Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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domingo, 24 de julho de 2011

Análise do Draft da NFL - AFC South

A reação de Jake Locker ao ser escolhido pelo Titans


Foi mal galera, sumi de novo, eu sei. Fiquei sem computador alguns dias, mas já estamos de volta.

Antes de mais nada, queria explicar a situação da NFL no momento, já que a semana passada acabou sem um novo CBA. Mas não precisam se preocupar porque não aconteceu nada demais.

O que aconteceu foi que ambos os lados já estavam muito próximos de um acordo, a maior parte dos detalhes já tinha sido discutida e os donos colocaram tudo numa proposta para oferecer aos jogadores para votação. A expectativa era de que os jogadores revisassem tudo na quarta feira e realizassem uma votação na quinta para que o novo CBA fosse colocado em vigor. No entanto, os jogadores recuaram um pouco, falaram que alguns dos detalhes finais foram apressados pela Liga e que queriam um pouco mais de tempo para acertar esses últimos detalhes que segundo eles foram 'apressados'. Esses detalhes foram discutidos sexta feira, devemos ter uma nova reunião segunda para revisão dos detalhes do acordo e a expectativa é que quarta feira enfim saia o novo CBA, com a Free Agency sendo iniciada no máximo na outra semana.

Se for o caso, ainda é incerto se a temporada começará a tempo. Seria muito pouco tempo de offseason e talvez a temporada seja adiada em uma ou duas semanas, mas isso ainda não foi discutido e só atualizaremos quando tivermos alguma informação, ficar especulando não vai levar a nada.

Agora, vamos continuar com nossa turnê pelo Draft.

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Indianapolis Colts
Nota: B
Escolhas:
1st round, 22nd pick: Anthony Castonzo, OL, Boston College
2nd round, 49th pick: Ben Ijalana, OL, Villanova
3rd round, 87h pick: Drake Nevis, DL, LSU
4th round, 119th pick: Delone Carter, RB, Syracuse
6th round, 188th pick, Chris Rucker, DB, Michigan. State

Análise: Quando seu time tem um dos dois melhores QBs do mundo na atualidade, é normal que você tenha uma boa colocação ao final da temporada e com isso ganhe de brinde uma escolha alta. Nessas situações, tudo que você puder fazer para melhorar seu time é lucro, já que você terá a chance de escolher um bom jogador mas nem sempre um jogador capaz de fazer um time que já é bom melhor.

Mas o Colts se saiu muito bem nessa situação quando o Anthony Castonzo caiu no colo deles até a 22ª escolha. Não só ele é um dos três melhores Offensive Tackles como também, dos três, é o que tem as características que mais ajuda ao Colts. Todo mundo sabe que o Colts vai até onde o Peyton Manning puder levar, então proteger o Manning é a lei por lá. O time cede poucos sacks porque o Manning pensa e age com uma rapidez sobrenatural, mas isso muitas vezes leva a decisões precipitadas e passes incompletos, e portanto adicionar mais um OT para dar segurança ao Manning era necessário, e o Castonzo não só é o OT mais pronto pra entrar e jogar desse grupo como também é um jogador muito técnico, que protege muito bem o Quarterback, melhor do que abre espaço pras corridas. O Colts sentiu a falta de um jogo terrestre ano passado, mas nunca ligou muito pro assunto e não parece que vai ser agora que vai pensar nisso. 

Adicionar um jogador sólido pra entrar e jogar protegendo seu jogador mais valioso sempre é uma vitória num Draft, mas eu não entendi a escolha do Ben Ijalana na segunda rodada. Ele é talentoso, mas ainda é muito cru e vai precisar de uns anos até que seja capaz de jogar em alto nível, e de que adianta isso se seu QB titular tem 35 anos e seu QB reserva é o Curtis Painter? Se era pra pensar no longo prazo, era melhor ter Draftado um QB como o Ryan Mallett pra assumir quando o Manning aposentasse.



Houston Texans
Nota: B+
Escolhas:
1st round, 11th pick: JJ Watt, DE, Wisconsin
2nd round, 42nd pick: Brooks Reed, DE, Arizona
2nd round, 60th pick: Brandon Harris, DB, Miami
4th round, 127th pick: Rashad Carmichael, DB, Virginia Tech
5th round, 144th pick, Shiloh Keo, DB, Idaho
5th round, 152nd pick, Taylor Yates, QB, North Carolina
7th round, 214h pick, Derek Newton , OL, Arkansas State
7th round, 254th pick, Cheta Ozougwu, DL, Rice

Análise: O Texans foi um time que entrou no Draft com um plano muito claro, e seguiu ele tão à risca que chega a ser quase uma trollagem quando você olha pra essa tabela acima e vê que as CINCO primeiras escolhas do time no Draft foram de Defensive Ends ou Defensive Backs. O que faz todo o sentido do mundo (tirando um pequeno detalhe). O Texans tem um ataque extremamente eficiente: Um ótimo Quarterback, um dos melhores WRs da Liga e o melhor RB da Liga no ano passado. O trio de Matt Schaub, Andre Johnson e Arian Foster é jovem e talentoso e vai ficar por muito tempo na ativa dando alegrias pro time. O problema do time ano passado foi a defesa, e nesse caso nada deu certo: O Brian Cushing não funcionou sem os esteroides, o pass rush foi insuficiente e a secundária foi uma peneira sem o Dunta Robinson. Ou seja, se o ataque é forte e a defesa não acompanha, nada mais natural do que reforçar a defesa.

Ela já foi reforçada com a chegada do Wade Phillips, que teve seus problemas de Head Coach em Dallas mas é um ótimo coordenador defensivo. O time foi pesado investir na linha defensiva e pegou o JJ Watt, que é um DE mais forçudo que não só adiciona ao pass rush como também é ótimo segurando as corridas e pode jogar mais pelo meio da linha, e o Brooks Reed é mais um híbrido de OLB com DE que prefere jogar pelas laterais para ir atrás do QB, vai combinar direitinho com o Mario Williams. Achei que os dois foram ótimas peças que tem as características que o time precisava. Se o Brian Cushing conseguir recuperar a forma de 2009 e voltar a ser uma força nos tackles pelo meio da defesa, esses dois tem tudo pra dar certo.

Depois disso, ainda foram atrás de uma cacetada de DBs pra reforçar a secundária. Ainda precisam de um titular mais confiável, mas o Brandon Harris pode jogar de nickel logo de cara e os outros podem contribuir para a rotação da equipe, se o Harris conseguir uma vaga de titular já vai ser uma ótima melhoria pro time.

Só não entendi porque um time que sofreu por não ter outros alvos além do Johnson não tentou um WR veloz ou um TE. Ainda tinham alguns bons disponíveis e eles preferiram confiar nos que já tem, ou então buscar algum outro na Free Agency. Talvez funcione, o ataque já é bom o suficiente e a defesa era uma peneira, no geral um Draft muito sólido.

Aliás, uma curiosidade é que o Cheta Ozougwu foi o Mr Irrelevant desse Draft. O Mr Irrelevant é uma tradição antiga na NFL e é a designação para o último escolhido em cada Draft, e que ganha um certo destaque na mídia na Irrelevant Week, uma semana cheia de atividades relacionadas a ele. Nenhum Mr Irrelevant até hoje foi um grande jogador, o melhor talvez seja o kicker do Chiefs, mas eu gosto de tradições e a NFL também, então torçam pelo Ozougwu.



Jacksonville Jaguars
Nota: A-
Escolhas:
1st round, 10th pick: Blaine Gabbert, QB, Missouri
3rd round, 76th pick: Williams Rackey, OL, Lehigh
4th round, 114th pick: Cecil Shorts, WR, Mount Union
4th round, 121st pick: Chris Prosinski , DB, Wyoming
5th round, 147th pick, Rod Isaac, DB, Middle Tennessee State

Análise: Eu gosto quando os times assumem riscos calculados em relação às situações de cada time em particular. E acho que a decisão do Jaguars de subir da 16ª posição pra 10ª posição em troca da escolha de segunda rodada para pegar o Blaine Gabbert foi um risco calculado e muito inteligente. O Jaguars de 2007 era um time veterano, com o David Garrard na melhor fase da carreira e que possivelmente teria ido ao Super Bowl se não tivesse topado com aquele Patriots 18-1. Mas aquele time perdeu, vários jogadores saíram e o Garrard não é mais o QB que um dia foi. O Jaguars, desde então, montou um núcleo muito jovem e talentoso, que pra mim tem tudo pra ir pros playoffs em breve. E embora o Garrard ainda tenha bons momentos, ele está velho e pra mim não adianta ter um elenco jovem, promissor e que precise de jogo se quando esse elenco estiver pronto o QB titular aposentar. A saída, portanto, era arrumar algum QB jovem pra acompanhar o elenco, e eles conseguiram isso no Blaine Gabbert.

Eu não acho que o Gabbert vai ser um gênio, mas ele tem potencial pra ser um jogador muito sólido. E apesar de pronto pra entrar e jogar, todos os jogadores vão ser afetados pelo lockout prolongado e a dificuldade de se adaptar ao jogo dos profissionais vai ser ainda mais evidente. Por isso é importante ter o Garrard pra mentorar o Gabbert por enquanto, ele vai poder se desenvolver sem a pressão de ser o titular calouro de um time que disputa para ir aos playoffs. Foi uma ótima jogada, e uma escolha de segunda rodada não foi um preço alto a pagar pelo Gabbert, acho que ele tem tudo pra se desenvolver ainda mais jogando sem pressão e com um mentor experiente e ser o líder desse jovem elenco por anos a fio.

Pra melhorar, eu amei as escolhas de terceira e quarta rodadas do time. O Williams Rackey chega pra jogar de Guard e eu acho que ele vai ser muito bom, ele tem o físico e a habilidade pra jogar por dentro da linha e vai ser importante para continuar mantendo o Maurice Jones-Drew em boas condições pra ganhar jardas. O sucesso do Gabbert vai passar pelo do MJD e um bom Guard vai ser importante para os dois. E o Cecil Shorts foi outra aposta calculada, ele é talentoso pra burro e o potencial desse cara é pra ser um ótimo jogador, ele é muito inteligente nas suas rotas e consegue muitas jardas depois das recepções. Se conseguir desenvolver seu jogo no nível da NFL, vai ser o parceiro do Gabbert por muitos anos ainda.

A nota alta do Jaguars foi porque eu adorei a aposta no Gabbert, achei que foi calculada e importante para um time que está evoluindo e não pode estagnar agora, se aproveitando da situação. Mas obviamente o sucesso ou fracasso do time no Draft vai depender do sucesso ou fracasso do Gabbert, e por isso é uma nota dificil de dar. Eu acredito que foi a escolha certa.



Tennessee Titans
Nota: C+
Escolhas:
1st round, 8th pick: Jake Locker, QB, Washington
2nd round, 39th pick: Akeem Ayers, LB, UCLA
3rd round, 77th pick: Jurrell Casey, DL, USC
4th round, 109th pick: Colin McCarthy, LB, Miami
4th round, 130th pick, Jamie Harper, RB, Clemson
5th round, 142nd pick, Karl Klug, DL, Iowa
6th round, 175th pick, Byron Stingily , OT, Louisville
7th round, 212nd pick, Zach Clayton, DT, Auburn
7th round, 251st pick, Tommie Campbell, DB, California
 
Análise: Difícil pra burro dar uma nota aqui. O Titans foi um time que de certa forma usou as várias escolhas que tinha de forma sábia, pelo menos no que diz respeito às posições, e pegou jogadores para todas as posições carentes da equipe: Quarterback, Defensive Line, Linebacker e Offensive Tackle.
 
O Titans era um time fortíssimo uns anos atrás, chegou a ter a melhor campanha da Liga em 2008 antes de perder para o Ravens nos playoffs e parecia que tinha anos de sucesso à frente. Mas o Kerry Collins nunca conseguiu repetir seu ano de 2008, o Vince Young foi mais problema do que solução e jogadores chave na defesa, como Albert Haynesworth, foram encher as cuecas de dinheiro em outros times. Agora o time está se desfazendo, trocou até de técnico e quer vida nova na cidade, e isso significa um novo Quarterback. O time tinha o Blaine Gabbert na mão, mas preferiu passar por ele e pegar o Jake Locker.
 
É de novo aquela questão dos riscos calculados. Eu adoro o Jake Locker, acho que com um ou dois anos de treino intenso na reserva de um bom QB ele tem tudo pra desabrochar num grande jogador, mas o risco do Titans talvez tenha sido um pouco exagerado aqui. O Kerry Collins não deve voltar em 2011 e o Locker vai ter que entrar e jogar de cara, e ele não está pronto para isso, e colocar o Locker de titular de cara é um risco muito grande, não só de perder jogos como de atrapalhar o seu desenvolvimento. O Gabbert era muito mais pronto pra entrar e jogar, e era uma escolha mil vezes mais segura. Até entendo que gostem do Locker, ele é um vencedor e seus intangíveis tornam ele um jogador importante pra liderar uma franquia em reconstrução, mas eles pegaram o cara muito acima do que ele deveria. Poderiam ter trocado essa escolha com algum outro time e selecionado o mesmo Locker mais embaixo no Draft enquanto ganhavam outros jogadores ou escolhas de Draft. Mais uma vez, essa escolha vai ser um sucesso ou fracasso dependendo da atuação do QB, mas se for pra dar nota pelo risco assumido pelo time, eu não gostei. Ainda pode dar muito certo e me fazer calar a boca, eu ainda acho o Locker um bom jogador, mas a situação do time não é nem um pouco favorável ao moleque. Parece o cara certo no lugar errado e na escolha errada.
 
O que salva o time é que o resto do Draft foi muito bom. Tanto o Akeem Ayers e o Jurrell Casey tem condições de entrar e contribuir de imediato em áreas deficientes, a linha defensiva pode se desmontar após perder seu coordenador e o Stephen Tullock pode seguir o Keith Bullock pra fora do time, o que vai deixar a defesa toda esburacada. Casey e Ayers vão entrar logo de cara pra jogarem nessas posições carentes e o time agora deve voltar seu foco para o Draft nas temporadas futuras.
 
Também não podemos descartar o seguinte cenário: O novo técnico Mike Munchak força uma torção no tornozelo do Locker, convence o departamento médico a colocá-lo no IR e escala o Rusty Smith de titular. O time perde 14 jogos, escapando por pouco com uma vitória contra o Bengals e uma contra o Panthers, e fica com a primeira escolha no Draft. O time consegue seu QB do futuro no Andrew Luck e ainda trocam o Jake Locker por uma escolha futura de primeira rodada. Todos saem ganhando!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Análise do Draft da NFL - NFC East

Prince Amukamara confundiu a bola com um squeeze


Continuando nossa análise do Draft da NFL, temos hoje a NFC East.


Dallas Cowboys
Nota: B
Escolhas:
1st round, 9th pick: Tyron Smith, OT, USC
2nd round, 40th pick: Bruce Carter, LB, North Carolina
3rd round, 71st pick: DeMarco Murray , RB, Oklahoma
4th round, 110th pick: David Arkin, OL, Missouri State
5th round, 143rd pick, Josh Thomas, DB, Buffalo
6th round, 176th pick, Dwayne Harris, WR, East Carolina
7th round, 220h pick, Shaun Chapas, RB, Georgia
7th round, 252nd pick, Bill Nagy, C, Wisconsin
Análise: O Dallas sabe que é um time montado para disputar coisas grandes. O problema do time é muito mais a forma como o time era organizado do que o elenco em si, então o Dallas está naquela cômoda situação onde o que vier é lucro. Apesar disso, o time tinha duas fraquezas: A linha ofensiva, que não foi a mesma depois da saida do Flozell Adams, e a secundária um pouco esburacada. Com a nona escolha do Draft, eles poderiam ter ido atrás de qualquer uma das duas, selecionando o OT Tyron Smith ou o CB Prince Amukamara. Poderiam também trocar e descer um pouco no Draft para pegar o Mike Pouncey. No final, optaram pelo Smith, que é um jogador que tem um físico absurdo e coloca um pouco mais de atleticismo numa unidade que as vezes sente falta disso. O Dallas tem três ótimos RBs e um jogador com o físico e o potencial do Smith fizeram dele, a meu ver, a melhor escolha pra situação.
O problema é que esse Draft era muito pobre em jogadores de secundária, então o Cowboys saiu dele só apostando no Josh Thomas de cornerback, o que é pouco. Sem grandes alternativas pra esse problema, o time pegou um cara que eu gosto muito, o Bruce Carter, que joga de MLB do lado fraco e também é um jogador muito atlético, deve fazer estrago no time de especialistas. Só não gostei da escolha do DeMarco Murray, parece o caso do jogador errado no time errado. O Murray é um RB explosivo que joga bem recebendo a bola, poderia ter espaço num time que precisasse de um 3rd down RB, o que não é o caso do Cowboys. Talvez valesse ter usado essa escolha pra pegar um Guard ou um Safety.
No geral, o time saiu com o que queria, um jogador com potencial pra ser um Pro Bowler mas que pode contribuir logo de cara. Adicionar um pouco de atleticismo num time que as vezes peca por ser meio refinado também é uma boa, dará novas opções ao técnico Jason Garrett. Se o Josh Thomas conseguir quebrar um galho jogando de nickel, o Dallas vai dar pulinhos de alegria, mas não sei se será o caso.
New York Giants
Nota: A-
Escolhas:
1st round, 19th pick: Prince Amukamara, CB, Nebraska
2nd round, 52nd pick: Marvin Austin, DT, North Carolina
3rd round, 83rd pick: Jerrel Jernigan , WR, Troy
4th round, 117th pick, James Brewer, OL, Indiana
6th round, 185th pick, Greg Jones, LB, Michigan State
6th round, 198h pick, Tyler Sash, SS, Iowa
6th round, 202nd pick, Jacquian Williams , LB, South Florida
7th round, 221th pick, Da'Rel Scott , RB, Maryland
Análise: Sabe quando tem um jogador que é bom, você sabe que é bom mas que de repente começa a cair no Draft, todo mundo passa ele por qualquer motivo que seja a de repente algum time finalmente drafta o fulano e todo mundo pensa "Deu sorte!"? Aconteceu com o Giants. Duas vezes!
É verdade que nenhuma das duas vezes aconteceu com um jogador das principais posições carentes do time, o que também deu ao Giants um leque interessante de opções. O Giants precisa reforçar a linha ofensiva, de um novo xerife de MLB e, se calhasse, um RB bom. Com a 19th pick, eles tinham o Mark Ingram dando sopa pra RB e ainda tinha o Anthony Castonzo disponível pra OT, mas eles pegaram o melhor jogador disponível, o CB Prince Amukamara, que caiu umas 8 posições nesse Draft. Ele é o segundo melhor cornerback do Draft, ótimo na cobertura e atlético pra burro. Talvez não seja titular de cara, mas vai ser uma peça importante na rotação do time e acredito que vá acabar ficando com uma vaga pelo seu talento.
A segunda vez foi com o DT Marvin Austin, que eu não achei que fosse passar das primeiras escolhas da segunda rodada. Ele é muito forte e ele provavelmente vai ter sucesso logo de cara, especialmente porque o Giants tem um ótimo corpo de DEs com Jason Pierre-Paul, Mathis Kiwanuka e o Justin Tuck mas o miolo da linha não está muito congestionado, provavelmente vai entrar e contribuir pro time desde o começo ou então ser uma boa opção para dar profundidade e rotatividade ao grupo. Eu vejo ele com potencial pra reforçar pra burro essa linha de frente num prazo um pouco mais médio, especialmente porque o time não tem um grande MLB pra dar tackles pelo meio então o tamanho do Austin pelo menos vai manter os bloqueadores ocupados, tapando um pouco essa carência. E eles ainda pegaram um retornador com sua escolha de terceira rodada no Jerrel Jernigan, que provavelmente não vai ter espaço no ataque mas será útil como especialista.
Eu gosto da abordagem do melhor jogador que o Giants seguiu, e eles saíram com dois talentos que podem causar estrago na Liga. Cada jogador é um ativo, e o Giants saiu com dois valiosos. Agora o Giants vai ter que atacar a Free Agent pra conseguir suprir as carências, e se conseguir o time vai vir muito forte, especialmente na defesa.
Philadelphia Eagles
Nota: B+
Escolhas:
1st round, 23rd pick: Danny Watkins, OL, Baylor
2nd round, 54th pick: Jaiquawn Jarrett , DB, Temple
3rd round, 90th pick: Curtis Marsh, DB, Utah State
4th round, 116th pick: Casey Matthews, LB, Oregon
4th round, 120th pick, Alex Henery, K, Nebraska
5th round, 149th pick, Dion Lewis, RB, Pittsburgh
5th round, 161st pick, Julian Valverde, OL, Iowa
6th round, 191st pick, Jason Kelce, OL, Cincinnati
6th round, 193rd pick, Brian Rolle, LB, Ohio State
7th round, 237h pick, Greg Lloyd, LB, Connecticut
7th round, 240th pick, Stanley Havili , RB, USC
Análise: Um time que primava pela quantidade e não pela qualidade das escolhas, e que não conseguiu realizar grandes trocas. Saiu com vários jogadores, nenhum de elite, mas ainda são vários jogadores interessantes.
A linha ofensiva do Eagles foi um problema temporada passada para o Michael Vick, que o tempo todo foi obrigado a resolver as coisas sozinho por falta de tempo. Adicionar o segundo melhor Guard desse Draft no Danny Watkins vai ajudar por dois motivos: Primeiro porque ele adiciona proteção ao Vick, o que é ótimo. Segundo porque o maior problema não é quando o Vick sai do pocket, e sim quando a pressão força ele a ficar dentro do pocket. O Watkins, nesse caso, pode ajudar criando um espaço para o Vick escapar pelo meio se a defesa deixar essa zona desguardada. Se ele conseguir fazer o papel de bloqueador que ele fez no College, ele vai adicionar uma dimensão muito importante pro time, as corridas pelo meio tanto do Vick como do LeSean McCoy.
Além disso, o time pegou dois DBs curiosos na dupla Jaiquawn Jarrett e Curtis Marsh. O Jarrett é um safety que gosta de dar trombadas, tem boa velocidade e instintos pra chegar em quem está com a bola, mas vacila um pouco demais nas coberturas. Isso as vezes é um problema do jogador, que não consegue reconhecer as jogadas ou então não sabe se posicionar pra tirar proveito do esquema tático, mas também pode ser apenas falta de experiência, o que um bom técnico como Andy Reid seria capaz de resolver. Se ele conseguir melhorar essa área do jogo, vai acabar sendo uma dupla interessante pro Brian Dawkins ou entrando em jogadas de três safetys. O Marsh é um cornerback de pressão, gosta de forçar os jogadores a mudarem suas rotas e tem bons instintos para cobertura. Não deve ganhar a vaga de titular, mas pode entrar em nickels ou dimes conforme o ano for passado.
Como se eu já não tivesse gostado do Draft ter usado a quantidade pra pegar reforços pra secundária e pra linha ofensiva (Foram mais dois OLs no resto do Draft), eles ainda saíram com um dos jogadores mais interessantes do Draft, o Casey Matthews. Pra quem não sabe, ele é irmão do Clay Matthews, OLB do Packers e um dos melhores da Liga. Se o sangue falar alto, ele vai ser um tremendo steal, eu confesso que não sei como ele caiu até aqui no Draft. Ele joga mais pelo meio que o irmão, mas tem boa velocidade e instintos pra jogar de OLB, pode dar a opção para o Reid. Tem uma ótima leitura de jogada e aproximação, tem tudo pra ser um bom jogador. De qualquer forma, na quarta rodada definitivamente vale a aposta. Bom Draft!
Washington Redskins
Nota: C+
Escolhas:
1st round, 16th pick: Ryan Kerrigan, DE, Purdue
2nd round, 41st pick: Jarvis Jenkins , DL, Clemson
3rd round, 79th pick: Leonard Hankerson , WR, Miami
4th round, 105th pick: Roy Helu, RB, Nebraska
5th round, 146th pick, Dejon Gomes , DB, Nebraska
5th round, 155th pick, Niles Paul , WR, Nebraska
6th round, 177th pick, Evan Royster , RB, Penn State
6th round, 178th pick, Aldrick Robinson , WR, SMU
7th round, 213rd pick, Brandyn Thompson , DB, Boise State
7th round, 217th pick, Maurice Hurt, OL, Florida
7th round, 224th pick, Markus White , DE, Florida State
7th round, 253rd pick, Chris Neild, NT, West Virginia
Análise: Antes de mais nada, queria esclarecer que os boatos que diziam que o Redskins estava querendo Draftar o time todo de Nebraska eram falsos.
Agora, vamos análisar esse Draft de duas formas diferentes.  Primeiro o Redskins, que não tinha escolha de segunda rodada, conseguiu a do Jaguars ao descer da 10th pick pra 16th pick numa troca. Eles pegaram então dois jogadores de posições importantes, o Ryan Kerrigan pra jogar de DE do seu esquema 3-4 com o Jarvis Jenkins tentando ser a âncora no meio que o Albert Haynesworth nunca foi porque nunca quis ser. O Kerrigan tem tudo pra ser um ótimo jogador e o time já tem o Brian Orakpo pra botar pressão jogando de OLB, se o Jenkins conseguir atrair dobras na marcação o Redskins vai ganhar uma tremenda adição pra uma defesa que já foi reforçada com o Safety OJ Atogwe e que já era boa antes.
Depois o time buscou peças para o ataque, trazendo três Wide Receivers (Algum deles tem que ser bom, certo? O Leonard Hankerson é um bom possession receiver com caracteristicas de número 1, mas vai precisar de um blazer pra tirar a pressão de cima dele) e dois Running Backs. O Santana Moss, melhor WR do time, é Free Agent e o time não tem outros alvos decentes além dos TEs. Ou seja, usou a quantidade enorme de escolhas pra pegar vários jogadores pra reforçar o ataque, tem chances decentes de algum dar certo. WRs são mais urgentes, já que o Ryan Torain teve uma boa temporada de RB em 2010.
Pareceu um Draft de sucesso, não é? Cheio de boas escolha, então porque um C+?
Porque o time teve nas mãos na décima escolha o Blaine Gabbert, que pra mim nunca vai ser um QB de elite mas é talvez o QB mais garantido dessa classe, e trocou a escolha pro Jaguars. Tudo bem, eles ganharam uma escolha importante com isso na segunda rodada, mas quando paramos pra analisar os resultados práticos, olhamos o seguinte. O que eles ganharam? Dois jogadores de linha defensiva que podem deixar essa defesa muito boa. O que eles perderam? Vão ficar com o Rex Grossman de QB a temporada toda, já que eles querem trocar o Donovan McNabb. Rex Grossman, leiam esse nome mais uma vez. Ele é horrível e o ataque não vai a lugar nenhum com ele, mas o Redskins acha que ele é bom e preferiram continuar com ele do que pegar um sólido QB, nem que fosse na segunda rodada. Só por isso eles ficam com C+, a esperança deles agora é que ele machuque e o McNabb resgate a velha forma. Ou ofereçam as calças pelo Kevin Kolb e torçam pro Eagles esquecer que esse é o mesmo Redskins que acabou de receber o McNabb do próprio Eagles.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Análise do Draft da NFL - AFC East


Fala "Não" pro Marcell Dareus pra você ver o que acontece

Finalmente!! Sim, não é uma ilusão, estamos realmente falando do Draft da NFL!! Para quem não lembra, o Draft da NFL aconteceu num momento importante da NBA e com o lockout ainda pronto pra durar mais algum tempo, então deixamos o coitado um pouco de lado para falar da NBA - playoffs!! - e adiamos pra quando estivessemos mais perto do fim do lockout. Eu até queria fazer isso junto com a Free Agency, mas se a gente não começar agora isso não fica pronto nunca. Então, sem mais delongas, começamos a análisar, time por time, o Draft de 2011 da NFL, começando pelos times da AFC East.



New England Patriots
Nota: A-
Escolhas:
1st round, 17th pick: Nate Soldier, OL, Colorado
2nd round, 33rd pick: Ras-I Dowling, CB, Virginia
2nd round, 56th pick: Shane Vereen, RB, California
3rd round, 73rd pick: Stevan Ridley, RB, LSU
3rd round, 74th pick: Ryan Mallett, QB, Arkansas
5th round, 138th pick, Marcus Cannon, OL, TCU
5th round, 159th pick, Lee Smith, TE, Marshall
6th round, 194th pick, Markell Carter, LB, Central Arkansas
7th round, 219th pick, Malcolm Williams, DB, TCU

Análise: Existe um motivo pro Patriots ser o time que melhor Drafta da NFL, e ele se chama Bill Belichick. Todo mundo sabe que eu adoro o Belichick e acho ele um ótimo técnico e um dos melhores da Liga, mas quando o assunto é conseguir bons jogadores e manipular as escolhas do Draft com trocas pequenas, ele é disparado o melhor. O Patriots não só conseguiu Draftar bons jogadores, como também conseguiu uma escolha de primeira rodada em 2012 vinda do Saints com sua mania de trocar sempre por escolhas de primeiras rodadas futuras, que quando chegam a hora de serem usadas são novamente trocadas (Boatos de que o objetivo oculto do Patriots é ter toda a primeira rodada do Draft 2018).

Mas além de conseguir mais escolhas futuras rumo ao seu objetivo megalômano, o time também conseguiu fortificar sua linha ofensiva draftando o Nate Soldier. Soldier é daqueles tackles que tem um jogo bom o suficiente pra ser um titular quando chega mas tem o potencial de ser um Pro Bowler, e mesmo se não chegar a isso e ficar no meio termo entre os dois já está ótimo. A grande pedra no sapato do Patriots é o New York Jets, e o Jets venceu o Patriots nos últimos playoffs porque conseguiu usar seus esquemas de blitz pra colocar pressão contínua no Tom Brady. Não só isso, o Brady tem problemas sérios no joelho, então quanto menos sacks ele levar melhor. Por falar em Brady, a escolha do Ryan Mallett pra mim foi uma das melhores desse Draft, o caso do jogador certo no lugar certo. O Brady ainda joga uns cinco anos em alto nível se não tiver nenhuma lesão séria, mas o Mallett está pronto pra assumir o lugar dele. Era um talento de primeira rodada com problemas de atitude e um jogo um tanto cru para jogar com os profissionais. Agora ele terá muitos anos para aprender com o melhor QB da Liga na atualidade (Desculpe Peyton Manning, a tocha foi passada) e sob a batuda do Bill Belichick, que tem um histórico de desenvolver jovens talentos e não vai deixar sua cabeça problemática atrapalhar seu jogo. Quando o Brady pendurar as chuteiras, o Patriots já pode ter outro grande QB pronto pra assumir.

E se tratando de defesa, o Ras-I Dowling é minha aposta pra ser o novo Devin McCourty. Pra quem não acompanhou, o McCourty foi um CB draftado pelo Patriots na segunda rodada e foi possivelmente o segundo melhor calouro defensivo de 2010 (O primeiro começa com S e joga no Lions), superando todas as espectativas e solidificando uma defesa antes frágil. O Ras, além de ter o nome mais estranho desse Draft, é um CB que tinha tudo pra ser um dos melhores do Draft se não fossem muitas lesões ao longo do seu último ano no College. O Patriots pode se dar ao luxo de apostar na saúde do moleque, porque se ele ficar saudável ele é um dos três melhores CBs desse Draft.

 O que eu não gostei e impediu a nota A+ do time, no entanto, também tem a ver com defesa. Apesar dos problemas na secundária, a grande fraqueza na defesa do Pats foi o pass rush. A enorme dificuldade de chegar até os QBs adversários causou ainda mais problemas para uma secundária inexperiente, e todo mundo esperava um DE ou OLB chegando via Draft. Mas nenhum chegou, e o Pats agora vai ter que se virar com o que tem e com a Free Agency. Eles podiam ter apostado no Da'Quan Bowers, que apesar das lesões pode ser um dos melhores jogadores desse Draft, e que caiu até o meio da segunda rodada. Mas do jeito que ficou está bom, porque o time do Patriots já está jovem, montado e agora só precisa de algumas peças para encaixar. Faltam duas (Um bom WR principal e um pass rusher), mas o time parece ainda melhor do que ano passado e é meu favorito pro título.


Buffallo Bills
Nota: B-
Escolhas:
1st round, 3rd pick: Marcell Dareus, DT, Alabama
2nd round, 34th pick: Aaron Williams, CB, Texas
3rd round, 68th pick: Kelvin Sheppard, LB, LSU
4th round, 100th pick: Da'Norris Searcy, S, North Carolina
4th round, 122nd pick, Chris Hairston, OL, Clemson
5th round, 133rd pick, Johnny White, RB, North Carolina
6th round, 169th pick, Chris White, LB, Miss. State
7th round, 206h pick, Justin Rogers, CB, Richmond
7th round, 245th pick, Michael Jasper, DT, Bethen (TN)

Análise: Difícil criticar um time que sai com talvez a escolha mais segura de todo o Draft, o DT Marcell Dareus, que eu teria escolhido em primeiro se fosse o Panthers. Ele é um cara pronto pra entrar e jogar, tem um ótimo físico e locomoção e se eu desse apelidos para os jogadores o dele com certeza seria "âncora", ele é perfeito pra ser um DT nos profissionais.

Mas tirando ele, o draft foi apenas mediano. Eu gosto bastante do Aaron Williams e do Kelvin Sheppard, dois jogadores que tem condições de entrar e jogarem desde o começo, estão prontos pra NFL e são sólidos, mas nenhum dos dois parece que vai evoluir em nada além disso. São escolhas um tanto seguras demais pra um time que precisa sair do buraco. Talvez valesse a pena ter apostado em um QB ou em jogadores mais completos, que teriam condições de evoluirem em algo mais. Parece que pegaram dois jogadores que se dariam melhor em times já montados que precisassem de uma ou outra adição, o que definitivamente não é a situação do Bills. O time precisa montar uma base, talvez fosse a hora de ter pego jogadores que poderiam virar algo mais, como o Colin Kepaernick ou o Bowers, ainda que a um risco maior. Mas serviu pra melhorar o time - ainda é o pior da divisão - e conseguiram um Franchise DT no Dareus, então não foi de todo ruim.



Miami Dolphins
Nota: B
Escolhas:
1st round, 15th pick: Mike Pouncey, OG, Florida
2nd round, 62nd pick: Daniel Thomas, RB, Kansas State
4th round, 111th pick, Edmond Gates, WR, Abilene Christian
6th round, 174th pick, Charles Clay , TE, Tulsa
7th round, 231st pick, Frank Kearse , DT, Alabama A&M
7th round, 235th pick, Jimmy Wilson, DB, Montana

Análise: Eu amo times que entram no Draft com um plano específico e cumprem ele até o final. A defesa do Miami Dolphins não era perfeita, mas o diagnóstico do Tony Sparano - a meu ver, muito correto - era de que o time não precisava melhorar a defesa para vencer, e sim melhorar o ataque. A defesa tem o Cameron Wake, tem o Vontae Davis e consegue segurar a onda, ainda que não vá ganhar muitos jogos sozinha como a do Steelers ou a do Jets. Mas o ataque foi o calcanhar de Aquiles, e o time tinha como prioridade reforçar o jogo terrestre, a força do time nos anos anteriores e que foi uma desgraça em 2010. Tanto o Ronnie Brown como o Ricky Williams, dois corredores ágeis e velozes, vão ser Free Agents e o time só deve manter um deles. Para reforçar então o jogo terrestre, pegaram um Guard, o Mike Pouncey, irmão gêmeo do Maurkice Pouncey, do Steelers. O Maurkice foi um tremendo jogador pro Steelers, protegeu o QB muito bem e ainda abriu muitos espaços pras corridas, foi um achado espetacular. O irmão é gêmeo e também parece muito bom, se ele conseguir fazer no Dolphins o que o irmão fez no Steelers já ta ótimo pro RB que renovar. Além disso, pegaram o Daniel Thomas, um RB mais de força pra complementar tanto Brown como Williams, quem ficar.

Arrumado esse problema, foram pro outro: alvos. O time tem o Brandon Marshall, que quando quer é excelente, mas sentiu demais a falta de outros alvos. O TE Anthony Fasano quebra um galho e o Davone Bess tem seus bons momentos, mas muitas vezes só tinha o Marshall pra receber. O Edmond Gates pode ser um sólido playmaker devido à sua velocidade e explosão, o que vai abrir espaço para o Fasano e o Charles Clay de TE, o Bess e suas rotas saindo do slot, mais curtas, e pro astro do ataque que é o Marshall.

Engraçado que o time reforçou as áreas deficiantes do seu ataque, mas não procurou reforçar seu QB. O Chad Henne foi muito contestado ano passado e não jogou bem, mas pelo visto a aposta do time é que com um jogo terrestre consistente e mais alvos ele consiga ser mais eficiente. Ou então eles vão buscar o Kevin Kolb assim que abrir pra trocas, também pode ser. No geral, usou bem as poucas escolhas que tinha e reforçou seu ataque como tinha planejado, resta ver se o diagnóstico foi correto ou não.


New York Jets
Nota: B-
Escolhas:
1st round, 30th pick: Muhammad Wilkerson , DT, Temple
3rd round, 94th pick: Kenrick Ellis, DL, Hampton
4th round, 126th pick, Bilal Powell , RB, Louisville
5th round, 153rd pick, Jeremy Kerley, WR, TCU
7th round, 208th pick, Greg McElroy , QB, Alabama
7th round, 227th pick, Scotty McKnight , WR, Colorado

Análise: O Jets tem um time sólido e bem montado, e usou relativamente bem as poucas e baixas escolhas que tinha. Gastou as duas primeiras em dois bons jogadores pra linha defensiva, talvez nenhum deles vá ser titular (eu aposto que o Muhammad Wilkerson vá ser até que bastante utilizado) mas os dois adicionam alguma profundidade à posição, um tanto carente quando o Kris Jenkins se machucou ano passado. Mas como o Jenkins vai voltar, acho meio exagero gastar duas escolhas com a posição. Até entendo, mas eu pegaria um OLB ou um DE pra melhorar o pass rush. O Jets ganha seus jogos colocando pressão nos QBs, graças aos esquemas insanos do Rex Ryan. Quanto mais gente, melhor pros esquemas, e portanto acho um OLB mais importante do que outro DL. Não que o Ryan não possa usar um DL enorme como o Kendrick Ellis, mas eu acho que um OLB era mais urgente.

Além disso, o time buscou dois WRs porque Braylon Edwards e Santonio Holmes são Free Agents e dificilmente os dois vão renovar, provavelmente só um deles ou até nenhum dos dois. Nenhum dos dois parece que vai conseguir ser grande coisa sem um QB de elite, o que o Mark Sanchez não é, mas os dois podem jogar como retornadores e o Jeremy Kerley parece uma opção interessante pro slot caso o Jericho Cotchery tenha que jogar mais longe da linha de scrimmage.

No geral, foi conservador com suas escolhas e procurou corrigir falhas no time. O Jets já tem sua base montada, então o que vier é praticamente lucro. Não são jogadores que vão causar grande impacto, mas podem ter sua utilidade.

Atualização: Segundo o twitter do Adam Shefter, um dos mais importantes ligados à NFL, o Kris Jenkins está pra anunciar a aposentadoria. Se for confirmado, aí a ideia do Jets de draftar dois defensive tackles faz mais sentido. Ainda falta um outro jogador pra dar mais opções de blitz, que poderia ter vindo por exemplo no lugar do Bilal (vamos poupar vocês dos trocadilhos) Powell, mas aí a nota do Jets sobe para B, já que cobrir o miolo da linha vira a prioridade do time.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vai começar a NBA! - Parte II

Para quem nao viu, eu postei mais cedo (Está logo ai abaixo) a primeira parte desse post. Era um post só, mas tava ficando exageradamente grande e por isso eu postei uma parte antes e outra agora. Naquele post eu explico tudo, mas se voce tem preguiça de ler, eu brinquei de analisar os dados da pré-temporada dos times da NBA sob varios pontos de vista. Lembrando que a pré-temporada nao quer dizer nada, mas como esses times passaram por alguma mudança significativa, a pré temporada serviria pra fazer testes, e portanto da pra ter uma noção geral.

Nessa segunda parte, vamos ver alguns times que tiveram mudanças importantes do ano passado pra esse. Os times que eu escolhi foram Cavaliers, Wizards, Heat, Pacers, Knicks, Raptors, Jazz, Wolves, Suns, Warriors e Clippers. Deixei o Bulls de fora porque o Carlos Boozer não jogou na pré temporada direito, e nao da pra avaliar como fica o time com ele direito. A ideia é analisar o ponto onde ocorreram as mudanças ou, em casos mais extremos, a divisão do time como um todo, e caso o time tenha recebido reforço, seu impacto, e caso tenha perdido alguem importante, quem herda suas funções.

Cleveland CavaliersO Cleveland perdeu Lebron James e agora fede. Sim, a verdade é bastante simples: Com Lebron la, o time funcionava perfeitamente. Sem Lebron, nao tem ninguem que pontue, nao tem quem controle o jogo, não tem um dos melhores jogadores da NBA, não tem nada. Lebron era o lider do time em pontos, em assistencias, em rebotes... Ou seja, ele fazia tudo, o time era dele, e o resto a gente sabe. O Cavs foi um dos times que mais mudou a formação titular ao longo da pré temporada, da pra entender que o Byron Scott está tentando achar a melhor formação do time sem Lebron. Com base nos jogadores que mais começaram, o quinteto titularseria Ramon Sessions, Anthony Parker, Jamario Moon, JJ Hickson e Ryan Hollins, mas Mo Williams só jogou uma unica partida e quando ele entrar acredito que seja titular. Antwan Jamison tambem pouco jogou e pouco fez, mas deve aumentar seus minutos na temporada regular.

Na ausencia de James, o time teve que dividir bastante a pontuação: Sessions, Hickson e Daniel Gibson tiveram 14.3 ppg de media. Sessions e Gibson tambem lideraram o time em assistencias e Hickson e Anderson Varejão em rebotes. Ou seja, o time não tem um pontuador nato (Talvez o melhor do time seja o Williams) e provavelmente vai ter que dividir o fardo. Eu pessoalmente gosto muito mais do Ramon Sessions do que do Mo Williams. Ainda que nao arremesse bem, ele é ótimo armando o jogo, infiltra bem e não é fominha que nem o Mo, e num esquema focado na armação como o do Scott, acho que nao demora pra ele virar titular. O Gibson tambem pode acabar forçando uns minutinhos a mais, não só pontuou bem como tambem armou o jogo direitinho. Se eu fosse o Cavs eu deixava o Sessions de titular e trocava o Mo Williams por um ala ou por um pivô. Com a saida do Shaquille O'Neal, o time deixou de ter um pivozão legítimo. A pontuação no garrafão deve ficar por conta do JJ Hickson mesmo.


Washington Wizards
O time é do calouro John Wall e ponto final. Ele é a estrela do time, ele vai ser o lider do time, ele vai fazer o que quiser em Washington. Tudo bem que o Gilbert Arenas jogou muito pouco na pré temporada (Até porque mentiu pro técnico que tava lesionado pra dar uma chance pro Nick Young e ficou de castigo) e não da pra saber como o técnico pretende usá-lo. Mas pelo que podemos ver, o John Wall não só vai ser o responsavel pela armação (7.9 apg) como pela pontuação (15.7). O número de turnovers (3.6 por jogo) foi muito alto e assim deve continuar, ja que a bola deve ficar na sua mão boa parte do tempo. Precisa treinar mais seu arremesso, principalmente de tres pontos, onde seu aproveitament foi só de 7,7%, o que tambem deve fazer cair o numero de turnovers. A não ser que o Flip Sauders decida dar outro molho (Ja chega, cacete!) no Arenas, acho bem provavel que ele seja o titular na posição 2 (Shooting Guard). Assim resta ver qual será o papel dele, se terá mais a bola mas mãos como ele gosta ou se o ataque continuará começando no John Wall e acionando o Agent Zero apenas quando ele tiver afim.


Se o Wall deve ser mesmo o pilar do time fora do garrafão, dentro dele vai ser o Andray Blatche. Blatche teve media de 14.7 pontos e 6.3 rebotes jogando pouco mais de 26 minutos e deve se beneficiar da presenção não só do Wall mas do Arenas, tendo mais espaço pra trabalhar dentro do garrafão. JaValle McGee e seu lindo nome tiveram 9.9 pontos e 6.9 rebotes de media e deve complementar o garrafão.


Miami Heat
O time mais badalado da história da NBA me causou um problema sério nesse post: Dwyane Wade se machucou logo no primeiro jogo e perdeu o resto da pré temporada, e portanto nao da pra avaliar o desempenho do time com seu trio de estrelas completo. Mas sem Wade, Lebron e Chris Bosh que dominaram o time: Lebron teve media de 24.2 pontos, 4.8 assistencias e 5.3 rebotes, enquanto Bosh teve 16.3 pontos e 7 rebotes. Se a gente ja sabia que esses dois (sem Wade) iam ser os principais, ja deu pra ver que vão ter muito pouca ajuda dos coadjuvantes. Tirando Udonis Haslem com seus 11.3 pontos e 9.2 rebotes, o resto do time só conseguiu pontuar em alguns arremessos de tres pontos e ninguem se destacou com mais de 10 ppg. A falta de um pivozão bom (Sério, se alguem citar o Ilgauskas nos comentários vai receber uma resposta desagradável) talvez force o Haslem a ser titular com o Bosh jogando de pivô (O que ele odeia). Com Wade, o numero de pontos do Big Three deve diluir ainda mais, tanto em assistencias como em pontos e rebotes.


Indiana Pacers
O Pacers me interessava porque com a chegada do Darren Collison o time tinha pela primeira vez um armador que prestasse. Collison fez um bom trabalho, com 12.9 ppg e 4.4 apg, controlou bem o jogo e parece que o Pacers não vai jogar tanto na correria esse ano como com o TJ Ford. Danny Granger, que pra mim é um dos melhores pontuadores da NBA, teve modestos 14.2 ppg e 4.8 rebotes, o que com certeza não vai tirar o sono de nenhum torcedor do Pacers, só o fato dele ter saido andando da quadra ja valeu. O destaque do time foi Roy Hibbert, com 17 pontos e 8.7 rebotes por jogo, alem de 2.3 tocos. Hibbert, que tem evoluindo bastante desde que entrou na Liga, se beneficiou bastante da cadência que o Collison traz ao time. Com a porralouquice que era o time com o TJ Ford, sobrava muito poucas chances pro Hibbert jogar de costas pra cesta, o que ele faz muito bem. Ta muito cedo pra falar, mas pra mim o Hibbert tem chances de ser o 'Most Improved Player' ao fim da temporada.


New York Knicks
O Knicks fez sua parte na orgia de Free Agents e trouxe Amare Stoudamire pra ser o seu franchise player e Raymond Felton pra fazer o papel do Steve Nash no time, mas perdeu David Lee para o Warriors. Amare foi o destaque do time com 25.7 pontos por jogo, mas pegou apenas 5.7 rebotes por jogo, o que foi pessimo pro seu time, que teve uma atuação muito fraca em rebotes, cedendo mais de 14 rebotes ofensivos por jogo. Se a chegada de Amare deu ao time uma força ofensiva bem superior ao David Lee, Amare não deve repetir a cacetada de double doubles que o Lee tinha. Se com o Lee, que é um tremendo reboteiro, o time ja tinha problemas com rebotes e era um dos piores da Liga nesse qusito (Ta, ele jogava com o Eddy Curry), com o Amare o time vai ficar ainda pior, a não ser que o Timofey Mozgov consiga melhorar MUITO dos pífios 3.9 rebotes por jogo que teve na pré temporada.

Ofensivamente, Amare claramente é a principal opção ofensiva do time mesmo: Enquanto terminou com seus 25.7 ppg, os outros tres jogadores seguintes em pontuação do time foram Danilo Gallinari, Toney Douglas e Wilson Chandler, com 117, 11.3 e 11 ppg, respectivamente. Ou seja, Amare vai pontuar feito um maluco e o resto do time vai pontuar vez ou outra. Felton nao se destacou pela pontuação e sim pelas 6 assistencias por jogo, mas acho que conforme o time for se ajustando ele deve começar a chutar mais bolas, principalmente de tres, mas nao seria de estranhar se com o tempo o Toney Douglas roubasse sua vaga de titular.


Toronto Raptors
Sem Hedo Turkoglu (Sim, ele é ala, mas ele quem armava o time varias vezes ano passado), o time confiou a armação das jogadas na mão do Jarrett Jack, que terminou com 4.9 assistencias e 12.5 pontos por jogo, e do Jose Calderon, com boas 5.3 assistencias por jogo. A saida de Bosh foi mais sentida: Enquanto que a carga de pontuação acabou caindo sobre as recentes aquisições Linas Kleiza e Leandrinho (13.6 ppg cada) e o sophomore DeMar DeRozan (12.5), são todos jogadores de perímetro (Sim, o Kleiza tambem é ala, mas tem como principal caracteristica o arremesso), e o problema no garrafão continua longe de ser resolvido: Andrea Bargnani teve apenas 12 ppg e 4 rebotes por jogo, o que é ridiculo pra um pivô. Ou seja, o Bargnani vai ter que mostrar que pode liderar o time no garrafão, principalmente pontuando. Como 4 rebotes por jogo pra um pivô que jogou 27 minutos por jogo é muito pouco, quem acabou ficando com uma boa parte dos rebotes foi o Reggie Evans, com 8.4 por jogo em apenas 22.5 minutos, uma das melhores da Liga. Nao deu pra avaliar melhor como o time resolveu o problema no garrafão porque o novato Ed Davis se machucou e perdeu toda a pré temporada, mas com certeza o time vai sentir demais a saida do PF, tanto ofensivamente (Parece que o time vai sofrer demais pra pontuar no garrafão) como nos rebotes.


Utah Jazz
O Jazz perdeu Carlos Boozer e ganhou Al Jefferson. Nao deu pra medir o quanto Boozer foi util ao Bulls porque se machucou, mas Jefferson teve um bom impacto no Jazz: foi o lider do time em pontos (14.5) e rebotes (6). Claro que o Deron Williams se poupou, nao foi pra cima como de costume pra nao causar problemas ao seu corpo, mas acho que isso só tende a ser benéfico ao Jefferson, Williams com certeza nao vai ter só 4.2 assistencias por jogo na temporada regular e pode ter certeza que varias das assistencias do armador vao ser em pick and rolls pro Jefferson, uma das jogadas mais comuns de se ver no esquema do Jerry SloanPaul Millsap, que com Jefferson e sem Mehmet Okur estava jogando de titular, teve discretos 8 ppg e 4.8 rpg. O calouro Gordon Hayward, apesar de discreto (8.1 pontos e 2.8 rebotes em 22.8 minutos), mostrou talento e acho que vai acabar virando um bom jogador. E o fato do Raja Bell ter conseguido jogar os oitos jogos sem se machucar ja deve ter feito os torcedores do Jazz terem esperanças. Ainda que discreto (6.1 ppg), Bell acertou 50% das bolas de tres que chutou, o que é bem importante pro esquema do Jazz: O Deron infiltra, o Millsap e o Jefferson pontuam no garrafão, e o resto fica chutando de fora. Simples assim.


Minnesota Timberwolves
Se a estrela do Wolves era Al Jefferson, que deu o fora, ja ficou bem claro que é a nova estrela do time: Kevin Love. O branquelo é uma máquina de double doubles, teve 17.8 ppg e 10.6 rpg em apenas 24.9 mpg. Love deve ter muitos minutos sem Jefferson pra disputar a posição e tambem pelo fato que o Wolves é bem fraco e tem muita gente jovem, devem desenvolver os moleques na base do suor, e deve ser o líder do time no ataque e nos rebotes. Tambem tem uma ótima visão de jogo e pode fazer o papel de distribuir a bola no ataque, como o Kevin Garnett faz as vezes no Boston quando o Rajon Rondo ta no banco. Outra adição interessante do Wolves foi o Michael Beasley. Enquanto muitos botavam o Beasley de PF, eu sempre achei que o feioso ia render mais de SF, que é onde ele tem jogado no Wolves. E tem jogado bem, 13.1 pontos e 4.1 rebotes. Só tem que parar de ser fominha e querer resolver tudo sozinho, seu aproveitamente foi abaixo dos 40% e teve mais de 3.3 turnvoers por jogo. O branquelo e eterno draft bust, Darko Milicic, nao teve uma pré temporada ruim, foram 5.1 rebotes, 2.4 assistencias, 2 tocos e 6.6 pontos por jogo.  O calouro Wesley Johnson, que teve uma pré temporada discreta, deve vir do banco atrás do Beasley mesmo, nao se destacou muito nos números, foram apenas 7.9 pontos por jogo em mais de 21 minutos, mas tem talento defensivo, chuta bem (54% de aproveitamento de tres pontos), tem velocidade pra jogar nos contra ataques (Com aqueles passes de garrafão a garrafão que o Love volta e meia da) e pode evoluir ainda bastante, principalmente se o Kurt Rambis colocar ele pra aprender na marra de titular na posição 2.

Phoenix Suns
Sem Amare Stoudamire era questão de tempo para que o ataque do Suns começasse a sentir. Mas o que nós vimos foi um absurdo: só 95.8 pontos por jogo, o maior pontuador do time teve 11 pontos por jogo (Jason Richardson) e mais ninguem passou dos 10 ppg!! Tudo bem que o jogador que mais teve minutos foi o Steve Nash com 22, o que é bem pouco, mas ainda assim, ninguem se destacou o suficiente pra dar alguma esperança pros torcedores do Suns. Claro, é pré temporada, o Nash vai jogar muto mais tempo na temporada regular, e ele tem aquela habilidade de fazer qualquer zé mané virar um craque, mas o Amare e o Nash se complementavam perfeitamente, não vejo o Turkoglu ou o Hakeem Warrick fazendo o mesmo, atacando a cesta com ferocidade depois de um pick and roll. Mas nao da realmente pra prever muito porque o time jogou pouco tempo juntos, os reservas tiveram muito tempo, e não deu pra ter uma noção clara de quem deve ficar com a carga ofensiva sem o Amare.


Golden State Warriors
O Warriors recebeu David Lee, Monta Ellis voltou de lesão, mas mais importante do que isso talvez tenha sido a saida do técnico maluco Don Nelson. Sem ele o time nao foi tão porra louca no que diz respeito à correria, mas ficou bem claro que o técnico novo quis achar na pré temporada uma formação ideal: Ellis, Lee, Stephen Curry, Reggie Williams e Dorrell Wright jogaram todos mais de 27 minutos por jogo, e tirando Williams os outros foram titulares quase sempre. Outro que foi titular em todos os oito jogos, mas teve menos minutos, foi o Andris Biedrins. Não deu pra ter uma noção tao clara de como vai ser o plano de jogo do Warriors sem o Nelson, mas o time sofreu menos na defesa e correu menos no ataque. Se havia uma duvida de como Ellis e Curry iriam jogar juntos, parece que nao existe mais: Os dois dividiram bem as funções, mas deu pra ver que Curry ficou mais encarregado da armação (15.4 ppg, 5 apg) e Ellis da pontuação (21.1 ppg, 3.4 apg). O David Lee continua sendo a máquina de double doubles que era no Knicks, teve medias de 15 ppg e 10.3 rpg. Apesar de ter jogado pouco, Biedrins teve medias de 6.1 e 8 rpg, e deve fazer uma boa dupla de garrafão com o Lee. A carga ofensiva ficou muito concentrada nesses jogadores, o que quer dizer que eles vão ter alguns problemas com o banco de reservas, mas é um time titular muito interessante e divertido de se ver jogar. Se conseguirem manter um jogo rapido mas sem exagerar naquela maluquice que era o time do Don Nelson, os jogadores tiverem minutos consistentes e eles começarem a usar os jogadores direito (Epke Udoh, calouro, nao jogou ainda por lesão), da até pra sonhar em brigar pela nona vaga do Oeste (O que eu duvido que consigam, o Oeste é disputado demais e o time não tem banco, mas acho que iria pros playoffs se jogasse no Leste).


Los Angeles Clippers
Claro que alguem vai se machucar sério e perder o resto da temporada, mas o time do Clippers está bem interessante. Blake Griffin foi um monstro na pré temporada, foram 17.3 ppg e 12.3 rebotes, e parece ser realmente um futuro superastro da NBA. O garrafão do Clippers está muito forte com Griffin e Chris Kaman (16 ppg, 7.1 rpg) e parece que realmente vai ser o foco do time ofensivamente. Atras da linha dos tres pontos tem Eric Gordon, que tambem teve uma boa preseason com 14.9 ppg, ainda que um aproveitamento de só 33% de bolas de tres. Pela milésima vez, ta bom que é pré temporada, mas o Baron Davis (9.8 ppg, 7.2 apg) parece que ficou bem confortável distribuindo a bola pro seu time. Ele vai ter que pegar a bola embaixo do braço e ir pra cima algumas vezes, o que nao fez muito na pré temporada, mas o Davis tem jogado muito desmotivado em LA e com esse bom elenco de coadjuvantes  o Davis tem tudo pra se empolgar denovo e voltar a ter bons números. Pelo visto o Clippers vai focar seu ataque no garrafão que tem e ver quem sobra livre do lado de fora, com a bola passando pelo Davis quando apertar.

Galera, eu sei que a analise ficou bem superficial, mas a ideia era essa mesmo, senao fica grande demais. Amanha eu venho falar da World Series e quarta e quinta eu posto o resuminho resumido da rodada da NFL. Embolou tudo por causa do começo da NBA, vamos ver como fica o ritmo de posts agora. Nao prometo nada, mas acho que da pra equilibrar numa boa! Valeu a compreensao!

Vai começar a NBA!

Kobe está confuso tentando entender esse post

Pois é, como eu ja disse e nunca vou me cansar de repetir, ACABOU A PRÉ TEMPORADA DA NBA!! Tudo bem, eu não levo a sério, nao assisto, mas nao da pra negar que a pré temporada não é tão inutil assim. Alguns times usam pra testar calouros, alguns pra testar formações, outros absolutamente não levam a sério e portanto nao adianta nem assistir suas partidas. Ainda assim, ela fornece algumas informações interessantes. E fornece alguns dados, talvez importantes, talvez nem tanto. Mas eles fornecem algumas análises divertidas.

O post de hoje ficou exageradamente grande, por isso eu acabei dividindo em duas partes. A primeira é essa aqui, a segunda eu postarei ainda hoje. Da pra ler em partes facil, afinal ficou bem subdividido, mas achei que ficou grande demais pra um post só e preferi dividir. A ideia nesses posts é simples: Primeiro vou botar e analisar alguns dados dessa pré temporada, brincar um pouco com eles. Depois, analisar os dados individuais e coletivos de times que tiveram algum tipo de mudança ou reformulação importante (O Jordan Farmar saindo do Lakers não é uma delas, por exemplo). E me divertir enquanto faço isso, espero que voces tambem achem interessante.

Pra começar, vamos dar uma olhada nos times e nos records finais de cada um:

Eastern Conference:
Orlando Magic: 7-0
Boston Celtics: 7-1
Cleveland Cavaliers: 6-2
Chicago Bulls: 4-4
Charlotte Bobcats: 4-4
Toronto Raptors: 4-4
Washington Wizards: 3-4
Miami Heat: 3-4
Indiana Pacers: 3-4
Detroit Pistons: 3-5
New York Knicks: 3-5
Milwaukee Bucks: 3-5
New Jersey Nets: 3-5
Philadelphia 76ers: 2-5
Atlanta Hawks: 2-5

Western Conference:
Utah Jazz: 8-0
Memphis Grizzlies: 8-0
Minnesota Timberwolves: 6-2
Denver Nuggets: 5-3
Oklahoma City Thunder: 4-3
San Antonio Spurs: 4-3
Los Angeles Lakers: 4-4
Dallas Mavericks: 4-4
Houston Rockets: 4-4
Portland Trailblazers: 3-4
Sacramento Kings: 3-4
Golden State Warriors: 3-5
Phoenix Suns: 2-6
Los Angeles Clippers: 1-7
New Orleans Hornets: 1-7

Tudo bem, isso é inutil e não quer dizer nada, o Heat 3-4 e o Cavs 6-2 não quer dizer que o Cavs esteja mais proximo de ganhar um titulo que o Heat, como o Dan Gilbert sonha. Magic, Grizzlies e Jazz foram os invictos, e nenhum time conseguiu perder todas. Sim, falei o obvio e realmente nao tem muito o que analisar desses dados ai. Os dados indivuais são mais interessantes, portanto vamos a eles (Nessas listas só figuram jogadores que disputaram pelo menos 75% das partidas do seu time.).

Melhores pontuadores
Os melhores pontuadores da pré temporada foram os seguintes:
Em primeiro lugar, Amare Stoudamire, com 25.7 pontos por jogo (ppg) em 27.1 minutos por jogo (mpg).
Em segundo, Lebron James. Foram 24.2 ppg em 27 mpg
Terceiro lugar ficou Monta Ellis, 21.1 ppg e 34.6 mpg (Catapultados por um jogo de 53 minutos e 41 pts na ultima semana)
Em quarto, Arron Afflalo, 20.4 ppg e 35.2 mpg.
E em quinto Brook Lopez, 20.3 ppg em 30.1 mpg.

Normalizando pelo numero de minutos, temos que o melhor pontuador da pré temporada foi ainda Amare Stoudamire (0.948 pontos por minuto, ou ppm), e em segundo tambem ficou Lebron com (0.896 ppm). A surpresa fica com o terceiro colocado: Kevin Martin, 0.748 ppm. O quarto foi Kevin Love, com 0.713 ppm e em quinto Vince Carter com 0.710 ppm. Do Knicks, do Heat e dos Wolves eu vou falar mais no próximo post.

Quanto aos outros jogadores que apareceram ai, o Afflalo tem uma media de pontos por minutos muito baixa e só aparece entre os maiores pontuadores porque joga tempo pra cacete mesmo. O Lopez aparece em sexto em ppm e deve dividir com o Devin Harris de novo o papel de maior pontuador do time. O Vince Carter até agora tem feito o que foi contratado pra fazer, pontuar pra cacete principalmente no final das partidas. E o Kevin Martin é um dos melhores pontuadores da NBA, chuta bem de tres, infiltra muito bem e é ótimo cavando faltas, com certeza vai ser o lider ofensivo de um Houston Rockets que tem um esquema de compartilhar bastante a bola e com o Yao Ming limitado a 24 minutos por jogo.

Melhores reboteiros
Em numeros absolutos, quem leva pra casa essa disputa é o calouro Blake Griffin, com 12.3 rebotes de media tendo 29.5 em media de minutos. Temos em segundo Dwight Howard com 11.7 rebotes por jogo (rpg) em 26.4 mpg, depois Lamar Odom em terceiro (10.7 rpg, 31.8 mpg), Kevin Love aparece denovo em quarto com 10.6 rpg em 24.9 mpg. David Lee ( 10.2 rpg, 30.9 mpg) fecha o grupo dos cinco melhores. Normalizando por minutos, Howard é o primeiro, Griffin o segundo, Tim Duncan o terceiro e Kevin Love o quarto. Merece destaque tambem o calouro Demarcus Cousins, com 8 rebotes por jogo em 25.9 minutos.

Nenhum segredo aqui, Howard e Duncan tem fama de serem excelentes reboteiros (e de mais uma paulada de coisas, mas tamos falando de rebotes agora) e o Kevin Love, que vinha tendo minutos bizarros por causa do time onde ele joga, é um reboteiro absurdo que com certeza vai ter uma media de duplos duplos no ano. Griffin tinha fama de ser um excelente reboteiro na faculdade e está mostrando que realmente é pra valer.

Melhores passadores
Os cinco melhores passadores da NBA tiveram uma presença bastante interessante. Em primeiro lugar, pra surpresa de ninguem, foi Chris Paul, 8.4 assistencias por jogo (apg) em 28.3 mpg. Em segundo, ficou o calouro John Wall! Foram 7.9 apg em 35.4 mpg. Tudo bem, Wall jogou muitos minutos e em termos de assistencias por minutos com certeza ele vai cair muito na lista (Do top5 ele foi o unico com mais de 30 mpg), mas pra um calouro está muito bom. Em terceiro temos Rajon Rondo (7.7 apg, 26.3 mpg), em quarto Steve Nash (7 apg, 22.6 mpg), até aqui nenhuma grande surpresa. Em quinto está nossa surpresa, Raymond Felton! Foram 6 apg (Sim, incrivel como cai aqui) e 28 mpg. Aposto o que voces quiserem que 5 apg em media foram pro Stoudamire! Mesmo assim, é um progresso pra um armador que nunca se destacou por assistencias. Normalizando por minutos Wall e Felton saem do top 5 pra darem lugar a Jameer Nelson e Russell Westbrook, dois jogadores que tem liberdade pra infiltrar, armar e deixar jogadores em condições apenas de finalizar. (Como só jogou cinco jogos ele ficou de fora dessa lista, mas merece menção honrosa o Baron Davis e suas 7.2 apg. Davis pareceu bem confortavel criando pra um time com boas peças de finalização, em especial Griffin)

Seção especial: Calouros
A pré temporada é a segunda (Summer League) e ultima chance dos times avaliarem seus calouros antes do começo da temporada regular, então os numeros dos calouros realmente tem um valor maior do que o resto. Portanto vamos ver quem tem se destacado até aqui (Lembrando: ppg = pontos por jogo, apg = assistencias por jogo, rpg = rebotes por jogo e mpg = minutos por jogo)

John Wall: 7 jogos - 15.7 ppg - 7.9 apg - 2.6 rpg - 35.4 mpg

Blake Griffin: 6 jogos - 17.3 ppg - 1.7 apg - 12.3 rpg - 29.5 mpg

Demarcus Cousins: 7 jogos - 14.3 ppg - 0.7 apg - 8 rpg - 25.9 mpg

Jordan Crawford: 6 jogos - 13.8 ppg - 3.2 apg - 2.8 rpg - 31.6 mpg

Evan Turner: 7 jogos - 7.7 ppg - 3.7 apg - 5.9 rpg - 29 mpg

Esses cinco foram os calouros de mais destaque na pré temporada. John Wall e Blake Griffin parecem ser até aqui os dois que vão disputar até o final o prêmio de calouro do ano, e vai ser uma das disputas mais interessantes dos ultimos tempos. Os dois tem cara de estrelas e tem tudo pra serem os principais jogadores dos seus times. Griffin parece ser um monstro dos double doubles e é um jogador bastante completo ofensivamente. Tem tudo pra ter medias proximas das que teve na pré temporada. Ja Wall deve sofrer um pouco mais, afinal jogou muito mais tempo que qualquer outro calouro por jogo, mas ja mostrou muito talento nas Summer Leagues (Foi MVP em Las Vegas) e realmente tem muita velocidade, infiltra muito bem e tem boa visão de jogo. Resta ver como ele vai jogar do lado do Gilbert Arenas, que costuma jogar com a bola na mão.

Correndo por fora tem o Demarcus Cousins. Cousins era apontado como uma aposta de risco, que tinha problemas extra-campo, não lidava bem com críticas e tinha problemas de adaptação, mas está jogando muito bem até agora, foi lider em Las Vegas em rebotes e com a contusão do pivô Samuel Dalambert deve sair jogando de cara e aprender na marra. Tem talento e é bem atlético, eu acho que vai ser um belo jogador e um ótimo complemento pro Tyreke Evans de dentro do garrafão.

Jordan Crawford é uma cópia do Jamal Crawford até no nome. Nao se destaca por fazer nada alem de pontuar, o que tem feito bem. Com Wall mandando assistencias e Griffin pegando rebotes até no banco, duvido que ele tenha chances de ser calouro do ano, mas pode ocupar o lugar do Jamal no Hawks e liberar o SG pra uma possivel troca, alias um boato que tem pipocado bastante até aqui.

E por fim, Evan Turner, a segunda escolha do Draft. Turner foi muito mal na Summer League de Las Vegas e nao tem sido muito melhor na pré temporada. Parece ser daqueles que faz tudo bem sem dominar nada: Teve bons numeros em assistencias e rebotes mesmo disputando com Andre Iguodala e Jrue Holliday, que tiveram bons minutos, mas Turner teve algum problemas com pontuação. Precisa melhorar um pouco no ataque, mas deve aprender apanhando tambem.

Aposto em Wall e Griffin disputando até o fim o prêmio, com Griffin levando a melhor. Os dois são muito bons, vão ser estrelas na Liga e não duvido ver algum deles no All Star Game.

Mais tarde trago a segunda parte, onde falo dos times. Ainda hoje, não percam.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Final das análises - Alex Smith e os San Francisco 49ers

Tirar a bola das mãos do Alex Smith ja foi nossa melhor jogada

Enfim terminamos os resumos das oito divisões da NFL. A ultima divisão, NFC West, foi postada hoje mais cedo, e embora tenha faltado um time, terminei o que tinha para postar. A partir de agora, os post serão novos, sobre coisas que virão a acontecer. Mas ja explico isso com calma. Para quem quiser ler os resumos das divisões da NFL, seguem os links abaixo.
Lembrando que o ultimo time que falta, o San Francisco 49ers, está nesse post.

Agora deixa eu me explicar. Como ja falei algumas vezes, eu escrevi todos os resumos entre a primeira e a segunda semana da NFL e postava uma por dia na FEIA. A NFC West caiu pra ser postada na terça feira.
No entanto, após o Monday Night (Niners vs Saints), eu fiquei em choque com o jogo. Sou torcedor dos Niners e tinha coisas demais passando pela minha cabeça naquele momento. Assim, reli o que tinha escrito sobre os 49ers... e apaguei tudo. Nao estava satisfeito com aquele resumo. Tinha muita mais coisa que eu queria falar, que eu tinha na cabeça e precisava colocar pra fora. Assim, a primeira coisa que fiz quando chegueie m casa na terça foi escrever um post enorme não só sobre o time do San Francisco, mas pelas situações que marcaram a decadência e reconstrução da franquia passando principalmente pela peça central do sucesso ou do fracasso dela, o quarterback Alex Smith. Foi um post longo e analítico, e eu fiquei satisfeito com o resultado, e confesso que gostei bastante de escrevê-lo. Na verdade, foi ele que me motivou a criar um blog. Um blog não pra dar noticias, e sim pra analisar as coisas que eu quiser, comentar, divagar, e falar sobre o que tiver na minha cabeça. Quem lê o blog de basquete Bola Presa, no qual eu me inspirei, sabe mais ou menos do que eu falo.

Assim, agora que eu ja postei as análises por divisão, vou começar a postar desse jeito. O que tenho a dizer sobre Alex Smith e o San Francisco 49ers segue abaixo, e no final acabei analisando pra completar os 32 times. A partir de amanha ou domingo eu vou parar com o ritmo alucinado de post desses dias e postar em media um texto por dia. Agradeço novamente a quem venha a ler isso, e espero que se divirtam.
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San Francisco 49ers
Ja aviso que, por falar do meu proprio time, talvez nao seja uma analise tao fria como as outras, talvez tenha uma dose mais passional. Mas tudo bem, somos humanos, torcedores, com emoções, então isso faz parte da graça.

Os 49ers sao um dos times mais tradicionais da NFL. Dominaram a decada de 80 ('Niner Decade') e mesmo na decada de 90, com a lesão e saida de Joe Montana, continuaram como fortes competidores atrás de Steve Young. Jeff Garcia conseguiu continuar esse legado durante algum tempo, mas Terrell Owens saiu, o resto do time fedia e Garcia tava ficando velho. O Niners passou por tempos negros. Saiu de Montana para Young e de Young para Garcia, e o time ficou em panico com medo de de repente parar de competir pelos playoffs (rotina na época) pra passar um tempo no fracasso. Ao inves de aceitar que ia passar por uma reformulação, o time passou por uma má gestão: Gastou muito dinheiro com quem nao precisava ou nao devia, tentou remendar o time, gastou demais pra ter resultados de menos. No final, perdemos nossa hegemonia na NFC West, o time estava com um rombo na contabilidade enorme e nao tinha quem prestasse no time. Em 2004, enfim, amargamos o ultimo lugar da NFL.

Como voces sabem (Para quem é novo em NFL, fica a dica) o ultimo colocado na NFL é o que começa escolhendo em primeiro no draft seguinte. Com a primeira escolha do draft, os 49ers draftaram Alex Smith. Smith tinha sido um ótimo QB em Utah, e foi escolhido para ser o novo QB da franquia, uma franquia por onde ja passaram dois dos melhores Quarterbacks que ja pisaram nessa Terra. Só que como todos sabem, Smith foi uma decepção. Como todo QB que jogava num spread offense no colegial, haviam duvidas sobre como ele jogaria under center(Quando o quarterback recebe o snap com a nao junto do Center, e nao a uma distancia). Bom, ele jogou mal, perdeu muitos jogos e perdeu a confiança. A sorte da franquia foi que, na terceira rodada, draftou um corredor chamado Frank Gore.

Enquanto Gore mostrava que era bom pra valer, Alex Smith sofria pra se adaptar à NFL. Falta de experiencia, falta de um bom coordenador ofensivo e talvez até de capacidade fizeram ele sofrer como titular, até que se machucou feio no final da temporada seguinte.
A lesão foi séria e fez Smith perder duas temporadas, e quando voltou foi como reserva. Nesse meio tempo os Niners fizeram ótimos drafts, pegando por exemplo Patrick Willis e Vernon Davis. Em 2008 nosso QB titular foi J.O. Sullivan, e em 2009 Shaun Hill, com Smith no banco. No entanto, em 2009, Hill estava num jogo péssimo, perdendo de 21 a 0 no intervalo contra Houston. Smith foi entao colocado em campo e terminou o jogo com 200 jardas e 3 TDs em metade de um jogo e só nao levou o time à vitòria por causa da grande desvantagem no primeiro tempo. Desde então, Smith teve uma boa temporada. Alguns problemas de comunicação, falta de entrosamento e de confiança, mas terminou o ano com bons numeros: 18 TDs e só 12 Ints. Foi um Alex Smith bastante diferente do que estavamos acostumados a ver, um Alex Smith que nao só um jogador, era um lider, conduzia o time, chamava jogadas, mostrava maturidade e confiança no pocket. Foi nomeado o titular para 2010 e as esperanças nele voltaram a crescer.

Em 2010, Kurt Warner se aposentou e o Arizona perdeu seus principais jogadores. Era a chance pra, enfim, retomar a ponta da Divisão. A offseason foi tranquila e o draft trouxe jogadores importantes, principalmente para a linha ofensiva, com Mike Iupati e Anthony Davis. O grupo estava montado, a grande duvida era Alex Smith e até onde ele poderia levar um time muito bem montado.
Até agora, nao temos uma resposta. Smith teve um jogo muito fraco contra o Seattle, após um começo bom vendo Maurice Morris furar uma bola na end zone, um TD de Josh Morgan ser anulado e o mesmo Morris escorregar numa 4 pra 1 na linha do goal. Smith ficou nervoso, perdeu a cabeça e lançou interceptações, passes toscos, e jogou muito mal.
Contra o Saints, todo mundo esperava o mesmo, e foi assim que começou. Mas depois de uma interceptação, Smith mudou: Começou a ousar nos passes, e acertar esses passes. Comandou o ataque como um lider, se impôs, e mostrou que talento nao é o problema ali. Nao saiu com a vitória por incompetencia de alguns jogadores e azar. Mas foi uma postura totalmente diferente para Smith, que foi impressionante conduzindo uma campanha no final do jogo para empatar a partida, com uma maturidade e liderança que muitos, incluindo eu, nao sabiam que ele tinha.

No final, parece que o Niners está de volta onde começou. Uma partida sofrivel do Smith seguida por uma brilhante. O problema é essa inconstancia. Pra mim nao é falta de talento, e sim excesso de pressão: Se Smith fosse uma escolha da terceira rodada, ninguem ia ligar que ele fedeu como novato, nao teria pressão em cima dele, ele nao botaria tanta pressão nele mesmo e teria tido calma pra evoluir e ainda seria uma boa steal no Draft. Por ser uma primeira escolha, todo mundo sempre vai pegar no pé a cada erro e falar que ele foi um bust. Nas poucas vezes que vi o Alex Smith calmo e princpalmente confiante, vi um Quarterback talentoso, ágil, que sai bem do pocket e que tem boa precisão, apesar de nao ter um braço muito forte (ainda que tenha lançado duas bombas maravilhosas contra o Saints). Mas infelizmente ninguem sabe que Smith aparecerá em cada jogo. Por isso prever algo para esse time é muito dificil: Se Smith jogar como jogou contra o Seattle, estamos ferrados. Se ele jogar como jogou contra Saints, tenho certeza que vamos à pós-temporada e ainda causaremos problemas la. Fica a esperança de um torcedor. E a dúvida.
Problemas com o Smith à parte, o time tem um bom ataque. Michael Crabtree e Morgan são uma excelente dupla de WRs e que ainda tem Ted Ginn, machucado, para se juntar. Vernon Davis mostrou ano passado que pode ser um dos melhores TEs da NFL e Gore é um dos jogadores mais underrateds da NFL em anos. Sabiam que ele tem a maior sequencia ativa de temporadas com mais de 1000 jardas? Pois é. A linha ofensiva foi a maior fraqueza do time ano passado, mas esse ano trouxe duas escolhas de primeira rodada(Davis e Iupati) pra reforçar e tem a volta do Joe Stanley, que perdeu boa parte da temporada passada com lesões. Como toda linha ofensiva com varios calouros, ela vai feder um pouco no começo, mas vai melhroando devagar com o tempo e a experiencia. Só ver o jogo contra o Saints: começou tomando um vareio do rush do Saints, cedendo pressão e espaços, mas ao longo do jogo foi melhorando e Smith começou a ter mais tempo pra trabalhar no pocket. Essa pirralhada ainda precisa crescer, mas tem potencial.

A defesa dos Niners, por outro lado, é uma das melhores da NFL. A linha de frente é excepcional, Patrick Willis é o melhor MLB da NFL (Sorry Lewis, voce ainda é um monstro, mas ta velho), e o conjunto de coajuvantes é excelente. O Pass Rush melhorou muito ao longo do ano passado e com a chegada do Travis LaBoy deve melhorar ainda mais. A secundária ainda tem alguns probleminhas, mas Dashon Goldson é um safety muito fisico e eficiente, Nate Clements um bom CB e os calouros Taylor Mays e Navarro Bowman tem impressionado os criticos. Mais um Cornerback pra aliviar pro Clements seria fundamental, e o Mays tem que amadurecer pra virar titular, mas ainda é uma unidade muito boa, muito fisica e que conseguiu segurar muito bem o Saints. Ano passado foi a terceira melhor da NFL em pontos cedidos!! E uma das mais eficientes dando sacks e criando turnovers.

Acho que o principal problema do Niners é a inconsistencia, principalmente quando joga fora de casa. O potencial do time é imenso, o time é muito jovem e vai crescer MUITO ao longo dessa temporada e das proximas, mas apesar do potecial tem que pensar no talento que JA ESTA ali. Mas parece que as vezes o time nao consegue usar. Um jogo toma uma surra do Seattles e no outro ta quase ganhando dos campeões. O time é imaturo, o tecnico ta só na segunda temporada, e ainda tem muito a evoluir. Ainda nao é um time pra agora, embora eu ache que ganha a divisão. Daqui a um ou dois anos eu acredito que verei esse time brigando pelo topo. Mas pra isso tem que resolver esse problema. Nao pode jogar de formas tao variadas nos jogos! E principalmente, tem que parar com os turnovers idiotas! O time foi lider de fumbles em Punts em 2009 tambem, e ja teve um esse ano!
Alex Smith com calma e confiança, um elenco jovem que vai aprendendo na marra, um bom tecnico, motivador, consistência, um ataque muito completo, um jogo terrestre matador e uma defesa fortissima. Essa é a formula do sucesso para os Niners.

Rating: B
Rating controverso porque, como ja disse, é um time muito inconstante. O time pode jgoar como B+ ou como C, é imprevisivel. B é uma boa média. E repito, eu acredito nos playoffs.