Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Hack a Cast #13 - Especial: Scott Rafferty



Nesse Hack a Cast especial, tive a chance de falar com um dos meus ídolos do meio esportivo e editor chefe do excelente site Hardwood Paroxysm: Scott Rafferty.

Scott não é só o editor chefe do HP, mas também escreve para a revista Rolling Stones e para o Sporting News  - vocês realmente deveriam ler o que ele escreve, porque ele é muito bom.

Nesse episódio - excepcionalmente em inglês- eu e o Scott falamos sobre loteria, draft, Ingram vs Simmons, reconstrução pelo Draft, as opções do Celtics no #3, jovens times, Finais de conferência, e até possíveis pontos de interesses para as Finais. Um dos nosso melhores episódios!! Ouçam, compartilhem e espero que se divirtam tanto escutando-o como eu me diverti gravando.

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On this very special Hack a Cast, I talked to one of my sportswriting idols and editor-in-chief of the excellent Hardwood ParoxysmScott Rafferty.

Scott also writes for The Rolling Stones magazine and Sporting News , so you should really check his stuff out because he is really freaking good at it.

On this episode, Scott and I talked about lottery, NBA Draft, Ingram vs Simmons, rebuilding through draft, Boston's options at #3, young teams, conference finals, and even possible Finals previews. One of our best episodes ever! Please listen and share, and I hope you have as much fun listening to it as I did recording it.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Como arrumar a loteria da NBA

Resumo da temporada 2014 do 76ers (Imagem: SB Nation)



Com uma das melhores classe de draft em 11 anos a espreita na NCAA e um número muito alto de times dedicando a temporada 2013/14 da NBA a conseguir uma escolha alta de draft na tentativa de conseguir o próximo Anthony Davis ou Kevin Durant, voltou ao palco central de debates - tanto entre os altos escalões da NBA como nos círculos obscuros da internet - a questão do "tank". Para quem não sabe, "tank" é o termo usado vagamente em times que dedicam uma temporada - ou pelo menos uma parte dela - a serem o pior possível, com o objetivo de perder jogos, terminar o ano com um record ruim e ter uma escolha maior no draft. E essa prática parece ainda mais em voga atualmente.

Na temporada 2014, já temos Philadelphia, Boston, Milwaukee (que ironicamente montou um time para tentar os playoffs, mas quando viu que não ia dar jogou tudo para o alto), Orlando, Utah, Los Angeles Lakers e Sacramento em modo de tank, e é só questão de tempo para Detroit (precisa ficar com uma pick Top8 para não mandá-la para Charlotte), New Orleans (pick é só Top6 protegida), Nuggets e Cavaliers se juntarem ao time. São 11 times de 30 totais - ou seja, mais de 33% da NBA está jogando para perder nessa reta final de temporada. 

Embora exista um debate sobre se isso realmente é uma questão preocupante ou não, a questão é que a própria estrutura da NBA, dentro e fora de quadra, incentiva esse tipo de coisa. Temos anos e anos (e mais anos e anos) de evidência na história da NBA de que é extremamente difícil vencer um título na NBA sem pelo menos uma superestrela, e essas são bastante raras na liga. Além disso, é difícil conseguir uma estrela já estabelecida, especialmente se você é um time de mercado menor: jogadores assim são menos propensos a atingirem o mercado, e o novo CBA coloca fortes incentivos (um ano a mais de contrato e dinheiro extra) para que esses jogadores renovem com seus times ao invés de mudar de ares quando acaba seu contrato. Então a melhor (e as vezes única) forma que um time tem de conseguir esse tipo de jogador é o draft, e portanto não é a toa que tantos times decidam desmontar times medianos que não brigarão pelo título em uma tentativa de ser muito ruim, conseguir uma escolha alta na hora certa e pegar o próximo Anthony Davis.

Então esse é o lado da necessidade, a enorme importância de conseguir achar ouro no topo do draft para tentar brigar por um título. Mas tem o outro lado, que é a forma como a estrutura do draft incentiva esse tipo de coisa. Se você desmontar todo sue time na offseason, trocar dois dos seus melhores jogadores por bolachas, jogar Byron Mullens por 20 minutos, perder 20 jogos seguidos e terminar com a pior campanha da NBA - basicamente tudo que o Sixers fez nos últimos meses - o sistema de loteria da NBA te recompensa com 25% de chance de conseguir a 1st pick do draft e 100% de chance de conseguir uma das quatro primeiras. 

Em outras palavras, você tem incentivo demais na NBA para perder. Claro, os benefícios de ganhar existem: você incentiva seus torcedores a irem ao estádio, incentiva a compra de season tickets, vai vender mais camisas e outros produtos da equipe, e se for aos playoffs, vai ter a chance de sediar pelo menos dois jogos de playoffs. Não é como se ganhar viesse sem benefícios. A questão é que os benefícios de se destruir seu time, perder o máximo de jogos e terminar com uma das piores campanhas da liga são muito maiores. A regra da NBA é que, se o seu time não é bom o suficiente para brigar pelo título e não tem meios de crescer (ativos para uma troca bombástica, jogadores jovens em evolução, cap space, etc) é melhor que você jogue tudo fora, troque seus jogadores por ativos futuros e aposte no draft - especialmente depois que o Thunder executou esse plano a risca e virou um dos melhores times da NBA (a verdade é que não é tão simples assim, mas esse é assunto para outro post).

Algumas pessoas veem isso como um problema - se você incentiva um terço da liga a perder de propósito, você diminui a competitividade, torna jogos menos interessantes e diminui o interesse na NBA por parte do público. Muita gente se desliga da liga quando vê seu time jogando tão mal por muito tempo, e muitos fãs casuais podem se perder na letargia que vira o final da temporada regular quando tantos times estão interessados em perder. Outros veem isso como uma estratégia válida: se as regras da liga permitem e incentivam esse tipo de coisa, é uma alternativa de alto risco e alta recompensa com o objetivo final de conseguir uma superestrela no draft que pode dar muito errado e ser bastante custosa. Afinal, não é como se os jogadores e técnicos estivessem tentando perder de propósito dentro de quadra, é só uma estratégia da diretoria de depenar o plantel (modo FM: ligado) em troca de jogadores jovens e ativos futuros (o Sixers conseguiu Nerlens Noel e a 1st round pick do Pelicans, por exemplo) enquanto busca essa escolha alta de draft. Mas não importa sua visão, ambas parecem chegar em um consenso: a loteria da NBA é falha e precisa mudar.

Para quem não sabe como isso funciona, é simples: entre os 14 times da NBA que não vão aos playoffs tem um sorteio para determinar quem fica com as três primeiras escolhas do draft, usando bolas de ping-pong. Quanto pior sua colocação final na temporada, maior a chance de ganhar - 25% de chance de ganhar a 1st pick se você foi o pior time, enquanto que o 14th pior time (ou seja, o melhor a não ir para os playoffs, o último da loteria) tem só 0.5% de chance. Usando bolas de ping-pong, são sorteados times para as primeiras três escolhas do draft, e a partir dai é ordenado por ordem de pior campanha para melhor. A idéia é que você ainda tente ajudar mais os piores times, mas sem dar a eles a certeza da 1st pick para tirar uma parte do interesse no tank.

Claro, não funciona: tankar ainda é muito mais atraente do que tentar ir para os playoffs com um time mediano. E ultimamente, a NBA tem trabalhado em busca de uma nova solução para a loteria e para o draft que diminua o interesse no tank e incentive mais os times a tentar uma baga na pós-temporada.

Entre elas, uma das que tem ganho mais força e debate ultimamente é a da "roda", que o grande Zach Lowe explicou em detalhes. A idéia da "roda" é que os times sempre draftarão em uma posição pré-estabelecida em um esquema de rotatividade: ao longo de 30 anos, cada time vai draftar uma vesz em cada uma das 30 posições possíveis do draft. Então se eu tenho a 1st pick em 2014, eu teria a 30th pick em 2015, a 19th em 2016, e por ai vai, passando por todas as escolhas até voltar a ter a 1st pick em 2045 (para os detalhes exatos, recomendo ler o texto do Lowe). Como cada escolha é fixa e não depende da performance de cada time em um dado ano, ela desincentiva o tank e aumenta as chances de times bons ou medianos se reforçarem no draft. Mas claro, ela também gera alguns problemas: é muito mais difícil para times ruins se reforçarem escolhendo no Top6 apenas uma vez a cada seis anos; você coloca um peso maior na free agency (o que tecnicamente favoreceria times mais ricos ou de mercado maior); e você cria todo tipo de viés para jogadores que estão decidindo entrar no draft ou não (uma 1st pick projetada pode preferir voltar para a NCAA ao invés de ir para um time inferior). Algumas soluções já estão sendo propostas para solucionar alguns desses problemas - por exemplo, ao invés de o ciclo ser de 30 anos, ser de seis, e em cada etapa do ciclo o time escolher em um grupo de picks (1-6, 7-12, etc), e dentro desse grupo a posição de cada time seria selecionada por uma mini loteria. É mais um exemplo de como a NBA está investindo em solucionar o problema da loteria, mas como isso será feito ainda é alvo de debates. Zach Lowe propôs um debate muito interessante com diversas soluções e seus problemas (inclusive a citada acima para a "roda"), e a questão está ganhando força em ciclos da NBA.

Então como a idéia atual é fazer sugestões e criar modos para resolver o problema da loteria da melhor forma possível, eu tenho algumas sugestões. Não são totalmente minhas, algumas são totalmente inspiradas em outras teorias já existentes (os devidos créditos serão dados, claro), outras pegam emprestados detalhes, e por ai vai. Mas entre as muitas soluções possíveis, eu tenho três a sugerir que me parecem mais divertidas, mais justas e que melhor podem resolver alguns dos problemas atuais. Vamos da mais extrema para a mais razoável.

Chances iguais para toda a loteria - com uma diferença


Essa obviamente não é uma idéia nova, mas que eu sempre achei interessante. Se o problema é que você premia os times que perdem demais ao invés de se esforçar para manter um elenco competitivo, porque não tirar o incentivo do último lugar? Dando chances iguais para todo mundo, você mantém os incentivos dos times por vencer jogos, deixar um time competitivo e agradar a torcida e os consumidores, e ao mesmo tempo mantém os times da loteria como os beneficiados pelo draft. Assim o Sixers teria a mesma chance de ter a 1st pick e um franchise player que um time que tentou vencer jogos e ficou de fora dos playoffs por jogar em uma conferência ultra-forte, como o Wolves e o Suns. Porque francamente, porque o Sixers, que jogou uma temporada fora e avacalhou com seus jogos, deveria ser mais beneficiado pela sua temporada do que um time como o Wolves, que tentou vencer até o final mas não foi aos playoffs por jogar em um Oeste historicamente forte.

Então as chances iguais na loteria - e o sorteio pelo menos para as 6 primeiras picks, digamos - beneficiariam os times que quase chegaram aos playoffs e iria desincentivar os times que perdem de propósito. Você tem o benefício de montar um bom time e gastar dinheiro, e se não for bom o suficiente para ir aos playoffs, você continua tendo a chance de arrumar um grande jogador para continuar melhorando.

Claro, algumas reclamações logo aparecem para esse modelo. O primeiro é que torna mais difícil para times ruins se reconstruírem, já que se você chegou no fundo do poço por qualquer motivo (por exemplo, Lebron saindo do seu time) você não tem o consolo de pelo menos. E tem uma certa verdade. Mas esses são, hoje, uma minoria dos times que acabam com escolhas altas, a maioria sendo times que jogam fora seus jogadores para tankar (Sixers) ou que são incapazes demais por tempo demais de desenvolver jogadores e talentos (Kings). Porque recompensar esses caras em detrimento de times como Minnesota, Phoenix ou New Orleans, que vem desenvolvendo talentos, fazendo ótimos negócios (Luis Scola por Miles Plumlee, Gerald Green e uma 1st round pick, alguém?) e tentando chegar aos playoffs? Outros dizem que esse sistema valoriza demais a classe "média" da NBA e da a chance para times já bons de conseguirem os astros, mas de novo, qual o problema de reforçar times bons?! Você não pode ter times ótimos e recheados de talento sem ter outros times ruins. Se quer ser bom, que aproveite suas escolhas de primeira rodada não importa onde caiam (Paul George, DeMar DeRozan, Roy Hibbert, etc), desenvolva seus talentos e faça negócios inteligentes - seja uma boa organização ao invés de simplesmente ser ruim.

Claro, a grande objeção a esse esquema é que ele deixa o tank mais "fácil". Você pode tankar e tentar uma escolha alta de draft mesmo sem precisar jogar tudo fora e perder 20 jogos seguidos, sem trocar todos seus bons jogadores e sem descaradamente se esforçar para terminar 20-62 - é um tank mais fácil e mais discreto. Mas ai que entra a diferença: as duas 8th seeds dos playoffs TAMBÉM fariam parte da loteria - seria uma loteria com 16 times, e não 14 como é hoje. Isso serve para tornar a 8th seed - e portanto uma vaga nos playoffs - o MELHOR lugar para um time mediano ou fraco terminar a temporada, você tem os incentivos de costumes para ir aos playoffs (chance de tentar um upset, pelo menos dois jogos em casa, dinheiro extra, popularidade, visibilidade, etc) e ainda mantém as chances de conseguir um grande talento no draft. Em outras palavras, os times que estivessem no modo tank "light" facilitado por esse tipo de loteria agora tem um incentivo maior para se reforçar e tentar ir aos playoffs. E apesar da 8th seed poder gerar algum tank de final de temporada entre times que estão acima dela, ela também oferece desvantagens para um time que já estaria indo aos playoffs: ela é mais próxima da eliminação (e nesse caso você possivelmente estaria a um jogo ou dois dando errado de cair fora dos playoffs, já que a briga pela vaga entre as 10-8th sedes seria maior), e também significa um 1st round matchup contra a top seed da sua conferência, tornando mais difícil avançar no torneio. Funciona de todos os lados.

Em outras palavras, esse modo de loteria evita o super-tank estilo Philly, aumenta as chances de times medianos darem um salto rumo a disputa do título ganhando a loteria, incentiva os times "não fedem nem cheiram" a investir e brigar pelos playoffs tornando a temporada mais competitiva, e não gera incentivos demais para times que já estão indo aos playoffs perderem para entrar na loteria. Problemas esse tipo tem - nenhum vai ser perfeito - mas soluciona diversos deles e gera incentivos melhores. Sou particularmente fã dessa solução, talvez seja minha favorita.


Entertaining as Hell Tournament, de Bill Simmons 


Essa é a melhor idéia relacionada a NBA que eu vi nos últimos anos e não tem um motivo pela qual não deveria acontecer. Na verdade, essa idéia deveria acontecer independente do que acontecesse com a loteria, porque ela é boa demais, mas já que o debate atual é esse, vamos tentar encaixar as duas coisas. Simmons propôs essa idéia já faz uns 7 anos, eu me apaixonei por ela logo de cara, e ela ganhou tanto interesse ao redor da liga que a própria NBA chegou a ter uma ou duas reuniões para discuti-la. Se você ainda não conhece o Entertaining as Hell Tournament, você está perdendo tempo.

A idéia é simples: com uma temporada regular mais curta, ao invés de classificarem os 8 melhores times de cada conferência para formar os playoffs como são hoje, classificam automaticamente apenas os 7 melhores. Os 16 times restantes jogariam um torneio mata-mata, jogo único, estilo March Madness pelas duas vagas restantes. Ignorando conferências, os times receberiam seeds de acordo apenas com seu record na temporada regular. O bracket seria montado igual ao do March Madness, com o time com a seed mais alta jogando a partida em casa. Os dois finalistas se classificariam para os playoffs como as 8th seeds, e o vencedor da final teria duas recompensas: ele poderia escolher em qual conferência entraria como 8th seed, e também participaria da loteria como o 15o time. Enquanto isso, os times que classificaram automaticamente ganham uma semana extra para descansar.

Em termos de loteria, diferentes soluções já foram propostas pelo próprio Simmons sobre o torneio. A que eu defendo é a mesma de antes, chances iguais para todos os times que não foram aos playoffs mais o campeão do torneio. Isso faz com que perder na temporada regular seja totalmente inútil - tudo que vai te render é uma seed pior e menos dinheiro - e todos tem incentivo para montar times competitivos mesmo com trocas ao longo do ano, já que todos tem chance de ir aos playoffs. Na verdade, a natureza de jogo único do torneio faria ainda mais fácil entrar nos playoffs, então você tem um incentivo até o final de vencer e montar um bom time. Você não pode montar um time horrível como o Sixers para uma dada temporada sem se prejudicar enormemente, e não ganha nada com isso - pelo contrário, só tem a perder em sua relação com a torcida ao não montar um time respeitável para o EAHT. E nenhum time tem incentivo para perder nenhum jogo que seja - os times que já em boa posição para os playoffs não vão querer o risco de cair fora dos playoffs por uma chance em 15 de conseguir a 1st pick, e para os times que já estão no torneio a maior recompensa seria ganhar todos os jogos.

Eu não consigo ver o lado negativo disso tudo. Primeiro, seria divertido pra cacete - dai o nome do torneio, tão magistralmente escolhido. Segundo, ele daria uma alternativa extremamente interessante para a reta final da temporada regular, que normalmente é cansativa e arrastada com muitos jogos que não valem nada - encurtem a temporada em uns 10 ou 12 jogos, façam o EAHT no lugar, e recompensem os times bons com uma semana de descanso. Terceiro, você valoriza os times que se reforçaram ao longo do campeonato ou que tiveram jogadores importantes perdendo tempo demais da temporada, mas que voltaram para a reta final - agora eles tem uma chance de ir aos playoffs, ao invés de colocar os melhores jogadores no banco para tentar uma pick melhor. Quarto que você resolve o problema do tank... e isso sem falar nos benefícios menos evidentes, como a chance de um time menor ganhar uma série de jogos estilo March Madness e ganhar destaque nacional e mais torcedores; que isso iria aumentar muito a exposição da NBA pré-playoffs e atrair muitos fãs casuais; ou que você aumenta sua receita vendendo patrocínio e direitos de transmissão dessa bagaça. Essa proposta funciona em todos os níveis. E claro, seria a coisa mais divertida que criariam na NBA desde a criação do campeonato de enterradas. Faça acontecer, Adam Silver!


Loteria completa


Esse é basicamente um meio termo entre tudo isso, menos extremo que a primeira proposta e menos inovador demais para a NBA que a segunda (a NBA só não é a liga mais jurássica dos EUA porque temos a MLB). E ela vem em duas etapas.

Primeiro, suavizar as porcentagens entre os times de loteria. Não precisa dar chances iguais para todos os times, mas diminuir a diferença de forma que os piores times não tenham uma vantagem tão desproporcional. Hoje, o pior time recebe 25% de chance, o segundo 19.9%, o terceiro 15.6%, o oitavo 2.8%, e o último 0.5%. Idealmente, essa diferença seria normalizada, mudando a distribuição para que os times do final da loteria não tenham tão pouca chance nem que os primeiros tenham tanta, ainda que mantendo a ordem original de que as maiores chances sejam dos piores times. É uma forma menor de causar o impacto que eu queria na primeira proposta, dar aos times medianos uma chance de conseguir se reforçar e tirar as vantagens de ser horrível comparativamente a ser abaixo da média.

Mas ai entra a segunda etapa: TODAS as 14 picks são sorteadas. Hoje em dia, apenas as três primeiras são, e dai em diante é por ordem de record. Isso significa que acabar com o pior record da NBA não só te garante 25% de chance de acabar com a 1st pick, ele também te garante 100% de certeza de uma Top4 pick, o que talvez seja tão importante quanto. Então esse modo faria o ajuste para que você não tivesse garantia de nada dentro da loteria, sorteando todas as picks. O pior time teria as maiores chances de conseguir uma escolha boa, mas ai teria mais influência de sorte - hoje, com má sorte, o máximo que ele cai é para 4th, mas com chances menos favoráveis ele poderia facilmente cair para 9th ou 10th. Você garante menos para os piores times, e portanto tira seus incentivos a serem tão ruins.

Eu não gosto tanto dessa proposta como gosto do resto, porque ela não corrige os problemas atuais, ela só os ameniza. Mas ela é conservadora, e portanto é a que tem mais chances de ser aprovada entre essas três. Ela não cria novos problemas ou novas formas de tank, ela mantém os incentivos atuais para os times vencedores... mas ela corta alguns dos incentivos para os times que decidem tankar uma temporada inteira, com a possibilidade de reforçar alguns dos times médios ou superiores da loteria com escolhas altas aqui e ali (o que, como eu já disse, é bom!). Então ele não faz tanto por novidades, ele mantém a base atual da estrutura de "recompensa", ele só diminuiu a quantidade dos incentivos e tenta balancear as coisas melhor. É um progresso.

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Então são os meus três métodos favoritos para arrumar o problema da loteria. Nenhum realmente resolve tudo, mas alguns adereçam melhor alguns problemas do que outros, e todos possuem um lado positivo tentando dar um passo contra o tank. E alguns tem potencial para ser muito divertido.

Então eu pergunto, quais vocês gostam mais? E qual outras sugestões vocês acham que pode dar um passo contra essa questão do tank e ainda resolver outros problemas de quebra na NBA?