caiu de 16 TDs para 5, e sem dúvida isso contribuiu para a grande redução no número de TDs aéreos de Stafford (em uma nota relacionada, Stafford teve 4 TDs terrestres contra 0 ano passado. Adivinhe). Eu acho que não preciso dizer que esse é um fator extremamente aleatório que, pesquisando na história da NFL (Bill Barnwell fez isso por mim) não existe nenhum precedente. Barnwell ainda nota que, na história da NFL, apenas 18 vezes um WR teve mais de 90 recepções e 1000 jardas em uma temporada com 5 TDs ou menos, e desses 18 apenas um continuou com 5 ou menos TDs na temporada seguinte (Wes Welker). Então considerando a extrema aleatoriedade de um jogador ser derrubado o tempo todo na linha de uma jarda com essa estatística, sim, podem draftar Megatron com tranquilidade no Draft que os TDs virão.

A segunda coisa que vale destacar é que  a tabela do Lions em termos de defesas enfrentadas em 2012 foi consideravelmente mais difícil, incluindo quatro contra a NFC West. E terceira fica para daqui a pouco. Mas mesmo assim, alguns fatores são um pouco preocupantes, especialmente a queda de aproveitamento nos passes e a queda de jardas por passe. Uma coisa que chamou a atenção foi uma mudança muito esquisita na mecânica de passe de Stafford, que em alguns momentos na temporada abandonou sua mecânica tradicional e começou a soltar passes de uma forma lateral, sem um movimento completo e um pouco parecida com a tão famosa mecânica do Tim Tebow. Eu não tenho dados para dizer quais foram seus números arremessando com cada mecânica, mas é o tipo de coisa que muitos especialistas que entendem melhor do que eu associaram a uma piora na precisão dos seus passes (QBs passes laterais como o de Staff normalmente possuem um aproveitamento pior nos passes, então existe alguma evidência para sustentar essa teoria, embora seja difícil falar nesse caso especificamente). Eu pessoalmente acho que Stafford devia ser multado a cada passe com essa mecânica torta que ele dá, mas o problema aqui é não da para saber se isso foi uma aberração dessa temporada ou se algo que vai se carregar pelo futuro. Talvez seja um resultado de fadiga de lançar tantos passes que possa ser contornada, talvez seja uma forma de aliviar a pressão no seu ombro (onde sofreu diversas lesões no começo de carreira) e que ele vá manter indo para frente. Não temos como saber se ele vai recuperar seu bom lançamento e isso vai se refletir em um aproveitamento melhor. O que eu posso atestar é o seguinte: apesar de estar na Liga já faz algum tempo, Stafford tem apenas 25 anos. Ele é três meses mais novo que Colin Kaepernick e quatro meses mais velho que Ryan Tannehil, então ainda tem espaço para uma evolução. Isso fica em aberto, por enquanto.

Mas o que o Lions pode e deve fazer para ajudar seu quarterback é dar a ele um melhor grupo no ataque. Sua linha ofensiva não é um problema (foi a melhor da Liga protegendo o QB e acima da média correndo), mas as alternativas que ele possui são. Em resumo, o problema é que o ataque e Stafford dependem demais de Megatron. A falta de um segundo WR confiável coloca pressão demais em Megatron, e mesmo que ele ainda consiga fazer milagres no estilo "joga para cima e ele que se vire", o fato é que as defesas direcionam mais recursos para parar o camisa 81. Isso significa que não só é mais difícil acertar Johnson com passes (e o risco de interceptação também é maior no caso de um lançamento pior), como significa que a defesa vai direcionar menos jogadores para o resto do seu ataque, deixando mais recebedores em situações favoráveis ou de mano a mano. O problema é que a equipe não possui bons recebedores para aproveitar essas situações favoráveis e punir a defesa por deixá-los livres, o que facilita que todo mundo corre para marcar Megatron. É uma situação muito difícil para seu QB também, que possui seu melhor jogador extremamente marcado mas nenhum outro alvo se desmarcando e conseguindo boas condições de receber um passe. Pense da seguinte maneira: em 2012, Megatron quase chegou a 2000 jardas aéreas e bateu o record da NFL. Enquanto isso acontecia, apenas UM outro WR de Detroit passou de 350 jardas: Titus Young, dispensado por ser uma diva que corria rotas erradas e se alinhava no lugar errado no ataque em "protesto" por não receber passes suficientes (segundo ele). Ryan Broyles chegou a 310 e nenhum outro passou de 250 jardas. So yeah, Detroit precisa urgentemente oferecer mais opções no jogo aéreo para ajudar o desenvolvimento de Stafford e aproveitar a atenção extra que Megatron atrai. Hoje, o plantel de Detroit possui alguns nomes interessantes (Nate Burleson, Broyles e Mike Thomas estavam temporada passada mas perderam muitos jogos, e o time trouxe Chaz Schillens) mas nenhum claro candidato a ocupar o campo ao lado de Megatron e de causar algum tipo de mudança defensiva nos adversários. Um pouco de saúde a mais para seus WRs vai ajudar, mas ainda falta um jogador explosivo para fazer os adversários pagarem, e Detroit não tem esse jogador. E sente falta.

O segundo ponto de interesse é o jogo terrestre, onde o mito é que o do Lions é muito ruim e afunda o ataque do time. É uma enorme besteira: Detroit teve o décimo segundo melhor ataque terrestre da NFL em 2012. Apesar de não ter um RB como Frank Gore ou Marshawn Lynch, Detroit conseguiu boa produção de jogadores como Mike Leshoure e Joique Bell, que combinaram para 4.1 Y/C mesmo enfrentando as melhores defesas terrestres da NFL todo santo jogo (foi o calendário mais difícil em termos de defesas terrestres adversárias da NFL). Então a falta de produção do jogo terrestre é de certa forma um mito, embora é fato que não tivessem um RB dominante que causasse pânico em defesas adversárias. Mas o problema é outro. Lembra da terceira coisa importante dos números de 2011 e 2012 do Matt Stafford? Olhe lá de novo os números de passes totais deles em cada temporada, 663 e 727. Os dois foram as maiores marcas da temporada, dois anos consecutivos. E quando seu QB está lançando quase em média 700 passses por temporada e tem um histórico de problemas no ombro (ao ponto que de repente ele muda sua mecânica de arremessos, que pode ou não estar relacionado) - e tendo ainda um ataque terrestre decente - eu nunca vou entender porque diabos o Lions insiste tanto e não aproveitar o chão (o argumento de que eles precisavam passar a bola por estarem atrás no placar é válido, mas não justifica tudo).

Na verdade, a única grande contratação do time para essa temporada foi justamente para ajudar o jogo terrestre, trazendo o dinâmico Reggie Bush. Eu achei uma boa contratação, mas talvez por um motivo diverso: Bush ajuda no jogo terrestre com sua explosão e velocidade, é um jogador que sabe aproveitar os espaços da linha ofensiva (e como eu disse, a de Detroit tem jogado muito bem) e explodir para ganhos, tendo nos últimos quatro anos média de jardas por corrida de 4.7. Isso vai ser muito importante para Detroit expandir o uso de seu jogo terrestre como devia ter feito ha muito tempo, mas tlavez mais importante, Bush é um dos melhores RBs da NFL recebendo passes: desde que entrou na NFL, ele é o terceiro RB com mais jardas aéreas na Liga tendo jogado 12 jogos a menos que o primeiro colocado (Steven Jackson). Esse dinamismo e versatilidade vai ser crucial para um time que precisa desesperadamente de mais opções de passe para liberar Megatron, como já foi dito, e era uma função de enorme carência na equipe desde que Jahvid Best machucou pela primeira vez. Hoje os ataques da NFL dependem muito desse tipo de jogada, e com Leshoure para dar alguma profundidade pelo chão, as recepções de Bush - se bem usado, o que é sempre uma dúvida com um HC tão incompetente - podem ser o ingrediente que o time precisava para se virar pelo ar sem um segundo WR.

A defesa é uma unidade mais complicada, 24th na NFL em 2012 e que muita gente aponta como ainda pior em 2013 dada a saída do bom (mas muito overrated) Cliff Avril. Elas não sabem do que estão falando, though. Essa defesa foi 9th overall em 2011 e boa parte dessa piora se resume a lesões e ao seu incrível (e dificilmente duplicável) azar com fumbles recuperados, o que fez dessa unidade muito ruim forçando turnovers. Na verdade, Detroit reforçou de forma inteligente sua defesa, e foram adições que fazem sentido quando chegamos nos números. A primeira coisa a reparar é que a equipe não ficou parada com a saída de Cliff Avril, foi atrás de reforços para sua linha defensiva e trouxe o underrated Israel Idonije de Chicago e o sólido Jason Jones de Seattle. Além disso, usou sua alta escolha de Draft para draftar Ziggy Ansah, um DE extremamente atlético que vai se beneficiar imensamente da atenção dispensada a Ndamukong Suh e Nick Fairley pelo meio da defesa. Essa linha defensiva de Suh, Fairley (que deve ganhar um papel maior na equipe e é uma força da natureza quando está focado), Ansah e Idonije/Jones tem tudo para ser uma das melhores (ou a melhor) da NFL. A saída de Avril foi bem compensada (especialmente em termos salariais) e mais espaço para Fairley deve ser suficiente para essa linha de frente ser ainda mais mortal em 2013.

Mas a região que mais se reforçou foi a secundária. Detroit terminou 21st em defesa aérea temporada passada, mas vale lembrar que a equipe perdeu seu bom safety Louis Delmas por nove jogos. Delmas está de volta e é um dos melhores safeties da NFL quando saudável, e o Lions ainda trouxe mais reforços. O primeiro foi o bom Glover Quin, um jogador muito importante na ótima defesa de Houston temporada passada. Quin é um SS que deve fazer dupla com Delmas na secundária. E além disso, vale destacar que o Lions foi bem ano passado com Chris Houston indo em cima de WRs #1, mas foi horrível (segundo pior da Liga) contra WRs #2, então o time usou uma escolha de segunda rodada para trazer um novo CB para ser titular do outro lado do campo em Darius Slay. Então foi uma unidade que manteve suas principais forças com sua fortíssima linha defensiva, e reforçou consideravelmente a secundária em relação ao ano anterior. Considerando o incrível azar desse time com fumbles regredindo, essa é uma unidade para se monitorar em 2013.

Btw, um último ponto. Normalmente eu não levo muito em conta Special Teams por ser algo muito flutuante e impreciso: o Ravens teve o melhor ST da temporada regular e tomou dois TDs de retorno no mesmo jogo contra o Broncos, por exemplo. Mas vale citar que o Lions teve o segundo pior ST de toda a temporada passada e talvez o pior retornador, Stefan Logan, que teve seis muffed punts, pediu fair catch na linha de 4 jardas e foi em geral extremamente incompetente. Logan não vai mais retornar nada em 2012, então só essa adição por subtração já deve ajudar a equipe.

Então sim, o Lions é meu grande candidato a "volta por cima" de 2013: eles foram influenciados negativamente por quase qualquer métrica imaginável (e até umas novas!), foram um time muito melhor em 2012 do que pareceram e já seria um candidato imenso a melhorar só por questões naturais. Mas além disso eles adicionaram componentes importantes a equipe, e possuem um núcleo extremamente jovem do qual podemos esperar uma evolução normal. Suh é um jogador muito underrated porque todo mundo presta atenção as suas atitudes inconvenientes e porque seu time perde (Richard Sherman faz a mesma coisa e todo mundo acha o máximo porque o time dele ganha, por exemplo), mas é um excelente jogador, e essa defesa está cheia de jovens atletas como Ansah e Fairley. O ataque tem seus problemas que não vão melhorar muito enquanto não trouxerem outro bom WR, mas possui uma boa linha ofensiva, adicionou uma peça importante e ainda tem Calvin Freaking Johnson, então ruim não vão ser. A defesa tem tudo para dar a volta por cima depois de uma temporada 2012 ruim e azarada. Então se Detroit era um time na verdade 6,5 mesmo com um calendário do inferno (a equipe projeta ter um calendário muito difícil em 2013 com base nos records de 2012, mas grande parte dos times são candidatos a regressão) e um azar espetacular em quase tudo que seja possível imaginar (especialmente fumbles), esse time com adições importantes e um ano a mais para desenvolver suas jovens estrelas coloca a equipe aonde? Difícil dizer, mas algo como 8-8 ou 9-7 está em jogo.

Ainda existe alguma dúvida sobre alguns fatores, especialmente Matt Stafford, a capacidade do ataque de jogar fora de Megatron (hoje ele é extremamente previsível) e da defesa de se ajustar a suas novas peças. Mas o talento está lá mesmo numa divisão brutal, e para mim o Lions tem tudo para terminar 8-8 ou melhor e brigar por uma vaga de playoffs. A NFC está brutal e talvez seja necessário chegar a 10 ou 11 vitórias para garantir essa vaga, o que talvez esteja um pouco fora do esperado para a equipe, mas com um pouco de sorte não é bom dormir nesse time de Detroit. Muito talento, muito potencial de evolução. Agora pode ir lá tirar sarro do amigo que acha que vão ser ruins mais uma vez e faturar algum dinheiro fácil.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Calouro ofensivo, calouro defensivo,comeback player of the year e MVP

Continuando os posts sobre os prêmios, foram divulgados mais três: Calouro ofensivo do ano, calouro defensivo do ano e comeback player of the year, o intraduzível prêmio pro jogador que melhor deu a volta por cima. O prêmio mais importante, de MVP, ainda não saiu, mas quando sair eu venho aqui e complemento o post. Mas tudo bem, hoje ninguém liga pra isso, o que importa é o que vai começar hoje às 9:30 da noite, o Super Bowl XLV. Mas enquanto a gente espera ansiosamente por isso, vamos falar um pouquinho desses três prêmios. Que, aliás, foram prêmios problemáticos para esse blog. Para quem não lembra, eu fiz um post falando dos meus palpites pra cada um dos prêmios da temporada, e não só falando sobre o que são os prêmios e quem eu achava que deveria ganhá-los como também disse porque eu achava que eles deveriam (ou iriam) ganhar o prêmio. Acontece que, para esses três prêmios, eu acertei os vencedores, e ai eu já disse nesse post acima todos os motivos sobre porque eles deveriam ganhar e não tenho muito mais pra falar. Mas tudo bem, vamos aproveitar pra falar um pouco melhor.

Offensive Rookie of the Year (Calouro ofensivo do ano)
E não tivemos nenhuma surpresa nessa votação novamente, o vencedor foi o Sam Bradford, Quarterback do Saint Louis Rams e primeira escolha no draft de 2010. E, como não poderia deixar de ser, a votação foi quase unânime: foram 44 de 50 votos pro Bradford, a maior vantagem até então nas votações pra essa temporada. O segundo colocado foi o Mike Williams, WR do Bucs, com seis, e o Maurkice Pouncey, Center do Pittsburgh Steelers e que está fora do Super Bowl dessa noite, foi o outro que recebeu votos, dois. O que eu escrevi naquele post, pra quem tem preguiça de ler, sobre o Bradford foi o seguinte:

"Essa temporada o Mike Williams do Bucs até merecia menção honrosa, mas não da pra negar tudo que o Sam Bradford, primeira escolha do draft, fez. Ele estabeleceu um novo recorde de calouros numa temporada pra passes completos e tentados (Não teve o de melhor porcentagem, mas já ta bom) e teve marcas impressionantes pra um calouro: 3500 jardas, 18 touchdowns e 15 interceptações, um saldo positivo. Quando Peyton Manning entrou na Liga como calouro, estabeleceu novos recordes de QBs calouros pra TDs (26) e interceptações (28), saldo negativo. Também vale a pena lembrar que o Bradford joga num time ridículo, não conta com WRs confiáveis e o melhor jogador do time é o seu RB, que pelo menos ajuda a aproximar a defesa da linha de scrimmage. Ele fez muito com um elenco muito limitado e quase levou o time, que tinha sido o pior da temporada em 2009, pros playoffs."

Acho que isso resume a maior parte dos motivos pro cara ser eleito o OROY, até porque a posição de QB é a posição mais importante dentro de um campo de futebol americano, o líder do ataque, e é normal que os jogadores dessa posição tenham em suas ações um peso maior, tanto quando acertam como quando erram. E o Bradford acertou muito essa temporada, revolucionou o seu time e mostrou muita maturidade pra um calouro. Para quem perdeu esse moleque jogando, aqui está uma pequena mostra do talento docara:



Defensive Rookie of the Year (Calouro defensivo do ano)
A primeira regra do draft da NFL é a seguinte: Nunca deixe passar um grande Quarterback. Foi essa máxima que levou o Rams a escolher o Bradford em primeiro no draft, acertadamente. No entanto, antes do draft muitos falavam que o melhor jogador disponível desse draft não era um Quarterback. E eu disse que o Bradford foi o jogador que ganhou um prêmio esse fim de ano com a maior unanimidade até então, mas essa honra durou pouco. Minutos depois de terem anunciado que o Bradford levou o prêmio pra casa com 44 de 50 votos, a segunda escolha do draft e cotado como o melhor jogador disponível aquela noite, o Defensive Tackle Ndamukong Suh levou o prêmio de calouro defensivo do ano com incríveis 48 votos, enquanto o Cornerback Devin McCourty, do Patriots, ficou com os outros dois votos. Como eu disse no outro post:

"Mas é difícil fugir do Ndamukong Suh nesse ano. Ele liderou TODOS os DTs da Liga essa temporada em sacks com 10, liderou também todos os calouros nesse quesito, foi o líder de calouros DTs em tackles, teve um fumble retornado pra TD, uma interceptação e foi uma força dominante no interior da linha defensiva do Lions e o principal responsável pela melhora da defesa do time de Detroit. Sua velocidade e força motora é incrível, tem muita força e um grande controle do corpo e não é incomum vermos ele passando por dois marcadores juntos pra continuar em cima do QB."

Ou seja, por mais que o McCourty tenha sido um tremendo achado pelo Patriots e seja um excelente jogador, não dava mesmo pra não votar no Suh. Existem jogadores de vários tipos, bons, ruins, muito bons, mas o Suh é diferente, é um jogador que está num nível completamente diferente de qualquer outro calouro que tenha jogado essa temporada. A habilidade física desse cara é absurda, ele é muito talentoso, sabe usar seu corpo e tem uma força motora assustadora, ele é o tipo de jogador que é capaz de mudar toda uma defesa só estando por lá, não era incomum ver defesas colocando dois ou até três jogadores só para bloqueá-lo na linha de scrimmage, e também não era incomum ver ele passando por cima de dois jogadores como se eles não existissem e ainda chegar no Quarterback. No seu primeiro ano da Liga ele ja foi eleito pro All-Pro, o time da Liga formado pelos melhores jogadores de cada posição após uma votação dentro da própria Liga (não sendo voto popular, como no Pro Bowl), e na minha opinião ele já o melhor DT de toda a NFL. Como você vota contra um cara desses??
Aqui vai uma pequena amostra do que esse cara é capaz de fazer:





Comeback Player of the Year (Intraduzível, seria algo como 'Jogador que deu a volta por cima do ano')
Apesar de não ter sido tão unânime como foram as votações pra calouro do ano, em nenhum momento o Michael Vick teve esse prêmio ameaçado. E nem poderia. Se é um prêmio pra um jogador que esteve mal, por qualquer motivo que seja, e deu a volta por cima, não existe nenhum jogador que mereça mais do que o Michael Vick. Nas minhas palavras, em outro post:

"Mas nenhuma história chamou mais a atenção do que a do Michael Vick. Era um bom QB da Liga quando jogava até 2007, dinâmico e divertido, mas não estava na Elite. Foi preso por promover brigas de cachorros em sua residência, condenado a dois anos de cadeia, ficou um ano e meio preso, saiu, foi contratado pra ser o TERCEIRO QB de uma Franquia em decadência e começou o ano na reserva de um QB que só começou dois jogos na sua carreira. Mas Kevin Kolb machucou e ele assumiu a titularidade, levou o Eagles aos playoffs, foi um dos melhores jogadores da NFL e vai receber muitos votos pra MVP. Acho que entre todos os jogadores que 'deram a volta por cima' ele não só foi o que jogou melhor essa temporada como também foi o que saiu do buraco mais baixo pro ponto mais alto. "

Como um cara que vai preso, passa quase dois anos na cadeia e consegue voltar pra NFL e ainda ser um dos três melhores QBs da temporada não foi o cara que mais ou melhor deu a volta por cima essa temporada? O cara saiu do ponto mais baixo pro ponto mais alto (caso ganhe o MVP hoje a tarde), ou pra um dos pontos mais altos, em altíssimo nível e revolucionando totalmente o ataque do Eagles, um time que ja estava preparado pra encarar um processo de reformulação e transição. O cara foi sensacional o ano todo, ainda pode coroar isso com um título de MVP (Embora eu duvide) e isso depois de três anos praticamente fora da Liga, ano passado ele jogou só em formações wildcat como terceiro reserva do time. Independentemente de você gostar ou não do cara, achar que ele é bom ou mau caráter, que o que ele fez extra campo é isso ou aquilo, dentro de campo ele mereceu o prêmio como ninguém. Com 29,5 votos, ele ficou ainda muito à frente do Mike Williams do Seahawks, com oito votos apenas. Quer ver mais do que ele andou fazendo esse ano? Só ver o vídeo abaixo.




Most Valuable Player (Jogador mais valioso)
E finalmente saiu o prêmio de MVP, o prêmio mais importante e polêmico da temporada. O vencedor foi, lógico, Tom Brady, como todo mundo já esperava depois da brilhante temporada do QB e do seu time, que teve a melhor campanha da NFL com 14 vitórias e 2 derrotas enquanto ganhou de times fortes como Colts, Steelers e Jets, esse último um massacre épico. Mas pra ter uma noção melhor de como esse prêmio foi merecido, vale a pena falar que dos 50 votos, Brady recebeu nada menos que todos os 50! Foi unânime, nada que eu falasse sobre o Quarterback poderia falar mais alto do que isso, a primeira vez que essa unanimidade ocorre no prêmio de MVP desde que o atual formato foi instituido. Ele se tornou apenas o oitavo jogador da história da NFL a ganhar mais de um MVP, se juntando a grandes jogadores e até lendas, como Joe Montana, Johnny Unitas, Brett Favre, Peyton Manning, Steve Young, Jim Brown e Kurt Warner. Quem quiser saber mais detalhadamente o porque desse prêmio vale a pena conferir o que eu escrevi no post linkado la em cima. Não vou colar aqui porque iria ficar grande demais, mas quem quiser, vale a pena. O outro MVP de Brady foi em 2007, quando ele bateu o recorde de mais passes pra touchdown, com 50, e liderou o maior ataque da história da NFL e recebeu 49 dos 50 votos pro prêmio. Vale ressaltar que o MVP é um prêmio que leva em conta apenas a temporada regular, e não os playoffs.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Resumo da semana da NFL - Parte I

Foi uma semana meio bizarra: Viradas absurdas, times lixos ganhando de candidatos ao título, o Chargers tendo punt bloqueado e tres jogos decididos na prorrogação. Ou seja, uma semana normal, considerando essa temporada. Vamos começar com os primeiros jogos da semana:


"Vocês, número um da NFC? É pegadinha, né? Cadê a câmera?"

Tampa Bay Buccaneers 21 vs 27 Atlanta Falcons
Apesar de ainda ter o Saints na conversa, essa batalha era entre os dois melhores times da NFC South e segundo o técnico do Bucs, Raheem Morris, seu time era o melhor de toda a NFC. (Apesar de eu ainda achar o time do Bucs um time bom pra daqui a uns anos, mas pra agora o record engana). Mas parece que os Falcons não concordaram muito e mostraram isso num jogo duro no Georgia Dome que só foi definido no final. E quem levou o time do Falcons a essa vitória foi o RB Michael Turner, com 100 jardas e 2 TDs. Num jogo onde os QBs foram discretos (Matt Ryan com 235 jardas e 1 TD, Josh Freeman com 190 jardas e 2 TDs mas 2 Ints) quem acabou decidindo mesmo foi o jogo terrestre e como os times conseguiram defendê-lo. A prova? A ultima jogada do Bucs na partida. 4th and 1 na linha de 2 do Falcons, o Bucs deu a bola pra LeGarrett Blount conquistar o first down e talvez até o touchdown, mas Thomas DeCoud brotou do chão pra derrubar o running back atrás da linha de scrimmage pra ganhar a posse de bola. Michael Turner matou o jogo com um first down em tres corridas. O Falcons continua fazendo sua fama como um dos melhores (O melhor?) time da NFC, e Turner saudável é essencial. O Bucs mais uma vez mostra que realmente é forte e que daqui a um ou dois anos (e um ou dois drafts) será um time muito interessante.

Donte Stallworth com cara de quem ta jogando alcoolizado

Miami Dolphins 10 vs 26 Baltimore Ravens
O Miami estava 4-0 fora de casa na temporada e nos ultimos tres jogos o kicker Dan Carpenter tinha acertando uns cinco FGs por jogo. Mas dessa vez a situação se inverteu, quem acertou quatro field goals foi Billy Cundiff, do Ravens, e o time de Ohio acabou com a sequencia de vitórias fora de Miami dos Dolphins. Alem de marcar tambem o segundo jogo desde a volta de Ed Reed (Que saiu com mais uma interceptação, a terceira desde que voltou), o jogo marcou a volta de Donte Stallworth aos campos. Stallworth foi peça fundamental do ataque mítico do Patriots de 2007 e saiu do time no final do ano, após a derrota no Super Bowl. Stallworth foi pro Browns, onde teve temporada discreta. Em 2009, foi suspenso pela NFL por toda a temporada por atropelar e matar um pedestre enquanto dirigia bebado. Em 2010 chegou ao Ravens pra ser o parceiro de Anquan Boldin, mas uma lesão o forçou a perder os primeiros oito jogos do time. Tudo bem, Stallworth nao pegou nenhuma bola, mas ja é um avanço conseguir jogar hoje, e deve estar pronto pros playoffs - Se vai jogar ou não é outra história.

Antes do jogo, Jason La Canfora, analista da NFL.com, disse que o Dolphins era o time que mais relutava ao deixar o QB soltar a bola e que pra derrotar a defesa do Ravens era necessario jogo aéreo, que Chad Henne soltasse mais o braço. Ele soltou, mas não deu certo: Foram tres interceptações e nenhum touchdown e 230 jardas, em contrapartida com as 266 e 2 TDs do Joe Flacco. A defesa do Dolphins tem melhorado bastante, mas o ataque ainda está muito aquem do que pode produzir: O time exagera com o jogo terrestre e escolhe mal as horas de seguir com ele ou com o braço do Henne. Pra um exemplo prático, o TD terrestre do Ronnie Brown foi apenas o terceiro terrestre do time no ano. Disse antes e repito: O Dolphins ainda não conseguiu equilibrar eficientemente ataque aéreo e terrestre, e é bom aprender logo ou pode ser tarde demais, a AFC ta forte e equilibrada demais e o Dolphins ainda disputa a divisão com Patriots e Jets.


Não se anima não Cutler, era o Bills

Chicago Bears 22 vs 19 Buffallo Bills
E o Jay Cutler conseguiu não ser interceptado contra o pior time da NFL. Dessa vez em Toronto,  Bears voltou a ganhar e o Bills voltou a perder, agora está 0-8 e é disparado o pior time da NFL. Não que Jay Cutler tenha jogado muito bem, mas foram dois TDs, um deles no fim do quarto periodo, que foram suficiente pro Bears vencer (com dificuldades) o pior time da Liga. O Celo, como torcedor do Bears, provavelmente diria algo como 'Po, o Bills perde apertado de todos os favoritos ao títutlo, foi assim com Patriots e Ravens. Portanto o Bears tambem é favorito ao título!'. É sério, torcer pra algum time pode te deixar cego. Eu ainda acredito que o Niners vai pros playoffs, afinal!

No final foi um jogo tão feio que nem sei se vale a pena comentar. As 46 jardas terrestres do Bills foram tristes, o que forçou Ryan Fitzpatrick a soltar o braço 51 vezes. Tudo bem, foram 31 passes completos e 299 jardas, mas duas interceptações. E só pra não dizer que o Cutler nao cometeu turnovers, ele teve um fumble, então o fim do mundo não REALMENTE chegou. Talvez semana que vem, nunca se sabe.

O trio parada dura de Carolina

New Orleans Saints 34 vs 3 Carolina Panthers
Eu falei dia desses sobre times com problemas com QBs. Eu acabei deixando o Panthers de fora porque o problema deles não era uma questão de quem é o QB certo e afins: Ninguem lá presta. Tudo bem, a gente da o benefício da dúvida pro Jimmy Clausen porque ele é calouro, entrou numa tremenda fria e o time como um todo não ajuda, o cara mostrou talento no College e ainda pode vir a fazer algo de bom. Mas o time ta com problemas sérios. Contra o Saints, foi mais uma série de problemas: Jimmy Clausen nao foi nada bem, Matt Moore, que jogou bem no final do ano passado e chegou a dar sinais que poderia herdar o lugar de Jake Delhomme (Sério, o Delhomme ja foi bom!), entrou e tambem jogou bem mal e acabou dando lugar ao outro calouro do time, Tony Pike, que - surpresa! - não jogou nada. Drew Brees nem jogou tão bem assim, e nem precisou, o jogo terrestre foi bem, e o time administrou o jogo tranquilamente e se aproveitou dos erros do Panthers pra levar sua sexta vitória pra casa.


Peyton Hillis exibe todo seu sex appeal pra tentar conseguir uma namorada

New England Patriots 14 vs 34 Cleveland Browns
O Browns perdeu de Bucs, Chiefs, Ravens, Falcons e Steelers, e ganhou de Bengals, Saints e agora Patriots. Da o que pensar, não da? Será que, com uma tabela mais facil, o Browns não estaria o bagaço que está? Da até pra imaginar algo de bom pra esse time no futuro. Esse jogo tambem confirmou (alem do fim do mundo iminente) que eu sou um grande pé frio: só porque eu estava escrevendo um post sobre o Patriots, falando de como eles conseguiram dar a volta por cima com uma defesa fraca, um começo de ano irregular e a saida de Randy Moss, o time vai lá e cede 184 jardas e 2 TDs pro Peyton Hillis, ajudado por uma boa partida daquele QB talentosocom uma namorada gostosa. Não, não Tom Brady, e sim Colt McCoy. Defendo semrpe que posso aqui o calouro, inclusive defendi no post que eu citei acima sobre QBs, e ele ta me dando razão pra tal. E ele tem o companheiro perfeito rpa um QB calouro que precisa de tempo pra desenvolver seu jogo, que é um bom RB. Um bom RB mantem a bola se movendo, evita que McCoy tenha que soltar tanto o braço e fique vulnerável, e ainda ajuda a abrir um pouco a defesa. McCoy acertou 14 de 19 passes pra 174 jardas, nao teve turnovers e correu pra um TD de 16 jardas, alem de acertar os passes importantes nos momentos certos - principalmente terceiras descidas.

Do lado do Patriots, Brady não foi mal, 224 jardas e 2 TDs, mas dessa vez o jogo terrestre (Que pra mim foi um dos motivos da ressureição do Patriots na temporada) não ajudou e o QB, que frequentemente foi colocado em situações complicadas de terceira descida, não conseguiu ser brilhante pra mudar essa situação, apenas bom, e dessa vez isso não bastou. Sem o jogo terrestre pra fazer o relógio correr e manter a defesa fora de campo, ela foi presa fácil pra Hillis, que fez a festa. Quem tambem voltou nesse jogo foi Logan Mankins, o último dos 'fujões', que jogou (mal) de titular pros Patriots. Mankins ja havia sido inscrito mas não tinha se apresentado junto ao time, e portanto não teve que cumprir os tres jogos de suspensão que Vincent Jackson está cumprindo. Não é o fim do mundo, mas liga o sinal de alerta em New England. O time terá jogos dificeis, vai pra Pittsburgh e depois recebe o Colts. É importante que o time consiga produzir contra esses dois times fortes, porque se o time cair pra 6-4 pode se complicar na AFC.


Agora o Suh sabe como é estar do outro lado

New York Jets 23 vs 20 Detroit Lions
Era tudo que o Patriots precisava pra fechar bem o dia: Depois de tar ganhando de 20 a 10, o Lions deixou o Jets empatar, levar pra prorrogação e ganhar com um FG de Nick Folk. Mark Sanchez não jogou bem a maior parte do jogo, mas quando precisou ele conduziu a campanha pra TD feito por ele mesmo, levou o jogo pra prorrogação, onde acertou um passe de 52 jardas pra Santonio Holmes pra posicionar o FG de Folk.

Apesar das diferenças de campanhas (5-2 contra 2-5), quem dominou o começo do jogo foi o Lions: Matthew Stafford jogou bem, fez dois passes pra touchdown e ainda correu pra um terceiro, mas Ndamukong Suh mostrou que como kicker é um excelente defensive tackle e errou um extra point, substituindo um lesionado John Hanson (Alias hoje foi o dia dos engraçadinhos, Wes Welker tambem chutou um extra point na derrota do Patriots, mas ele acertou). Depois de terem aberto 20-10, o Jets ainda demorou pra respondeu com a campanha que resultou no touchdown de Sanchez. Mas a bola voltou pro Lions e, numa 3 pra 6 jardas com 2 minutos no relógio e com o Jets sem tempos pra pedir, o técnico decidiu nao correr com a bola e sim arriscar um passe. Mas o passe foi incompleto e Sanchez recebeu a bola com mais de 1:40 no relógio, tempo que ele usou até o final pra chutar um FG com o relógio zerado, mostrando como a decisão foi equivocada e que o Lions estaria muito melhor pra vencer o jogo se tivessem corrido e o Sanchez recebido a bola com 1:05. Esse erro de chamada acabou custando o jogo, pois logo na campanha inicial da prorrogação e após o passe longo de Sanchez, Folk deu numeros finais à partida e manteve o Jets junto ao Patriots, que perdeu.


É isso ai galera, amanha tem mais. Alias, o Packers está destruindo o Dallas de uma forma tão humilhante que até desliguei a TV e liguei o League PAss pra acompanhar Lakers vs Blazers. Cheguei à conclusão que vou deixar a cobertura de NFL mais completa por enquanto, e mais pra frente eu vou falando mais de NBA gradativamente, me dedicando 100% a ela com o fim do Super Bowl. Aceito sugestões!