Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mailbag: Semana 16

"É simples... nós matamos o Batman. Quer dizer, o Mike Shanahan"



Para participar do nosso mailbag, ou seja, enviar uma pergunta/comentário/dúvida/tópico de debate para ser respondida aqui no blog e no Esporte Interativo, é só mandar um email para tmwarning@hotmail.com com o título "Mailbag" que ele pode aparecer por ai. Forma de tornar isso mais interativo e próximo dos leitores. Então participem!


No próximo bimestre, começaremos uma série chamada Sports Mythbusters. A idéia é bem simples, pegar clichês, mitos ou lugares comuns dos esportes americanos e colocá-los a prova. Então estamos aceitando sugestões, e qualquer mito, frase comum, chavão ou coisa assim dos esportes que vocês querem ver testada e comprovada (ou ao contrário, que quer ver desmentida) podem mandar que vamos analisar os melhores. Mais uma chance de vocês sugerirem nossas pautas. Podem mandar emails com as sugestões para tmwarning@hotmail.com, para o twitter @tmwarning, ou simplesmente colocar nos comentários quando der na telha.
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No que é, eu espero, a última semana dessa loucura de vida que está me tirando todo o tempo e energia para escrever aqui tanto quanto eu gostaria, vamos ficar com os dois posts mais simples desse blog: o mailbag hoje, e os palpites amanhã. Semana que vem retomamos com a cobertura pronta para os playoffs, inclusive um breakdown da minha votação final ao Pro Bowl. Então não percam as esperanças, que cedo ou tarde vamos retomar nossa cobertura habitual, especialmente conforme os playoffs se aproxima. 

Então por enquanto ficamos com o simples mesmo, o mailbag. Em tempo: para nosso próximo Mailbag, o tema será, naturalmente, os playoffs. Então para a próxima semana, darei preferência aos que citam tópicos mais relevantes no momento, como times, confrontos ou jogadores que estão nos playoffs, relações com playoffs anteriores, ou mesmo prêmios de final de ano. Outros tópicos, inclusive Draft e times já eliminados, serão comentados em outro mailbag, então peço que mandem emails mais "atuais" dessa vez, excepcionalmente.

Então vamos ao mailbag. Lembrando que esses são emails reais de leitores reais.


Quando a temporada começou eu sabia que o RGIII e o Kaep iam encontrar muitass dificuldades, por conta da tal regressão dos sophmores e por conta de problemas com seus times com desfalques, lesões e outras coisas. No caso do RGIII, sua própria lesão.
Mas me parece que o RGIII não veio evoluindo com o decorrer da temporada. Não olhei nenhuma estatística, estou falando de uma maneira burra baseado apenas na observação durante os jogos. Achei que ele fosse começar com muitas dificuldades e vir evoluindo aos poucos, mas não vejo isso. Com o Colin Kaep achei que ocorreria algo semelhante. Time completo mesmo do Niners só vamos ver agora, mas nas rodadas recentes ele já tinha um time muito bom nas mãos e parece que ainda tá meio travado. Sempre apostei no Niners pro SB, mas o time nunca engrenou e se tornou a avalanche que eu pensei. Estou escrevendo antes do jogo com o Seahawks, então quando for publicado - se for - pode ficar claro que eu falei besteira, mas também podem aumentar as preocupações.
Não falando sobre 49ers e Redskins, mas falando sobre RGIII e Colin Kaepernick, podemos ter reais esperanças de mais dois grandes QBs na liga em breve? Claro que não passa de especulação, mesmo que bem fundada, mas temos indicadores confiáveis que terão uma ótima temporada ano que vem? - Danilo Vilas Boas


Bom, vamos em partes. Primeiro, RG3.

Em 2013, Griffin teve dois problemas. O primeiro, obviamente, é a tão polêmica questão da lesão. Romper um ligamento nunca é fácil, e pessoas respondem de formas diferentes ao tratamento - Adrian Peterson retornou em altíssimo nível em nove meses, Derrick Rose precisou de 15 e mesmo assim não estava recuperado quando voltou. No caso de Griffin, ele rompeu o ligamento em Janeiro, e o Redskins (e o próprio RG3) logo começaram uma enorme campanha de mídia falando sobre como RG3 estava recuperando bem, era a melhor recuperação de todos os tempos (só esse link já justificaria uma demissão do Mike Shanahan), que estaria totalmente pronto para o começo da temporada, que ele iria calar todos os críticos, e por ai vai (em retrospecto, uma das piores jogadas de mídia da NFL nessa temporada). Mas quando a temporada começou, ficou bem claro que RG3 estava longe de estar saudável. Ele parecia um passo mais lento, algo relevante quando uma de suas principais características era sua velocidade que lhe permitia escapar da pressão e fazer algo acontecer com suas pernas.  Além disso, seja por questões psicológicas ou físicas, Griffin não conseguia plantar a perna no chão de forma firme na hora dos passes, sempre lançando com o pé no ar ou com um pequeno salto na perna de apoio (algo que afeta enormemente precisão e toque que o QB coloca na bola. A pior coisa para um passador é não plantar a perna na hora do passe). Com o tempo, conforme foi ficando mais claro que Griffin não estava perto de saudável e que não estava sendo favorável a ele estar jogando - ainda mais atrás de uma OL que lhe rendeu muitas pancadas - ao ponto de que até seus adversários expressaram preocupação e disseram que ele não deveria estar jogando. Por fim, Griffin foi para o banco, em parte porque queriam poupá-lo, em parte porque queriam testar e/ou exibir Kirk Cousins para possíveis compradores, em parte porque nada em Washington funciona.

Então é difícil não considerar a questão da lesão quando falamos de RG3, e isso serve como uma "desculpa" para toda sua temporada. Espera-se que ele esteja melhor em 2014, e é aí que vamos poder julgar o camisa 10 de forma decente. Mas mais preocupante do que isso, tem um outro fator em jogo por trás da temporada ruim de RG3. Na sua temporada de calouro, Shanahan preparou para o Redskins um playbook ofensivo muito mais simplificado e baseado no ataque que RG3 usava em Baylor, cheio de movimentações, read options, e jogadas fora do pocket em alta velocidade. Era uma forma de manter  Griffin em sua zona de conforto mudando da NCAA para a NFL, e facilitar sua transição e adaptação a um jogo um pouco diferente (e Griffin brilhou nesse esquema). Para 2013, talvez porque era o plano o tempo todo, e provavelmente para poupar Griffin e evitar expor seu Franchise QB a todo tipo de contato forte e desnecessário quando sai do pocket, o time mudou seu playbook para algo muito mais tradicional, com mais jogadas no pocket e menos corridas (incluindo bootlegs). E o fato é que Griffin teve muito mais dificuldade a se adaptar a esse playbook do que era esperado, teve dificuldades com sua leitura quando enfrentou defesas mais montadas (que não precisavam se desmontar para correr atrás dele) e, em parte por causa do problema com o pé de apoio já citado, sua precisão deixou muito a desejar dentro do pocket. Essa segunda preocupa um pouco mais até do que sua saúde, na verdade. Mas eu prefiro ver uma temporada inteira de RG3 antes de tirar conclusões.

Sobre Colin Kaepernick, embora tenha ficado claro que ele não é exatamente o QB que foi em 2012, eu acho que sua temporada está sendo extremamente exagerada em termos negativos - basta olhar para seu sólido QBR, 67.9, e lembrar que esse número é melhor que o de caras como Russell Wilson (64.9) e Andrew Luck (61.6). Isso faz sentido considerando que, embora Kap tenha mostrado algumas fraquezas e tenha ficado claro que ele ainda não é um projeto finalizado (embora muito talentoso), o camisa 7 foi vítima de todo tipo de adversidade que não estava ligada a ele. A começar pelas lesões: Michael Crabtree, um dos melhores WRs da NFL no final da temporada passada, machucou o tendão de Aquiles e perdeu grande parte da temporada. Mario Manningham, que rompeu o ACL temporada passada, demorou para voltar também. E o time não possuía outras alternativas válidas de WRs, o que basicamente deixou Kap com apenas duas opções de passe decentes, o recém-chegado Anquan Boldin e o excelente e underrated Vernon Davis - o que naturalmente torna muito mais fácil para as defesas tirar suas armas. Não é uma coincidência que os três piores jogos de Kaepernick na temporada vieram nos três jogos que Davis não jogou ou se machucou, tirando sua melhor arma de profundidade que encurta defesas e permitindo marcações triplas em Boldin e deixando Kap sem opções de passe. Considerando que ele é um QB que ainda as vezes tem alguns problemas com as terceiras ou quartas leituras de uma jogada, ter que passar para caras como Kyle Williams e Marlon Moore foi um pesadelo, ainda mais considerando que esses dois não conseguiam qualquer tipo de separação. Considerando o jogo terrestre muito inconsistente do time na temporada, Kap se viu repetidamente em condições de 3rd and long, algo difícil que fica ainda pior quando a defesa só precisa marcar um ou dois jogadores - não é a toa que Kaepernick é terceiro QB cujos passes, em média, viajaram a maior distância na temporada (10.2 jardas). Então considerando que mesmo com todas essas dificuldades o Niners tem o sétimo melhor ataque aéreo da temporada em DVOA (e isso sem considerar que Kap é um dos melhores QBs corredores da NFL)... não parece que a temporada de Kaepernick está tão ruim mais, não é mesmo? Claro, ele mostrou que não está tão completo que nem pareceu ano passado e algumas de suas dificuldades (toque colocado na bola na meia distância e leitura de defesas, principalmente), mas suas dificuldades tem sido enormemente exageradas.

Então acho que Kaepernick vai ficar bem. Ele é talentoso, é extremamente dedicado, e tem um técnico que fez Alex Smith liderar a NFL em QBR para lhe ensinar. O time agora está quase completo, Crabtree está de volta, e ele tem jogado bem desde então. Seu desenvolvimento ainda tem que continuar para ele chegar aonde esperávamos que chegasse depois do ano passado, mas não tem motivos para acreditar que ele vá ser um fracasso ou um bust. Griffin é uma questão mais delicada, porque eu sinceramente tenho minhas dúvidas de que ele algum dia voltará a ser o jogador de 2012, talvez porque essa temporada pode ter sido um outlier, afinal de contas. Mas eu não sei quanto sua explosão e, principalmente, confiança como corredor foram afetadas, e suas dificuldades na conversão para um passador mais tradicional mostram que talvez ele precise dessas habilidades com as pernas para manter o nível de sucesso que esperamos dele. Então o futuro dele mais parece mais complicado. Ainda assim, é cedo para descartar Robert Griffin III: ele jogou essa temporada claramente machucado, e sua temporada passada mostra que talento não falta. Vamos dar mais tempo para ele antes de tirar conclusões.


Eu indiquei o seu site a um amigo meu que me enviou uma pergunta, como eu sabia responder eu enviei a resposta abaixo. Se você gostar, você poderia publicar, no seu próximo artigo, com o meu nome e com o seu enfim, como você preferir. Veja abaixo se você gostou. Aproveito para te perguntar o que o Pittsburgh Steelers precisa fazer para voltar a ser o grande time que chegou a três Super Bowls nos anos 2000, pois atualmente não está bem, e o que falta para o calouro Le’ Veon Bell ser um dos melhores se não o melhor running back da NFL? - Antonio Carlos Moraes


Vou colocar a pergunta do amigo e a resposta do Antonio Carlos abaixo com os meus comentários, mas primeiro respondendo essa pergunta. O Steelers precisa, principalmente, arrumar a defesa. A defesa foi a força que impulsionou o Steelers a esses três Super Bowls, mas ficou velha e passou por uma reformulação, de forma que hoje ocupa apenas a 20th colocação na NFL. Mas talvez mais importante, o time precisa de estabilidade. Hoje, o time passa por um processo de reformulação: aqueles times que dominaram a NFL atingiram seu limite, e o time começøu a desconstruir aquele núcleo para construir um novo. Esse processo ainda está acontecendo, e acho que vai ser difícil o time se estabelecer como o juggernault que era de forma consistente até que ele tenha acabado ou pelo menos se adiantado bastante. Big Ben ainda tem lenha para queimar por alguns anos e o ataque aéreo do time tem dado sinais de vida, mas não sei se o resto do time vai estar pronto a tempo de ainda aproveitar isso tudo. Paciência é a palavra de ordem da vez.

Sobre o Le'Veon Bell, eu odeio tirar conclusões com amostras pequenas e em apenas um ano, mas pelo visto vai precisar de muita bomba para isso. Sua linha ofensiva não tem ajudado muito, e certamente vai ter vida mais fácil quando todo mundo lá ficar saudável, mas a temporada de Bell tem sido horrível. Ele tem média de 3.3 jardas por corrida, a quinta pior marca entre os 54 jogadores da NFL que tiveram pelo menos 70 corridas, e isso tem sido um dos motivos pelos quais o Steelers tem o quarto pior ataque terrestre da NFL. Não que ele não possa vir a ser um bom RB, precisamos vê-lo jogando mais para saber, mas por enquanto parece que ele vai ter muito chão até se tornar um dos melhores RBs da NFL.

Enfim, abaixo reproduzo a pergunta do amigo do Antonio Carlos e a sua resposta, com meus comentários entre parênteses.



Quais as melhores torcidas? No sentido daquelas que tem mais adeptos, enchem mais os estádios, mais apoiam, que cantam mais forte, que tem mais músicas etc., enfim, segundo os critérios que usamos para avaliar as torcidas de futebol, em razão dos quais dizemos que a do Boca e a do Borussia, por exemplo, são torcidas fortes. 

            A rivalidade entre Chicago x Green Bay é a mais antiga, pelo fato dos times existirem antes da criação da NFL e por serem muito antigos! Mas há outras rivalidades históricas como Pittsburgh Steelers x Cleveland Brows, mas hoje o principal rival dos Steelers é o Baltimore Ravens, há muitos times que deixaram de existir e há muitos outros relativamente novos como Jacksonville Jaguars, Carolina Panthers, Baltimore Ravens, Houston Texans etc.

(As rivalidades da NFL possuem um componente bastante volúvel também. Algumas são históricas, mas muitas se formam de acordo com o momento: 49ers e Seattle não davam a mínima um para o outro 10 anos atrás, hoje são a mais feroz rivalidade da NFL. Muitas rivalidades também foram refeitas ou iniciadas em 2002, quando a NFL remontou suas divisões para chegar nas oito que temos hoje, agrupando alguns times que nunca tiveram contato e, portanto, motivos para rivalidades)

A sua pergunta é uma ótima ideia. Vou enviá-la para esse cara responder, mas já posso te adiantar algumas coisas.
Esse ano, a torcida do Seattle Seahawks bateu o recorde de torcida mais barulhenta, de todos os esportes existentes, de todo o mundo! O sócio do Bill Gates, na Microsoft, é o dono do Seahawks e quando ele mandou construir o estádio, ele pediu para que toda a arquitetura do estádio fosse feita para que o barulho fosse direcionado para dentro do campo. O Seattle não perde a quase dois anos dentro de casa! Será que tudo isso faz diferença? Claro que sim! A população de Seattle ama os esportes como um todo e estão pedindo a volta do Seattle Supersonics da NBA, quem se lembra de Gary Payton e companhia contra o Chicago Bulls do Michael Jordan?

(A torcida de Seattle, de fato, é conhecida por ser uma das mais fanáticas dos EUA, não importan o esporte - o Seattle Sounders, da MLB, lidera a MLB todo ano em venda de ingressos e lotou o estádio em CADA UM DOS SEUS JOGOS... desde que foi criado! Btw, fica a pergunta: porque mais pessoas não tiveram a idéia de fazer um estádio que, hmm, de fato serve para atrapalhar o adversário?)

Semanas depois foi a vez da torcida do Kansas City Chiefs bater o recorde, desde então a torcida do Seattle vem tentando bater o recorde novamente. O Green Bay Packers não tem dono. Esse time é de uma cidade de pouco mais de 100.000 habitantes e a sua população é a dona do time. Os “cabeças de queijo” são fanáticos. Alguns dos times mais populares da NFL são Dallas Comboys (o mais popular de todos e com um estádio belíssimo para 100 mil pessoas que sempre fica lotado!), New York Giants, New England Patriots, Pittsburgh Steelers, Chicago Bears, San Francisco 49ers etc. A torcida do Buffalo Bills é completamente louca pelo time, apesar de terem sido quatro vezes vice-campeões! A torcida do Oakland Raiders se veste como se tivesse indo para um show de rock, procure fotos dessa fanática torcida no Google. No último Superbowl do Oakland a diretoria organizou um show com a famosa banda Mettalica para “aquecer” a torcida antes do jogo, os Raiders acabaram perdendo para os Buccaneers. Todos esses times que eu citei, sem exceção, lotam todos os jogos.

(Concordo com praticamente tudo aqui. Kansas City, Green Bay e Oakland certamente precisam ser citados quando falamos de torcidas fanáticas. Eu citaria também Philadelphia e Steelers, dois times que tem uma forte relação com a cidade e que possuem uma torcida quase doente - o que no caso do Eagles, as vezes não é uma coisa boa. Mas precisam ser lembrados.)

            Enfim, todas as torcidas da NFL lotam os estádios e são apaixonadas pelos seus times, mas há exceções. Os times da Flórida - Miami Dolphins, Tampa Bay Buccaneers e Jacksonville Jaguars - sofrem para lotar os estádios e é muito fácil encontrar ingressos baratos para os seus jogos, ao contrário do futebol americano universitário que é muito popular na Flórida e vários dos melhores jogadores da história da NFL foram revelados pelas universidades da Flórida.
            Enfim, de todos os esportes americanos não há nenhum em que há tantas torcidas que lotem os estádios e que apoiem tanto o time, como o futebol americano.

(Amém! A resposta foi bem completa, acho que não existe muito a acrescentar. Parabéns!)



Quem você acha que leva a NFC North ?
Você já explicou como é feito o calendário da NFL no ultimo mailbag. Mas como é definido o mando de campo nas 16 semanas ? Qual critério é utilizado ? - Ramon Brandão


Bom, naturalmente, o mando de campo é definido com base no equilíbrio. Então lembrando, um time via enfrentar:
- Duas vezes cada outro time da sua divisão, totalizando seis jogos
- Os quatro times de uma outra divisão da sua conferência, totalizando quatro jogos
- Os quatro times de uma outra divisão da conferência oposta, totalizando quatro jogos
- Dois outros times da sua conferência que terminaram o ano anterior na mesma colocação, dentro da respectiva divisão, que o time em questão, totalizando dois jogos

Considerando que todos esses "grupos" são números de jogos pares, a idéia é que dentro de cada o time jogue tantos jogos dentro como fora de casa. Então nos jogos dentro da divisão, naturalmente cada time tem mando em um dos dois jogos contra cada time. Nos jogos contra outras divisões, serão sempre dois jogos em casa e dois fora, e nos dois dois jogos do critério final, um acontece em casa e outro fora. Então a idéia é essa, mas saber qual jogo exatamente vai ser fora ou dentro, acredito que seja por sorteio respeitando esse critério.

Sobre a NFC North, eu achava que seria o Lions... ai eles perderam 4 de 5 jogos e agora caíram para terceiro. Então eu não me arrisco a quebrar a cara de novo... mas que parece que tudo está conspirando para ser Green Bay, parece. Depende de Aaron Rodgers, pelo visto.


Knowshon Moreno.. Pra valer ou tá jogando isso por causa do Big Manning?

Torço pro Eagles, e gosto de ver o LeSean McCoy esculachando a turma de RBs do draft dele hahaha! - Tiago Rotava


Um pouco dos dois... mas um pouco mais tendendo para o segundo. É absurdo falar que um jogador que está chegando nas 1000 jardas com 4.2 jardas por corrida, 500 jardas recebidas e 12 TDs não está jogando bem e fazendo por merecer, e Moreno está tendo a melhor temporada de sua jovem carreira. Mas é difícil não considerar o impacto que Manning tem nesses números. É o exato oposto do Adrian Peterson em Minnesota: todo mundo sabe que a corrida de Minny é sua principal (e praticamente única) arma, então todo mundo coloca oito homens na linha de frente para tirar os espaços de Peterson. No caso do Broncos, é o contrário: todo mundo sabe que você vai enfrentar um dos melhores QBs de todos os tempos e o melhor ataque aéreo da NFL, então os times direcionam muito mais recursos para a secundária e para o pass rush, diminuindo a quantidade de bife na linha defensiva e abrindo espaços para as corridas, especialmente porque o Broncos tem sido muito bom usando handoffs surpresa (draws, delayed handoffs, etc) para pegar as defesas desprevenidas e porque Manning é um mago lendo defesas e mudando jogadas. Espaços não estão faltando para ele.

Coloque da seguinte maneira: Moreno está jogando bem por seus méritos, mas nenhum RB em 2013 teve uma situação mais confortável e favorável do que ele.


meu nome é Ari e estou aprendendo a gostar desse esporte "diferente" que é o futebol americano, apesar de pouco tempo ja tenho meu time de coração "NEW YORK GIANTS", sempre que, no passado, ouvia falar desse esporte via de uma forma errada sem graça ou mesmo sem interesse, hoje vejo de uma forma bem diferente e ja até consigo reconhecer qdo é falta ou não. - Ari Kovalczkow​ski

Tirando o fato do Ari ter vencido o concurso de força nominal do TMW, eu acho legal quando pessoas entram aqui procurando conhecer mais sobre o esporte. Ainda existe bastante preconceito com relação ao futebol americano aqui no Brasil, muita gente vê como um esporte violento ou só de pancadas, e não ajuda que a própria mídia "tradicional" pinta o futebol americano dessa maneira - a UOL, por exemplo, só tem manchetes de futebol americano (que não vem de blog, porque eles tem dois bons) quando se trata do "Marido da Gisele" ou da Lingerie Bowl. Mas o esporte vem crescendo, a ESPN tem feito um trabalho excelente com o futebol americano, e cada vez mais pessoas entram aqui ou mandam emails querendo se aprofundar no assunto e conhecer o jogo de verdade. Fico bem feliz, porque esse foi um dos meus objetivos quando eu criei o Two-Minute Warning. E que o esporte continue a crescer!


Boa tarde Vitor Camargo, 

Estou sentindo falta dos posts no seu blog do esporte interativo, eles eram os mais completos comentários da NFL aqui no Brasil.(se não me engano o último foi em 30/nov)

Eu acompanhava tudo diariamente e ficava ansioso esperando as próximas postagens.

Está fazendo muita falta mesmo. - Thomas Araujo, Natal, RN


Fico feliz em saber que o pessoal sente falta, por motivos totalmente egocêntricos. Infelizmente esse Dezembro não está nem um pouco fácil, muita correria e muita coisa para fazer, que estão me tirando o tempo não só de sentar e escrever mas também de pesquisar, ver mais vídeos, compilar estatísticas... basicamente, tudo que eu acho importante para poder falar direito do esporte. Graças a Deus tudo isso termina essa sexta feira, então acredito eu que começando segunda que vem - a tempo dos playoffs!! - já vamos retomar o ritmo normal, ou tão normal quanto for possível.

Peço realmente desculpas, sei que é legal ter uma consistência e um ritmo fixo para o pessoal que não tem tanto tempo para ficar procurando as coisas. Infelizmente é difícil as vezes conciliar as duas coisas, a vida normal, estudos e trabalho com o blog que não me rende um tostão. A partir da semana que vem as coisas ficam mais fáceis e espero que eu retome o ritmo de três posts por semana com mais análise. O Esporte Interativo também não tem ajudado muito, diversas postagens recentes que eu mandei para eles não foram publicadas. Provavelmente por falta de comunicação, porque mudou o meu editor, mas agora nos playoffs vou ficar mais no pé deles e vou aumentar o meu ritmo também. Espero que tenhamos uma cobertura bem sólida dos playoffs, no final das contas. Obrigado e continue acompanhando o TMW e o EI!


Outra questão para o mailbag: De onde vieram os nomes das franquias? Alguns são automaticamente entendidos, como o Dallas Cowboys (o cowboy é um grande símbolo do Texas). Outros entendemos com um pouco mais de conhecimento da história e cultura americanas, como o Pittsburgh Steelers (Pittsburgh é a capital americana do aço), ou o Houston Texans (aparentemente óbvio e sem criatividade, mas quando se conhece a história dos texanos faz muito sentido ver uma franquia com esse nome). New England tem uma ligação muito forte com a luta pela independência americana, então faz sentido que o time da região se chame Patriots. No caso de outros nomes de franquia não vejo uma ligação aparente da franquia com o nome, e talvez seja necessário uma pesquisa profunda. Os vikings chegaram a Minessota? Havia corsários em Oakland? Em algum momento na história do planeta houve leões em Detroit? Posso acreditar que haja ursos em Illinois, especialmente em Chicago, mas eles são tão importantes assim na região?
Acredito que alguns nomes são a tentativa de escolher algo imponente pra amedrontar (se é que alguém tem medo de nome) os adversários.

O que podemos dizer sobre as origens dos nomes das franquias? - Danilo Vilas Boas


Eu comecei a responder esse email até perceber que isso renderia um post inteiro, e provavelmente um bem divertido. Então não vou me aprofundar demais no tema, vou guardar para uma coluna inteira que provavelmente farei na offseason, e que seria uma leitura mais divertida e completa do que eu respondendo aqui.

Mas para não deixar a pergunta sem resposta, um escopo geral: na maior parte das vezes, os nomes das franquias se encaixam em três categorias. Ou possuem uma relação com a cidade e sua história (como alguns dos que você citou); ou possuem uma relação com outro time ou organização da cidade; ou então não possuem nenhuma relação direta e foram escolhidos apenas por serem cool ou intimidadores - muitas vezes escolhidos por votações populars.

No primeiro caso, você já deu alguns exemplos interessantes. Eu poderia citar mais um que você perguntou, o Minnesota Vikings. O time não tem esse nome por causa de uma relação direta da cidade com vikings, e sim porque Minnesota (e arredores) é uma região dos EUA que tem um grande número de pessoas e comunidades de origem escandinava, onde o viking é um símbolo cultural, e o nome do time faz uma homenagem/referência a isso.

O segundo caso envolve uma história mais interessante da NFL, embora você possa achar exemplos em outros esportes: o New Jersey Nets tem esse nome para rimar com os outros dois times "secundários" de NY, o Mets e o Jets, por exemplo. Quando a NFL estava apenas surgindo e procurando ganhar popularidade no cenário esportivo americano, e os times precisavam criar uma identificação com suas torcidas para montar uma base de torcedores, a solução a que muitos donos de times recorreram foi a de nomear suas franquias com o mesmo nome dos times locais de baseball, criando assim uma identificação com as bases de fãs locais que acompanhavam o baseball - na época o esporte mais popular dos EUA. Um grande número de times da época recorreu a isso: o Pittsburgh Steelers começou como Pittsburgh Pirates, o Arizona Cardinals originalmente jogava em Saint Louis e era o segundo Saint Louis Cardinals, e mesmo o New York Giants se chama assim por causa do antigo New York Giants (hoje San Francisco Giants) da MLB. Muitos dos times que se nomearam como times de baseball eventualmente mudaram seus nomes posteriormente, embora a relação ainda exista em muitos casos. Um exemplo é o Chicago Bears, que chama assim por causa do Chicago Cubs, time local de baseball (Cub, para quem não sabe, significa filhote e o mascote do Cubs é um filhote de urso).

Por fim, times como o Raiders não possuem nenhuma relação muito significativa com a cidade. É apenas um nome bad ass que foi escolhido em eleição popular, embora pouca gente saiba que originalmente o nome da Franquia era Oakland Señores (eu acho isso hilário por algum motivo). Não é incomum ter nomes escolhidos em votação popular que TAMBÉM tem uma relação com algum dos dois primeiros motivos, mas as vezes eles são escolhidos assim simplesmente por serem estilosos. Mas prometo fazer um post inteiro sobre isso chegando a offseason, é um assunto bem interessante.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Os pontos importantes da semana na NFL - Week 1

"Você ganha um touchdown! Você ganha um touchdown!!
Todo mundo ganha um touchdown!!"


Como vocês provavelmente sabem, essa é minha primeira vez escrevendo periodicamente para um grande portal como o Esporte Interativo. Eu preciso cumprir uma certa cota semanal, e como é a minha primeira vez fazendo isso, eu não tenho nenhum tipo de formato de post que eu costume usar. Então essas próximas semanas serão basicamente um período de testes, com um determinado formato semanal para falar de NFL (e MLB/NBA, eventualmente), então vamos experimentar com esse formato, ver o que está funcionando, o que não está, e o que está faltando. E para isso vou contar também com a opinião de vocês, leitores, sobre o que mudar, o que manter, o que melhorar, novos formatos de post que achem interessantes, e por ai vai. 

Esse é o primeiro que eu tive interesse em botar em prática, uma passagem pelos pontos importantes e pelos momentos mais relevantes dessa rodada. Eu queria deixar BEM claro o seguinte: isso aqui NÃO é um recap da rodada, e o nosso intuito não é passar por todos os jogos ou falar de todos os jogadores, bons ou não. Outras pessoas podem fazer isso, mais rápido e melhor do que eu, e eu também não acho que isso se enquadre na proposta do blog. A proposta aqui é para dar uma olhada nos fatores, dentro de cada jogo, que são relevantes ao maior cenário da NFL. Por exemplo, todo mundo sabe que Peyton Manning foi espetacular com seus 7 TDs, eu não preciso te falar isso. Mas eu estou interessado em olhar para aquele jogo entre dois candidatos aos playoffs e olhar onde que aconteceram os acertos e erros de cada time para chegar nesse placar tão desequilibrado, porque isso vai ser importante para o big picture da NFL ao longo do ano. Vamos olhar a performances que foram importantes mas receberam pouco crédito, fatores pouco observados que estão influenciando alguns pontos importantes, e por ai vai. Então de novo, o objetivo não é passar por todos os jogos e falar alguma coisa relevante: muitas vezes teremos dois ou mais pontos sobre um mesmo jogo, e jogos sem comentário nenhum. Vamos fazer alguns testes também, ver como fica melhor, e ajustando conforme for indo. Mas não fique irritado porque seu time não apareceu aqui, ou porque eu não falei de um jogo particularmente divertido (Chargers-Houston, por exemplo), é só porque esses jogos não tiveram algum ponto de análise ou comentário mais interessante. Btw, essa coluna está ficando para terça feira para poder incluir o jogo de segunda a noite, mas conforme as coisas forem indo, pode passar de volta para segunda.

Outra coisa importante para se lembrar é que foi apenas a primeira semana. Qualquer conclusão tirada agora provavelmente vai estar errada: a amostra é muito pequena, o viés é enorme, não sabemos o que é performance e o que é outlier, e por ai vai. Então tirar conclusões agora é um enorme erro. O que é muito mais construtivo é pegar algumas questões anteriores a temporada, ver como elas se saíram pontualmente, e parar por ai. Tirar conclusões a partir de uma amostra tão ridiculamente pequena é um enorme erro.

Dito isso, vamos começar nosso experimento com o melhor jogo do dia...

O mestre do disfarce


Se você me perguntar dos meus personagens favoritos, em qualquer tipo de mídia, eu provavelmente vou passar um tempo desnecessariamente alto pensando em uma resposta boa para te dar. E um dos nomes que vai aparecer no meio do meu Top10 - provavelmente até Top5 - é o de Hiruma Yoichi, um dos protagonistas de um mangá de futebol americano chamado Eyeshield 21 (para quem gosta do gênero, recomendo a leitura), o quarterback do time principal. O Hiruma é tão legal porque ele é o perfeito underdog: ele não nasceu com um físico privilegiado ou com um talento fora do comum, ele é um bom jogador mas não espetacular, só que ele compensa isso com uma habilidade incrível para enganar e manipular os adversários. Ele está sempre um passo adiante de todo mundo, sempre manipulando os procedimentos para causar as impressões desejadas e guardando as cartas para jogar no momento certo. Hiruma é considerado o rei da enganação e da missdirection, e sua marca registrada são as jogadas ou estratégias que vão contarias a toda lógica ou senso comum, simplesmente porque ninguém espera que isso aconteça - e quando as pessoas já começam a esperar esse tipo de comportamento, ele já está um passo a frente de qualquer maneira e volta a usar as táticas simples e fáceis. Mais do que qualquer outra coisa, essa acaba sendo a identidade que o time adota: tricky plays, muita confusão, o time contra o qual você não pode abaixar sua guarda por um segundo sequer.

Se você está procurando um Hiruma na NFL, não precisa olhar mais longe do que Jim Harbaugh, Head Coach do San Francisco 49ers. Se existe hoje um técnico que adora confundir os adversários e parece estar um passo a frente de todo mundo, é o ex-QB do Colts. Volte comigo para 2012 por um minuto. O 49ers tinha acabado de vencer um jogo espetacular contra o New England Patriots e praticamente garantido um título de divisão e a folga na primeira rodada. Os dois últimos jogos eram secundários, já que a equipe pouco tinha a ganhar com eles, já que o Falcons não seria alcançado e as chances da equipe ser ultrapassada também eram pequenas. Então o que Jim Harbaugh fez foi simples: ele mudou o playbook da equipe para esses dois últimos jogos, tirando praticamente todas as jogadas de option ou da formação pistol. A equipe jogou então com metade do seu playbook naquelas duas últimas partidas como uma isca para seu adversário de primeira rodada nos playoffs. Quando Green Bay Packers - seu eventual adversário - foi estudar filme do 49ers para preparar sua defesa para o confronto, eles não viram nenhuma jogada de pistol ou de option nos filmes e não se prepararam para enfrentar esse tipo de jogada. O resultado foi que o 49ers baseou todo seu ataque justamente em torno da formação pistol, e Colin Kaepernick usou as options para correr 181 jardas naquela partida, recorde para um QB na história da NFL. O ataque do Niners queimou a defesa para 579 jardas e 45 pontos, Kaepernick pareceu a encarnação do Bo Jackson no Tecmo Bowl, e o Packers foi eliminado dos playoffs de forma humilhante.

Durante a offseason, Green Bay fez de sua missão de vida parar o option, especialmente quando Packers-Niners foi anunciado como abertura da temporada. A equipe enviou seus técnicos e assistentes para diversas faculdades para estudar melhor o read option e como defender QBs móveis, com a história mais famosa sendo a visita da comissão técnica de GB a Texas A&M para estudar o read option com Johnny Manziel. Eles draftaram focando justamente em parar esse tipo de jogada. Todo seu plano de jogo foi focado em torno de como parar o jogo terrestre do seu adversário, afinal era óbvio que o Niners iria usar sua maior força contra a fraqueza de Green Bay, ao invés de usar sua fraqueza (seu corpo de recebedores duvidoso) contra a maior força do Packers (uma das melhores e mais profundas secund árias da NFL). Mas quando o jogo começou, foi exatamente o que ninguém esperava que aconteceu: o 49ers usou a option apenas sete vezes para manter a defesa honesta, manteve Kaepernick dentro do pocket, e simplesmente destruiu a secundária adversária com seus passes, passando para 412 jardas e 3 TDs rumo a vitória aproveitando a atenção extra dedicada ao jogo terrestre. Quando o Packers achou que tinha achado a forma de defender o ataque do 49ers, Jim Harbaugh já estava um passo a frente e modificou todo o esquema de jogo: Green Bay passou a offseason inteira se preparando para defender o jogo terrestre, e Harbaugh montou todo seu esquema ofensivo em torno do ataque aéreo, e pegou todo mundo desprevinido. E essa capacidade de Harbaugh de estar sempre um passo a frente e de planejar para cada situação melhor do que quase qualquer técnico da NFL é o que faz do 49ers um time tão perigoso. Assim como Hiruma Yoichi era, nas palavras de seu rival, o ás escondido de seu time.

Faço minhas as palavras do grande Bill Barnwell: quando você acha que tem as respostas, Jim Harbaugh muda as perguntas.

O dilema dos quarterbacks móveis


Colin Kaepernick e Robert Griffin receberam muita atenção ano passado como constituindo, junto de Russell Wilson e Cam Newton, um novo tipo de quarterback que estava mudando a cara da NFL. Essa nova leva de quarterbacks móveis, hiperatléticos e que destruíam defesas correndo ou fazendo jogadas de options foi considerada por muitos um marco no esporte, que estaria caminhando em uma direção que favoreceria esse tipo de jogador. A chegada do read option foi o grande assunto envolvendo Griffin e Kaepernick, e depois que Kap correu para 181 jardas nos playoffs, a internet praticamente explodiu. Durante essa offseason, praticamente todos os times e analistas táticos do esporte se dedicaram a explorar o read option, encontrar maneiras de pará-lo e tudo mais. Em mais de um preview sobre o Washington e principalmente o 49ers, eu li que eles não alcançariam o mesmo sucesso em 2013 porque a NFL estava ficando mais esperta e preparada contra esse tipo de jogada, então não teria mais o efeito surpresa.

O que as pessoas constantemente esquecem é que Griffin e Kaepernick não são apenas extremamente atléticos e excelentes corredores: eles também são passadores extremamente preciso e com braços muito fortes. Eles são capazes de criar estrago nas jogadas de option e de correr para bons ganhos, mas o que faz deles dois dos melhores jovens QBs da NFL é a habilidade de ambos com seus braços. Kap completou 63% de seus passes em 2012 para um NFL-high 8.3 jardas por passe (e isso sem sequer ter treinado UMA vez entre os titulares até assumir o time) e RG3 completou 65.5% dos seus com 8.1 jardas por passe. Por algum motivo, muitas pessoas desconsideraram ambos como apenas corredores, e esqueceram do resto.

Isso esteve bastante evidente essa rodada. Como já dissemos, Harbaugh soltou Kaepernick em cima da secundária do Packers, desmembrando e dissecando essa defesa para 412 jardas, 3 TDs e nenhuma interceptação. 353 de suas jardas vieram em passes de dentro do pocket, e ele completou quase 70% de seus passes na partida, um excelente lembrete para todos que esquecem da capacidade de seu braço direito. Algo me diz que coordenadores defensivos não cometerão esse erro de novo.

O mesmo era válido para Griffin, espetacular tanto como corredor e passador. E enquanto a sua lesão no joelho levantava algumas perguntas sobre como ele iria continuar correndo com a bola - ou mesmo se iria continuar correndo - muitas pessoas perderam a verdadeira questão: o quanto essa lesão vai afetar sua incrível precisão nos passes? Griffin pode continuar com um ótimo QB na NFL se parar de correr, mas não se parar de acertar passes. E ontem isso foi um problema, especialmente no primeiro tempo: RG3 não conseguiu passar a bola quando precisou jogá-la a uma distância maior. Não sou um especialista em mecânica de QB, mas diversas vezes me chamou a atenção a falta de apoio que Griffin colocava na sua perna ou a falta de estabilidade nela durante a pressão (como se Griffin estivesse ansioso por tirá-la logo da grama). Isso pode ser um fator psicológico (medo de uma nova lesão) ou mesmo uma consequência que lhe tirou um pouco da força no apoio, mas foi algo que teve uma consequência visível nos seus passes, sem controle ou sem a firmeza necessária. Claro, pode ter sido uma coisa da primeira semana, muito tempo sem jogar, estava descalibrado, em um dia ruim e tudo mais, é possível. Além disso, Griffin melhorou no segundo tempo e terminou com números decentes, o que sem dúvida é positivo. Mas é uma coisa importante de se monitorar indo para frente, para a temporada 2013 e para a carreira do Rookie of the Year de 2012.

Questões da offseason na abertura da temporada


Tirando Packers e Niners, Ravens vs Broncos era provavelmente um dos jogos mais antecipados da rodada pelos fatores "Maior chance de se encontrarem nos playoffs" e "Nos enfrentamos nos playoffs passados e não gostamos de como terminou". Entre essas duas, outra coisa que eu achei interessante nesse jogo era ver como dois times bons e candidatos ao Super Bowl, mas que entraram na temporada com significativos pontos de interrogação, iriam se comportar em relação a essas falhas enfrentando um bom adversário. Era esperado que elas fossem questões significativas na temporada, e seria interessante ver como isso iria acontecer na primeira rodada. E de fato, o que nós vimos em relação ao ataque do Ravens e a defesa do Broncos foi o que esperávamos ver.

No caso do ataque do Ravens, como eu escrevi no seu preview, a questão era como a equipe iria encarar essa mudança do foco ofensivo, com Joe Flacco assumindo um papel e uma responsabilidade ainda maiores, especialmente sem seu melhor WR de 2012, Anquan Boldin - e posteriormente também Dennis Pitta. As perdas de Boldin e Pitta deixaram Baltimore em uma situação complicada em relação aos seus recebedores, porque foram os dois jogadores de segurança pelo meio do campo durante todo o ano passado, os alvos para quem Flacco olhava quando precisava de uma jogada de segurança ou de alto aproveitamento. Com Boldin em SF e Pitta no departamento médico, o Ravens não possui um jogador para essa função: Ed Dickson não tem o entrosamento e a habilidade para isso, Dallas Clark está velho e não bloqueia nem no twitter, e o melhor WR que sobrou na equipe, Torrey Smith, não tem as características para isso. Smith é um bom jogador, sem dúvida, mas é um jogador de alta velocidade que está no seu melhor quando usado em rotas longas - um tipo de rota que também tira o máximo proveito do braço forte de seu QB. Mas ele não possui o tipo de separação, mãos firmes e força física para dominar o meio do campo como Boldin fazia: usá-lo como um possession WR é ineficiente porque ele não possui as características para executar esse papel e tira o melhor receiver da equipe da sua zona de conforto, mas ao mesmo tempo, o Ravens não tem quem possa fazer essa função. O resultado foi uma zona: quando a equipe conseguiu impor o jogo terrestre, manter a defesa longe de Flacco (mais disso em um segundo), encurtar as descidas e fazer funcionar o jogo de meia distância, o ataque rendeu muito bem e dominou o jogo. Quando a defesa do Broncos apertou e o time começou e enfrentar mais - e mais longas - terceiras descidas, o ataque não teve uma resposta porque não tinha um jogador de confiança para se armar em torno. Não a toa o time terminou apenas 8-22 em terceiras descidas na partida. Então foi um problema já anunciado e que a equipe sentiu na hora de entrar em campo.

A outra incógnita era a defesa do Broncos, que estava jogando sem seus principais jogadores: Von Miller, suspenso, Derek Wolfe e Champ Bailey, machucados. E no começo, foi realmente um desastre: tirando o safety Duke Ihenacho - que foi um monstro o jogo todo - o começo foi desastroso, principalmente porque Denver não conseguiu colocar qualquer tipo de pressão em cima de Joe Flacco. A defesa tentou compensar isso enviando diferentes tipos de blitz, mas mesmo assim não conseguiram chegar no QB, e isso só serviu para tirar ainda mais jogadores da marcação dos passes. Flacco não foi o mesmo QB dos playoffs - eu já tinha avisado - mas foi eficiente quando teve tempo e calma no pocket para castigar a defesa. Isso mudou, principalmente, quando Michael Oher saiu machucado depois de um TD corrido. A saída do RT convidou o Broncos a atacar mais esse lado da linha ofensiva ofensiva, e dessa vez tiveram sucesso: a pressão começou a chegar mais, Flacco teve que ter menos tempo para passar a bola, e ai a falta de bons recebedores no time de Maryland apareceu, colocando o controle do jogo nas mãos do time da casa - e digamos que não atrapalhou Peyton Manning começar a destruir tudo no seu caminho. Mas sem Von Miller e Wolfe, a grande incógnita era justamente a capacidade do time de colocar pressão no QB, e a defesa decepcionou nesse quesito até ver Oher sair machucado. A secundária também foi menos do que eficiente cobrindo os fracos recebedores de Baltimore, então a não ser que Manning decida que vai passar para 7 TDs toda semana, é um problema para esse bom time de Denver.

Em tempo: eu já tinha achado a troca ruim, mas depois de Boldin terminar o dia com 208 jardas, 1 TD e 13 recepções (enquanto os WRs do Ravens totalizaram 15 recepções para 215 jardas e um TD), já podemos oficializar que Boldin por uma escolha de sexta rodada foi a troca mais absurda da temporada?

A revolução será televisionada


Outro ponto de enorme interesse essa rodada era ver como o ataque de Chip Kelly - famoso na NCAA por sua extrema velocidade, altíssimo número de jogadas e características explosivas de maneira geral - iria estrear na NFL com um dos QBs mais dinâmicos da história do jogo e um dos melhores RBs da NFL. E o Eagles não decepcionou: apenas no primeiro tempo de jogo, o Eagles já teve mais jogadas ofensivas do que o Carolina Panthers teve na sua partida inteira contra o Seahawks. O ritmo desse jogo foi realmente uma coisa incrível: toda jogada era imediata, a defesa não tinha tempo de parar, pensar, planejar ou descansar, o ataque era extremamente agressivo - ao ponto que, com uma 4th and 1 na linha de 20 do campo adversário, o ataque simplesmente se montou e executou sua jogada sem hesitar um segundo sequer - e tudo parecia fluir perfeitamente. O jogo chegou a um ponto em que o primeiro quarto acabou - depois de quatro turnovers e muuuita correria - e eu levantei para ir preparar o jantar quando percebi que era só o primeiro quarto, e não o primeiro tempo, que havia terminado. O ritmo alucinante do Eagles claramente pegou o adversário despreparado, e a defesa do Redskins parecia totalmente perdida, sem saber o que fazer ou o que esperar de seu adversário. O primeiro tempo foi não só um massacre, mas um massacre de encher os olhos.

Mas também mostrou o outro lado desse esquema absurdo, que chegou a prejudicar o próprio time. O primeiro que chamou a atenção, ainda no primeiro tempo, foi a falha de comunicação dentro do ataque. Diversas vezes a linha ofensiva se confundiu na hora de determinar seus bloqueios - especialmente em jogadas de passe - e um número um pouco alarmante de vezes Michael Vick viu algum defensor chegando livre na sua fuça. Eu imagino que esse tipo de falha de comunicação seja razoavelmente comum em defesas desse tipo, especialmente para uma equipe que estava fazendo seu primeiro jogo assim (e fora de casa, onde o barulho é bem maior) e cujo QB não é um especialista pré-snap como Tom Brady ou Manning, então não imagino que seja um grande problema. É só algo a se observar. Outro efeito colateral disso foi o cansaço físico de seus jogadores: chegando no segundo tempo, o ataque do Eagles parou de produzir em parte porque cansou e porque seus jogadores não estavam mais acompanhando o ritmo. A defesa ficou mais ligada nas jogadas, entendeu melhor alguns nuances desse esquema novo, mas em grande parte os jogadores simplesmente não tiveram perna para acompanhar 60 minutos desse ritmo. Novamente, foi apenas o primeiro jogo e eles provavelmente vão se acostumar a isso, mas a questão que fica é legítima: em um time com tantos jogadores sujeitos a lesões (Michael Vick, LeSean McCoy, DeSean Jackson, Jason Peters, etc), será que com o tempo isso vai levar a melhor sobre a saúde dos jogadores, ou conseguirão manter o ritmo por 17 rodadas? Fico curioso para ver.

Enquanto isso não acontece, pelo menos, é realmente um jogo totalmente diferente de se contemplar e que parece se encaixar perfeitamente nas peças que Kelly encontrou na sua nova equipe. Não sei se vai dar playoffs, mas o Eagles já lidera nosso "League Pass Power Rankings" para a semana 1.

O que faz uma boa arbitragem?


Nessa rodada, a arbitragem que mais chamou a atenção foi, infelizmente, a de Niners-Packers. E isso aconteceu por um incidente complicado: em uma 3rd and 6 na red zone, o ataque do 49ers não conseguiu um passe e Kaepernick tentou levar ele mesmo para o first down, mas saiu pela linha lateral duas jardas antes. Com Kaepernick fora de campo, Clay Matthews deu um tackle voador no pescoço do QB que ele tinha dito que iria "bater com força" e o derrubou no chão, imediatamente levando a uma falta pessoal de 15 jardas. Alguns jogadores do 49ers correram para defender seu QB, em especial Joe Staley, que segurou Matthews pelos pads enquanto dizia algumas verdades na cara dele. Isso, absurdamente, rendeu também uma falta pessoal a Staley (apesar de que foi Matthews que deu dois socos nele e não o contrário), o que significava que as duas faltas iriam se cancelar e o 49ers iria enfrentar uma 4th and 2. Mas os árbitros erraram na interpretação da regra, e deram a San Francisco outra 3rd and 6, que eles imediatamente converteram em um TD. O 49ers venceu a partida, 34 a 28, e o Packers ficou reclamando desse erro do juiz.

Então foi um duplo erro: o juiz errou ao marcar a falta de Staley que gerou a segunda falta, e ele errou ao declarar que as duas faltas canceladas significariam repetir a descida que originou o TD. Então ainda que o resultado correto - 1st and goal da linha de 3 jardas - provavelmente teria um resultado bem semelhante ao final da jogada (o TD), a questão é que você precisa julgar juizes pelo processo e não pelo resultado, e houve um duplo erro nesse caso que chamou a atenção da NFL.

Então com base nesse erro, a NFL e todo mundo assumiu que foi uma má arbitragem na partida. E eu me pergunto se foi mesmo: eu assisti o jogo e, tirando esse lance, a arbitragem sempre teve controle completo da partida. A nova moda na NFL, especialmente entre recebedores, é que toda vez que um certo jogador não consegue pegar uma determinada bola, ele imediatamente vira para um juiz pedindo uma flag. Isso acontece, é claro, porque as regras que a NFL vem implementando desde o começo da década passada limita demais tudo que a defesa pode fazer para evitar o passe - desde marcar recebedores até derrubar o QB - e hoje em dia praticamente qualquer contato com o WR é marcado como falta. E eu odeio isso, porque futebol americano É um esporte de contato. Claro, você vai achar inúmeras situações na NFL onde um jogador de defesa claramente evita que o recebedor adversário chegue em um passe através de um contato ilegal, e nessas jogadas o pass interference deve ser chamado. O que incomoda são as jogadas de contato natural em um esporte físico que é jogado em alta velocidade e que de repente viraram faltas, o que praticamente faz com que um DB não possa chegar a um metro de um recebedor. E se tem um dado que eu gostei muito em SF-GB foi esse: a arbitragem não marcou NENHUMA interferência. Zero.

Então para mim, isso é em alguns aspectos até mais importante do que um juiz que não cometa um erro tão polêmico, mas que estrague o jogo marcando faltas a toda jogada e perca o controle do jogo. A arbitragem no resto da partida de domingo a tarde foi impecável, e é muito mais fácil corrigir um erro de interpretação de regra como esse do que ensinar um juiz a ter um firme comando do jogo e deixá-lo fluir bem sem perder o controle. As pessoas costumam olhar só as grandes coisas coisas, mas o que torna um jogo bem apitado ou mais assistível são as menores - e de preferencia, as que nem notarmos. Então na hora de definir uma boa ou má arbitragem, não se atenha apenas a um lance ou dois e sim preste atenção em como esses juizes estão conduzindo a partida. Se você não os perceber, é porque fizeram um bom trabalho.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Preview NFL 2013 - Washington Redskins

Josh Morgan é atacado por abelhas



Para saber do que estamos falando aqui e dessas estatísticas, recomendo a leitura desse post antes
Se quiser opinioes e analises sobre o Draft, voces podem ler o Running Diary da primeira rodada ou o manual de como avaliar um Draft na NFL

Terminando a série de previesw da AFC East para a temporada 2013 da NFL, é hora de atravessar o país e falar um pouco da NFC East. Hoje, vamos começar com o atual campeão da conferência, o Washington Redskins. Se você não tem ideia do que estou falando, recomendo que leia esse post introdutório. Btw, a falta de crases nesse texto é porque esse teclado não tem crase, então não reparem, ok?

Washington Redskins

2012 Record: 10-6
Ataque ajustado: 6th
Defesa ajustada: 17th


Eu já citei isso no preview quando falei de sorte com fumbles, mas não me aprofundei tanto. Mas a temporada 2012 do Washington Redskins foi um estudo de caso muito interessante sobre como todos esses fatores afetam podem afetar um time e causar todo o tipo de flutuação que a primeira vista parecem inexplicáveis, ou mesmo geram uma solução-resposta fraca como "Hey, agora o grupo se uniu!" no twitter. Então embora a primeira vista a temporada do Redskins, que começou 3-6 e terminou 7-0, pareça absurda ou simplesmente um caso de um time que milagrosamente se encontrou e deu um salto no meio da temporada (não que o time não tenha evoluido ao longo do ano, claro, chegaremos lá), podemos olhar uma série de fatores que contribuem para um cenário mais claro do que aconteceu ao longo desses cinco meses.

Sobre o começo 3-6 do Redskins, parte disso era de certa forma esperada. Era um time que tinha passado por uma grande reformulação, que chegava com um quarterback calouro (ainda que espetacular) e adaptando novos jogadores ao esquema tático do gênio louco, Mike Shanahan. Mas mesmo assim, o record negativo chama a atenção, e muita gente logo descartou o Redskins depois disso. Mas olhando de perto, podemos observar alguns pontos interessantes. O primeiro é que o Redskins foi consideravelmente azarado recuperando fumbles: recuperou mais de 80% nas suas três vitórias mas apenas 35% nas suas seis derrotas, o que já por si só era um fator para despertar interesse. Mas mais do que isso, o Redskins foi um time competente que, tirando uma derrota por 27 a 12 para o Steelers, teve um saldo de zero nos outros jogos mesmo tendo perdido cinco deles. Durante esse período, o Redskins perdeu quatro jogos decididos por uma posse de bola e ganhou apenas um, quando o esperado seria ganhar dois ou três. E um terceiro fator que influenciou nisso foi a tabela: durante essa sequência, o Redskins enfrentou a parte mais difícil da sua tabela, com jogos contra Falcons, Steelers (antes das lesões) e Giants fora de casa, por exemplo. Cinco dos seus nove jogos foram fora de casa, inclusive.

Depois da semana de bye da equipe, o time terminou a temporada indo 7-0 e garantindo uma vaga nos playoffs. Não coincidentemente, o Redskins jogou quatro desses sete jogos em casa (inclusive os mais difíceis contra Giants e Ravens) e enfrentou duas vezes o fraquíssimo Eagles e uma o Browns, uma tabela muito mais fácil do que a da primeira parte da temporada. Sua sequência de vitórias, além disso, foi impulsionada também pelo seu record de vitórias em jogos decididos por apenas uma posse de bola, foram quatro e nenhuma derrota durante esses sete jogos. E para fechar com chave de ouro, foi quando a sorte do Washington com fumbles disparou, recuperando mais de 70% deles até o fim da temporada para terminar com a melhor marca da Liga. Então, realmente, não há necessidade de ficar procurando teorias mirabolantes para explicar a montanha russa que foi a temporada 2012 do Redskins.

O que, claro, não quer dizer que não tenha tido uma melhora orgânica na equipe para essa segunda metade de temporada. Como qualquer time recentemente montado (e especialmente um liderado por dois calouros como Robert Griffin e Alfred Morris), o Redskins demorou um pouco para se acertar e funcionar a perfeição dos dois lados da quadra. Isso sem dúvida influenciou nesses números ao longo da temporada, um time que foi evoluindo continuamente desde o primeiro jogo. Os números, também, reafirmam esse fato: em DVOA, a estatística ajustada que temos usado nessa série calculada pelo Football Outsiders, a equipe terminou a temporada 2013 com o sexto melhor ataque e a 17th melhor defesa. Mas se usarmos o DVOA ponderado, um DVOA ajustado dando um valor maior para os jogos mais para o final da temporada (e naturalmente menores para o começo), o ataque da equipe teria sido o quinto melhor e a defesa teria saltado de 17th para 13th melhor unidade. A defesa, inclusive, foi a grande mudança da equipe ao longo do ano, impulsionado em grande parte pelo grande aproveitamento dela (58%) recuperando fumbles.

Mas juntando tudo isso para formar o retrato da temporada 2012 do Washington Redskins, aonde isso coloca o time antes da temporada 2013?

Para começar, o Washington de 2012, na soma das partes, foi um time que acabou melhor do que deveria ter sido de fato. Seu Pythagorean Expectations indica um time 9-7, e seu record em jogos decididos por uma posse de bola foi positivo ao time (5-4, dentro da normalidade). Nenhum desses fatores indica uma grande regressão para 2013, embora indiquem que a equipe tenha overachieved um pouco ano passado. Mas o grande golpe para cima do Redskins foi seu saldo de turnover. A equipe terminou o ano com um saldo de +17, a terceira melhor marca da Liga. Infelizmente para a equipe, historicamente são raríssimos os times que conseguem sustentar esse nível por mais de uma temporada, em particular por que atingir esse patamar envolve uma dose muito grande de sorte que é difícil de se repetir muitas vezes. Esse é o caso do Redskins: a franquia foi de longe o melhor time da Liga em 2012 recuperando fumbles, com uma taxa de recuperação 67,5%. Considerando que esse time foi o mesmo que recuperou um fraco 44% em 2011, é muito razoável se supor que esse valor é insustentável, e uma regressão desse valor para a média de cerca de 50% vai significar uma mudança brutal no que foi talvez a melhor força do time em 2012. Em particular, isso deve afetar em muito o carro-chefe da equipe, seu espetacular ataque, onde recuperaram quase 75% dos seus fumbles - o que significa que o time deveria ter sofrido em média 0,6 fumbles perdidos a mais por jogo. Esse aumento brutal no número esperado de turnovers vai com certeza ter um impacto na equipe indo para frente.

O que, claro, não quer dizer que o Redskins esteja fadado a um 3-13 temporada que vem, ou mesmo que seja uma certeza que ele vá piorar. Como sempre acontece com times jovens, isso vai depender muito da evolução esperada da equipe e dos seus jogadores de um ano para outro.

Em particular, o lugar para se observar de maior interesse por essa frente aqui é a defesa. Embora não tenha sido a unidade mais interessante do time na temporada anterior, a defesa do Redskins foi a unidade que mais evoluiu ao longo da temporada, e um dos motivadores por trás da grande evolução da equipe. O que é intrigante para mim é que a defesa do Redskins não é exatamente uma unidade jovem cheia de talentos em desenvolvimento, então é difícil atribuir essa evolução toda da defesa a um grupo que foi maturando conforme o tempo passou. Claro, é um grupo de muitos jogadores que se juntaram recentemente e podem ter encaixado em suas funções - em termos táticos e de entrosamento - ao longo da temporada, mas mesmo assim é difícil achar apenas um motivo para explicar toda essa evolução além de "melhores performances". E sendo assim é difícil saber se devemos esperar que essa melhora continue rumo a temporada seguinte, se foi apenas acaso que deve regredir, ou se ela atingiu seu potencial perto do final da temporada, especialmente perdendo um jogador importante para 2012 como Lorenzo Alexander. O que eu sei com certeza é o seguinte: a defesa de Washington jogou grande parte da temporada passada, incluindo seu bom final de temporada, sem um dos seus melhores jogadores e jovens talentos, o OLB Brian Orakpo, e sem um veterano importante em Adam Carriker. Então mesmo que não exista evidências de uma melhora contínua da defesa para a temporada seguinte, e com a perda de um jogador importante como Alexander, a volta de Orakpo e Carriker pode indicar que a defesa deva pelo menos manter o bom ritmo da temporada passada, ainda que eu ache que dificilmente possa dar um salto para uma unidade de elite.

O problema de verdade desse time está do outro lado do campo, no seu ataque espetacular que foi o sexto melhor da NFL em 2012. Essa máquina ofensiva foi, em grande parte, movida pelo seu fortíssimo ataque terrestre, segundo melhor da NFL e que combinou a explosão e força do RB calouro, Alfred Morris, com a agilidade e capacidade de improviso do seu QB, Griffin. O bom uso que o time fez das jogadas de option e a capacidade dos dois jogadores de conseguirem separação para longos ganhos foi a grande arma do time e serviu para abrir ainda mais o jogo aéreo para o bom RGIII. Mas essa unidade apresenta alguns problemas. O primeiro e mais flagrante já foi discutido, foi a absurda sorte da equipe com fumbles que é extremamente improvável que se repita em 2013. O segundo é a saúde: boa parte dos principais jogadores ofensivos da equipe (Griffin, Pierre Garçon, Trent Williams, Fred Davis, etc) são jogadores com um preocupante histórico de lesões que os torna praticamente incógnitas ao longo de uma temporada longa. Davis perdeu boa parte da temporada passada, Garçon perdeu alguns jogos no meio do ano, e Williams conseguiu ficar saudável a temporada quase inteira. Mas o histórico de lesões desses jogadores é algo que assusta quando tentamos imaginá-los ficando saudáveis uma temporada inteira, e são jogadores chaves para esse ataque de forma que a ausência de um deles por um período longo poderia comprometer o funcionamento do ataque inteiro.

O terceiro e maior problema desse ataque é o joelho de RG3. Griffin é um talento espetacular que teve um 2012 fantástico e é projetado como um dos grandes QBs da NFL nos próximos anos, mas como já dissemos, suas lesões preocupam. Ele perdeu um jogo ano passado por concussão e depois rompeu o ligamento do joelho nos playoffs, duas lesões que são especialmente preocupantes dado seu estilo de jogo. Ainda que sua lesão no joelho esteja progredindo "melhor do que o esperado", "a mais rápida que eu já vi" e "tão boa que parece até que ele está usando PEDs" (os três quotes são reais), um ligamento rompido é uma lesão séria que normalmente tem um tempo de recuperação mais longo do que sete meses (Adrian Peterson demorou menos, Derrick Rose demorou mais, mas na média...). É possível imaginar Griffin perdendo algum tempo da temporada, e mesmo se não perder, fica a pergunta de como ele vai voltar em 2013 e qual será sua contribuição para a equipe. Vai retomar exatamente de onde parou, sem nenhum tipo de perda de ritmo? Será que seu corpo vai permitir que ele continue scrambling? Será que ele vai se ver obrigado a se contar mais ao pocket? Ninguém sabe, e isso também lança dúvida sobre esse ataque por um motivo: se o ataque do time foi forte pelo chão, isso em grande parte se deve ao medo que Griffin causa nas defesas e na atenção que ele atrai. Passando por cima da incerteza se Morris seria capaz de reproduzir sua histórica temporada de calouro, um Griffin baleado, menos móvel seria um golpe importante nesse ataque terrestre (especialmente se Williams voltar a sofrer com lesões) e, portanto, no ataque aéreo que se beneficiava em muito da atenção dedicada pelas defesas ao chão.

Em resumo, o Redskins não deve ser um time ruim em 2013. Eles tem um Franchise QB, um bom técnico e estão vindo de uma boa temporada. Mas diversos fatores, desde saúde a prováveis regressões com fumbles, indicam que o time não foi em 2012 tão bom quanto seu record indica e que deva regredir para um nível menor. E embora seja difícil prever a direção da franquia dos dois lados do campo, a defesa contou em 2012 com performances inesperadas de alguns veteranos que dificilmente devem repetir e o ataque tem suas dúvidas com a saúde de RG3. Então ainda que não seja esperado que o time seja muito pior em 2013 que em 2012, as questões e a grande quantidade de "se" relacionados a esse time - junto da possibilidade natural de regressão da equipe em várias frentes - signficam que o time pode cair para algo como 9-7 ou 8-8 naturalmente.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

2012 NFL Mock Draft 1.0

"Primeira escolha!! Uhul!!"


Aos poucos, vamos retomando o tempo perdido aqui no TM Warning. Mas antes de nos prepararmos para os playoffs da NBA, temos um assunto a discutir: O Draft da NFL. Eu sei que demorou, e no final das contas nao vai dar pra entrar em tantos detalhes do Draft como ano passado, mas acho que um ou dois mock Drafts da pra ter uma ideia geral da Draft Class que ta vindo ai. Por esse motivo, vamos tentar concentrar nossas picks em torno de dois fatores: Necessidade do time que esta escolhendo, e caracteristicas dos jogadores. Explicitando essas duas em cada escolha, acho que da pra deixar razoavelmente claro a situação.

Aproveitando, antes de começar, se voce quer entender melhor como funciona o processo do Draft em si, recomendo dois posts: Um especial sobre o Draft que fizemos um ano atrás,  e o nosso primeiro (e ate agora unico) Mailbag, quando um leitor perguntou alguns detalhes do Draft e aproveitamos pra explicar mais a fundo algumas coisas. Com uma dessas duas leituras da pra ter um bom entendimento do Draft em si e como funciona tudo ao seu redor.

Bom, vamos então ao Mock Draft propriamente dito, começando com...


1st Pick - Indianapolis Colts
Pick: Andrew Luck, QB, Stanford

Em alguns Drafts, a primeira escolha as vezes gera uma decisão difícil, porque existem algumas diferentes abordagens que se pode seguir num Draft. Geralmente, dizem que o time com a primeira escolha deve pegar o melhor jogador disponível no Draft. Outros dizem que, como o jogador mais importante num time é o QB, voce sempre tem que dar preferencia a um Franchise QB, o que muitas vezes leva times a pensarem que o melhor QB disponivel é de fato um Franchise QB mesmo sem ele ser (Ver: Russell, Jarmarcus). Outros dizem que o melhor a se fazer é escolher um jogador que jogue na posição mais necessitada do time, ainda que essa abordagem nao seja tão comum na primeira escolha overall.

Nesse caso, o Colts não teve nenhum problema sobre essa escolha, simplesmente porque o melhor jogador disponível no Draft joga justamente na posição que o time mais precisa, e é de fato um Franchise QB em qualquer sentido da palavra. Acho que todo mundo aqui ja ouviu falar, pelo menos um pouco, no Andrew Luck, especialmente porque boa parte da ultima temporada que tivemos tivemos varios times que queriam ser uma droga pra ficar com a primeira escolha do Draft e draftar Luck. Ele é considerado por muitos (inclusive por mim) o melhor Prospect a sair da NCAA em 14 anos, desde um tal de Peyton Manning. Ele tem todo o instrumental fisico e mental necessario pra jogar na NFL, é extremamente polido pra sua idade e esta pronto pra entrar e jogar desde o momento que pisar em Indiana. Ou seja, é o QB que tem tudo pra ser a cara da Franquia nos proximos 12 anos. Se voce quer ler mais sobre a situação Luck/Colts, recomendo um post que fizemos ate mesmo antes do Manning ser dispensado, esse aqui (tambeém vale ler esse outro, depois que ele foi dispensado). Só saiba que se ate o final da década o Luck nao for a seis PRo Bowls, eu dou a voces um reembolso por esse post. E não caiam nessa conversa de que ele vai ser limitado por não ter "um braço muito forte". Foi esse argumento que fez Joe Montana cair pro final da terceira rodada.


2nd Pick - Washington Redskins (via Saint Louis Rams)
Pick: Robert Griffin Jr, QB, Baylor

Outra história que já cobrimos no TM Warning. O Robert Griffin, vencedor do Heissman Trophy de 2011, era considerado o segundo melhor QB (e segundo melhor jogador) do Draft. O Rams, que tinha a segunda escolha de Draft, não precisava de um Quarterback, e por isso decidiu abertamente trocar sua escolha pela melhor oferta. Ainda que o valor dessa pick tenha sido afetada quando o Peyton Manning virou Free Agent, o Redskins naão demorou pra ser rejeitado pelo camisa 18 e decidiu dar a casa, o carro, algumas açōes da bolsa e mais três escolhas de Draft pro Rams pra poder subir da sexta escolha pra segunda e pegar o seu QB do futuro... Porque ninguém aguenta mais o Rex Grossman por lá (acho que nem a dupla Gilbert Arenas/Javaris Crittenton é tão odiada por lá que nem Rex/John Beck). E já que o Redskins deu tudo que tinha pro Rams em troca dessa escolha, é ridiculo supor que nao saia um Quarterback aqui. E como Luck dificilmente passa da primeira escolha, Griffin vai ser o QB do Redskins pelos próximos anos (leia aqui para mais detalhes sobre quem saiu perdendo na troca).

O Griffin não é um cara tao polido como o Luck, mas é um jogador muito atlético e que não sofre com os problemas de passes que geralmente esses jogadores ultra-atleticos tem. Ele ainda é um pouco cru em diversos aspectos, mas tem uma excelente precisão em bolas longas (e um braço forte pra burro) e sabe entender  e controlar o ataque ao seu redor. Com um pouco de treino e, especialmente, experiência, tem tudo pra ser um Franchise QB na NFL também, embora não seja tão garantido como o Luck. Pense num Cam Newton sem questōes sobre sua dedicação e ética de trabalho, mas que usa meias mais feias.



3rd Pick - Minnesota Vikings
Pick: Matt Kalil, OT, USC

O Vikings, no ultimo Draft, se comprometeu ao Draftar Christian Ponder com a 10th pick, bastante acima do que ele deveria ter saido. Apesar de Ponder não ter mostrado muita coisa, o Vikings já gastou uma escolha alta de Draft nele e vai investir nele por enquanto. Então eles vão atrás da segunda posição ofensiva mais procurada no Draft, depois de um QB: O Offensive Tackle. É difícil achar um LT na Liga capaz de proteger o blind side do seu QB, e ter um jogador assim é um grande avanço pra qualquer time. Kalil tem todas as ferramentas pra ser um tremendo OT nos moldes do Jake Long (que alias foi a primeira escolha de um Draft), e um LT pra proteger o Ponder seria um passo importante para que o garoto pudesse se desenvolver. Ainda que o time também precise de um WR pra dar ao Ponder alguém confiável pra quem lançar, Franchise Tackles são mais raros e esse Draft tem uma profundidade muito grande de WRs, eé muito mais facil achar um Receiver nas proximas rodadas do que um OT. Kalil é a escolha aqui.



4th Pick - Cleveland Browns
Pick: Trent Richardson, RB, Alabama

Escolha interessante, porque vários times estão em busca dessa escolha e o Browns já disse que está disposto a ouvir ofertas, como fez ano passado pela sexta escolha de Draft (Julio Jones). Nesse caso, os times estão de olho no Richardson e no WR Justin Blackmon, e parece que pelo menos quatro times já sondaram o Browns sobre uma eventual troca. 

Mas como por enquanto a escolha é do Browns, vamos fazer nosso Mock Draft com base na suposição de que o Browns estará escolhendo. O Browns já deixou claro que não está convencido que o Colt McCoy pode dar certo como QB titular e esteve ativamente buscando uma troca pela segunda escolha do Rams (e portanto Griffin), mas como não deu certo e como a quarta escolha é cedo demais pra pegar o terceiro melhor QB do Draft (Ryan Tannehill), o Browns ou troca sua escolha ou vai ser forçado a ir em outra direção. Ou seja, vai atrás de alguém capaz de ajudar o ataque (já que a defesa está decente). Podem ir atrás de Richardson ou Blackmon, dependendo da ordem de prioridades da equipe. No entanto, como eu disse, esse Draft tem muito mais WRs do que RBs, e o Browns tem outra escolha de primeira rodadaque pode facilmente virar um bom WR - mas nao um RB. Alem disso, no Draft, você está draftando um ativo, algo que agrega valor ao seu time, e por isso as vezes a melhor opção é draftar o melhor (ou pelo menos mais valioso) jogador disponivel. E Richardson - um RB que tem uma otima combinação de velocidade e força e cujo estilo de corrida está muito pronto pra NFL - eé um difference maker maior do que o Blackmon, simples assim.


5th Pick - Tampa Bay Buccaneers
Pick: Morris Claiborne, CB, LSU

Essa escolha não é tão facil à primeira vista, porque o Bucs tem uma otima combinação de Cornerbacks (Aqib Talib e Ronde Barber).  No entanto, Barber vai fazer 39 (!!) anos e Talib é um dos jogadores com mais problemas extra-campo na NFL e uma tremenda dor de cabeça. Ainda que o time não vá mandar o Talib embora ainda, não da pra contar pra sempre com o Barber, e buscar o melhor CB do Draft parece um bom passo. O ataque precisa se achar, mas não parece ser por falta de jogadores, ainda mais agora que trouxeram um bom WR no Vincent Jackson (o que mata as chances do Blackmon), então a defesa vira o principal alvo. Como Claiborn é o melhor defensor disponível e pode fazer uma dupla mortal com o Talib, o Bucs vai direto nele. Eu pessoalmente acho o Claiborne tão bom ou melhor do que o Patrick Peterson ano passado, os dois tem estilos bem parecidos: Fisicos, rapidos, muita agilidade e que podem fazer jogadas a qualquer instante.


6th Pick - Saint Louis Rams
Pick: Justin Blackmon, WR, Oklahoma

Apesar do Rams já ter trocado de pick uma vez, muita gente acha que pode acontecer de novo caso algum time interessado no Ryan Tannehill decida subir no Draft e pegá-lo acima da sua posição projetada. Apesar disso, não sei se seria o melhor pro Rams, eles já ganharam varias escolhas extras do Vikings e o jogador que eles precisam esta esperando eles. Blackmon é o prototipo do WR numero 1, um Dez Bryant com cérebro, muito atlético, mais preciso nas rotas e explosivo pro diabo. O desenvolvimento do Sam Bradford esbarrou em lesōes e numa pessima linha ofensiva, mas principalmente na falta de bons WRs. O Blackmon chega pra dar ao Rams esse alvo, e dificilmente o Rams vai passar a chance se ele ainda estiver disponível.


7th Pick - Jacksonville Jaguars
Pick: Melvin Ingram, DE, South Carolina

A experiência do time ano passado com o Blaine Gabbert foi um fracasso, mas muito dificilmente o Jaguars vá abandonar o garoto pra arriscar o Ryan Tannehill aqui. Eles provavelmenta vão insistir no Gabbert, e pra isso o time precisa de duas coisas: Linha ofensiva e bons alvos.  No entanto, é cedo demais pra pegar o Michael Floyd (WR) ou o Riley Reiff (OT), e sem Kalil e Blackmon disponiveis, a melhor coisa a se fazer aqui é tomar outra direção. A defesa terrestre do time em 2011 foi muito boa, mas a aérea foi bem vulnerável, especialmente pela falta de um pass rusher. Ingram é o melhor pass rusher do Draft e da ao time uma presença física e explosiva pra parear com o Tyson Alualu e dar uma nova dinâmica à sua defesa, o que pode ajudar muito a cobrir uma fraca secundária. 

Essa posição, aliás, praticamente está convidando uma troca. O Jaguars precisa de jogadores que estao algumas posiçōes abaixo e muitos times de olho no Tannehill vao querer essa escolha pra Draftar antes do Dolphins (veja abaixo), então o Jaguars pode muitissimo bem optar por descer algumas posiçōes no Draft, satisfazer uma posição mais carente  e acumular mais escolhas de Draft. Estranho porque não acontecem mais conversas por essa escolha, faz sentido pra todos. Não durma nessa possibilidade.


8th Pick - Miami Dolphins
Pick: Ryan Tannehill, QB, Texas A&M

Como o Ryan Clark disse recentemente com toda a razão, ninguém quer jogar no Miami Dolphins. Eles fracassaram com a 1st pick, fracassaram ao tentar trocar pela 2nd pick, fracassaram com Peyton Manning, com Matt Flynn e até com Alex Smith. Basicamente eles esgotaram todas as possibilidades de conseguir um QB recentemente, e então vão ter que se contentar com o Draft.

O Ryan Tannehill é um caso complicado, é talentoso e tem potencial pra ser um bom titular na NFL, mas ainda está muito cru e tem, digamos, problemas de profissionalismo. Muita gente acredita que ele não tenha o psicológico necessário pra desenvolver seus talentos, então draftá-lo não deixa de ser um risco (acredite, é um mau sinal quando a comparação que escolhem pra você é o Jamarcus Russell)... Parece perfeito para o Dolphins, certo? Bom, eles também parecem achar, embora eu definitivamente ache que ele se beneficiaria mais com um ano na reserva do David Garrard, Matt Moore ou quem quer que seja antes de assumir a posição de titular. O Dolphins também pode ir atrás do Floyd com essa escolha pra tapar a saída do Brandon Marshall, especialmente se o Tannehill for escolhido antes, mas acho que o QB é a prioridade da equipe.


9th Pick - Carolina Panthers
Pick: Fletcher Cox, DT, Mississipi State

O Panthers acertou na loteria ao arriscar o Cam Newton ano passado e, embora possa usar uma melhora na linha ofensiva (Reiff é uma possibilidade real), o ataque conseguiu segurar bem as pontas ano passado, e a capacidade atlética (E de lançar a bola em movimento) do Newton conseguem mascarar muito bem as dificuldades da linha ofensiva. Não, o problema do Panthers em 2011 não foi o ataque, foi a defesa. A defesa do PAnthers sofreu com a ausencia do seu MLB Jon Beason, mas mesmo assim foi a pior defesa terrestre da Liga, uma peneira vergonhosa que precisa urgente de uma presença no meio da linha defensiva. 

Isso significa Cox ou Dontari Poe, e eu confesso que não foi fácil decidir pelo Cox. Poe teve um excelente Combine, subiu meteoricamente nos Draft Boards, mas tem contra si o fato de ter tido uma produção muito abaixo do esperado na NCAA, enquanto o Cox, apesar de não ser o maior em tamanho, tem um excelente motor, pode pressionar o QB pelo interior da linha e é o DT mais completo desse Draft. O Cox é a escolha mais segura, mas o Poe tem impressionado pelo potencial não realizado. Não estou convencido que a franquia que apostou (e ganhou) no "potencial" do Cam Newton ano passado não se sinta confiante para ir atrás do Poe, mas eu ainda acho o Cox a melhor escolha.


10th Pick - Buffalo Bills
Pick: Riley Reiff, OT, Iowa

Outro potencial destino pro Michael Floyd, mas acho que ainda não vai ser a hora dele. A defesa do Bills é uma unidade sólida e que deve vir ainda mais forte agora que tem o Kyle Williams saudável e o Mario Williams, portanto o Bills teria que adereçar o ataque aqui, e um WR tão dinâmico pra complementar o Stevie Johnson definitivamente faria sentido. Mas acho que o ataque sofreu mais ano passado pela falta de uma linha ofensiva confiável do que pela falta de alvos (ainda que isso tenha atrapalhado até certo ponto), então o Reiff pode finalmente sair aqui. O Bills pode conseguir um bom WR na segunda rodada (como eu disse, esse Draft tem muita profundidade de WRs) e a linha ofensiva é uma necessidade maior, então é bem possível que o Reiff seja o escolhido aqui, pra infelicidade dos Chiefs (ver abaixo).


11th Pick - Kansas City Chiefs
Pick: Dontari Poe, DT, Memphis

O Chiefs adoraria ver o Reiff caindo até aqui, eles realmente poderiam usar ajuda na linha ofensiva, e ainda está um pouco cedo pra ir atrás de um Guard. Sem o Reiff, dificilmente eles vão exagerar o valor de um Guard, e não vejo essa pick com muito apelo para times que queiram subir no Draft (embora alguém possa vir atrás do Floyd, pouco provável), então eles vão atrás de outro ponto fraco da equipe. Sua defesa é muito jovem e talentosa, mas pela falta de um nose tackle confiável muitas vezes a defesa era obrigada a aproximar da linha de scrimmage mais do que o recomendado. Poe é exatamente o DT que eles procuram: Grande, forte pra burro, muito talentoso e que tem bom motor. Se ele conseguir deixar pra trás suas fracas atuaçōes e se concentrar em desenvolver seu talento, pode ser um grande encaixe num time que precisa desesperadamente de tamanho.


12th Pick - Seattle Seahawks
Pick: Luke Kuechly, LB, Boston College

Seahawks tem uma defesa emergente e um ataque que, se o Matt Flynn render o que se espera, pode causar problemas pra NFC. O time do Seahawks está bem encaminhado, portanto o que cair aqui eé lucro, e o Kuechly é o melhor MLB do Draft e uma máquina de tackles. Alem disso, ele pode jogar tanto de MLB como de OLB, é bastante versátil e se encaixa muito bem nessa defesa veloz e jovem do Seahawks. Eles precisam de um cara pra voar pelo miolo da defesa desde que o Lofa Tatupu se ferrou com concussōes e o Kuechly faz muito bem esse papel.


13th Pick - Arizona Cardinals
Pick: Mike Adams, OT, Ohio State

O Cardinals é um time que poderia se dar muito bem com o Michael Floyd fazendo dupla com o Larry Fitzgerald, especialmente pra ajudar o Kevin Kolb no seu segundo ano de titular. No entanto, o CArdinals tem uma fraqueza ainda mais gritante, que é a linha ofensiva. Ela é horrorosa, e isso também atrapalhou muito o Kolb ano passado, entao o Cardinals vai acabar pegando o Mike Adams um pouco acima de onde ele sairia normalmente, porque a essa altura do Draft isso vai adquirindo menos importância. Na improvavel hipotese do Reiff cair até aqui, o Cardinals vai dar uma festa. Não duvidem também de uma troca por algum time que queira subir pra pegar o Mark Barron (ver abaixo).


14th Pick - Dallas Cowboys
Pick: Mark Barron, SS, Alabama

O Cowboys precisa urgentemente melhorar sua secundária, é sua maior necessidade, e o Mark Barron eé o melhor safety do Draft, ele tem velocidade e inteligência tanto pra conseguir jogadas pelo ar como pelo chão. Eu gosto muito do Barron, acho que ele é daqueles SS muito versáteis e que pode jogar desde o começo, e o Cowboys fica um time mais perigoso sem ele. Se ele melhorar um pouco a cobertura, sua capacidade de roubar a bola vai ser uma arma perigosa pra esse time.


15th Pick - Philadelphia Eagles
Pick: Michael Brockers, DT, LSU

Outro time que poderia usar o Floyd como um alvo alternativo ao DeSean Jackson e ao Jeremy Maclin, um cara de rotas melhores e que usa melhor o corpo. Enfim, um alvo de possession mais confiavel. Mas o Eagles tem uma necessidade gritante na linha defensiva, e o melhor DT que sobrou no Draft é o Michael Brockers. Embora eu nao ache improvável que o Eagles vá atras do Aubrayo Franklin (Free Agent) e pegue Floyd ou um OT aqui, por enquanto ficamos com Brockers.


16th Pick - New York Jets
Pick: Quinton Couples, DE, North Carolina

Couples devia ter saido antes, mas questōes sobre seu motor e falta de atleticismo, aliado à falta de interessados e alguns workouts fracos fizeram ele cair no colo do Jets, um time que se deu bem na defesa graças aos esquemas complexos de blitz do Rex Ryan, mas que ano passado sentiu falta demais de um pass rusher puro. O Jets nunca hesitou em apostar em jogadores com dúvidas, e o Couples tem talento pra florescer nessa boa defesa com alguma paciência. Bom pick, embora eu nao duvide do Jets subindo pra pegar o Barron.


17th Pick - Cincinnati Bengals (Via Oakland Raiders)
Pick: Michael Floyd, WR, Notre Dame

Essa escolha foi muito difícil, reconheço. Fiquei muito tempo em dúvida entre Floyd e o Guard David DeCastro, que pode impulsionar o jogo terrestre. Como o Bengals também tem a 21st pick, achei que o Bengals podia ir com o DeCastro aqui e deixar pra pegar outro WR na 21st pick, mas o fato de que o Bengals precisa de um CB pesou, e acabei achando que eles iam deixar pra pegar o CB quatro escolhas depois (pela proximidade das picks e falta de um CB claramente superior a essa altura). Portanto, aqui é uma escolha entre um Guard e um WR, e acho que eles vão optar pelo Floyd. Mas tenha em mente a enorme possibilidade de combinaçōes que o time tem, eu nao ficaria surpreso de ver o DeCastro saindo aqui e o Bengals deixando WR pra segunda rodada, ou então até mesmo pegando um WR na 21st e deixando o CB pra depois. Tou colocando apenas o que eu acho mais provável porque o Floyd daria ao Andy Dalton um excelente segundo alvo.


18th Pick - San Diego Chargers
Pick: Whitney Mercilius, DE, Illinois

Outra escolha difícil e sem dúvida o Chargers adoraria ver o Floyd caindo até eles aqui pra entrar no lugar do Vicent Jackson, mas já que não foi o caso, o Chargers tem duas opçōes: Offensive tackles ou pass rushers. Optei pelo segundo por um simples motivo: A essa altura, você pega o melhor jogador, e os pass rushers que sobraram são melhores do que os OTs. Por isso, o Chargers vai de Whitney Mercilius, um cara bem atlético que pode jogar de híbrido OLB/DE no esquema 3-4 do time e fazer par com o Shaun Phillips. O Chargers ainda precisa de tackles e vai ter que adereçar isso no Draft, mas como o melhor T disponivel (Jonathan Martin) não é tão bom a esse ponto, acho que eles vão com o seguro.


19th Pick - Chicago Bears
Pick: David DeCastro, OG, Stanford

A linha ofensiva do Bears é digna de pena, e conseguir um Guard com o tamanho e a força física do DeCastro não só vai reforçar a unidade como também vai dar um boost no jogo terrestre do time, que pode precisar especialmente se o Matt Forte continuar com seu holdout. DeCastro pode jogar tanto de Guard como de Center e pra mim tem tudo pra ser um futuro Pro Bowler, o Bears precisa de alguém assim.


20th Pick - Tennessee Titans
Pick: Dre Kirkpatrick, CB, Alabama

O Titans perdeu um CB talentoso, bem físico mas bem problemático quando o Cortland Finnegan foi encher as calças de dinheiro no Rams (eu ainda acho que ele devia ser preso por assalto por esse contrato, mas...). Então pra cobrir sua ausência, eles buscam outro CB talentoso, físico e problemático no Dre Kirkpatrick! Kirkpatrick já foi cotado como um jogador top10 nesse Draft, mas questōes quanto ao seu caráter e problemas extra-campo fizeram ele despencar no Draft. Se o Titans quiser arriscar, o Kirkpatrick é um bom jogador e que da tackles muito bem. Se não quiserem, e preferirem ir na escolha segura, podem pegar o Stephon Gilmore, de South Carolina. Mas dificilmente não sai um CB aqui, e acho o Kirkpatrick talentoso demais pra deixar passar a essa altura. 


21st Pick - Cincinnati Bengals
Pick: Stephon Gilmore, CB, South Carolina

Com o Kirkpatrick saindo pro Titans, sobra o Gilmore (caso o Titans pegue o Gilmore, aqui sai o Kirkpatrick, simples), e o Bengals realmente precisa de um CB. A fragilidade do time nessa posição foi exposta ano passado quando o Nate Clements não conseguiu ficar saudável e especialmente quando o Leon Hall machucou, e o Bengals não achou um reserva confiável. O Gilmore tem potencial, é extremamente dinâmico e muito agressivo, impressionou nos treinos pré-Draft e pode virar titular junto do Hall até o final do ano. Excelente escolha pro Bengals, que possivelmente vai escolher ele na 17th pick caso o Kirkpatrick já tenha saido (E ai pega o Stephen Hill aqui, deixando o Floyd no colo do Chargers).


22nd Pick - Cleveland Browns (via Atlanta Falcons)
Pick: Stephen Hill, WR, Georgia Tech

Com Richardson a bordo, o Browns vai atrás de um WR no Hill (caso ele tenha saido, deve ir de Kendall Wright) pra ajudar o Colt McCoy - ou quem quer que seja o QB - a se desenvolver. O Hill é bem rápido e pode funcionar muito bem em conjunto com o Richardson, se ele realizar o que se espera e aproximar as defesas da linha de scrimmage. A defesa do Browns tem seus problemas, mas o ataque tem mais. É de se esperar que o Browns ataque isso nesse Draft com suas duas escolhas.


23rd Pick - Detroit Lions
Pick: Jonathan Martin, OT, Stanford

O Lions provavelmente prefere um CB aqui, mas ainda é cedo pra pegar o Brandon Weeden (a não ser que troquem pra descer no Draft - não descartem) e os três melhores já sairam. Assim, o Lions vai atrás de um OT, que pode ser Martin ou Cordy Glenn. Eu prefiro o Martin por ser a escolha mais segura, o Glenn vai impressionando nos workouts mas tem pouca base amostral pra basear essa decisão. Ambos são bons jogadores que podem jogar dos dois lados da linha, e o Lions precisa urgente achar gente pra evitar que o Stafford tome tanta porrada.


24th Pick - Pittsburgh Steelers
Pick: Cordy Glenn, OT, Georgia

O Steelers precisa manter o Big Ben longe das pancadas, e pra isso precisa melhorar a linha ofensiva. A unidade atual é muito velha e machuca demais, falta depth e juventude. Pra arrumar isso vão atrás de um OT bem jovem que ta impressionando nos workouts pré-Draft e que tem flexibilidade pra jogar de Guard, se necessário. Boa escolha aqui, bem lógica.


25th Pick - Denver Broncos
Pick: Jerel Worthy, DT, Michigan State

Com um novo xerife e com um esquema ofensivo totalmente novo, dificilmente o Broncos vai ter sucesso com o elenco do jeito que está, sem linha ofensiva, sem alvos e com uma defesa mediana. O Broncos tem tantos buracos que fica dificil imaginar qual eles vão adereçar primeiro, mas pra mim o maior problema é a falta de um DT capaz de ancorar a linha defensiva. Ainda que dificilmente tenha sobrado algum Franchise DT pro time a essa altura, eles tem que pegar quem for possível pra melhorar isso, que vai permitir ao Elvis Dumervil e ao Von Miller jogarem com muito mais liberdade, além de proteger o meio. O melhor DT a essa altura do Draft é o Worthy, então vai ele mesmo.


26th Pick - Houston Texans
Pick: Kendall Wright, WR, Baylor

Um time que pode ir em diversas direçōes (OT, TE, LB, etc) mas que tem como principal fraqueza no momento a falta de alvos pro Matt Schaub. Um WR aqui é fundamental, e por isso vai o melhor disponível no Draft, Kendall Wright. Tipo de jogador que tem tudo pra ser um ótimo complemento a Andre Johnson e Arian Foster, e que deve ajudar imensamente o ataque aéreo da equipe.


27th Pick - New England Patriots (via New Orleans Saints)
Pick: Courtney Upshaw, OLB, Alabama

Um DE provavelmente estaria mais de acordo com a necessidade do Patriots, mas dificilmente valeria a pena deixar passar o Upshaw aqui, ele é atletico, inteligente e explosivo o suficiente pra funcionar tanto partindo pra cima do QB como protegendo contra a corrida, e vai ser uma adição importante nessa defesa do Patriots. Com uma secundária tão fraca, o pass rush do Pats é o jeito de evitar que ela seja explorada, e Upshaw pode contribuir pra isso e mais. Boa escolha.

Ah, esquece. Com certeza o Patriots vai trocar essa escolha por escolhas futuras. Ainda acho que o objetivo oculto do Bill Belichick é ter todas as escolhas da primeira rodada de 2018.


28th Pick - Green Bay Packers
Pick: Nick Perry, DE, USC

O Packers, de maneira geral, costuma pegar o melhor jogador disponivel no Draft. Mas pra mim, eles também não podem negligenciar as fraquezas que o time mostrou nos playoffs, no caso a linha ofensiva e um outro pass rusher além do Clay Matthews. Perry não é bem um OLB, mas é versatil o suficiente pra jogar do outro lado e se aproveitar da marcação dupla no loiro. Se o Packers quiser continuar sendo o Juggernault que foi, tem que melhorar a pressão no adversário, e Perry é um pass rusher nato.


29th Pick - Baltimore Ravens
Pick: Peter Konz, C, Wisconsin

Deixem o Matt Birk jogando de C mais um ano, mas ele precisa ser substituido alguma hora. Konz pode tanto se beneficiar de ficar no banco aprendendo com Birk antes de assumir a posição como pode jogar de Guard enquanto Birk não se aposenta, mas pro futuro ele com certeza vai jogar no meio da linha e ser um cara muito importante. Forte e inteligente pra burro, pode ser uma força tanto na proteção como nos bloqueios. Gosto muito, pena que nao vai cair até a proxima pick...


30th Pick - San Francisco 49ers
Pick: Kevin Zeitler, OG,  Wisconsin

O Niners é o time mais completo de toda a Liga. Quase todos os titulares de 2011 voltaram, e os que não voltaram foram substituídos por jogadores melhores. A base jovem ganhou um ano a mais de experiência e portanto o Niners dificilmente vai pegar um jogador pra entrar e jogar, ou então com base numa grande necessidade. O Niners aqui, se não tiver um favorito pro futuro (E o Harbaugh, como ex-tecnico de College, tem sua lista, e garanto que é muito melhor que a minha), vai procurar adicionar depth ou pra sua linha ofensiva ou pra sua linha defensiva. O que significa ou o Guard Kevin Zeitler ou o DT Kendall Reyes. O Niners também pode ir atrás de um WR aqui, era a prioridade do time antes da temporada, mas com as chegadas de Randy Moss e Mario Manningham, e com os quatro melhores WRs fora do Draft, eles provavelmente vão deixar pra buscar um WR nas outras rodadas. Se eu fosse o GM do Niners, eu iria atrás do Zeigler porque perdemos dois OGs na offseason, e depois assinaria com o Franklin na Free Agency. Também acho que o Niners pode ir atrás de DTs nas próximas rodadas, entao deixa o Zeitler.


31st Pick - New England Patriots
Pick: Harrison Smith, FS, Notre Dame

Duvido demais que o Pats mantenha suas duas 1st rounders, mas... Caso aconteça, devem continuar adicionando peças na defesa, e pra mim quem mais causaria impacto no time seria Smith. Ele tem bom range na secundária e tem velocidade pra acompanhar rotas longas. Mas deixa pra lá, todo mundo sabe que o Pats NÃO vai usar suas duas escolhas mesmo...

32nd Pick - New York Giants
Pick: Dont'A Hightower, MLB, Alabama

Os problemas de saúde do Jake Ballard podem levar o Giants a pegar um TE, como por exemplo Coby Fleener, mas acho que o Hightower é o melhor jogador disponível a essa altura e ele vai trazer ao Giants uma presença de segurança nas costas do fortíssimo pass rush da equipe, uma presença que torna o time ainda mais forte.