Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Palpites para a semana 13 da NFL - Parte I


Happy Thanksgiving! (Sim, é do ano passado, mas e dai?!)



Para participar do nosso mailbag, ou seja, enviar uma pergunta/comentário/dúvida/tópico de debate para ser respondida aqui no blog e no Esporte Interativo, é só mandar um email para tmwarning@hotmail.com com o título "Mailbag" que ele pode aparecer por ai. Forma de tornar isso mais interativo e próximo dos leitores. Então participem!


No próximo bimestre, começaremos uma série chamada Sports Mythbusters. A idéia é bem simples, pegar clichês, mitos ou lugares comuns dos esportes americanos e colocá-los a prova. Então estamos aceitando sugestões, e qualquer mito, frase comum, chavão ou coisa assim dos esportes que vocês querem ver testada e comprovada (ou ao contrário, que quer ver desmentida) podem mandar que vamos analisar os melhores. Mais uma chance de vocês sugerirem nossas pautas. Podem mandar emails com as sugestões para tmwarning@hotmail.com, para o twitter @tmwarning, ou simplesmente colocar nos comentários quando der na telha.
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Aproveitando que essa é uma rodada especial - três jogos nessa quinta feira de sol e alegria - vamos antecipar os palpites da semana um dia para cobrir todos os jogos em duas partes. Já falamos terça feira sobre a situação dos playoffs e quais os times que importam diretamente nessa rodada para isso, então agora é hora de colocar a mão na massa. Mas antes de soltar os palpites sobre os jogos de quinta feira (os dos jogos de domingo vem amanhã), queria aproveitar para atender a sugestão de um leitor chamado Lucas Pires. Com a AFC tão embolada, com tantos times empatados por uma vaga no Wild Card da AFC, ele queria saber mais sobre os critérios de desempate na NFL. Então achei uma boa deixa para mostrar um pouco como esse critério funcionaria, caso eventualmente essa igualdade se mantenha mais tempo. Olhe abaixo os times que disputam atualmente a segunda vaga do WC da AFC (fora de ordem):




Esses são os records, o record dentro da divisão, e o record dentro da conferência de cada um dos oito times que ainda disputam essa vaga nos playoffs, os principais fatores na hora de determinar os critérios de desempate. A tabela fica aqui como referência para quem quiser fazer as contas e acompanhar o vai-e-vem dessa vaga conforme as rodadas progridem.

Obviamente, classifica o time com melhor record ao final da temporada (considerando a outra vaga como já garantida por Broncos ou Chiefs). Então se um desses times que estão 5-6 simplesmente vencer um jogo a mais que seus adversários até o final do campeonato, ele vai se classificar. O problema começa se mais de um time terminar empatado com o mesmo record. E fica ainda maior quando o empate acontece entre mais de um time, quando tudo fica confuso de vez.

Em primeiro lugar, se o empate for apenas entre dois times, o critério de desempate funciona de forma um tanto quanto fácil. O primeiro critério, se possível, sempre será o confronto direto. Entre esses oito times, temos os seguintes confrontos diretos:

  • Ravens venceu Jets e Dolphins (portanto teria vantagem), perdeu para Bills (Bills tem a vantagem), dividiu a série com o Browns (nenhum tem vantagem) e perdeu o primeiro jogo contra o Steelers, com o segundo hoje a noite (se perder Steelers tem a vantagem, se vencer nenhum tem).
  • Steelers venceu Jets e Bills, mas perdeu de Titans e Raiders. Venceu o primeiro jogo das séries contra Browns e Ravens, mas tem mais um por acontecer (vitórias garantem o Steelers no confronto direto contra ambos). Ainda enfrenta Miami Dolphins.
  • Jets perdeu para Steelers, Ravens e Titans. Dividiu a série contra o Bills. Ainda enfrenta Raiders, Browns e Dolphins (duas vezes).
  • Dolphins venceu Browns e Chargers, e perdeu para Ravens. Perdeu para Bills mas ainda se enfrentam mais uma vez. Ainda enfrenta Steelers e Jets (duas vezes).
  • Titans venceu Steelers, Chargers, Jets e Raiders. 
  • Chargers perdeu para Titans e Dolphins. Perdeu o primeiro jogo para o Raiders mas ainda se enfrentam mais uma vez.
  • Browns venceu Bills, e perdeu para Dolphins. Dividiu a série com o Ravens. Perdeu o primeiro jogo para Steelers mas ainda se enfrentam mais uma vez. Ainda enfrenta Jets.
  • Bills venceu Ravens, e perdeu para Steelers e Browns. Dividiu a série contra o Jets. Venceu o primeiro jogo contra Miami mas ainda se enfrentam mais uma vez.
  • Raiders venceu Steelers e perdeu de Titans. Venceu o primeiro jogo contra o Chargers mas ainda se enfrentam de novo. Ainda enfrenta Jets.
Então basicamente essa é a situação atual dos confrontos diretos entre as equipes. Caso haja empate entre apenas dois deles pela vaga, o confronto direto será o primeiro e mais importante critério de desempate (por isso a lista). Mas caso haja empate entre os times em casos de dois jogos no confronto direto, ou então caso os dois times não tenham se enfrentado na temporada - ou seja, em casos onde o confronto direto não vai resolver - depende de outros fatores.

Se os times forem da mesma divisão, o próximo critério a ser resolvido é o record dentro da divisão, por isso essa estatística foi incluída na tabela. Se ambos os times estiverem empatado nesse quesito (e tiverem dividido os dois jogos entre si, senão isso teria sido resolvido no confronto direto), o próximo confronto de desempate é o record de ambos os times em jogos contra adversário comuns. Isso pode parecer estranho, mas não é: os times de uma dada divisão enfrentarão 12 jogos em comum, quatro contra os dois times restantes da divisão, quatro contra uma divisão da AFC e quatro contra uma da NFC (no caso, toda a divisão joga contra eles). Então o record de ambos os times nesses 12 jogos é que vai determinar quem tem vantagem. Se mesmo assim houver um empate entre os times, então o que vale é o record dentro da conferência (12 dos 16 jogos de cada time são dentro da conferência) - quem venceu mais desses, tem a vantagem. Se o empate persistir, o que vale então é o calendário enfrentado: primeiro, o record dos times derrotados pelas duas equipes (naturalmente, quanto maior, melhor porque quer dizer que venceu adversários mais fortes), e se ainda persistir o empate, então vale o record total dos adversários enfrentados (ou seja, quem teve o calendário mais difícil ao longo do ano). Acho que até aqui é o que acaba sendo de fato utilizado, e que podem servir para alguma coisa. 

Se AINDA ASSIM continuar o empate, entramos naquela série de detalhes improváveis de serem utilizados que duvido muito que sejam úteis, mas vou colcar aqui só por desencargo de consciência: primeiro, somando a colocação final, dentro da conferência, das equipes nos quesitos pontos cedidos e pontos anotados, e o menor número ganha (ou seja, se um time terminou o ano 6th em pontos anotados e 7th cedendo pontos, seu número será 6+7=13. Se você teve o 14th melhor ataque e a 3rd melhor defesa, 14+3=17. Ganha o menor, naturalmente). Se ainda assim der empate, repita o mesmo procedimento mas dessa vez usando a colocação final entre toda a NFL e não apenas sua conferência. Depois entram os que as pessoas já desistiram de ser criativas e só querem achar uma solução: saldo de pontos nos 12 jogos com adversários comuns entre as equipes; depois saldo de pontos total; depois, o saldo de touchdowns (anotados-sofridos) pela equipe... e se tudo isso não conseguir definir um desempate porque foram os dois times mais idênticos da história da NBA, então entrega para Deus e tira logo um cara ou coroa.

Se os dois times empatados NÃO forem da mesma divisão, os critérios usados são basicamente os mesmos (por isso não vou repetir todos em detalhes como antes), mas em outra ordem: record em jogos dentro da conferência (12 por time); depois o record contra adversários em comum, SE esse número for maior do que quatro (caso não for, ignore esse critério); e depois fica igual ao desempate dentro da divisão: record dos times vencidos, record total dos adversários, soma das colocações em pontos anotados e cedidos (primeiro dentro da conferência, depois na NFL inteira); saldo de pontos em vitórias; saldo de pontos; saldo de touchdowns; e enfim, cara ou coroa. 

No caso de um empate entre três ou mais times, como é o caso agora, é um pouco mais difícil. Primeiro, tenha em mente que o objetivo desses critérios para três times é simplificar: se você conseguir usá-los para chegar em um time superior, ótimo, mas se conseguir eliminar os outros times o suficiente até sobrarem só dois, já está ótimo porque dai você pode usar só os critérios anteriormente citados para desempates entre dois times para separar entre esses dois que restaram o que fica com a vaga. Então sempre pense em caso de eliminação: mesmo que um critério não possa eleger um time superior por persiste um empate entre dois ou mais times, ele pode mostrar um time abaixo dos demais, e você pode usar isso para eliminá-lo da disputa pela vaga.

A primeira coisa a fazer em um empate entre mais de dois times é eliminar times que sejam da mesma divisão. Cada divisão só pode ter um time nesse empate, e se você tiver dois times empatados por essa vaga que pertencem a mesma divisão, você primeiro vai usar os critérios de desempate entre dois times de uma mesma divisão (explicados anteriormente) para eliminar um deles (se o resultado desse primeiro passo for um empate entre dois times de divisões diferentes, aplique os critérios já citados). Se ainda sobraram três ou mais times, você vai olhar para os confrontos diretos, mas só em condições de varridas: se um dos times empatados tiver vencido todos os demais, ele fica com a vaga, e se um time tiver perdido para todos os demais, ele está eliminado da disputa. Caso seja, digamos, um empate entre quatro times e um time tenha vencido dois dos outros e não tenha jogado com o outro, então nada acontece nesse critério mesmo que aquele time tenha vencido dois jogos contra seus adversários. Se ainda assim continuar tudo empatado, prevalece o time com melhor record dentro da conferência, e se não houver nenhuma prevalência ou eliminação por esse critério, então utilizamos novamente a questão do record em jogos entre adversários comuns, com um mínimo de quatro jogos para valer (o que é mais difícil considerando que agora esses quatro jogos comuns tem que ser entre três ou mais times). Se mesmo assim não chegarmos a nenhum resultado final ou eliminação, aplicamos os já conhecidos: record dos adversários derrotados; record total dos adversários; saldo de pontos nas vitórias; saldo de pontos total; saldo de touchdowns... e enfim, cara ou coroa, que eu não faço idéia de como funcionaria se fossem três times empatados. 

Para ficar mais claro, vamos usar esses critérios para ver quem detém essa vaga atualmente. Primeiro, temos um empate entre seis times: Jets, Dolphins, Chargers, Titans Steelers e Ravens. Para determinar quem tem a vantagem, primeiro precisamos eliminar um time da AFC East e um time da AFC North. Considerando que o Steelers venceu seu único jogo até agora contra o Ravens, é ele quem tem a vantagem e portanto continua no empate, e ainda que Jets e Dolphins não tenham se enfrentado, o Jets está 2-2 dentro da divisão e Miami 0-2, então a vantagem é de New York. Então eliminamos Dolphins e Ravens e ficamos com Steelers, Chargers, Titans e Jets. Para a sorte do tamanho desse post, um desses times já enfrentou e venceu os três demais: o Titans, que conseguiu essa façanha contra os três adversários nas quatro primeiras semanas. Então no final só precisamos de dois passos para chegar a um resultado nesse empate maluco, e o Titans é o atual dono da vaga.

Espero que tenha ficado claro para todo mundo como funciona esse critério de desempate, e que isso sirva de "guia" para quem torce para um desses times ir acompanhar como os critérios de desempate estão se desenhando ao longo do ano.


Palpites para os jogos de quinta feira


LIONS over Packers
Contra o spread: Packers (+6.5) over LIONS
Existe algum time mais irritante de se escolher no pick'em do que o Lions? Eles são muito bons, tem muito talento e muitos jogadores especiais, um ataque explosivo e uma defesa que quando saudável é decente... mas eles continuam atirando no pé nos momentos decisivos! Ano passado eles disputavam esse título com o Panthers, mas agora que Ron Rivera teve uma epifania e virou Riverboat Ron o Panthers passou de ser um dos times que mais se matava no final para um dos que menos faz isso. Agora Jim Schwartz é o dono do time menos confiável da NFL. Hooray!!

Eu ainda acredito que o Lions vença o jogo. Aaron Rodgers continua fora (deve voltar semana que vem), o time quer vingança pelo primeiro jogo entre esses times (Megatron não jogou), e Detroit sabe que se quer vencer a divisão PRECISA ganhar esse jogo e se manter na frente de Green Bay antes que Rodgers volte. Então eu aposto no Lions, mas não consigo não achar que esse jogo vai ser desnecessariamente apertado, com Detroit fazendo o possível para entregar o jogo, e o Packers não aproveitando no final simplesmente porque seu QB é Matt Flynn.


COWBOYS over Raiders
Contra o spread: Raiders (+8.5) over COWBOYS
Uma mistura de "Eu estou louco ou Matt McGloin não é horrível?" com "a defesa do Cowboys é simplesmente horrível sem Sean Lee e eu não me sinto confortável apostando mais de um TD nela". A única coisa que me faria apostar em Dallas seria a idéia de Dez Bryant sendo coberto o jogo todo por Tracy Porter ou Charles Woodson, mas ainda assim, não consigo ficar confortável com 8.5 pontos com a defesa do Cowboys (ainda mais em um jogo de quinta feira a tarde). Nem que seja um TD em garbage time, acho que o Cowboys entrega o cover.


Steelers over RAVENS
Contra o spread: Steelers (+2.5) over RAVENS
Esse jogo é muito mais difícil do que parece a primeira vista, e como todo jogo de grande rivalidade e intensidade, nunca é bom tirar muitas conclusões porque na hora tudo acaba sendo inútil. O Steelers provavelmente é um time melhor a essa altura do campeonato (especialmente agora que Big Ben transformou Antonio Brown em um WR de elite), mas o jogo é em Baltimore, o Steelers perdeu 6 dos seus últimos 8 jogos fora de casa, e o Ravens sabe que precisa vencer esse jogo se quer ter chances de ir aos playoffs: se perder o Steelers tem vantagem no critério de desempate com uma vitória a mais, ainda mais que o Ravens enfrenta Pats, Bengals e Lions ainda e o Steelers enfrenta Dolphins e Browns em casa.

Mas o que torna esse jogo tão difícil de apostar qualquer coisa é esse dado que o Bill Simmons colocou na sua coluna: 9 dos últimos 12 jogos entre Ravens e Steelers foram decididos por três pontos ou menos, e 11 de 12 foram decididos por um TD ou menos. Considerando como jogos de uma posse de bola tendem a ter uma distribuição bem aleatória e ser influenciados por diversos fatores pequenos que determinam a vitória (Tony Carter, alguém?). Então basicamente, se seguir esse padrão, a chance de alguém vencer esse jogo é 50-50. Claro que não é assim tão simples, mas mesmo assim, é muito equilíbrio para dar um palpite consistente. Vou de Steelers porque ele possui o melhor QB e o melhor jogador ofensivo não-QB, mas por pouco.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pensamentos rápidos da semana 12 da NFL

Mais uma semana passou, com direito a rodada de Thanksgiving (Um show de horrores das zebras), mais uma vitória do QB favorito do TM Warning, de um kicker se... aliviando na lateral antes de um chute importante (que ele errou) e um SNF com Tyler Palko sendo mais emocionante que um MNF com Drew Brees e Eli Manning. Vamos portanto aos comentários da semana 12 da NFL.

Dizem que chutar de bexiga cheia atrapalha, Novak testou (e deu errado)


Green Bay Packers 27 at 15 Detroit Lions
O Lions teve uma boa chance de dar pro Packers sua primeira derrota, mas entregou a vitória de presente para o adversário. O Lions começou jogando exatamente como se deveria fazer contra o Packers: Correr com a bola, controlar o relógio, pressionar o Aaron Rodgers sem usar defensores extras e forçá-lo a ficar dentro do pocket. Tudo bem, o Lions não estava anotando touchdowns, mas estava mantendo o jogo apertado e o Rodgers fora de ritmo. Ai vieram os erros: O excesso de faltas, as duas interceptações que geraram 14 pontos, mais e mais faltas matando boas campanhas ou dando novas chances ao Packers, até que o time se afundou de vez nos próprios problemas, teve dois jogadores expulsos e saiu totalmente do controle. Foram 17 pontos de interceptações, mais 4 de um FG que virou TD depois de uma falta pessoal imbecil do Ndamukong Suh numa 4th down. Ou seja, foram 21 pontos em erros do Lions, que estava jogando uma boa partida e colocou tudo a perder. Na verdade, dos últimos quatro jogos do Packers, três foram jogos apertados onde o time só venceu por causa dos erros dos seus adversários (Duas pick six e um erro da arbitragem contra o Chargers, a péssima decisão do Onside Kick do Raheem Morris contra o Bucs e agora tudo isso do Lions). Isso nos leva a duas conclusões opostas sobre o Packers:

a) O Packers é um ótimo time, mas é um time que continua vencendo porque tudo tem dado certo ao seu favor, eles estão conseguindo turnovers fáceis, seus adversários estão cometendo erros idiotas quando tem chance. O Packers tem vencido alguns jogos na incompetência dos seus adversários tanto quanto na sua própria competência.

b) O Packers vence esses jogos assim porque simplesmente não comete erros. Os adversários lançam pick sixes, erram jogadas fáceis, cometem faltas importantes e perdem por causa disso. O Packers não perde porque não comete esses erros, é incrível como um time tão agressivo consegue cometer tão poucos erros. O Packers de 2011 não é um time pra entrar pra história entre os grandes da história da Liga, como por exemplo o Patriots de 2007, mas se o time conseguir continuar evitando erros nesse ritmo, talvez seja um time muito mais perigoso que aquele Pats foi.

Sobre o Lions, eu odeio me gabar (Mentira, eu adoro), mas eu já tinha avisado. Quem lembra do que eu comentei sobre o Jim Schwartz indo comprar briga com o Jim Harbaugh ao final da derrota para o 49ers? Pros preguiçosos de plantão, foi isso aqui: " Intensidade é uma coisa importante, que Schwartz trouxe para os mornos Lions quando chegou. Mas descontrole é outra totalmente diferente, e que pode ter impactos muito desastrosos em times jovens como o do Lions (Antes que alguém negue, eu acompanhei 16 rodadas de Mike Singletary, eu sei do que eu estou falando)". No final, foi exatamente isso que aconteceu, Schwartz tentou passar para os jogadores uma mentalidade de luta e intensidade. Deu certo no começo e os jogadores compraram a postura do seu técnico, mas quando as coisas começaram a dar errado e o Schwartz começou a ficar descontrolado, isso passou para o time e o Lions começou a se afundar no próprio nervosismo. Isso acabou lhes custar uma vitória que daria momento ao time e dois jogos ao Suh. Os jogadores são jovens e inexperiêntes, e o técnico que precisava ensinar o time a se controlar acabou tendo efeito reverso.



Miami Dolphins 19 at 20 Dallas Cowboys
O pior jogo do Thanksgiving no papel acabou sendo de longe o jogo mais emocionante. Matt Moore continua jogando bem depois de um começo muito ruim, Tony Romo ainda é o homem capaz de lançar 2 interceptações e um "Romo" e ainda ganhar o jogo com uma atuação muito boa no resto, e no final o que fez a diferença foi o two-point conversion que o Dolphins não tentou quando abriu 19 a 13 no começo do quarto período. Se errasse o two-point, ficaria 19 a 13, mas dificilmente o Dallas faria dois FGs sem resposta. Tanto que eu falei no twitter que o Dolphins iria perder se não tentasse a conversão. Incrível como eu estou quente ultimamente (ou pelo menos evitando falar dos muitos erros e glorificando os poucos acertos). E o Dallas continua firme na sua briga pra conseguir o título da divisão, aproveitando de uma tabela fácil e de uma tabela brutal do Giants. Algo me diz que o que vai definir esse título serão os confrontos diretos. O próximo? Daqui a duas semanas no Sunday Night.



San Francisco 49ers 6 at 16 Baltimore Ravens
Os fãs do 49ers vão reclamar (com razão) de um TD mal anulado do Ted Ginn no primeiro tempo que podia ter mudado a história do jogo, mas a verdade é que o Ravens dominou o jogo do começo ao fim. As duas defesas deram uma aula de futebol americano, mas enquanto o ataque do Ravens deu à defesa do Niners trabalho e a forçou a trabalhar, o ataque do Niners ficou o jogo todo submisso à defesa de Baltimore, especialmente com a sua linha ofensiva sofrendo um baile que não sofria desde que enfrentou o Bengals. O jogo terrestre não encontruo espaços e Alex Smith nunca teve tempo pra lançar (Mesmo o TD anulado do Ginn foi num lançamento sob pressão) e a defesa do Ravens teve o ataque do Niners o tempo todo sob seu controle.

O Ravens é, na verdade, o tipo de time que é um matchup muito ruim pro Niners, um time com um front seven muito físico capaz de colocar pressão no QB por conta própria e parar o jogo terrestre. A sorte do 49ers é que entre os times da NFC os únicos times de playoffs com esses requisitos são o Bears e o Giants, dois times que o Niners pode evitar por ter um bye na primeira rodada. Na AFC temos Ravens e Steelers, mas isso só se o Niners conseguir descobrir uma forma de parar o ataque do Packers. Já o Ravens está muito inconsistente na temporada, mas tem jogado bem contra os principais adversários (venceu duas vezes Steelers, e uma vez Bengals e Niners) e se conseguir continuar pressionando o QB como fez essa semana pra esconder as deficiências dos cornerbacks, tem tudo para ir ao Super Bowl.



Minnesota Vikings 14 at 24 Atlanta Falcons
Peguem a tabela do Falcons com jogos contra o Texans de TJ Yates, o Panthers e o Jaguars em sequência e começa a ficar difícil imaginar que esse time não vá brigar pelos playoffs até o final. O time mais uma vez começou muito bem, contou com mais um bom jogo do Matt Ryan e, de novo, amoleceu na partida e deixou o adversário endurecer o jogo. O Falcons não está sabendo controlar jogos na frente no placar em toda a temporada mesmo com um bom jogo terrestre, e isso pode render problemas. Ainda assim, sua tabela é mais fácil que a dos concorrentes pelo Wild Card, e se o time conseguir evitar uma derrota contra os times mais fracos pela frente vai conseguir uma vaga.



Cleveland Browns 20 at 23 Cincinnati Bengals
Sério, se não for pro Cam Newton ser o calouro ofensivo do ano, corram agora para Cincinnati e entreguem para o AJ Green. Eu sei que o Andy Dalton está jogando muito bem, mas o jogador que faz acontecer no ataque quando o time precisa é o Green. De novo ele levou seu time nas costas nos momentos decisivos contra uma boa defesa aérea e o Bengals saiu com uma vitória importantíssima sabendo que ainda tem dois jogos contra Ravens e Steelers pela frente. O Browns é um time melhor do que parece e o Bengals logo caiu atrás no placar, mas mostrou o poder de reação que vinha mostrando nas últimas semanas e empatou o jogo no final a tempo de vencer com um Field Goal. Com o Bills sendo ruim e o Jets com Mark Sanchez, o Bengals deve conseguir uma vaga de Wild Card pra ganhar o direito de enfrentar a 3rd seed... Que pode ser Raiders, Broncos ou Texans? Yeeks, assim fica fácil. Porque diabos o meu Niners não pode jogar na AFC? (Por favor alguém responda: Mal agradecido, seu time já joga na NFC West e você ainda reclama!)



Carolina Panthers 29 at 19 Indianapolis Colts
O segundo jogo mais fácil do calendário do Colts já foi pro buraco. E o pior, foi um jogo extremamente ganhável, mas o Curtis Painer lançou duas interceptações na end zone. Contagem regressiva: Cinco jogos, com Patriots e Ravens pela frente...



Houston Texans 20 at 13 Jacksonville Jaguars
Se você ainda tinha dúvidas de que o Texans é o Time Bichado do Ano de 2011, conte comigo: Primeiro, o time começa a temporada com Arian Foster machucado. Depois, Mario Williams é perdido para a temporada e Andre Johnson perde mais alguns jogos. Quando Foster voltava detonando geral, Matt Schaub se machuca e perderá o resto da temporada. O reserva, Matt Leinart (a quem eu considerava uma boa opção) não joga nem meia hora que quebra seu collarbone e está provavelmente fora da temporada, entregando o comando do time ao calouro TJ Yates. Será que o time vai atrás de um veterano como David Garrard ou tenta a sorte com Yates e sua boa defesa e jogo ter restre? Será que tenta trocar por um jogador como Donovan McNabb? E se o Yates se machucar (Todos nós sabemos que vai acontecer), quem vai entrar de QB? a) Demeco Ryan? b) Brian Cushing? c) Eu?

Atualização noturna: O salvador da pátria em Houston (em teoria) vai ser Jake Delhomme, que pode assinar com o time agora a noite. Então... Hmm... É, acho que as outras opções (Incluíndo a alternativa c) talvez fossem melhores. O Delhomme já teve bons dias na NFL, mas esses dias não só estão muito no passado como intercalavam períodos épicos de interceptações sem fim. Ele tem aquele talento raro de toda a bola que lançar de alguma forma vai parar nas mãos do adversário (tipo o Phillip Rivers essa temporada) e se for pra jogar num time segundo o modelo Niners 2011 (defesa forte, jogo corrido, QB que comete poucos erros) ele talvez não possa ser tão útil. Mas talvez seja melhor arriscar com o Delhomme do que ir com o novato. Eu disse talvez. A que ponto chegamos, hein Delhomme?
Aliás, esse é possivelmente o fim do Jaguars como o conhecemos. O Jack del Rio foi demitido, e o time vai ser vendido de uma vez por todas, o que aumenta a possibilidade do time sair de Jacksonville e ir pra outra cidade, principalmente Los Angeles. A NFL nunca ligou muito pra um time em LA porque pra Liga isso é irrelevante, ao contrário da NBA, que não poderia aguentar duas semanas sem NFL, muito menos 17 anos como a NFL. Na NFL, o valor dos contratos e sua divisão vai continuar igual se o time jogar em Jacksonville, Los Angeles ou no Tibet. No entanto, pros donos de times, é muito mais interessante ter um time em uma cidade de mercado grande, porque as receitas por fora da Liga (Ingressos, venda de camisetas, etc) são maiores. Isso não faz diferença para o equilíbrio da Liga, mas significa maior lucro para o já rico dono do time. Não esperem ver o Jaguars na Flórida por muito tempo...



Buffalo Bills 24 at 28 New York Jets
Esse jogo teve tantos pontos razoavelmente interessantes ou chamativos que valem até uma listagem:

a) E não é que o safado do Sanchez conseguiu dar a volta por cima quando falavam que ele podia até ser enviado pro banco em favor do Mark Brunell? Uma interceptação idiota e só 180 jardas não impressionam, mas foram 4 touchdowns, inclusive um no finalzinho pro Santonio Holmes que acabou sendo o TD da vitória. Quando um QB como o Joe Flacco tem quatro jogos ótimos e quatro ruins, falamos que ele é inconsistente. E quando um QB joga sete jogos mal e um bom mas acaba levando seu time a duas finais de conferência, como o chamamos? Um Mark Sanchez, é claro!

b) Meio bizarro que em um jogo com tantas implicações pra pós temporada um dos principais tópicos comentados depois do jogo foi a comemoração do Stevie Johnson ao marcar seu touchdown. Pra quem não viu, ele fingiu dar um tiro na própria perna, em apologia ao que aconteceu com o Plaxico Burress, WR do Jets, que acabou o mandando pra cadeia. Alguns acharam engraçado. Outros acharam uma babaquice. Eu achei os dois, mas pessoalmente acho que ele passou dos limites ao tocar em uma coisa tão pessoal e ofensiva. Por outro lado, achei o máximo a comemoração do jato quebrando. As comemorações na NFL costumam ser muito criativas, é só não deixar ir pro lado ofensivo


c) O Stevie Johnson teve um jogo excepcional durante 55 minutos quando deu um baile no Darrelle Revis, jogou em cima dele durante quase quatro períodos e fez o CB do Jets parecer um jogador normal. Mas ele voltou a sofrer com drops, quando deixou nos segundos finais um passe escapar dentro da End Zone, que garantiria a vitória ao Bills. Não é a primeira vez que ele dropa um TD da vitória nos segundos finais depois de um jogo excepcional...

d) Esse jogo praticamente tira o Bills das conversas por playoffs. O Bills chega no máximo a 10-6 e 3-3 dentro da divisão, mas ainda tem um jogo contra o Patriots em Foxborough e dificilmente vai conseguir ficar à frente de Jets ou Bengals, e talvez até mesmo o Broncos. Enquanto isso o Jets ganha vida nova para ir atrás do Bengals na briga do Wild Card, embora eu o ache um time muito inferior.



Arizona Cardinals 23 at 20 Saint Louis Rams 
Eu propus uma pergunta a alguns amigos depois da última rodada. Na verdade foram cinco, mas uma delas era "Quem é o pior time da NFL depois do Colts?". Eu achava que o Rams ia ganhar disparado a votação... E ganhou. O Vikings até se esforçou pra ganhar dois votos, mas não foi o suficiente, o Rams conseguiu essa desonra. Nada parece dar certo pro Rams, que ano passado pareceu pela primeira vez evoluir, viu seu QB calouro ter uma ótima temporada e sua defesa evoluir, só pra desandar tudo de novo essa temporada. Ontem eles conseguiram tomar 200 jardas do Beanie Wells e o segundo TD de retorno de punt de mais de 90 jardas do Patrick Peterson, que aliás já tem quatro na temporada (Se tem sido uma certa decepção como CB, como retornador... nada a reclamar). O que nos leva à questão: Se o Rams jogasse na NFC North, quantos retornos pra TD por jogo o Devin Hester teria?



Tampa Bay Buccaneers 17 at  23 Tennessee Titans
Típico jogo pra todo mundo pensar "Nossa, 190 jardas, o Chris Johnson dos velhos tempos está de volta!" até todos lembrarmos que o Bucs tem a segunda pior defesa da NFL e semana que vem presenciarmos outro fracasso do outrora grande CJ2k (Que daqui a pouco vai mudar o apelido pra CJ20). O Titans ganhou uma nova chance agora com essa lesão do Matt Leinart, o que pode afundar o Texans um pouco, talvez o suficiente pro Titans conseguir uma boa sequencia pra fechar o ano e eventualmente ir pros playoffs. Eu acho difícil ainda, mas... TJ Yates? Jake Delhomme? Tá difícil pro Titans, mas se alguém me falar que é impossível, é melhor olhar de novo os QBs que sobraram com os ossos inteiros por lá.



Chicago Bears 20 at 25 Oakland Raiders
O Raiders continua vencendo jogos feios. A vítima da vez foi o Bears, embora eu não saiba dizer se o Bears foi vítima do Raiders ou do Caleb Hanie. Eu achei que o Bears ainda podia ir aos playoffs se jogasse com seus pontos fortes: Defesa, jogo terrestre e evitasse turnovers (Engraçado como esse modelo está voltando à moda num momento em que o jogo aéreo está mais fácil do que em qualquer outro momento desde o começo dos anos 70) com o seu QB limitado. Também estava confiando em alguns momentos aleatórios do cara onde ele iria lembrar o QB que quase venceu o Packers na final de conferência de 2010. Mas na verdade o Hanie fez exatamente o que ele não devia fazer: Cometeu turnovers. Foram três interceptações só no primeiro tempo, uma delas da linha de 5 jardas do ataque pra ser retornada até a linha de 1 jarda do campo de defesa, o que custou ao Bears NO MÍNIMO seis pontos (O FG que não fez e o FG que levou). Tudo bem, ele fez um lindo TD pro Johnny Knox que manteve o time no jogo, mas um acerto não compensa todos os erros custosos que ele cometeu. O Bears correu de menos com o Matt Forte e isso atrapalhou a vida do seu QB, que teve que resolver com o braço, e não deu certo. Atrapalha a vida, mas como o Lions está totalmente sem controle emocional, ainda da pra conseguir uma vaga nos playoffs.

Tangente rápida: Já podemos oficializar o Raiders como o time que mais depende dos seus chutadores? Ontem foram seis FGs do Sebastian Janikowsky (recorde da franquia) e um excelente trabalho do Shane Lechler não dando ao Devin Hester nenhuma chance de retornar chutes (inclusive acertando um punt de 80 jardas). O Raiders ta ganhando por causa do seu bom jogo terrestre e produções pontuais do ataque também, mas o principal motivo é a tremenda eficiência dessa dupla.



Washington Redskins 23 at 17 Seattle Seahawks
Alguém se incomoda se eu fingir que esse jogo nunca existiu e completamente baní-lo da minha vida? Não? Ótimo.



New England Patriots 38 at 20 Philadelphia Eagles
É fácil esquecer esse detalhe contra adversários fracos, mas o que o Tom Brady está jogando nas últimas semanas é brincadeira. Mesmo só com um recebedor que não possa ser marcado com marcação simples (Wes Welker), ele continua jogando muito bem, distribuindo bem o jogo e fazendo o Rob Gronkowsky parecer um Tony Gonzales mais atlético. Podem falar o que quiser, mas o outro único Quarterback na NFL que faz jogadores medianos parecerem semideuses em toda a NFL nesse nível está tratando seu pescoço com células tronco nesse momento. Dessa vez foi o Deion Branch, que pareceu nove anos mais novo. Eu ainda acho difícil confiar nesse Patriots com essa defesa, mas o Tom Brady parece que decidiu engatar a quinta marcha e esse ataque sempre é difícil de segurar enquanto o camisa 12 estiver pegando os snaps.

Agora, ao Eagles: Esqueçam a temporada 2011, assinem um contrato longo com o DeSean Jackson, arrumem um coordenador defensivo e draftem jogadores da sua linha ofensiva. Vocês tem talento demais pra jogarem tão mal. É inadmissível que um time com Nate Allen, Nnamdi Asomugha, Dominique Rodgers-Cromartie e Assante Samuel seja o pior time da NFL com prevent defenses, ainda mais com Trent Cole e Jason Babin na linha de frente. Falta um DT, falta melhorar os linebackers e a linha ofensiva, mas não é suficiente pra esse fiasco. A ordem agora é botar ordem na casa e se arrumar pra 2012, não ficar pensando no que deu errado.



Denver Broncos 16 at 13 San Diego Chargers
Começa com Thimothy e termina com Tebow. Vocês acertaram: TIM TEBOW! TIM TEBOW! TIM TEBOW! (Eu tentei, sério... mas é mais forte do que eu).

Broncos não para de ganhar, e não para de ganhar do mesmo jeito: Feio, sofrido, apertado no final e por causa de uma defesa e de um time como um todo que se doam 100% do jogo seguindo o exemplo do seu QB. Mas uma coisa me chamou a atenção nesse jogo: O Tebow realmente está evoluindo nos passes!! Tudo bem, ele ainda está longe do ideal, mas lentamente, calmamente, os seus passes estão parecendo os passes de um QB de verdade. Apesar dele ainda errar muitos lançamentos, ele está acertando mais passes médios e muito mais passes longos (Contra uma boa defesa) do que antes, acertando recebedores em alta velocidade. Tudo bem, está sendo um processo bem lento, mas não da pra falar que ele não está tentando. Ele nunca teve a chance de treinar direito, agora que ele tem a chance está fazendo de tudo pra aproveitá-la. Ainda acho que é cedo pra chamar o Tebow de QB pro Broncos ir pra frente, mas 5-1 (Ainda que vários sinais estejam piscando "Sorte! Sorte!") é um record de respeito pra um QB que não completa metade dos seus passes.

Aliás, muita gente fala (com grande razão) que o sucesso do Broncos recente vem da sua defesa, e não do seu ataque. O que, aliás, é muito verdade, não da pra discutir isso. Mas também vale lembrar que a melhora absurda da defesa se deu após o Tebow assumir a titularidade. Claro que não da pra falar que é por causa dele, o efeito Elvis Dumervil teve grande impacto, mas essa situação me lembra a do Derrick Rose na campanha pra MVP da NBA ano passado: Grande jogador, mas num time onde o principal forte era a defesa absurda, e por isso muitos falavam que o MVP do time era a defesa, sendo que o Rose não era um grande defensor. O argumento faz sentido, mas como eu escrevi longamente num post da época, se o seu melhor jogador e líder joga com força total cada segundo de um jogo, se joga em bolas perdidas, corre como se tivesse três pulmões e se dedica em cada jogada, como da pra falar que isso NÃO afeta os outros jogadores? Essa é a graça dos esportes, um todo não é a soma das suas partes, tem coisas muito mais importantes do que estatísticas na mesa, tem coisas que ninguém vê ou mede mas que afetam silenciosamente todos os jogadores de um time. A liderança e energia de Rose foi exatamente o caso. O mesmo vale para Tim Tebow (ainda que o Rose fosse muito mais importante ofensivamente que o Tebow, claro). A defesa está ganhando jogos? Sim, mas como falar que o seu QB entrar em campo com confiança, jogar seu corpo em todas as jogadas e abdicar dos seus números em nome da vitória NÃO afeta o desempenho e a confiança dos outros jogadores? Tebow não é um grande QB ainda, mas o impacto que ele trouxe pro Broncos ainda vai levar esse time aos playoffs. Anotem.



Pittsburgh Steelers 13 at 9 Kansas City Chiefs
Então o duelo Tyler Palko vs Big Ben Roethlisberger foi mais disputado do que Brees vs Manning... Os maias estavam certo, não há como escapar de 2012.

Eu confesso que admiro o espírito desse time de Kansas, mesmo perdendo vários jogadores muito importantes, de nunca desistir. A defesa do Chiefs está jogando muito bem mesmo sem Eric Berry, pena que o ataque não esteja acompanhando. Volto a falar que o Chiefs não é um time ruim, só é extremamente azarado e com uma boa offseason e um pouco de sorte (E saúde), pode virar um time realmente bom, especialmente se conseguir um QB mais decisivo que o Matt Cassell (apesar de eu gostar dele). O Matt Barkley pode sobrar no Draft, será que não valia a pena uma olhada mais profunda no garoto? O time tem uma base boa e jovem, quase ganhou do Steelers com o Palko e teria ganho não fosse uma sequência infeliz de três turnovers do Palko em três jogadas seguidas.

Tangente rápida: Qual é o problema dos jogos noturnos dessa temporada? Cheio de jogos de times como Colts (Perdoável, porque a tabela foi montada ainda com Peyton Manning), Jets (Imperdoável), Chiefs e Vikings jogando no horário nobre quando tinhamos opções muito melhores. Chiefs duas semanas seguidas com Tyler Palko?? Sério, TV? SÉRIO??



New York Giants 24 at 49 New Orleans Saints
Sabem porque meus três favoritos ao Super Bowl são Packers, Ravens e Steelers? Porque são os únicos times entre os candidatos na NFL a não terem uma fraqueza escancarada. Saints e Patriots, dois dos melhores ataques da NFL, são times muito fortes e com grandes Quaterbacks, mas que possuem defesas muito fracas. O Niners é um time com uma defesa fortíssima, mas que ainda depende de uma linha ofensiva vulnerável e vai depender eventualmente da produção do Alex Smith. O Texans poderia aprontar, mas não sem Quarterback. O Giants seria um candidato interessante, não fosse a demolição da sua defesa antes da temporada e a ausência do Ahmad Bradshaw. Apesar do Packers possuir uma secundária um pouco frágil, o Ravens precisar de consistência ofensiva e o Steelers estar com problemas de saúde, são três times com bons ataques e defesas que não comprometem, times que não tem buracos escancarados que possam ser aproveitados à vontade pelos adversários (os três tem fraquezas, claro, mas não tão evidentes). O Saints mostrou ontem a noite que ainda tem um ataque capaz de bater de frente com qualquer um da NFL e que o Drew Brees ainda é um QB de extrema elite, mas eu não consigo confiar num time com essa defesa. O mesmo para o Patriots.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pensamentos rápidos da semana 11 da NFL

Vamos lá, com os pensamentos rápidos da semana. Talvez amanhã tenhamos uma novidade... Se ela não aparecer, retomamos a programação normal quinta feira. Eu nem sei mais porque eu faço essas promessas... Bom, chegou a hora de glorificar o Tim Tebow comentar os jogos da rodada 11 da NFL.


A jogada mais legal da semana 11 da NFL

 
New York Jets 13 at 17 Denver Broncos
Vou poupar vocês por enquanto dos gritos (TIM TEBOW! TIM TEBOW!), mas não da pra deixar de notar pela milésima vez que Tim Tebow está 4-1 de titular contra 1-4 do Kyle Orton. Isso completando 47% dos seus passes!!

Aliás, esse jogo mostrou muito bem o porque do Broncos estar tão bem com Tebow. Você assiste a um jogo do Jets e parece que o time desconfia do seu QB, que todo mundo está esperando que o Mark Sanchez faça algo errado. Ou seja, o time joga como quem sabe que seu QB vai fazer besteira e portanto vão ter que vencer o jogo por ele, mesmo que ele tenha levado o Jets, por bem ou por mal, a duas finais consecutivas da AFC. Já o Broncos é o completo oposto. O time está todo na mesma página, está jogando com confiança e todos os jogadores confiam no seu QB. Eles jogam na defesa para dar ao Tebow mais uma chance, não para ganhar um jogo que seu QB eventualmente vai perder. Os WRs que recebem tão poucos passes continuam bloqueando jogada após jogada e o time todo joga como quem tem total confiança que ele vai resolver quando o time precisar mesmo ele completando 47% dos seus passes, tudo isso porque tem um cara lá que está fazendo acontecer, passando a confiança para os jogadores e jogando com mais vontade do que qualquer outro jogador na Liga, obcecado a se tornar um bom QB apesar de todas as circunstâncias contra ele e que está disposto a fazer tudo pra ganhar, seja tomando pauladas, correndo pra 200 jardas ou passando só 8 bolas. Isso não se compra nem se treina, e é chamado "liderança". O Jets é o time do Rex Ryan, mas ele não está dentro de campo. O Broncos é o time do Tim Tebow, um time que ele mudou totalmente ao assumir, que está jogando sua melhor defesa no campeonato e com uma vontade que antes não tinha. O time está vencendo jogos por causa de sua boa defesa e produções pontuais no quarto período, mas tudo isso se deve à nova postura do time que começou com seu QB. Eu não ligo se ele não pode lançar, ele ganha jogos, ele faz o time jogar. Esse é o famoso "intangível" que tanto se fala no Draft quando se trata de QBs. Ele tem isso mais do que ninguém, e por isso seu time continua ganhando.

Na verdade, é por isso que eu apoiei tanto o Justin Verlander pra ganhar o MVP da American League na MLB. Dois jogadores (Jose Bautista e Jacoby Ellsbury) tiveram temporadas individualmente e isoladamente melhores e mais impressionantes (o WAR - Wins Above Replacement - do Ellsbury foi uma coisa ridicula, e tanto ele como o Bautista terminaram na frente do Verlander), e talvez tenham sido os dois melhores jogadores. Mas ser o melhor jogador não significa ser o mais valioso. Bautista e Ellsbury foram sensacionais, mas sua produção foi de certa forma pontual - os Home Runs, as corridas, etc - coisas importantes, sem dúvida, mas mensuráveis. Mas o verdadeiro valor do Verlander para o Detroit Tigers vai muito além dos números. Ele jogou num time cujos arremessadores titulares (Tirando ele) combinavam para um ERA de quase 5, num bom ataque mas não espetacular. O Tigers ganhou só 50% dos seus jogos quando Verlander não jogava, e toda vez que Verlander entrava em quadra ele entrava carregando todas as esperanças do time nas costas, arremessar sete entradas, manter o placar baixo, poupar o bullpen e principalmente vencer a partida. Foi o Verlander que fez esse time acreditar em si mesmo, foi ele que fez o Tigers ser um dos times mais temidos da MLB, um time que praticamente dizia pra você "A cada cinco dias, somos invencíveis". Se Bautista e Ellsbury não tivessem jogado, os destinos de Jays e Sox não teriam mudado, mas sem Verlander o Tigers provavelmente seria o penúltimo colocado na AL Central e estaria condenado ao esquecimento - ao invés disso, todo mundo estava morrendo de medo de enfrentar o Verlander e o Tigers nos playoffs. Esse tipo de valor não pode ser medido por nenhum tipo de estatísticas, a não ser uma extremamente primitiva e insuficiente chamada "vitórias". Muitas coisas que não observamos ou calculamos tem um impacto direto no resultado do seu time. Por isso Verlander foi o MVP da AL. Por isso o Broncos está ganhando com Tim Tebow. E por isso que eu estou 100% crente que o Broncos vai pros playoffs esse ano (Ta bom, o fato do Phillip Rivers estar uma droga ajuda).



Cincinnati Bengals 24 at 31 Baltimore Ravens
E a nossa querida Calvin Johnson Rule ataca de novo, dessa vez anulando um Touchdown do Jermaine Gresham. Eu não discuto a decisão dos juizes (Afinal, está na regra), mas eu acho essa regra imbecil mesmo. Isso nos privou de uma prorrogação, pelo menos. E vale lembrar que o Bengals está jogando sem seu melhor defensor (Leon Hall, fora pelo resto da temporada) e sem seu melhor jogador de ataque (AJ Green, que deve voltar na próxima semana). A maturidade do time e do seu QB Andy Dalton está me impressionando. Dalton não teve seu melhor jogo, lançou três interceptações idiotas, mas se recuperou, castigou a forte defesa do Ravens e manteve o time no jogo até o final. O Ravens é um time melhor nesse momento? É sim. Mas o Bengals está jogando com tanta vontade e maturidade que eu ficaria muito surpreso se esses dois times não fossem aos playoffs essa temporada junto com o Steelers.



Jacksonville Jaguars 10 at 14 Cleveland Browns
Para quem não viu o jogo: Parabéns, vocês são pessoas de sorte. O time do Browns tem protagonizado alguns dos piores jogos da temporada, e o Jaguars também. Quando juntamos os dois o que temos? Lucro. Só que ao contrário. Aliás, essa rodada foi cruel em termos de jogos chatos, ainda tivemos um que quase foi pior. Pelo menos esse teve emoção, com o Mike Thomas dropando o passe da vitória nos segundos finais dentro da end zone. Depois reclamam que o Blaine Gabbert não está produzindo (o que também não é mentira), mas ele não tem nenhum ser humano bípede no seu time capaz de agarrar uma bola oval de couro.



Carolina Panthers 35 at 49 Detroit Lions
Acho que esse jogo foi o mais bizarro da rodada, e isso é falar até que muito dele. O jogo começou mal, com três interceptações nas três primeiras posses de bola do jogo, duas do Matthew Stafford (Jogando com um dedo lesionado que ao mesmo tempo fez ele jogar muito mal o primeiro tempo e lançar 5 TDs no segundo tempo, aparentemente um dedo mágico que se curou no intervalo) e uma do Cam Newton. Ai o Panthers acordou pro jogo, explorou o fraco Amari Spievey até ele pedir pra sair  (Mentira, o Jim Schwartz que afundou ele no banco, sem aperto de mão nem nada), o Cam Newton correu pra dois TDs e o Panthers abriu vantagem.

Mas como já é de regra, a defesa do Panthers entregou o ouro. O Lions tem como maior ponto fraco em 2011 o fraquíssimo jogo terrestre do time, que já era ruim com o Jahvid Best saudável e está pior sem ele. Mas claro que o Lions teve um jogo de 140 (e mais de 60 aéreas) do Kevin Smith, que voltou à equipe depois de ter sido dispensado a troco de nada. E o Matt Stafford lançou cinco TDs (Bizarramente nenhum para o Megatron) pra colocar o Lions de novo na frente. Aliás, é incrível, deviamos abrir uma nova aposta em Vegas: Qual será o próximo time que vai ter a (in)competência de marcar menos de 30 pontos na defesa do Panthers?



Tampa Bay Buccaneers 26 at 35 Green Bay Packers
E os invictos Packers mais uma vez mostrando problemas contra um time extremamente bipolar, jogando um dos seus piores jogos no ano e mesmo assim saindo com a vitória. O Bucs foi o time que mais incomodou o Aaron Rodgers na NFL até aqui, usando uma fórmula bastante simples (de um time que até ontem não tinha pass rush). O Aaron Rodgers é, de longe, o melhor QB da NFL saindo do pocket, a sua capacidade de passar a bola em movimento é inigualada na NFL hoje (Aquele arremesso patenteado dele no qual ele corre para um lado, planta o pé de trás e faz um lançamento contra o movimento do corpo é um show à parte), mas não passando de dentro do pocket. Não que ele seja ruim, mas é onde ele se sente menos confortável e mostra menos precisão. A linha ofensiva do Packers melhorou mas ainda não é muito confiável, e o Rodgers as vezes segura demais a bola confiando que seus recebedores vão se liberar, o que sempre acontece porque o corpo de recebedores é muito bom, mas o tempo que ele ganha fora do pocket para isso acontecer é muito maior do que dentro dele, e por isso ele segura em excesso a bola quando é obrigado a ficar lá dentro. O que o Bucs fez, portanto, foi pressionar o Rodgers pra dentro do pocket, onde ele se sente menos confortável e fazendo o QB segurar a bola demais muitas vezes (Claro que mesmo assim foram 299 jardas e 3 TDs, mas é o Rodgers!).

Na verdade, o Bucs teve um jogo muito bom. Eu só absolutamente não entendi porque o Raheem Morris tentou um onside kick quando seu time tinha encostado no placar (28 a 26) a ponto de precisar apenas de um FG pra vencer, com sua defesa jogando muito bem, tempo no relógio (4:30 minutos) e já tendo fracassado anteriormente. Eu sei que é o Rodgers, mas o certo era ter devolvido a bola pro Packers lá atrás, continuar pressionando o QB pra dentro do pocket, recuperar a bola sem deixar o adversário pontuar e vencer a partida, mas o onside kick (Aliás, os dois foram mal feitos) deu ao Packers uma posição de campo boa demais, desestabilizou o time e deu ao Rodgers tudo que ele precisava pra vencer o jogo. Faltou inteligência e confiança ao técnico e isso pode ter custado a vitória ao seu time. Por outro lado, o Packers ganhou mais um jogo sofrido, e mais uma vez mostrou uma marca dos grandes times: a capacidade de vencer mesmo jogando longe do seu melhor.



Buffalo Bills 8 at 35 Miami Dolphins
Matt Moore ganha sua terceira partida seguida e o Bills afunda com sua terceira derrota seguida. Nessas derrotas, Ryan Fitzpatrick (Jogando de contrato novo, 60 milhões de patacas) lançou sete interceptações e o time tomou 106 pontos pra anotar 26. Algo está errado em Buffalo e algo está certo em Miami. Aliás, o Dolphins nunca foi um time tão ruim, tirando que queriam Andrew Luck. Quando o time se uniu pra salvar o emprego do técnico Tony Sparano, o time está jogando bem, vencendo jogos importantes e saindo do fundo do poço. Agora que o time já desistiu de ser ruim e está ganhando, quem sabe... Se o time decidir que está bem com o Matt Moore melhor pra eles, mas caso contrário podem ainda trocar pra subir no Draft e pegar o Matt Barkley.

Já a queda livre do Buffalo era esperada de certa forma (Ritmo de turnovers e interceptações muito alto pra ser mantido muito tempo), mas acho que ninguém esperava tanto assim. Todo mundo está mal, a defesa não se encontra mais, Fitz voltou a parecer um graduado de Harvard e até o Fred Jackson - que chegou a estar no caminho pra quebrar o recorde de jardas totais do Chris Johnson - está jogando mal. Como diria um certo brasileiro: Que faaase.



Oakland Raiders 27 at 21 Minnesota Vikings
O Raiders é um time melhor sem o Darren McFadden do que o Vikings sem o Adrian Peterson. E por mais que eu ainda não confie nele pra manter uma certa regularidade, o Raiders é um time muito melhor com o Carson Palmer do que com o Jason Campbell de QB. Aliás, o Christian Ponder jogou muito mal essa partida e o Vikings só teve uma chance porque o Raiders não consegue passar um jogo sem ceder 100 jardas de faltas - eles tem quase 100 faltas a mais que o segundo time que mais cometeu faltas!



Dallas Cowboys 27 at 24 Washington Redskins
Eu nem vou falar nada do Washington Redskins, porque um time que não sabe quem é seu RB titular (Duas semanas atrás foi o Roy Helu, semana passada o Ryan Torain, essa semana o Tashard Choice...) por birra do técnico, e cujos jogadores ainda saem falando besteira (O Jabbar Gaffney falou pra um torcedor morrer, o Fred Davis xingou os juizes por um fumble que existiu, o DeAngelo Hall pediu pra ser cortado, etc) quando perdem. Mas o Dallas também jogou um jogo feio que só foi salvo porque a) O Tony Romo voltou a jogar bem e b) o Graham Gano não conseguiria acertar um Field Goal nem que sua vida dependesse disso ontem a noite. A melhor frase que resume esse jogo? Gano fez o Romo parecer clutch.

Aliás, não durmam no Cowboys. Com a derrota do Giants, os dois times estão empatados e o Dallas tem a planta de um time vencedor: Um bom QB, um ótimo RB, bons alvos, e especialmente uma defesa que consegue colocar pressão no Quarterback adversário sem recorrer a blitzes, algo indispensável para qualquer time que queira vencer o Packers esse ano. O Dallas dificilmente vai passar Niners ou Saints na disputa pra subir de seed, então a briga vai ser com o Giants pelo título da divisão ou, quem sabe, eventualmente brigar com Bears e Falcons pela última vaga do Wild Card.



Arizona Cardinals 7 at 23 San Francisco 49ers
Apesar de ter forçado cinco turnovers e ter controlado o jogo de ponta a ponta, não foi a melhor partida do 49ers. O Alex Smith errou alguns passes fáceis, o time teve vários drops, David Akers errou três Field Goals (Dois bloqueados) e em geral o time errou mais do que costuma. Mas se tinha um jogo onde o time podia se permitir isso, contra um adversário muito inferior e com sua defesa dominando a partida, era justamente essa. Agora o time vai ter um dos seus jogos mais difíceis em Baltimore contra o Ravens. E pelo menos o Ken Whisenhunt está comemorando porque não vai mais ter que ouvir argumentos em favor do John Skelton sobre o Kevin Kolb.



Seattle Seahawks 24 at 7 Saint Louis Rams
Os primeiros três passes do Seahawks na partida:
1º passe: Sidney Rice passe completo para Mike Williams, 51 jardas.
2º passe: Tarvaris Jackson, interceptação
3º passe: Tarvaris Jackson, interceptação.

Tudo que você precisa saber sobre o Seahawks de 2011.

E sim, o Rams perdeu desse time por 17 pontos. Tudo que você precisa saber sobre o Rams de 2011.



Tennessee Titans 17 at 23 Atlanta Falcons
Quando parecia que o Chris Johnson ia engatar uma boa sequência e voltar à velha forma... 13 jardas em 12 corridas, com um salário de 13 milhões pra essa temporada. Se me derem 50 patacas eu corro pra 13 jardas em 12 tentativas, então que diabos o CJ está fazendo lá em Nashville? Cruz credo...

Aliás, a melhor noticia para o Titans nessa partida em que foi totalmente dominado durante 90% da partida foi a ótima atuação do calouro Jake Locker. Ele era meu QB preferido pra esse Draft, acho que o trabalho do Titans tem sido ótimo em deixar ele treinando com calma na reserva sem pressão alguma, mas também foi bom ver que o talento está lá, e acho que ele tem tudo pra dar certo na Liga. E por falar em QBs, o Matt Ryan parece estar voltando aos bons tempos, não só lançando como conduzindo o ataque. O no huddle que ele chamou durante longos períodos na partida confundiu totalmente a boa defesa do Titans e deu ao seu time a melhor chance de vitória. Com um certo QB fora, o Falcons tem boas chances de conseguir uma vaga no Wild Card.



San Diego Chargers 20 at 31 Chicago Bears
E aqui está a desgraça da rodada. Menção honrosa, claro, para o Phillip Rivers, que de um dos melhores QBs da NFL passou a piada da Liga que não consegue nem jogar um passe pra fora sem ser interceptado (Sério, vejam os highlights do jogo!). Mas o Bears era um time que viinha jogando o fino da bola: Ótimo RB, forte defesa, e com o Jay Cutler jogando melhor e melhor a cada dia que passava. Era um time que tinha se achado e era um forte candidato a aprontar na NFL. Eu sei que eu tinha falado que o Bears de 2010 não era tudo isso e que chegou longe mais por sorte do que outra coisa, mas aqui está a questão: O Bears de 2011 é de longe um time melhor que o Bears de 2010: A defesa de frente continua ótima, a secundária melhorou, o time FINALMENTE achou uma identidade ofensiva com o Matt Forte e o Cutler estava mais confortável do que nunca, sem falar que o Devin Hester está jogando muito melhor agora que voltou a ser especialista em tempo integral (O Lovie Smith tem Gummy Bears no lugar do cérebro por ter demorado até agora pra entender isso).  E agora o Cutler provavelmente vai perder o resto da temporada regular e, mesmo que volte a tempo para os playoffs, o Bears ainda precisa se classificar com uma concorrência bem acirrada. Uma pena, porque eu queria MUITO ver esse Bears na pós temporada, estava se tornando um dos times mais legais da NFL. As alternativas para o Bears com Cutler fora por pelo menos um mês? Isso vai ficar pra amanhã...

Pensando melhor, maldade com os Gummy Bears, peço desculpas.



Philadelphia Eagles 17 at 10 New York Giants
Eu estou me odiando por não ter previsto isso e apostado no Eagles. É sério, pensem comigo: Giants jogando em casa contra o Eagles (lembram do ano passado? Eu lembro), vindo em uma boa sequencia, embalado, jogando bem, Eli Manning em ótima fase, como francos favoritos e jogando contra um time problemático com seu QB reserva? Era ÓBVIO que o Giants ia perder esse jogo!! Eu preciso relembrar, pra NUNCA apostar no Giants quando eles são favoritos, estão em boa fase e estão ganhando confiança da mídia. Isso é tão clássico Giants que não da nem pra ficar surpreso. Perdi um palpite a toa, maldito Vince Young.



Kansas City Chiefs 3 at 34 New England Patriots
Tyler Palko contra Tom Brady com um cotovelo só. Fim da história.


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E agora, já que já é quarta feira, os palpites para os clássicos do Thanksgiving americano, quinta feira, com os times da casa em parênteses:

LIONS ganha do Packers
Sim, eu estou chamando mais uma vez a derrota do Packers. Não é fácil jogar no Ford Field, a torcida vai comparecer em peso e a linha defensiva do Detroit tem tudo pra conseguir dar muito trabalho ao Aaron Rodgers nos moldes do que o Tampa fez essa semana. Além disso, o ataque aéreo do Lions está tinindo e a defesa aérea do Packers não está bem. Se o Lions conseguir impor seu ataque aéreo desde o começo da partida - um SE bem grande - eu acho que o time de Detroit consegue essa vitória. Promessa de grande jogo.


COWBOYS ganha do Dolphins
O Dolphins está embalado e tem um time bom, mas o Dallas é muito melhor. Se o Cowboys conseguir perder esse jogo então o Giants tem que ir aos playoffs por default, não é possível!


RAVENS ganha do 49ers
Doeu chamar esse jogo, mas eu acho que o Ravens vai vencer. A defesa do Ravens é a melhor que o 49ers enfrentou até aqui, o time vai ter mais dificuldade para impor seu estilo de jogo no ataque e o Ravens também joga em casa, fator importantíssimo. O 49ers provavelmente vai tirar efetivamente o Ray Rice do jogo cedo, o que vai forçar o Ravens a usar mais o Joe Flacco, e Baltimore é um time menos eficiente quando faz isso, mas a defesa do Niners tem tido problemas com bolas longas e eu estou morrendo de medo do Torrey Smith conseguindo passar pelas costas do Donte Whitner e quem quer que substitua o Dashon Goldshon se ele realmente for suspenso. Vai ser um jogo feio e de muita defesa, e em defesas eu acho que os times se equivalem: A defesa terrestre do Niners é um pouco melhor, os pass rushes são iguais e a defesa aérea do Ravens é um pouco melhor. Mas eu aposto no Ravens pelo potencial de big plays que o ataque aéreo do Niners não tem.