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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pensamentos rápidos da semana 15 da NFL

Dan Orlovsky, o mensageiro do apocalipse, manda beijos à torcida



Sabe quando estamos fazendo contas de soma com números grandes e esquecemos de somar aquele"um" que subiu numa coluna? Lamento informar, mas foi o que aconteceu com os maias. Eles acharam que o mundo ia acabar em 2012, mas era apenas um erro de conta, na verdade era 2011. Os sinais estão em toda a parte, e só não vê quem não quer. Ou vocês acham que é uma mera coincidência que esse domingo o Colts venceu, o Packers perdeu, o Broncos marcou 13 pontos no primeiro quarto e o Chad Ochocinco marcou um Touchdown? Tudo isso acontecendo no mesmo dia, ainda? Estamos condenados. Muito obrigado a todos os leitores, foi muito bom escrever pra vocês. Um minuto de silêncio...



Jacksonville Jaguars 14 at 41 Atlanta Falcons
A rodada até começou normal. De verdade. Ta bom, eu achava que o Jaguars ia surpreender e equilibrar um pouco mais o jogo, mas não da pra olhar pra esse resultado e estranhar. O Falcons é um bom time e o Matt Ryan tem jogado muito bem. Meu problema com o Falcons é a incapacidade que eles tão mostrando de jogar o que sabem contra defesas boas, onde eles parecem encolher e se assustar. Mas contra a defesa desfalcada do Jaguars? Normal, normal...



Dallas Cowboys 31 at 15 Tampa Bay Buccaneers
Outro jogo que foi desequilibrado. Na verdade, o Dallas até tentou equilibrar no segundo tempo e o Bucs conseguiu 15 pontos, mas parou nisso. A favor do Dallas, eles tentaram de verdade. O Dallas fez sua parte, mas por incrível que pareça, a derrota do Giants não realmente beneficia o time. Agora o Dallas tem uma vitória a mais que o Giants, mas... E dai? Se os dois vencerem o próximo jogo, a vaga vai ser decidida da mesma forma: no confronto direto da última semana, porque o Giants vencendo terá vantagem no critério de desempate. Se o Giants tivesse vencido e ambos vencessem na próxima rodada... Eles chegariam empatados na última rodada, e quem vencesse seria o campeão da divisão. Ou seja, a derrota dessa semana do Giants e essa vitória do Dallas não mudam nada em relação aos playoffs pra esses dois times... Desde que consigam vencer o Jets semana que vem. O que ela pode mudar? A gente vai falar disso mais abaixo...



Miami Dolphins 30 at 23 Buffalo Bills
Um jogo inútil que só mereceu destaque pelas 200 jardas terrestres do Reggie Bush, que aos poucos tem se adaptado muito melhor ao papel de RB titular que ele assumiu pela primeira vez em Miami. Tudo bem, é contra a defesa terrestre atual do Bills, mas é alguma coisa. O CJ Spiller também teve uma boa partida, o que é um consolo pro Bills, mas aquela extensão do Ryan Fitzpatrick ta parecendo cada vez mais cara...



Seattle Seahawks 38 at 14 Chicago Bears
O Chicago não perdeu a vaga nos playoffs quando o Matt Forte se lesionou. O Bears perdeu essa vaga quando o Lovie Smith decidiu que não precisava de um QB melhor do que o Caleb Hanie pra conseguir uma vaga nos playoffs mesmo sem um RB multidimensional pra ajudar. A defesa é boa, mas não da pra ganhar de 1 a 0 com penalti roubado na NFL. Eles precisavam de um ataque que colocasse alguns pontos no placar. Com o Forte e o Jay Cutler, estava fazendo isso muitíssimo bem. Sem o Cutler, a coisa engrossava, mas ainda dava se o foco do ataque fosse o Forte tanto pelo ar como pelo chão. Sem o Forte e com Marion Barber, a única chance de playoffs do time era que o seu QB ganhasse jogos com seu braço. O time exigiu isso de Hanie, ele tem amis interceptações que TDs, nesse jogo só foram três ints, duas retornadas pra TD. Ou seja, se o Lovie Smith lesse as colunas do TM Warning, teria percebido que precisava de um QB, e talvez o Bears tivesse vivo na temporada.



Carolina Panthers 28 at 13 Houston Texans
Pela primeira vez desde a lesão do Matt Leinart, o TJ Yates pareceu um calouro de quinta rodada jogando de QB. Sua compostura e confiança das últimas semanas o deixaram na mão, e a forte defesa do time não foi a mesma sem o coordenador defensivo Wade Phillips, que está de licença após uma cirurgia. Os números do TJ Yates não foram dos piores - 19/30 pra 212 jardas, mas ele lançou duas interceptações e pareceu assustado em muitos momentos. Esse é o problema de ter alguém inexperiente chamando o jogo, ele está encarando situações novas e precisa depender apenas do que ele será capaz de adaptar durante o próprio jogo. Até agora ele foi bem quando seu time esteve em comando, mas com a defesa não sendo tão dominante como de costume, ele não conseguiu manter a compostura e errou mais do que de costume. Isso é normal, um dos motivos de ser tão difícil vencer com um calouro na posição, e é um risco que o Texans sabia que estava correndo. Ainda acho que insistir no Yates é a melhor solução que eles tem, afinal o Phillips já deve voltar na próxima semana e a presença dele com certeza vai afetar a defesa.



Tennessee Titans 13 at 27 Indianapolis Colts
E aqui está o primeiro sinal do fim do mundo maia! Não é apenas o Colts ganhando - é o Colts ganhando jogando bem e marcando 27 pontos contra uma boa defesa!! E isso com seu QB passando para apenas 82 jardas!! WTF está acontecendo aqui??

A verdade é que o Colts soube aproveitar bem os erros do adversário. Um muffed punt na linha de 1 jarda do Titans, uma interceptação retornada pra TD e um erro de defesa que resultou numa corrida de 80 jardas do Donald Brown. O Dan Orlovsky não teve um grande jogo, mas evitou turnovers, o Colts não errou, e o Titans errou até demais. O Jake Locker até entrou no final pra tentar salvar a pátria, e ele até conseguiu um TD, mas o Colts saiu com uma boa vitória. Agora o Colts tem apenas um jogo de vantagem sobre Vikings e Rams na corrida por Andrew Luck e a tabela do Colts ainda permite ao time uma vitória. Ou toma cuidado ou vai perder um jogador que já parecia ganho.

Tangente rápida: O quão irônico é o fato de que o QB que ajudou o Colts a quebrar o que seria uma temporada históricamente ruim de 0-16 foi o mesmo QB que levou o Lions à primeira (e até agora única) campanha 0-16 da história?



Green Bay Packers 14 at 19 Kansas City Chiefs
E aqui está o segundo (E a meu ver mais surpreendente ainda) sinal do apocalipse. O que o Chiefs fez foi fazer o que eu já tinha cantado como o caminho para vencer o Packers - evitar erros e especialmente turnovers, correr bem com a bola, trabalhar no play action, explorar o meio do campo, e pressionar o Aaron Rodgers para forçá-lo a ficar dentro do pocket, impedindo seu scramble -  coisas muito simples de se falar ou até observar mas nem de longe fácil de se executar dentro de campo contra esse belo time. Mas o Chiefs não só fez isso como o fez à perfeição, e ainda contou com um grande número de drops do Packers pra dominar totalmtente a partida, porque o jogo foi muito mais dominado pelo Chiefs do que o placar final mostra.

Na verdade, eu senti pena do Packers porque, como eu disse nos palpites, você não sabe quando vai ter chance de entrar pra história dessa maneira de novo, pode ser a única chance na vida. Mas se você for pensar, essa derrota foi boa pro Packers. O Greg Jennings já está fora por lesão, e o time perdeu mais dois OLs possivelmente para o resto da temporada nessa partida. Com o record perfeito quebrado, o Packers não tem mais motivo pra manter seu time titular em campo e pode colocar todo mundo no banco pra evitar que mais jogadores sucumbam a lesões. Além disso, um time que não perde não conhece suas limitações - essa derrota foi importante pro Packers poder observar melhor seus defeitos para corrigí-los futuramente. E por fim, essa derrota e o fim da temporada perfeita para com esse hype ridiculo de "melhor time de todos os tempos". O Packers tem uma das cinco piores defesas da NFL, mas como o time (Que pegou um calendário muito fácil) tava invicto, todo mundo queria usar isso pra justificar que era o melhor time de todos os tempos, uma tremenda perda de tempo. Agora pelo menos não teremos mais essas comparações e podemos nos focar no que interessa: o resto da temporada 2012 da NFL, que promete ser espetacular.



New Orleans Saints 42 at 20 Minnesota Vikings
O Vikings continua perdendo e simplesmente sendo ruim, e o Drew Brees continua com uma temporada impressionante, foram cinco TDs e nenhuma interceptação nessa partida. O Brees está a pouco mais de 300 jardas de quebrar o recorde de jardas do Dan Marino, e dificlmente vai perder o recorde. Eu já disse e volto a insistir nessa tecla: Hoje em dia, conseguir 5000 jardas é muito, muito mais fácil do que conseguir 5000 jardas em 1984, ficar olhando só pros números é algo que engana muito e não esclarece nada. A temporada de 84 do Marino é, pra mim, a melhor temporada regular de um QB em todos os tempos, estatisticamente ou não. Não deixem os números enganarem vocês, olhem para o que está atrás dos números. E não deixem esse fato fazer vocês não prestarem atenção no simples fato de que a temporada 2011 do Brees está sendo espetacular e merece ser lembrada como uma temporada histórica. Assim como a do Rodgers.



Washington Redskins 23 at 10 New York Giants
Ok, esse eu errei feio mesmo. Eu achei que esse jogo era tão óbvio que o Giants ia entregar que eles iam surpreender e não entregar, já que é o time que menos faz o lógico na NFL. Mas eu tentei olhar demais e ignorei o fácil, que era o fato de que era um jogo perfeito pro Giants perder porque tinha tudo pra ganhar. Confuso? É claro, é o Giants. Foi um dos piores jogos do time que eu vi no ano. Eli Manning foi muito mal, a defesa foi totalmente dominada pelo Rex Grossman e o ataque foi acuado pelo que realmente é uma boa defesa. Como eu já disso, esse resultado não altera a questão Giants/Cowboys, desde que o Giants vença semana que vem: Em qualquer caso a disputa entre os dois fica pra última rodada. O peso que essa derrota teve? Bem...



New York Jets 19 at 45 Philadelphia Eagles
Ele deu uma última e definitiva chance ao Philadelphia Eagles de salvar a sua temporada, por incrível que pareça!! É fácil pro Eagles? Nem de longe, o time precisa de algumas combinações de resultados (Ganhar do Cowboys semana que vem e a rodada final, torcer pelo Jets contra o Giants semana que vem, e o Giants precisa ganhar do Dallas no encerramento), mas agora é possível de novo. O Giants acabou de perder do Redskins, é tão difícil imaginar eles perdendo do Jets? O Eagles tem condições de vencer o Dallas essa semana. Se isso acontecer, o Giants só precisa vencer em casa o Cowboys pra dar ao Eagles caminho livre aos playoffs.

Isso não vai acontecer porque, a meu ver, o Giants não vai perder do Jets. O Jets mostrou essa semana como é um time medíocre, o Mark Sanchez teve mais um jogo pavoroso e chegou a ir pro banco do M... M... Argh, do Mark Brunnel! O cara tem 41 anos!! Além disso, vai ser um jogo de muita pressão pro Giants, que se perder deixa de depender só de si pela classificação, e eles vão entrar sob desconfiança. Ou seja, a conjuntura que costuma resultar em bons jogos pro Giants. Mas que o Eagles está vivo, ele está, e é o tipo de time que ninguém iria querer enfrentar nos playoffs.

Outro time que se beneficiou desse jogo? Bem...



Cincinnati Bengals 20 at 13 Saint Louis Rams
Foi um jogo bem feito, o Bengals não jogou bem e o Andy Dalton fez história ao ser superado em performance pelo Kellen Clemens. Mas a defesa do Bengals apareceu bem, segurou o Rams a apenas 2 conversões de terceira descida no jogo todo em 13 tentativas e o jogo terrestre apareceu pra anotar os dois TDs do time de Ohio. Semana passada, o Jets controlava o próprio destino. Agora os dois times estão empatados, ombro a ombro, e o Jets está caminhando para enfrentar o Giants num jogo de vida ou morte pros dois, principalmente por causa da vitória do Jets. Tudo bem, o Bengals não tem jogado bem, teve problemas contra um dos piores times da Liga e ainda enfrenta o Ravens. Mas pelo menos agora não tem diferença entre os dois na coluna de vitórias.



Detroit Lions 28 at 27 Oakland Raiders
Conforme esperado, foi um jogo feio e cheio de faltas, mas também foi um excelente jogo, muito emocionante. O Raiders chegou a abrir 26 a 14 de vantagem num fumble retornado pra TD, quando o Hue Jackson cometeu o erro fatal da partida. Faltam 9 minutos pra acabar o jogo, e você tem a chance de a) chutar um extra point e fazer 27 a 14 ou b) tentar um two-point conversion pra abrir 28 a 14. Lembrando que faltam 9 minutos, o que vocês fariam?

Bom, se vocês fariam a, então vocês não servem pra Head Coaches na NFL... Ou talvez sirvam, já que foi o que o Jackson decidiu e ele está lá enchendo o cofre de dinheiro. 13 pontos de vantagem significa que o adversário vence o jogo com dois touchdowns. Se a conversão de dois pontos der certo, o adversário EMPATA o jogo com dois TDs. Se você falha na conversão de dois pontos, a vantagem fica em 12 e o adversário AINDA vence o jogo com um touchdown. Não é óbvio então que nessa situação então o melhor a fazer é tentar a conversão de dois pontos? Tudo bem, existe o outro argumento, que é que se você tiver 13 de vantagem, o adversário pode empatar com um TD e dois FGs, enquanto que com 12 pontos você perde o jogo. Mas a questão é que faltavam 9 minutos. A chance do Lions conseguir três posses de bola para pontuar com nove minutos no relógio era extremamente pequena. Duas posses de bola pontuando em 9 minutos é possível, três é muito difícil. A decisão do Jackson faria sentido se fosse, digamos, no terceiro período. No quarto? Não fez. E o Raiders pagou por isso porque perdeu exatamente por esse um ponto de diferença.

Bônus do dia: 214 jardas e 2 TDs? Bem vindo de volta, Megatron, sentimos sua falta!!



Cleveland Browns 17 at 20 Arizona Cardinals
O Cardinals não é um grande time. Mas... É um time que está começando a ser eficiente. A defesa tem jogado bem, principalmente, e pra falar a verdade tem dado um pouco de sorte. Mas o que importa são as vitórias. Infelizmente pro Cardinals, as vitórias do Lions e do Falcons complicaram a vida do time pros playoffs. Mesmo com Saints e Packers pela frente desses dois, o Cardinals dificilmente vai ter a chance de sonhar com alguma coisa. E a verdade é que por mais que o John Skelton esteja vencendo alguns jogos de QB, ele tem jogado bem mal (Tirando a partida contra o 49ers) e o time tem vencido apesar dele. Ainda acho que o Kevin Kolb foi um fiasco que não vai levar o time a lugar nenhum, mas ele é um QB melhor que o Skelton.



New England Patriots 41 at 23 Denver Broncos
Mais um bom jogo - não espetacular, mas bom - do Tim Tebow, mas dessa vez não foi suficiente. O time cometeu três turnovers, o Tom Brady entrou inspirado, a defesa jogou mal, o melhor RB do time saiu machucado e o Broncos não teve chance dessa vez. Eu achei que o Broncos ia ter uma chance nesse jogo porque eu confiava no jogo terrestre do time e principalmente no monstruoso pass rush de Elvis Dumervil e Von Miller, mas a linha ofensiva do Patriots jogou muito bem, anulou esses dois que tiveram um jogo totalmente apagado, e a contusão do Willis McGahee num momento que o Broncos dominava a partida contribuiu ainda mais para atrapalhar a vida do Broncos, que agora tem dois times na sua cola (1 jogo atrás) mas o time possui uma tabela relativamente fácil (Bills e Chiefs).

Alias, o que eu mais gostei dessa partida foi a maneira como os dois QBs entraram nesse jogo. Tebow, que ainda está no começo da carreira, encarrou esse jogo como mais um, um jogo para jogar como todos os outros. Já Tom Brady, um veterano ultra-competitivo, entrou encarando esse jogo como uma partida de playoffs, ele queria a todo custo vencer Tebow. Era exatamente com essa postura que ele entrava pra enfrentar seus grandes rivais, Ben Roethlisberger, Peyton Manning, etc, como quem quer vencer por motivos quase pessoais. Foi assim que ele entrou pra enfrentar Tim Tebow. E não poderiamos fazer um cumprimento maior do que esse pro camisa 15.



Baltimore Ravens 14 at 34 San Diego Chargers
E o Chargers foi um dos grandes beneficiados dessa rodada, inclusive jogando uma excelente partida e conseguindo uma grande vitória sobre o Ravens, com atuação de gala do Phillip Rivers. O Rivers demorou bastante pra se achar na temporada, mas nas últimas semanas tem parecido mais e mais o QB que a gente sabe que ele é e que está entre a elite da Liga. Agora o Chargers está aproveitando a rodada: Um jogo atrás do Broncos na briga pelo título da conferência, e um jogo atrás da dupla Jets/Bengals na briga pelo wild card. A tabela do Chargers não é exatamente um passeio no parque - Lions e Raiders - mas o time está mostrando, finalmente, um futebol americano de playoffs. Ótimos passes, jogo terrestre funcionando, Vincent Jackson em boa fase depois de um ano inconsistente e uma defesa agressiva com o Eric Weddle em um ótim momento. Pra mim é mais time que o Bengals, o Jets ou o Broncos. Mas como não depende só de si mesmo - pra mim o Broncos não perde mais, por exemplo - o Chargers pode acabar continuando sua sina de um time talentoso que demora demais pra engrenar e sempre morre na praia. O Mavs tinha essa fama e conseguiu superar. Vamos ver... Eu não descartaria, de jeito nenhum, o Chargers nos playoffs.



Pittsburgh Steelers 3 at 20 San Francisco 49ers
O 49ers tem que tratar essa vitória como ela realmente foi: Uma vitória importante, contra um grande time, que pode garantir ao time a 2nd seed. Mas tem que lembrar que a vida do Niners foi facilitada pelo Big Ben Roethlisberger jogando no sacrifício com um tornozelo machucado, o que prejudicou muito seus lançamentos longos e seu scramble e ajudou na segunda interceptação da partida. Mas o Niners jogou muito bem em diversas outras formas, a defesa terrestre foi muito boa, o monstro calouro Aldon Smith está a 1,5 sacks de quebrar o recorde da NFL para calouros, e o time de especialistas fez um papel incrível limitando a posição de campo do Steelers, e o Andy Lee teve um jogo muito bom. Ou seja, tem que tomar cuidado ao comemorar a vitória, afinal enfrentou um adversário com seu QB muito quebrado, mas também tem que comemorar e admirar as muitas coisas certas que a equipe fez. Mantenho minha opinião sobre o Niners, um time que joga bem em casa e vai ser muito dificil de vencer em casa nos playoffs, sem dúvida um candidato ao título, mas que talvez tenha dificuldade em jogos de placares altos.

Do outro lado, eu realmente não entendi qual era a do Steelers nessa partida. Antes de mais nada, eu já não entendi porque o Big Ben estava jogando. Tudo bem, ele é bem melhor que o Byron Leftwitch ou o Charlie Batch mesmo jogando de muletas, mas ele estava com uma lesão séria, enfrentando uma defesa muito boa, muito física e com ótimo pass rush, e pior, mesmo com Big Ben a vitória não estava garantida. Tudo bem, eu entendo a vontade do Steelers de vencer e assumir a liderança da divisão, uma folga na primeira rodada e jogos em casa fazem a diferença. Mas valia a pena arriscar a saúde do Big Ben pros playoffs num jogo dificílimo desses? Será que não valia a pena arriscar com o Batch, confiar na sua ótima defesa e poupar o Big Ben? Perder esse jogo atrapalhava, mas não era o fim do mundo. Perder o Ben pros playoffs é o fim da temporada do Steelers. Pra piorar, o Mike Tomlin manteve o Ben em campo mesmo com uma desvantagem de 17 pontos no quarto período e com o Aldon Smith comendo a linha ofensiva do Steelers viva só pra ver o QB levando mais pancada. Pra que manter ele no time? Não é como se eles tivessem chance de virar o jogo. Como muito bem disse um seguidor no twitter, ele não precisa provar pra ninguém que tem raça. O Steelers cruzou a linha que separa vontade e estupidez e deu sorte de não sair com mais problemas...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pittsburgh Steelers


Agora nós sabemos o resultado da mistura do Hines Ward com o Troy Polamalu

O Pittsburgh Steelers é a franquia mais vitoriosa da história da NFL, ou pelo menos o é na Era Super Bowl, contabilizando seis títulos, um a mais que Cowboys e 49ers. Desses seis títulos, dois vieram na última década, em 2005 e 2008. O Steelers tem sido um dos grandes times da AFC nessa década, junto com Patriots e Colts, e não só chegou a esses dois Super Bowls como chegou a uma castanhada de finais de conferência e quase sempre aos playoffs. Curiosamente, aliás, nas duas vezes que não foi aos playoffs foi justamente quando tinha acabado de ser campeão, em 2006 e 2009. Mas o que mais impressiona nessa dominação do Steelers ao longo da década é a defesa que o time tem. Desde o time de 2005, que tinha como astros no ataque Jerome Betts em fim de carreira, o RB mais forte que eu vi jogar, e o Willie Parker, além de contar com o Hines Ward e dois jogadores muito jovens, Ben Roethlisberger e Heath Miller, o time tinha como principal âncora a defesa, liderada por Troy Polamalu, James Farrior e Joey Porter. Era uma defesa sufocante, que vivia dando sacks e forçando turnovers, colocando pressão no QB adversário e colocando seu jovem QB em boas situações de campo. Foi assim que o time se tornou o primeiro time da história a ser 6th seed (Pior time do wild card a se classificar) nos playoffs e ser campeão do Super Bowl. Em 2008, mais do mesmo: classificando com uma defesa fortíssima e tendo o Defensive Player of the Year do ano, James Harrison, o Steelers forçou com aquela defesa sufocante seu caminho até o Super Bowl contra o Cardinals. Apesar de ter sido um jogo ofensivo de ambos os lados, a jogada que definiu a partida veio na defesa, e justamente de Harrison, que interceptou um passe dentro da end zone de Kurt Warner no final do primeiro tempo pra levar pra touchdown do outro lado, uma jogada de no mínimo 10 pontos e que fez toda a diferença no final, e também foi o retorno de TD mais longo da história do Super Bowl.

A situação, esse ano, também é muito parecida. O Steelers também conta com o atual Defensive Player of the Year, Troy Polamalu, e também com o terceiro colocado na votação, Harrison, além de possuir a melhor defesa da temporada regular e que tem sido excelente nos playoffs, uma defesa que coloca muita pressão no QB adversário, da sacks, força turnovers e é ótima colocando o ataque em boas posições de campo. E o ataque, embora secundário, é uma unidade bem forte, com um jogo terrestre liderado pelo Rashard Mendenhall e com o Big Ben controlando o jogo nas horas decisivas. O time perdeu seu melhor WR de 2008, o MVP do Super Bowl Santonio Holmes, mas achou no Mike Wallace um ótimo substituto, rápido, inteligente e excelente em abrir espaços rapidamente. O Hines Ward ta mais velho, é verdade, mas ainda é um excelente WR, o jogador de confiança do Ben e que ainda é muito bom achando espaços pelo meio e bloqueando para corridas ou jardas após a recepção. É uma unidade que conta com a incrível mobilidade e inteligência do Big Ben Roethlisberger e com seu braço de canhão pra conseguir mesclar bolas longas com jogadas curtas, corridas que controlam o relógio e mantém o jogo com o placar baixo, como eles fizeram tão bem contra o Jets no primeiro tempo.

Acontece que o adversário é, novamente, um time muito parecido com o  Steelers. Não tão parecido como o Baltimore Ravens, eles parecem cópias roxas e amarelas um do outro, é incrível, mas ainda assim são dois times que tem como âncora uma excelente defesa, que coloca muita pressão no quarterback e que tem um ataque competente pra ganhar as partidas. Analisando mais de perto, percebemos várias pequenas diferenças, mas a silhueta é a mesma: uma defesa fortíssima, mais de um jogador que é capaz de desequilibrar uma partida a qualquer momento (Clay Matthews também ficou em segundo na votação pra Defensive Player of the Year, Charles Woodson ganhou ano passado) que lidera e um ataque que também é capaz de colocar pontos no placar rapidamente pra depois segurar a vantagem. A diferença principal é que enquanto o Steelers usa seu ataque como um complemento pra sua defesa, pra colocar pontos no placar e ai segurar o ataque adversário na sua defesa e administrar o relógio quando tiver a bola, o Packers usa os dois de forma cooperativa, ele pontua rapidamente, abre o placar, usa sua defesa pra forçar turnovers ou chutes rápidos, usa seu poder de fogo pra pontuar novamente, e ai você vai colocando o adversário num buraco do qual ele vão ter que escapar jogando com mais pressa e unidimensionalmente, tornando-se ai uma presa mais fácil pra forte defesa de Green Bay. 

O que o Steelers tem que fazer, portanto, é impor o seu estilo de jogo e limitar ao máximo o do Packers.  E pra isso ele tem que, antes de tudo, evitar turnovers. A secundária do Packers é excelente em interceptações e o Steelers pode contar ainda a ausência do C calouro Maurkice Pouncey, que tava tendo uma ótima temporada. Além disso, a dupla de tackles do Steelers é a reserva, os titulares ambos lesionados. Ou seja, o Steelers ta jogando praticamente com uma linha ofensiva reserva, e se a titular já não era muito confiável, a atual está totalmente vulnerável ao BJ Raji pelo meio da defesa e ao Matthews pelas laterais. E o Big Ben é excelente fugindo do sacks, mas até ele é humano e tem um limite, e evitar sacks e lançamentos apressados que possam acabar em interceptações é fundamental. A linha ofensiva vai ter que jogar o melhor que puder, dados os desfalques, mas é importantíssimo que o Big Ben se livre rápido da bola. Às vezes ele segura a bola demais esperando os WRs se desmarcarem, porque o time tem vários jogadores que conseguem abrir distância bem rápido, mas nesse jogo é importantíssimo que o Big Ben solte a bola rápido, em rotas curtas, de preferência com os alvos ainda em movimento pra aproveitar a velocidade do Wallace e os bloqueios do Hines Ward. Isso é essencial pra evitar que o Big Ben apanhe mais do que já vem apanhando e acabe soltando a bola ou force o passe e acabe nas mãos da perigosíssima secundária do Packers. Também é importante estabelecer o jogo terrestre, se o Mendenhall correr o que correu contra o Jets será ótimo, porque como eu já disse o Steelers gosta de usar o ataque pra pontuar lentamente e controlar o relógio pra deixar sua defesa fazendo o trabalho sujo, e usando ele com mais força quando necessário, e pra isso é importante que o jogo terrestre funcione. Mas o próprio Mendenhall vai ter trabalho, ele que vem sofrendo com fumbles já faz algum tempo, é fundamental que ele tome cuidado e segure a bola. Executando esses dois com eficiência, o Steelers já faz uma parte do que se propõe: Controlar a bola, evitar turnovers e avançar lentamente pra converter pontos e contar com sua defesa.

O problema é que o ataque do Packers é infernal e o Aaron Rodgers é um dos melhores QBs do mundo. A defesa do Steelers é excelente, conta com um número enorme de grandes jogadores, e é excelente em todas as áreas do jogo, mas parar o Aaron Rodgers é algo impossível. O Steelers vai, lógico, evitar ao máximo levar pontos, tentar fazer o que puder pra parar o QB de Green Bay e forçar turnovers, mas pontos vão acontecer. O Packers não tem um jogo terrestre confiável, mas sua linha ofensiva tem jogado bem nesses playoffs e é melhor do que a desfalcada linha do Steelers. É ai que a defesa do Steelers vai jogar, colocando pressão de todos os lados possíveis, forçar o Rodgers a ficar no pocket ao invés de fazer o bootleg e tentar caçar ao máximo o QB de Green Bay pra deixar ele preocupado e desconfortável dentro do pocket. Nesses playoffs foi a única coisa que deu resultado, e foi o que limitou a produção dele contra o Bears, com o Jullius Peppers fungando na nuca dele o jogo todo. E o que da certo, você tenta imitar. Não é só uma questão de sackar o Rodgers sempre, você tem que fazer ele ter medo, se preocupar com a pressão, não conseguir se concentrar no passe tão bem como gostaria, e pra isso você tem que constantemente colocar alguém pra forçar um deslocamento ou apressar o seu passe. É um jogo onde as linhas vão ter um papel fundamental, e como a linha ofensiva do Steelers deve vir mais desfalcada e fraca do que no resto dos playoffs, a linha defensiva vai ter que equilibrar essa balança, também parando a corrida, mas mais do que tudo impedir que o Rodgers entre no seu modo assassino, porque ai ninguém consegue segurar.

Mas caso o plano não funcione tão bem, ou até se funcionar na medida do possível, o Rodgers e o ataque do Packers vai conseguir anotar pontos, vários pontos, e ai o ataque do Steelers, além de proteger a bola, vai ter que correr atrás. De nada adianta você controlar o relógio se a cada posse de bola você anota três pontos e o adversário anota sete. Por isso que o Steelers tem que evitar ao máximo que a vantagem do Packers se abra, porque ai você vai ter que começar a acelerar o ataque, jogar mais pesado pelo ar, e vai tornar o Big Ben um alvo muito mais fácil pro sistema criativo de blitzes do Dom Capers, e jogar dessa forma contra a defesa do Packers é pedir pra perder o jogo. Por isso o ataque do Steelers vai ter que se preparar pra jogar de forma mais agressiva, pra campanhas sem se preocupar com relógio ou outra coisa alem do touchdown. Você não pode abandonar o jogo terrestre, mas você tem que contar com a inteligência do Big Ben pra achar, quando tiver tempo pra isso, um passe longo, uma corrida pela lateral ou até um passe na velocidade pro Mendenhall quando a defesa não tiver esperando. O time tem que estar pronto pra variar seu repertório antes que a situação chegue num ponto crítico, controlar o relógio mas não pode perder a chance pra uma jogada longa quando a oportunidade aparecer. O problema é saber identificar essas situações, e saber diferenciar das situações onde jogar com segurança, passes curtos e rápidos ou corridas. E ai, está nas suas mãos, Big Ben. De certa forma, você é a chave da partida para o Steelers.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Resumo da Final de Conferência: AFC

Velocidade cinco na dança do créu pro Jets


New York Jets 19 vs 24 Pittsburgh Steelers
O preview desse jogo pode ser lido aqui

Vocês provavelmente ainda lembram do jogo entre Steelers e Ravens da semana passada. O Ravens teve um primeiro tempo destruidor, a defesa jogou muito bem, forçou fumbles e gerou pontos ou boas posições de campo pro ataque. O Steelers não conseguiu impor seu jogo, não controlou o relógio, sua linha ofensiva foi vencida com facilidade, sofreu vários fumbles bestas. No segundo tempo, o Ravens foi incapaz de segurar a bola, deu vários turnovers de presente, o Steelers fez tudo certo, jogou direitinho e saiu com a vitória. Um tempo foi o reflexo do outro, e eu meti o pau no Ravens por ter sido tão inconstante ao longo do jogo. Mas acontece que dessa vez, quem fez isso foi o Steelers - e isso quase custou aos metaleiros o título da conferência.

O Steelers entrou com uma proposta simples: Controlar o jogo e o relógio quando estivesse no ataque, jogar de forma curta e eficiente, não dar a chance de turnovers e correr bem com a bola. E na defesa, colocar pressão no Mark Sanchez, parar o jogo terrestre e forçar o QB do Jets a lançar a bola. E pra provar que estava muito afim de cumprir isso à risca, o Steelers abriu o jogo com uma campanha de QUINZE jogadas e que durou NOVE minutos, consistindo basicamente de corridas e passes curtos. A jogada mais longa da campanha foi de 12 jardas, e foi uma corrida do próprio Big Ben Roethlisberger. E, mais importante, terminou em um touchdown. Num jogo de defesas fortes, não se pode desperdiçar campanhas e chances. O Steelers fez tudo que se propôs a fazer no ataque, e marcou seu TD. Mas pagou um preço alto: Maurkice Pouncey, seu Center calouro e muito bom, que melhorou demais essa defesa, lesionou seriamente a perna, teve que sair, não voltou e preocupa pro Super Bowl.

Na defesa, o Steelers também não deu espaço pro Jets: Fechou a linha de frente, parou o jogo terrestre e forçou o Sanchez a ganhar o jogo com o braço, o que naturalmente não deu certo, e ainda menos certo com a pressão que recebeu da defesa de Pittsburgh. A defesa do Jets até conseguiu impedir mais um TD do Steelres na campanha seguinte interceptando o Big Ben numa 4th and 1 no seu campo de defesa, mas a bola logo voltou pros metaleiros e o jogo terrestre do Steelers posicionou o field goal do Shaun Suisham.

Mas o ataque do Jets continuou fraco, conforme o Steelers continuou abusando do fraco QB de NY. E o jogo terrestre do Steelers continuou funcionando até demais. Quando a bola não ia pelo chão, a pressão do Jets fazia o Big Ben sair do pocket e passar correndo, e todo mundo sabe que assim ele acerta. A defesa do Jets, por melhor que fosse, não estava conseguindo segurar um Rashard Mendenhall inspirado e um Big Ben cuja habilidade de sair do pocket era a arma perfeita contra as blitzes do Jets. E assim Big Ben anotou o décimo sétimo ponto do Steleers num TD terrestre. O Steelers abriu ainda mais o placar quando uma blitz do safety Ikey Taylor forçou um fumble do Sanchez, que o William Gay retornou pra touchdown. Recuperando a bola, o Jets conseguiu apenas um field goal nos segundos finais. 24 a 3 era o placar no intervalo.

Touchdown com direito a moonwalk

A história do primeiro tempo foi simples e, de certa forma, chata. O Steelers jogou um jogo perfeito, tanto em sua tática e estratégia como na sua execução dentro de campo. O Steelers conseguiu tudo a que se propôs, controlou o relógio, estabeleceu o jogo terrestre (Mendenhall teve mais de 90 jardas só no primeiro tempo) e converteu as chances que teve. Deixou o ataque do Jets sentado, impediu que o Jets estabelecesse o jogo terrestre pra administrar conversões mais curtas com sua forte defesa, conseguiu forçar turnovers que renderam pontos e colocou o jogo nas mãos do Mark Sanchez, que não levou o Jets a lugar nenhum. O Jets estava totalmente dentro do jogo que o Steelers os tinha colocado, e não parecia conseguir encontrar uma saída. Muitas pessoas, inclusive eu, acharam que o jogo estava acabado.

Mas a surpresa foi geral quando, voltando do intervalo, o Mark Sanchez acerta dois passes fantásticos em seqüência, de 16 e 45 jardas, pro ex-Steelers Santonio Holmes, que no segundo aproveitou o passe perfeito pra queimar a cobertura do Ikey Taylor e entrar na end zone totalmente livre. A defesa do Steelers vacilou, e o Sanchez leu perfeitamente a defesa pra conectar um lindo passe. E quando o Steelers voltou pro ataque, nada parecia dar certo: O jogo terrestre não conseguiu explodir como antes, os recebedores estavam sempre muito bem cobertos e a pressão começou a apertar o Big Ben pra dentro do pocket, impedindo-o de sair e passar correndo como ele gosta. O próprio Big Ben parecia errar mais passes do que nunca, e embora o time tenha chegado até o campo de ataque depois de uma falta muito azarada num punt que deu 15 jardas e uma primeira descida de graça pro Steelers, o Big Ben forçou um passe desnecessário e sofreu sua segunda interceptação. Duas posses de bola pro Jets depois (Entre elas uma campanha do Steelers que terminou com dois sacks e uma corrida pra -3 jardas, em seqüência), a campanha de New York foi exatamente o que o Steelers fez com eles no começo da partida: 17 jogadas e oito minutos, cheia de passes curtos e jogadas de corrida eficientes. Sanchez acertou bons passes, errou alguns, mas o Shonne Greene acordou pro jogo e levou o time nas costas nessa campanha. Mas ela teve uma diferença pra campanha inicial do Steelers: Não terminou num touchdown. Terminou numa tentativa fracassada de converter uma 4th and 1 na linha de uma jarda.


Carrinho é falta, Arnaldo!

Normalmente, desperdiçar tempo e uma chance assim perdendo a partida seria péssimo. O jogo estava 24 a 10 ainda, e o Steelers tinha a bola com pouco mais de sete minutos no relógio. Mas o segundo tempo era realmente do Jets e não do Steelers. O center que entrou no lugar do Pouncey errou o snap, que bateu na própria perna, e caiu no chão pra um fumble. Big Ben recuperou o fumble e vitou o pior, mas ainda contou com safety, e o Jets recebeu a bola. O Jets recebeu a bola e, em cinco minutos, anotou mais um TD em ótima campanha do Mark Sanchez. 24 a 19, 3 minutos no relógio. E ai o Rex Ryan, que tinha arriscado naquela quarta descida, não quis arriscar. O Jets estava dominando o jogo dos dois lados da bola no segundo tempo, a defesa tava perfeita parando o jogo terrestre, o Big Ben não tava tendo liberdade pra passar e também estava perdendo ritmo sentado no banco tanto tempo, e a pressão estava chegando nele de todos os lados. A defesa do Jets tava muito superior e o Rex Ryan, com três tempos pra pedir, decidiu confiar na sua defesa, esperar ela recuperar a bola e entregar pro Sanchez, que fez um ótimo segundo tempo, virar a partida. O Steelers correu com o Mendenhall, que não avançou nada na primeira tentativa. E ai acho que o Mike Tomlin caiu na real. Na segunda, ele não tentou correr. Ao invés disso, deu a bola na mão do Big Ben. A melhor decisão que ele tomou na partida. O Big Ben, sob pressão, simplesmente não erra. Um segundo tempo muito fraco, mas quando chegou na hora de decidir, de escapar da pressão e fazer um passe certo pro first down, ele foi perfeito. Fez isso uma vez, 14 jardas. Depois de mais duas corridas do Mendenhall pra não ganhar nada, faltando 2 minutos, uma terceira descida crucial. A bola foi pro Big Ben novamente. E, saindo do pocket, correndo, contra o movimento do corpo, fugindo da blitz, descolou um passe preciso, absolutamente perfeito, que caiu nas mãos do alvo pra primeira descida e pra vitória do Steelers. Se você tem uma conversão importante no fim da partida, talvez não tenha um QB melhor que o Big Bem hoje, fim.

O segundo tempo foi exatamente o oposto do primeiro, com o Jets fazendo tudo que o Steelers tinha feito antes. E deu certo, só não deu certo por três motivos. Primeiro, por causa da enorme vantagem que o Steelers abriu no primeiro tempo. Segundo, por causa do tempo, o 'fazer tudo certo' pro Jets envolvia correr muito com a bola, mas isso gastou o relógio mais do que convinha a eles. E por fim, o fato do outro lado ter um QB que é mortal quando chega no fim da partida, e de ter optado por não fazer o onside kick e devolver a bola na mão do Big Ben. O Steelers apagou completamente e teve uma inversão de papéis tão ridícula no segundo tempo que não da pra deixar de notar. E o Mark Sanchez teve um ótimo segundo tempo, um segundo tempo que merece que eu abaixe a cabeça dessa vez e admita que ele jogou muito, ainda que por um tempo insuficiente. É até chato, porque eu gosto de analisar a fundo o que levou cada time a fazer cada coisa, a errar e acertar aqui, mas nesse jogo foi ridículo de simples: Foi a mesma coisa que deu certo e errado pros dois, simplesmente cada um em um tempo. E o Steelers tem que parar com essas oscilações, porque no Super Bowl vai pegar um Packers que, se vacilar, vai engolir Pittsburgh. Tem uma defesa tão boa quanto, senão melhor, um QB de altíssimo nível e um ótimo grupo de recebedores, além de ser um time muito consistente. Perigoso pro Steelers, se começar a oscilar. Mas como tem duas semanas inteiras pra se preocupar com isso, ainda é hora de comemorar ao invés de se desesperar. E, claro, de tirar aquela casquinha do adversário.




quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Resumo da semana 6 da NFL

Queria primeiro agradecer a todo mundo que entrou e deu uma força no blog, ontem e sempre. Eu estava bastante irritado ontem e faz muita diferença saber que tem gente que gosta de ler o seu blog, da um animo mto forte pra continuar.
Segundo, nossa agenda de posts está meio apertada e por isso não vou dividir o resumo em dois posts, como era o plano. A NFL está tendo alguns temas interessantissimos, a MLB está pegando fogo e a NBA está na fase final da pré-temporada, pronta pra começar. Assim, pra evitar perder muito tempo e poder me dedicar a mais assuntos, vou resumir mais que de costume as partidas em um post só, citando os pontos principais apenas. Vou pegar alguns jogos que acho mais importantes ou interessantes e me prolongar um pouco mais , enquanto outros mais toscos eu vou passar bem por cima.
E terceiro, sei que muitos desses jogos foram marcados por problemas com helmets to helmets e afins e voces provavelmente vão estranhar que eu nao vou citar nada nos resumos acerca disso. Isso se deve ao fato de que eu estou escrevendo um post mais detalhado sobre o assunto pra amanha. Mas vamos à NFL, que é o que interessa.

"Voltei galera!"

20 Baltimore Ravens vs New England Patriots 23

Esse era um jogo que tinha grande interesse não só por envolver dois times que tem boas chances de pós temporada, mas tambem porque seria a primeira partida dos Patriots sem Randy Moss. O que ficou em segundo plano é que tambem seria a primeira partida de Deion Branch ao lado de Tom Brady depois de quatro anos separados. Mas a impressão após o jogo que ficou foi a de que eles nunca pararam de jogar juntos. Sabe quando voce reune a galera nas ferias pra uma pelada? Pois é, da até pra acreditar que os dois fazem isso. Branch mostrou que seu entrosamento com Brady não ficou pra trás, conseguindo 98 jardas e 1 touchdown.

Mas mais do que isso, tem algo que merece destaque, e para isso vou usar algo que me foi dito por um amigão meu que é fanático pelos Patriots. Deion Branch pode não ser tão bom quanto Randy Moss (Que pra mim é o segundo maior WR da história) e ele mesmo deu uma declaração quando chegou a New England dizendo que ele não é Randy Moss e nem ia tentar ser. Mas Branch tem uma caracteristica importantissima que talvez faltasse a Randy Moss, que é aparecer quando o jogo está na balança. Durante as duas campanhas pra titulo do Patriots com Branch, ele sempre foi o cara que aparecia no final dos jogos, nas terceiras descidas, nas bolas dificeis. E ele mostrou isso, tendo conseguido não só muitas jardas mas como recepções importantissimas na prorrogação, inclusive um first down numa 2nd and 15 que manteve viva a campanha do FG da vitória do Patriots. Moss sempre fará falta, onde quer que ele saia, mas pelo visto os torcedores do Patriots acharam um ótimo consolo. Bem vindo de volta, Deion Branch!

"Estou olhando pra voce, McCoy!"

Cleveland Browns 10 vs 28 Pittsburgh Steelers

Esse jogo era tido como (E realmente foi) a mamata da semana, ninguem realmente duvidava da vitória do Steelers, ainda mais com a volta do seu QB Big Ben Roethlisberger de suspensão. Big Ben mostrou que apesar de sentir alguma dificuldade lendo defesas e que no começo seu braço estava um pouco enferrujado, ainda da um caldo, tres TDs e apenas uma interceptação. A volta do Big Ben com certeza faz do Steelers, que conseguiu ficar 3-1 na sua ausência, um dos favoritos ao Suepr Bowl, principalmente se a defesa continuar jogando o que ta jogando.

Mas por incrivel que pareça, o que eu achei o maior ponto de interesse no jogo foi um quarterback, mas esse não foi Roethlisberger. Colt McCoy, calouro do Browns, só jogou ontem porque Seneca Wallace e Jake Delhomme estavam machucados. McCoy, como eu disse num post anterior, é da escola Tim Tebow de quarterbacks, aqueles que destroem todo mundo quando jogam no College mas chegam na NFL desacreditados (Muitas vezes corretamente, diga-se de passagem) porque nunca jogaram formações sem ser shotgun e tem uma mecanica de arremesso não confiavel. McCoy era um projeto futuro, pra 2012 mais ou menos. Mas acabou entrando e conseguiu uma ótima partida contra uma das defesas mais fortes da NFL. Foram 23 de 33 passes, 281 jardas, 1 TD e 2 interceptações (Sendo que uma foi culpa do recebedor). Para um Quarterback que tinha um braço 'fraco' e que ainda precisaria de dois anos pra conseguir TALVEZ jogar na NFL, foi uma estreia muito promissora e que me surpreendeu ainda mais considerando a falta de alvos do time e contra uma das melhores defesas. Eu vi McCoy jogar muito no College e achava o rapaz sensacional, e eu sei que é cedo pra falar ainda, mas pelo que ele fez domingo, ele parece ter tudo pra jogar muito na NFL tambem.


Quem disse que Field Goals não sao importantes? Com certeza não o Patriots

Miami Dolphins 23 vs 20 Green Bay Packers

Os amaldiçoados Packers, apontados como favoritos ao titulo antes da temporada começar mas que estão tendo muitas dificuldades pra se manterem seudaveis, perderam sua terceira partida em seis jogos. Claro, eles ainda devem ir para a pós temporada e é normal sofrer com tantos desfalques, mas não é isso o que mais chama a atenção nas tres derrotas do Packers. As tres derrotas foram por uma diferença de tres pontos, duas delas em jogos consecutivos (Phins e Redskins) na prorrogação! Ou seja, realmente foram derrotas por muito pouco! Aaron Rodgers, que jogou apesar de ter sofrido uma concussão semana passada, acertou apenas 18 de 33 passes com 1 TD e 1 interceptação, mas acertando apenas essses 18 passes passou pra 313 jardas (E ainda anotou um TD terrestre). Greg Jennings teve 138 jarads e 1 TD. Ou seja, os Packers são bons mesmo, estão sendo derrotados nos detalhes (e esses detalhes são field goals). Acho dificil chegarem ao título com tantas lesões, mas nunca dá pra duvidar desse time.

Ja o Phins mostrou bastante evolução e Brandon Marshall mostrou que realmente é o cara, foram 127 jardas em 10 recepções. Chad Henne está jogando com mais confiança e a defesa tem feito um bom trabalho. Se o time continuar nesse ritmo de evolução, pode chegar com força na pós temporada.


Desean Jackson e Jeremy Maclin, a dupla de WR mais igual da NFL

Atlanta Falcons 17 vs 31 Philadelphia Eagles

O Falcons vinha numa boa sequencia, não só de resultados como de bons jogos. O Eagles vinha de uma vitória sofrida contra o 49ers e Michael Vick aparentemente não estaria pronto pra enfrentar seu ex-time. Mas incrivelmente, o ataque do Eagles foi fantástico sob a liderança de Kevin Kolb. Não vou me estender no assunto Vick x Kolb agora, até porque estou escrevendo um post sobre eles, mas Kolb jogou muito bem, teve 326 jardas e tres touchdowns(1 int apenas) e ainda contou com partidas sensacionais de seus receivers. A dupla Jeremy Maclin e Desean Jackson é absolutamente igual, os dois tem as mesmas caracteristicas, o mesmo fisico, e jogam do mesmo jeito, mas os dois são muito bons. Jackson começou pegando fogo, anotando dois TDs, um correndo 31 jardas e outro recebendo um passe de 34. Mas Jackson trombou fortemente com Dunta Robinson e os dois tiveram que sair lesionados. Foi a deixa pra Jeremy Maclin receber 159 jardas e 2 TDs e destruir uma defesa do Falcons que vinha jogando muito bem. Talvez o Eagles realmente consiga vencer a divisão com Kolb!


"Não é pegadinha, a gente ta mesmo perdendo pro Rams??"

San Diego Chargers 17 vs 20 Saint Louis Rams

Parece piada, mas não é: O Chargers perdeu pro Rams! Parece mais uma piada, mas eles perderam por tres pontos tendo um field goal bloqueado! Parece uma terceira piada, mas o Chargers está 2-4 tendo perdido quatro jogos diretamente por causa dos especialistas!! O Chargers ja perdeu mais jogos esse ano do que no ano passado inteiro, quando terminaram a temporada numa sequencia de 11 vitórias pra amarelar nos playoffs.

"Se eles marcam 99 pontos, a gente só tem que ir la e marcar 100"

Kansas City Chiefs 31 vs 35 Houston Texans

Bons ataques ou defesas fracas? Os dois! Esse jogo nao deixou nada a desejar para quem gosta de pontuação e placares altos. O ataque do Texans é extremamente explosivo, mas isso a gente ja sabia. Que a defesa deles era uma peneira a gente tbm ja sabia (ainda que esperavam que melhorasse com Brian Cushing). Só que ninguem esperava que o Chiefs, que tinha tendo um ataque inconstante e uma defesa consistente, fosse entrar num duelo de pontos absolutamente alucinante. Matt Cassell passou pra 3 TDs! Thomas Jones e Jamaal Charles somaram 193 jardas, e Dwayne Bowe teve 108 e 2 TDs pelo ar, enquanto que Andre Johnson teve pelo Texans 138 jardas e 1 TD, enquanto anotaram 3 TDs pelo chão. Vale muito a pena acompanhar esses times, embora pra um time com aspirações de pós temporada como o Texans, esse buraco na defesa preocupe.


Matthew Stafford sabe que vai acabar se machucando denovo

Detriot Lions 20 vs 28 New York Giants

Se o Packers é o time mais amaldiçoado com contusões, o Lions está tendo um problema semelhante e localizado. Essa maldição só ataca Quarterbacks. Depois de Matthew Stafford sair lesionado na primeira semana e perder varios jogos por caausa de um problema no ombro, agora foi a vez do substituto Shaun Hill quebrar o braço e dar vaga ao terceiro QB do time, Drew Stanton. Stanton e Hill não são grande QBs e o Giants conseguiu ganhar em casa, apesar de passar novo sufoco. E o Lions, pra variar, perdeu por uma posse de bola. Vai se benzer, Lions!! Pelo menso o Stafford deve voltar pra proxima rodada, mas algo me diz que em menos de dez minutos ele vai sair segurando o ombro.


Run, Forest, run!

Seattle Seahawks 23 vs 20 Chicago Bears

Denovo, isso foi bizarro. O Bears, com sua forte defesa, que ganhou de Dallas Cowboys e Green Bay Packers, perdeu para o Seattle Seahawks, que não consegue jogar nem truco fora de seu estádio! Devin Hester, pra variar, roubou a cena, teve mais um retorno de punt pra TD e está mais perto ainda de quebrar os recordes da NFL, como eu falei nesse post. Mas o time jogou mal, a linha ofensiva do Bears novamente foi uma peneira rasgada (seis sacks contra o Seahawks?? Para, vai!) e perdeu a chance de disparar na liderança da NFC North com a derrota do Packers. Robbie Gould ainda errou um FG de 54 jardas que poderia empatar a partida. Mas 54 jardas é muita coisa, dificil acertar um chute desses. Nem todo mundo tem um canhão no pé como o Josh Scoobie.

"Opa, voltei, o que eu perdi?"

New Orleans Saints 31 vs 6 Tampa Bay Buccaneers

Brew Brees, depois de tirar férias semana passada (Um clone entrou no seu lugar e passou pra tres interceptações, custando a vitória ao Saints contra o Cardinals) voltou com tudo contra o Bucs. Foram tres touchdowns, dois deles de mais de 40 jardas, e o Saints passeou por cima do Bucs, lembrando o time que foi campeão ano passado. Chris Ivory, RB que ta no lugar de Pierre Thomas e Reggie Bush, teve 158 jardas em 15 tentativas, e o ataque do Saints teve 476 jardas totais. A defesa tambem fez sua parte contra um ataque que vinha jogando muito bem e segurou o Bucs a apenas um TD.


Ladainian Tomlinson corre para mais um touchdown

New York Jets 24 vs 20 Denver Broncos

Duas considerações sobre o Jets: Eles estão 5-1 e tem o melhor record da AFC, mas eles são bizarros. Até quando tudo começa a dar errado, da certo no fim. Mark Sanchez teve duas interceptações depois de quatro jogos sem nenhuma, o ataque do Broncos funcionou muito bem contra a defesa do Jets, e tudo estava indicado para a vitória do Broncos. Mas ai os juizes marcaram uma interferência muito duvidosa numa quarta descida (Rex Ryan: "Foi duvidosa, mas a gente não liga, aceitamos"), deu a louca no Ladainian Tomlinson e o time saiu com mais uma vitória.

A segunda consideração é sobre esse cara chamado Ladainian Tomlinson. O cara tava velho, sem explosão, sem fisico, e sem futuro em San Diego. Muitos (inclusive eu) achavam que, ainda que pudesse ser util perto da end zone ou em terceiras descidas, sua gasolina estava no fim e era hora de se contentar com um papel secundário no ataque. Pois é, o LT está calando a nossa boca. Apesar de só 55 jardas em 16 tentativas, foram dois touchdowns, inclusive o da vitória, e LT está mostrando que gasolina nao falta no tanque (e nem uma excelente linha ofensiva pro Jets). LT é o segundo jogador com mais jogos de dois touchdowns ou mais na história da NFL (Tirando QBs), só ficando atrás de... ta, é do Jerry Rice, a gente sabe que nao conta. Grande LT!

"Calma gente, só ganhamos uma, e era o Raiders!"

Oakland Raiders 9 vs 17 San Francisco 49ers

E finalmente os Niners ganharam sua primeira vitória na NFL. E foi logo contra o rival Oakland Raiders. A bipolaridade do time do Niners é evidente: Ainda que a defesa tivesse jogado bem, o ataque nao produziu nada no primeiro tempo de jogo e Alex Smith novamente foi vaiado. Mas parece que ele gosta de ser vaiado, porque voltou pro segundo tempo pegando fogo e deu dois passes pra touchdown pra sacramentar a primeira vitória do Niners em 2010! Como eu ja tinha dito aqui, desde a saida do Jimmy Raye da posição de coordenador ofensivo do time, Michael Crabtree e Vernon Davis tem tido ótimas atuações e tem visto muito mais a bola, o que coincidiu com uma subida de produção de Smith. Cada um pegou mais um touchdown nesse jogo e com certeza vao continuar recebendo as bolas, porque eles jogam muito e o Smith rende mais quando passa pra eles. O calendário do San Francisco é bastante facil daqui par frente, tirando uma partida em Londres contra o Broncos, e da pra emplacar uma boa sequencia e tentar ganhar a divisão ainda.

O salvador de Minnesota

Dallas Cowboys 21 vs 24 Minnesota Vikings

O jogo era de vida e morte para os dois times 1-3. Quem perdesse se complicaria bastante na briga pelos playoffs. E graças a Percy Harvin e seu retorno de kickoff de 95 jardas pra touchdown, o Vikings fez a sua parte e continua na briga pela pós temporada. Os dois times, famosos por terem bons ataques terrestres, nao tiveram grandes atuações dos ataques, e quem reamlente decidiu o jogo foi Harvin e seu retorno. Tony Romo até teve seus tres touchdowns, mas foram "apenas" 220 jardas e 2 interceptações. O Vikings respira, e o Dallas...


"Hehe, o velho truque da cola na mão!"

Indianapolis Colts 27 vs 24 Washington Redskins

O jogo tinha tudo pra ser um duelo feroz entre dois Quarterbacks. No entanto, esse jogo foi marcado por duas coisas: Fumbles e catches espetaculares. Uma recepção sensacional com uma mão de Pierre Garçon e uma bela interceptação (Que eu ainda acho que foi passe incompleto) de Aaron Francisco foram o que mais chamou a atenção no jogo, apesar das 128 jardas de Joseph Addai e das 300 de Peyton Manning num ataque do Colts que, tirando os turnovers, foi excepcional. Mas o Colts sofreu quatro fumbles e deu chance para o Redskins reagir, o que acabaram nao conseguindo. Colts segue inconstante, mas com boas atuaçoes de Manning. O Redskins cai um pouco na briga pelo titulo de divisão, atrás de Eagles e Giants. Abaixo, a recepção com cola nas luvas de Garçon.



Tennessee Titans 30 vs 3 Jacksonville Jaguars

Esse jogo foi um deboche e eu nao comento deboche. Jogo fraco, atuações pífias, erros em excesso. Unica coisa digna de comentar foram os problemas com os quarterbacks: Vince Young saiu cedo com uma contusão no joelho pra dar lugar a Kerry Collins, e David Garrard teve uma concussão e quem entrou foi Trent Edwards. Edwards nao foi o pior QB do mundo, mas tambem nao foi o melhor, e uma sucessão de erros do Jaguars(dois turnovers na red zone) foi tudo que o Titans precisou pra saltar na frente no placar.



Bom, é isso ai. Desculpem o post muito longo, era muita coisa pra um dia só. Amanha atualizo na MLB, e depois falo mais das concussões e das novas 'regras' da NFL. E novamente valeu o apoio!