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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O caminho dos 32 times na offseason - AFC (parte I)


"A gente que fez toda essa bagunça no Dolphins, Richie?"
"Não sei você mas eu não paguei 34M pro Ellerbe nem 60M pro Wallace"



AVISO IMPORTANTE: Para compensar a ausência no final da temporada, e colocar um ponto final decente na boa temporada 2013 da NFL, a idéia é fazer um mega-Mailbag daqui a uma semana. A semana que vem vai ser dedicada a olhar o caminho dos 32 times para o ano que vem, e a idéia então é que só na outra semana a gente faça o Mailbag mesmo. Qualquer tópico é válido, qualquer coisa sobre a temporada regular, playoffs, técnicos, jogadores, Free Agency e etc. Perguntas sobre o Draft também serão respondidas, mas terão menor preferência pois é um assunto que ainda vai ter sua cobertura. Então aproveitem para mandar suas perguntas/dúvidas/comentários finais da temporada para tmwarning@hotmail.com com o assunto "Mailbag", que você pode ver sua pergunta aqui e no Esporte Interativo (perguntas enviadas a Mailbags anteriores e não respondidas também serão respondidas, se ainda relevantes, btw). Então participem e vamos fazer desse último MB da temporada 2013 um sucesso.

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Depois de olhar para o passado - mais especificamente, olhar para nossos palpites de antes da temporada começar e ver quais deram certo e quais foram fiascos homéricos - é hora de olhar um pouco para o futuro de cada uma das 32 franquias da NFL. A temporada 2013 agora é passado,  e estamos entrando na pior época do ano (o tempo entre o Super Bowl e o começo do Draft e da Free Agency, que é quando por bem ou por mal a NFL começa de novo). Então é hora de pegar todos os times da NFL e ver em que ponto exatamente cada um deles se encontra nesse momento da offseason, quando estamos todos recolhendo os cacos de 2013 e se preparando para 2014. Qual a direção que cada time deve tomar para 2014? Quais mudanças devem ser feitas? Quais as incógnitas e quais as certezas? É isso que vamos tentar achar nesses posts. Serão três: um para os times de playoffs, um pra os times que não foram aos playoffs na AFC, e um aos times que não foram aos playoffs na NFC.

Começamos semana passada pelo times que foram aos playoffs e agora tentam voltar a pós temporada. Agora, é hora de falar dos times da AFC que não tiveram a honra de jogar em Janeiro.

Por conta de problemas com o blogger, esse post foi dividido em duas partes. Parte II, espero, sai sexta ou sábado.


Times da AFC fora dos playoffs (Parte I)


Miami Dolphins

Yeah… Sobre o Dolphins… Bom, pelo menos ninguém pode negar que eles tiveram um 2013 interessante. Ainda que dificilmente divertido: o escândalo Martin-Incognito, duas derrotas seguidas para Bills e Jets quando uma vitória simples os colocava nos playoffs, e tudo de complicado e bagunçado que aconteceu entre a diretoria e o técnico nesses meses dão um tom melancólico para a temporada 2013 de Miami. 

A sorte do Dolphins é que eles jogam na fraquíssima AFC, então os playoffs ficam muito mais próximos do que estariam normalmente para um time como o Dolphins. Então considerando que a diretoria está focada em chegar na pós-temporada o quanto antes, e que tanto a diretoria como o técnico estão urgentemente precisando de algum sucesso para compensar todos os problemas e calar as críticas (bem como se manter no emprego), é razoável imaginar que o objetivo do time é dar o próximo passo rumo a pós temporada.

O problema com esse plano é que o Dolphins… não é um time bom. Eles não são horríveis, mas são fracos: terminaram o ano 23th em DVOA, 18th em ataque e 17th em defesa. O time apresenta enormes buracos, também, dos dois lados da bola: a linha ofensiva é uma desgraça, os recebedores não foram produtivos mesmo com o milionário Mike Wallace, e a defesa terrestre foi a quarta pior da NFL, basicamente. Então o time tem muito a reforçar, e muito chão antes de se tornar um bom time.

A vantagem é que o Dolphins tem bastante espaço salarial vago para ir atrás de free agents, quase 40M no momento, mas esse valor ainda depende de algumas decisões. Os DTs Randy Starts e Paul Solari são free agents, assim como o CB Brent Grimes e outros jogadores menores (Chris Clemons e Nolan Carroll, para citar dois), então se o time optar por manter pelo menos alguns desses jogadores (Starks e Grimes, em particular, foram dois dos melhores defensores da equipe em 2014 e não deveriam sair do time). Então com alguns desses jogadores possivelmente renovando ou recebendo a Franchise Tag, o cap disponível para trazer reforços cai bastante.

Com o que sobrar, espero que a prioridade da equipe seja reforçar a linha ofensiva. Brandon Albert está no mercado, e já expressou interesse anteriormente na equipe. Uma linha ofensiva competente também é crucial para aumentar as chances de Ryan Tanehill continuar se desenvolvendo bem, e o desenvolvimento de Tanehill é um dos principais pontos para tornar o Dolphins um bom time. O time já perdeu profundidade no último draft com a burrice de subir para pegar Dion Jordan (apagado na sua temporada de calouro), então a margem de erro está menor agora, e não vai ser possível reforçar todas as áreas da equipe de uma vez. Mas considerando que na AFC o Dolphins não está tão longe dos playoffs, esperem que o time invista pesado em dois linemen ofensivos e um pouco mais de bife na defesa para pelo menos tapar os buracos mais urgentes e tentar trazer estabilidade para o time.


New York Jets

Eis o que eu escrevi sobre o Jets em Agosto:

"O Jets é um time melhor do que muita gente da valor, tem uma defesa que deve ser muito boa e com muitos jovens talentos e seu ataque terrestre deve melhorar consideravelmente, mas para ir a algum lugar vai depender muito de como seu QB (seja ele quem for) vai ser comportar ao longo da temporada e isso é uma grande incógnita. (...) Eu acho que o Jets deve terminar algo com 7-9 ou mesmo 8-8 se conseguir uma contribuição mediana de seu QB titular"

Bom, o resultado foi exatamente o que eu previa, mas não o processo. A defesa realmente se manteve muito forte, terminando como a 11th melhor da temporada e a melhor defesa terrestre do ano, mesmo com sua secundária tendo muitos problemas. Mas o ataque... esse nada deu certo. O ataque terrestre melhorou um pouco mas continuou fraco, e o ataque aéreo do time foi uma desgraça sem tamanho, com Geno Smith chegando a ir para o banco em favor de Matt Simms e ser comparado a Mark Sanchez. Mesmo com uma melhora nos últimos três jogos que salvou Geno Smith desse patamar horrível, a temporada do calouro (e dos QBs do time) em geral foi muito abaixo dessa "contribuição mediana de QB" que eu supunha, e a verdade é que o record final de 8-8 do time esconde um Pythagorean Wins de 5.5 vitórias, impulsionado por um record de 5-1 em jogos decididos por uma posse de bola. Então o Jets não está tão perto dos playoffs como parece.

O principal e maior problema é simples: na NFL atual, é possível vencer jogos com um QB mediano se o resto do seu time colaborar (Andy Dalton, Joe Flacco, Alex Smith em 2011, etc), mas é muito difícil vencer se seu QB é ruim, e é nesse patamar que o Jets se encontra atualmente. A equipe foi a duas finais de conferências seguidas porque tinham uma defesa espetacular, um forte jogo terrestre e seu QB conseguiu ficar longe de erros e produzir nas horas pontuais, mas já faz três anos que a descrição do quarterback da equipe não inclui nenhuma dessas coisas. Mark Sanchez foi horrível nos seus dois últimos anos como titular, e apesar de alguns flashes, Geno Smith também teve uma temporada de calouro muito ruim (12 TDs, 21 interceptações, 8 fumbles, 35 QBR). É difícil imaginar o Jets dando a volta por cima sem resolver essa situação de QB e achar pelo menos um profissional competente para conduzir a equipe. Mark Sanchez DEFINITIVAMENTE não é esse cara, e a questão é se Geno Smith pode se desenvolver até esse ponto. Se não, o melhor jeito é se livrar de Sanchez (mais disso em um segundo) e achar outro QB - talvez nessa ótima safra dos próximos dois drafts - para desenvolver.

A boa notícia para o Jets é que eles possuem uma excelente base na defesa e uma boa quantidade de espaço salarial. A linha defesiva do Jets com Muhamad Wilkinson, Damon Harrison e o DROY Sheldon Richardson é possivelmente a melhor da NFL, e é mais fácil montar uma defesa quando sua base é tão dominante. A secundária foi um fracasso em 2013 e o time sentiu falta de pass rush, os dois problemas que o time precisa adereçar nessa offseason, mas a equipe possui os meios para isso. O cap space do time roda em torno de 25M sem nenhum free agent importante para retornar, mas a verdade é que o time pode mais do que dobrar esse espaço se dispensar seus jogadores mais caros. Mark Sanchez, Santonio Holmes e Antonio Cromartie, se dispensados, economizariam 28M na folha salarial da equipe, e com um espaço de mais de 50M livres. Holmes é quase uma certeza que vai ser dispensado; Sanchez só não será se a equipe ainda achar que ele pode integrar um time vencedor, e se acham, estão loucos; e Cromartie é mais difícil porque tem um histórico bom como CB mesmo depois de um 2013 atroz.

Mas mesmo que apenas Sanchez e Holmes sejam dispensados, é a deixa que o time precisa para se reforçar na free agent com jogadores jovens em contratos focados no primeiro ano, de forma a não atulhar a folha para as próximas temporadas. Um contrato longo para um jogador com Alterraun Verner me parece o ideal para a equipe enquanto espera Dee Miliner se recuperar do decepcionante 2013, e essa dupla pode ser dominante por muitos anos. Um pass rusher como Michael Bennett também se encaixaria bem na equipe, embora um linebacker me pareça mais adequado. O time também tem alguns buracos na linha ofensiva, mas é um draft extremamente profundo em OLs e esse problema pode ser resolvido na segunda ou terceira rodada enquanto um pass rusher como Khalil Mack seria o ideal na primeira rodada. O Jets ainda está um pouco longe dos playoffs e precisa resolver seu problema de QB se quiser sonhar com sucesso, mas com uma boa base, bom número de escolhas em um draft profundo nas suas maiores necessidades, e toneladas de espaço salarial, pelo menos a equipe se encontra em boa posição para remontar sua base para os próximos anos.


Buffalo Bills

O Bills é um time interessante que muito pouca gente da atenção. Eles terminaram 6-10 ano passado com uma Pythagorean Expectation de 7-9 mesmo recebendo produção muito ruim de seus QBs e com seu "QB do futuro" perdendo sete jogos por lesão. Eles fizeram isso porque sua defesa, que ninguém deu muita atenção, terminou o ano como a quarta melhor da NFL em DVOA e contou com um grupo extremamente variado e dominante para tal: Marcell Dareus e Kyle Williams foram uma das duplas de linha defensiva mais destrutivas da liga, Mario Williams enfim proveu o pass rush que o time precisava com ajuda do surpreendente Jerry Hughes, Kiko Alonso solidificou muito bem o meio da defesa, e Jairus Byrd é um dos melhores safeties da NFL quando saudável... e isso antes de lembrar o quanto lesões afetaram a secundária desse time, tirando jogadores como Byrd e Stephen Gilmore do time por bastante tempo. Byrd é um free agent que pode voltar ao time, e se for o caso, a base desse time está pronta para 2014 e isso sem contar mais saúde para Gilmore e a evolução de seus jovens talentos. Mesmo com alguma regressão natural esperada para 2014, não temos motivos para acreditar que a defesa vá parar de ser uma potência.

O problema é que onde a defesa solidifica a equipe, o ataque age na direção contrária. Buffalo teve o oitavo pior ataque da NFL, uma decepção para um time que usou uma escolha de primeira rodada em um QB e contava com a dupla Fred Jackson e CJ Spiller. Mesmo com o segundo anista Cordy Glenn emergindo como um LT de elite, a falta de talento ficou clara nesse ataque: apenas Steve Johnson e Jackson tiveram temporadas acima da média, e muitos jogadores bem cotados como CJ Spillman, Robert Woods e Scott Chandler foram grandes decepções, e o time sentiu muito a perda de Andy Levitte. E claro, existe o problema do QB: o Bills, estupidamente, usou uma escolha de primeira rodada em EJ Manuel no último draft com a esperança que Manuel fosse o quarterback do futuro do time, só para Manuel ter uma temporada decepcionante marcada por lesões e incompetência (59% nos passes, 6.4 Y/A, 11 TDs contra 9 INTs e 6 fumbles). QBR da a Manuel um rating de 42, um número bem fraco, enquanto ProFootball Focus o coloca como o terceiro pior QB qualificado de 2013 (na frente de Geno Smith e Chad Henne). E embora seja possível argumentar que uma temporada marcada por lesões tenha atrapalhado tanto seu rendimento como adaptação a NFL, o fato é que as questões irão continuar em torno de Manuel,  e é em torno dele que o sucesso da equipe irá rodar.

Então o caminho do Bills parece bem claro: tendo investido uma 1st round pick e seu futuro em Manuel, eles tem que fazer de tudo para cercá-lo com as melhores condições possíveis para seu desenvolvimento e seu sucesso. O time tem escolhas altas e se (quando?) Kevin Kolb for dispensado o espaço salarial da equipe pode chegar a quase 30M. Embora uma boa parte desses 30M iriam para um possível novo contrato com Jairus Byrd, o time precisa usar o resto para dar a Manuel melhores armas. JAckson e Spiller não vão a lugar nenhum, mas a linha ofensiva precisa de reforços além de Glenn, especialmente no meio se quiserem dar nova vida a esse ataque terrestre. O time também tem investido recentemente em WRs - além do veterano Johnson, Woods e Marquise Goodwin são jogadores jovens que o time vê com bons olhos - mas um alvo como Sammy Watkins ou Mike Evans poderia ser extremamente valioso no desenvolvimento do seu QB (Watkins é o melhor dos dois e encaixa melhor na equipe, mas não deve sobrar na primeira rodada). Em resumo, o ataque sofre com talento além de seus RBs e Glenn, e é isso que o time precisa focar com seu espaço salarial e altas escolhas de draft. Por sorte o time tem uma defesa que não exige tanta atenção (talvez um CB veterano como Dunta Robinson), então as energias podem se voltar para o desenvolvimento do seu franchise QB. Se o ataque terrestre engrenar e Manuel conseguir ser competente, é um time que pode dar muito trabalho com essa defesa em alguns anos.


Baltimore Ravens

Quando eu fiz o preview do Ravens, eu passei 80% do tempo elogiando Ozzie "awesome" Newsome e falando sobre como ele tinha sido inteligente nessa offseason ao não se precipitar em manter seus jogadores a preços absurdos (Paul Kruger foi sólido mas não espetacular em Cleveland, e Dannell Ellerbe foi um dos maiores fracassos dessa última offseason em Miami), ter paciência, e remontar sua equipe com jogadores a salários muito mais razoáveis e desinflacionados, com um grupo defensivo que acabou sendo ainda melhor que o de 2012. Mas eu também destaquei que os recursos de Newsome estavam limitados pelo novo salário de Joe Flacco, e que isso diminuia em muito a sua margem de manobra e acabou custando ao time alguns jogadores importantes, especialmente Anquan Boldin (btw, obrigado por isso, Newsome!). 

Esse novamente vai ser o tema dessa offseason para o Baltimore Ravens: espaço salarial. Reassinando e reestruturando o contrato de Terrell Suggs, o time conseguiu abrir 24M em espaço salarial no momento, um montante que seria bom se não fosse pelo fato de que o time tem um número imenso de free agents importantes prontos para deixar a equipe e que, se o time quisesse manter, teria que dispensar bastante dinheiro para isso e 24M não seria suficiente. A defesa foi muito sólida em 2013, mas em parte pelas excelentes contribuições de James Ihedigbo, Corey Graham e Daryl Smith, e os três estão no mercado buscando um enorme contrato. Ofensivamente, de longe o melhor jogador da equipe foi Eugene Monroe... que também é FA, e o LT com certeza vai exigir um contrato enorme nessa offseason. Dennis Pitta (fez imensa falta em 2013), Michael Oher (fraco em 2013, mas um bom jogador) e Jacoby Jones também podem deixar a equipe. Então 24M vai ser muito pouco para renovar com esses jogadores, achar novos talentos E assinar com suas escolhas de draft. Boa sorte, Ozzie.

Newsome é um dos melhores GMs da NFL avaliando talentos e sabendo exatamente o valor de cada jogador e cada contrato, então não esperem que ele saia renovando com todo mundo de cara. Ele gostaria de manter alguns desses jogadores (imagino que Graham e Monroe sejam as prioridades), sem dúvida, mas não vai morder a isca se algum time desesperado oferecer um valor muito exagerado, como aconteceu com Kruger e Ellerbe ano passado. Se for o caso, Newsome provavelmente deixa sair e vai tentar manipular o mercado como de costume para tentar achar uma barganha de fim de feira. Com o cap tão atulhado, é a alternativa que sobra ao time, e vai ser assim até o final do contrato de Joe Flacco (ou pelo menos uma reestruturação). 

Tirando a parte salarial, o foco do Ravens deve ser reforçar seu ataque para voltar aos playoffs - eles não atulharam a folha salarial e pagaram 120M para um QB MVP do Super Bowl para entrar em reconstrução. Para isso, eles precisam urgentemente reforçar o ataque: a saída de Boldin e a lesão de Pitta expuseram a falta de um bom grupo de WRs (em particular, a falta de um possession WR capaz de conversões curtas no meio da galera, a especialidade de Boldin), a linha ofensiva regrediu ferozmente e foi possivelmente o pior grupo de toda a liga, o ataque terrestre FOI o pior da liga e basicamente uma piada, e Joe Flacco teve sua pior temporada como profissional. Então é, foi um ano horrível para esse ataque. O problema mesmo é que são problemas e buracos demais, e não existe uma solução simples para um time com tão pouca flexibilidade salarial. Os problemas na offseason de RAy Rice podem deixar o time sem RB, mesmo que Monroe renove ainda faltam outros três lugares na linha ofensiva (MArshall Yanda é o outro lugar garantido), e o time precisa urgente de tight ends E WRs para reforçar esse grupo. A equipe não vai conseguir adereçar tudo isso pelo draft (ainda que a linha ofensiva deva ser a grande prioridade em um ano profundo) muito menos pela free agency sem espaço salarial, então Newsome vai ter que fazer sua mágica para conseguir jogadores decentes para essas posições sem gastar dinheiro ou escolhas altas. Não vai ser fácil.


Pittsburgh Steelers

O Steelers de 2013 foi basicamente um time medíocre: um grande QB e um grande WR carregaram o ataque nas costas, mas o time terminou o ano 12th em ataque, 20th em defesa, e 15th em DVOA geral. Para um time que passava por um período de reformulação (especialmente na defesa) depois da idade bater na porta, não foi de todo um ano ruim, e o time ficou a dois erros grosseiros de arbitragem a favor do Chargers (contra o Chiefs na última rodada) de ir para os playoffs mesmo assim. Então foi um ano positivo, e o Steelers gostaria de aproveitar esse bom começo para embalar nos próximos anos.

O problema é que o Steelers também esbarra no problema salarial. Hoje, o time está 6M ACIMA do salary cap, então o time precisa cortar salários só para chegar no patamar aceitável. Isso não é tão difícil de se resolver - é só cortar Levi Brown, por exemplo, e cortar Ike Taylor liberaria mais 7M - mas também precisa lembrar que tem o draft vindo ai (e os calouros exigirão novos contratos) e o time tem alguns free agents importantes por renovar (ou não), incluindo Emmanuel Sanders, Ziggy Hood (esse com certeza sai, vem muito mal nos últimos anos), Brett Keisel e Ryan Clark. Isso limita o que o Steelers pode fazer nessa offseason para reforçar seu time e acelerar o processo de reformulação.

Hoje, o Steelers parece ter dois problemas. O primeiro, como sempre, é a linha ofensiva. A OL foi até competente esse ano bloqueando para o passe, mas continua muito ruim bloqueando para a corrida, o que também atrapalha o desenvolvimento do calouro Le'Veon Bell. Alguma regressão também é esperada, então é uma área que o time deveria focar nessa offseason - embora, é claro, a volta de Maurkice "Free Hernandez" Pouncey e uma temporada saudável de David DeCastro ajudariam bastante já. O outro problema é a defesa em geral. Ela não é horrível em nada, mas também é abaixo da média em tudo: a defesa terrestre é fraca, o pass rush é inconsistente, e a cobertura... bem, vocês sabem. O time tem sobrevivido defensivamente principalmente por conta de boas performances de grandes jogadores (Troy Polamalu, LaMarr Woodley, Cam Heyward, William Gay, etc), mas ainda tem muitas posições de necessidade (mais CBs, um novo MLB e um pass rusher na linha defensiva são as principais) e não vai conseguir adereçar todas elas nessa offseason, embora algumas sejam mais simples de se resolver via draft com uma excelente equipe de desenvolvimento. 

Hoje, o Steelers é um time com boa base que tenta reformular, mas esbarra nos contratos grandes de outrora. A equipe ainda possui um excelente QB e uma base muito sólida, o que com alguma saúde e alguma sorte pode ser suficiente para manter o time competitivo. Mas para continuar essa reconstrução, vai precisar de mais flexibilidade salarial, e mais alguns acertos no Draft não seriam uma má idéia. Larry Foote voltando de lesão e um ano a mais para Jarvis Jones podem ser boas soluções internas para alguns dos problemas dessa defesa, também. Então mesmo que o time dificilmente consiga se reforçar muito nessa offseason, eu tenho algum otimismo quanto ao futuro no curto prazo do Steelers. É um sólido time.


PARTE II SAI EM BREVE!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Análise do Draft da NFL - AFC East


Fala "Não" pro Marcell Dareus pra você ver o que acontece

Finalmente!! Sim, não é uma ilusão, estamos realmente falando do Draft da NFL!! Para quem não lembra, o Draft da NFL aconteceu num momento importante da NBA e com o lockout ainda pronto pra durar mais algum tempo, então deixamos o coitado um pouco de lado para falar da NBA - playoffs!! - e adiamos pra quando estivessemos mais perto do fim do lockout. Eu até queria fazer isso junto com a Free Agency, mas se a gente não começar agora isso não fica pronto nunca. Então, sem mais delongas, começamos a análisar, time por time, o Draft de 2011 da NFL, começando pelos times da AFC East.



New England Patriots
Nota: A-
Escolhas:
1st round, 17th pick: Nate Soldier, OL, Colorado
2nd round, 33rd pick: Ras-I Dowling, CB, Virginia
2nd round, 56th pick: Shane Vereen, RB, California
3rd round, 73rd pick: Stevan Ridley, RB, LSU
3rd round, 74th pick: Ryan Mallett, QB, Arkansas
5th round, 138th pick, Marcus Cannon, OL, TCU
5th round, 159th pick, Lee Smith, TE, Marshall
6th round, 194th pick, Markell Carter, LB, Central Arkansas
7th round, 219th pick, Malcolm Williams, DB, TCU

Análise: Existe um motivo pro Patriots ser o time que melhor Drafta da NFL, e ele se chama Bill Belichick. Todo mundo sabe que eu adoro o Belichick e acho ele um ótimo técnico e um dos melhores da Liga, mas quando o assunto é conseguir bons jogadores e manipular as escolhas do Draft com trocas pequenas, ele é disparado o melhor. O Patriots não só conseguiu Draftar bons jogadores, como também conseguiu uma escolha de primeira rodada em 2012 vinda do Saints com sua mania de trocar sempre por escolhas de primeiras rodadas futuras, que quando chegam a hora de serem usadas são novamente trocadas (Boatos de que o objetivo oculto do Patriots é ter toda a primeira rodada do Draft 2018).

Mas além de conseguir mais escolhas futuras rumo ao seu objetivo megalômano, o time também conseguiu fortificar sua linha ofensiva draftando o Nate Soldier. Soldier é daqueles tackles que tem um jogo bom o suficiente pra ser um titular quando chega mas tem o potencial de ser um Pro Bowler, e mesmo se não chegar a isso e ficar no meio termo entre os dois já está ótimo. A grande pedra no sapato do Patriots é o New York Jets, e o Jets venceu o Patriots nos últimos playoffs porque conseguiu usar seus esquemas de blitz pra colocar pressão contínua no Tom Brady. Não só isso, o Brady tem problemas sérios no joelho, então quanto menos sacks ele levar melhor. Por falar em Brady, a escolha do Ryan Mallett pra mim foi uma das melhores desse Draft, o caso do jogador certo no lugar certo. O Brady ainda joga uns cinco anos em alto nível se não tiver nenhuma lesão séria, mas o Mallett está pronto pra assumir o lugar dele. Era um talento de primeira rodada com problemas de atitude e um jogo um tanto cru para jogar com os profissionais. Agora ele terá muitos anos para aprender com o melhor QB da Liga na atualidade (Desculpe Peyton Manning, a tocha foi passada) e sob a batuda do Bill Belichick, que tem um histórico de desenvolver jovens talentos e não vai deixar sua cabeça problemática atrapalhar seu jogo. Quando o Brady pendurar as chuteiras, o Patriots já pode ter outro grande QB pronto pra assumir.

E se tratando de defesa, o Ras-I Dowling é minha aposta pra ser o novo Devin McCourty. Pra quem não acompanhou, o McCourty foi um CB draftado pelo Patriots na segunda rodada e foi possivelmente o segundo melhor calouro defensivo de 2010 (O primeiro começa com S e joga no Lions), superando todas as espectativas e solidificando uma defesa antes frágil. O Ras, além de ter o nome mais estranho desse Draft, é um CB que tinha tudo pra ser um dos melhores do Draft se não fossem muitas lesões ao longo do seu último ano no College. O Patriots pode se dar ao luxo de apostar na saúde do moleque, porque se ele ficar saudável ele é um dos três melhores CBs desse Draft.

 O que eu não gostei e impediu a nota A+ do time, no entanto, também tem a ver com defesa. Apesar dos problemas na secundária, a grande fraqueza na defesa do Pats foi o pass rush. A enorme dificuldade de chegar até os QBs adversários causou ainda mais problemas para uma secundária inexperiente, e todo mundo esperava um DE ou OLB chegando via Draft. Mas nenhum chegou, e o Pats agora vai ter que se virar com o que tem e com a Free Agency. Eles podiam ter apostado no Da'Quan Bowers, que apesar das lesões pode ser um dos melhores jogadores desse Draft, e que caiu até o meio da segunda rodada. Mas do jeito que ficou está bom, porque o time do Patriots já está jovem, montado e agora só precisa de algumas peças para encaixar. Faltam duas (Um bom WR principal e um pass rusher), mas o time parece ainda melhor do que ano passado e é meu favorito pro título.


Buffallo Bills
Nota: B-
Escolhas:
1st round, 3rd pick: Marcell Dareus, DT, Alabama
2nd round, 34th pick: Aaron Williams, CB, Texas
3rd round, 68th pick: Kelvin Sheppard, LB, LSU
4th round, 100th pick: Da'Norris Searcy, S, North Carolina
4th round, 122nd pick, Chris Hairston, OL, Clemson
5th round, 133rd pick, Johnny White, RB, North Carolina
6th round, 169th pick, Chris White, LB, Miss. State
7th round, 206h pick, Justin Rogers, CB, Richmond
7th round, 245th pick, Michael Jasper, DT, Bethen (TN)

Análise: Difícil criticar um time que sai com talvez a escolha mais segura de todo o Draft, o DT Marcell Dareus, que eu teria escolhido em primeiro se fosse o Panthers. Ele é um cara pronto pra entrar e jogar, tem um ótimo físico e locomoção e se eu desse apelidos para os jogadores o dele com certeza seria "âncora", ele é perfeito pra ser um DT nos profissionais.

Mas tirando ele, o draft foi apenas mediano. Eu gosto bastante do Aaron Williams e do Kelvin Sheppard, dois jogadores que tem condições de entrar e jogarem desde o começo, estão prontos pra NFL e são sólidos, mas nenhum dos dois parece que vai evoluir em nada além disso. São escolhas um tanto seguras demais pra um time que precisa sair do buraco. Talvez valesse a pena ter apostado em um QB ou em jogadores mais completos, que teriam condições de evoluirem em algo mais. Parece que pegaram dois jogadores que se dariam melhor em times já montados que precisassem de uma ou outra adição, o que definitivamente não é a situação do Bills. O time precisa montar uma base, talvez fosse a hora de ter pego jogadores que poderiam virar algo mais, como o Colin Kepaernick ou o Bowers, ainda que a um risco maior. Mas serviu pra melhorar o time - ainda é o pior da divisão - e conseguiram um Franchise DT no Dareus, então não foi de todo ruim.



Miami Dolphins
Nota: B
Escolhas:
1st round, 15th pick: Mike Pouncey, OG, Florida
2nd round, 62nd pick: Daniel Thomas, RB, Kansas State
4th round, 111th pick, Edmond Gates, WR, Abilene Christian
6th round, 174th pick, Charles Clay , TE, Tulsa
7th round, 231st pick, Frank Kearse , DT, Alabama A&M
7th round, 235th pick, Jimmy Wilson, DB, Montana

Análise: Eu amo times que entram no Draft com um plano específico e cumprem ele até o final. A defesa do Miami Dolphins não era perfeita, mas o diagnóstico do Tony Sparano - a meu ver, muito correto - era de que o time não precisava melhorar a defesa para vencer, e sim melhorar o ataque. A defesa tem o Cameron Wake, tem o Vontae Davis e consegue segurar a onda, ainda que não vá ganhar muitos jogos sozinha como a do Steelers ou a do Jets. Mas o ataque foi o calcanhar de Aquiles, e o time tinha como prioridade reforçar o jogo terrestre, a força do time nos anos anteriores e que foi uma desgraça em 2010. Tanto o Ronnie Brown como o Ricky Williams, dois corredores ágeis e velozes, vão ser Free Agents e o time só deve manter um deles. Para reforçar então o jogo terrestre, pegaram um Guard, o Mike Pouncey, irmão gêmeo do Maurkice Pouncey, do Steelers. O Maurkice foi um tremendo jogador pro Steelers, protegeu o QB muito bem e ainda abriu muitos espaços pras corridas, foi um achado espetacular. O irmão é gêmeo e também parece muito bom, se ele conseguir fazer no Dolphins o que o irmão fez no Steelers já ta ótimo pro RB que renovar. Além disso, pegaram o Daniel Thomas, um RB mais de força pra complementar tanto Brown como Williams, quem ficar.

Arrumado esse problema, foram pro outro: alvos. O time tem o Brandon Marshall, que quando quer é excelente, mas sentiu demais a falta de outros alvos. O TE Anthony Fasano quebra um galho e o Davone Bess tem seus bons momentos, mas muitas vezes só tinha o Marshall pra receber. O Edmond Gates pode ser um sólido playmaker devido à sua velocidade e explosão, o que vai abrir espaço para o Fasano e o Charles Clay de TE, o Bess e suas rotas saindo do slot, mais curtas, e pro astro do ataque que é o Marshall.

Engraçado que o time reforçou as áreas deficiantes do seu ataque, mas não procurou reforçar seu QB. O Chad Henne foi muito contestado ano passado e não jogou bem, mas pelo visto a aposta do time é que com um jogo terrestre consistente e mais alvos ele consiga ser mais eficiente. Ou então eles vão buscar o Kevin Kolb assim que abrir pra trocas, também pode ser. No geral, usou bem as poucas escolhas que tinha e reforçou seu ataque como tinha planejado, resta ver se o diagnóstico foi correto ou não.


New York Jets
Nota: B-
Escolhas:
1st round, 30th pick: Muhammad Wilkerson , DT, Temple
3rd round, 94th pick: Kenrick Ellis, DL, Hampton
4th round, 126th pick, Bilal Powell , RB, Louisville
5th round, 153rd pick, Jeremy Kerley, WR, TCU
7th round, 208th pick, Greg McElroy , QB, Alabama
7th round, 227th pick, Scotty McKnight , WR, Colorado

Análise: O Jets tem um time sólido e bem montado, e usou relativamente bem as poucas e baixas escolhas que tinha. Gastou as duas primeiras em dois bons jogadores pra linha defensiva, talvez nenhum deles vá ser titular (eu aposto que o Muhammad Wilkerson vá ser até que bastante utilizado) mas os dois adicionam alguma profundidade à posição, um tanto carente quando o Kris Jenkins se machucou ano passado. Mas como o Jenkins vai voltar, acho meio exagero gastar duas escolhas com a posição. Até entendo, mas eu pegaria um OLB ou um DE pra melhorar o pass rush. O Jets ganha seus jogos colocando pressão nos QBs, graças aos esquemas insanos do Rex Ryan. Quanto mais gente, melhor pros esquemas, e portanto acho um OLB mais importante do que outro DL. Não que o Ryan não possa usar um DL enorme como o Kendrick Ellis, mas eu acho que um OLB era mais urgente.

Além disso, o time buscou dois WRs porque Braylon Edwards e Santonio Holmes são Free Agents e dificilmente os dois vão renovar, provavelmente só um deles ou até nenhum dos dois. Nenhum dos dois parece que vai conseguir ser grande coisa sem um QB de elite, o que o Mark Sanchez não é, mas os dois podem jogar como retornadores e o Jeremy Kerley parece uma opção interessante pro slot caso o Jericho Cotchery tenha que jogar mais longe da linha de scrimmage.

No geral, foi conservador com suas escolhas e procurou corrigir falhas no time. O Jets já tem sua base montada, então o que vier é praticamente lucro. Não são jogadores que vão causar grande impacto, mas podem ter sua utilidade.

Atualização: Segundo o twitter do Adam Shefter, um dos mais importantes ligados à NFL, o Kris Jenkins está pra anunciar a aposentadoria. Se for confirmado, aí a ideia do Jets de draftar dois defensive tackles faz mais sentido. Ainda falta um outro jogador pra dar mais opções de blitz, que poderia ter vindo por exemplo no lugar do Bilal (vamos poupar vocês dos trocadilhos) Powell, mas aí a nota do Jets sobe para B, já que cobrir o miolo da linha vira a prioridade do time.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Analises dos times - AFC East

Como prometido, estou trazendo pra cá uma analise que ja fiz na comunidade que eu falei no post anterior, a FEIA.
A ideia era simples: Muitas pessoas na comunidade haviam vindo porque gostavam de NBA (Criamos a comunidade durante os playoffs) e não conheciam direito futebol americano. Depois de muita (e bota muita nisso) insistência da minha parte e do Marcelo, a galera começou a ficar mais de olho em NFL, e muita gente começou (até por causa dos fantasys) a acompanhar NFL agora nessa pré-temporada. Só que muita gente ainda nao tinha uma noção dos times, do que esperar, que time valia a pena acompanhar, etc. Por isso eu fiz um resumo de cada um dos times da NFL por lá. A ideia, no começo, era simplesmente falar dos pontos fortes e fracos de cada time, curiosidades e por ai, para que as pessoas pudessem criar interesse (ou não, dependendo do time) pelas franquias. Os resumos começaram assim, mas conforme eu fui prosseguindo e me empolgando, comecei a escrever analises cada vez maiores e mais profundas(O que nao significa que elas SEJAM profundas), comecei a contar histórias recentes sobre as franquias e por ai vai. O resultado voces vão ver logo logo.
Antes de começar, quero só avisar uma coisa: Escrevi esses resumos logo após a primeira rodada da NFL, tirando um deles (Que voces verão mais pra frente), e portando tudo que eu escrevi reflete, acima de tudo, minhas expectativas ANTES da temporada começar e com alguns detalhes após a primeira semana. Avisando que como eu postava uma divisão por dia, algumas foram postadas após a segunda rodada, e portanto eu coloquei alguns adendos nos resumos, mas sme mudar o panorama geral.
Entao começando, vamos começar com a forte AFC East.

"E pensar que eu podia tar com a Gisele agora..."


New England Patriots
As duas ultimas temporadas foram bem abaixo do esperado pra principal franquia da década que passou. Sem Brady, sem Welker, sem defesa, etc. Eu sempre defendi que um time que tem Tom Brady nunca pode ser dado como morto. E a prova veio essa semana, um massacre em cima do forte time do Bengals.
O ataque tem Tom Brady e Wes Welker, e isso basta. Mas ainda tem dois calouros talentosos na posição de TE, Julian Edelman e mais uma equipe de qualidade em volta dele. Os problemas nesse time são dois. Randy Moss nao está motivado. Ja se disse insatisfetio e que sairá ao fim do seu contrato. Só que se Moss nao jogar, os Patriots nao tem uma deep threath nem um WR com caracteristicas de nº1. E outro problema é o jogo terrestre. Fred Taylor voltando de contusao deve ajudar bastante, mas o PAtriots precisa estabelecer um jogo terrestre. Botar pressao demais num QB nao é bom, mesmo com os melhores. Só ver o que rolou com Peyton Manning essa semana.

A defesa é uma incognita problematica. Perdeu Leigh Booden, e está recheada de calouros e sophomores. A defesa é talentosa mais ainda nao está madura. Bill Belichik é um excelente técnico e que fará a pirralhada amadurecer até os playoffs. E o ataque segura a barra!

Rating: A-
Enquanto Brady e Welker estiverem saudaveis e Bill Belichik for o tecnico, nada é impossivel para o Patriots. O que preocupa é Moss e a evolução dessa defesa jovem.


"Ninguem me segura!"


New York Jets
Eu falei ha muito tempo que acho que Jets desse ano não é tudo isso. O ataque perdeu dois dos principais jogadores em Alan Faneca e Thomas Jones. LT foi um dos melhores RBs da história, mas embora ainda seja capaz de contribuir, nao é o mesmo. A chegada de Santonio Holmes da ao Jets mais uma arma perigosa no jogo aéreo pra complementar Jericho Cotchery (0300-Cotchery), Braylon Edwards e Dustin Keller. Mas de nada vai adiantar se o Quarterback nao conseguir lançar a bola! Sanchez teve um playoff muito bom mas sem aquele fantástico jogo terrestre, nao levará o Jets longe por conta própria, a não ser que ele evoluia muito mais do que o esperado.
A questão do Jets é a defesa. A defesa do Jets é excelente, uma das melhores (se nao a melhor) da NFL. Mas ainda acho que ela nao está tao forte quanto ano passado: O time perdeu o ótimo Kerry Rhodes e ganhou Antonio Cromartie. Muita gente acha que agora a defesa aérea do Jets fica insuperavel, mas eu acho que a perda de Rhodes vai ser mais sentida que a adição do Cromartie. E pra piorar, o time perdeu o NT Kris Jenkins para a temporada. Eu acho que essa defesa é inferior àquela do ano passado. Ainda assim, é uma excelente defesa que deve ser temida, e se Darrelle Revis conseguir repetir a performance do ano passado, é o melhor Cornerback da NFL.

Rating: B+
Nunca se pode menosprezar um time com uma defesa tão boa quanto a do Jets, e Rex Ryan é um gênio defensivo. E eu acho que o ataque terrestre do Jets, em especial Shonne Greene, vai melhorar depois de uma horrivel estreia. Mas nao boto fé no time como um todo e principalmente no Mark Sanchez. Ainda assim, nao pode ser descartado.
"Pelo menos meu time tem cheerleaders... Olha só!"


Buffallo Bills
Uma piada. A linha ofensiva é horrorosa, o Quarterback nao consegue ser constante, os WRs nao sao nada diferenciado. O ataque nao tem forma: Os lançamentos nao dao em nada porque o QB e os WRs sao limitados, e as corridas sao limitadas pela fraquissima linha ofensiva. CJ Spiller tem talento pra ser um superstar, mas nao vai conseguir isso com uma linha desse naipe.
A defesa nao é das piores, e Jayrus Bird é um puta safety, apesar da pouca idade. E nao compromete em outras áreas.Mas voce nao ganha sem pontuar, e isso o Bills absolutamente nao sabe fazer.

Rating: D
Nao da pra levar o time a sério. Sem ataque e a defesa nao resolve nada.
"De peixinho!"


Miami Dolphins
O Miami Dolphins é um time bizarro. De uma patética temporada de 1-15 em 2007 saem pra ganhar a divisao com 11-5 ano seguinte. Ano passado o time perdeu o Quarterback (o ótimo Chad Pennington) pra lesão, Ronnie Brown e Ricky Williams perderam parte da temporada... E continuaram ganhando!! Agora o Miami Dolphins tem um time realmente respeitável.
A força motriz do time sempre foi e deverá continuar sendo o jogo terrestre, que continua com a dupla Ricky Williams e Ronnie Brown, no famoso Wildcat. Brandon Marshall foi uma aquisição excelente, conseguiu 3 temporadas consecutivas de 100 recepções em Denver. Anthony Fasano e Devone Bess sao coadjuvantes decentes. A questão fica na posição de Quarterback. Com a contusão de Pennington, Chad Henne assumiu o time e fez um final de temporada promissor. Penningtou voltou, mas apenas para ser o mentor do jovem Henne. Henne nao teve um bom começo, mas acredito que vá evoluir. Se nao, o vovô volta!


A defesa tem Mike Nolan como coordenador defensivo e adicionou Carlos Dansby. Perdeu em Tracy Porter seu melhor pass rusher, mas a dupla de cornerbacks, sophomores, incluindo o ótimo Vontae Davis, teve um excelente ano passado e vai crescer. Como essa defesa evoluirá será chave ao longo do ano, mas tem muito potencial.

Rating: B+
O ataque impõe respeito e a defesa está mais forte. Se Henne jogar o que é esperado dele, esse time vai longe.