Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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sexta-feira, 14 de março de 2014

NFL Mailbag: Final de temporada regular

"Eu não acredito, ele finalmente fez um mailbag!!!"



Bom, como prometido, chegou a hora de esvaziar a caixa de entrada para fazer o nosso Mailbag. Para quem não sabe, o formato é bem simples: vocês mandam emails com dúvidas, perguntas, comentários ou o que quiserem, e eu respondo/comento aqui em uma coluna. O tema dessa era NFL, especificamente o final da temporada e o começo da Free Agency, embora eu não tenha limitado nenhum assunto. Perguntas sobre outros esportes - recebi algumas de NBA, principalmente - serão respondidas futuramente em outros Mailbags que provavelmente não irão demorar.

Se quiserem participar de outros mailbags - seja sobre o que passou na Free Agency, sobre o Draft que está vindo, sobre basquete, sobre baseball ou sobre qualquer tema diverso, é bem fácil, é só mandar seu email para tmwarning@hotmail.com com o assunto "Mailbag" (e seu nome para ser publicado com o email, mas esse é opcional). Você pode ter seu email publicado e respondido nesse espaço.

Enfim, vamos começar com o mailbag. Vou começar tirando algumas dúvidas que me foram enviadas antes de passar para o resto, porque serão as respostas mais longas e complexas. Se não está com paciência de ler respostas longas e detalhadas sobre salários e franchise tags, pule direto para onde está escrito "TERMINOU" em negrito que continuaremos o mailbag mais dinâmico a partir de lá.

(Só lembrando, esses são emails reais enviados por leitores reais)


Sobre Franchise Tag. Como ela funciona? O time pode usar em qualquer jogador que esteja no ultimo ano de contrato? O jogador pode recusar? Quais são os valores? (Aproveitando a polêmica do Graham) Quem decide a posição do jogador? E quanto custaria para outro time tirar esse jogador com Franchise Tag? - Ricardo "Mugen" Venturelli

A Franchise Tag (existe outros tipos de tags, como a transition, por exemplo, mas vamos nos focar na mais comum que é a franchise) funciona da seguinte forma: cada time tem direito a aplicar uma FT por offseason, e pode fazê-lo em qualquer jogador que vai se tornar um free agent irrestrito, a não ser que o contrário esteja especificado no seu contrato (o do Darrelle Revis com o Bucs, por exemplo, tinha uma cláusula que impedia o time de usar a FT nele). A FT serve para você "prender" um jogador ao seu time, e se o jogador assinar (ele não é obrigado, mas chegaremos lá) a Tag, ela funciona basicamente como um  contrato de um ano para esse jogador, totalmente garantido. Durante esse ano, o salário do jogador será igual a média dos cinco maiores salários de jogadores sua posição na NFL, OU 120% do seu último salário, o que for maior. Ao final desse ano, o jogador volta a ser um free agent irrestrito, e se o time quiser usar novamente uma FT no mesmo jogador, o valor dela sobe 20%.

Muitos times usam a FT menos como um contrato de um ano e mais como uma garantia para segurar o jogador. Quando é um jogador que vai atrair muito interesse na FA ou um que o time quer manter a todo custo, a opção da equipe por usar a FT pode ser para impedir que esse jogador atinja o mercado e garanti-lo por um ano no seu time, e enquanto isso o time negocia um contrato longo tranquilamente com ele. É menos comum você ver um jogador atuando por um ano sob a FT do que ver um jogador taggeado negociando uma grande extensão logo depois.

Na NFL, existe dois tipos de FT: a exclusiva, e a não exclusiva. No caso da exclusiva, uma vez que você designa um jogador para ela, ele assinando ou não, nenhum time pode negociar com esse jogador além de você. Se ele assinar, ótimo, entra em vigor o que foi dito dois parágrafos atrás, senão ele fica um ano inteiro sem poder ir para outro time e sem jogar, dai vira FA irrestrito de novo. Se for a não-exclusiva e ele assinar, ótimo, mas se ele não assinar, os demais times da NFL tem direito de negociar um contrato com ele como negociariam com um FA normal, com a diferença de que o time que o taggeou tem o direito de igualar o contrato oferecido e ficar com o jogador (igual a um free agent restrito) e, caso não iguale, ele recebe escolhas de draft como "compensação" por perder seu franchise player (se não me engano, a compensação atual seria duas escolhas de primeira rodada).

Sobre a polêmica do Jimmy Graham, o time não escolhe a posição que ele taggeia o jogador, ele só aplica a tag e o sistema da NFL automaticamente atribui a posição com base na posição que ele é registrado. No caso do Graham, isso seria TE. No entanto, o jogador ou o time podem entrar com um recurso pedindo uma mudança caso o jogador não jogue na posição originalmente atribuída (pense por exemplo em Devin Hester, draftado como CB, registrado como CB - inclusive usando camisa 23 - mas que jogava de WR. Se ele fosse tagged, seria atribuído a ele a tag de CB, mas qualquer recurso mudaria isso para uma de WR). Esse é o argumento de Graham: embora ele seja registrado como TE, ele joga de WR no Saints e por isso a tag deveria mudar. Mais sobre isso daqui a pouco.


Sobre Salary Cap. O que acontece se um time está acima do Cap? No contrato de um jogador, além do salário, o que mais influencia no Cap? E o dead money, o que é isso? Ainda no contrato do jogador, como é definido coisas como Bonus ou Salário Garantido? - Ricardo "Mugen" Venturelli

Todos os times TEM que estar abaixo do cap quando começar oficialmente a free agency. Se não estiver? Reze. Ainda não tivemos um caso concreto para saber com certeza o que aconteceu, mas eu sei que a NFL tem poder de anular alguns contratos de um time caso isso aconteça como "punição". Acredito que além de anular alguns contratos para o time entrar dentro do cap, a NFL iria aplicar algum tipo de punição, como perda de escolhas de draft ou algo semelhante ao que fez com Redskins e Cowboys alguns anos atrás quando tentaram usar um ano que a NFL jogou sem salary cap para "burlar" as regras, e foram punidos com perda de espaço salarial em anos futuros. Melhor jeito de saber é esperar o Cowboys fazer isso daqui a um ou dois anos.

Sobre o contrato e como ele influencia no cap, ele funciona a partir das três fases da sua composição: você tem o salário anual do jogador, você tem o "bônus de assinatura" (o que no futebol chamamos de "luvas") e os demais bônus (que podem vir de diversas formas, desde "500 mil para cada jogo que for relacionado" ou "5M se você for o MVP"). Geralmente, o valor divulgado de um contrato já inclui os salários anuais totais e o bônus de assinatura. O bônus de assinatura (que vou chamar de "bônus" genericamente aqui, quando for um outro mais específico ele será, bem... especificado) você recebe totalmente no momento que assina o contrato, mas ele não conta todo de uma vez no salary cap - na verdade, ele é igualmente dividido entre todos os anos do contrato em termos de salary cap. Além disso, o salário anual - que é dividido quando o contrato é assinado - pode ou não ser garantido, dependendo da negociação. Isso não interfere no cap hit anual, só no dead money (chegaremos lá). Então o cap hit anual de um jogador é o seu salário daquele ano, mais a parte do bônus que foi distribuída pela duração do contrato, mais os eventuais bônus específicos que ele possa receber naquele ano conforme foi especificado em contrato (esses bônus em geral só contam para o cap se a NFL determinar que as condições são "prováveis" de serem cumpridas - se não, elas não contam em um primeiro momento, e passam a contar de forma retroativa caso sejam atendidas ao longo do ano).

Então fazendo um exemplo prático, imagine que eu assinei um contrato de 5 anos e 40M, com 15M de bônus e 25M totais garantidos. Em outras palavras, meu contrato tem 15M de bônus e 25M de salários, sendo que 10M de salários são garantidos. Para facilitar, o salário anual será igualmente distribuído por toda a duração do contrato: 5M em cada um dos cinco anos. Então no momento que assinei meu contrato, eu já ganhei 15M dele, mas o cap hit desse bônus será 3M a cada ano (btw, o salário anual pode ser distribuído ao longo da duração de diversas maneiras, não precisa ser igualmente, mas o bônus é obrigatoriamente igualmente distribuído). Então se o time me mantiver na equipe durante toda a duração do contrato, o meu cap hit será de 8M cada um dos cinco anos. 

No entanto, em algum momento, o time pode decidir me cortar antes do final do meu contrato. Isso vai gerar o famoso "dead money", que nada mais é do que o dinheiro que vai contar no seu salary cap caso um jogador saia do time antes do final do seu contrato (seja por troca, aposentadoria, dispensa ou whatever - vamos focar mais na dispensa porque é o caso mais comum). O dead money de um jogador dispensado é todo o cap hit futuro desse jogador que vem de dinheiro garantido, seja ele da parte do bônus daqueles anos ou salários garantidos, que contabiliza de uma vez só no seu cap.

Então no exemplo anterior, o cap hit anual era de 8M, com 5M vindo de salários e 3M do bônus. Eu disse também que 10M do salários seriam garantidos, então vamos supor que fossem os 10M correspondentes aos dois primeiros anos de salário. Então se o time quiser me cortar ao final do terceiro ano, ao invés do cap hit de 8M que eu teria no ano seguinte caso estivesse no time, eu saio da folha salarial do time (como meu salário daquele ano é não garantido, eles não precisam pagá-lo e ele não conta contra o cap caso eu não esteja mais no time), mas eles terão 6M na sua folha salarial daquele ano em "dead money" pela minha saída, que equivalem aos 3M de bônus que corresponderam aos dois últimos anos do contrato que eu não jogarei. Se o time quiser me dispensar apenas no último ano, dos 8M daquele ano eles só terão 3M contando como dead money. Se o time quiser me dispensar depois do segundo ano, quando meu salário para de ser garantido, eles também podem - mas dai o dead money passaria a ser de 9M (três anos de bônus) ao invés dos 8M caso eu estivesse no time, então é ruim para abrir espaço salarial.

No entanto, suponha que o time concluiu que eu sou um babaca no vestiário que tentou assediar a secretária do chefe, e eles querem se livrar de mim um ano depois de assinar o contrato. Eles podem me dispensar a vontade, mas agora além do dead money equivalente aos quatro anos restantes de contrato (totalizando 12M), o meu salário daquele ano é totalmente garantido. Ou seja, eles precisam me pagar o salário eu estando no time ou não. Então se me dispensarem mesmo assim, agora eu conto como 17M em dead money (12M do bônus mais meu salário garantido de 5M) e eu recebo os 5M em dinheiro pelo salário garantido.

Espero que tenha ficado claro o que o tal do "dead money" é, afinal: são todos os cap hits futuros garantidos (bônus ou salários garantidos) que são contabilizados de uma vez só quando um jogador sai do seu time antes da hora. É possível jogar uma parte do dead money relativo a uma dispensa para o ano seguinte, mas ai é complicação demais para explicar aqui, basta saber que é possível. Espero que tenha ficado claro, é um assunto dificilimo mas interessantíssimo.


TERMINOU!

Espero ter esclarecido as dúvidas sobre salary cap, são bem comuns. Agora antes de passar para a parte do Mailbag que envolvem perguntas sobre times específicos, vamos ver alguns dos outros emails. 



- Para minha supresa descobri que o Julian Edelman era quarterback na Universidade de Kent State, e acabou se transfomando num bom WR na NFL.

Esse tipo de caso é comum? um jogador mudar de posição só depois que chega a NFL? e se você conhece outros jogadores que são relevantes hoje em dia que tenham mudado de posição. - Fabiano Dantas

Não é exatamente comum, mas acontece. Acho que até mais do que jogadores que mudam de posição quando vão para a NFL, uma coisa mais comum é jogador que muda de esporte: Antonio Gates provavelmente é o exemplo mais famoso, um Power Forward no College que, quando viu que não tinha futuro na NBA, arrumou um workout com o Chargers e virou um dos melhores TEs da NFL. Ironicamente, o College onde ele jogava basquete? Kent State! Outros exemplos de jogadores de outros esportes incluem Jimmy Graham, que jogou basquete pela Flórida durante seus quatro anos de College antes de entrar no time de futebol um ano depois quando assistia a um curso complementar, e Wes Welker, que apesar de jogar futebol americano na faculdade também era jogador de futebol e foi não-draftado em parte por causa disso.

Mas só trocando de posição, como eu disse, não é comum mas acontece - as vezes o conjunto de habilidades ou tipo físico do jogador leva algum técnico a mudar um jogador de posição para melhor se adaptar ao jogo da NFL. Randle El é um bom exemplo de um QB que virou WR na NFL e teve muito sucesso. Delaine Walker também lembro que era WR e foi adaptado para TE pelo seu talento como bloqueador.

Mas acho que o mais comum é ou um jogador que mudou de posição ao longo do College, ou que jogava em mais de uma: Vernon Davis chegou a jogar de defensive end, linebacker e safety do lado defensivo, e Tony Gonzalez além de ser All-American jogando basquete foi linebacker durante dois anos na faculdade,  por exemplo. Alguns exemplos de jogadores recentes envolvem Wines Ward (foi RB por dois anos na faculdade antes de virar WR), Joe Thomas  e Jason Peters (eram TEs na faculdade antes de virar LT), Charles Woodson (era RB no colegial e tem até hoje vários recordes), Warren Sapp (era linebacker e PUNTER no colegial e chegou a jogar de MLB na faculdade) e Steve Smith (RB e cornerback no colegial).


Bom, eu tornei-me,recentemente, fã de futebol americano e esta época foi a primeira que acompanhei. Ainda não consegui escolher a minha equipa favorita e por isso a minha pergunta é a seguinte: como escolho a minha equipa de futebol americano? Que critérios devo seguir? E já agora, como você escolheu a sua? -João Almeida

Não existe um critério a ser seguido. Sempre achei que os melhores times são escolhidos naturalmente, e não seguindo algum critério. Algum jogador que você goste muito de acompanhar, uma camisa ou logo que você ache legal, uma torcida que te inspire, um jogo que te marcou... tem diversos motivos que podem levar você a escolher um time. Conheço um torcedor do Broncos que escolheu o time porque adorava acompanhar a história do Tim Tebow, por exemplo, e minha namorada mesmo torce para o Lakers porque quando era criança adorava roxo e, portanto, a camisa roxa do Lakers. Um amigo meu torce para o Pats porque o primeiro jogo que ele sentou para assistir direito foi um Sunday Night entre Patriots e Bills que o Pats perdia por uns 12 pontos faltando 5 minutos e conseguiu a virada, e o co-fundador do Two-Minute Warning Marcelo Ferrantini torce para o Bears porque estava lendo sobre a história da NFL e se apaixonou pelos Monsters of the Midway. Não tem um critério, e se você não tem um time e quer achar um, o melhor que você faz é assistir o máximo de jogos possíveis de times diferentes, e ver se alguma coisa em um deles te atinge de uma forma diferente.

O meu caso é até chato: eu torço para o 49ers porque meu pai torcia desde criança e me criou assim, como se fosse time de futebol - eu tenho um vídeo meu de criança com uns 4 anos no qual eu estou de camisa do Niners, lançando uma bola de futebol de criança e levantando os braços dizendo "Touchdown, Steve Young!". Mas meu pai torce porque quando criança morou nos EUA, se apaixonou pelo esporte e gostou do 49ers porque suas cores lembravam o vermelho-branco-e-preto do São Paulo Futebol Clube, seu time do coração. Então realmente não tem só um caminho para escolher um time, e tenho certeza que alguma hora você vai achar o seu.


Considerando que times como Chiefs, Saints e 49ers devem ser wildcards e são no minimo candidatos a chegar a final da conferência, fiquei com uma curiosidade: Já houve alguma final de conferência, ou até um Superbowl, entre dois times de wildcard? Desculpe se a pergunta for muito irrelevante. - Felipe Amorim

Obviamente a pergunta foi feita antes dos playoffs, mas a pergunta ainda é válida: desde 1970, quando o Wild Card foi criado, 10 times de WC chegaram ao Super Bowl e 6 foram campeões (2010 Packers sendo o mais recente). No entanto, até hoje nunca tivemos um Super Bowl entre dois times de Wild Card, e até onde eu sei nem sequer uma final de conferência entre os dois times WC.


O San Diego Chargers afinal é o melhor time ruim ou o pior time bom da NFL? Por quê tanta oscilação? É razoável acreditar, com a fraca defesa de Denver e os problemas no ataque e contra o jogo terrestre de New England, e ainda os inúmeros problemas tanto ofensivos quanto defensivos do Colts, que o San Diego chegue ao SB? - Danilo Vilas Boas

Obviamente essa também é uma pergunta para um Mailbag pré-Super Bowl que nunca aconteceu e está... hmm... desatualizada. Mas vale a resposta só porque é um ponto que eu sempre gosto de insistir e revisitar: praticamente QUALQUER time que chega nos playoffs pode vencer um Super Bowl. O modelo de jogo único e a natureza altamente volúvel do jogo de futebol americano significam que, na amostra pequena que são os playoffs, qualquer coisa pode acontecer, e normalmente o time que vence os playoffs não é o melhor da temporada regular (2013 obviamente não foi o caso), e sim o time que fica mais inteiro, pega fogo na hora certa e conta com mais golpes de sorte. O melhor exemplo é o Giants de 2011, o único time com Pythagorean Wins negativo que ganhou um Super Bowl, que viu sua linha defensiva explodir (e nunca mais repetir o nível) naquela pós-temporada, recuperou sete fumbles seguidos (!!), contou com um game-winning drop do Tarrell Brown e dois fumbles do retornador adversário na final de conferência para vencer.

Para dar um exemplo prático, eis os rankings finais da temporada regular para o Chargers de 2013 em DVOA: 3rd em ataque (22.5%), 32nd em defesa (17.5% - lembrando que em defesa, o DVOA bom é o negativo) e 12th (5.8%) em eficiência. O Giants de 2007 terminou 18th em ataque (-1.1%), 13th em defesa (-3.8) e 14th em eficiência (1.9%). Então se você chegou nos playoffs, você tem chances de vencer sim, mesmo que sua temporada regular tenha deixado a desejar. Esse mesmo Chargers esteve a uma 3rd and 17 convertida de possivelmente derrubar o Broncos e chegar na final de conferência em 2013. Então sempre tem chance. Sempre.


Para mim um posição muito difícil de ser avaliada no F.A. é a de um receiver,visto que para ter bons números ele depende de certos fatores como um quartback razoável,foco da equipe no jogo aéreo etc..vejamos o caso de Julian Eldemam agora super valorizado após uma temporada recebendo passes do Bradboy, numa equipe sem bons receivers para fazer sombra.Quais os critérios que você utiliza e leva em consideração na hora de avaliar um wide receiver? - Sérgio Estevão Silveira Silva, Pelotas/RS

Essa é a grande questão, na verdade. Da até para extrapolar e perguntar não só sobre WRs, mas como qualquer jogador funciona fora de um esquema tático definido e com companheiros específicos. O melhor exemplo disso é o San Francisco, que desde 2009 tem uma das melhores defesas da NFL. Todo ano, seus jogadores são bastante assediados na free agency e recebem contratos muito caros, na esperança de que mantenham o nível. Mas até agora, todos que saíram falharam em repetir sequer perto do nível mostrado em SF: Dashon Goldson, Isaac Sopoaga, Jean-Ricky François, Takeo Spikes,  Aubrayo Franklin, Parys Harrelson... a lista é considerável. É muito mais fácil para esses jogadores renderem dentro de um bom esquema defensivo e em meio a jogadores excepcionais do que mudando para um esquema novo e não tão completo. 

Isso é especificamente válido, como você pergunta, para WRs. Na verdade, acho que não existe uma posição tão depende de outra como o WR depende do QB para produzir, além dos fatores citados na pergunta. Por isso é tão difícil avaliar WRs, e por isso todo ano aparece alguém recebendo um contrato absurdo na free agency: você fica seduzido pelos números de touchdowns, número de jardas, número de recepções e esquece o contexto nos quais eles aconteceram. As 1300 jardas e 11 TDs de Eric Decker são impressionantes, mas é mais fácil conseguir isso quando você recebe passes de Manning em um dos melhores ataques da história da NBA. Em contraste, 520 jardas e 2 TDs não parecem bons até lembrar que o QB de Michael Floyd esse ano era uma mistura de Kevin Kolb, John Skelton e Ryan Lindley. Então enquanto números são sempre importantes, é bem mais difícil avaliar um WR corretamente só por eles.

O mais importante quando se avalia um WR é saber qual tipo de jogador ele é, e portanto, quais características ele tem que ter. Um alto catch rate (ou seja, % dos passes na sua direção que o WR recebe) é uma ótima estatística, mas ela é menos importante em um burner (jogador de velocidade que recebe aquelas bombas longas, passes de aproveitamento menor) do que em um slot receiver.  Então precisa saber com o que está lidando com o jogador em questão. Em geral, a questão mais importante do WR é como ele consegue criar separação. Nenhum arremesso na NFL vai ser 100% perfeito, assim como uma boa defesa não vai impedir 100% dos passes para um dado jogador. O que a defesa faz é reduzir ao máximo a janela para um passe alcançar seu alvo, e portanto a tarefa do WR é criar a maior janela possível para o QB acertar o passe. Claro, isso é feito de formas distintas: um burner vai precisar ter a velocidade, explosão e aceleração para criar uma vantagem na linha sobre o CB; um cara como Anquan Boldin usa sua força física para criar uma vantagem sobre seus adversários e ganhar lances 50-50; Wes Welker sua sua agilidade no curto espaço para criar essa separação; Megatron ou Demariyus Thomas usam sua habilidade atlética e explosão para ganhar uma vantagem pelo ar; e por ai vai. A questão é que se o jogador é capaz de criar algum tipo de separação, não importa como, ele vai poder render em um ataque. Se ele vai se adaptar ao que você procura no seu ataque é outra questão, mas é a habilidade mais importante.

Em geral, acho que o segredo para WRs não é ignorar as estatísticas, é colocá-las em contexto. Os números de Decker são inflados por jogar com Manning, sem dúvida alguma, mas ele também tem um alto índice de recepções nos passes lançados na sua direção e tem poucos drops, duas habilidades que tem menos a ver com contexto. Além disso, colocar 1300 jardas e 11 TDs com PM não significa que Decker o fará em New York, mas o fato dele ter sido uma arma tão utilizada em um ataque tão bom mostra que ele é um jogador com habilidades confiáveis. Então ainda que tenha muitas coisas importantes para se observar em um WR - como ele ganha bolas disputadas, o quanto ele consegue correr depois da recepção, quebrar tackles e conseguir jardas extras, o quanto ele dropa ou não passes, % de passes na sua direção que viram recepções, eficiência na red zone, etc - o mais importante mesmo é saber colocar em contexto aquilo qiue você está vendo.


Tem uma sequência de perguntas aqui do Sérgio, então vamos dar uma passada por elas em sequência.


 drop-kick do F.A. é igual ao do rugby?Em alguma ocasião está jogada teve um destaque e foi decisiva na NFL?

Semelhante. Qualquer jogador da NFL pode fazer um drop-kick como FG ou extra-point desde que esteja atrás da linha de scrimmage e nenhum passe para a frente tenha sido feito na jogada. Mas como você deve imaginar, não é uma tática nem um pouco eficiente: o chute normal da NFL te oferece muito mais estabilidade e precisão, então não tem motivo para você tentar um durante uma partida já que diminui muito suas chances de converter. Era uma tática mais comum antigamente, quando o futebol americano ainda era muito parecido com o rubgy e a bola mais arredondada, mas caiu totalmente em desuso conforme o futebol americano foi se refinando e a bola ficando mais pontuda. 

Até onde eu sei, a era moderna da NFL só viu um drop kick oficial, quando o Pats mandou seu QB reserva, Doug Flutie, fazer um extra point com um drop-kick. Não alterou em nada o resultado, mas como era o jogo final de Flutie antes de se aposentar, foi uma forma do Pats de fazer uma homenagem ao seu ex-QB sendo o primeiro e único da NFL a executar esse tipo de jogada em tanto tempo. Ele acertou, btw. 


Há uma tendencia de as equipes dispensarem jogadores veteranos e uns nem tão veteranos com 30 anos ou mais. Estes jogadores conseguem se manter pelos resto de suas vidas sem precisar de outro tipo de trabalho ou só as estrelas conseguem isso??Visto que mega-salários só alguns recebem em uma equipe que tem ao todo 53 jogadores.

De acordo com um excelente documentário da 30 for 30 sobre o assunto, cerca de 70% dos jogadores de esportes americanos declaram falência pouco depois de se aposentaram (acho que era até 3 anos depois). Jogar na NFL da bastante dinheiro, mas também tem uma vida útil curta, e nem todos conseguem um emprego como comentarista ou repórter depois de aposentados, então muitos dependem só do que ganham jogando. E como meu professor da faculdade sempre falava, o que importa para o indivíduo não é quanto ele ganha, é quanto ele gasta. Muitos jogadores da NFL vivem um estilo de vida muito luxuoso e com muitos gastos, e quando a renda da profissão acaba eles não tem como se manter e acabam tendo que ir trabalhar com outras coisas para se sustentar. Claro, alguns ganham tanto dinheiro que conseguem se manter por muito mais tempo, outros conseguem continuar no ramo (seja como técnico, coordenador, comentarista, olheiro ou etc), e alguns investem ou poupam inteligentemente seu dinheiro para que dure depois da aposentadoria. Mas a grande parte vai logo a falência quando para de ganhar dinheiro.


Nas análises e previsões entre uma temporada e outra sempre se fala nos grupos de ataque e defesa, mas muitas partidas são definidas pelo time de especialistas..tirando os kickers,punters e retornadores,há um trabalho específico para jogadores que atuam nos Specials Team?  - Sérgio Estevão Silveira Silva, Pelotas/RS

Existe sim, é um trabalho bastante difícil que exige bastante coordenação. Muitos jogadores tem carreiras longas e lucrativas na NFL por serem monstros nos special teams, coordenando as jogadas, fazendo leituras, bloqueando nos lugares certos e achando as falhas para atravessar os bloqueios e fazer tackle, como Kassim Osgood e Blake Costanzo, mesmo que não rendam nas suas posições naturais. Normalmente as pessoas pensam em special teams em termos de kicker, punter e retornador, mas tão importante quanto é ganhar a pequena batalha das posições de campo, evitando que os adversários possam ganhar jardas extras com retornos e ganhando você essas posições. O melhor exemplo que posso te dar é o Chargers: em 2009, eles tiveram um ST sólido e Osgood foi ao Pro Bowl como Special Teamer. Em 2010, dispensaram Osgood, e caíram imediatamente para o pior ST da NFL, tomando uns oito ou nove TDs de retorno aquele ano e perdendo a temporada nisso.

O principal motivo de eu não falar tanto do ST quando faço algum preview de time é porque tem um fator muito aleatório ano a ano nisso. Em geral eu cito mais quando um time teve um espetacular ou horrível que deve normalizar, mas na maioria das vezes é algo muito difícil de prever ou mesmo de entender vendo de fora, e por isso prefiro não tocar no assunto sem ter uma boa base. Mas sim, pode ter certeza que é um fator imenso determinando a temporada de um time, assim como ataque ou defesa - tanto que DVOA, a estatística que sempre uso, vem em ataque, defesa E ST para gerar a eficiência total. Só é muito mais difícil de acompanhar ou de se prever mesmo.


A respeito do Head Coach na NFL, qual o verdadeiro papel do HC? Já que normalmente os times possuem coordenadores ofensivos, defensivos, para os Special Teams além dos mais especificos de linha ofensiva, secundária e etc.
 
Enfim com todo esses tecnicos exercendo suas funções o que sobra para o HC? - Fabiano Dantas

Isso depende e varia MUITO, de acordo com o técnico em questão, a organização, seus assistentes e tudo mais. Alguns diriam que o HC é basicamente o cara que coordena tudo isso, ele controla quem está fazendo o que e é o centro disso tudo. Mas a verdade é que depende demais de quem é. Um técnico como Lovie Smith, por exemplo, que é um mestre defensivo e que não entende o que é um passe, vai delegar a maior parte do seu plano de jogo ofensivo para seu coordenador ofensivo, mas vai estar profundamente envolvido com a parte defensiva, muitas vezes montando ele mesmo o plano defensivo e só contando com auxílio do coordenador defensivo. Um técnico mais ofensivo como Chip Kelly seria o contrário, por exemplo. Outros, como Bill Belichick, que são ótimos estrategistas dos dois lados da bola, estarão profundamente envolvidos com todas as áreas do jogo, enquanto técnicos menos especializados podem delegar a maior parte das tarefas e só servir para centralizar tudo isso.

Em geral, no entanto, o HC é o cara que toma as decisões. Ele que sabe qual coordenador vai ser, e qual a direção do plano de jogo que ele vai montar. É ele quem toma as decisões no elenco, como qual QB vai jogar,  e como vão se preparar para enfrentar os adversários. Eles centralizam essa tomada de decisão, e embora futebol americano seja um esporte complexo demais para um cara só deter todo o conhecimento do que está acontecendo, é ele quem da as direções e depois da a palavra final. Mas naturalmente, como eu disse, o nível de envolvimento e a extensão completa das funções varia muito dependendo do cara e da organização em questão. 


Li algumas notícias de que o Raiders teria interesse em contratar o Matt Schaub, com isso fiquei pensando times necessitam de qb's pra essa temporada de 2014 e poderiam ser bons para o Schaub. De imediato o Vikings me veio a cabeça, será que não daria certo a dupla Schaub + AP? O que acha? - Thiago Berti

Essa pergunta foi editada (ficou só a pergunta mesmo por questões de espaço), mas o Thiago também entra no mérito do Vikings, perguntando sobre a questão de QB, o que deveriam fazer e tudo mais. Então vamos responder em duas partes.

Sobre os times que poderiam ser um fit para o Schaub, isso depende se você acha que ele ainda tem lenha para queimar, e se ele vai mesmo ser dispensado. Se sim, então o fit ideal seria um time mais ou menos estabelecido em outras áreas, pronto para competir, mas cujo time teria mais dificuldade pegando um QB no draft por algum motivo. Então um time como Bucs (que foi atrás de outro veterano, Josh McCown), Arizona (seria o fit perfeito se não tivessem já o Carson Palmer por lá), Bills (se não estiverem tão confiantes no EJ Manuel no curto prazo), ou mesmo Jets ou, ironicamente, o próprio Texans. A outra solução para ir atrás do Schaub seria um time com um QB jovem (que já está no elenco ou que ainda viria pelo draft) e que precisasse de um veterano para dar estabilidade enquanto o jovem treina e se refina, para fazer essa transição. Isso poderia funcionar para diversos times como Bills, Bucs ou mesmo times como Jaguars, Cleveland ou Oakland, dependendo do que pretendem fazer essa offseason. Se você for pegar um cara pro-ready como Ted Bridgewater, não tem porque, mas se a idéia for pegar um QB mais cru como Blake Bortles ou mesmo um no final da primeira rodada (ou segunda e terceira), Schaub parece uma ótima opção para fazer a transição. Minha aposta é que o Raiders não vai pegar um QB na primeira rodada e sim na segunda ou terceira, dai pegar o Schaub para ser o "mentor".

Sobre o Vikings, eu entrei no mérito do vencer agora vs apostar no futuro em uma coluna recente. A verdade é que o ataque é bastante jovem ainda, tirando AP, e que com um s´ølido QB essa unidade está pronta para deslanchar, mas a defesa - que também se livrou de seus jogadores mais velhos e está se reconstruindo em torno de caras mais novos - ainda está longe de ser a de um contender, então considerando que o elenco é jovem e ainda não está pronto para ir aos playoffs em uma NFC North fortíssima, faria sentido ir com calma. Para mim o ideal é pegar um cara no draft sem pressa, deixar um ano ou dois desenvolvendo a la Colin Kaepernick. A questão é que, tendo renovado com Matt Cassell por 5M ao ano, se for esse o plano então Cassell será o titular, não faria sentido trazer mais um veterano. Pode ser também que eles nunca tenham pensado em trazer um garoto e queiram vencer logo de cara, mas também não me parece que Schaub seria o ideal nesse cenário já tendo Cassell, com Vick sendo uma alternativa de maior potencial.


Ok, vamos passar a uma série mais rápida sobre times específicos.


O ataque do Vikings, até a 15ª rodada, é o 2° em jardas conquistadas e 9° em pontos da NFL, e esses números poderiam ser ainda melhores se não houvesse essa indefinição quanto ao QB titular. Enquanto isso, a defesa caminha para ser uma das piores da história do time, com problemas na secundária e no corpo de linebackers, além de não conseguir parar ataques nos momentos decisivos do jogo em vários casos. Sendo assim, qual você acha que deve ser a prioridade do time para o próximo draft? - Matheus Milanez

Bom, ainda acho que um QB é essencial. O que não significa que o Vikings deve ficar totalmente focado nisso, claro: ainda acho que um QB do trio principal do draft cai para o Viks no número 8 (provavelmente Bortles), mas se não cair, a pior coisa que podem fazer é se desesperar e pegar o próximo QB disponível. Esse draft tem boa profundidade, e se Bortles, Manziel ou Bridgewater não sobrarem na 8th pick, eles podem pegar na segunda rodada (ou mesmo trocar para entrar no final da primeira) e pegar Derek Carr, Jimmy Garopollo ou meu favorito, Zach Mettenberger. Mas acho que não deveriam sair desse draft sem pelo menos um projeto de segunda ou terceira rodada para treinar um ano atrás de Matt Cassell.

Além disso, acho que o ataque está bem encaminhado, então a defesa tem que ser o foco. Um LB cairia muito bem no time para liberar Chad Greenway, e embora um DE para substituir Jared Allen fizesse bastante sentido, o time pagou demais para Everson Griffen ser apenas um jogador situacional, então acho que cai na lista de prioridades. Um segundo safety também faria muito sentido por lá. Mas a necessidade de playmakers passa por todas as posições na defesa, praticamente, então acho que o Viks deve focar desse lado da quadra pegando o melhor jogador disponível.


De acordo com os jogos finais de divisão percebeu-se que o time do NEW ENGLAND PATRIOTS estava um passo atrás dos outros concorrentes, BRONCOS, 49ers, SEAHAWKS, e até de alguns outros times que ficaram pelo caminho na corrida dos playoffs. Gostaria que você comentasse sobre o que o time de NEW ENGLAND precisa para estar no nível desse times na próxima temporada. As posições mais carentes, as manobras que o time deve fazer usando a free agency o draft e possíveis trades. - Geraldo Neto, Uberlândia, MG

E estava um passo atrás mesmo, e embora eu ache que não era tanto quanto pareceu na Final de Conferência, o fato é que jogar na fraca AFC fez o time parecer melhor do que era de verdade. Ainda assim, é difícil culpar DEMAIS o Patriots depois de tudo que deu errado na temporada: Danny Amendola quase não ficou saudável (e quando ficou não foi bem), Rob Gronkowski e Sebastian Vollmer se machucaram e perderam a segunda metade da temporada, e a defesa parecia contagem de corpos de filme de terror (Jerod Mayo, Vince Wilfork, Brandon Spikes, Tommy Kelly... até Aqib Talib). Então a história talvez fosse diferente com um time saudável.

Para 2013, eu falei um pouco sobre o que eu teria feito, liberando cap space e indo atrás de, principalmente, um pass rush e ajuda para a secundária. O Patriots fez o segundo muito bem, indo atrás do Darrelle Revis para substituir Talib e parece estar perto de Brandon Browner (os dois encaixam muito bem, btw) - então eles foram ativamente atrás de resolver um problema. Mas me preocupa a falta de soluções para as demais áreas: o ataque terrestre perdeu seu melhor LB em Spikes e deve perder seu melhor DT em Wilfork, e ainda não achou nenhuma solução para seu complicado jogo aéreo - sim, enquanto tiver Tom Brady o time vai funcionar, mas a falta de alvos além de Julian Edelman foi um problema em 2013 quando Gronk esteve fora, e não só Edelman saiu como o time ainda não trouxe nenhuma alternativa para o jogo aéreo, seja WR ou TE. Então eu acho que esses seriam os três focos do time para o resto da offseason: precisa trazer alvos para o jogo aéreo (um TE reserva seria legal, dado que Gronk não fica saudável), precisa de mais um pass rusher, e precisa de alguém para ancorar essa defesa terrestre. O problema é só ter 10M de cap space, mas o Pats tem um longo histórico de achar contribuintes baratos. 


O que o Green Bay Packers precisava fazer para ser forte candidato ao título do Super Bowl? - Eliel Santos

Precisa reorganizar basicamente o time inteiro. Não que o time tenha problemas do começo ao fim do elenco, mas tem buracos que atrapalham todo o funcionamento: a linha ofensiva é bem fraca, e a defesa é uma zona do começo ao fim. Não que não tenha bons jogadores, mas não é suficiente para fazer funcionar o elenco. O time continua ganhando porque Aaron Rodgers é um dos melhores jogadores do mundo, e em 2013, o time achou um RB que conseguiu levar o time nas costas. Mas precisa continuar construindo o time até o fim do elenco, e o time tem sido muito ruim nisso nos últimos dois anos. A defesa tem bons jogadores, especialmente na secundária, mas a unidade não funciona porque todo mundo tem que desdobrar para cobrir múltiplas funções. Não tem aquela dupla que vá ancorar o jogo terrestre, nem alguém para acompanhar o Clay Matthews no jogo terrestre, o time é muito vulnerável pelos lados... ou seja, todas as área defensivamente tem alguma falha, e então você precisa que os bons jogadores de lá saiam do que fazem de melhor para tentar cobrir o resto. O resultado é uma bagunça.

O Packers vai ser um candidato ao Super Bowl enquanto tiver Aaron Rodgers, mas tem esbarrado na falta do resto do time. Melhorar a linha ofensiva é uma preocupação antiga do time, mas nada do que tem feito parece resolver a questão, então ir atrás de ajuda para a defesa era o ideal. Um MLB capaz de cobrir o meio do campo e um pass rusher parecem ser as prioridades, e um safety também era bom. Todo mundo comenta de Rodgers e do bom ataque do Packers, mas o time campeão de 2010 era impulsionado também pela segunda melhor defesa da NFL. Só com o ataque vai ficar difícil voltar ao Super Bowl.


Eu li em outro site que o Draft, da temporada passada, foi um dos melhores na posição de offensive linemen. Se isso for verdade porque o Pittsburgh Steelers não escolheu nenhum jogador para essa posição, já que essa é a principal necessidade do time? E no Draft desse ano, quantos jogadores você acha que os Steelers deveriam escolher nessa posição e em quais rodadas? - Antonio Carlos Moraes

Ela era considerada profunda em OL sim, mas nenhum dos três primeiros OLs do draft (1st, 2nd e 4th picks) jogaram bem, então menos mal.

Eu acho que não escolheram porque a necessidade não era tão grande assim como você diz. Eles terminaram 15th em proteção em 2012 (e 2013), e investiram várias 1st round picks em OLs que simplesmente machucaram, como Maurkice Pouncey e David DeCastro. Eles não vão machucar sempre, e acho que com um bom tackle (esse draft é profundo) a linha ofensiva fica boa, ou pelo menos acima da média. Em 2013, o time terminou 12th ofensivamente e 20th defensivamente, então acho que a defesa é ainda mais complicada hoje que o ataque, especialmente tendo em vista as dispensas recentes.

Sobre o draft, como eu disse um tackle cairia bem, mas acho que não é a maior urgência. Acho que eles precisam mesmo é de um novo pass rusher depois da dispensa de LaMarr Woodley, e ajuda para a secundária que perdeu bons jogadores (e não perdeu Ike Taylor). Acho que a pressão pode vir de ajuda interna com Jarvis Jones evoluindo, mas ainda é pouco. Um MLB para solidificar o miolo não era mau também. Eu acho que um tackle ou um CB na primeira rodada, depois um OLB ou DE (e um tackle mais para o final) era o ideal, especialmente em um draft profundo ofensivamente.


Por fim, uma pergunta mais pessoal. Sabemos que na última década na NFL ficou "mais fácil passar a bola". Então o recorde do Marino de jardas passadas ou o recorde do Jerry Rice em jardas recebidas foi quebrado (do Marino várias vezes), mas ainda sim, tem gente que considera a temporada do Marino como melhor temporada para um QB e a temporada do Rice como melhor temporada para um WR (o que eu concordo) pois hoje em dia é "mais fácil passar a bola". Mas isso não pode acabar desmerecendo os QBs e WRs de hoje em dia? Digo isso pois, por exemplo, se um QB lançar 6000+ jardas ou um WR receber 2000+ jardas ainda vão ficar falando que Marino e Rice tiveram uma temporada melhor. Ou melhor ainda, o que um QB ou um WR devem fazer, hoje em dia, para que suas temporadas sejam consideras por todos (ou quase todos) como a melhor temporada para um QB e um WR?
P.S: Note que o cara ter uma temporada melhor que a do Marino ou do Rice não significa, necessariamente, que ele é melhor que o Marino ou Rice (só pra ficar claro). - Ricardo "Mugen" Venturelli

Resposta curta... SIM!!! É inegável que o jogo mudou muito e que existe uma grande diferença entre o que acontecia em 1988 e o que acontece em 2013.  O problema é que as pessoas são 8 ou 80 em relação a isso e aos números: ou elas ignoram totalmente as mudanças e os diferentes contextos, só olhando para os números frios e tirando a conclusão de que a > b porque o número de a é maior que o número de b; ou então elas criam uma barreira entre as duas eras, concluindo que só porque hoje é mais fácil então é impossível ser melhor hoje e isolam as duas coisas. O problema é que existe DE FATO uma enorme mudança entre as eras, que se refletiu tanto nas estatísticas como no estilo de jogo (um segundo viés menos citado, mas os QBs passam hoje muito mais do que em 1986, por exemplo, o que contribui para inflar estatísticas), e é muito difícil colocar isso no contexto apropriado. Por isso as pessoas recorrem a essas medidas extremas. Eu particularmente prefiro criar a barreira entre as duas e tratar as duas coisas separadamente (mais ou menos como tratamos pré-merger e post-merger separadamente) a achar que são iguais, mas o ideal mesmo é achar aquele meio termo.

Sobre o que teria que fazer para ser considerada a melhor temporada de todos os tempos, eu acho que você precisaria passar de alguma marca redonda. Ou seja, o WR teria que passar das 2000 jardas com alguma folga, e o QB teria que chegar nas 6000 passando de 50 TDs. Sim, é arbitrário e estúpido, mas 90% das discussões do tipo também são. Durante muito tempo, a marca de 5000 jardas foi um taboo para os QBs da NFL, como a marca a ser alcançada... dai 10 QBs fizeram isso, incluindo Matt Stafford, e ela perdeu o significado. 5000 virou o novo 4000. Então acho que 5500 ou 6000, possivelmente 6000, seria o patamar que todo mundo subsconscientemente iria colocar como aquele a ser alcançado. Para o WR, o jogo é TÃO mais fácil (sim, mais que para QBs) que talvez nem 2000 jardas fizesse o serviço. Acho que para Megatron ter a melhor temporada, ele precisa ser o MVP da NFL, e ele não vai conseguir isso com menos de 2000 jardas e 12 TDs. É arbitrário e talvez até injusto, mas é assim que funcionaria, acho. Acho que na média, a mentalidade "glorificar demais o passado por conta das mudanças" ainda é mais forte. 

(For the record, eu ainda acho que 1984 foi a melhor temporada regular de um QB de todos os tempos, e 1989 Montana foi a melhor começo-ao-fim. Eu só acho que elas não são impossíveis de serem alcançadas)


O assunto é basicamente sobre a era Brady/Manning.Não é uma comparação entre eles- até porque odeio esse tipo de comparação,de que é melhor e não acompanhava NFL de perto quando o Peyton jogava em Indianapolis.Na verdade é sobre as gestões do Colts e do Patriots nesse período.

Poxa,ambas as equipes tiveram/tem mais de uma década de dois dos maiores QB que passaram pela liga,jogando no mais alto nível.Mas não dá pra deixar de notar que o Patriots fez 6 finais de conferência com 5 títulos da AFC e 3 de SB enquanto o Colts teve 2 finais AFC e 1 SB.Não é nada mal conseguir um título de SB(ao contrário) mas não fica aquela sensação de que poderiam ter conseguido mais?O que faltou pro COLTS,quais foram seus erros e principalmente,olhando pra era Manning e já projetando uma Era Andrew Luck o que eles podem tirar de lição pros próximos anos com o garoto,isto é,como aproveitar ao máximo o talento dele e traduzir isso em títulos. - Sebastião Neto

É um assunto bem delicado que provavelmente merece um post inteiro, então vou ser o mais direto possível porque o mailbag já está longo o suficiente: eu acho que a grande diferença entre as carreiras de Brady no Pats e Manning no Colts é a mesma lição que eu acho que Indy tem que aprender para Andrew Luck - não se acomodar com o que está bom. Brady sempre teve uma das diretorias e um dos técnicos mais inteligentes da NFL dando apoio, sempre mantendo o cap sob controle, sempre achando valor onde deveria, sempre fazendo trocas e contratações inteligentes para sempre melhorar marginalmente o elenco aonde poderia. Manning não pode dizer o mesmo Colts - certamente o Colts tinha um grande time ao longo da década, mas nunca teve a capacidade do Patriots de desenvolver talentos, fazer trocas inteligentes e sempre continuar evoluindo dentro e fora de campo. As vezes parecia que Indianapolis se acomodava com seu sucesso e só tentava dar grandes passos decisivos para o título, enquanto o Patriots continuava dando os pequenos passos que aumentam o valor de cada escolha e cada contrato, e se você acha que isso não faz diferença ao longo de 10 anos, você precisa repensar a NFL. 

Isso ficou particularmente evidente na segunda metade da década, quando o Patriots continuava renovando sua equipe, achando talentos no draft e se mantendo como um dos times mais completos da NFL, enquanto que o Colts perdia cada vez mais peças importantes sem conseguir uma reposição, se mantendo forte só com o que restava do seu antigo núcleo e seu QB Hall of Famer. Se o Colts tivesse conseguido manter o cap sob controle e desenvolver melhor seus jovens jogadores, como fez o Pats mais para o final da década, aqueles times de Manning entre 2008 e 2010 teriam chegado sido muito mais fortes. Então se em termos de carreiras e conquistas você quer achar uma diferença definitiva entre Manning e Brady, não olhe para números de vitórias em playoffs e sim para as diretorias. Indy tinha um fantástico núcleo (que foi um pouco underachiever, verdade) que eles tiraram tudo que podiam, enquanto que Patriots não só teve ótimos núcleos como eles estavam consistentemente se renovando e adicionando novas peças. É verdade. 

Para a era Luck, é importante saber disso. O Colts hoje vai vencer jogos porque tem um fantástico QB, mas o resto do time é muito fraco -  a linha ofensiva ainda é fraca, tirando Reggie Wayne e TY Hilton não sobra nenhum bom recebedor, e a defesa como um todo é abaixo da média (especialmente se Robert Mathis não conseguir repetir seu espetacular 2013). Só porque você está vencendo não quer dizer que você é bom, e definitivamente não quer dizer que você é tão bom quanto pode ser. Sucesso na NFL é muito passageiro, e se você quer torná-lo duradouro, vai precisar mais do que só contar com um QB fora de série a cada 13 anos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Boletim NFL

A Offseason ainda não pegou pra valer, ta todo mundo esperando se sai ou se não sai o novo CBA antes de começar a negociar com free agents. Mas de certa forma, a melhor hora pra negociar com Free Agents é agora, porque os jogadores ainda podem receber e assinar um contrato. Passado o prazo final do CBA - que foi era ontem, mas que foi estendido em 24h e boatos dizem que pode ser estendido uma semana - os times tem que esperar um novo CBA para assinar contratos. Alguns preferem esperar, alguns preferem ir à caça o quanto antes. Por isso trouxe o Boletim NFL pra atualizar vocês nas questões interessantes da NFL por agora, a mais importante sendo a extensão do CBA.

Atualizando: A NFL e a associação dos jogadores extenderam o prazo para a definição da nova CBA em sete dias. Portanto, o novo prazo agora é sexta, 11 de março.

Também aproveito para atualizar pra vocês a lista dos players que receberam a Franchise Tag, e se você não sabe o que é Franchise Tag é só ler nesse post do Marcelo. Mais jogadores foram Taggeds, então aproveito pra trazer a lista completa:

Pittsburgh Steelers - Lamarr Woodley LB
New England Patriots - Logan Mankins G
Philadelphia Eagles - Michael Vick QB
New York Jets - David Harris LB
San Diego Chargers - Vincent Jackson WR
Baltimore Ravens - Haloti Ngata DT
Indianapolis Colts - Peyton Manning QB
Kansas City Chiefs - Tamba Hali LB
Minnesota Vikings - Chad Greenway LB
Cleveland Browns - Phil Dawson K
Carolina Panthers - Ryan Kalil C
Jacksonville Jaguars - Marcedes Lewis TE
Miami Dolphins - Paul Soliai DT
Oakland Raiders - Kamerion Wimbley LB

Dessas todas, apenas o Vick e o Manning receberam uma Tag exclusiva. Vale a pena reparar que o número de players que receberam a Tag é bem superior ao do ano passado, quando apenas cinco jogadores receberam. A Franchise Tag é um recurso que impede seus melhores free agents de deixarem o time, mas também é um recurso caro, já que você paga ao jogador 120% do seu último salário OU a média dos cinco maiores salários da Liga na sua posição na última temporada, o valor que for maior. Isso porque a classe de Free Agents desse ano realmente é muito melhor do que a do ano passado em termos de nome, destaque para o Carolina Panthers que Taggou o Ryan Kalil, segundo Center da história a ser Tagged, e por isso corre o grande risco de perder o melhor jogador do time, o RB DeAngelo Williams. O time claramente decidiu apostar no futuro (ou presente) do Jonathan Stewart. Outro exemplo de time com mais jogadores do que Tags é o Vikings, que mesmo tendo colocado a Tag no Greenway ainda tinha Sidney Rice e Ray Williams virando Free Agents, e ambos declararam interesse em testar seu valor no mercado, dificilmente voltando para Minneapolis.

Outro caso interessante é o do Vincent Jackson. Ele já tinha recebido a Tag ano passado, mas se recusou a assinar um contrato com seu time porque o time não estava disposto a oferecer o que o WR queria, um contrato longo, devido às incertezas do novo CBA. Esse impasse se prolongou, fato que explicamos em um dos nossos primeiros posts, sem que V-Jax assinasse um contrato. O jogador queria ser trocado, mas o Chargers não o trocou e Jackson acabou assinando um contrato curto para jogar o resto da temporada. O Chargers tinha a clara intenção, a princípio, de deixar o Jackson ir embora, mas depois de sofrer toda a temporada por causa de falta de WR, tendo que depender de jogadores inconstantes como Lagedu Nanee e Malcom Floyd, principalmente depois da lesão do Antonio Gates, e depois que o Jackson anotou 150 jardas e 3 TDs contra o 49ers, o Chargers pensou duas vezes em deixar o jogador se mandar e colocou a Tag nele. Jackson disse que fica mas ainda quer um contrato longo, e o Chargers diz que prefere esperar um ano antes, para ver o comportamento do jogador, que claramente saiu queimado do ocorrido. Mas como a nova CBA quando sair vai ter uma duração longa, o Chargers pode também estar apenas esperando o CBA sair para então oferecer um contrato longo dentro dos seus termos. Vamos ver no que vai dar.
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Também tivemos algumas aquisições importantes na Free Agency e alguns jogadores que renovaram que eu vou citar apenas por diversão, que são Champ Bailey do Broncos e Ronde Barber do Bucs, dois dos melhores CBs da última década e que já estão relativamente velhinhos. O Bailey assinou um contrato de quatro anos, e o Barber de apenas um. O Broncos claramente quer tentar ganhar o que puder, como puder, e o contrato que ofereceram pro Bailey é mais desespero do que outra coisa. Por outro lado, o contrato de um ano do Barber mostra que o time está realmente comprometido com a renovação do time e do elenco, e o Barber disse que quer ficar para poder servir de mentor para a molecada e em especial pro CB Aqib Talib, que é excelente jogador mas tem alguns problemas de personalidade.

Na Free Agency, as principais contratações foram de quatro veteranos: Jeremy Shockey, Shaun Rogers, OJ Atogwe e Bob Sanders.

Jeremy Shockey é um TE veterano que nunca foi um jogador fora de série mas que sempre foi um jogador muito sólido. É ótimo bloqueando, é capaz de receber passes e sabe usar seu corpo pra se posicionar na frente dos adversários para conversões curtas e difíceis, como a two-point conversion que o Saints fez no Super Bowl do ano passado. Shockey fez parte de dois elencos campeões - O Giants de 2007 e o Saints de 2009 - e sempre foi um jogador que fazia o trabalho sujo muito bem. É o tipo de veterano importante para times que busquem evoluir. No entanto, ele vem tendo problemas com lesões desde seu último ano no Giants, principalmente no joelho. Essas lesões tem minado sua forma física, acabado com sua regularidade e tem atrapalhado sua sequência no time, até que foi dispensado pelo Saints, que tinha outros jogadores jovens para a posição e não precisava do Shockey recebendo um salário tão alto. Ainda assim, é um jogador que atrai interesse e o Miami Dolphins - um time bom mas com muitas peças precisando de um upgrade - pareceu querer trazer o jogador, mas na última hora o GM não quis fazer uma proposta e Shockey foi para o Panthers. O Panthers é um time que foi muito bom algum tempo atrás mas que com a saida do Williams, a situação precária de QBs e a falta de capacidade do elenco é um time que grita 'reconstrução'. O Shockey é um TE que vai ajudar o time e é um alvo grande e experiente para o QB da equipe, seja ele o Jimmy Clausen ou qualquer calouro que eles draftem. Em outras palavras, o papel dele vai ser apenas pra ajudar a desenvolver o QB do time, porque eu não vejo que outro interesse um time claramente em reconstrução teria para um veterano com histórico de lesões.

Já o Shaun Rogers é outro veterano e que tem três Pro Bowls na bagagem. A famosa Beluga Negra foi o pilar da defesa do Browns e do Lions ao longo da sua carreira, mas com a idade sua eficiência vem diminuindo e acabou sendo dispensado do Browns. Ele ainda é um jogador de muita massa e que, se não tem a mesma capacidade de dar tackles e sacks que outrora teve, pelo menos ainda ocupa uma posição na linha defensiva que é capaz de forçar algumas dobras de marcação. Segundo constam, Rogers tinha propostas de seis milhões de patacas de Redskins e Seahawks, mas preferiu assinar um contrato de 'apenas' quatro milhões com o Saints. A idéia aqui é claríssima: Rogers queria ir para um time com uma chance real de título, e o Saints era um time que vinha tendo problemas defensivos e que precisava de um pouco de bife na linha defensiva. O que também mostra claramente que o Saints ainda acredita em tentar mais algumas corridas para o título mesmo com o seu principal jogador ofensivo, Darren Sharper, devastado por lesões. O Saints conseguiu se reforçar com essa troca e deve ficar menos vulnerável ao jogo terrestre, boa aquisição para eles.

Já o OJ Atogwe era mais ou menos o que o Broncos deveria ter feito com o Bailey. Atogwe não era tão velho quanto o Bailey e também nunca foi tão bom, mas era um safety bom e que foi importante na grande melhora do Rams temporada passada - melhora essa que eu defendo que veio pela defesa, e não pelo ataque. Mas o Rams é um time em reconstrução, pronto pra entregar tudo pro Sam Bradford e ir aos poucos montando o time em volta dele e do Steven Jackson. O Atogwe tem apenas 29 anos, mas iria ganhar mais de oito milhões de patacas e o Rams não estava disposto a pagar isso para um jogador que estava começando a ficar velho e que seria muito mais útil para um time disposto a vencer agora do que um time que quer reconstruir para o futuro. Assim, o Atogwe foi formar com o LaRon Landry a dupla de safetys do Redskins. Eu não sei quem o Redskins ta enganando, eles não tem time nem QB para tentar ser campeão, mas o time parece desesperado por adicionar veteranos como se fossem tentar uma corrida para o título. A defesa tem bons jogadores, a dupla de safetys é forte, mas o time não vai a lugar nenhum assim, pelo contrário, é o time mais fraco na divisão. Não entendo que milagre o Redskins está esperando.

Por fim, o grande Bob Sanders, The Eraser. Sanders é um caso muito triste que vai ganhar a medalha Penny Hardaway de jogador que poderia ser genial se conseguisse ficar saudável. Quando estava saudável, ele era considerado um dos três melhores safetys da Liga junto com Troy Polamalu e Ed Reed, era um jogador absurdamente ágil e que era excelente reconhecendo a jogada e parando o jogo terrestre, além de dar umas pancadas bem fortes e ser ótimo na cobertura aérea. Era um dos melhores safetys da NFL, daqueles que poderia quem sabe entrar para a história, mas infelizmente ele nunca conseguiu ficar saudável tempo suficiente para isso. Já faz mais de três temporadas que o Bob Sanders não consegue jogar mais do que uma partida. Primeiro, foi uma lesão grave no joelho, que acabou sendo recorrente. Depois, ele estourou o biceps numa partida e não voltou mais. Essa temporada ele se machucou logo na primeira partida e não voltou mais. Por melhor que ele fosse, não dava pro Colts ficar segurando ele pra sempre se ele não jogasse, e ai ele foi dispensado. Assim, o Chagers acabou indo atrás do Sanders e o pegou. Eu não acho que ele, mesmo que saudável, possa voltar a ser o safety que era. Eu duvido até de que ele possa ficar saudável com a freqüência necessária para contribuir para o Chargers. No entanto, o contrato é só de um ano e baixo, o Chargers não tem muito a perder e se saudável pode ser um bom jogador. Só não entendo porque ele ainda não parou, o corpo dele claramente não agüenta mais.
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No aguardo de mais novidades sobre a CBA. Quaisquer novidades, a gente traz e posta aqui para vocês. E não esqueçam de seguir nosso twitter, www.twitter.com/tmwarning

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Offseason - Free Agency

"Ele!? Não, pô! Me escolhe aí!"

Sim, galera, acabou a temporada da NFL. Agora, uma das partes mais legais da temporada começa! A off-season sempre marca a formação dos times para a temporada seguinte, e, como não pode faltar em todo ano da NFL, contratos estão acabando e a lista da Free Agency está enorme.

"Mas, mas, mas...Ô TIO! O que é a Free Agency?!"

Calma, meu chuchuzinho, o titio vai explicar. A free agency é, nada mais, que a lista de jogadores cujos contratos expiraram e, a partir desse momento, estão livres para negociar com outras franquias da liga.

"Mas, mas, mas...Ô TIO! Os cara lá da Enéféu num pódi mudá dus time no meio do ano?!"

Sim, meu querido. Eles podem. Porém é extremamente arriscado para o jogador, que pode não se encaixar bem no playbook do time que o contrata, e nada lucrativo para o time que o perde.

"Mas, mas, mas...Ô TIO! Qué dizê nitão que si acabô us contrátu, us cara vazum logo dus time?"

Não, não, amorzinho. Existe, dentro do regulamento da NFL, um artigo que permite às franquias segurar os jogadores que têm mais de 3 anos de serviço, jogando por elas. São os Restricted Free Agents (Jogadores livres restritos). No caso desses jogadores, a franquia tem a prioridade na renovação do contrato do jogador. Se uma franquia oferece um contrato mais alto, sua atual franquia tem o direito de igualar a oferta e se manter com os direitos do jogador.

"Mas, mas, mas...Ô TIO! Qué dizê nitão que us jogadô fica as vida inteira nu mêmo time!?"

Pelo contrário! Assim como existem os Restricted Free Agents, existem os Unrestricted Free Agents (Jogadores livres Não-Restritos). São aqueles jogadores cujo contrato expirou depois de 6 anos ou mais de serviço à franquia. Esses jogadores ficam completamente livres para negociar com outras franquias, sem benefício algum às suas franquias atuais.

"Mas, mas, mas...Ô TIO! Qué dizê nitão que tudu us jogadô da Néfiél tão nessas situação?!"

Não. Além disso existem os jogadores cujos contratos não acabaram, dã! Além disso, existem os jogadores que estarão no Draft desse ano, jovens vindos do College que, através de um sistema de escolhas, entrarão na NFL. Isso nos leva ao último caso dos free agents. Os Undrafted Free Agents (Jogadores livres Não-Escolhidos no Draft). Os jogadores que vieram do college e não são draftados são, automaticamente, colocados nessa lista. Eles, assim como os Unrestricted Free Agents, estão completamente livres para negociar com qualquer franquia.

"Ah, tio! Qué dizê nitão que si um time tem as moráu, ele sai pegano tudu que é doido?!"

Hoje em dia, sim! A NFL tinha, até o ano passado, um sistema de Salary Cap (teto salarial) que impedia que um time tivesse uma lista de pagamento enorme, equilibrando assim a distribuição dos free agents pelos times. Porém, ano passado, resolveu-se que não se usaria o Salary Cap. Esse ano, ainda não se sabe como será feito esse controle, se é que será feito. Inclusive essa é uma das maiores brigas da liga, e que, inclusive, trás rumores de uma possível greve, que pararia a NFL por um ano, o que eu, sinceramente, não acredito.

"Esse tio é dos lokera, mano, insplicô tudim! Vô até pega uns Fieident pá mim!"

Não. Isso ainda não é tudo! A NFL trabalha com um sistema de "Jogadores de Franquia". São jogadores de uma grande importância para uma franquia (citemos aqui Peyton Manning, que se encaixa no caso), que, mesmo com seu jogador tendo mais de 6 anos de serviço à franquia, são beneficiadas na renovação do contrato desses jogadores. Porém, cada franquia tem o direito de "marcar" dois jogadores por ano. Mas não da mesma forma. A NFL usa 2 Tags ("marcas"). A Franchise Tag, mais forte, permite que uma franquia "prenda" um jogador que esteja prestes a se tornar um Unrestricted Free Agent, se certas condições contratuais forem devidamente seguidas. A Franchise Tag pode ser:

- Exclusiva, não permitindo que o jogador negocie com outras franquias, mas, para isso, a franquia precisa oferecer um contrato de um ano com o maior valor entre: A média entre os 5 maiores salários da posição do jogador ou 120% do seu salário anual antigo

- Não-Exclusiva, permitindo que o jogador negocie com outras franquias, oferecendo as mesmas condições contratuais dos exclusivos. Porém, no caso do jogador assinar com outra franquia, seu antigo time recebe, como bonificação, duas escolhas de primeiro round nos drafts seguintes.

Além disso, existe a Transition Tag, que permite, praticamente, que a franquia transforme um Unrestricted Free Agent em um Restricted Free Agent por temporada. Leiam bem. Eu disse "praticamente". A Transition Tag é uma ferramenta que possui clausulas complicadíssimas, que, se eu fosse parar aqui pra explicar, esse post deixaria de ser sobre a free agency e passaria a ser sobre Poison Pills, malandragem usada por alguns times para burlar as Transfer Tags.

Até agora, os jogadores já marcados pelas Franchise Tags esse ano são:

Logan Mankins - Guard - New England Patriots (Não Exclusivo)
Michael Vick - Quarterback - Philadelphia Eagles (Exclusivo)
David Harris - Linebacker - New York Jets (Não Exclusivo)
Vincent Jackson - Wide Receiver - San Diego Chargers (Não Exclusivo)
Haloti Ngata - Defensive Tackle - Baltimore Ravens (Não Exclusivo)
Peyton Manning - Quarterback - Indianapolis Colts (Exclusivo)
Tamba Hali - Linebacker - Kansas City Chiefs (Não Exclusivo)

"Quanta dificudádi! Fala logo dus mano que tão sem time aí, véi!"

A lista da free agency, como todo ano, é extensa e apresenta jogadores importantíssimos para suas franquias. Por isso, é errado dizer que todos os jogadores presentes na lista serão transferidos. Na verdade, grande parte deles acaba renovando seu contrato com suas atuais franquias. Então, os comentários aqui serão feitos apenas sobre os mais importantes da lista, separados por posição. No final, a lista completa será postada, para que vocês, leitores, analisem e tirem suas próprias conclusões!

"Anda lóóóógu, véi!"
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- Quarterbacks

A lista é grande, porém, um Quarterback importante para seu time, geralmente, não sai. É o caso de Peyton Manning, que já recebeu a Franchise Tag Exclusiva do Indianapolis Colts e, muito provavelmente, renova seu contrato. Por ser uma posição chave e que requer muito estudo de playbook e de forma de jogar, além do modo de jogo a ser adaptado com um novo quarterback, as transferências são raras. Porém, alguns casos se fazem necessários.

É o caso do Minessotta Vikings, que tinha o veterano Brett Favre como seu QB. Porém, Favre está fora da liga. Anunciou sua décima quinta aposentadoria, ainda dizendo que dessa vez é real. Porém, mesmo assim, seu contrato com os Vikings expirou, e, depois da pífia temporada de 2010, é muito difícil que o time dos Vikings queira renovar o contrato do vovô. Pela lógica, o QB de Minessotta voltaria a ser Tarvaris Jackson, que não desperta muita confiança. Porém Jackson também terminou seu contrato, se tornando um Free Agent. Com isso, os Vikings tem três opções:

- Renovar o contrato de um dos dois QBs e arriscar. (Difícil que se escolha por essa opção)
- Buscar um calouro no Draft e arriscar. (É mais risco que a renovação, acho quase impossível que caiam pra esse lado)
- Trazer algum QB da Free Agency. (Bela opção)

O mesmo caso acontece com o San Francisco 49ers, onde os QBs Alex Smith e Troy Smith encerram seu contrato nessa off-season. Porém, a estrada do 49ers se torna mais fácil, tendo em vista que ambos são QBs novos e não tão caros. A renovação dos 2 seria a melhor saída, para um time que cresceu de produção no final da temporada.

Outra situação preocupante é a do Washington Redskins, que teve problemas com o excelente veterano Donovan McNabb, que perdeu a vaga (mesmo o time já estando virtualmente fora da pós temporada) para o reserva Rex Grossman (o mesmo que levou o Bears ao Super Bowl em 2006, fraco), que teve atuações até melhores que a do titular, mas que termina seu contrato agora. A dúvida é: McNabb se recupera esse ano? Não seria o caso de ter um backup melhor que o Grossman?

Na onda dos backups, o Chicago Bears entra com força total. Já era comprovado que o time sofria de uma forte carência de reservas para o muitas vezes problemático Jay Cutler. Mas o problema se agrava à medida que os 2 reservas, Todd Collins e Caleb Hanie, terminam seu contrato nessa off-season. Caleb Hanie, inclusive, mostrou bom braço na final de conferência, quase levando o Bears ao empate contra o campeão Green Bay Packers. Mas não seria o caso de ter alguém como o não aproveitado Seneca Wallace, cujo contrato também expirou, como backup?

O caso mais significativo entre os QBs é o do Seattle Seahawks. Matt Hasselback está ficando velho. Mesmo assim, mostrou, nos playoffs, que ainda tem lenha para queimar. O veterano encerra seu contrato, e a questão fica. Seria a hora dos Seahawks investirem numa renovação de um time que não figura entre os grandes da NFL há algum tempo, ou seria a hora de ver até onde o velho Matt pode ir e arriscar na manutenção e no entrosamento de um time liderado por um jogador cuja carreira não dura mais tanto tempo?

A lista dos Quarterbacks sem contrato é:

Peyton Manning
Michael Vick
Brett Favre
Seneca Wallace
Matt Hasselback
Matt Moore
Alex Smith
Matt Leinart
Marc Bulger
Todd Collins
Caleb Hanie
Brady Quinn
Drew Stanton
Trent Edwards
Luke McCrown
Brodie Croyle
Chad Pennington
Tyler Thigpen
Tarvaris Jackson
Jim Sorgi
Kellen Clemens
Kyle Boller
Bruce Gradkowski
Dennin Dixon
Billy Volek
Troy Smith
Kerry Collins
Rex Grossman

São diversas opções para diversos problemas. Mas será que são opções válidas?

"Viji Maria! Tem time pra issu tudigente jogá!?"

Atualizando: O Celo esqueceu da grande estrela da classe de free agents de QBs de 2011: O Free Agent moral, Jamarcus Russell!
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- Running Backs

Essa sim é uma lista enorme. E importante. Muitos BONS Running Backs não aproveitados devem sair e buscar uma vaga em times que estão precisando. Porém é aqui onde veremos o maior número de Franchise Tags.

É o caso de Michael Bush. O jogador do Oakland Raiders ficou boa parte do ano à sombra de Darren McFadden, mesmo que tenha tido algumas excelentes atuações. Outros RB nessa mesma situação são Darren Sproles - praticamente deixado de lado com o crescimento de Mike Tolbert - Derrick Ward, Brandon Jackson, e outros.

Um caso curioso é o do Miami Dolphins. Seus dois RB, que, nessa temporada, não foram bem, estão na lista. Ronnie Brown e Ricky Williams devem se separar. Provavelmente Miami só renova com um deles, e sai em busca de reforços pra outras áreas mais carentes de seu jogo.

A lista é reforçada por craques como Arian Foster, DeAngelo Williams, BenJarvus Green-Ellis, Pierre Thomas, além de muitos outros, alguns deles devem receber as marcações de seus times, como o caso do Foster.

Expectativas em cima do veterano Brian Westbrook, que, na última temporada, pelo San Francisco 49ers, entrou no lugar do contundido Frank Gore e, quando nada se esperava dele, mostrou que ainda tem muito gás e pode ajudar times que sofrem com a falta de um bom RB.

A lista dos RB:

DeAngelo Williams
Arian Foster
Ahmad Bradshaw
Cedric Benson
Mike Tolbert
Darren Sproles
BenJarvus Green-Ellis
Ronnie Brown
Ricky Williams
Michael Bush
Pierre Thomas
Leon Washington
Vonta Leach
Le'Ron McClain
John Kuhn
Tim Hightower
Jerious Norwood
Mike Bell
Laurence Marooney
Kevin Smith
Brandon Jackson
Derrick Ward
Joseph Addai
Mike Hart
Patrick Cobbs
Sammy Morris
Kevin Faulk
Fred Taylor
Danny Ware
Jerome Harrison
Mewelde Moore
Brian Westbrook
Kenneth Darby
Michael Spurlock
Cadillac Williams
Jason Snelling
Brian Leonard
Lawrence Vickers
Jerome Felton
Korey Hall
Lex Hilliard
Naufahu Tahi
Tony Richardson
Heath Evans
Marcel Reece
Ahmard Hall

"Essis negu tudo são aqueles que recebe as bola pá corre?!"
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- Wide Receivers

Nessa lista temos algumas curiosidades, e é possível que vejamos, também, algumas tags aqui. É o caso do já marcado Vincent Jackson, que não sai dos Chargers esse ano.

Os consagrados veteranos Terrell Owens e Randy Moss estão disponíveis no mercado. Moss é praticamente certo de sair dos Titans. Já Owens terá problemas na sua renovação. Como o RB Cedric Benson também encerra seu contrato, o Cincinatti Bengals não protegerá os 2 jogadores com a tag. A procura será forte pelo jogador que não a receber.

Outros ótimos WR encerram seu contrato. Santonio Holmes vem sem tags para a lista, Santana Moss já foi liberado pelo Redskins, e ainda esperamos notícias sobre Sidney Rice, Braylon Edwards, Malcom Floyd, Mike Williams, Steve Breaston, Mike Sims-Walker, TJ Houshmandzadeh, Legedu Naanee e Lance Moore.

A lista dos WR fica com:

Vincent Jackson
Sidney Rice
Santonio Holmes
Braylon Edwards
Malcom Floyd
Steve Smith (NYG)
Terrell Owens
Randy Moss
Mike Williams
James Jones
Steve Breaston
Early Doucet
Brian Finneran
TJ Houshmandzadeh
Rashied Davis
Devin Aromashodu
Chansi Stuckey
Sam Hurd
Jacoby Jones
Mike Sims-Walker
Kevin Curtis
Hank Basket
Greg Lewis
Lance Moore
Courtney Roby
Derek Hagan
Darius Reynaud
Brad Smith
Johnnie Lee Higgins
Legedu Naanee
Ben Obomanu
Laurent Robinson
Danny Amendola
Mark Clayton
Maurice Stovall
Santana Moss

"Eu já tô todus perdidos quesses nômi tudo."
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- Tight Ends

Eles protagonizaram alguns dos melhores lances do ano. Inclusive grandes defesas, como a do New York Jets, tem sérios problemas com bons Tight Ends.

A lista dessa temporada não vem com astros do calibre de Tony Gonzales, mas ainda assim é boa e pode reforçar alguns times.

Zach Miller, do Oakland Raiders, não deve sair. Além dele, Randy McMichael, do San Diego Chargers, deve ficar por onde está.

Além deles, temos Mercedes Lewis, Owen Daniels e Bo Scaife, esses dois últimos brigarão pelo lugar no time do Texans.

A lista dos TE:

Zach Miller
Mercedes Lewis
Owen Daniels
Kevin Boss
Ben Patrick
Dante Rosario
Desmond Clark
Reggie Kelly
Alex Smith
Leonard Pope
Joey Haynos
David Rhomas
Matt Spaeth
Kris Wilson
Randy McMichael
Daniel Fells
John Gilmore
Bo Scaife

"O quequessis caras fazi?!"
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- Ofensive Line

Esses jogadores devem receber uma procura enorme nessa temporada. Times como o Bears, que sofreram com a fragilidade de sua linha ofensiva, devem investir pesado para a contratação desses jogadores.

Os holofotes ficam principalmente em cima do veterano Alan Faneca. No Arizona Cardinals, com a fraca campanha desse ano, dificilmente o jogador fica.

Além dele, Logan Mankins, Carl Nicks, Tyson Clabo e muitos outros aumentam a lista.

A lista dos OL/IL:

Tyson Clabo
Doug Free
Jared Gaither
Jammal Brown
Matt Light
Jermon Bushrod
Willie Colon
Alex Barron
Ryan Harris
Corey Hilliard
Rashad Butler
Charlie Johnson
Ryan O'Callaghan
Pat McQuistan
Ryan Cook
Zach Strief
Wayne Hunter
Khalif Barnes
Langston Walker
Mario Henderson
Trai Essex
Jonathan Scott
Jeromey Clary
Barry Sims
Sean Locklear
Adam Goldberg
John Greco
Jeremy Trueblood
Stephon Heyer
Carl Nicks
Logan Mankins
Davin Joseph
Harvey Dahl
Ryan Kalil
Daryn Colledge
Alan Faneca
Deuce Lutui
Lyle Sendlein
Justin Blalock
Chis Chester
Marshal Yanda
Olin Kreutz
Evan Mathis
Kyle Cook
Nate Livings
Kyle Kosier
Jason Spitz
Kasey Studdard
Mike Brisiel
Kyle DeVan
Mike Pollak
Rudy Niswanger
Casey Wiegmann
Richie Incognito
Nate Garner
Jonathan Goodwin
Kevin Boothe
Samson Satele
Reggie Wells
Scott Mruczkowski
David Baas
Chris Spencer
Leroy Harris
Will Montgomery

"É sério quessis gordim jogum tudu na Néfiél?!"
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- Punters/Kickers

Talvez essa temporada tenha sido a prova de como faz falta um bom Kicker ou Punter num time da NFL. A prova disso!? Shaun Suisham ainda deve estar olhando seu chute voar pro lado no Super Bowl até hoje.

A lista é curta, mas é EXCELENTE, com Kickers, como o consagrado Adam Vinatieri, livres para negociar.

Punters:

Adam Podlesh
Sam Koch
Daniel Sepulveda

Kickers:

Matt Prater
Ryan Longwell
David Akers
Adam Vinatieri

"Bota us Robértu Calos pra dar essas bicuda aí!"
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- Defensive Ends

Entramos nas defesas. E só conseguimos entrar porque esses loucos estão todos sem time! Nossa, que piada trash, desculpem.

A lista dos defensive ends conta com reforços como Mathias Kiwanuka e Cullen Jenkins.

Não é, dessa vez, uma lista tão forte, com jogadores decisivos, mas, para reforçar defesas fracas, é ótima, com jogadores não tão caros, mas que podem fazer uma boa diferença.

A lista dos DE:

Cullen Jenkins
Mathias Kiwanuka
Charles Johnson
Ray Edwards
Jason Babin
Shaun Ellis
Kenny Iwebema
Bryan Robinson
Jayme Mitchell
Robaire Smith
Stephen Bowen
Jason Hatcher
Marcus Spears
Cliff Avril
Turk McBride
Mark Anderson
Wallace Gilberry
Shaun Smith
Tony McDaniel
Brian Robison
Anthony Hargrove
Jimmy Wilkerson
Dave Tollefson
Victor Abiamiri
Nick Eason
Chris Hoke
Jacques Cesaire
Travis Johnson
Ray McDonald
CJ Ah You
Tim Crowder
Greg White
Dave Bell
Kedric Golston

"Olha u tamaim dessis malóki!"
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- Defensive Tackles

É. Definitivamente as listas de defesa não estão tão absurdas como as do ataque. Mas é o mesmo caso da lista dos Defensive Ends. Existem aqui boas jóias a serem lapidadas. Uma boa defesa, com um ou dois reforços dessa lista, podem se tornar excelentes defesas esse ano.

Os destaques da lista são o já tagged Haloti Ngata, logo, não deve sair, e Richard Seymour, esse, eu duvido que fique em Oakland. Ele tem muito a dar, e em Oakland ele não chegará tão cedo a ter condições de disputar um título.

A lista dos DT:

Haloti Ngata
Richard Seymour
Brandon Mebane
Aubrayo Franklin
Pat Williams
Alan Branch
Gabe Watson
John McCargo
Nick Hayden
Anthony Adams
Matt Toeaina
Andre Fullen
Shaun Cody
Antonio Johnson
Daniel Muir
Eric Foster
Ron Edwards
Paul Soliai
Fred Evans
Gerard Warren
Remi Ayodele
Barry Coefield
John Henderson
Chris Hovan
Clifton Ryan

"Mebane! Olha só! Us mano tá pedindo pra baní!"
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- Linebackers

Finalmente uma lista reforçada para as defesas! A oferta de Linebackers está boa, muitos times devem se reforçar pesadamente nessa lista.

O destaque fica com LaMarr Woodley, do Pittsburg Steelers, que, possívelmente, recebe uma tag e não sai. Mas ainda existem bons LB nessa lista.

A lista dos LB:

Chad Greenway
LaMarr Woodley
Tamba Hali
David Harris
Stephen Tulloch
Paul Posluszny
James Anderson
Rocky McIntosh
Thomas Davis
Barrett Ruud
Takeo Spikes
Stephen Nicholas
Mike Peterson
Tavares Gooden
Keith Ellison
Jamar Williams
Pisa Tinoisamoa
Nick Roach
Dhani Jones
Brandon Johnson
D’Qwell Jackson
Chris Gocong
Matt Roth
Jason Trusnik
Landon Johnson
Zach Diles
Kevin Bentley
Clint Session
Justin Durant
Kirk Morrison
Mike Vrabel
Quentin Moses
Ben Leber
Erin Henderson
Tracy White
Danny Clark
Scott Shanle
Chase Blackburn
Keith Bulluck
Thomas Howard
Kamerion Wimbley
Stewart Bradley
Ernie Sims
Omar Gaither
Antwan Barnes
Kevin Burnett
Stephen Cooper
Brandon Siler
Travis LaBoy
Manny Lawson
Will Herring
Leroy Hill
Matt McCoy
David Vobora
Quincy Black
David Thornton

"Imagina tomá uma atrupelada dessis manu!?"
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- Cornerbacks

Outra belíssima lista. O destaque fica com Antonio Cromartie, do Nwe York Jets, que já não receberá Franchise Tag. Além dele, Ike Taylor, Champ Bailey e Ronde Barber estão entre os possíveis negociados dessa temporada.

Negociações intensas devem acontecer com esses CBs.

A lista dos CB:

Champ Bailey
Nnamdi Asomugha
Brent Grimes
Carlos Rodgers
Ronde Barber
Antonio Cromartie
Ike Taylor
Richard Marshall
Brian Williams
Chris Carr
Fabian Washington
Josh Wilson
Drayton Florence
Richard Marshall
Corey Graham
Eric Wright
CC Brown
Brandon McDonald
Chris Houston
Josh Bell
Jason Allen
Travis Daniels
Brandon Carr
Al Harris
Lito Sheppard
Frank Walker
Kyle Arrington
Usama Young
Drew Coleman
Stanford Routt
William Gay
Paul Oliver
Dashon Goldson
Kelly Jennings
Roy Lewis
Justin King
Roderick Hood
Phillip Buchanon

"CB?! Essis aí são us manu çangui bãum!"
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- Safeties

Sim. Essa lista está LINDA.

Pra começar, Bob Sanders, dispensado do Indianapolis Colts, encabeça a lista que conta com Atari Bigby, Melvin Bullitt, Danieal Manning e Roman Harper.

Bullitt deve ficar em Indianapolis, substituindo Sanders. Mas ainda assim, ele não receberá a Franchise Tag, que ficou com Peyton Manning, por motivos óbvios.

A lista dos S:

Bob Sanders
Quintin Mikell
Roman Harper
Eric Weddle
Dawan Landry
Tanard Jackson
Bernard Pollard
Atari Bigby
Matt Ware
Haruki Nakamura
Tom Zbikowski
George Wilson
Gerald Alexander
Chinedum Ndukwe
Gibril Wilson
Danieal Manning
Abram Elam
Sabby Piscitelli
Alan Ball
Gerald Sensabaugh
Charlie Peprah
Anthony Smith
Melvin Bullitt
Sean Considine
Tyrell Johnson
Husain Abdullah
Brandon McGowan
Jarrad Page
Darren Sharper
Michael Johnson
Deon Grant
Brodney Pool
Eric Smith
Lawyer Milloy
Reed Doughty

"Essis manu são tudu tipu sapo, mano!"
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Com essa enorme quantidade de free agents, provavelmente teremos uma enxurrada de negociações nessa off-season, o que deixará nossas férias da NFL bem movimentadas.

Postaremos sempre as novidades, então fiquem ligados para as possíveis transações dessa inter temporada!

Se tiverem alguma novidade, nos mandem pelo e-mail tmwarning@hotmail.com.

Deixem seus comentários!
Abraços!

"Us comentário!? Que diabéiss?! Que coisa tris - - Ei, tio! O que tu vai fazer com essa faca?! Tio?! Ai medeus! Socorro! PÁRA TIU! AJUDAS ASAJ SAH ..."