Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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terça-feira, 12 de abril de 2011

E o MVP vai para...

O Troféu Maurice Podoloff é muito melhor que o Oscar


Chegou a hora de finalmente falar do prêmio individual mais importante e mais polêmico de toda a NBA, o troféu Maurice Podoloff para o MVP da temporada regular. Eu sei, eu sei, de certa forma discutir esse prêmio é uma idiotice, mas eu já falei no post logo antes desse onde eu dou meus candidatos aos cinco outros prêmios da NBA (Técnico do ano, calouro do ano, sexto homem do ano, jogador que mais evoluiu e jogador defensivo do ano) que eu já mandei o bom senso pro inferno e tou agora só fazendo isso por diversão. Se bem que, pra falar a verdade, eu acho o troféu desse ano um assunto mais interessante do que nos últimos anos. E já aviso que ficou um dos maiores posts que a gente já fez, mas... bom, eu já desisti de me preocupar com isso. Eu recomendo e acho que vale muito a pena, e fiquem a vontade (Na verdade, sintam-se convidados) a comentar e dar a opinião de vocês.

O prêmio de MVP, assim como todos os outros da NBA, é muito subjetivo. Ele não apresenta um critério definido. Ele é um prêmio para o 'jogador mais valioso', mas o que isso significa? É o jogador mais valioso pra Liga? Pro seu time? Individualmente? E o que qualifica um jogador como 'mais valioso'? O melhor jogador? Mais valioso para o seu time? Bom, a gente pode ficar com essas perguntas inuteis até amanhã ou ir direto ao assunto, e pra surpresa de todo mundo eu vou direto ao assunto.

Como tudo nesse universo dos prêmios, ele se baseia em critérios pessoais e subjetivos de avaliação. Por isso, os meus critérios pra nomear o MVP são os meus critérios, não algum critério pré-estabelecido ou 'correto' pra isso. A prova é que até agora eu estou tentando me afogar na pia por não ter nomeado o Kevin Love o jogador que mais evoluiu na temporada. Mas tudo bem, isso acontece. Primeiro, o basquete é um esporte coletivo e o objetivo é que o time seja campeão, não que o jogador seja o MVP (Existem alguns dissidentes, pergunte pro Andray Blatche o que ele acha). Então por 'jogador mais valioso' eu prefiro entender como sendo o jogador mais valioso para o seu time. Ok, isso nos leva a mais 400 perguntas sobre o que é o jogador mais valioso para o time. É o que faz mais com menos? O que é o melhor jogador do melhor time? É o que tem melhor números individuais? Ou a gente deve usar um critério totalmente subjetivo?

O mais legal do basquete é que ele é um esporte que envolve uma parte objetiva, numérica, e outra parte subjetiva. Uma parte do basquete envolve estatísticas, pontos por jogo, PER (Player Efficiecy Rating) e tudo que pode ser mensurado por todo tipo de fórmula. Mas também tem outra que é muito mais subjetiva, que envolve análises, e a gente tem que confiar no que a gente vê mais no que pode ser medido. E pra se poder analisar um prêmio tão complexo como o MVP, a gente tem que considerar os dois lados, objetivo e subjetivo, pra tentar chegar a algum lugar.

E quando a gente fala em números, o candidato que vem à cabeça é o Lebron James, que tem números muito sólidos pra sustentar esse tipo de candidatura: Segundo da Liga em pontuação (26.7 ppg), 13º em assistências (7 apg), além dos 7.5 rebotes por jogo e de ser o primeiro da Liga em PER, com 28.6. Os números do Lebron são muto sólidos, ele joga num dos melhores times da Liga e é um dos melhores jogadores do planeta, e esses são os principais argumentos usados por quem coloca o Lebron como o MVP dessa temporada, e são argumentos inegáveis. Mas eu assisti muitos jogos do Miami Heat (alguns pra secar, alguns porque eram os melhores jogos da noite e muitos outros porque eu tinha muito interesse em ver o Big Three jogando) e, depois de tantos jogos, simplesmente não da pra falar que o Lebron é mais valioso para o Miami Heat do que o Dwyane Wade. Tudo bem, o Lebron é o jogador mais consistente do time, tem os melhores números e talvez seja até o melhor jogador no time, mas quem viu o Miami Heat jogar por um longo período de tempo - em especial os períodos conturbados - sabe que quem é o verdadeiro dono, o verdadeiro líder do time de Miami é o Wade. Quando o Eric Spolestra tentou mudar o estilo de jogo do Lebron e do Wade pra melhor combinarem em quadra, quem conseguiu fazer isso foi o Wade, ele quem começou a jogar mais sem a bola, finalizar de formas diferentes e se tornou um jogador de equipe muito mais importante do que o Lebron. E o Miami só começou a decidir jogos no final da partida quando quem começou a ter o papel de closer do time foi o Wade, antes o time sempre sentia medo quando chegava ano final de um jogo difícil. É o tipo de coisa que não aparece nas estatísticas mas que está dentro de quadra, toda noite, fazendo a diferença. É o intangível, o subjetivo, que é tão difícil de mensurar e analisar mas que é de extrema importância.

Outro candidato que tem sua sustentação em números mas também possui uma boa dose do resto é o Dwight Howard. Ele é o 10º cestinha da Liga com 23 ppg, o segundo em rebotes com 14.1 rpg e é o segundo colocado em PER com 28.4, só 0.2 a menos que o Lebron. Mas tem mais do que só números pro Dwight Howard: Ele é uma parede defensiva, eu mesmo disse ontem que votaria nele pra jogador de defesa da temporada, e ele é o principal responsável pela defesa do Magic estar entre as melhores da Liga mesmo com tanto jogador fraco defensivamente em volta. Ele é importantíssimo pra defesa do Magic, e além disso ele teve uma melhora assustadora no seu jogo ofensivo, que antes consistia apenas de pura força física mas que agora parece estar muito mais elaborada depois de um período de treinamentos com o Hakeem Olajuwon nas férias. Tudo bem, ele ainda não é tão confiável ofensivamente se não tiver a bola longe da cesta, mas já melhorou bastante em relação ao ano passado e está até acertando mais lances livres. O Dwight tem números, um impacto muito grande no seu time e é um jogador que evoluiu seu jogo. O que está faltando pra ele?

Pra mim o problema dele é simples, e é a forma como ele afeta o seu time, mais uma das "chatices" subjetivas que são tão importantes pro basquete. Cada jogador que está dentro de quadra afeta todos os outros jogadores do seu time de alguma forma, nem que seja matando eles de riso como o Brian Scalabrine. E o melhor jogador de um time - no caso do Orlando, Dwight - é o jogador que deve assumir o papel do líder, tem que exercer esse papel de liderança e ditar o ritmo do seu time. O melhor jogador de um time, que deveria ser o mais valioso pro seu time em toda a Liga, tem que fazer o possível - objetiva e subjetivamente - para que seu time seja melhor. E eu simplesmente não consigo falar disso de um jogador como o Dwight Howard, que as vezes parece que entra em quadra desinteressado, que toma faltas técnicas a torto e a direito, e principalmente que some nos momentos decisivos das partidas. O Dwight revoluciona defensivamente o Magic quando pisa na quadra, melhorou muito o seu jogo e é muito eficiente jogando, isso tudo afeta positivamente o Magic e faz sua campanha pra MVP, mas ao mesmo tempo a sua absoluta incapacidade de decidir jogos no final (Jameer Nelson é o closer do Magic, meu Deus, Jameer Nelson!) , o tipo de falta que ele costuma cometer de forma desnecessária e prejudicial ao time (Incluindo as técnicas) e principalmente o fato de ele não ter uma mentalidade que busca a vitória a todo custo para passar para seus companheiros como o líder do time são coisas que prejudicam e muito o time de Orlando! O Howard é um ótimo jogador, e é isso que ele é. Ele ainda não assumiu o papel de líder dos companheiros. O Lebron não é o líder do Heat, é o Wade, mas isso não quer dizer que ele não entre com sangue nos olhos todo jogo querendo vencer a todo custo. E o Wade é assim num nível ainda maior que ele. E essa marca dos grandes jogadores e líderes, o Howard não tem, e isso afeta diretamente o rendimento do seu time ao longo do campeonato.


A verdade dessa temporada é que ela não teve um jogador que realmente jogou num nível acima dos demais. Não é sempre que temos isso, é verdade, mas sempre existe algum jogador que está claramente se destacando, como era o caso do Lebron ano passado, por exemplo. Ele tinha os números, a liderança, os intangíveis e fez o seu time ganhar tudo na temporada regular mesmo jogando em um time apenas mediano. A gente não tem um jogador desses nessa temporada, e por isso a gente fica achando tantos defeitos nos jogadores pra tentar achar um jogador lapidado no formato que a gente espera. Não tivemos um jogador assim. Mas isso não quer dizer, pelo menos pra mim, que não tivemos um MVP.


Eu falei ontem, quando comentei que o Tom Thibodeau era o meu técnico do ano, que fiquei bem chateado (talvez 'puto' seja a palavra mais adequada) quando soube que ele estava saindo do Boston Celtics e indo pro Chicago Bulls, já que eu gostava muito dele e achava ele genial. Mas isso também fez com que eu me identificasse mais com o Bulls e começasse a assistir cada vez mais jogos do time. O que foi ótimo, porque eu pude acompanhar, desde o começo da temporada, a ascenção do Derrick Rose. O Bulls começou o ano como um bom time mas em formação, que supostamente iria brigar com o Hawks pelo quarto lugar do Leste. Eu queria fazer um post sobre o Bulls faz muito tempo, mas nunca conseguia porque o Bulls nunca ficava saudável: Uma hora era o Carlos Boozer, outra o Joakim Noah, mas o Bulls nunca emendava uma sequência grande de jogos com o time titular pra que a gente pudesse analisar. Mas o Bulls continuou ganhando, ganhando, até que hoje é o campeão do Leste e um dos times mais temidos da NBA. E essa ascenção absurda tem dois nomes: Tom Thibodeau e Derrick Rose.

O ponto forte do time do Bulls - e também um dos argumentos mais usados por aqueles que não veem o Rose como o MVP da temporada - é, indicustivelmente, a defesa. O Thibodeau implementou sua mentalidade doentia e defensiva no time desde cedo, o Chicago começou a defender feito louco e o time tem a segunda melhor defesa da Liga em pontos por jogo e a melhor em Effective FG % dos oponentes e em pontos cedidos a cada 100 posses de bola. O time não é dos maiores pontuadores da Liga, tem apenas o 19º melhor ataque (11º se ajustado a cada 100 posses de bola), mas vence principalmente por causa da sua defesa sufocante. E isso é um mérito, como eu disse ontem, do Tom Thibodeau, porque o time não conta com grandes defensores individuais (só o Ronnie Brewer, no banco, e o Noah) e o próprio Rose, embora tenha melhorado e não seja um queijo suiço como o Steve Nash quando defende,  não é um defensor excepcional, e por isso muita gente diz que ele não é tão valioso assim porque o que ganha jogos é a defesa e o Rose não é um grande defensor.

Isso é muito verdade, e é inegável que o Bulls chegou ao topo do Leste por causa da sua defesa. E os números do Derrick Rose, embora bons o suficiente para um jogador estar na elite da Liga (24 ppg, sétimo da Liga, 7.8 assistências por jogo, 10º da Liga), não são também os melhores da Liga, estão abaixo de jogadores como Lebron, Howard e até o Kevin Durant, se contada a eficiência. Isso também é verdade. Mas eu já falei que números contam apenas parte da história quando a gente fala de basquete. E se por um lado o Bulls chegou aonde está em parte por causa do Thibodeau e sua defesa, também foi por causa do Rose.

O Thibodeau é um técnico novato. Tem muita experiência na Liga, mas como técnico, ele está começando agora. E ele chegou num time recém montado, onde começou a implementar seu estilo, tanto dentro como fora de quadra. Esse tipo de coisa nunca é fácil, jogadores nem sempre confiam em técnicos estreantes e geralmente demora para um time desses conseguir totalmente estar sob controle do técnico, algo muito importante quando seu técnico é tão bom e, como já dissemos, um dos grandes responsáveis pelo sucesso do time. O que aconteceu para o Thibodeau, no entanto, foi o Derrick Rose. O Rose assumiu tudo que seu técnico chegou pregando, tomou pra si a responsabilidade de liderar o time e começou a ser dentro de campo tudo que o Thibodeau pregava fora dele: ele joga com vontade do primeiro ao último minuto, não liga pros números, e se importa com a vitória mais do que qualquer coisa. Sem falar nada, sem fazer farol, o Rose cresceu pra se tornar o líder e a voz do técnico dentro do time, e foi o responsável pela mudança de postura do Chicago Bulls. O Bulls assumiu a personalidade do seu líder e melhor jogador dentro de quadra, o que acontece com os grandes craques nos grandes times. A vontade de o esforço que o Rose coloca a cada jogo e a cada treino é algo que motivou seus companheiros o ano todo a vencer, vencer e vencer. E é esse o tipo de líder que você quer para o seu time. Ele se importa, ele faz o que é necessário e joga com vontade o tempo todo. Mesmo que não afete a defesa do seu time com o seu jogo, ele afeta a defesa e todo o resto do seu time com a mentalidade e o compromisso que ele, como o líder e melhor jogador, fez o time assumir. Isso não pode ser medido, não pode ser contabilizado, mas isso é o tipo de coisa que faz os times vencerem!

Além disso, mesmo com uma defesa que toma apenas 90 pontos por jogo, você ainda precisa de um ataque que marque 91. E o Rose é o responsável por esse ataque estar funcionando. Ele é o único jogador do Bulls que sabe jogar com a bola na mão, o único que é um passador capaz de abrir espaços junto com o Noah, e o único capaz de criar o próprio arremesso. Seus companheiros - Boozer, Luol Deng, Kyle Korver - são ótimos pra finalizar as jogadas, mas precisam de alguem que fique com a bola e os ache em situações propícias, e o Rose é quem faz isso 90% do tempo. Ele tem, talvez, mais responsabilidades ofensivas do que qualquer outro jogador da Liga (tirando talvez o Steve Nash e o Chris Paul) e mesmo assim continua competindo, dando o sangue e ganhando jogos para o Bulls. Ele não cansa de treinar e evoluir seu jogo, melhorou sua distribuição de jogo e seu arremesso de três, e isso também foi responsável pela melhora do time, porque abre espaço para os outros jogadores. E foi ele que de repente virou um dos melhores closers de toda a NBA e liderou o time mesmo sem Noah e sem Boozer durante a maior parte da temporada, e fez o seu time ganhar. Isso, repito, não se mede nem se calcula, mas é o que faz a diferença a cada segundo de uma partida.

E por trazer tudo isso para seu time, e tornar esse time sem nenhuma outra estrela o melhor time da NBA, o Derrick Rose é meu MVP para a temporada 2011 da NBA, e se juntar a Magic Johnson, Oscar Robertson, Bob Cousy e Nash como os únicos armadores a terem ganho o prêmio.

E se você ainda não está convencido da história dos números, vou apresentar o problema que o Bill Simmons apresentou na sua coluna (genial, diga-se de passagem) para fazer o mesmo ponto.

"Te apresento dois jogadores:

Player A: 27.2 PPG, 10.1 RPG, 4.2 APG, 54% FG, 76% FT, 28.4 PER, 16.6 WS, 60% TS%, 1st-team All-Defense.


Player B: 29.2 PPG, 5.9 RPG, 3.8 APG, 48% FG, 81% FT, 26.3 PER, 17.1 WS, 55% TS%, 1st-team All-Defense.


Quem era melhor? É apertado, mas você escolheu o jogador A, certo?? Bom, esses são os números combinados de Karl Malone e Michael Jordan para as temporadas 1997 e 1998 da NBA. Você acabou de escolher Malone. Obrigado e dirija com cuidado." - Bill Simmons em "NBA Power Poll: The contenders"

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Prêmios de final da temporada - NBA

A temporada regular está chegando ao seu fim (Aleluia!) e os playoffs já vão começar, mas como ninguém parece disposto a ficar quieto (O Thunder, que até uma semana atrás parecia morto no quarto lugar, já está a um jogo do Lakers, que está em segundo) e então não ta dando pra saber antecipadamente os confrontos dos playoffs pra começar a soltar os preview agora, vai ficar uma zona isso aqui quando finalmente acabar a temporada.

Mas fim de temporada também quer dizer que está na hora de anunciar os ganhadores (ou os candidatos, sei lá) dos prêmios individuais que a NBA distribui todo ano: MVP, Defensive Player of the Year, Rookie of the Year, Sixth Man of the Year, Most Improved Player e Coach of the Year . E se eu já reclamava que os prêmios da NFL eram subjetivos e sem um critério definido, os da NBA são 100 vezes piores, um dos motivos pelos quais eu estava relutante em fazer um post desses. Mas no final a diversão prevaleceu sobre o bom senso e eu vou dar meus palpites e meus critérios pra cada um desses prêmios malucos, começando por...


"COMO ASSIM ELES FIZERAM CINCO PONTOS?"

Coach of the Year (Técnico do ano)
A premissa é simples: Quem foi o melhor técnico nessa temporada? Mas claro que na hora do vamos ver nada é simples assim. O melhor técnico é o que tem mais vitórias? O que fez mais com menos? O que mudou tudo e viu seu time melhorar? O que teve uma sequência sem mudar nada? Bom, resumindo, não existe (pra variar) um critério aqui. Cada um usa o critério que achar melhor pra avaliar essa simples questão, "Quem foi o melhor técnico dessa temporada?", e não é a toa que tanta gente discorda quanto à resposta, afinal cada um usa o seu critério. E eu usei o meu pra nomear o Tom Thibodeau o técnico do ano da NBA.

O Chicago Bulls é, talvez, o melhor time da NBA no momento, tem o melhor record do Leste e ainda conta com uma escorregada do Spurs pra ficar com o melhor geral. O time chegou pela primeira vez a 60 vitórias desde que um tal de Michael Jordan se aposentou e é apontado por muitos como o favorito ao título. E é um time que ano passado mal chegou ao oitavo lugar do fraquíssimo Leste graças à lesão do Chris Bosh que tirou as chances do Toronto! Tudo bem, tem muita coisa que fez o Bulls passar de figurante pra favorito, um certo armador evoluiu com uma velocidade absurda, o time trouxe novos jogadores, mas o Bulls virou o time que é graças à sua defesa. O Tom Thibodeau é a mente defensiva mais insana que o mundo já viu desde a Segunda Guerra Mundial e ele foi o responsável pela defesa insandecida que o Celtics teve nos últimos anos (e também pelo prêmio de técnico do ano do Doc Rivers). Ele é um gênio, ele que parou Lebron James nos playoffs do ano passado e eu quase chorei quando soube que ele tava saindo do Celtics. E ele levou essa sua defesa pra Chicago, implementou seu esquema rígido por lá, aproveitou a chegada do Carlos Boozer (O primeiro jogador de garrafão decente do Bulls no ataque desde... Elton Brand?) pra montar um esquema ofensivo simples mas eficiente e implementou a defesa nos seus moldes desde cedo. E ele também foi responsável pela evolução do Derrick Rose dentro e fora de quadra, os dois se complementam perfeitamente e se hoje o Bulls é o que é, é por causa da mente doentia do Thibodeau e do talento insano do Derrick Rose. O Thibodeau leva aqui o meu voto pro seu prêmio individual. O do Rose...

Menções honrosas: Greg Popovich e seu Spurs que mais parece o Suns que eles tanto massacraram, Doug Collins e a bizarra ressureição do Sixers, George Karl e o Denver Sem-Carmelo-Mas-Melhor-Que-Nunca e por fim Nate McMillan e o Blazers.


Essa foto precisa MESMO de legenda?

Sixth Man of the Year (Sexto homem do ano)
O prêmio dado pro melhor jogador que jogou mais de metade das suas partidas saindo do banco de reservas, é meio estranho porque muitos jogadores tem minutos de titulares mesmo vindo do banco, mas pelo menos ele define bem UM dos critérios, o critério do "sexto homem". "Sexto homem" é a denominação comum usada para um jogador que é sempre a primeira opção do banco de reservas e que geralmente tem minutos de titular. Esse ano esse prêmio vai ser do Lamar Odom, mas de certa forma por falta de concorrência.

Não tou tentando questionar o talento e a importância dele, longe disso, eu adoro o Odom, mas eu não preciso discorrer aqui sobre a importância dele e o que ele faz de tão bom pra ser o sexto homem do ano simplesmente porque ele não tem uma concorrência séria. Eu podia ficar aqui falando de como ele foi importantíssimo pro Lakers com o Andrew Bynum machucado, como o Odom é um missmatch ambulante de dois metros de altura e que portanto pode ser o diferencial em qualquer jogo apertado, mas eu simplesmente não preciso. Quer dizer, quem seriam os concorrentes do Odom? Jason Terry? James Harden? Jamal Crawford?

O James Harden tem jogado muito bem ultimamente e tem sido importantíssimo pra desafogar o Thunder quando vem do banco, mas ele só assumiu de vez o papel de sexto homem agora. Foi o melhor depois do Odom, é verdade, mas ele começou o ano sem um papel muito definido no time, chegou a perder minutos pro Daequan Cook (Uma especie de Jason Kapono que pelo menos sabe se movimentar) e volta e meia tinha um bom jogo. Agora o Harden assumiu de vez o papel de sexto homem do time desde a saída do Jeff Green e tem sido um ótimo reserva, mas o Odom jogou bem o ano todo, não da pra comparar.

O Terry é um bom reserva, mas ele só sabe jogar no quarto período (O que não é ruim, mas também não é ótimo) e embora volta e meia exploda em algum jogo e tenha um pick and pop com o Dirk Nowitzky impossível de ser marcado, ele não tem sido nem de longe um jogador confiável para o Mavericks, as vezes o melhor jogador do banco do time é o Shawn Marion. E o Jamal Crawford não é nem sombra do jogador que foi ano passado e deve estar de saida, ponto final. O Odom é ótimo, baita jogador e tem milhões de argumentos a favor dele pra esse prêmio. Mas a verdade é que ele também não tem concorrência.


Aldridge está tentando entender como o Love não ganhou esse prêmio


Most Improved Player (Jogador que mais evoluiu)
Finalmente chegamos no prêmio mais subjetivo da história do mundo. O jogador que mais evoluiu consegue ser mais abstrato que 'jogador mais valioso', e eu falo sério. Como voce mede um jogador que evoluiu? Como o Bill Simmons sempre fala, não adianta olhar só pra estatísticas, isso é basquete e não baseball (Sim, ele ta avacalhado, mas ele tem um ponto). Não importa a mudança nos números, o que importa é o que levou a essa mudança. O Kevin Love é sensacional, eu sou fã dele desde quando ele era calouro, não canso de falar o quanto ele é impressionante, mas quem viu o Kevin Love jogar ano passado sabe que ele não mudou muito. O que acontece é que depois da saída do Al Jefferson o Love virou titular, ganhou mais minutos e o papel de ser a estrela do time em quadra. Não importa se o time perde por 40 desde que o Love esteja jogando bem, o Wolves deixou bme claro que não liga pra perder por enquanto. Com mais minutos e um papel mais importante, o Love aumentou em muito seus números pra um patamar absurdo, mas seu jogo continua basicamente o mesmo. Ótimo, mas o mesmo.

Eu também sigo outro critério pessoal, de que quanto melhor o jogador é, mais difícil é para ele evoluir (Menos áreas pra evoluir, por exemplo), e portanto uma melhora do Dwyane Wade é proporcionalmente melhor que uma melhora no JaValle McGee (Que se fizer uma cruzadinha já concorre a esse prêmio). Por isso meu voto vai pro Lamarcus Aldridge. O Aldridge era um bom ala de força, mas era chamado demais de 'soft' e jogava muito longe do garrafão, vivia dos seus arremessos de meia distância e podia fazer seus 20-25 pontos num dia bom mas não era um jogador que fosse um grande diferencial por muito tempo. E isso mudou absurdamente, agora o Aldridge parte pra dentro do garrafão, cava faltas, pega rebotes de ataque, da enterradas e isso tudo ainda acertando arremessos de meia distância. Ele melhorou um pouco como reboteiro, mas sua maior melhora foi dar uma nova dimensão ao seu jogo ofensivo, essa capacidade de bater pra dentro e pontuar no muque, e isso abriu um pouco mais pro seu jogo de meia distância. O Blazers perdeu Brandon Roy, perdeu Greg Oden (Nossa! Sério?!) mas o Aldridge segurou as pontas, levou o time nas costas e se o Blazers vai aos playoffs com a esperança de aprontar uma zebra, é porque o Aldridge evoluiu para o nível de estlela, e essa evolução vai muito além dos números. O motivo dele ser meu MIP.

Menções honrosas para o Kevin Love (Eu ainda vou me jogar da janela por não dar esse prêmio pra ele), pro melhor Role Player da Liga, o Arron Afflalo, pro Dorrell Wright, que ta fazendo tudo que o Heat queria quando mandou ele embora, e pra máquina de tocos Serge Ibaka. Ah sim, o Dwight Howard também merece ser lembrado, ele teve uma melhora absurda.


O poster é épico e auto explicativo. Sem mais.

Rookie of the Year (Calouro do ano)
Sinto muito John Wall, voce merece uma menção muito honrosa, tem tudo pra ser uma estrela na Liga, mas nenhum calouro chega perto desse monstro. Ele é o único jogador com média de 20 pontos, 12 rebotes e 3 assistências em toda a NBA, foi o jogador mais divertido de longe de se ver jogar e tem "Estrela" escrito na testa. E ele fez o mundo todo assistir jogos do Clippers, merece o prêmio e uma cobertura no Hawaii só por isso. Blake Griffin foi Blake Griffin, e ninguém mais foi. Ponto. Ah sim, ainda teve isso aqui, mas quem liga?

Tocos bizarros são a especialidade do Dwight. Além das cotoveladas.


Defensive Player of the Year (Jogador defensivo do ano)
Jogadores de garrafão são mais reconhecidos como jogadores defensivos porque jogam mais próximo da própria cesta na defesa e por isso são responsáveis por tocos e rebotes de defesa na maioria das vezes. E quando vemos o Marcus Camby recebendo esse prêmio, a gente percebe que o que realmente é valorizado aqui são tocos e rebotes de defesa. Isso muitas vezes distrai as pessoas que votam da defesa de perímetro que alguns jogadores exercem e que muitas vezes é tão importante quanto - se não mais que - a defesa no garrafão. E temos dois ótimos exemplos nessa temporada que merecem uma menção honrosa: Grant Hill e Andre Iguodala. O Hill, que tem 38 anos, de repente se reinventou como um defensor de perímetro absurdo, responsável por dar a jogadores como Kobe Bryant e Kevin Durant alguns dos seus piores jogos na temporada, e o Iguodala é um dos principais responsáveis pela ressureição do Sixers, defendendo todo santo dia o melhor jogador de perímetro da equipe adversária e sendo responsável por muitos dos contra ataques do Sixers.

Dito isso, não da pra não votar no Dwight Howard pela terceira vez seguida. O Dwight não é um grande defensor individual, ele costuma sofrer bastante com jogadores mais técnicos como Pau Gasol, Tim Duncan e até o Roy Hibbert no mano a mano, mas quando o assunto é defender o garrafão, ele ainda é o que mais faz a diferença na NBA. Seu time está recheado de jogadores como Jason Richardson, Gilbert Arenas e Hedo Turkoglu que não defendem nem no 21 e mesmo assim o Magic continua sendo um time com bons números defensivos e que é o segundo melhor da Liga em pontos sofridos próximos à cesta, só perdendo pro Lakers. E isso acontece porque o Dwight está lá pra defender o garrafão. Não sou o maior fã do mundo do Dwight Howard, mas nenhum jogador é tão importante defensivamente para seu time como o Superman.

Menção honrosa também para dois grandalhões que fazem muito bem o papel defensivo nas suas equipes, Tyson Chandler e Kevin Garnett.

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Opa, o MVP está faltando! Sim, ele está faltando porque eu acho que esse assunto merece ser aprofundado melhor e portanto merece um post à parte. Ele vai vir provavelmente amanhã, então não deixem de conferir.