Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

sábado, 19 de novembro de 2011

A volta por cima de Alex Smith


Eu nunca achei que fosse dizer isso, mas poucos QBs
estão jogando melhor que Alex Smith nessa temporada


Eu não preciso relembrar todo mundo do fracasso que foram as primeiras seis temporadas da carreira do Alex Smith, desde que foi Draftado em primeiro no Draft de 2005, 23 posições acima de um cara chamado Aaron Rodgers. Foram anos jogando mal, anos com lesões nos ombros e broncas de técnicos. Anos recebendo grandes expectativas nos ombros e, quando não conseguiu atingí-las, fogo da imprensa, fogo dos técnicos, fogo de jogadores. O fato dele ter sido escolhido na frente de um dos melhores QBs da NFL não ajudou sua causa, todo mundo sente que ele deveria ter sido MELHOR por ter sido escolhido antes. Uma primeira escolha de Draft é uma chance da Franquia recomeçar a reconstruir, ainda mais com um Quarterback, e errar nessa escolha é algo que faz sua franquia retroceder no tempo. O fato de que o 49ers não teve nenhuma temporada relevante desde esse Draft é uma consequência direta do fato de que seu QB, 1st pick overall, nunca correspondeu ao investimento e nunca serviu de pilar para uma reconstrução. Smith foi um "bust" nas suas primeiras temporadas e o time sentiu o peso.

Eu já falei dos fatores que levaram Smith a ser um bust. Assim como Aaron Rodgers, Smith era um QB que saiu do College bastante cru. Mas ao contrário de Rodgers, que foi para um time extremamente bem montado, pra ficar aprendendo tranquilamente no banco por vários anos, com um ótimo técnico e um Hall of Famer te ensinando os fundamentos sem nenhuma pressão até que você estivesse finalmente pronto pra assumir a função, o melhor cenário possível, Smith foi parar no pior possível: Foi para um time extremamente ruim, sem linha ofensiva ou alvos decentes pra ajudar sua vida, entrou de titular desde o primeiro dia mesmo não estando pronto, levou nas costas a pressão de reconstruir a Franquia de Joe Montana e Steve Young, jogava para um técnico muito fraco, nunca teve ninguém que lhe ensinasse a jogar e, como se não bastasse, nunca teve NINGUÉM para lhe treinar e lhe ensinar os fundamentos, seja um outro QB ou um técnico que entendesse do assunto. Ele praticamente teve que entrar e jogar sem desenvolver nenhum tipo de fundamento com a pressão de levar sozinho um time muito fraco pra vitória, e não ajudou o fato de que ele teve seis coordenadores ofensivos diferentes nos seis primeiros anos da sua carreira. Ele nunca teve tempo de parar e aprender um playbook e desenvolver o estilo de um coordenador porque, a cada ano, vinha um novo. Ou seja, toda a conjuntura em volta dele gritava "Fracasso, fracasso!" desde o momento que ele foi draftado. Ele nunca teve a chance de se desenvolver durante os anos mais importantes da sua carreira, nunca teve com quem aprender e não teve ajuda dos companheiros durante muito tempo.

Mas o 49ers conseguiu se reconstruir e montar um bom time mesmo assim. O time achou bons talentos no Draft como Frank Gore, Vernon Davis e Patrick Willis, e em 2009 tinha montado um bom conjunto, com uma defesa muito forte e bons talentos no ataque. A incógnita sempre foi a posição de Quarterback, e naquele ano Smith começou no banco em favor do Shaun Hill. Mas Hill não foi bem, e Smith assumiu a posição na metade do campeonato, tendo uma grande segunda metade e colocando esperanças novamente na torcida de que ele pudesse, enfim, realizar seu potencial. Mas a temporada 2010 começou com Smith de titular e ele não foi bem, sendo mandado para o banco diversas vezes. Ao final da temporada, um Free Agent, todo mundo acreditava que Smith sairia de San Francisco e que o time ficaria aliviado em se livrar desse grande bust.

A história de Smith começou a mudar quando o 49ers contratou o então técnico de Stanford, Jim Harbaugh, que disse que tencionava reassinar com o malfadado QB ao final do lockout. Smith, por sua vez, deixou claro que gostaria de voltar para jogar com Harbaugh, um ex-QB com mentalidade ofensiva. Alex podia nunca ter dado certo como Quarterback, mas uma coisa ele sempre foi: dedicado. Foi para ele que Harbaugh confiou o playbook do time durante um breve intervalo no lockout, e foi ele que se encarregou de organizar treinos entre os jogadores do 49ers, foi ele que ensinou o playbook aos jogadores e, em resumo, foi ele quem tomou controle do grupo nesse lockout. Ao fim do contrato, o esperado, Smith reassinou com o time e foi nomeado o QB titular.

A verdade é que muita gente achava que o 49ers estava louco de continuar apostando no seu famoso bust, mas Harbaugh sabia o que estava fazendo. Desde que Smith chegou na NFL, ele foi o ÚNICO que desenvolveu um novo playbook que usasse ao máximo os pontos fracos do seu QB e minimizasse seus defeitos. O 49ers começou a temporada com o padrão que seu novo técnico queria implementar: Um time que ganhasse com uma forte defesa que gera turnovers e com boas posições de campo por causa dessa defesa e dos seus especialistas. No ataque, correr muito com a bola e evitar turnovers. Um time feito rpa ganhar de um a zero com gol de pênalti, mas que ganhava. E Alex Smith de repente se viu em um novo ataque, que não exigia que ele controlasse a bola, fizesse grandes lançamentos e produzisse em grande escala, apenas que cuidasse bem da bola, evitasse turnovers, controlasse o ataque do huddle e eventualmente fizesse alguns passes fáceis.

Mas não foi só isso. Desde o primeiro jogo uma coisa chamou a minha atenção. Smith estava jogando diferente. Estava segurando melhor a bola quando corria (sofria muitos fumbles quando sofria o sack). Ele estava plantando os dois pés pra jogar, ao invés de passar só apoiando o de trás. Estava se deslocando do pocket com os olhos na secundária. Ou seja, ele tinha melhorado em fundamentos, o que ele não tinha quando entrou na Liga e que nunca teve quem o ensinasse. Mas agora lá estava ele, usando todos esses fundamentos pra implementar o ataque do Jim Harbaugh. Essa foi a primeira diferença pro Smith ao ter um ex-QB como técnico: Ele teve alguém pra lhe ensinar o básico, ensinar fundamentos, passar experiência. Era a primeira vez que ele tinha isso na carreira, e ele conseguiu usar isso pra evoluir seu jogo nos básicos.

Aliás, um erro comum as vezes acontece em achar que a tarefa de um QB é só lançar a bola. Exige muito mais que isso, exige liderança, controle do grupo e confiança. Muita gente fala que Smith só começou a evoluir com Harbaugh, mas a verdade é que pra mim um jogador que mesmo sem contrato chama seus companheiros, organiza treinos, ensina o playbook e é o responsável por manter o time unido está mostrando uma enorme liderança e maturidade. Muito do sucesso do 49ers se deve ao entrosamento e ao fato do grupo estar extremamente unido, entre si e em torno do seu técnico, e muito disso se deve ao jogador que foi lá durante o lockout e manteve todo mundo junto e treinando. Essa é a mentalidade do Jim Harbaugh, mas enquanto estavamos no lockout, quem passou essa mensagem foi Alex Smith. Desde o começo isso foi fundamental para o sucesso do time e foi consequencia direta da liderança e iniciativa de Smith. Por isso todo o time confiava nele mesmo com seus problemas dentro de campo. Ele tinha o grupo na mão, o que facilitou em muito o trabalho do Harbaugh, e serviu pra aumentar o nível de confiança entre os dois.

O 49ers então ficou com o rótulo de um time que joga pelo chão, explorando sua defesa e seu jogo de especialistas e cujo QB só tem como tarefa manejar o ataque, chamar jogadas e evitar turnovers, nunca produzir em escala. Foi aí que o Alex Smith recebeu o rótulo ser um "Game manager", ou alguém que só "gerencia" o jogo, ao invés de ser um Quarterback, já que ele não jogava como os outros QBs - isso é, produzindo, lançando e conseguindo 300 jardas e 3 TDs nessa era que é a mais convidativa a passes desde a criação da NFL - e sim apenas sendo cauteloso e, em outras palavras, "não perdendo" a partida através de turnovers ou más decisões. Muita gente disse que Harbaugh estava "escondendo" Smith dentro do ataque pra evitar que ele colocasse tudo a perder. Outras disseram (e com essas eu concordava) que o Niners era um bom time mas que não iria longe nos playoffs porque eventualmente iria enfrentar uma situação onde teria que colocar a bola no ar (Seja porque a defesa parou Frank Gore, ou porque o time está atrás no placar e precisa pontuar em quantidade), e então ele iria depender que o plano de jogo passasse por Alex Smith com mais frequencia, e aí o time abandonaria o estilo de jogo que estava confortável e a equipe não aguentaria. Mesmo que eu achasse que "Game manager" era muito pouco pro que o Smith fazia e representava na equipe, eu também achava que o papel dele era limitado e que quando o ataque precisasse passar por ele, ele não iria produzir.

Até que chegou a semana 10 e o jogo contra o New York Giants, um time com o melhor pass rush da Liga e uma forte defesa terrestre. Todo mundo sabia que o Giants iria vir com um plano de jogo para a defesa: Colocar 8 homens na frente para parar Frank Gore. Pra piorar, Gore estava com uma lesão no joelho antes do jogo e, embora fosse liberado para jogar, estava claramente incomodado pela lesão. E quando o Niners pegou a bola atrás no placar 3-0, o que nós vimos não foi um Frank Gore baleado correndo em toda jogada, e sim um Alex Smith lançando a bola em virtualmente todas as jogadas!! E não só lançando a bola, mas lançando bem e com confiança mesmo tendo que conseguir os first downs sozinho pela falta de jogo terrestre que encurtasse as conversões. Depois de três séries ofensivas, não tinha mais como se enganar. O plano ofensivo do 49ers era jogar com o Alex Smith o tempo todo! Simplesmente o técnico Harbaugh confiou no seu QB pra ser o centro do ataque em um confronto onde o jogo aéreo era mais importante que o terrestre, mostrando a mesma confiança que mostrou desde o começo do ano que seu QB fizesse a coisa certa para ajudar o seu time a vencer. E Smith jogou muito bem, completou 19 de 30 passes pra 224 jardas, 1 TD e uma interceptação, e essa interceptação foi num passe perfeito que Ted Ginn não segurou, bateu no seu capacete e subiu pra fácil interceptação do Corey Webster numa jogada que deveria ter sido de 10 jardas e que colocaria o Niners na beira da End Zone. Ele controlou o jogo, levou seu ataque a pontuar bastante contra uma ótima defesa e teve um excelente jogo no seu primeiro grande teste levando esse ataque por conta própria.

Estão vendo o erro no raciocínio de todos nós? O plano de jogo do Harbaugh  não é de simplesmente correr com a bola e esconder o seu QB. O plano de jogo dele é de jogar da forma que o time tenha mais chance de sucesso! Se isso significa correr com a bola 40 vezes por jogo e cuidar bem da bola pelo ar pra maximizar suas chances no ataque, que seja. Se for necessário passar a bola e correr só 10 vezes, então é isso que o time vai fazer pra vencer! Não são só os jogadores que tem plena confiança na decisão do seu técnico, é o seu técnico que tem total confiança nos seus jogadores, que eles vão corresponder ao que foi planejado anteriormente. Nas primeiras semanas, a melhor chance do time vencer vinha do jogo terrestre e do QB segurando pouco a bola. Mas quando o time enfrentou um adversário preparado pra parar o jogo terrestre, ele não hesitou um segundo sequer em colocar a bola nas mãos do Alex Smith pra que ele ganhasse o jogo e liderasse o time à vitória. E foi exatamente o que ele fez numa ótima partida contra talvez o melhor pass rush da Liga. O 49ers marcou 27 pontos e saiu com a vitória liderados por ele.

Essa vitória também serviu pra derrubar de uma vez por todas o rótulo de "Game manager" que deram para o Smith. Essa atuação, que provavelmente foi a melhor dele na temporada contra um adversário tão difícil, ele mostrou que não está lá só pra jogar fácil, e que tem total capacidade de tomar controle do ataque quando for a melhor coisa a fazer. Se ele foi o melhor QB na partida? Não, Eli Manning fez alguns arremessos que ele dificilmente conseguiria igualar. Ele provavelmente nunca vai justificar ter sido uma 1st overall pick e muito menos ter sido escolhido na frente do Aaron Rodgers. Mas o que ele provou pra todo mundo de uma vez por todas nesse jogo difícil e muito importante, com seu melhor jogador ofensivo machucado, foi que o 49ers não está ganhando jogos apesar de Smith, e sim ganhando jogos com ele. Mostrou que não é que o time não tenha confiança na sua capacidade, e sim que o time estava jogando jogos onde ele não precisou aparecer. Mas o time precisou dele e ele retribuiu em alto nível. Você consegue achar vários QBs que estão produzindo mais que ele na temporada, mas vai achar poucos que tem sido tão eficientes e que estão contribuindo tanto com o sucesso do time através de decisões inteligentes e controle. Porque na verdade, o 49ers não precisa de um QB que produza, e sim de um QB que possa vencer jogos da maneira que seu time exija. Seja tomando o ataque nas mãos e produzindo, seja aceitando ficar em segundo plano por oito semanas. No fundo, essa é a maior qualidade de Smith, ele sabe o que ele precisa fazer pro time vencer e está disposto a fazer qualquer coisa por isso. Ele não precisa lançar a bola 30 vezes todo jogo desde que seu time continua ganhando. Essa mesma humildade e determinação que ele mostrou quando reuniu seus companheiros para treinar na offseason, que assumiu ao treinar desde o básico com Harbaugh e  em ensinar ao QB calouro Colin Kaepernick o que ele aprendeu mesmo que um dia ele venha a tirar sua vaga de titular. Era isso que Harbaugh esperava do seu Quarterback, e é isso que Smith tem dado ao time.

Se ele é um QB capaz de levar o 49ers ao Super Bowl, eu não sei. Se ele é um QB de elite na Liga, provavelmente não. O que eu sei é que ele é um QB que mesmo tendo sido declarado um bust, sofrido todo o tipo de pressão da imprensa e dos torcedores e passado por péssimos momentos na carreira, ele nunca parou de treinar, de buscar evoluir e de buscar a vitória. Essa determinação que fez ele voltar ao 49ers e que fez ele cair nas graças do novo técnico. E depois de tantos anos com uma conjuntura extremamente desfavorável, ele finalmente caiu na conjuntura certa, com um ex-QB que possa lhe ensinar o básico e ajudar a evoluir seu jogo, em um time cheio de outras armas e que não precisa que ele seja genial todo santo jogo. E ele tem sido um excelente jogador pro time, ajudado o time a vencer 8-1. De uma vez por todas, ele deixou de ser um bust pro 49ers e se tornou um ativo para o time, porque muito do sucesso do 49ers nessa temporada vem dele, seja pelo que ele fez durante a offseason, seja pelo que ele tem feito dentro de campo. Ainda não sabemos até onde esse time pode ir, mas a verdade é que depois da semana 10 sabemos que esse time pode ir mais longe do que imaginávamos, porque Alex Smith pode ir mais longe do que imaginávamos. No final, ele acabou se tornando um bust entre os busts e, enfim, achou seu lugar na Liga. Se Tim Tebow nos ensinou uma lição nessa temporada é que competitividade e determinação podem ganhar jogos. E essa é a qualidade que o 49ers tem mais do que qualquer outro time na Liga. Começando pelo seu QB que nunca desistiu e que conseguiu dar a volta por cima. E está levando seu time com ele.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um adeus à NBA

Olha, o meu padrão no blog tem sido de três colunas por semana: Os palpites no sábado, um resumo da rodada na terça e um post elaborado na quinta. A gente muda conforme a dança, mas é a forma que na minha opinião o blog caminha num ritmo e abordagem mais satisfatórios (Sintam-se a vontade para discordar nos comentários, no twitter, http://twitter.com/tmwarning, no nosso email, tmwarning@hotmail.com, ou até por cartas). Mas as vezes acontece algo que nos força a mudar drasticamente a rotina a ponto de me comprometer com quatro colunas seguidas.

O fato é, eu não queria fazer essa coluna. Eu estar aqui fazendo essa coluna implica que as negociações  para o fim do lockout da NBA fracassaram de maneira definitiva. A tão malfadada decertificação não aconteceu mas aconteceu quase isso, e o resultado é o mesmo, e significa que a NBAPA não tem mais autoridade pra negociar pelos seus jogadores, o que por sua vez permite que os jogadores entrem com ações na Justiça contra a NBA pra tentarem resolver seus problemas na Justiça. Quem acompanhou o lockout da NFL vai lembrar que foi exatamente isso que a NFLPA fez. Mas com uma diferença muito grande: Os jogadores da NFL fizeram isso em Março, seis meses antes do começo da temporada, e os da NBA estão fazendo isso um mês DEPOIS do início da temporada. Uma ação na Justiça é extremamente demorada e ainda existe a chance de acontecerem recursos. Uma opção dessas deveria ter sido considerada meses atrás, nunca agora!

Na verdade, isso só reflete o desastre homérico (Stérnico parece um bom neologismo) que foram as negociações. Os donos foram agressivos desde o começo porque queriam mudar um sistema que não estava mais funcionando sem mudar de fato esse sistema, apenas pegando para si uma parcela maior do bolo e tentando se protegerem de si mesmos. E os jogadores foram passivos porque não queriam mudanças de fato, para eles podia ter continuado tudo como estava. De um lado os donos não fizeram nenhuma concessão durante as negociações, sempre quiseram ganhar mais sem perder nada, não buscaram um diálogo efetivo e nem negociações para levar a um meio termo, era na base do "Negociaremos que queremos uma divisão do BRI de 50/50 porque é nosso objetivo final! Quando eles aceitarem, vamos negociar pra conseguirmos mais benefícios!", e do outro os jogadores ficaram a maior parte do tempo sentados esperando os donos cederem alguma coisa de interesse para eles (o que, sério, não iam) ao invés de montar contrapropostas, realizar votações e dialogar entre si para montar um esquema que agregasse os interesses das maiorias.

Na verdade os dois lados estão cobertos de culpa. Nenhum foi razoável, ambos deixaram o assunto correr demais, demoraram demais para conversarem e nem isso tentaram de fato. Enquanto a NFL tinha pessoas do calibre de Bob Kraft e Jerry Jones negociando seu CBA, a NBA tem Billy Hunter, Bob Sarver e Dan Gilbert. Estavamos ferrados desde o começo. Eles sabiam o que estava em jogo desde o começo: A NBA teve sua melhor temporada em termos de mídia desde Michael Jordan, estava em expansão, tinha mais jogadores de destaque do que qualquer outro esporte, as Finais voltaram a escalar em audiência, tinhamos uma dúzia de subplots interessantíssimos... E o lockout está jogando tudo isso pela janela. A NHL esteve em uma situação parecida recentemente - um sistema que não funcionava e que perdia dinheiro. O CBA da NHL demorou pra sair, as negociações foram mal conduzidas... E o Hockey perdeu uma temporada inteira pra conseguir resolver esse problema e NUNCA se recuperou da perda de popularidade e contratos. O CBA salvou as finanças da Liga, mas enviou ela para um poço sem fundo do qual ela só está saindo agora. E por causa da NBA! As vendas de ingressos aumentaram com o lockout, o interesse aumentou, mais emissores estão interessadas em colocar hockey nas transmissões porque elas sabem que os torcedores que ficaram sem NBA vão procurar outros entretenimentos, outros esportes. Sempre existe uma parcela hardcore que quer basquete e nada mais, mas muita gente que assiste e acompanha gosta de esportes vai procurar outra coisa pra fazer. Eu tentei comprar ingressos pra um jogo do Tampa Bay Lightning essa semana e quase não consegui! Essa foi a falha da NBA: A grande maioria dos fãs não vai voltar, esses fãs vão procurar novos esportes, novas diversões e  a NBA vai retroceder dez anos na sua existência. A queda no interesse vai ser tão grande que muito me surpreenderia se os donos não teriam ganho mais com 47% do BRI sem o cancelamento do que com 50% após o cancelamento da temporada (Ainda não aconteceu, mas ta caminhando...).

E nessa situação, não tem quem tenha desculpa. Nenhum dos lados. Alguns donos estão SATISFEITOS perdendo essa temporada para forçar um acordo que lhes interesse mais (O Dan Gilbert provavelmente também quer tirar mais um ano do Lebron James em Miami). E mesmo com vários jogadores dispostos a aceitar uma proposta mais desfavorável só pra acabar com o lockout e jogar (e jogadores importantes), isso não foi levado em pauta porque a NBAPA só ficou "negociando" e votando com os 30 representantes de cada time, que não são jogadores importantes ou com voz ativa. Alguns dizem que foi pro Billy Hunter manter seu salário que ele preferiu não abrir as votações a todos os jogadores e só votaram os representantes. E aí faltou a alguns jogadores que buscassem fazer valer seus interesses, o excesso de apatia dos jogadores foi tão letal como a ganância e teimosia dos donos. Uma das melhores frases que eu li disse que alguns jogadores que dependem muito dessa temporada deveriam ter sido mais egoístas. Ou seja, ninguém se salva e todos perdem. Inclusive nós, fãs, e a própria Liga.

Ainda da tempo de salvar a temporada? Sim, a alternativa dos jogadores à decertificação é fácil de ser revertida. Mas pra isso as negociações precisam retomar e, como eu disse, temos donos SATISFEITOS com essa situação. Precisamos de gente ativa e com jogo de cintura pra conseguir negociar com os dois lados, e isso não vai partir dos líderes de ambas as partes. A temporada já foi cancelada até o meio de Dezembro e os prognósticos são os piores possíveis.

Mas eu estou puto da vida com essa situação e com esses caras. Eles se merecem, mas nós não merecemos eles. Não estou aqui pra continuar falando do que eu acho do lockout (Já falei tudo que tinha pra falar), e para quem quiser uma visão mais detalhada dos processos recomendo muito esse ótimo post do Bola Presa. Mas vocês já pararam pra pensar o que significa perder essa temporada? Contem comigo algumas.

1. O segundo ano do Miami Heat com sua geração de superestrelas. O primeiro ano começou mal, melhorou, teve altos e baixos, atingiu seu pico nos playoffs e terminou com uma amarga derrota pro Mavericks nas Finais. O time mostrou que ainda não tinha achado seu equilibrio com Dwyane Wade/Lebron e o Chris Bosh não está sendo um jogador dos mais úteis pra equipe. Ou seja, gente batendo a cabeça, elenco de apoio fraco, falta de garrafão e talento saindo pela tampa. Tudo que a gente esperava. Você não queria ver como esse time ia voltar pra nova temporada? Eu com certeza queria!

2. Uma temporada inteira de enterradas alucinantes do Blake Griffin. Só por isso já valeria uma temporada. Pensem bem, seria o terceiro ano do Griffin na NBA: O primeiro perdemos por lesão, o segundo foi lendário e o terceiro não vai existir. Um ano de enterradas mágicas quando poderiamos estar tendo três?? Eu odeio todo o mundo!!

3. Um ano de piadas com o David Kahn, que gosta de colecionar jogadores da mesma posição. Antes eram os armadores com Luke Ridnour, Jonny Flynn, Ricky Rubio e Ty Lawson, agora os alas com Michael Beasley, Kevin Love, Derrick Williams e Anthony Randolph. Meu dia a dia não será o mesmo sem ouvir pelo menos um grito de KAAAAAAHN! E pior, era a temporada onde ele podia finalmente acompanhar o Chris Wallace e sair do patamar de piores GMs do universo: Rubio, Wes Johnson, Williams, Love e um C que chegue numa troca pelo Beasley é um time capaz de nos divertir por noites a fio!

4. Jimmer Fredette!!

5. Não, sério!! Jimmer Fredette!!

6. Todos os calouros de um Draft que foi considerado um dos piores da história. Eu confesso que não estou interessado no Kyrie Irving, mas... Fredette, Kemba Walker, Rubio (Não é desse Draft mas é calouro), Bismack Biyombo, Enes Kanter, Jan Vesely, Williams e  Kenneth Faried? Tem UM jogador aí que não seria extremamente divertido de acompanhar nessa temporada pra ver como a gente fica? Acompanhar calouros é uma das coisas mais divertidas do dia a dia na NBA, eu estava LOUCO pra ver como essa molecada ia chegar na NBA.

7. O Cleveland Cavaliers indo jogar em Los Angeles contra o Clippers, quando a torcida do time de LA vai olhar pro Kyrie Irving e pensar "Nós perdemos esse cara pra nos livrarmos do Baron Davis??" antes que o Blake Griffin derrubasse todo o garrafão do Cavs com uma enterrada. Droga...

8. As inevitáveis comparações entre o Miami Heat e o Philadelphia Eagles, autoproclamados Dream Teams que não sabem jogar quartos períodos. Ah, espera, elas já estão acontecendo. Falha minha.

9. Hasheem Thabeet e seu enorme potencial.

9. Brincadeira de mau gosto acima.

10. A continuação da minha história paralela preferida, a questão Frank Wells/Michael Eisner (Méritos ao Bill Simmons pela brilhante comparação) de não um, mas dois times da Liga, Heat e Thunder. No Thunder a questão é simples, Kevin Durant tem que ser o alpha dog e o Russell Westbrook seu parceiro, mas o Russell ainda tem que aprender a jogar assim. Já no Heat a questão é muito mais difícil. Eu tenho mil vezes mais medo do Heat quando Wade é o líder do time, mas ele e Lebron tem estilos muito semelhantes e é difícil determinar quem deveria ficar com a bola. Os dois times se atrapalharam ano passado porque não conseguiram resolver essa questão a tempo. Seria divertidíssimo ver como eles resolveriam isso pra nova temporada.

11. A última temporada do Chris Paul em New Orleans, com o time desesperado pra tentar convencer sua superestrela que ele tem condições de ser campeão lá quando na verdade o time não tem nem mesmo um dono, e a inevítável dúvida: Tentar a sorte quando acabar seu contrato ou trocá-lo antes que percam o Paul por nada?

12. A inevitável revanche entre Bulls e Heat que aconteceria nos playoffs. Derrick Rose foi destruído por Lebron da última vez. Ele não vai aceitar isso em silêncio. Se ele melhorar seu jogo 10% do que melhorou da temporada 2010 pra 2011, nenhum time na NBA vai conseguir parar o Bulls.

13. A possível última chance de times como Celtics e Spurs de ganharem um título com sua geração atual de Tim Duncan, Manu Ginobili, Paul Pierce e Kevin Garnett. Não sabemos se será mesmo a última, mas esses jogadores perdem um pouco do seu jogo a cada ano. As chances vão minguando. Um ano inteiro parado pode fazer bem pela saúde deles, mas e pelo resto?

14. A troca envolvendo Dwight Howard por Lebron James que tem 1% de chance de acontecer mas que seria a troca mais genial da história da humanidade. Todos ganham, ninguém perde. Ela sozinha traria três títulos para Miami, daria ao Magic um Franchise Player com um contrato longo e o Lebron provavelmente não receberia mais tanto ódio. Perfeito. Porque diabos o Otis Smith (O cara que está com os contratos de Gilbert Arenas e Hedo Turkoglu empacando seu time e prestes a perder seu melhor jogador) tem contrato de GM nessa Liga e eu não?

15. Um ano remoendo a infeliz troca do Kendrick Perkins pelo Jeff Green. Ah, espera, essa tudo bem.

16. A evolução de Griffin, Westbrook, John Wall, Al Horford, Durant, Rose, Steph Curry, Demarcus Cousins, Eric Gordon, LaMarcus Aldridge e todas as estrelas jovens dessa Liga que ainda tem muito a oferecer e vão ter um ano tirado das suas carreiras.

17. A manutenção do auge de estrelas como Dirk Nowitzki (Sim, eu sei que ele tem idade para ser meu pai. Ou quase), Lebron, Wade, Carmelo Anthony, Zach Randolph (!!), Deron Williams, Chris Paul, Amare Stoudamire e Monta Ellis. Um ano fora no auge é uma coisa extremamente chata. Pergunte ao Michael Jordan, que provavelmente teria terminado sua carreira com oito títulos seguidos não fosse sua primeira aposentadoria.

18. Jogadores em fim de carreira que continuam chutando a bunda de todo mundo que encontram pela frente como Ray Allen e Steve Nash. Aliás, só pelo Steve Nash eu já fico extremamente triste, porque pelo menos o Allen já tem um título. Mas o Nash, meu jogador favorito de todos os tempos e que merece mais do que nenhum outro jogador ativo um título? Podemos estar perdendo a sua última temporada.

19. A possível última temporada do Sacramento Kings em Sacramento precisando de três bolas pra JJ Hickson, Jimmer, Tyreke Evans e Cousins jogarem juntos e arremessarem todas as bolas que quiserem.

20. A evolução de times jovens como Thunder, Wizards, Bulls e Wolves.

21. As inevitáveis performances épicas que teríamos nos playoffs. Elas são de lei, sempre temos algumas. Ano passado tivemos Dirk Nowitzki com umas três diferentes, Chris Paul comendo o Lakers com farinha, Lebron massacrando o MVP da Liga e o Brandon Roy jogando um dos jogos mais espetaculares de todos os tempos. Mal podia esperar pelos desse ano.

22. A existência de uma cláusula no novo CBA que permitisse aos times dispensar um jogador desde que pagando seu salário (sem contar no Salary Cap), algo bem provável, e a subsequente dispensa do Brandon Roy pelo Blazers e sua inevitável ida para o Suns, onde a mágica equipe de médicos do time iria revitalizar sua carreira (Deu certo com o Grant Hill!) e montariam um time de Steve Nash, Roy, Hill, Markieff Morris e Marcin Gortat! Você apostaria contra esse time?? Nunca!

23. Colunas épicas do Bill Simmons, do Bola Presa, do Basketbawful, do NBA Playbook e dos trocentos outros sites, blogs e afins que tornam acompanhar a NBA tão mais divertido. Ah sim, o TM Warning também!

24. Uma fucking temporada inteira de NBA! São sete meses de jogos absurdos (Clippers e Wolves? Em qualquer dia da semana!) que nos fazem ficar acordados, alguns clássicos, jogos e atuações épicas, zilhões de subplots, protagonistas e antagonistas. A NBA trouxe isso em altíssimo nível em 2011, atraiu interesse do planeta inteiro... E agora estamos jogando tudo isso pela janela. Ninguém se salva e todos sabem da sua culpa. Os que conduziram essa negociação - de ambos os lados - se merecem. Não se preocuparam em um momento com os fãs, com os milhares de trabalhadores desempregados e as inúmeras pessoas cuja vida depende indiretamente desse marcado nem com nada. Os donos queriam ganhar mais e mais pra se protegerem deles mesmos e suas decisões estúpidas, e os jogadores só souberam esperar cair do céu uma proposta favorável sem UMA rodada de verdade de negociações ou uma contraproposta. Isso não vale para todos, claro, mas vale para os líderes, e no final a apatia dos que pensavam diferente foi tão nociva quanto isso tudo. Essa temporada não vai voltar. O momento que a NBA tinha não vai voltar. A Liga vai esfriar, vai perder contratos e valor, vai ver a NHL roubar parte do seu espaço... E vai demorar anos pra se recuperar e retornar ao patamar onde estava. E as pessoas que podiam evitar isso viram tudo de camarote e deixaram acontecer. Algumas até queriam que acontecesse! Isso é imperdoável, mas esse não é a questão. Releiam os 24 pontos. Esses são só ALGUNS dos milhares de pequenas histórias interessantes que acontecem no meio de uma temporada tão agitada e movimentada como a que tivemos em 2011. Vamos perder isso tudo. Vamos perder todas as outras. Vamos perder um esporte extremamente divertido e sua cacetada de estrelas. A gente não sabe quando vai voltar. A gente não sabe se vai voltar. Só podemos torcer.

Muito obrigado por nada, David Stern, Billy Hunter e companhia.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pensamentos rápidos da semana 10 da NFL

Eu sei que estou atrasado com esse post, mas é por um bom motivo. Essa semana a gente vai ter que correr um pouco, porque tem dois posts que eu preciso fazer essa semana sem falta. Isso significa um post agora, um amanhã, um sexta e um sábado. Até parece os velhos tempos, não é mesmo? Não acostumem, essa semana excepcionalmente. Por causa do excesso de carga, os pensamentos rápidos vão ser mais rápidos que de costume e vamos nos deter mais só nos jogos que realmente tenham algo relevante. E só pra ressaltar, o record dessa semana foi de 9-7.


Oakland Raiders 24 at 17 San Diego Chargers
A vitória que colocou o Raiders novamente no comando da divisão com 5 vitórias (o resto da divisão tem 4) veio em grande estilo mesmo sem seu melhor jogador e com boa atuação do Carson Palmer. E o Chargers, depois de jogar pau a pau com o Packers semana passada e só não ganhar por causa de duas pick six e um erro de arbitragem, foi dominado do começo ao fim dentro de casa (Isso não prova nada, prova só que o Coringa é um filho da p... e que a AFC West não faz sentido). É fácil colocar a culpa no Phillip Rivers, mas o time está uma bagunça, é injustificável que o Chargers não tenha corrido mais com a bola, por exemplo. Depois de tantos anos sendo um time muito talentoso que sempre caia antes, a realidade do Chargers agora é a de um time mediano que precisa se encontrar e talvez reconstruir. E uma vitória do Raiders aqui é um passo significante rumo aos playoffs, mas que não quer dizer muita coisa. O Palmer jogando bem é uma boa notícia, mas o time ainda é muito fraco comparado ao resto dos times de playoffs da AFC. Uma 4th seed provavelmente garante ao Raiders um duelo com o Ravens, e Baltimore é um time muito superior (Ah, espera, é o Ravens, eles vão dar um jeito de perder se o Raiders estiver sem o Darren McFadden).


Buffalo Bills 7 at 44 Dallas Cowboys
Lembra que nos palpites da rodada eu achava que o Bills ia impor seu ataque, abrir uma vantagem considerável de cara e obrigar o Dallas a correr atrás do resultado, abandonando o jogo terrestre? Pois é, eu acertei na mosca, só que ao contrário. O Tony Romo teve um primeiro tempo perfeito (18-19, 237 jardas e 3 TDs) e o Demarco Murray continua provando que é um tremendo achado no Draft com 135 jardas. O Bills teve que correr atrás no placar e mesmo com 8.8 jardas por carregada o Fred Jackson só correu 13 vezes com a bola. Eu acho o Giants um time melhor do que o Cowboys no momento mesmo com os desfalques, mas com a tabela brutal do time de NY o Dallas pode herdar essa vaga se continuar jogando dessa forma.

E eu ainda não estou pronto pra descartar o Bills mesmo depois de duas duríssimas derrotas, mas o fato é que o time foi exposto. A perda do Kyle Williams pra temporada afundou a defesa terrestre do time, o número absurdo de turnovers forçados da primeira metade da temporada está sofrendo seu inevitável declínio, a falta de alvos apareceu (Com o Stevie Johnson preso na Revis Island semana passada, ninguém no time conseguiu aparecer) e principalmente os problemas de precisão do Ryan  Fitzpatrick em bolas longas. Não da pra descartar o Bills ainda, mas estou começando a ficar descrente da capacidade deles de ficar na frente de times como Bengals ou Jets.


Tennessee Titans 30 at 3 Carolina Panthers
Chris Johnson deu sinal de vida pela primeira vez na temporada com 130 jardas, mas contra a defesa terrestre do Panthers sem Jon Beason isso não quer dizer muita coisa. A forte defesa do Titans conseguiu tirar o jogo terrestre do Panthers e ainda incomodou demais o Cam Newton, forçou o calouro sensação a se deslocar constantemente e ainda conseguiu quatro sacks. A gente sempre soube que o começo do outro mundo do Newton não ia durar e que eventualmente as defesas iam se adaptar e complicar a vida do moleque, o importante é o quanto ele consegue dar a volta por cima e aprender com isso. Da última vez que ele teve um jogo tão ruim, ele deu a volta por cima com sobras na semana seguinte. Vamos ver semana que vem antes de finalmente sair meu post sobre os QBs calouros.


Houston Texans 37 at 7 Tampa Bay Buccaneers
A vitória foi boa, mas o preço foi alto. Uma lesão do Matt Schaub pode tirar ele do resto da temporada. Embora esse "perdido para a temporada" ainda não tenha sido oficializado, dificilmente ele poderá voltar a jogar ainda essa temporada e essa negativa parece mais o Texans tentando impedir o grupo e os fãs de desanimarem. O time já perdeu Mario Williams pra temporada, passou longos períodos sem Andre Johnson e Arian Foster e continuou em alta e no topo, que não sei se o fator psicológico vai afetar tanto assim, mas trocar Matt Schaub por Matt Leinart é uma perda considerável. O time estava ajustado com Schaub, e esperam que a semana de bye possa ajudar Leinart e ficar esperto com o controle do time.

Leinart chegou na NFL com suas expectativas em alta após um BCS e um Heissman Trophy, mas sempre foi uma decepção no Cardinals até que foi dispensado na última offseason. Por pior que ele tenha sido - e ele foi ruim - ele sempre esteve cercado de uma péssima comissão técnica, nunca teve qualquer apoio e nunca teve um técnico que soubesse trabalhar com ele e explorar seus pontos fortes, o que pode fazer toda a diferença (Corte para o Alex Smith concordando freneticamente). Acho que só vamos saber o que será do Texans quando ele jogar de fato, mas em um ataque bem montado, com ótima linha ofensiva e jogo terrestre acho que o Leinart pode se dar bem, embora não tão bem quanto o Schaub. Mas vai saber, ele tem as ferramentas e agora a conjuntura, vai que sai alguma coisa boa daí... Não é minha aposta, mas também não duvido.


Pittsburgh Steelers 24 at 17 Cincinatti Bengals
A derrota do Bengals era previsível, que ainda perdeu Leon Hall para o resto da temporada. O Steelers é um time melhor e mais completo, e um QB calouro sempre vai ter problemas contra uma defesa dessas, é de lei. Mas a postura e a competitividade que o Bengals mostrou é pra deixar o torcedor animado, jogou de igual pra igual durante boa parte do jogo e só perdeu de vez em uma linda jogada do William Gay. O Steelers é o melhor time, mas o Bengals mostrou que tem a atitude pra ir longe.


Jacksonville Jaguars 17 at 3 Indianapolis ColtsTudo que você precisa saber desse jogo é que nas primeiras cinco jogadas da partida (três do Colts e duas do Jaguars) tivemos duas interceptações. Eu já disse que perdoo o Blaine Gabbert até ele ter tempo pra treinar e alvos decentes, mas o Curtis Painter não tem desculpa e até foi pro banco em favor do Dan Orlovsky. Isso mesmo, AQUELE Dan Orlovsky.

Aliás, eu sempre achei que o Jim Caldwell tinha cara de coitado, mas pelo visto ele tem senso de humor. O Colts 0-10 tem grandes chances de terminar 0-16 e perdeu essa semana sua maior chance de evitar esse fiasco. E o Caldwell, todo pimpão e zuão, coloca o Painter no banco e deixa o Dan Orlovsky de QB, que possivelmente vai ser o titular daqui pra frente rumo ao segundo 0-16 da história da NFL, junto do Lions de 2008. Agora entrem na Wikipédia e descubram que QB foi o titular durante a maior parte da histórica campanha daquele Lions.


Arizona Cardinals 21 at 17 Philadelphia Eagles
A secundária "Dream Team" do Eagles tomou três touchdowns do John Skelton e isso é definitivamente o fim do Dream Team da Philadelphia (Maldosamente chamado de Philadelphia Heat). É hora do time de Philadelphia juntar os cacos e ir se preparando pro ano que vem, arrumando um coordenador defensivo de verdade e realizar as mudanças no elenco que eventualmente sejam necessárias, esse time não pode continuar sem uma linha ofensiva. Troquem o Assante Samuel por um Safety ou um lineman (ou um coordenador defensivo), arrumem o ataque e voltem ano que vem. O Cardinals é muito ruim e mesmo assim ganhou do Eagles fora de casa, mesmo com as costelas quebradas do Michael Vick isso é um tremendo exagero!

Aliás, alguém já reparou que o Kevin Kolb está 1-6 de titular e o John Skelton está 2-0? Coincidência? Talvez, mas fica cada vez mais tentador pro Ken Whisenhunt (A pior pessoa pra escolher QBs que eu vi na vida) trocar de Quarterback. Se o Kolb não puder jogar domingo contra o Niners e o Cardinals vencer (toc toc toc) com Skelton, qual a cara pro cara deixar o Skelton no banco? Eu não suportaria ver esse cara ganhando três jogos seguidos, é praticamente uma ofensa a jogadores como Kurt Warner.


New Orleans Saints 26 at 23 Atlanta Falcons
Eu sei que o Falcons perdeu porque seu técnico arriscou uma 4th and 1 na linha de 29 jardas do próprio campo, mas eu não acho que a decisão foi errada. O Saints tem uma das piores defesas terrestres da Liga, o Falcons tem 83% de sucesso em conversões de 1 ou 2 jardas na 3ª ou 4ª descida. Mesmo se o Falcons chutasse, o Saints receberia a bola numa posição razoável e com Drew Brees com a bola. Pra mim foi uma aposta extremamente arriscada, e que eventualmente deu errado e matou o time, mas eu teria tomado a mesma decisão. É fácil falar uma vez que sabemos dos resultados, mas tudo indicava que a jogada daria certo e as chances estavam do lado do Falcons. Mas Atlanta vai brigar com Lions e Bears por uma vaga nos playoffs até o final, podem ter certeza.


Saint Louis Rams 13 at 12 Cleveland Browns
Steven Jackson. Me recuso a falar mais desse jogo.


Washington Redskins 9 at 20 Miami Dolphins
Matt Moore parece que voltou a ser o QB que jogou três ótimos jogos em 2009 pelo Panthers e fez a direção achar que ele poderia ser um Franchise QB. Eu duvido e acho que não vai durar, mas eu prefiro ele do que John Beck ou Rex Grossman nesse momento. E aliás, o Mike Shanahan quer passar vergonha e ser demitido? Não existe outra explicação pra ele mudar a cada semana de RB e QB no time. Roy Helu teve um ótimo jogo contra o 49ers, no jogo seguinte nao joga. Beck e Grossman trocam de lugar no time mais rápido do que a Kim Kardashian troca de amante. Não tem sentido - a não ser que ele esteja forçando pra sair.


Denver Broncos 17 at 10 Kansas City Chiefs
Esqueçam a lesão do Matt Cassell, porque o Chiefs não ia a lugar nenhum. Mesmo na AFC, o lugar onde o Broncos ganha do Chiefs, no Chiefs ganha do Raiders, o Raiders ganha do Chargers e o Chargers ganha do Broncos. O Broncos tem uma chance real de ganhar essa divisão com Tim Tebow, não porque ele seja um grande QB - ele não é - mas porque o time, o técnico e seu QB estão dispostos a fazer tudo para vencer, inclusive correr 52 vezes e passar só 8. Eu não acho que vá funcionar sempre ou no médio prazo, mas está vencendo os jogos que o time pode vencer. Isso é futebol americano e eu amo esse Broncos. Eu adoraria ver esse time recebendo o Ravens num jogo de playoffs. É sério. Aproveitando...

Jets ganha do BRONCOS
Sinto muito, mas com o Darrelle Revis levando o Eric Decken pra jantar e deixando o time sem nenhum alvo MÉDIO, o Jets pode colocar oito ou nove jogadores pra parar a option route do Broncos e o time vai ter que jogar pelo ar. Ou seja, esquece. Pior matchup possível pro Broncos.


Detroit Lions 13 at 37 Chicago Bears
Matt Forte não chegou nas 100 jardas e Jay Cutler não fez nada, e mesmo assim o Bears ganhou por 24 por causa de sua defesa e porque o Devin Hester não sabe brincar. O Lions tem que saber que o Matthew Stafford não vai lançar 4 interceptações todos os jogos, mas ainda assim o time tem que estabelecer alguma tentativa pelo chão pra não se complicar. É o maior ponto fraco do time.

Aliás, preciso frisar isso: Eu gosto do Bears, acho esse time melhor do que o de 2010. A defesa da frente está um pouco mais lenta pela idade, mas a secundária está um pouco melhor, o time tem um ótimo jogo terrestre, Forte está jogando como MVP e o Cutler está jogando o melhor futebol americano da sua carreira (em Chicago). Mesmo sem Greg Olsen, o ataque do Bears está melhor, e a defesa mais equilibrada. Eu não quero enfrentar esse Bears nos playoffs a não ser que eles tirem o Packers do caminho primeiro.


New York Giants 20 at 27 San Francisco 49ers
Eu sei que seu time perdeu o jogo e ele lançou duas interceptações, mas já não está na hora da gente reconhecer o Eli Manning como um QB de elite na NFL? Apesar das duas interceptações (Um belo passe, um pouco precipitado, que foi interceptado por uma marcação perfeita do Carlos Rogers, e um segundo onde o WR errou a rota), o Manning jogou muito bem, escapou das pressões, leu a defesa, acertou passes curtos, médios e longos e fez 20 pontos numa das três melhores defesas da Liga. Alguns dos passes que ele deu foram em cima de uma cobertura perfeita, apressados por um pass rush e ainda acertaram o alvo. Ainda tivemos alguns arremessos idiotas ou ingênuos, as vezes pensa menos do que deveria, mas ele está evoluindo e está ganhando jogos pro seu time. A secundária do time é fraca, mas não é horrorosa como deveria ser e o time não tem grandes falhas, tem um excelente pass rush, boa contra o jogo terrestre e seu QB está jogando muitíssimo bem. O calendário do Giants é brutal e pode até tirar do time o título da NFC East, mas esse time é pra valer e pode bater de frente com qualquer time da NFC nesse momento e, em termos de machups, talvez seja o time que mais tenha chance de vencer o Packers.

Sobre o 49ers? Esperem o post de sexta feira. Só fica o comentário de que essa vitória mostrou de uma vez por todas que esse time está aqui pra ficar.


Baltimore Ravens 17 at 22 Seattle Seahawks
E pela primeira vez desde 2002 (quando as atuais divisões tomaram forma), todos os times da NFC West venceram na mesma semana!! E isso com jogos contra Giants, Eagles e Ravens! Então, é, os maias estavam certos e estamos todos nos aproximando do fim do mundo. Enquanto ele não chega (mas saibam que é inevitável), podemos renomear o Baltimore Ravens como nosso "Time Bizarro do Ano" de 2011. Nenhum time que varre o Steelers e perde para Titans, Jaguars e Seahawks pode terminar o ano sem essa honra duvidosa. São dois times completamente diferentes quando enfrentam bons adversários (Steelers, Texans) ou adversários ruins. Se eu torcesse pro Ravens iria preferir mil vezes jogar contra o Patriots do que o Raiders na primeira rodada dos playoffs.


New England Patriots 37 at 16 New York Jets
Ao início da temporada, ainda podiamos falar discutir se o Mark Sanchez era melhor ou pior que o Alex Smith e ainda nos divertirmos com isso porque os dois eram ruins. Agora você não acha uma pessoa com cara séria que prefira o Sanchez nesse momento. Ele tem um pouco mais de explosão, mas ele comete muito mais erros, não é capaz de tomar decisões e não tem nada que lembre liderança. O Jets está retomando seu jogo corrido, mas ainda não está lá, e enquanto isso Sanchez precisaria segurar as pontas. E ele não consegue. Ele não evoluiu em NENHUM aspecto desde que entrou na Liga, e isso é um mau sinal. Enquanto isso o Patriots (Em especial Rob Gronkowsky) fez o que quis com o Jets e sua defesa até pareceu uma defesa de verdade mesmo com o Julian Edelman jogando de cornerback (E eu não estou brincando). O Jets é um time que, sem aquele jogo terrestre que o caracterizava, depende muito de matchups. Se o matchup é favorável (como Bills), o time pode conseguir grandes jogos. Se for desfavorável (Patriots) o time não consegue fazer nada.


Minnesota Vikings 7 at 45 Green Bay Packers
Ao contrário dos boatos, o Packers não descobriu a cura para o câncer. E os boatos que falam que o Vikings perderia essa partida pro time do bairro são verdadeiros.

domingo, 13 de novembro de 2011

Palpites para a semana 10 da NFL

Claro que nós já começamos a 10ª rodada errando o primeiro palpite para o Thursday Night, com o Raiders ganhando do Chargers com boa partida do Carson Palmer. E isso sem o Darren McFadden. A AFC West me envergonha. Mas enfim, vamos aos palpites para a 10ª semana da NFL, time da casa em caixa alta.


Jaguars ganha do COLTS
Tudo que vocês precisam saber sobre o Colts está no post abaixo, ou para os preguiçosos, é só clicar aqui. E só pra deixar claro porque achei que não ficou no post anterior: O Colts definitivamente tem que pegar o Andrew Luck, não importa o que. Tudo bem, é difícil achar times que possam acomodar (e estejam dispostos a pagar) o contrato do Peyton Manning sem estragar totamente sua folha salarial e perder uma parte do time via free agency, mas eles precisam draftar Luck. Não importa como façam, eles TEM que draftar Luck.

Sobre o Jaguars? Eles são um time decente, que fizeram um péssimo planejamento na offseason e tem um QB totalmente cru e inexperiente jogando sem recebedores nem linha ofensiva mas que tem bom jogo terrestre e boa defesa. O Jaguars é melhor do que seu record de 2-6 indica. O Colts é exatamente o que nos mostra seu 0-8.


FALCONS ganha do Saints
Eu estou ficando desapontado com o Saints, que eu apontava no começo da temporada como o time pra bater de frente com o Packers. O jogo terrestre é uma decepção, a defesa não para nem o ataque do Palmeiras e eles estão ficando cada vez mais nervosos. O Falcons é um time embalado, que tem bom jogo terrestre e que vai jogar em casa, num Dome barulhentíssimo. O Saints é um time melhor, mas as circunstâncias estão contra eles. O ideal aqui era um jogo fácil pra retomar confiança e momento, não enfrentar um rival de divisão embalado fora de casa.


Steelers ganha do BENGALS
O Bengals é um bom time e tem boa defesa, mas o Steelers está um patamar acima. Eu ainda acho o Steelers o melhor time da AFC, e mesmo com os desfalques tem time pra vencer o Bengals. O Bengals vai ter que tomar cuidado, porque o 49ers já mostrou como faz pra vencer esse time: Tirar a opção do jogo terrestre, colocar pressão pra forçar o Andy Dalton a se movimentar e não mandar jogadores extras na blitz. O Steelers tem o pessoal pra fazer isso, só não pode ficar cometendo faltas inúteis e errando tackles como fez contra o Ravens. O Bengals só venceu o Bills de time bom, e o Steelers é melhor do que qualquer time que eles enfrentaram aqui.

Aliás, o Bengals não é um graande time, mas é um time bom e que aproveitou ao máximo a situação: Pegou um começo de calendário fraco, usou pra acumular gordura e definir seu plano de jogo, entrosar seus novos jogadores e agora que vai para a parte mais complicada já conseguiu uma boa distância para seus rivais. Isso não garante playoffs, mas o Bengals soube aproveitar ao máximo a situação para maximizar suas chances (Se não fosse uma derrota para o Denver Broncos).


 Rams ganha do BROWNS
O Rams é uma incógnita, que vence o Saints uma semana com seu QB reserva e na seguinte perde para o Cardinals. Saint Louis não tem ataque aéreo, não tem defesa... Mas tem um grande RB no Steven Jackson. O Browns tem duas forças, a defesa aérea e a linha ofensiva, mas não tem ataque. Eu até pensei em apostar no Browns, mas as palavras "péssimo matchup" continuavam aparecendo na minha frente. O Rams não consegue defender o passe, mas o Browns não tem jogo aéreo. O Rams não consegue parar a corrida, mas o Browns não tem jogo terrestre. O Rams não consegue passar a bola, e essa é a força da defesa do Browns. O Rams joga melhor quando corre, e o Browns tem uma defesa terrestre esburacada. Ou seja, encaixe perfeito pro Rams. Eu SEI que eles são bizarros e que jogam fora de casa, acredite.


Bills ganha COWBOYS
O Jets foi um péssimo matchup para o Bills semana passada e fez um bom time de Buffalo parecer muito pior do que é de verdade. O Bills tem o Fred Jackson numa temporada espetacular, o Ryan Fitzpatrick é meio inconsistente mas vai enfrentar uma secundária fraca e a defesa gosta de forçar turnovers. A falta do Kyle Williams deixa o time mais vulnerável ao jogo terrestre, é verdade, mas o Bills tem o tipo de ataque pra abrir 14 a 0 e obrigar o Cowboys a passar a bola. Se o Eagles fez isso, o Bills também pode. Uma derrota aqui pode significar o fim da linha em 2011 pro Cowboys e o fim da linha pro Tony Romo em Dallas.


Broncos ganha do CHIEFS
Tim Tebow! Tim Tebow!! Tem Tebooooow!!!!!!

Por mais que o Tebow receba amor e críticas nas mesmas proporções nunca vistas antes na NFL, um fato inegável: Ele ganha jogos, e o Broncos está 2-1 desde que ele assumiu como titular, contra 1-4 o resto do campeonato. Kyle Orton atualmente é um QB melhor que Tebow, inegável, mas o time vence mais com Tebow. Talvez (provavelmente) ele nunca vá ser um grande QB, mas ele é o QB mais emocionante de ver jogar e, mais uma vez, ele vence jogos. O Chiefs é o Time Bizarro do Ano e venceu Chargers pra perder pro Broncos. Faz todo o sentido do mundo. Mesmo que não faça.


EAGLES ganha do Cardinals
Ao invés de explicar essa escolha óbvia, dois comentários rápidos:

O Eagles ainda não se achou na temporada e continua com os mesmos problemas. Embora a NFC East ainda esteja em aberto graças ao calendário do Giants, o Eagles sabe que está atrás na corrida e talvez não seja capaz de correr atrás do prejuizo esse ano. Isso é ruim porque perde um ano de um time com talento pra ser campeão, mas tem que ser usado de forma construtiva. O Juan Castillo não deu certo de coordenador defensivo, corram atrás de um de verdade e coloquem todo o talento do time em campo de forma produtiva.

Como o Bill Simmons apontou essa semana, o record combinado dos times que venceram o Eagles essa temporada é 28-12. O Eagles não está bem, mas isso nos mostra como eles foram vencidos por times fortes que simplesmente estão melhores do que eles.


Texans ganha do BUCS
Que o Texans iria ganhar a divisão sem Manning, todo mundo já esperava. Ótimo. Só que NINGUÉM imaginaria que o Texans teria a defesa que menos cedeu jardas em toda a NFL ao final da 9ª semana, a segunda melhor defesa aérea e a quarta melhor terrestre. Lembram quando eu disse que o Wade Phillips era ótimo como coordenador defensivo, mas nunca pra ser técnico? Mais um acerto pra minha conta (Ta bom, eu paro, mas por favor, não joguem de novo na minha cara que eu achei que o Dolphins ia aos playoffs!! Eu paro!!). O Texans tem um jogo terrestre excepcional com o Arian Foster saudável e quando Andre Johnson voltar vai ter um ataque que não vai dever em nada para nenhum outro da AFC. A defesa enfrentou uma tabela relativamente fácil em termos de ataques, verdade, mas a defesa do Texans está totalmente diferente mesmo sem Mario Williams: A dupla de meio Demeco Ryan e Brian Cushing está jogando muito bem, as duas primeiras escolhas do Draft estão tendo grande destaque e o Jonathan Joseph está sendo uma das melhores adições da Free Agent ao ponto de que eu não vou mais chamá-lo de Panic Move (Apesar de ter sido). Esse time pode aprontar ainda na AFC, mas se Williams estivesse 100%... Quem sabe...


PANTHERS ganha do Titans
O Panthers é um time que tem tido muitas derrotas em jogos decididos por menos de uma posse de bola, tem dado muito azar e tem uma das melhores combinações QB-WR de toda a NFL. O Titans é um time que poderia ir longe com o Chris Johnson do passado e o Kenny Britt saudável, mas sem eles, o Titans é um time medíocre e equilibrado. O Panthers é um time decente com um ótimo ataque e uma péssima defesa. Eu acho que vai ser um jogo apertado, mas que chegou a hora do Cam Newton mostrar que pode vencer um jogo apertado.


DOLPHINS ganha do Redskins
O Dolphins está jogando com vontade pela primeira vez desde o início do ano para o desespero dos seus fãs que sonhavam com Andrew Luck e enfrentam um time do Redskins que tem o pior QB titular da NFL no John Beck. Eu acho que vai ser a primeira vez desde o início do ano que os torcedores do Dolphins vão de fato torcer com tudo para o seu time em um jogo em casa. Porque? Pra não ver o John Beck vencendo um jogo contra eles, aposto que essa torcida nunca superou o trauma de ver John Beck e Daunte Cullpepper brigando pra ver quem era o QB titular do time em 2007. Curiosamente o torcedor do Redskins sabe exatamente como é isso vendo Beck e Rex Grossman disputando a vaga. Duas torcidas que tem mais com comum do que imaginam.


Ravens ganha do SEAHAWKS
O Ravens é o segundo melhor time da AFC e está batendo na porta do Steelers como o melhor. O Seahawks é, nesse momento, o pior time da NFC atrás até mesmo do Saint Louis Rams. O palpite mais fácil da rodada (Sim, eu sei que essa frase sozinha tem o poder de fazer o Seahawks retornar dois kickoffs para touchdown... Mas eu não tenho medo!)


49ERS ganha do Giants
O Niners é o pior matchup para o Giants no momento, um time que consegue colocar pressão no QB e parar o jogo terrestre sem precisar recorrer a defensores extras, que corre muito bem com a bola e possui muitos alvos difíceis de serem cobertos pela secundária esburacada do time, ainda que tenha uma desvantagem na posição de QB. Na verdade, se tirarmos o QB da equação, o Niners é possivelmente o melhor time da NFL, mas o problema é que, num jogo de playoff contra times como Saints e Packers, existe a enorme chance da partida virar um duelo por pontos que exija do 49ers a capacidade de jogar de forma explosiva. Alex Smith está tendo uma ótima temporada por causa da sua eficiência, não da sua produtividade. Se um adversário conseguir furar cedo a defesa do 49ers e forçar San Francisco a jogar atrás no placar, Smith vai precisar produzir em grande escala, e isso é uma enorme incógnita até aqui. Por esse motivo eu acho que o 49ers não tem chances reais de ir ao Super Bowl, ainda que possa aprontar na pós temporada caso pegue um adversário desprevinido. A esperança do 49ers é que nenhum dos times de ataques explosivos da NFC (Saints, Packers, etc) possui uma grande defesa, mas não é o suficiente. Pelo menos por enquanto...

Tangente rápida: Uma vitória do Falcons e uma vitória do 49ers nessa rodada praticamente garante o 49ers como a 2nd seed nesses playoffs. O Giants cairia pra 5-3 com uma tabela brutal, incluindo um confronto com o Packers. O líder da NFC South teria quatro derrotas. E o Niners estaria 8-1 e, embora ainda tenha jogos contra Ravens e Steelers, os outros cinco jogos são dentro da NFC West!! Isso garante praticamente um 13-3 na pior das hipóteses, e o Giants teria que vencer todos os seus jogos brutais restantes pra empatar (o que não vai acontecer). Isso significa uma rodada de folga, jogar o primeiro jogo em casa e possivelmente enfrentar o Saints  enquanto Lions ou Bears se degladiam com o Packers, dois times que tem condições de complicar a vida dos campeões, o que seria o melhor cenário possível pro time a não ser que de alguma forma o 49ers consiga vencer Ravens e Steelers, o Packers perca dois jogos e o Saints de alguma forma derrote o Packers. Droga, estou fazendo previsões longe demais. Vamos pros próximos!


Lions ganha do BEARS
Eu tenho que confessar: Eu gosto do Bears de 2011. Acho um time que está jogando melhor do que o de 2010, a linha ofensiva tem feito um bom trabalho, Jay Cutler está jogando o melhor futebol americano desde que saiu do Broncos, a capacidade do Bears de jogar com seu time de especialistas é fora de série e o Matt Forte está tendo uma temporada de MVP. Eu estava cético com o Bears, mas depois de ver as mesmas coisas acontecendo por três jogos seguidos, eu acredito nesse time para ir aos playoffs (No final as duas vagas de Wild Card provavelmente serão disputadas por Falcons, Bears e Lions).

Deixando isso claro, eu também gosto do Lions e acho que essa partida será decidida pelo simples fato de que o Bears não tem como cobrir o Calvin Johnson, eles não tem um safety físico ou um cornerback troncudo como o 49ers tinha quando evitou que Megatron pegasse um TD, por exemplo. O Lions é vulnerável às corridas do Matt Forte, mas tem um ataque explosivo pra responder rapidamente. Se o Lions conseguir controlar o placar cedo no jogo e forçar o Cutler a segurar mais a bola, o pass rush do time pode ser eficiente especialmente se o time do Bears ficar nervoso e voltar aos problemas do começo da temporada de falta de equilíbrio no ataque. Eu sei que o Bears tem tido um excelente controle nas últimas três partidas, tem conseguido balancear o ataque e jogar com inteligência, ao contrário do qe fez anteriormente, mas aqui está a questão: Nesses três jogos o Bears não teve que correr atrás do placar. Se o Lions obrigar o Bears a isso, como eles vão reagir? Pro Bears evoluir nessa direção, a meu ver, eles tem que enfrentar essa situação alguma hora. E pra eles é melhor que seja pra errar agora do que contra o Packers nos playoffs.


Patriots ganha do JETS
Podem falar o que quiser do Patriots. O time não está bem, Tom Brady está tendo dificuldades, tirando o Wes Welker o corpo de recebedores está deixando muito a desejar, o jogo terrestre é errático e a defesa é ruim. Tudo verdade. Mas eu não consigo aceitar que o Patriots vá perder três jogos seguidos pela primeira vez de 2003 e logo contra os rivais Jets. A defesa do Jets é muito boa, mas tem tido problemas com o jogo terrestre e foi assim que o Patriots venceu da última vez.

(Se o Patriots perder, ficar fora dos playoffs e oficialmente ser considerado um time abaixo da concorrência pela primeira vez desde o século passado, qual a chance do Patriots trocar o Tom Brady?? E se isso acontecer, qual a chance dele ir para o Niners??)


PACKERS ganha do Vikings
O Vikings é um matchup ruim para o Packers. E mesmo assim o Packers deve ganhar por uns 15 pontos, porque o Vikings não tem um Quarterback que faça a secundária do Packers pagar por tentar parar o Adrian Peterson. Eu gosto bastante do Vikings com o Christian Ponder, mas não da pra esperar que o calouro domine um jogo dessa forma. Da última vez o Vikings só perdeu do Packers por causa de duas interceptações muito ingênuas do Ponder, mas essa vez acho que em Green Bay as coisas serão bem mais difíceis.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A dura missão de ser o pior time da Liga...


Andrew Luck está perto da NFL, e um time pode decidir seu destino

Eu sei que ainda é cedo pra falar sobre a primeira escolha do próximo Draft. Ainda temos oito rodadas e na NFL isso é coisa pra cacete. Mas um dos assuntos mais comentados de todo o universo conhecido desde o Draft passado tem sido o Andrew Luck. Muito se fala dele, muito se fala dos times que podem acabar com ele e até ficou famosa a campanha "Suck for Luck", na qual times supostamente deveriam perder de propósito para acabar com a primeira escolha do Draft. O assunto acabou tão grande que é impossível continuar sem falar um pouco de tudo que está acontecendo em volta dessa escolha de Draft.

No momento, temos três times que são ruins o suficiente e brigam pela primeira escolha: Miami Dolphins (1-7), Saint Louis Rams (1-7) e Indianapolis Colts (0-8). Tudo bem, temos times ruins com records próximos como Jaguars e Seahawks (2-6), mas pra mim duas vitórias já é o suficiente pra você não ter a primeira escolha do Draft esse ano. E enquanto esses times ainda estão na briga, ninguém está mais perto de Andrew Luck do que o Indianapolis Colts.

O Colts é um time que sempre esteve na briga dos playoffs nos últimos 10 anos por causa de um jogador: Peyton Manning. Claro que o Colts montou grandes times ao longo da década, teve grandes jogadores e deveria ter tido mais do que só um título conquistado em 2006, mas sempre foi um time assustador que esteve entre os melhores da Liga. E no meio de tudo isso, grandes times e jogadores, ou então times e jogadores medíocres, a única coisa que se manteve no time foi Manning. O Colts de Manning é o único time da história a contrariar de forma estatisticamente significante a Pythagorean Theorem (Uma estatística que mede quantas vitórias um time deveria ter tido na temporada), e mesmo quando os times do Colts estavam fracos lá estava Manning fazendo o time ir aos playoffs, vencer jogos improváveis e assustar todo o resto da NFL. Portanto, não é uma coincidência que a grande decadência do time aconteceu quando ele se machucou. O time assinou o veterano Kerry Collins, entregou o comando do time ao Curtis Painter, e nada pareceu adiantar e o time continuou perdendo.

Uma tangente rápida: Eu acho que o Colts em 2011 seria um time ruim mesmo com Manning, porque o resto do time está muito mal, então de certa forma o Manning escolheu a hora certa pra se machucar. Esse time "ruim" com seu QB terminaria o ano com umas 8 ou 9 vitórias. Agora o time está no caminho de se tornar  o segundo time da história a terminar 0-16, uma diferença significante.

No final, a lesão do camisa 18 era mais séria do que se imagina, seu pescoço passou por três cirurgias e não reagiu como se esperava, ao ponto que ele está até cogitando ir à Europa fazer um tratamento por células tronco. Mas em resumo, a lesão é séria, a carreira do Peyton Manning (de 35 anos) está correndo risco e ninguém sabe se ele vai conseguir voltar a jogar. Enquanto isso, o time do Colts é muito ruim e está caminhando na frente de todos para ficar com a pior campanha da Liga, a primeira escolha do Draft em um Draft que tem aquele que é cogitado o próximo grande QB da NFL, Andrew Luck. O Luck é um QB que não só joga muito bem no nível universitário como tem todas as ferramentas que ajudariam na sua transição para a NFL. Ele é excelente lendo defesas, joga muito bem em formações que não sejam shotgun (dois problemas para QBs recém-saídos do College), tem excelente precisão, um jogo de pernas muito bom, boa mobilidade, consegue ler as movimentações e tem boa força no braço, sem falar que é um jogador que sempre quer treinar e melhorar e é um lider nato. Ou seja, já no nível universitário ele tem todas as ferramentas pra dar certo na NFL e tem tudo pra ser um dos melhores QBs da Liga pelos próximos 10 anos, e como a NFL é acda vez mais uma Liga de Quarterbacks, draftar um jogador como Luck significa criar uma fundação extremamente sólida para construir qualquer time.

O grande debate, portanto, é o que aconteceria se o Colts realmente ficasse com a primeira escolha da Liga. Esse debate para times como Dolphins são inúteis, eles pegariam Luck e ponto. Mas o Colts tem seu QB de longa data, a cara da franquia e tudo mais, já no final de sua carreira, vindo de uma lesão muito séria e para jogar em um time muito fraco. A solução simples, portanto, seria draftar Luck, entregar a ele o comando da Franquia, trocar Manning para acumular alguns jogadores e escolhas de Draft e reconstruir em torno de um cara extremamente pronto para jogar e que vai ser um grande QB pelos próximos anos. Trocar um QB tão importante pra Franquia é sempre difícil, mas se o 49ers fez isso com Joe Montana quando uma lesão acabou com sua carreira para dar papel ao Steve Young, o Colts pode mandar Manning embora e dar o papel de líder ao Luck qualquer dia da semana.

O problema é que essa questão é muito mais complexa do que imagina. Na verdade, o Colts tem três escolhas: Draftar Luck e trocar Manning, manter Manning por algum tempo como mentor de Luck antes de entregar de vez o controle ao garoto, ou então trocar sua primeira escolha e apostar na saúde do seu QB das antigas. 

A segunda (manter Manning alguns anos antes de trocá-lo) lembra o que o Packers fez com Brett Favre e Aaron Rodgers, com grande sucesso: Draftar um QB jovem e um pouco cru no Draft, deixá-lo aprendendo tudo que puder sem pressão na sombra de um grande QB, e enfim colocá-lo de titular. O problema é que Rodgers e Luck são jogadores que saem do College totalmente diferentes. Rodgers era talentoso, mas cru: ele precisava desenvolver fundamentos antes de poder jogar. Luck não só é talentoso como está extremamente completo, ele é o tipo de jogador que tem todo o ferramental, só precisa de experiência. Jogadores assim não precisam ficar dois anos no banco treinando, precisam entrar e enfrentar defesas de verdade pra melhorarem por conta própria. Deixar Luck no banco um ou dois anos é tirar um ou dois anos do seu crescimento, sem falar que isso praticamente mataria o valor de mercado do Manning e o  Colts corria o risco dele se aposentar ou ser trocado por quase nada. E o Colts anda precisando de talento, de forma que esse cenário é talvez o mais improvável.

Na verdade, o grande problema do Colts é o contrato monstruoso de seis anos que ofereceram ao Manning no começo do ano, cerca de 18 milhões por ano. O time não tem condições de continuar pagando esse dinheiro todo para o Manning para ficar na reserva do Luck, e também não deve ser atraente continuar pagando esse salário por um ou dois anos enquanto come anos valiosos da carreira do Luck. Mas o pior é que esse contrato imenso torna muito mais difícil de trocar o Manning. Poucos times tem o espaço no teto salarial para acomodar esse contrato gigantesco, e o que é pior, é um contrato que sozinho vai comer todo seu espaço pelos próximos seis anos, pra ganhar um QB com a saúde duvidosa e que ninguém sabe como vai voltar das cirurgias. Isso limita absurdamente a quantidade de times que podem receber o camisa 18, porque já são poucos os jogadores que se encaixam no perfil para trocar por ele (Times que precisam de um QB como solução imediata para jogar um ou dois anos, de preferência com um time já montado, só esperando um QB pra tentar ser campeão. De cabeça, consigo pensar em três times na Liga: 49ers, Redskins e Jets) e agora tem que ser um time disposto a receber um contrato assassino e aceitar que tem boas chances de perder jogadores no final de contrato ou nos próximos anos. A não ser que aconteça algum acordo pro contrato ser encerrado e Manning possa assinar um novo mais barato, a troca é praticamente inviável por causa do seu salário, a não ser que alguém surte. Quando ofereceu o contrato pro Peyton, o Colts estava se comprometendo com ele e somente ele pelos próximos seis anos. Deu errado, a saúde dele não aguentou, e agora o Colts está com esse compromisso e praticamente impossibilitado de passá-lo adianta.

O Colts pode engolir o rojão, deixar o Manning no banco e ficar com o Luck, mas pagar 90 milhões pra alguém não jogar, comer seu teto salarial e ainda não converter isso em melhoras pro seu time não é uma opção atraente. O que nos traz à terceira opção: Manter Manning e trocar a escolha de Draft. Eu acho uma solução muito ruim pro Colts, mas ela é muito provável por causa do contrato imenso que Manning recebeu. Se ele voltar com força total e o Colts conseguir converter a escolha de Draft em ativos valiosos, pode ter em dois ou três anos suas últimas chance de ganhar títulos com seu Franchise QB para consolidar sua carreira. Passados esses anos, títulos ou não, o time amargaria alguns anos difíceis de reconstrução, e a vida seguiria em frente porque o que acontece depois é imprevisível. Por incrível que pareça - e eu acho que o Luck tem que ser draftado a qualquer custo - é a opção mais viável no momento caso o Colts realmente termine com a pior campanha do Draft. O contrato do Manning torna ele difícil de ser trocado, e pelo menos o Colts tem os últimos anos de glória em busca de um título.

Além disso, tem outro ponto. O Manning praticamente manda no Colts, e ele não está satisfeito. Ele acha que tem gasolina pra queimar (talvez tenha mesmo), ele quer ficar no Colts e quer jogar para tentar suas últimas chances com esse time. Ele provavelmente aceitaria ficar de titular treinando o Luck pra assumir, mas como já dissemos, essa opção não é atraente para o Colts, você queima anos do Luck, não consegue nada de novo e dificilmente será campeão sem reforçar o elenco. O Colts tem que tomar a decisão com base na franquia e não no jogador, mas a vontade dele vai pesar e muito. Se o Manning acabar por ser trocado, ele com certeza terá uma voz na decisão. E como ele não quer sair, é possível que isso acabe por convencer o Colts a trocar a sua escolha por ativos pro time.

Se o Colts optar por esse caminho, tem que buscar ajuda imediata para reforçar o time, e o que não vai faltar é mercado pelo Luck. O Dolphins vai no mesmo instante oferecer tudo que tiver ao alcance pelo cara, de repente até um pacote com Chad Henne, Brandon Marshall, Cameron Wake ou Vontae Davis, e a escolha de primeira rodada. O 49ers pode oferecer Colin Kaepernick (O que daria ao Colts um QB jovem para se preparar), Parys Harralson ou Ahmad Brooks, duas escolhas de primeira rodada e duas de segunda (Eu aceitaria no mesmo instante se fosse o 49ers). E mais duzentos times em busca de um Franchise QB vão se interessar pelo garoto, e nesse caso ganhará quem fizer a oferta mais irrecusável. No instante que o Colts ganhar a primeira escolha (supodo que aconteça), o Dolphins vai tentar oferecer tudo que puder por ele, o 49ers vai entrar na briga, times como Browns, Chiefs, talvez Raiders caso a experiência Carson Palmer falhe, Redskins, Seahawks e talvez até o Jets vão oferecer muita coisa por ele. É dificil imaginar que o Colts não consiga nenhuma oferta que melhore seu time titular imediatamente pra sair em busca de um ou dois títulos.

Uma questão que vale a pena considerar também é que o Andrew Luck é um jogador de personalidade muito forte, o que talvez não seja o ideal para um time na posição do Colts. Ele não quer acabar em qualquer time, ele quer um time que tenha estrutura e competência para saber que não vai disperdiçar sua carreira em times medíocres para uma diretoria incompetente (O nome Dan Marino parece familiar, Luck?) e deixou isso bem claro. Algumas fontes dizem que ele pode até não entrar no Draft essa temporada caso esteja desconfortável com a situação que veja se desenhando, e embora ele não tenha deixado explícito, muita gente (inclusive eu) achava que ele se referia ao Dolphins. Não vou falar que é o caso, claro, mas ele provavelmente vai querer participar das discussões sobre para onde ele irá caso uma troca venha a ser a opção discutida. Nesse cenário, a opção mais provável é o San Francisco 49ers, porque ele tem uma relação muito forte com o técnico Jim Harbaugh, é nativo da região de San Francisco e tem olhado com muito bons olhos a situação da equipe, e ao mesmo tempo ele é o encaixe perfeito pra um time tão jovem e extremamente talentoso como esse. O problema é, claro, se o 49ers terá condições de pagar o que o Colts pediria, acima de times como Dolphins ou Seahawks. Entre os times interessados nos serviços do garoto, é o time que mais lhe agrada de longe, mas depende muito do Colts além dele. Existe times mais desesperados na Liga.

Ou seja, como vocês podem ver, a situação do Colts com essa primeira escolha (caso se realize) não é muito confortável. Eles tem uma decisão extremamente difícil de tomar - apostar no futuro da franquia mesmo em uma situação muito difícil para mover seu QB titular, ou tentar uma última corrida para o título e trocar o jogador que pode ser o novo Manning - e que vai afetar não só o futuro imediato como provavelmente os próximos 10, 15 anos da franquia. E também não é só uma questão do que achar certo, e sim do que for viável para a equipe: O time pode achar que draftar e manter Luck seja o melhor, mas comprometer o salary cap por seis anos e pagar 18 milhões pro seu reserva - que não conseguiram trocar - pode comprometer seriamente a carreira do Luck e seu time, ao invés de trocar Luck e ganhar um último título. Por outro lado, Luck pode dar ao time muitos títulos na próxima década. É um risco de uma forma ou outra, e não da pra saber o que vai acontecer, e por isso essa decisão é tão difícil. Se o Colts realmente conseguir a primeira escolha, a decisão é inevitável, e não necessariamente a decisão tomada será viável. O tempo está contando, e o Colts tem na mão a decisão do que fazer com provavelmente o melhor QB dos últimos 12 anos.


-------------------------------------------------------------------------
Como essa semana começamos com os jogos de quinta a noite, trago adiantado meu primeiro palpite para a rodada.

CHARGERS ganha do Raiders
Apostei a favor do Chargers essa semana e perdi. Apostei contra o Raiders nas duas últimas e ganhei. A sequencia do Raiders ainda é maior, e o Carson Palmer ainda lança mais interceptações do que o Phillip Rivers. Sábado tem mais palpites.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pensamentos rápidos da semana 9 da NFL

Na semana 7 meus palpites foram um fiasco, então não fiquei muito triste por não ter oficializado meus palpites da semana seguinte aqui no blog. Aí, depois de acertar 12 e errar apenas 1 palpite na semana passada, corri pra deixar registrado tudo que eu pensava sobre a semana 9... Então, naturalmente, eu errei seis palpites e acertei oito. É claro, Murphy, eu me esqueci. Muito obrigado! Vamos ver então o que aconteceu no nosso giro rápido semanal pela rodada...

Os fãs do Patriots terão pesadelos com outro camisa 85 da equipe de NY...


New York Jets 27 at 11 Buffalo Bills
Esse jogo era muito importante porque é um duelo que vai pesar não só pelo título de divisão como também por uma eventual vaga no Wild Card (confronto direto é o primeiro critério de desempate). E aliás foi um jogo muito feio, com dois times muito descuidados, muitos erros e turnovers de ambos os lados. No final, ganhou quem errou menos e melhor converteu os erros do adversário em pontos.

A vitória é péssima pro Bills, que perdeu a chance de abrir vantagem em casa, onde tinha vencido seus quatro jogos anteriores, ainda mais porque o time perdeu o DT Kyle Williams possivelmente pro resto da temporada. E sim, vai fazer falta mais pra frente, sem seu melhor defensor e perdendo um jogo importante dentro da divisão o Bills está se complicando um pouco.

Aliás, tem uma vitória mais marca registrada do Jets do que a "jogando em desvantagem, precisando da vitória, o adversário comete uma tonelada de erros, aproveita eficientemente esses erros e vence mesmo com um ataque pouco eficiente e recoloca o time no caminho certo diante da possibilidade de uma crise interna"??? Parabéns Bills, e bem vindo à NFL.



Seatle Seahawks 13 at 23 Dallas Cowboys
Pra quem não confia quando eu digo que o Cowboys é um time extremamente incompetente mesmo tendo bastante talento, que tal a seguite estatística: Ao final do primeiro tempo, o Dallas tinha 300 jardas (!!) e 6 pontos apenas!!! Uma produção absurda de jardas contra só seis pontos, cortesia de dois FGs bobos e um fumble na linha de uma jarda numa jogada extremamente fácil! Se essa não é a própria definição de "ineficiência", eu não sei que diabos é!!

PS. Mais um jogo, mais 139 jardas para o Demarco Murray. Desde que virou titular, ele tem média de mais de 8 jardas por carregada... Yeekes, Felix Jones, agora que você achou que ia ser titular aparece isso. "Its not your fault, it's not your fault", diria Robin Williams.



Cleveland Browns 12 at 30 Houston Texans
Nenhuma surpresa aqui, Arian Foster é bom, o Browns é fraco. Aliás, quem diria, no começo da temporada...

Cincinatti Bengals 24 at 17 Tennessee Titans
...que ao final de nove rodadas Texans e Bengals seriam os dois times mais bem colocados da AFC?? Tudo bem, o Texans pode ser alcançado semana que vem (Tem um jogo a mais), mas ainda é um tremendo tapa na cara de todo mundo. Tudo bem, o Texans não surperende - está jogando numa divisão fraca sem Peyton Manning e todo mundo esperava playoffs - mas estar acima de times como Patriots, Ravens e Steelers é uma surpresa. E o Bengals é um time que ninguém dava nada, que teve uma tomada de decisões um pouco questionável na offseason, mas que aproveitou uma tabela fácil para embalar, arrumar sua forte defesa e dar ao Andy Dalton alguma tranquilidade pra mostrar seu jogo. O Bengals ainda tem quatro jogos contra Ravens e Steelers, mas só de ter chegado até aqui com a melhor campanha da AFC já é excelente pra um time que fez mudanças tão drásticas. Pena que o Raiders não vai aos playoffs pro time ganhar duas escolhas de primeira rodada ao invés de uma de primeira e uma de segunda...


Atlanta Falcons 31 at 7 Indianapolis Colts
O melhor comentário que eu li sobre o Julio Jones e sobre o AJ Green, os dois WRs calouros, Green que está tocando o diabo com o Dalton a temporada toda, e Jones que teve 130 jardas e 2 TDs em APENAS TRÊS RECEPÇÕES no jogo de ontem: Eles são tudo o que nós achavamos que eles seriam. O que as vezes é complicado pra Wide Receivers, que costumam fazer uma transição bem difícil pra NFL e por isso é bem difícil de avaliar, mas os dois estão fazendo exatamente o que esperávamos antes da temporada. Bengals e Falcons agradecem.

E por falar nisso, o Colts agora tem uma incrível vantagem de um jogo na corrida por Andrew Luck, o que talvez seja uma vantagem grande demais pra disperdiçar. Rams e Dolphins ainda brigam, mas o Colts está na frente e não tem cara de que vá deixar passar essa vantagem. Mas esse vai ser o assunto do post de quinta feira...



Miami Dolphins 31 at 7 Kansas City Chiefs
O Dolphins venceu uma partida! Você não está sonhando, o Miami Dolphins realmente venceu uma partida, e ainda foi fora de casa e com Matt Moore passando pra três TDs!! Esse time do Dolphins não é tão ruim quanto o de 2007, mas essa vitória me lembrou muito quando aquele Dolphins venceu o Ravens e evitou de ir 0-16 pela primeira vez na história da NFL (O Lions conseguiu esse feito no ano seguinte). E o Chiefs acabou de oficialmente ser nomeado o "Time Bizarro do Ano" para 2011 ao tomar essa surra em casa depois de vencer quatro jogos seguidos. Existe um motivo pro Saints ter ganho esse prêmio em 2010, e não foi um bom motivo pra eles (Pra quem não lembra, perderam de Cardinals e Browns na temporada regular e pro Seahawks nos playoffs).



Tampa Bay Buccaneers 16 vs 27 New Orleans Saints
O Bucs não é o time em 2011 que nós pensamos que seria, e nem o time que foi em 2010. O Josh Freeman não está a vontade, os WRs estão tendo problemas pra se livrar da marcação, o time está lidando com muitas lesões e a defesa não conseguiu dar um salto em relação ao ano anterior, o pass rush quase inexiste. Isso tudo faz do Bucs um time dispensável pra 2011: Ainda é um time jovem e com muito potencial, mas pra 2011 o time vai ficar tentando se achar, não vai brigar por nada e só está esperando mais uma offseason.

Do outro lado, o Saints nos lembrou que um time com um grande QB sempre é perigoso, porque podem explodir a qualquer instante. O problema é - como o Saints nos lembrou semana passada - que se você não tem um plano B, você está igualmente sujeito a jogos piores e momentos piores que podem mudar uma partida. Drew Brees apareceu ontem bem, semana passada não... Você está sujeito a isso. O jogo terrestre do Saints precisa engrenar a qualquer custo.




Denver Broncos 38 at 24 Oakland Raiders
TIM TEBOW! TIM TEBOW! TIM TEBOW!!

CARSON PALMER!! CARSON PALMER!! CARSON PALMER!!

E o Broncos embola de vez a AFC West. Ao invés de tentar argumentar sobre qual é a pior divisão da NFL (A NFC West sempre vai ganhar), vamos estabelecer qual é a segunda pior divisão da NFL. AFC West e NFC East estão no páreo, e a AFC West vai vencendo.



Saint Louis Cardinals 13 at 19 Arizona Cardinals
Nunca venham me falar depois desse jogo que Special Teams não são importantes. O ataque do Cardinals passou o jogo inteiro tentando perder esse jogo, mas sempre tinha seus planos frustrados pelos especialistas. O John Skelton conseguiu sofrer um safety e, na rodada seguinte, tomar MAIS UM bem parecido. O Rams teve o jogo nas mãos, mas o Special Teams do Cardinals de novo apareceu: primeiro bloqueando um FG no final da partida que daria a vitória ao Rams, e depois com o calouro Patrick Petterson (Se tem decepcionado um pouco como Cornerback, tem jogado extremamente bem de retornador, é o seu terceiro punt retornado pra TD) colocando números finais na partida. Contra o mesmo Rams que venceu o Saints semana passada, só que com o QB titular. Quem disse que tinha que fazer sentido??



New York Giants 24 at 20 New England Patriots
Giants, ganhando dos favoritos Patriots, numa virada no final da partida, com uma recepção aérea quase impossível? Esse filme é repetido e, infelizmente, é um filme de terror pros torcedores do Patriots. O primeiro tempo foi pífio, Tom Brady demorou pra entrar na partida e quando entrou jogou muito bem, mas Eli Manning teve tempo pra virar a partida com ajuda do Jake Ballard. O Giants estava 5-2 com uma tabela fácil e entrando numa parte brutal do seu calendário, mas venceu com compostura seu primeiro desafio e vai embalado enfrentar os fortes 49ers.

Já o Patriots perdeu pela segunda vez seguida, viu sua defesa cometer erros infantis em momentos decisivos da partida e está com problemas sérios, sem falar que vai ter pesadelos. Que torcedor do Patriots não viu o David Tyree nessa recepção do Ballard no final da partida??



San Francisco 49ers 19 at 11 Washington Redskins
O 49ers continua vencendo com o mesmo padrão da primeira semana: Defesa muito forte, forçando turnovers, jogo corrido eficiente, boas posições de campo e produções pontuais do jogo aéreo. Sua eficiência ao longo da temporada pode ser diminuida por não ter um playmaker de QB, mas é um QB que comete poucos erros, cuida bem da bola e produz quando necessário. O Alex Smith é o QB que menos cometeu turnovers na temporada. O Niners caminha pra uma 2nd seed e folga na primeira rodada se conseguir passar pelo Giants.

Tangente rápida: Ontem a noite eu olhei a tabela e vi que na AFC East temos três times empatados com cinco vitórias e três derrotas, Patriots, Jets e Bills. Na AFC West, temos três times 4-3 (Chiefs, Chargers e Raiders) e um 3-4. E temos a NFC West, onde temos um time 7-1 e os seus perseguidores mais próximos estão 2-5 (Seahawks e Cardinals). Alguma dúvida de que o Niners vai ter oficializado seu título na semana 11??



Green Bay Packers 45 at 38 San Diego Chargers
Eu realmente espero que todo mundo tenha assistido esse jogo, porque ele ilustrou simplesmente TUDO que eu venho falando desde o começo do ano (E também porque todo mundo riu quando eu disse que o Chargers ia vencer). Tem tantas coisas relevantes nessa partida que vamos por tópicos:

a) Todo mundo viu algo que eu defendo desde o começo da temporada: O Packers é um tremendo time, o melhor da NFL, a linha ofensiva tem feito um bom trabalho e o Aaron Rodgers é espeacular, mas não é invencível nem invulnerável. O seu ataque - em especial o ataque aéreo - é ridiculamente bom e levou o time a 8-0, o que é impressionante, mas o time mostrou algumas fraquezas nessa partida, especialmente sua defesa aérea (as interceptações foram bonitas, mas foram de presente). Não fossem duas pick six de presente, uma cacetada de faltas imbecis que o Chargers cometia sempre que tinha uma boa chance e um erro grosseiro de arbitragem (que validou um TD do Jordy Nelson no final do primeiro tempo que claramente bateu no chão), o Packers não teria saído com a vitória (pelo menos no tempo normal). Grande time? Sem dúvida. Invencível, completo e invulnerável? Não.

b) Eu estava pensando domingo em como a NFL em 2010 está com falta de grandes times. Tirando Packers, Steelers e talvez o Ravens, temos muitos times bons (Niners, Saints, Patriots, Giants), mas estamos com falta de times que realmente são times dominantes e grandiosos. Claro, nenhum está no nível histórico de times como o Patriots de 2007, por exemplo, mas temos grandes times. Só que em número tão pequeno que eu acho difícil ver competição séria contra Packs e Steelers nos playoffs. Até lembrar que das quatro top seeds da NFL até aqui temos Niners, Texans e Bengals. Por isso a NFL é tão apaixonante.

c) Patroits e Saints tem dois dos três melhores QBs da temporada (Com um tal de Peyton Manning fora), mas eles tem um problema importante: eles dependem totalmente desses QBs. Um grande QB sempre vai fazer a diferença, ainda mais na NFL de hoje onde passar é cada vez mais fácil, mas um QB sozinho não vai garantir a vcê sucesso. O Patriots depende só de Brady (E Wes Welker) praticamente, o jogo terrestre ainda é muito errático e o resto dos recebedores deixam muito a desejar. O Saints não consegue estabelecer o jogo terrestre e seus alvos são bons, mas não excepcionais, o que exige mais do seu QB. Mas o Packers (Que tem o terceiro desses QBs)? O Packers não depende só de Rodgers. Eles tem um grupo de recebedores que faz de tudo por ele, se desmarca, pega passes ruins, etc. O time tem três jogadores que não podem ser marcados no mano a mano (Greg Jennnings, Nelson e Jermichael Finley) e isso oferece ao Rodgers mais possibilidades do que qualquer outro QB da Liga.

Quem viu o jogo ontem percebeu isso durante boa parte do jogo, quando Rodgers estava tendo que jogar a bola rapidamente e sempre tinha um jogador livre, ou então quando ele abusou de passes ruins (não horríveis, claro, mas muito baixos, muito altos, longe, etc) e vimos seus alvos saírem com uma cacetada de recepções sensacionais (Claro que não é qualquer QB que conseguiria fazer tudo isso). Aí, claro, quando o jogo apertou, ele lançou três passes absolutamente geniais e matou o jogo, porque ele é um jogador fora de série e tudo que eu NÃO quero fazer aqui é diminuir o quanto esse cara é bom. Mas a verdade é que ele tem alvos melhores do que qualquer outro QB da Liga e portanto é mais fácil achar seus alvos e conseguir que os seus passes sejam completos. O Packers não é um time melhor do que Saints e Patriots porque Rodgers eventualmente seria um QB melhor que Brees e Brady. O Packers é um time melhor porque ele da condições muito melhores ao seu craque de brilhar. Um QB sozinho não ganha títulos, mas o Packers deu ao seu totais condições de ganhar de qualquer time da Liga, que não é o caso do Pats e do Saints com sua falta relativa de alvos confiáveis e suas defesas porosas. O Packers não seria o time que é sem Rodgers e com, digamos, Matt Schaub (que é bom) no lugar, porque Rodgers é Rodgers e ele é excepcional. Mas o camisa 12 não teria a facilidade e os números que tem se não tivesse tantas coisas a seu favor no excelente time montado pelo Packers. O Packers é o time de Rodgers com certeza, mas o que o diferencia de Pats e Saints é a defesa e o corpo de recebedores.



Baltimore Ravens 23 at 20 Pittsburgh Steelers
O Steelers jogou sem dois dos seus principais defensores e pode usar isso como justificativa. No entanto, o Ravens tem coisa demais a comemorar, especialmente a postura mostrada pelo errático Joe Flacco, que teve muita compostura e calma pra liderar a campanha da vitória no final da partida.O Ravens ainda não achou seu equilíbrio ofensivo, mas Anquan Boldin vem jogando bem e o Torrey Smith (mãos de manteiga, ok, mas rápido pro diabo) virou uma perigosa opção na bola longa, então o time está tendo uma maior variação ofensiva, e com mais armas o Flacco está mais confiante. O Ravens tem ótima defesa e bom RB, mas pra chegar no nível de Steelers e Packers o Flacco vai ter que maturar e vencer jogos. Ontem ele fez isso, e os torcedores do Ravens esperam que seja um sinal.

A coisa mais legal do jogo? A declaração do Terrell Suggs depois do jogo, falando de "Quando eles se enfrentarem em Janeiro...". Não se, quando. Nenhum dos dois tem a menor dúvida de que os times vão se enfrentar nos playoffs, e já se preparam para isso. Eles conhecem a própria capacidade e também respeitam a do adversário. Isso que é rivalidade de verdade. Mal posso esperar por esse duelo nos playoffs!



Chicago Bears 30 at 24 Philadelphia Eagles
O Eagles não pareceu nada com o time que venceu o Dallas com pompa semana passada. O time não conseguiu pressionar o QB, não protegeu Michael Vick e seu jogo terrestre não foi tão efetivo quanto antes. Mas o maior problema é que a defesa voltou a jogar de forma bagunçada, bater cabeça, deixar jogadores sem marcação e a jogar como um bando de jogadores colocado junto ao acaso. Foi uma visão desagradável e mostrou que o Eagles - apesar de todo o talento junto no time - ainda não se encontrou, e só não é tarde demais porque o Giants tem um final de calendário brutal.

Por outro lado, o Bears pareceu novamente o time das duas últimas rodadas. Protegeu muitíssimo bem o QB, Earl Bennett jogou muito bem, Matt Forte continua imarcável e a defesa apareceu bem especialmente no jogo terrestre. O principal problema do time (proteger o QB) está aparecendo cada vez menos, Jay Cutler está tendo mais espaço e tempo pra lançar e jogando de forma mais inteligente, e o ataque finalmente está jogando bem o suficiente pra não colocar toda a pressão na defesa. Se o Bears conseguir manter esse nível indo pra frente - e conseguiu três jogos seguidos - pra mim os ursos são um time melhor que em 2010.