Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Preview - American League Divisional Series

Antes de começar, vamos escalrecer algumas coisas.

1. Eu interrompi (mais uma vez) meu resumo das divisões da NFL pra tratar de um assunto totalmente diferente (playoffs da MLB). Sim, é um saco, mas os playoffs da MLB estão extremamente interessantes e a temporada regular da NFL ainda dura. Tem material pra escrever meus artigos favoritos e estou juntando pra quando tivermos tempo. Eu as vezes dou essas viajadas e mudo de assunto pra depois voltar sem prévio aviso pro assunto anterior - acreditem, meu médico disse que é normal.

2. Eu sofri pra escrever esse post. Eu tive vontade de parar umas treze vezes, vontade de sair pela casa gritando umas seis, de tacar fogo na minha camisa favorita do Red Sox pelo menos quatro e de pular da janela duas vezes. Com muita força de vontade, eu consegui sobreviver e escrever esse post. Mas um combinado: Não vou escrever mais uma linha do Red Sox até o Yankees ser eliminado. Eu odeio todo o mundo.

3. O assunto agora vai virar Baseball, e essa é a hora perfeita para começar a assistir o esporte. A temporada regular é enorme e cansativa em 80% do tempo, mas os playoffs são outra história: Séries de cinco jogos (Sete para as duas fases seguintes), mata-mata, valendo o título. Agora é pra valer, não tem mais chance de se recuperar de uma semana ruim, e eu recomendo a todos que tiverem interesse que aproveitem agora para assistir baseball. Não conhece as regras? Calma que o TM Warning já cuidou disso para vocês, é só clicar aqui pra saber como funciona um jogo de baseball.

Por hoje, vamos falar dos duelos pela American League, cujos jogos 1 serão amanhã. Amanhã voltamos para falar dos jogos da National League, que acontecem sábado. E depois a gente tenta de alguma forma terminar logo os resumos por divisão da NFL. Tenham fé que uma hora vai dar certo!


O primeiro pitcher titular MVP desde 1986? Pode apostar que sim!

Detroit Tigers at New York Yankees
Jogo 1: 30/09 (Sexta), 21:37 - Justin Verlander (24-5) vs CC Sabathia (19-8)

Durante a temporada regular, um time normalmente tem uma rotação titular de cinco pitchers, além do Bullpen. Como na pós-temporada não tem jogo todo dia e cada jogo vale mais, essa rotação é reduzida para quatro pitchers, sendo que geralmente (caso eles tenham tido o tempo adequado de descanso) o melhor pitcher de cada time começa arremessando o primeiro jogo (e eventualmente também arremessa o quinto jogo, caso aconteça). Nessa série, a situação é exatamente essa, com Justin Verlander enfrentando CC Sabathia.

Antes de mais nada, quero deixar bem claro: Pra mim, o Justin Verlander é não só o Cy Young da AL (Prêmio dado ao melhor arremessador da AL) como também o AL MVP. Os números do Verlander são impressionantes e comparáveis aos do Roger Clemens em 1986 (último arremessador titular a ganhar o prêmio de Cy Young E MVP, o que é bastante raro e só aconteceu três vezes na história), mas os números só contam metade da história. Outros jogadores também tiveram números impressionantes e dignos de MVP - Jose Bautista, Jacoby Ellsbury, Curtis Granderson e Robinson Cano - mas nenhum deles teve o impacto do Verlander: Granderson e Cano tiveram grandes temporadas, mas o Yankees teria sobrevivivo um mês sem qualquer um jogador do seu time, inclusive esses dois.

Já Ellsbury e Bautista foram fundamentais para seus times, mas nenhum deles chegou à pós-temporada, o que nos leva de volta à minha interpretação para o prêmio. Se Bautista e Ellsbury tivessem sido jogadores medianos essa temporada, ambos os seus times continuariam fora dos playoffs. Se Verlander não tivesse arremessado tão acima da média, o Tigers teria passado muito longe da pós temporada. Pra mim um MVP não pode ser medido só em números, existe muita coisa por trás que também conta. Pense em Verlander como o ás do time por cinco meses seguidos, sendo a única coisa entre uma vaga nos playoffs e uma temporada medíocre. Pense na pressão que ele tinha que enfrentar jogo após jogo após jogo, TENDO que ganhar todos os seus jogos, TENDO que arremessar pelo menos sete entradas e não podendo ter uma sequencia ruim porque sabia que isso iria afundar seu time. Não só ele passou por cima de tudo isso como virou o jogador mais temido da Liga - ninguém realmente quer enfrentar o Verlander numa série de playoffs, por mais que o time do Tigers não seja tão assustador sem ele. Números contam apenas parte da história, a outra depende de tudo que a gente não mede, mas vê. Por isso os esportes são tão emocionantes, eles possuem uma parte objetiva E uma subjetiva. O Justin Verlander tem números pra bater de frente com qualquer Fielder e foi o jogador mais indispensável para qualquer time em toda a Liga. Por isso ele é meu MVP.

Eu cito o Verlander porque ele é a chave de toda a série. Sempre que numa série de playoffs você tem o melhor pitcher, você tem uma vantagem. Claro que um pitcher sozinho não ganha um título - Na World Series de 2008, o melhor pitcher era o Cliff Lee, do Phillies. O Lee arremessou dois jogos, fez história nos dois e ganhou os dois, mas o time não conseguiu ganhar outros dois dos cinco restantes e o Yankees foi campeão - mas pode fazer muito estrago, especialmente numa série de cinco jogos. Ano passado, o Rays era o melhor time da American League, mas perdeu do Texas Rangers na Divisional Series simplesmente porque o Cliff Lee arremessou dois jogos quase perfeitos e ganhou os dois jogos que o time precisou. O Tigers tem um ataque bom, mas não de elite, e uma rotação fraca (Tirando Verlander e Doug Fister). Por isso é fundamental que o Justin Verlander domine e ganhe os seus jogos - especialmente se ele jogar o jogo cinco decisivo. A chave para o Tigers ganhar é arremessando, Verlander é o melhor pitcher da série e precisa obrigatoriamente vencer o primeiro duelo com o Sabathia. Se fizer isso, tudo que o Tigers precisa é vencer mais um jogo contra a fraca rotação do Yankees (Fister é melhor do que qualquer outro titular do Yankees que não seja Sabathia) nos três jogos seguintes para forçar o jogo cinco de desempate, novamente com o Verlander. Eu não queria ver o Verlander pela frente numa série de cinco jogos, e esse é o grande motivo.

O Tigers tem poder de fogo, Miguel Cabrera e Victor Martinez vem tendo temporadas espetaculares e o resto da rotação não só é sólida como pode explodir a qualquer instante, mas não é tão explosiva como o Yankees. O Yankees teve três jogadores que passaram dos 110 RBIs (Cano, Granderson e Mark Teixeira), tem quatro jogadores que podem explodir um Home Run a qualquer instante, tem bons rebatedores de contato e muita velocidade nas bases com a dupla Granderson e Brett Gardner. O Yankees teve o segundo melhor ataque da Liga, excede em todas as áreas do ataque (rebatida por contato, rebatida por força, velocidade, etc) e tem vários jogadores perigosos, basta um deles estar inspirado pra ver o que acontece. Se o Yankees conseguir romper o duelo de pitchers e levar o jogo pra uma disputa de ataques, New York leva a melhor.

Mas o calcanhar de Aquiles do time, que é justamente a rotação titular, é o que pode afundar tudo. O time tem um pitcher titular absoluto - Sabathia - mas não possui mas nenhum jogador seguro pra arremessar um jogo. O melhor candidato ao jogo número 2 é o Ivan Nova, mas ele é um calouro que nunca jogou um jogo de pós temporada na vida, não é a situação ideal para arremessar um jogo 2 para você contra o Doug Fister. Além de Nova (3.7) e Sabathia (3.0), o Yankees não tem nenhum pitcher titular com ERA abaixo de 4 além do Freddy Garcia (3.64). As outras duas vagas da rotação vão ser divididas entre Bartolo Colon (4.0, pode lançar um two-hitter ou ceder duas corridas na primeira entrada só com walks dependendo de que lado da cama ele acordar), AJ Burnett (5.15, tendo a pior temporada da carreira e tendo ficado dois meses sem ganhar um jogo), Garcia (Um bom ERA, mas quando você assiste dois jogos dele você percebe porque criamos estatísticas mais precisas para medir a temporada de um pitcher) e Phil Hughes (5.79, não desejo isso nem para o Yankees). Se o Sabathia realmente não conseguir dar conta do Verlander, o Yankees precisa contar com três vitórias desse meio de rotação para evitar um novo confronto contra o Verlander. No papel, o time do Yankees é melhor, mas numa série tão curta a presença do Justin Verlander pesa muito. Em todo caso, a chave dessa série é se o Verlander consegue dominar o Sabathia no jogo 1. E eu acredito no Justin Verlander. Tigers em cinco jogos.

Hi-Five!!


Tampa Bay Rays at Texas Rangers
Jogo 1: 30/09 (Sexta), 18:07 - CJ Wilson (16-7) vs Indefinido

Os Rays tiveram uma temporada absurda em 2011: Depois de terem tido ótimos anos em 2009 e 2010, como time de mercado pequeno que é o Rays não conseguiu renovar com uma porrada de Free Agents caros que saíram do time (alguns nem tentaram renovar), como Carl Crawford, Carlos Pena, Matt Garza e Rafael Soriano. Esse êxodo de jogadores deixou o time um pouco depenado e desacreditado, e ainda que tenha uma das melhores rotações titulares da AL (James Shields, David Price, Jeremy Hellickerson, Jeff Niemann, Wade Davis e, porque não, o calouro com mais culhões do que metade da Liga, Matt Moore) o time sofreu a temporada toda para conseguir anotar corridas que apoiassem esses arremessadores. O time contou com antigos jogadores do seu elenco como Evan Longoria (que passou boa parte do começo da temporada machucado mas foi fundamental para o Rays e, se o Verlander não for MVP, tem que ser o Longoria), Johnny Damon (GRAND SLAM!) e BJ Upton para formar o elenco, trouxe prospects como Desmond Jennings e apostou em jogadores pouco acreditados como Ben Zobrist e John Jaso.

Depois de uma primeira metade da temporada cheia de problemas - na data limite de trocas o Rays era um dos times mais citados, especialmente quando envolvia o Upton - o Rays se encontrou, Evan Longoria pegou fogo e não apagou nunca mais, BJ Upton acertou tudo que tentou, Desmond Jennings teve uma temporada espetacular e, com a ajuda do seu forte grupo de arremessadores, o grupo nunca mais olhou pra trás, apagou uma diferença de 10 jogos no Wild Card e foi para os playoffs com uma história virada de 8 a 7 contra o Yankees depois de estar perdendo por 7 a 0 na oitava entrada e por 7 a 6 com dois eliminados na nona (Tudo bem que o Yankees entregou o jogo, mas isso não muda o fato de que foi espetacular). E agora o Rays está de volta à pós temporada, embalado como nenhum outro time da Liga (Tirando talvez o Saint Louis Cardinals) e crente que pode derrotar qualquer adversário pela frente.

Confiança em execesso? Talvez, mas o embalo do Rays justifica isso. O malfadado ataque está anotando mais corridas, o time achou um equilíbrio com sua lineup, o time é profundo o suficiente pra aguentar entradas extras (O que não é o caso, por exemplo, do Tigers) e tem uma rotação titular muito boa. Mas na verdade sua rotação titular causou um problema sério para o time para essa série. O time tem dois áses na rotação - Shields e Price - e outros quatro sólidos jogadores, mas sem a mesma qualidade de decisão desses dois. Mas como o Rays teve que suas contra o Yankees para ganhar, o time se viu obrigado a usar os dois nessa série, inclusive o Price no jogo de quarta. Ou seja, Shields não vai jogar o jogo 1 porque jogaria com apenas três dias de descanso (Deve jogar o jogo 2) e o Price só vai jogar o jogo quatro ou três, e no caso de um eventual jogo cinco o Rays corre o risco de ter que escalar o Shields com três dias de descanso novamente ou arriscar com algum outro pitcher, enquanto que o Rangers - que se classificou com antecedência - pode manipular sua rotação titular com calma para que seu melhor pitcher, CJ Wilson, fosse começar o jogo 1 com um bom descanso.

O Texans, aliás, é um time muito equilibrado. Não tem um ás do nível de Shields, Verlander ou Sabathia, mas possui uma rotação de quatro nomes muito equilibrada, se não tem nenhum que se destaca por ser muito acima dos demais, também não tem ninguém que se destaca por ser menos. Essa diferença nos arremessadores podia ser decisiva no caso de três jogos da dupla Shields-Price, mas sem isso, o Rangers tira uma vantagem do adversário. Além disso, o ataque do Rangers é mais poderoso: Adrian Beltre está tendo uma das melhores temporadas da carreira, Josh Hamilton está oscilante mas ainda é um jogador extremamente perigoso, Mike Napoli está rebatendo Home Runs a torto e a direito e o Rangers é um time extremamente perigoso com homens em base justamente porque o time é excelente em extra-base hits. O Longoria é o jogador do Rays que pode ir pau a pau (pra mim, até um pouco acima...) com esses rebatedores do Rangers, mas coloque Ian Kinsler e Michael Young e eu acho que é poder de fogo demais para o Rays. O ataque do Rays vai mandar bolas longas, vai roubar muitas bases e vai anotar pontos, mas o ataque do Rangers, ainda que menos equilibrado, é mais potente do que o do Rays. O Rays vai precisar de toda a ajuda que puder dos seus pitchers, mas como eu já disse, a necessidade de escalar Shields E Price contra o Yankees os colocou em desvantagem. Não vejo eles derrotando o ataque dos atuais campeões da AL. Rangers em quatro.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O que ficar de olho na MLB - Parte I (AL)

Depois de uma ausência forçada do blog, agora voltei pra fazer mais posts, e o de hoje infelizmente não é o que eu tinha planejado.

Hoje é o dia de abertura da temporada 2011 da MLB, e teremos cinco jogos menores ao longo do dia até culminar no jogo mais importante, o San Francisco Giants, atual campeão, recebendo o Los Angeles Dodgers, que vai ser transmitido pela ESPN hoje 9h da noite.

Infelizmente, eu queria trazer hoje, pra comemorar esse dia, o primeiro de uma série de especiais que a gente tava planejando, mas acontece que nosso estagiário entrou em semana de provas na faculdade e por isso vai ter que ficar pra semana que vem, mas prometo que assim que der eu trago. Por isso, o assunto do dia ainda vai ser MLB, mas o especial fica pra semana que vem, vou simplesmente falar dos principais times da temporada hoje e amanha, hoje da AL e amanha da NL.

1. O Boston Red Sox quer ser campeão
Já que o Red Sox é o time do coração meu, do Celo e do nosso estagiário, e talvez não por coincidência era o assunto do especial que estava programado pra hoje (A gente nunca foi o blog mais não viesado do mundo dos esportes americanos, mesmo), então nada mais justo do que começar por eles.

O Boston era um time fortíssimo ano passado, foi vítima de lesões em simplesmente todo mundo (O Boston não conseguiu jogar nenhum jogo temporada passada sem que um jogador da rotação titular ou do lineup estivesse machucado. E olha que tem 162 jogos!) e também foi vítima de um formato cruel de playoffs - O Boston foi o terceiro melhor time da AL e teve o segundo melhor ataque de toda a MLB, mas os dois times melhores que ele na AL foram Rays e Yankees, da sua divisão, então o Boston acabou de fora dos playoffs. Mas pelo visto eles não ficaram satisfeitos e fizeram o que seu arquirival Yankees costuma fazer na offseason, que é fazer um rapa e levar pra casa vários jogadores importantes e caros pra melhorar seu elenco. O Boston já era um time fortíssimo ano passado mesmo com todas as lesões, e agora adicionou um dos melhores rebatedores da MLB, Adrian Gonzalez, e um dos melhores outfielders, Carl Crawford. Tudo bem, perderam o Adrian Beltre, mas se o lineup ficar saudável esse é disparado o melhor lineup da Liga! Eu veria jogos do  Red Sox mesmo se torcesse para o Pirates só pra ver o show de bolinhas voando que vai ser!

O Red Sox é meu favorito à World Series, mas pra isso além das lesões eles precisam resolver seu problema com os arremessadores. A rotação titular do Boston sabe ser espetacular quando quer, mas as vezes ela é muito inconstante. Se ela conseguir jogar o que pode, o Boston tem grandes jogadores e precisa apenas que o seu Bullpen contribua em 2011. O Bullpen foi uma tremenda decepção em 2010 e perdeu jogos demais para os meias vermelhas, ninguém conseguiu resolver nada e o time poderia ganhar se contasse com um Rafael Soriano de reliever, por exemplo. Mas o Jonathan Papelbon teve tempo de se recuperar das lesões, o Daniel Bard tem potencial pra crescer muito e digamos que o ataque que esse time tem deve dar uma boa ajuda pros arremessadores. O melhor time da MLB, pelo menos no papel.

2. O tempo para o Yankees está se esgotando
Primeiro preciso deixar claro o seguinte: O tempo do Yankees, como franquia, nunca vai se esgotar. O Yankees é o maior mercado da MLB, tem muito dinheiro e não tem medo de gastar milhões pra ser campeão. Quando uma geração esgota, ela vai lá e compra tudo de novo, sempre mantendo seus times pelo menos competitivos. Pode ter um periodo de entresafra, geralmente tem, mas é um time que sempre pode se reerguer graças às regras da MLB, principalmente a ausência de teto salarial.

Mas a verdade é que para o elenco do Yankees atual, o tempo está esgotando. O time apresenta estrelas jovens como Robinson Cano e Nick Swisher, mas seus principais jogadores não são nada jovens, e os pilares do time por tantos anos, o maior pegador de NY, Derek Jeter, e um dos maiores jogadores da história, Alex Rodriguez, embora ainda capazes de jogar em alto nível, estão claramente no final de suas carreiras, ambos com mais de 35 anos, e a rotação titular do time ainda contava com vovôs como AJ Burnett e Mariano Rivera. O Yankees ainda é um time ameaçador, A-Rod ainda é capaz de mandar bolas voando antes que voce diga "Home Run", Cano tem tudo pra ser o MVP dessa temporada, mas o time está com seus principais jogadores perto do final das suas carreiras e na descendente. A cada ano que passa, o lineup do Yankees fica mais velho e o titulo parece mais longe.

Quem tem a missão de reviver os Yankees quando eles parecem estar ficando menos perigosos são os jovens pitchers Manny Banuelos e principalmente Ivan Nova. Os dois são muito jovens, jogaram muito bem no Spring Training e parece que vão ganhar um papel maior na rotação já que boa parte dela está velha ou em má fase. Ivan Nova em especial parece ter tudo pra jogar muito bem, e o Yankees bem que poderia usar essa energia pra reviver um time que, lentamente, vai deixando seus melhores anos pra trás.

3. O Rangers sentiu o gostinho e agora quer mais
Ano passado, a verdade é que nada era favorável pro Rangers ir para a World Series, os arremessadores não estavam sendo confiáveis, o Josh Hamilton estava voltando de lesão e iam enfrentar pela frente o Rays, melhor time da AL. Mas eles ganharam do Tampa Bay Rays com atuações memoráveis do Cliff Lee, deram uma surra que fez o Yankees começar a sentir o peso da idade e fizeram uma das finais mais improváveis dos últimos anos com o Giants, quando foram simplesmente massacrados. O problema para o Rangers é que seu principal jogador nos playoffs e o maior responsável pela ída do time à World Series junto com o Josh Hamilton, Cliff Lee, saiu do time como Free Agent e foi pra Philadelphia.

No entanto, o Rangers parece estar de volta pra tentar de novo. E o principal motivo do otimismo no Texas é a chegada do Adrian Beltre. Com a chegada do Adrian Gonzalez em Boston pra jogar na 1B, o Kevin Youkilis foi jogar na terceira e o Beltre ficou sem espaço no time, daí o Boston não renovou com o Free Agent, que se mandou para o Texas. Mas o Beltre é um tremendo jogador, muito rápido, ótimo rebatedor e que vai fazer uma dupla de meter medo com o Josh Hamilton. Se o Hamilton conseguir ficar longe de seus problemas com álcool e drogas (momento Charlie Sheen) e voltar a jogar aquele baseball, então o Rangers fica com um ataque muito bom e com boas chances de ganhar a AL West.

Pra voltar à World Series, por outro lado, é um problema ainda maior, porque o time ainda sente a falta de um pitcher confiável pra entregar um jogo decisivo nas mãos dele. É torcer para alguém chegar via troca essa temporada (Com certeza a maior prioridade do time) ou então alguém de dentro do elenco elevar seu jogo e ocupar a vaga. Pelo menos o Rookie of The Year da AL em 2010, Naftali Feliz, resolve o problema de Closer do time pelos próximos 12 anos.

4. Um time que pode surpreender se saudável: Minnesota Twins
Ano passado, o Twins teve uma ótima campanha, que continuou mesmo ao perder o Justin Morneau, melhor jogador do time, para lesões, e impulsionou o time aos playoffs. No entanto, o time sentiu falta demais do Morneau nos playoffs e tomou uma surra homérica do Yankees. O Joe Mauer, segundo principal jogador do time, também estava baleado pelas lesões, e o Twins nunca teve a menor chance contra o Yankees. Esse ano, no entanto, a esperança é que tanto Morneau como Mauer possam ficar saudáveis. Se saudável, Morneau é pra disputar o MVP da AL. E na divisão que jogam, tem tudo para alcançar a pós temporada novamente.

O time também vai ter que torcer para o Francisco Liriano elevar seu jogo. Ele é novo e muito talentoso, mas as vezes é inconstante e nem sempre confiável para um jogo importante. O Carl Pavano é um bom pitcher mas está velho e com um bigode horrível, ta na hora do Twins buscar um substituto. Mas quando se tem dois rebatedores do nível de Morneau e Mauer, é porque você tem pelo menos uma segurança no ataque. E esses dois vão ser importantes, o Twins foi um time muito mediano na Liga temporada passada em Home Runs, esses dois vão ter que colocar a responsabilidade nas costas e explorar os roubos de base. Eles chegaram cinco vezes nos últimos oito anos nos playoffs, e cinco vezes perderam na primeira rodada. O que esperar desse time essa temporada?

5. O Rays não é mais o mesmo de antes
Eu sou um fã de carteirinha do Rays, torci muito pra eles na AL depois que o Red Sox foi eliminado, mas o time foi surrado sem piedade pelo Cliff Lee nos playoffs. Antes disso, era o melhor time da MLB, um time com ótima rotação, um bullpen confiável e rebatedores perigosos e com características muito variadas e completementares. Acontece que o Rays tomou três golpes duríssimos essa offseason: O time perdeu Carlos Peña, Carl Crawford e Rafael Soriano, tudo de uma vez. O time perdeu seu melhor jogador de bullpen, seu melhor outfielder e um dos seus principais jogadores de segurança. Pior que isso só se o time perdesse junto o Evan Longoria, o irmão da Eva Longoria (mentira). O time perdeu seus principais jogadores, e viu o Boston Red Sox ficar ainda mais forte. Nada bom, Rays, nada bom...


Bom, esses são os cinco principais times da AL, em teoria. Pode ser que apareça alguma zebra e surpreenda todo mundo. Em quem vocês apostam?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Por um fio

Como prometido, vou falar hoje de baseball. Como expliquei ontem, eu deixei o post da MLB pra hoje pra poder comentar dos jogos 3, 4 e 5 das duas séries (O jogo 5 da NLCS foi ontem). Se voce está procurando o post sobre as punições que a NFL quer dar pra pancadas violentas, ele está logo abaixo.
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Rays, Yankees e Phillies entraram na pós temporada como favoritos. Melhores campanhas, ataques fortes, rotações talentosas, boa defesa e um bom bullpen, nada menos que se possa pedir de um time de baseball com aspirações ao título. O Rays, como todo mundo sabe (Sabe?), perdeu pros Rangers logo na primeira rodada numa ótima série de cinco jogos, com o Cliff Lee comendo eles com farinha nos jogos 1 e 5. Yankees e Phillies, por outro lado, varreram Twins e Reds e chegaram com bastante folga na segunda rodada para enfrentar duas zebras: O Rangers, e o Giants, que só foi pros playoffs porque o Padres perdeu tudo e o Giants ganhou tudo em setembro. Mas acontece que agora tanto Phiilies como Yankees tão perdendo de 3 a 2 e estao desesperadamente precisando de vitórias!


Provavelmente foi um strikeout

New York Yankees vs Texas Rangers

Jogo 3: Cliff Lee vs Andy Pettite
Um é o maior ganhador da história dos playoffs, com 19 vitórias e 10 derrotas, uma lenda na MLB, Andy Pettite. O outro é um pitcher que tem apenas oito jogos de pós temporada e, desde que foi pro Rangers, perdeu seis jogos e ganhou só quatro, Cliff Lee. Antes do jogo, havia todo um hype em cima de um desses pitchers, como se o seu time ja houvesse assegurado a vitória. Mas incrivelmente, esse pitcher era Cliff Lee!
Isso pode ser explicado por sua performance em playoffs. Cliff Lee começou oito jogos e ganhou sete (O outro nao foi uma derrota) e nunca foi derrotado. Seu ERA é de 1.26 (Um dos cinco maiores da história) em playoffs. Ano passado comeu o Yankees na World Series duas vezes e essa temporada massacrou sem dó nem piedade os pobres Rays, tambem duas vezes. Muitas pessoas reclamaram desse hype, afinal Pettite tem muito mais história que Lee, é um pitcher campeão, consagrado.

Mas na hora do vamos ver, quem mostrou que domina completamente a pós temporada não é o seu maior ganhador, e sim o cara que surge como o novo rei dos playoffs, Lee. Cliff Lee arremessou as primeiras oito entradas, cedeu duas rebatidas, nenhuma corrida e TREZE Strikeouts, dominou completamente a rotação do Yankees e nessas oito entradas o Rangers abriu 2 a 0 com um Home Run do Josh Hamilton logo na primeira entrada. Se nao fosse o fato de que na primeira parte da nona entrada o Rangers anotou SEIS corridas e abriu 8 a 0 no placar, com certeza Lee voltaria na nona entrada pra fechar seu fantástico jogo. Lee dominou totalmente o Yankees, se tornou o primeiro pitcher da história da pós temporada a conseguir tres jogos consecutivos com mais de 10 strikeouts e está escalado pro jogo 7, caso ele aconteça. Aposto que o Alex Rodriguez ta embaixo da coberta pensando nisso desde ja. Lee quase foi pro Yankees na trade deadline, ja estava quase tudo acertado entre o time e o pitcher (Lee chegou até a ligar pro CC Sabathia pra pedir dicas sobre a cidade) quando o Yankees não quis pagar o preço alto que o Marines pedia, alegando que não valia a pena por ele. Assim, Lee caiu no colo do Yankees e está mostrando pro seu quase time que sim, ele vale muito a pena!

Jogo 4: Joe Girardi entregando o ouro
A.J. Burnett, que jogou muito mal o final da temporada regular, foi escalado (pra minha surpresa) pra arremessar esse jogo. E começou bem. Nos primeiros cinco innings, cedeu duas corridas no segundo e só, enquanto Robinson Cano (com um home run), Curtis Granderson e Brett Gardner conseguiram impulsionar corridas e deixar a partida 3 a 2. No entanto, no sexto inning e os Texans no bastão, Joe Girardi, o técnico de longa data do Yankees, entregou a mortadela. Nelson Cruz estava em base e Burnett ja tinha duas eliminações quando David Murphy, que nao vinha jogando bem, pegou o bastão. Mas Girardi mandou Burnett andar intencionalmente Murphy para enfrentar Bengie Molina. Claro que Molina meteu um Home Run pra impulsionar tres corridas e virar a partida. Josh Hamilton (duas vezes) e Nelson Cruz ainda anotaram Home Runs pra terminar 10 a 3 a partida.

Jogo 5: CC Sabathia salva o Yankees... Temporariamente
A situação do Yankees era extremamente desconfortavel. Eles precisavam ganhar do Rangers pra levar a série de volta pra casa do adversário, onde eles teriam que vencer dois jogos, um deles contra Cliff Lee. No seu montinho, CC Sabathia, que teve uma pessima primeira partida enfrentava uma rotação que estava adorando mandar bolinhas pro outro lado do muro e com CJ Wilson arremessando.Sabathia jogou até que bem, cedendo 11 rebatidas e 2 corridas em 6 innings, mas quem realmente fez a diferença foi o ataque. Na segunda entrada, Granderson(2) e Jorge Posada impulsionaram corridas e deixaram Sabathia trabalhar com uma vantagem de 3 pontos no montinho, o que é perigosissimo. Pra completar, no terceiro inning, Nick Swisher foi o leadoff e mandou um Home Run na fuça de Wilson, e quem veio depois foi Robinson Cano, que mandou OUTRO Home Run pra dar esperanças pro Yankees. Os Rangers não conseguiram se reencontrar e perderam a partida

Situação da série: Os Yankees ainda estão em maus lençois. Evitaram o pior, mas ainda tem que ganhar dois jogos, no Texas, sem seu melhor pitcher (CC Sabathia) e ainda terá que ganhar do Cliff Lee, sendo que o Yankees tem se mostrado muito inconstante na série até aqui e o ataque do Rangers está excelente. Eu apostaria minhas fichas todas que o Yankees será eliminado e o Rangers avança pela primeira vez na sua história pra World Series.


"Opa, eliminei voces? Foi mal"

San Francisco Giants vs Philadelphia Phillies

Jogo 3: Matt Cain dominante
Os Giants foram pra San Francisco (Pro lindo AT&T Park) empatados em 1 a 1 com o fortissimo Phillies. Matt Cain, do Giants, iria enfrentar Cole Hammels, dois jogadores que tiveram boas atuações nas semifinais. No entanto, quem brilhou mais nessa partida foi Cain. Nos sete innings que arremessou, Cain cedeu apenas dois hits e nenhuma corrida, com cinco strikeouts, e variou muito bem os pitches, deixando os rebatedores do Yankees desconfortáveis. Não que Hammels tenha jogado mal, foram seis innings com cinco rebatidas cedidas apenas e oito strikeouts. O problema foi que foram tres rebatidas no mesmo inning (intercaladas com um walk e 2 eliminações), o que permitiu ao Giants anotar duas corridas. Cain continuou dominando o Phillies até dar lugar a Brian Wilson e sua barba para mais um save.

Jogo 4: Jogo mais emocionante da série
Antes da partida, duas decisões polêmicas: o Phillies escalou para a partida Joe Blanton, que nao começava uma partida ha 21 dias, enquanto que os Giants optaram por deixar Tim Lincecum descansar e escalaram o calouro Madison Bumgarner. O que logo causou problemas ao Phillies: Após uma rebatida simples de Freddy Sanchez, Blanton acabou lançando dois wild pitches (Quando o pitch nao tem controle e o catcher nao consegue pegar a bola, o que permite um avanço de qualquer jogador em base ou do cara no bastão) para levar Sanchez para a terceira base. Uma rebatida simples de Buster Posey colocou os Giants em vantagem. Na terceira entrada, Posey lançou uma rebatida dupla pra impulsionar Aubrey Huff para o home plate e abrir 2 a 0.

No entanto, o jogo virou na quinta entrada. Ben Francisco e Carlos Ruiz, do Phillies, conseguiram rebatidas validas pra chegar em base, e Blanton numa rebatida de sacrifício impulsionou os dois pra posições de anotar corridas (3ª e 2ª bases). Shane Victorino, subindo ao bastão, conseguiu uma forte rebatida simples, que impulsionaria os dois homens em base. Mas foi ai que brilhou a estrela de Buster Posey. Francisco anotou sua corrida com facilidade, mas Aaron Rowand, o Centerfield do Giants, lançou a bola  perfeitamente na direção do homeplate. Posey conseguiu agarrar a bola e fez uma eliminação absolutamente sensacional em Ruiz, que corria pra empatar a partida, por muitissimo pouco. Foi uma linda jogada, que voce pode ver no video abaixo, aos 0:52.

Ainda assim, Placido Polanco conseguiu uma rebatida dupla pra impulsionar duas corridas e deixar o placar em 4 a 2. Na parte de baixo da entrada, Huff conseguiu impulsionar uma corrida e deixar 4 a 3.

O sexto inning quase se tornou alvo de grande polemica. Com dois homens em base (2ª e 3ª), Pablo Sandoval foi ao bastão e conseguiu uma rebatida dupla pro lado direito do campo, impulsionando as duas corridas pra virar a partida. No entanto, o juiz deu bola fora (foul ball) e nao valeram as corridas, ainda que o replay mostre que a bola foi boa. Mas por sorte do juiz, Sandoval conseguiu rebater outra bola dupla, dessa vez válida, para virar a partida para 5 a 4. Os Phillies nao deixaram barato e responderam na oitava entrada, com Jayson Werth impulsionando mais uma corrida pra empatar a partida. Mas na parte de baixo da nona entrada, uma rebatida simples de Buster Posey mandou Huff para a terceira base, e em seguida Juan Uribe mandou uma rebatida de sacrifício pra Huff marcar e abrir a vantagem de 3 a 1 na série

Jogo 5: The Freak vs The Doc
Os aces Tim Lincecum e Roy Halladay entraram em campo depois de um belo duelo no jogo 1, onde Lincecum saiu vencedor. Dessa vez, em termos de performances, nenhum dos dois teve uma vantagem clara. Halladay jogou seis entradas, cedeu seis hits e duas corridas impulsionadas, com dois walks e cinco strikeouts. Lincecum arremessou sete entradas, com quatro hits e duas corridas impulsionadas, um walk um hit by pitch e sete strikeouts. Mas se no duelo particular dos dois tivemos um empate, no jogo tivemos um vencedor, e ele foi Roy Halladay.

Após sofrer na primeira entrada e ceder uma corrida, Halladay se recuperou e entrou em modo berserk, cedendo uma outra corrida na quarta entrada e mais nada, jogando muito bem e com eliminações importantes. Lincecum jogou bem mas teve problemas na terceira entrada. Cedeu um single e um hit by pitch pra colocar dois jogadores em base. Depois, numa jogada bastante polemica, Roy Halladay errou a rebatida de sacrificio, que claramente foi rpa trás, e logo uma foul ball, o que congelou a defesa do Giants e o próprio Halladay. No entanto, o juiz inexplicavelmente consederou a bola boa, e os corredores em base do Phillies se aproveitaram da confusão da defesa pra roubar as bases 3 e 2, enquanto Halladay foi eliminado. Em seguida, o grande problema pros Giants: Shane Victorino rebateu uma bola pro chão que seria uma rebatida simples, e com Carlos Ruiz indo para o homeplate anotar a segunda corrida da jogada (Raul Ibanez ja tinha marcado a sua) havia tempo suficiente para Aubrey Huff lançar a bola para eliminá-lo. No entanto, Huff deu uma furada grotesca, o que permitiu que Ruiz anotasse sua corrida em um erro da defesa. Victorino anotou outra corrida depois pra deixar 3 a 1. O Giants até conseguiu reagir, anotando uma corrida na quarta, mas o ataque não mostrou nenhuma força no resto da partida, e Werth selou a vitória com um Home Run na nona.

Situação da série: Ao contrário do Yankees, acho que o Phillies tem boas chances aqui. O seu ataque é muito superior ao do Giants e joga as duas partidas em casa. Apesar de não contar mais com Halladay, o Gaints tambem não contará mais com Lincecum por causa da decisão de deixar Bumgarner jogar o jogo 4. Ainda assim, a situação não é de toda agradavel. Matt Cain, que destroçou os Phillies na sua aparição na série, deve jogar o jogo 7, e o duelo entre Roy Oswalt e Jonathan Sanchez no jogo 6 será bastante equilibrado. O Giants tem uma rotação muito forte e mostrou força fora de casa, e só precisa contar com um dia ruim do Phillies pra ir buscar seu primeiro título em San Francisco.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Two-Minute Warning: NFL e MLB

Aproveitar que o Marcelo arrumou um PC e prometeu (Dessa vez sai?) um resumo da rodada pra amanha e falarei um pouco dos playoffs da MLB e tambem de alguns dados interessantes desse fim de semana da bola oval.

"Vai buscar a bolinha ali, ó!"

San Francisco Giants vs Philadelphia Phillies

Na primeira rodada dos playoffs, Tim Lincecum teve 14 strikeouts, e Roy Halladay um no hitter. Após essas duas perfomances históricas, ambos os pitchers se enfrentaram no jogo 1 da final. Todos naturalmente esperavam um jogo de placar baixo. Mas apesar disso, o jogo foi bastante disputado pelos ataques. Ainda assim Lincecum e Halladay tiveram boas partidas, cada um arremessando por sete entradas, Lincecum tendo cedendo tres corridas em seis rebatidas com oitro strikeouts, enquanto Halladay teve quatro corridas em oito rebatidas e sete strikeouts. A emoção começou logo na primeira parte da terceira entrada quando, após dois innings quase perfeitos de ambos os pitchers, Cody Ross mandou a bola pro outro lado do muro pra abrir a contagem a favor do Giants. Mas na segunda parte Carlos Ruiz devolveu o Home Run para deixar tudo igual. Na quinta entrada Cody Ross mandou sua segunda basebola(Hello, Paulo Antunes!) pro outro lado do muro, e no começo da sexta entrada, com dois eliminados em ninguem em base, Buster Posey rebateu simples pra manter os Giants vivos e começar uma sequencia de rebatidas que contou tambem com Pat Burrell e Juan Uribe pra conseguir 4 a 1. Mas o jogo nao ia ficar assim, pois Jayson Werth conseguiu um home run duplo pra recolocar o Phillies na partida. Mas Brian Wilson entrou bem para o bullpen do Giants e fechou a partida, uma importantissima vitória fora de casa.

A segunda partida colocou frente a frente Roy Oswalt e Jonathan Sanchez. Os problemas começaram cedo para o Giants, quando logo na primeira entrada a defesa permitiu uim erro para deixar um jogador em base, e depois Sanchez arremessou TRES WALKS para dar uma corrida de graça para o Phillies. Mas na quinta entrada Cody Ross mandou seu terceiro home run na série para empatar tudo. No entanto, uma rebatida de sacrificio Placido Polanco recolocou o Phillies na frente. Na sétima entrada, o bullpen do Giants que vinha jogando muito bem na temporada regular e está pessimo nos playoffs, cedeu dois walks intencionais para Werth e Chase Utley, o que se mostrou um erro: Jimmy Rollins mandou uma rebatida dupla pra impulsionar tres corridas para o Phillies fechar o caixão.

Eu havia dito que a chave para o Giants ia ser o Tim Lincecum ganhar o jogo sempre quie subisse no morrinho. E foi o que ele fez no jogo 1, apesar de ter cedido tres corridas. Para grata surpresa, o ataque do Giants (Em especial nosso querido Cody Ross) respondeu muito bem garantindo a vitória. Parece idiota, mas é simples: Lincecum tem que ceder menos corridas do que seu time marcar. Contra o Phillies, Lincecum nunca deixou seu time em desvantagem, cedeu as corridas que poderia ceder e sairam com a vitória. Lincecum com certeza volta mais duas vezes até o final da série se tivermos um jogo 7, e é essencial que ele continue ganhando. Mas o Giants precisa conseguir ganhar jogos sem ele, e o jogo 2 era uma ótima chance, ainda que fora de casa, para trazer de vez a vantagem para San Francisco. O Phillies tem mais volume de ataque e o Giants precisa ser impecavel pra vencer sem Lincecum no montinho.


"E ai Yankees, lembram de mim?"

New York Yankees vs Texas Rangers

Por mais tenso que seja, esse série deveria estar 2 a 0. No jogo 1, no Texas, o Rangers tinha aberto 5 a 0 de vantagem sobre o Yankees no final do sexto inning, impulsionados pelo Home Run triplo de Josh Hamilton. A corrida dos Yankees na sétima entrada, anotada num Home Run do brilhante Robinson Cano, nao arrefeceu o ânimo do Rangers, que parecia encaminhado pra abrir a série com uma vitória fora de casa. Mas na oitava entrada, Brett Gardner e Derek Jeter(Impulsionando Gardner) conseguiram rebatidas válidas, e o bullpen Darren Oliver do Rangers cedeu dois walks consecutivos, deixando Alex Rodriguez pegar o bastão com bases lotadas. Meu querido Darren Oliver, esse foi o maior engano que voce poderia cometer. Alex Rodriguez conseguiu uma rebatida válida pra impulsionar duas corridas, e em seguida Cano e Marcus Thames conseguiram dois singles pra impulsionar mais duas corridas, virando o placar para 6 a 5. Os Rangers se mostraram completametne sem forças para reagir e os Yankees conseguiram uma virada histórica.

O jogo dois foi um festival de bases roubadas para o Rangers. No entanto, a história do jogo 1 parecia fadada a se repetir: Na primeira entrada, Elvis Andrus roubou a terceira base, e em seguida roubou o Home Plate para abrir 1 a 0 na contagem (Na mesma jogada, Josh Hamilton roubou a segunda base). Um roubo de home plate é algo extremamente raro de acontecer, e eu nao lembro de ter visto isso na pós temporada recentemente. Na segunda entrada, um home run de David Murphy e uma corrida impulsionada abriram ainda mais o placar, e o mesmo Murphy impulsionou uma corrida e anotou outra na terceira entrada pra abrir 5 a 0. Mas na quarta entrada, o mesmo Robinson Cano anotou uma corrida para deixar 5 a 1. Mas o Rangers não ia repetir a bobeada, e logo na entrada seguinte anotou mais duas corridas pra fechar o caixão do Yankees. Cano até conseguiu mais um Home Run, mas não foi suficiente. Josh Hamilton ainda quase anotou mais uma corrida após o quarto roubo de base do time na partida.

O Rangers com certeza não está satisfeito, tendo perdido um jogo em casa da forma como perdeu o jogo 1. Ainda assim, eles tem esperança. Cliff Lee vai subir ao montinho hoje a noite e ele nunca perdeu em pós temporadas, é o quinto pitcher da história com melhor ERA nos playoffs tendo jogado ao menos seis jogos (Dos quatro à sua frente, tres estão no Hall da Fama) e tem um histórico bastante favoravel contra o Yankees. Na World Series de 2009, ele foi o responsavel pelas duas vitórias do Phillies comendo o Yankees com farofa e acabou com o melhor time da AL na semifinal de conferência. Do outro lado, o lendário Andy Pettite, com 19 vitórias e apenas uma derrota, maior número de vitórias na história dos playoffs para um pitcher. Pettite terá que resolver o problema com os pitchers do Yankees: CC Sabathia no jogo 1 e Phil Hughes no jogo 2 cederam juntos 13 corridas, e o Yankees não pode ceder tantos pontos assim sempre pra tentar correr atrás no final. Robinson Cano está pegando fogo e pode ser o diferencial pra esse time.


Curiosidadades da NFL

"Avisa o Lovie Smith que eu sou o número 1!"

- Na derrota do Bears para o Seahawks, Devin Hester fez história. Com um retorno de punt de 89 jardas pra touchdown, Hester conseguiu seu nono retorno de punt para touchdown, empatando Brian Mitchel com a segunda maior marca da história só ficando atrás de Eric Metcalf, com 10. Hester tambem combinou ja para 14 retornos para touchdown com punts e kickoffs, empatando Mitchel no recorde da NFL. Ah, mas aposto que o Hester é velho e ja deve tar no fim da carreira. Ah não, espera, o Devin Hester está só na quinta temporada como profissional! E lembrando que essas marcas são apenas para temporada regular, e Hester tem um retorno pra touchdown de kickoff no... Super Bowl! Alguem duvida que ele vá quebrar ambas as marcas? Eu com certeza não! A pergunta que fica é: Porque diabos a besta quadrada do Lovie Smith parou de usar ele como retornador de punts por tanto tempo e ainda não voltou a usá-lo como retornador de kickoff?? Hester teve temporadas geniais retornando ambos em 2006, como calouro, e 2007. De repente, Hester parou de retornar tanto kickoffs como punts! Faz sentido voce ter possivelmente o melhor retornador da história e não usá-lo para retornar?? Pra mim não faz nenhum! Se em 2008, 2009 e agora em 2010 o Hester tivesse retornado kickoffs e punts (Hester voltou a retornar punts com frequencia no fim da temporada passada), eu tenho certeza que ele teria estourado essas marcas ha muito tempo!

- Tom Brady conseguiu, com a vitória sobre o Ravens, sua 23ª vitória consecutiva em casa na temporada regular. Assim, ele empatou a marca de John Elway e está apenas atrás de Brett Favre, que entre 95 e 98 teve 25 com os Packers. Os próximos jogos de Brady em casa serão contra Vikings, Colts e Jets. Será que ele consegue bater a marca de Favre com essa tabela?? Eu acredito que sim! E voces?

- Randy Moss agora tem 944 recepções em sua carreira e passou Art Monk como quarto maior recebedor da história. Os tres jogadores na sua frente são os tres integrantes do 'Clube dos 1000'. Terrell Owens (1,037), Marvin Harrison (1,102) o último é tão absurdo que eu tenho até vergonha de falar, mas ja que voces insistem, é claro que é o Jerry Rice, com apenas 1,549. Calma, que tem mais Jerry Rice vindo ai.

- Hines Ward, o nosso querido Risadinha, conseguiu registrar seu 183º jogo consecutivo com uma recepção, empatando com Art Monk para a quarta maior seqüencia desse gênero na história da NFL. À sua frente estão Terrell Owens com 185, Marvin Harrison com 190 e... Perai, produção, ta certo esse número aqui?? Cacete! Então acompanhe comigo. Ward, empatado com Monk, tem 183 jogos consecutivos com pelo menos uma recepção. Se conseguir mais dois jogos assim, ele empata com o terceiro lugar. Pra empatar com o segundo lugar, ele precisa de mais sete. E pra empatar com o primeiro lugar, ele precisa de apenas mais NOVENTA E UM jogos com pelo menos uma recepção!! É isso ai, o líder da lista é novamente Jerry Rice, com 274 jogos consecutivos! O cara é ou não é um monstro?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Boletim MLB versão Playoffs

Estou quase tendo um ataque cardiaco aqui após o Sunday Night Football que tivemos e se eu escrevesse sobre NFL eu despejaria uma cacetada de reclamações, declarações de amor ao meu time, e considerações sobre o Alex Smith que fariam voces olharem e falarem algo como "Ahã, Claudia, senta lá" ou entao rissem da minha desgraça, porque cheguei à conclusão que ver o 49ers perder me dói mais que ver o São Paulo perder, juro que estou passando mal de nervosismo. Assim, para quem vier a acessar o blog segunda feira e quiser ler um post sobre NFL, recomendo o post logo abaixo desse sobre o Monday Night, achei bem interessante e como bônus vocês podem rir dos meus palpites pra rodada recheado de fails. Vou aproveitar aqui pra falar sobre os playoffs da MLB que tão bem adiantadinhos até e com jogos bem interessantes.


Sergio Romo bem que tentou, mas os Giants tem a vantagem

San Francisco Giants 2 x 1 Atlanta Braves

Depois do jogo 1, o qual ja comentei num post anterior, o Giants entrou com bastante moral no jogo 2. Depois da performance assustadora de Tim Lincecum, Matt Cain estava tambem num bom jogo, cedendo apenas 7 hits e nenhuma corrida (A corrida anotada pelo Braves veio num erro do Giants), com seis strikeouts. O ataque do San Francisco tinha funcionado bem e o time abriu 4 a 1 na oitava entrada. Na oitava entrada entrou o bullpen Sergio Romo... Que cedeu duas rebatidas seguidas, sendo a segunda um home run. Assim entrou Brian Wilson, que foi o melhor fechador da MLB na temporada regular... Mas que assim que entrou cedeu mais uma corrida pra empatar o jogo em 4 a 4. O jogo foi pra prorrogação onde os Braves conseguiram, na 11ª entrada, a vitória. Uma das grandes forças do Giants na temporada regular, o bullpen, acabou causando uma derrota dura em casa.

No jogo 3, em Atlanta, a história quase se repetiu. O ataque do Giants abriu 1 a 0 rapidamente num erro da defesa. Jonathan Sanchez começou o jogo jogando muito bem durante 7 innings sem ceder rebatidas! No entanto, na oitava entrada, cedeu um walk e duas rebatidas com uma corrida, empatando o jogo. Assim novamente Romo entrou... E entrou cedendo - quem diria - um home run, virando o jogo para 2 a 1. O bullpen do San Francisco parecia destinado a perder mais uma partida quando, na nona entrada, o ataque do San Francisco funcionou, forçou o Braves a trocar de pitcher sucessivamente e empatou o jogo numa corrida impulsionada por Aubrey Huff. Logo em seguida, um erro da defesa numa rebatida de Buster Posey deu ao Giants a corrida da virada, e novamente Brian Wilson entrou em campo, dessa vez conseguindo salvar o time. Do lado do Braves, o pitcher Tim Hudson teve uma excelente partida, jogou 7 innings e cedeu apenas 4 hits e nenhuma corrida (A corrida do Giants foi anotada num erro). Uma pena pro Braves que ele tenha jogado o ultimo jogo da temporada regular, quando os Braves precisavam ganhar do Phillies correndo o risco de ficar fora dos playoffs, e por isso só tenha podido jogar na terceira partida. Tim Lincecum ainda deve voltar ao montinho nessa série em caso de necessidade, então acredito que o Giants consiga fechar a série mesmo num eventual jogo cinco.


Saiam da frente Reds, os Phillies tão passando

Philadelphia Phillies 3 x 0 Cincinnati Reds

Essa série foi uma varrida, mas não foi facil como pareceu. Depois do no hitter do Roy Halladay no primeiro jogo (ver o link ali em cima) os Reds vieram com muita força pra cima do Phillies no jogo 2. Os Reds conseguiram quatro corridas (tres ganhas, uma por erro) em cinco hits nos cinco primeiros innings contra o titular Roy Oswalt. Até que o Phillies acordou e começou a acertar as bolinhas. Mas isso nao seria suficiente. Mas foi porque contaram com uma ajuda de quem eles menos esperavam: do Reds! Os Reds cometeram quatro erros nos tres innings seguintes (5º, 6º e 7º) e permitiram que os Phillies colocassem dois homens em base sem rebatidas validas e cedessem duas corridas não ganhas (Vindas de erro) sendo que uma das que foram ganhas veio de um home run onde o homem que estava na primeira base veio de um erro! Ou seja, foram duas corridas na quinta entrada, uma na sexta e tres na sétima (Uma na oitava quando o Reds ja parecia abatido demais pra reagir) com uma GRANDE ajuda do Reds e assim os Phillies ganharam o jogo dois em casa.

No jogo três o Reds ja entrou parecendo abatido, mas causou dificuldades. Foi um duelo defensivo bastante dificil, com ótima atuação dos pitchers. Destaque para Cole Hammels, do Phillies, que arremessou durante o jogo inteiro decendo apenas cinco hits sem nenhuma corrida e com nove strikeouts. Johnny Cueto tambem teve boa atuação, mas o Reds cedeu uma corrida no primeiro inning através de - adivinhem! - um erro da defesa! Cueto continuou jogando bem até a quinta entrada, quando cedeu um home run solo (Sem ninguem em bases) para Chase Utley e foi substituido. O Bullpen do Reds conseguiu ceder apenas mais duas rebatidas, mas o ataque nao conseguiu superar Hammels e os Phillies varreram os Reds numa série dificil apesar do placar final.



Rays e Rangers tendo uma série muito brigada

Tampa Bay Rays 2 x 2 Texas Rangers

Como voces talvez lembrem (Se nao lembram, é só acessar o link do começo do post) o Rays começou essa série perdendo os dois primeiros jogos em casa! Mas parece que o Rays sentiu a água bater na bunda, porque eles foram pro Texas com sangue nos olhos. No jogo 3, Colby Lewis teve um ótimo começo de jogo, cedendo duas rebatidas e nenhuma corrida em cinco entradas fazendo o Texas abrir 1 a 0 na partida com um erro da defesa do Rays. Foi quando o Rangers decidiu usar o Bullpen. Eu nao entendi porque, Lewis nao estava arremessando muitas bolas, eliminando rapidamente os adversarios e ele aguentaria mais innings. O fato é que começou a botar o bullpen pra jogar e o Rays aproveitou para anotar uma corrida e empatar a partida. Na sétima entrada, Matt Garza, titular do Rays, cedeu um home run para Ian Kisnler e parecia que novamente o Texas iria levar o jogo varrendo o melhor time da AL. Mas o Rays voltou pra oitava entrada pegando fogo: foi uma corrida e tres hits pro Rays anotar duas corridas e virar o jogo. Na nona entrada, o Rays terminou o que todos ja esperavam, com um home Run de Carlos Pena e outro de Carl Crawford(duplo) pra abrir 6 a 2. O fechador do Rays Rafael Soriano ainda cedeu um Home Run, mas o jogo terminou com 6 a 3 para o Rays.

Nesse domingo o Texas teve a chance de fechar a série novamente: Tommy Hunter começou o jogo, o estádio estava lotado com 50 mil torcedores e Evan Longoria, principal jogador ofensivo do Rays na temporada regular, estava jogando com muitas dores. Mas Carlos Pena começou a brilhar logo na segunda entrada com um triple pra depois anotar a corrida num erro da defesa. Na quarta entrada, Longoria, Pena e BJ Upton mandaram doubles pra anotar mais duas corridas. O jogo realmente era do lesionado Longoria, que na quinta entrada rebateu um home run duplo pra abrir uma vantagem de cinco pontos. O Texas até tentou reagir com duas corridas e um home run de Nelson Cruz na sexta entrada, mas Joaquin Benoit e Rafael Soriano entraram pra fechar o jogo definitivamente pro Rays. O jogo cinco será terça em Tampa Bay e eu nao me arrisco a dar um palpite. Os dois times foram extremamente inconstantes jogando em casa. O Rays tem mais time, mas se Cliff Lee vier de titular jogando o que jogou no primeiro jogo, o Rangers pode ser a primeira zebra dos playoffs. Tirando o jogo 1, quem tem feito mais diferença nos jogos da série foram sido os ataques e não as defesas. Talvez quebrar esse paradigma seja a chave para o vencedor do jogo 5.


"A gente precisava mesmo ter entrado em campo?"

New York Yankees 3 x 0 Minnesota Twins

Eu ja tinha avisado no preview dos playoffs que essa série nao era de verdade e que o Twins ia tomar uma surra do Yankees. E bom, foi o que aconteceu. O Yankees arrasou o Twins nos tres jogos, o ataque do Yankees foi muito superior ao do Twins e como eu ja tinha avisado, o Twins ia precisar de volume de ataque pra vencer, nao ia conseguir fazer isso na defesa. E bom, não teve volume de ataque, não venceu, tomou uma varrida e volta pro hospital pra levar flores pro Justin Morneau se recuperar logo pra próxima temporada, ele fez muita falta.