Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pontos importantes da semana 10 da NFL

As coisas não estão boas para Cutler e o Bears...


Para participar do nosso mailbag, ou seja, enviar uma pergunta/comentário/dúvida/tópico de debate para ser respondida aqui no blog e no Esporte Interativo, é só mandar um email para tmwarning@hotmail.com com o título "Mailbag" que ele pode aparecer por ai. Forma de tornar isso mais interativo e próximo dos leitores. Então participem!

Para o resumo de meio de temporada sobre cada um dos times da AFCclique aqui

Para o resumo de meio de temporada sobre cada um dos times da NFCclique aqui

Também fizemos uma distribuição de prêmios com base na primeira metade da temporada, você pode conferir todos clicando aqui
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Faltam apenas 7 rodadas agora, e cada vez a situação dos playoffs vai ficando menos clara quando deveria ficar mais. Tennessee Titans parecia um candidato ao wild card até perder do Jaguars (!!) e ver Jake Locker sair machucado para o resto da temporada. San Francisco parecia um candidato forte ao título até ser humilhado em casa pela defesa de Carolina. O Colts era um dos melhores times da NFL até tomar de 38-8 em casa do Rams. Mesmo sem querer overreact a uma semana apenas de jogos, afinal todo tipo de bizarrice pode acontecer em um jogo só, é o tipo de coisa que só serve para destruir as poucas certezas que tínhamos na temporada até aqui. Quando parece que estamos chegando a alguma conclusão, a NFL muda tudo. A temporada está mais aberta do que nunca. Então vamos ver alguns dos pontos que chamaram a atenção ao longo dessa rodada, começando com um rápido Mailbag.

Mailbag de terça feira


A idéia dos mailbags não era juntar com o post de terça feira. Eu queria era fazer um post só dele se o número de emails fosse suficiente, ou então caso a quantidade não fosse tão grande juntar com os palpites da rodada de sexta feira. Mas basicamente tudo dependeria mesmo era da quantidade de perguntas disponíveis para serem respondidas.

Essa semana tinha um número razoável, então a idéia era responder junto dos palpites de sexta feira. Mas como fizemos o resumão de meio de temporada, os palpites acabaram ficando para o final de semana e faltou tempo para o mailbag. Então excepcionalmente dessa vez o mailbag foi encaixado aqui no post de terça, mas os futuros mailbags voltarão ao formato normal de um post próprio ou de acompanharem os palpites na sexta feira. Então continuem mandando as perguntas para tmwarning@hotmail.com que a gente vai responder sempre que der.

Por que a contagem de jardas de passes aéreos considera a distância percorrida pelo recebedor? (Isso não ajuda a supervalorizar o papel do quarterback, que já é o principal jogador da equipe, e desmerecer quem realmente, em grande parte das vezes, faz o trabalho pesado?) - Anderson Rodriguez

Acho que tem dois fatores agindo nesse caso. O primeiro é que nem toda YAC (Yards After Catch) é igual. Tem aquele caso que o QB faz um passe curto pro WR para ganhar cinco jardas, e o recebedor faz uma jogada fantástica ganhando mais 40 jardas, que deve ser o que você está pensando. Mas também tem muito time e muito esquema ofensivo que é baseado em abrir espaço pelo campo para que o QB possa achar um WR acelerando através do campo. Nesses casos, é crucial que o QB seja capaz de dar um passe muito preciso, de forma que o recebedor possa receber a bola sem perder velocidade e aproveitar o espaço aberto, e não é nem um pouco fácil fazer esse tipo de coisa: um pouco atrás e o jogador precisa desacelerar para conseguir a bola (perdendo o arranque inicial e a chance de explodir para jardas) e um passe mais forte pode obrigar o recebedor a ampliar a passada e perder estabilidade. Então tem muitos casos onde um passe preciso é um requisito fundamental para o jogador percorrer jardas depois da recepção.

Mas acho que talvez ainda mais importante seja a questão da padronização. A idéia de separar as jardas depois da recepção do QB seria uma forma de "separar" os méritos do QB e do WR na jogada, mas também tem jogadas onde o QB tem mérito e o WR estraga (por exemplo, um passe longo de 40 jardas no colo do recebedor que ele não segura) e ficaria difícil nesse caso você dar as jardas para o QB e não para o WR. Então é uma forma de dividir a diferença e deixar tudo padronizado. Mas algumas estatísticas avançadas - QBR, por exemplo - dão um peso diferente a jardas após a recepção, contando elas com um peso menor do que as jardas que a bola viaja pelo ar. Mas para a estatística básica acho que isso da mais trabalho do que ajuda, é uma forma de simplificar as coisas.


O que falta ao GB Packers (time que "adotei") pra ser realmente considerado ao Superbowl desta temporada (além de voltar todo mundo do DM) já que todo mundo o coloca numa segunda lista atrás de Broncos, Seahawks, 49ers, Colts, e até Chiefs? - Anderson Rodriguez

Bom, no momento o que realmente falta é um QB, porque o Aaron Rodgers está fora pelo menos mais duas semanas e alguns relatos dizem seis. Com uma NFC North muito competitiva e uma briga bem apertada pelo wild card, a situação de Green Bay não parece boa.

Mas o Anderson enviou esse email antes da lesão do Rodgers, então não era exatamente essa a questão. E a verdade é que eu não faço idéia de porque o Packers não era citado entre os melhores times da NFL. Eles possuíam basicamente a mesma coisa que o Broncos em termos de montagem de elenco: uma defesa vulnerável (mas com mais talento que a de Denver), um QB de elite, e um excelente corpo de recebedores, ainda que os de Green Bay estivessem sofrendo diversas lesões. Então realmente é um mistério para mim porque Green Bay estava recebendo tão pouca atenção e sendo considerado um contender inferior aos demais times quando tinha tudo que você precisa para ter sucesso na NFL.

Minha opinião particular: Green Bay não é um time tão interessante do ponto de vista midiático essa temporada. Eles não estão caminhando para um ano histórico como Denver, com uma história de volta por cima como Kansas. Eles não possuem histórias tão interessantes como Tom Brady jogando com um corpo bem ruim de recebedores, ou uma rivalidade para mantê-los relevantes como 49ers e Seattle, nem tiveram um grande jogo contra um bom time para chamar a atenção. Eles simplesmente fizeram o que sempre fazem: consistência, grandes atuações de Rodgers, mesmo um boost do jogo terrestre com Eddie Lacy, mas não foi suficiente para chamar a atenção da grande mídia. Por isso eles acabaram em segundo plano, mas em nenhum momento - ou pelo menos até a infeliz lesão de Rodgers - isso significava que eles fossem um time inferior aos que buscavam o Super Bowl. Pena que agora a temporada pode ter ido por água abaixo, adoro assistir o Packers jogar com Rodgers em campo.


Muito se fala de uma franquia em Londres, até dois jogos de temporada estão rolando por lá.  Mas Vitor quais seriam as chances na sua opinião de uma franquia se transferir para o Canada por exemplo, já que temos times canadenses nas outras três Majors Leagues? O Canada possui uma liga de futebol americano e geograficamente falando é muito mais viavel um time em Toronto, por exemplo, do que um time em Londres. - Fabantas

Eu acho que o principal interesse da NFL em criar um time de Londres é para explorar diretamente o mercado europeu através de um time local, já que existe um interesse disperso no esporte por lá mas que ainda não tem uma via de acesso direto. O problema, obviamente, é a questão da logística: as viagens para Londres são muito mais demoradas e cansativas do que as viagens dentro dos EUA, o que daria um problema de calendário (só times que estão na costa Leste poderiam ir jogar em Londres na semana seguinte), teria que ter possivelmente uma semana a mais de bye para os times que estão voltando de jogar lá, e por ai vai. 

O Canadá não apresenta essas dificuldades logísticas - o Bills até manda alguns dos seus jogos lá - mas também não apresenta as vantagens de mercado. O mercado canadense já é bastante ativo e bem explorado em termos de futebol americano por conta da sua proximidade, então acredito que não haja necessidade de um time localizado lá para efetivar o potencial desse mercado, ele já é bem realizado. Então se o Canadá não apresenta as dificuldades logísticas e geográficas de um time em Londres, ele também não trás os mesmos benefícios que um time inglês traria, e considerando o trabalho e o custo que é realocar um time de futebol americano, acho que a NFL não tem interesse em ter todo esse trabalho para colher um benefício que talvez não seja tão grande.

Então acho que a NFL tem pouco interesse em incentivar uma mudança para o Canadá. Se fosse para acontecer, a iniciativa teria que partir de algum time. Como o leitor "Ases" muito bem comentou, o Bills seria uma possibilidade interessante: eles já mandam alguns jogos além da fronteira, estão perto de Toronto, e poderiam querer um mercado maior do que Buffalo para explorar, e é possível que a cidade de Toronto também tenha interesse em atrair um time de NFL para lá. Então não é como se fosse uma idéia impossível ou mesmo distante, mas os interesses por trás de um time em Toronto e em Londres são bem diferentes.


sei que ainda é cedo pra falar de draft, mas quais times na sua opiniao tem grandes chances em drafitar um QB no 1rst round? minha duvida maior fica por conta dos vikings. Eles (muito provavelmente) terao uma escolha alta, mas a defesa ta uma mãe, sera que vao de qb ou buscarao outro caminho? - Lucas Maia

Bom, acho que depende da disponibilidade. Essa classe de QBs é extremamente profunda, então tem muitos QBs interessantes que devem cair para a segunda ou terceira rodada, então imagino que cada time vá adaptar sua busca por um QB ao que o draft oferecer. Dito isso, se todos os jogadores que podem entrar se declararem de fato para a NFL, a quantidade de talento nele vai ser ridícula, com uns cinco ou seis QBs cotados para sair na primeira rodada, com Teddy Bridgewater e possivelmente Marcus Mariota disputando as primeiras colocações. Entre os times que eu imagino que tenham interesse em pular cedo atrás de um QB, acho que nenhum é mais garantido que o Jaguars, que claramente precisa de um futuro para a franquia e vai ter uma escolha alta.

Depois do Jaguars, não sei se tem nenhum time 100% claro. Cleveland é um time que está a um bom QB de ir aos playoffs e que também seria um fortíssimo candidato a pular em um na primeira rodada. Para mim o Bucs deveria pegar um sem pensar duas vezes, mas como o Mike Glennon é calouro e está bem talvez deixem para a segunda rodada. O Raiders era outro no-brainer algumas semanas atrás, mas Terrelle Pryor tem jogado bem e talvez faça o time pensar duas vezes. O Rams tem a chance de mandar o Sam Bradford embora a metade do custo e tem duas escolhas de primeira rodada, seria um candidato muito forte a fazer uma troca para subir desde que tenham a coragem de realmente mandar o Bradford passear. Vikings, como você disse, é um dos mais fortes candidatos porque a situação de QB lá está ridícula e eles precisam de um reforço para a posição. E agora Bears e Pittsburgh aparecem como opções difíceis mas interessantes caso decidam partir caminhos com seus QBs atuais (Cutler é free agent) nas vésperas de um draft tão cheio de talento. Então a verdade é que tem mais times procurando por um QB do que quarterbacks cotados para sair na primeira rodada, então vai depender dos times que escolhem antes e dos times que seriam mais agressivos com trocas para subir na ordem. Diria que hoje, Jaguars, Raiders, Vikings e Browns seriam os principais candidatos a serem mais agressivos, até porque devem estar alto no draft, mas vai depender de muita coisa até lá.


O que é mais fácil: o time campeão da divisão NFC East acabar a regular season com record negativo ou KC Chiefs ter uma perfect season? - Tiago Rotava

De longe a pergunta mais difícil que eu já tive que responder nesse blog. Eu diria que o campeão da NFC East acabar com record negativo: Eagles e Cowboys estão 5-5 e ambos enfrentam uma tabela relativamente difícil. Eu não acho que vá acontecer, acho que o Cowboys consegue pelo menos ficar com 8-8 (sabendo que tem critério de desempate contra praticamente toda a NFC East garantido) ou 9-7, mas é uma possibilidade. E ainda assim, é mais provável do que o Chiefs vencendo seus últimos 7 jogos: se o calendário de Kansas City até aqui foi um dos mais fáceis da NFL, o resto dele é um dos mais difíceis, com dois jogos contra Chargers, dois contra Broncos, mais Oakland fora e Colts. Considerando que o ataque do Chiefs não tem sido realmente impressionante nesse começo de temporada, será que a defesa é suficiente para vencer TODOS esses jogos? Eles também estão 3-0 em jogos decididos por uma posse de bola, e não vão conseguir ganhar todos esses até o final do ano. Então é improvável que alguém ganhe a NFC East abaixo de 8-8, mas é ainda mais improvável que o Chiefs consiga vencer esses seis jogos sem que nada de errado para eles.


Ações em alta


Como um economista, uma coisa que eu aprendi a entender é o funcionamento das ações. Quando as coisas estão parecendo boas, todo mundo começa a comprar e o preço sobe. Quando estão indo mal, todo mundo vende, a demanda aumenta, e o valor delas cai. Acho que todo mundo aqui já se deparou com um índice como Bovespa ou Dow Jones e viu se estava em alta ou não.

Pensando nesse sentido, quais seriam as ações dentro da NFL que estariam em alta ou em baixa depois dessa última rodada? Quais conceitos, idéias ou afins estariam ganhando valor com o passar dessa rodada e quais estariam perdendo? Então vamos começar com aquelas que estão em alta no momento, primeiro com...


  • Carolina Panthers como Super Bowl contenders
Quer dizer, vocês viram essa defesa jogar recentemente?! Nos cinco últimos jogos da equipe - cinco vitórias - os adversários conseguiram anotar no máximo 15 pontos contra ela: 10, 15, 13, 10 e 9 pontos, na verdade. Enquanto isso, a defesa tem forçado um número excelente de turnovers, com 12 nessas cinco vitórias enquanto seu ataque produziu apenas 4 (na verdade 3, um dos turnovers veio nos special teams). E se você perdeu o duelo dessa semana contra o 49ers, perdeu um show da defesa: foram seis sacks, dois turnovers forçados e basicamente uma dominação incrível contra o que deveria ser um bom ataque. Eles controlaram o jogo inteiro na linha de scrimage, e dos três FGs do adversário, um veio depois da uma interceptação do Cam Newton retornada para a red zone e outra em um fumble maluco depois de um punt bloqueado. Chamar a performance da defesa do Panthers de dominante é pouco, eles engoliram um ataque que estava entre os 10 melhores da NFL em DVOA. A linha de frente em particular dessa equipe não tem igual na NFL, tanto contra a corrida como pressionando o QB, e é realmente um desafio enfrentar esse time.

Claro, o Panthers ainda tem alguns problemas. O ataque é muito inconsistente, e o time precisou de uma série de golpes de sorte em fumbles para vencer a partida, mas vindo de uma boa sequência de jogos contra uma tabela fácil, ir até a casa de um candidato ao título e dominar a partida dessa maneira com sua defesa é um excelente sinal. Apesar de seus problemas, ter uma defesa assim sempre é um sinal positivo, e agora que Ron Rivera bateu com a cabeça e decidiu ser o técnico mais agressivo do mundo em situações de 4th and short, essa vitória solidifica de vez o status do Panthers como candidato ao Super Bowl.

  • Nick Foles e Case Keenum como titulares na NFL
Keenum ainda não conseguiu vencer seu primeiro jogo na NFL e eu mal posso esperar para começarem a surgir as manchetes de que ele não consegue vencer jogos por isso ou aquilo ao melhor estilo Tony Romo. E ainda tem muitas coisas para não gostar do jogo de Keenum, especialmente seu descuido protegendo a bola (são três fumbles em três jogos, e todos foram importantes nas derrotas), mas considerando que o Texans tem até o final do ano para testar o garoto na posição de titular e decidir se segue com ele para seu futuro ou investe nesse draft profundo, o começo tem sido bem interessante: apesar dos 55% de aproveitamento nos passes, são 8.1 jardas por passe, 7 TDs contra nenhuma interceptação nesses três jogos, com um QBR de 55 apesar dos três fumbles. A amostra obviamente é pequena e é extremamente improvável que alguns desses números se sustentem, mas o garoto tem feito um caso bem interessante para convencer o Texans a lhe dar mais uma chance no futuro com suas habilidades para sair do pocket e escapar da pressão e seus passes longos e precisos. 

O jogo contra o Cardinals foi mais uma boa partida de Keenum, com 221 jardas e 3 TDs e quase conseguindo a virada contra uma das melhores defesas da NFL, e isso com Arian Foster machucado. Na verdade, duas das partidas de Keenum vieram contra excelentes defesas, tendo enfrentado Chiefs e Cardinals no processo. Claro, foram suas duas piores partidas, mas é um bom começo para a carreira do garoto. 

E se os números de Keenum parecem bons, que tal Nick Foles: são sete jogos para Foles (quatro como titular) e os seguintes números: 63.2% de aproveitamento, 9.2 jardas por passe, 16 TDs contra nenhuma interceptação, e um QBR de 79. Em outras palavras, HOLY SH--!!! Claro, esses números são tudos menos sustentáveis: seu 11.6 de TD% é o mais alto da NFL e totalmente fora do normal, suas zero interceptações também não vão se manter por muito tempo, e basicamente Foles é uma regressão ambulante esperando para acontecer - ajuda muito também que Foles tenha enfrentado uma tabela bastante fácil. Tendo isso em mente, a verdade é que Foles tem jogado muito bem. Ele tem sido particularmente letal em passes em pronfundidade (que viajam mais de 15 jardas no ar), com 7 passes para TDs nesse tipo de passes nas últimas três semanas (nenhum QB na NFL tem mais de 7 passes TOTAIS para TD nas últimas três semanas), algo importante para o sistema de Chip Kelly. Essa semana, Foles conduziu o Eagles a uma vitória importante sobre o Packers para empatar na liderança da NFC East, e 225 jardas e 3 TDs do seu QB foi tudo que o time precisou. Eu ainda acho que Foles não é a solução do Eagles a curto prazo, mas a cada rodada que passa ele parece se solidificar mais como o QB da equipe.

  • Disputa pelos playoffs na NFC

Com oito rodadas ainda por jogar na NFL, é claro que ainda tinha muita coisa em aberto para definir os playoffs da NFC e muita coisa poderia mudar. Mas essa rodada terminou de bagunçar as coisas de vez. As derrotas de 49ers, Cowboys e Green Bay terminaram de amontoar todos os concorrentes as quatro vagas restantes de playoffs (Saints e Seahawks parecem garantidos), e agora a briga está mais imprevisível do que nunca.

Para começar, três das quatro divisões ainda estão muito em aberto, com apenas o Seahawks parecendo ter um controle firme na sua por enquanto (ainda que sejam apenas 2.5 jogos de vantagem). Para começar, a vitória do Eagles e a derrota do Cowboys coloca os dois times empatados no topo da NFC East com 5-5 cada um deles. Giants e Redskins (3-6) ainda tem uma chance de brigar por esse título, considerando a quantidade de confrontos diretos ainda dentro da divisão, mas no momento me parece uma corrida de dois times. Vale lembrar que Cowboys e Eagles se enfrentam ainda em Dallas na última rodada, e o Cowboys tem a vantagem dos critérios de desempate por enquanto.

Uma outra divisão apertada, mas que agora tem um time a frente da concorrência, é a NFC North. A derrota de Green Bay e a vitória do Lions sobre Chicago colocou Detroit uma vitória a frente de seus dois rivais (6-3 contra 5-4). Com Aaron Rodgers fora por mais algum tempo ainda não determinado (entre duas e seis semanas, segundo constam os relatos) e com Detroit tendo a vantagem do desempate contra Chicago por ter vencido ambas as partidas, o Lions parece ter a dianteira na corrida. A NFC South também tem uma disputa interessante, com o Saints uma partida a frente do Panthers mas dois confrontos diretos pela frente.

Mas o que essa rodada realmente deixou interessante foi a briga pelo wild card. Se 49ers vence, a NFC South estaria quase garantida, uma vaga no WC já teria dono e ficaria por isso mesmo. Com a vitória do Panthers, a coisa embolou: Carolina e San Francisco são os dois classificados no momento com 6-3, mas são seguidos por uma legião de competidores: Bears, Packers e Cardinals estão logo atrás a 5-4 esperando um deslize, e mesmo o 5-5 Eagles pode sonhar com essa vaga. Então agora temos duas vagas no wild card totalmente abertas e seis times brigando por essas vagas, além de três disputas apertadas dentro das divisões. Poderia ficar melhor do que isso para as sete rodadas finais? 

*pensando*

Pensando melhor, meu time poderia não estar envolvido, provavelmente seria mais saudável.

Ações em baixa


  • O próximo contrato de Jay Cutler
Cutler é um free agent ao final da temporada, e Chicago já tem uma situação salarial bastante delicada, então precisa dar um jeito de encaixar o contrato grande que o QB deve pedir em sua folha salarial... ou então seguir em frente atrás de outro jogador e deixar Cutler se mandar. Era uma decisão difícil que acompanhou o time o ano todo, e assim como foi o caso de Joe Flacco ano passado, ele precisava de uma performance particularmente forte esse ano para assegurar um contrato gordo na offseason depois de uma estadia irregular com seu time (e todo mundo sabe como isso acabou para Flacco e sua conta bancária).

Apesar das boas atuações de Cutler, o fato é que esse ano não está indo muito bem para suas pretensões de conseguir renovar por uma boa grana essa offseason. Além do óbvio problema das suas lesões - Cutler perdeu dois jogos machucado e acabou de se lesionar de novo - tem uma outra questão que apareceu para Chicago, e que foi ampliada essa semana. Vejam os dois números abaixo:

Quarterback A: 381/605, 63%, 4361 jardas, 7.2 jardas por passe, 30 TDs, 18 INTs
Quarterback B: 336/560, 60%, 4304 jardas, 7.7 jardas por passe, 32 TDs, 0 INTs

Esses são os números, projetados para uma temporada inteira de 16 jogos, para os dois QBs que Chicago teve que usar essa temporada, Jay Cutler e Josh McCown. Mesmo considerando que a amostra de McCown é muito pequena (praticamente dois jogos) e que alguns fatores indicariam regressão, os números são muito parecidos, não? Deixando interceptações de lado pelos motivos óbvios, McCown até levaria uma certa vantagem. Meu ponto não é que o Bears deveria deixar Cutler de lado e ir com McCown para frente, meu ponto é que com essas constantes lesões o time teve que recorrer a um cara de 34 anos que nunca foi mais do que um reserva na NFL, e que esse cara entrou e manteve o ritmo. Então a conclusão que o Bears pode chegar é que Cutler estava jogando bem, mas talvez eles sejam capazes de substituir sua produção sem precisar pagar 100M, trazendo um outro journeyman ou mesmo um calouro nesse draft profundo para assumir um ataque muito bem montado. Não ajuda o fato de que Cutler saiu e McCown quem conseguiu anotar o TD que quase empatou o jogo para Chicago. Então a boa performance de McCown, um jogador mediano conseguindo replicar ou mesmo superar a performance de Cutler dentro desse bom ataque, pode ser o que faltava para convencer a diretoria do Chicago de que não vale a pena pagar o que Cutler vai pedir no mercado, e com esse draft tão bom chegando, é a oportunidade ideal para o time ir atrás de um substituto. 

  • O futuro (e o amor próprio) do Titans
Uma vez eu defendi a criação de uma "Regra da Vergonha" (Shame Rule no original), que diz que se um time foi derrotado pelo pior time da NFL em um dado ano, ele está automaticamente inelegível para ir aos playoffs não importa o que aconteça (apenas 60% brincando). Afinal de contas, se você quer disputar o título e o posto de "melhor da NFL em uma dada temporada", o mínimo que se espera de você é que vença o pior time da liga, especialmente um que estava a caminho de se tornar o pior time de todos os tempos, certo? 

Bom, o Titans não fez a lição de casa esse final de semana, perdendo em casa para o Jaguars - que inclusive estava sem seu melhor jogador ofensivo - por 29 a 27 em um jogo que não foi tão apertado quanto o placar sugere (Titans anotou esses 7 pontos em garbage time com o relógio zerando). Pela minha Shame Rule, essa derrota desclassificaria o Titans dos playoffs a não ser que algum time superasse o Jaguars até o fim do ano como o pior da NFL (a diferença do saldo de pontos do Jags para o segundo pior é de 100 pontos).

Mas não é esse o motivo pelo qual o futuro do Titans está em crise. O motivo disso (bom, além do fato de que eles perderam para o Jaguars em casa!) é que Jake Locker, com uma lesão no pé, está fora do resto da temporada, dando um golpe nas pretensões da equipe. O time não é tão dependente do seu QB como por exemplo Green Bay, tem uma defesa sólida, mas Locker vinha jogando bem e seu reserva, Ryan Fitzpatrick, não: Locker tinha um QBR de 58, e Fitzpatrick de 43. A principal diferença entre os dois vinha dos turnovers: ao longo da temporada (7 jogos), Locker tinha apenas seis turnovers (quatro interceptações e dois fumbles) e isso tinha sido um fator importante principalmente no bom começo de temporada da equipe. Fitzpatrick por outro lado, em apenas três jogos soma esses mesmos seis turnovers (e isso porque o time recuperou três dos seus cinco fumbles), com a sua média de 2 por jogo sendo bem superior a de menos de um por jogo de Locker, e isso antes de considerar suas diferenças como passadores (86.7 de rating contra 76) e o fato de que o camisa 8 é um dos melhores QBs correndo com a bola da NFL. Então o Titans não depende tanto do QB, mas não é um time bom o suficiente para conseguir continuar com o mesmo nível depois desse downgrade signficativo na posição, especialmente em uma situação com pouca margem para erro como é o caso. Com Locker, o Titans era meu candidato aos playoffs. Sem ele, pode acabar o ano como o único time a perder do Jaguars esse ano.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aonde cada time se encontra na metade da temporada (Parte II)

Rodgers vai ter tempo de sobra para concentrar no mustache agora



Para participar do nosso mailbag, ou seja, enviar uma pergunta/comentário/dúvida/tópico de debate para ser respondida aqui no blog e no Esporte Interativo, é só mandar um email para tmwarning@hotmail.com com o título "Mailbag" que ele pode aparecer por ai. Forma de tornar isso mais interativo e próximo dos leitores. Então participem!

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Ao final da nona semana da NFL, chegamos em um ponto interessante: o momento que mais se aproxima, na NFL, da metade da temporada. Claro que, como a temporada tem 17 semanas, não existe realmente um ponto que seja a "metade", mas eu gosto da semana 9 porque é o primeiro momento na temporada onde cada um dos 32 times jogou pelo menos 8 vezes. Alguns poucos jogaram 9, mas não é o importante - o importante é que todos os times já chegaram pelo menos na metade das suas temporadas regulares, e então já começamos a ter uma visão mais clara do que cada time representa no cenário da NFL. Ent ão ao invés de fazer nossa habitual passagem pela rodada destacando os pontos mais interessantes, vamos fazer um giro pelos 32 times da NFL e vamos separar aquilo que nós sabemos sobre eles, a essa altura, e quais as questões que eles enfrentam indo para frente. Alguns, como vocês vão ver, já tem um papel claro na temporada... outros, nem tanto. Só para deixar claro que os times estão ordenados de acordo com as divisões, e não por qualquer critério.

Ontem, começamos com os 16 times da AFC. Hoje então é dia de falar dos times da NFC.


Dallas Cowboys

Quem teria imaginado, antes da temporada, que a NFC East ia ser a divisão mais fraca da NFL? Nenhum líder de divisão tem um record pior do que os 5-4 do Cowboys, e a única outra divisão com todos os times (tirando o líder) abaixo de 50% é a AFC North. Giants e Redskins tem se recuperado nas últimas semanas e o Eagles vem de uma boa partida contra o Raiders, então pode perder essa honra duvidosa nas próximas semanas, mas... por enquanto ainda é a pior divisão.

Sobre o Cowboys, eu preciso admitir, eu realmente gosto muito desse time. Algumas derrotas traumáticas, uma boa dose de azar e as eternas narrativas pré-determinadas que sempre parecem circular em torno desse time escondem o que na verdade é um bom time de futebol americano por trás: a Pythagorean Expectations do time é de 6-3, eles jogaram pau-a-pau com o melhor ataque da NFL antes de perder nos segundos finais para o Denver Broncos mesmo anotando 48 pontos, e eles estão a uma ou duas jogadas (em particular aquele holding do Tyron Smith contra o Detroit) de estar 6-3 ou 7-2 e serem os claros favoritos para vencer a divisão. A defesa está um pouco complicada com as lesões de Demarcus Ware e Anthony Spencer, mas o ataque está muito bem e Tony Romo está jogando talvez o melhor futebol americano da sua carreira. É um time muito sólido que tem tudo para chegar aos playoffs... até porque é possível que o campeão dessa divisão não precise ganhar mais que 8 jogos. Então tem isso.

Outra coisa a favor do Cowboys são os critérios de desempate. Atualmente, Dallas está um jogo na frente do segundo colocado da divisão Eagles (5-4 contra 4-5) mas Dallas tem uma enorme vantagem nos critérios de desempate: a equipe venceu os seus três jogos contra os adversários diretos dentro da divisão, o que pode ser importante caso haja um empate no final da temporada. O primeiro critério de desempate é o confronto direto e depois é o record dentro da divisão, e como Cowboys tem vitórias sobre os três outros times, está com uma boa vantagem em ambos os critérios - todos os outros times da divisão tem pelo menos duas derrotas dentro da NFC East enquanto Dallas está 3-0. Então em uma divisão apertada que pode chegar no final do ano com todo mundo 8-8, é uma vantagem considerável para os sonhos de playoffs do Cowboys.


Philadelphia Eagles

Por mais que muita gente adore atribuir os jogos ruins do Eagles - em particular os dois jogos consecutivos sem um TD de ataque antes da explosão contra o Raiders - ao ataque de Chip Kelly "não funcionar nos profissionais" ou alguma variação dessa besteira, o motivo pelo qual o time do Eagles as vezes fica estagnado no ataque é muito mais simples: o time não possui um grande QB. Michael Vick não tem as características ideais para jogar nesse esquema, mas vinha jogando bem e antes de sua lesão o Eagles tinha o segundo melhor ataque (em DVOA) da NFL. Depois de dois jogos muito ruins Nick Foles explodiu para 7 TDs contra a fraca defesa do Raiders, mas ele também não é o QB que o time precisa. O fato é que essa pessoa não está no elenco hoje, e portanto não tem como tirar o máximo desse ataque extremamente bem esquematizado hoje. Esse é o fator limitante para o Eagles nessa temporada e certamente o primeiro tópico que Kelly vai tentar resolver para o ano que vem.

Para 2013, aonde a temporada vai depende do quanto Foles (ou quem quer que seja o QB titular, que por enquanto é do Foles mesmo) vai conseguir render nesse esquema indo para frente. É possível que sua performance histórica contra o Raiders seja fruto de um bom jovem QB entendendo melhor o complicado sistema ofensivo do time contra uma defesa ruim, ou pode ser só um outlier contra uma defesa ruim também. Mas considerando o quão ruim é a defesa do Eagles, se o time quiser chegar nos playoffs, vai precisar da produção do ataque em altíssimo nível, e isso depende de Foles reproduzir ou não alguma coisa semelhante ao seu jogo contra Oakland. E se ele não conseguir, pode ter certeza que um QB vai sair para o Eagles no próximo draft.


New York Giants

Com duas vitórias seguidas, o Giants parece estar evoluindo e aos poucos deixando para trás aquele patamar horrível das primeiras partidas. Parte disso é resultado normal de alguns fatores além do seu controle regredindo para a média, parte disso é porque a linha ofensiva do time melhorou um pouco e tem dado mais tempo para Eli Manning lançar... e francamente, porque o time enfrentou dois adversários muito fracos e aproveitou a chance. Faz parte. 

Ainda é cedo para descartar o Giants, especialmente em uma divisão que eu acabei de dizer que pode ser vencida com um 8-8 ou 9-7 de record. Ano passado, o Redskins estava 3-6 antes de vencer sete seguidas, então ainda tem muito tempo para algo semelhante acontecer. Ainda assim, é improvável: a tabela do Giants ainda envolve jogos contra Lions, Chargers e Seahawks (e Packers, mas provavelmente sem Aaron Rodgers), sem falar nos confrontos dentro da divisão. Além disso, o time não tem sido bom o suficiente o ano inteiro: é o terceiro pior da NFL em DVOA, e o ataque terrestre ainda não existe. A chance está aberta, mas me parece muito pequena.

Talvez ainda mais preocupante para o Giants seja a enorme queda de produção de alguns jogadores que antes eram considerados os pilares para o futuro da equipe. Especificamente, Jason Pierre-Paul - que deveria tomar a liga de assalto como o próximo grande DE - não parece ter se recuperado das suas lesões nas costas, e em campo é apenas uma sobra do que era. A expectativa era que ele melhorasse ao longo do ano, mas não aconteceu, e agora essa é uma questão que o time precisa adereçar para o futuro. Hakeem Nicks, outro jogador que parecia ser uma solução a longo prazo, caiu enormemente de produção e não deve ficar para 2014. Então para um time que parecia ter uma base estabelecida para o futuro, isso ainda é mais preocupante do que o fracasso em 2013.


Washington Redskins

Outro time ruim de futebol americano, mas que tem evoluido nas últimas semanas e ainda sonha com uma vaga nos playoffs por jogar na NFC East!

O maior problema do Redskins no momento passa por aquele que antes era o grande salvador de Washington, o QB Robert Griffin. O fato é que Griffin não tem sido o mesmo depois de romper os ligamentos do joelho nos playoffs: seu aproveitamento nos passes caiu brutalmente (65.3% para 60.2%), as jardas por passe caíram para 7.2 (de 8.2, melhor marca da NFL em 2012) e seu TD/INT Ratio, antes de 4:1, agora está em 1:1, com 9 TDs e 9 INTs. Para ficar ainda pior, Griffin não se recuperou como corredor, ainda sem nenhum TD correstre mas liderando a liga entre QBs com 9 fumbles sofridos. Seu QBR de 42.2 o coloca em 26th entre 39 QBs qualificados. Isso é bem ruim.

Claro, é muito possível que tudo isso seja apenas um jogador que dependia muito do seu físico voltando de uma lesão grave, mas tem mais por trás. Em uma tentativa de poupar o corpo do seu QB, o Redskins decidiu que ia modificar o playbook do ano anterior - baseado muito mais em read options, bootlegs e jogadas que em geral tiravam RG3 do pocket e desmontavam defesas (mas o deixavam vulnerável a tackles), semelhante ao que ele usava na NCAA - para um mais convencional, com mais passes seguros do pocket. E RG3 não está se adaptando tão bem assim a esse novo estilo de jogo, cometendo muitos erros e com alguma dificuldade de ler as jogadas. É muita ingenuidade achar que RG3 só era bom por causa desse playbook e que não vai conseguir se adaptar nunca a esse novo estilo, talento ele tem de sobra, mas não é uma adaptação fácil mesmo para os melhores QBs, ainda mais um que não está fisicamente 100% ainda. 

Mas não é como se RG3 estivesse sozinho afundando o time - o jogo terrestre voltou a funcionar e o ataque está mais ou menos na média da NFL. A defesa, por outro lado, é a unidade mais frágil: Brian Orakpo nunca explodiu no pass rusher que se esperava e, apesar de Ryan Kerrigan continuar sendo um excelente jogador, o resto da defesa parece que regrediu depois de jogar acima do seu normal um ano atrás. Não é possível vencer na NFL com um ataque mediano e uma peneira de defesa, e a não ser que o time retome o ataque arrasador de 2012 - capaz de compensar a fraca defesa - não há muito a esperar desse time para 2013. E vale lembrar, o time não tem 1st round pick ano que vem.


Green Bay Packers

Perder seu QB titular já é ruim o suficiente. Perder seu QB titular quando ele é um dos cinco melhores da NFL é ainda pior. E tudo isso quando seu melhor jogador defensivo (Clay Matthews) está fora por tempo indeterminado com uma lesão no dedão (mais seu segundo melhor WR)... bom, é de acabar com qualquer time.

Antes da lesão de Aaron Rodgers, o Packers era um time estranhamente subestimado ao redor da NFL. Em parte porque algumas de suas vitórias não estavam sendo tão convincentes, mas não tinha nenhum motivo de fato para não acreditar que esse era um time de elite que poderia brigar com os Saints ou Seahawks da vida: eles possuiam um QB de extrema elite em Rodgers, um corpo de recebedores diversificado e completo (ainda que Randall Cobb esteja fora por mais algum tempo) e uma arma que o time não possuía até esse ano, um jogo terrestre muito competente baseado no excelente calouro Eddie Lacy. Mesmo depois de um jogo sem Aaron Rodgers, Green Bay ainda é o segundo melhor ataque da NFL depois do Broncos. Mesmo que a defesa tenha surpreendentemente sido uma das piores da temporada até aqui, a volta de Clay Matthews e um ataque tão explosivo deveria ser suficiente para fazer de Green Bay um forte candidatos ao título dessa temporada.

A lesão de Rodgers muda tudo. Os primeiros exames indicam que o Franchise QB de Green Bay ficará de fora pelo menos três semanas, e em uma divisão onde três times estão empatados no topo com 5-3 (Chicago e Detroit), essas três semanas podem fazer toda a diferença. A sorte do Packers é que são três jogos relativamente fáceis - Eagles, at Giants, Vikings - que o time pode ter esperanças de vencer mesmo sem Rodgers, mas esse é só o começo do problema. Não há nenhuma garantia que Rodgers volta depois de três semanas, pode ser que sim e pode ser que perca o resto da temporada. Então é importante garantir pelo menos duas vitórias nesses jogos sem seu melhor jogador, três derrotas podem tirar o time da briga pelo título de divisão, mas o que vai realmente determinar o futuro de Green Bay na temporada vai ser quando seu QB será capaz de voltar. Sem Rodgers, o time não tem chances nos playoffs.


Chicago Bears

Hey, é outro time que perdeu seu QB por algum tempo e está tendo que se virar com seu reserva! 

Ao contrário de Green Bay, Chicago não depende tanto de seu All-Pro/MVP QB por possuir um time mais completo: a defesa é acima da média (ainda que não a força que foi ano passado), seu jogo terrestre é mais consistente, e a linha ofensiva é melhor simplesmente não sendo um queijo suiço. Por isso que, apesar de Josh McCown ser um downgrade em relação a Jay Cutler, o Bears tem uma boa chance de sobreviver melhor sem seu QB - especialmente se McCown continuar jogando bem como foi o caso dos dois últimos jogos. O que preocupa é a defesa. Apesar da grande sorte no começo da temporada recuperando tantos fumbles, a sorte igualou e a defesa parou de forçar tantos turnovers. O resultado foram 45 pontos do Redskins e 20 do ataque do Packers com Seneca Wallace. A defesa de Chicago ainda é boa forçando turnovers, mas os dois safeties (Chris Conte e Major Wright) regredirem em relação ao ano passado e não é a mesma unidade compacta que não cedia uma jarda de espaço para seus adversários. Mas se Cutler voltar e o ataque continuar jogando nesse alto nível, esse vai ser um time perigoso chegando em Janeiro.

O Bears é um dos três times empatados na liderança da divisão Norte da NFC nesse momento, então ainda tem muita coisa em aberto. Cutler ainda é dúvida para o futuro, alguns dizem que ele já pode voltar domingo e outros que não, então a verdade é que ninguém sabe ao certo. O calendário de Chicago não é particularmente difícil, mas ainda inclui confrontos diretos com Lions (de quem perderam e que ficam em desvantagem no critério de desempate com outra derrota) e Green Bay (em casa, na última rodada). Considerando que Rodgers e Cutler não percam mais tempo do que o esperado, esses dois jogos (mais Green Bay-Detroit) devem definir os times que irão aos playoffs.


Detroit Lions

Bom, antes de mais nada, o Lions tem Megatron. Isso já ajuda demais. Além disso, Matt Stafford está não só saudável como tendo a melhor temporada da sua carreira, completando 62.3% dos seus passes para 7.7 jardas por passe, com melhores marcas da carreira em TD% e Int%. Talvez mais importante, Stafford finalmente está conseguindo se manter produtivo sob pressão: antes da temporada começar, uma das preocupações com Staff era sua mecânica de arremesso, que muitas vezes ao longo da temporada 2012 tinha mudado para um lançamento lateral muito feio e pouco eficiente, e a questão era se isso era por causa da lesão no seu ombro ou só uma mania ruim. Mas até aqui, o QB do Lions tem mantido sua mecânica sob controle e usado esse lançamento lateral para sua vantagem, usando sua maior velocidade para escapar da pressão ou fazer passes mais velozes. A precisão não é ideal, mas tem funcionado bem para evitar a pressão, ganhar tempo e desviar de sacks.. e com Megatron, as vezes não é preciso um arremesso preciso, só colocar a bola no ar perto dele que ele pega. Junte a isso a Reggie Bush, cuja carreira ganhou vida nova em Detroit, e você tem um ataque muito perigoso mesmo com a falta de alvos além de Johnson.

Mas quem vai ditar aonde o Lions vai esse ano é a defesa. As pessoas adoram falar mal do Ndamukong Suh e sobre como ele é um jogador sujo, mas ele é um jogador espetacular que está na conversa para Defensive Player of the Year e lidera uma linha defensiva que tem sido muito boa. A defesa de Detroit, quando inteira, tem sido na verdade muito forte destruindo linhas ofensivas e atacando o QB, mas as lesões a jogadores como Chris Houston, Louis Delmas e Ziggy Ansah tem atrasado esse grupo. Mesmo com todo mundo ele não é elite, mas é bom o suficiente para complementar bem seu ataque. Mas para isso vai precisar que as lesões parem e que Suh continue sendo um monstro.

A situação do time indo aos playoffs é a mesma de Chicago e Packers, na verdade: 5-3 e com um confronto direto contra cada adversário, Detroit pelo menos tem a vantagem de enfrentar a tabela mais fácil entre eles, com jogos contra Vikings, Steelers, Giants e Bucs ainda pela frente. Considerando as incertezas em relação a Cutler e Rodgers, Detroit me parece nesse momento ter a vantagem na briga pelo título da divisão, nem que seja pela sua tabela favorável.


Minnesota Vikings

2012 foi a temporada que deu tudo certo, então 2013 foi a que deu tudo errado. Times lotaram a linha de scrimage para parar Adrian Peterson, e o time não conseguiu achar um QB para fazê-los pagar por isso... e olha que o time tentou três diferentes. Enquanto o ataque caia assustadoramente sem um QB competente, a defesa também regrediu enormemente, viu sua maior força dos últimos anos (a linha defensiva) cair de produção e sofrer para colocar pressão no QB adversario... e quando você junta uma defesa ruim e um ataque ruim, o resultado nunca é bom. Os três calouros que a equipe pegou na primeira rodada - Xavier Rhodes, Cordarelle Paterson e Sharif Floyd - também falharam em causar grande impacto em campo e teriam dificuldades de jogar em times com mais talento (embora Paterson tenha estado muito bem como retornador). 

Como qualquer time sem uma solução de médio prazo como QB, o Vikings termina a temporada pensando no futuro. Com uma escolha alta, o Vikings é uma das principais apostas a irem atrás de um QB nesse draft atulhado de talentos (a não ser no improvável caso de que queiram dar mais uma chance a Christian Ponder). Mas o time que parecia perto do título (erroneamente) ano passado agora é um dos piores times da NFL, e nem o melhor RB da sua geração vai salvar a equipe esse ano. E talvez ano que vem, se o time continuar sofrendo para desenvolver novos jogadores.


Atlanta Falcons

A temporada do Falcons é uma grande surpresa a 2-6, considerando que o time chegou na final da NFC ano passado e que investiu ainda mais para essa temporada. Mas na verdade, isso faz mais sentido do que parece. A estratégia de Atlanta era bastante simples: gastar o máximo de ativos e espaço salarial para formar um pequeno grupo de elite dentro do seu time, sacrificando outras áreas e a profundidade do seu elenco. A idéia era que a força desse grupo de elite - no caso seu ataque - compensasse a fraqueza da sua defesa e outras áreas. E ano passado isso funcionou muito bem: a defesa foi mal, mas o ataque foi espetacular e o time esteve a uma ou duas jogadas diferentes de irem ao Super Bowl. 

Esse ano, tudo deu errado e relevou o lado ruim dessa estratégia. Lesões em Roddy White, Steven Jackson e na linha ofensiva - e depois Julio Jones - tiraram do time sua principal força, e foi quando a falta de profundidade da equipe apareceu. Não só a equipe não tinha jogadores bons na reserva para cobrir esses buracos, como o enfraquecimento do ataque aéreo escancarou os diversos outros problemas da equipe, sua falta de defesa, seu jogo terrestre complicado e por ai vai. Esse é o problema de ter um time muito concentrado em alguns poucos talentos fenômenais, quando um deles se machuca, você fica exposto. Foi o que aconteceu com o Falcons, um time que precisa urgentemente reforçar sua defesa e a profundidade do seu ataque para o ano que vem. Por ora, eles provavelmente vão tentar aproveitar Matt Ryan e Tony Gonzalez para roubar uma vaga milagrosa nos playoffs... mas a 2-6 com uma divisão muito forte, me parece muito difícil.


New Orleans Saints

Esse provavelmente foi o time que mais evoluiu de um ano a outro mudando quase nenhuma peça importante, disputando essa honra com o Colts. Embora "peça importante" apenas dentro de campo, porque Sean Payton está de volta na lateral, e isso certamente tem muito a ver com a evolução do time. O ataque de New Orleans voltou a ser um dos melhores da NFL, misturando corridas, passes longos e todo tipo de jogada, se aproveitando das características de cada jogador de uma forma que poucos consegue (e Payton é um deles). Claro, ajuda ter Drew Brees comandando o seu time, mas mesmo a evolução em relação ao ano passado salta aos olhos. Os jogadores estão sendo mais bem utilizados, e isso maximiza as habilidades do seu QB. Esse ataque voltou a ser assustador, especialmente quando Jimmy Graham voltar a estar saudável.

Mas o que faz do Saints um time extremamente assustador e talvez o time mais "seguro" da NFL é o quão completo ele é. Seu ataque já era esperado que evoluisse com a volta de Payton, mas a defesa foi uma das piores em 2012. Agora ela não é uma das melhores, mas é boa, e isso é o suficiente para solidificar muito a equipe em todos os aspectos. A chegada de jogadores como Kenny Vaccaro, a evolução de Cameron Jordan e a chegada de Rob Ryan tiveram um efeito excelente nessa defesa, de forma que a grande fraqueza da equipe sumiu. E isso que faz deles tão bons: eles não tem falhas. Eles tem uma boa linha ofensiva, um grande QB que comanda um bom jogo aéreo, e um jogo terrestre útil e variado. A defesa é especialmente boa contra o passe, e não comete muitos erros. É um time extremamente completo. Ainda assim, agora o Saints tem concorrência na briga pelo título da divisão, e seu calendário não vai ajudar: ainda recebe 49ers e viaja até Seattle. Mas com dois jogos ainda por jogar contra o Panthers, esses devem ser os jogos a definir a divisão.


Carolina Panthers

Com uma exceção, o Panthers é o time mais quente da NFL no momento: são quatro vitórias seguidas, com uma diferença de 80 pontos nesse perído, 20 por jogo (49ers tem 5 vitórias seguidas a 23 pontos de diferença por jogo). Claro, é difícil usar isso para julgar de fato o quão bom o Panthers é simplesmente porque foram quatro jogos contra times muito ruins (Bucs, Viks e Falcons somam três vitórias totais, e o outro era Saint Louis), mas no fundo, não é essa a tarefa de times bons quando enfrentam times ruins, ganhar deles com tranquilidade? Essas vitórias não dizem tanto assim pelo nível baixo de dificuldade, mas ainda assim eles pelo menos fizeram o esperado de um time superior. Também não está certo descartar tudo isso como irrelevante só porque não foram bons adversários.

Esse bom momento do Panthers, ao contrário do que muita gente espera com Cam Newton no ataque, começa na defesa. A secundária do time é fraca e cheia de jogadores secundários (perdão, não resisti), mas a linha de frente é um caso a parte. Liderados pelo Defensive Rookie of the Year de 2012 (e brilhante MLB) Luke Kuechly e por um forte candidato ao prêmio desse ano (Star Lotulelei), essa linha de frente está forte na conversa para ser a melhor da NFL. Ela é física demais contra o jogo terrestre e consegue chegar com facilidade no QB, e assim como o 49ers ano passado, ela consegue fazer isso sem dedicar ajuda extra em blitzes, o que permite que mais jogadores fiquem na cobertura para evitar expor sua fraca secundária. Enquanto essa linha de frente continuar dominando ataques, o Panthers vai continuar sendo um time forte... e isso antes de tocar no ataque, que voltou a se reencontrar nos últimos jogos atrás de fortes performances de Cam Newton e um bom jogo terrestre.

O problema do Panthers é que é difícil saber exatamente o quão bom eles são nesse momento. Eles começaram mal o ano e foram humillhados pelo Cardinals antes de sair nessa excelente sequência de quatro jogos, mas considerando o nível dos adversários, não é o suficiente para saber exatamente aonde eles se encontram. Os próximos jogos do Panthers são contra 49ers e Patriots, então depois dessas duas partidas poderemos saber mais sobre exatamente aonde esse time do Panthers se encontra. Uma das incógnitas mais perigosas da NFL.


Tampa Bay Buccaneers

O Bucs me lembra um pouco o Chiefs ano passado. Uma boa defesa cheia de grandes jogadores - Gerald McCoy, Darrelle Revis e LAvonte Davis estariam todos na briga para uma vaga no All-Pro Team a essa altura da temporada - e um ataque horrível, com um técnico pior ainda. No caso do Bucs, a questão ofensiva é menos falta de talento e mais um técnico nocivo: Vincent Jackson, Doug Martin e alguns jogadores bons de linha ofensiva não podem fazer parte de um time tão ruim. Assim como o Chiefs ano passado, outro time cheio de talento que foi muito mal, o Bucs esse ano me parece o tipo de grupo que com o técnico certo e um QB novo e mais estável poderia causar estragos - especialmente quando esse técnico a ser tirado é Greg Schiano, o pior da NFL na atualidade. Não descartem o Bucs tão cedo, especialmente se pegarem Bridgewater ou Mariota no draft que vem e voltarem com um técnico novo.


Seattle Seahawks

Isso pode parecer um pouco nitpicking quando falamos de um time que provavelmente é o melhor da NFC nesse momento, mas o que você acha do Seahawks depende do quanto você desconfia da dificuldade do Seattle em vencer times claramente inferiores nas últimas semanas. Alguns podem dizer que o que importa no final é a vitória, e não deixa de ser verdade, mas também é possível argumentar que o fato do time ter tanta dificuldade vencendo times ruins (Bucs, Rams e Texans) não mostra exatamente muita dominação. Com um pouco mais de azar, o time poderia facilmente estar 6-3 se não fosse a pick-six absurda do Matt Schaub, ou então um cara-ou-coroa contra o Bucs ou o Rams falhando ao entrar na end zone da linha de uma jarda. Por isso seu Pythagorean Expectations coloca o time com 6.5 vitorias, abaixo das 8-1 que o time de fato tem. Então isso pode colocar um pé atrás.

Por outro lado, o Seahawks tem mais credenciais de "melhor time da NFL" do que qualquer outro time tirando talvez Denver (o que não quer dizer que ele seja de fato). Sua defesa tem sido, até esse momento, uma das mais dominantes da NFL, segundo atrás apenas do Chiefs. Em particular, o time possui uma combinação mortal de secundária e pass rush: o pass rush não é perfeito mas não depende de apenas um ou dois jogadores (e portanto mais difícil de ser marcado) e consegue bons resultados, e sua secundária talvez seja a melhor da NFL, com um dos melhores safeties do mundo em Etan Thomas e um dos melhores CBs em Richard Sherman. A defesa é um pouco vulnerável pelo chão - foi assim que Bucs e Rams deram tantos problemas ao time - mas na hora de passar a bola nenhuma defesa oferece um desafio tão grande, seja pela versatilidade e profundidade da sua secundária como pelo seu bom esquema tático que parece maximizar as habilidades de cada jogador. A defesa do Chiefs provavelmente é a mais dominante da NFL nesse momento por sua capacidade de forçar turnovers e tornar a vida de QBs um inferno, mas para segurar um adversário em uma campanha final, não tem unidade mais confiável que a de Seattle.

O problema mesmo é a inconsistência do ataque. Marshawn Lynch voltou a ser humano essa temporada, com suas jardas por corrida caindo de 5 ano passado para 4.3 esse ano (btw, 4.3 ainda é muito bom, 5.0 que é de outro mundo), e principalmente, a linha ofensiva foi destruída por lesões, o que tirou bastante o tempo de Russell Wilson para passar a bola, o que força o QB a improvisar e correr muito mais do que seria o ideal, ao ponto de que ele parece as vezes pensar primeiro em correr e depois em passar - uma vitória para qualquer defesa que o enfrente. Então essa inconsistência - e o fato de que o time só jogou dois jogos dominantes o ano inteiro, contra 49ers e Jaguars, e isso já faz cinco rodadas -  torna difícil dizer que o Seahawks é tão superior aos demais times da NFC. Russell Okung ainda pode retornar essa temporada, e Percy Harvin ainda não estreou depois de machucar novamente o quadril, então não é também como se Seattle estivesse apenas ladeira abaixo. Seahawks é o melhor time da NFC na atualidade, mas isso não quer dizer que vá ser quando chegar Fevereiro.


San Francisco 49ers

Para usar uma das minhas frases favoritas de Eyeshield 21: "Em termos de pedra-papel-tesoura, de alguma forma eles estavam jogando apenas com pedra e tesoura". Foi o que aconteceu com o 49ers, que teve que jogar a primeira metade da temporada apenas com parte de seu elenco. Michael Crabtree estava fora, assim como Mario Manningham, limitando consideravelmente o jogo aéreo da equipe. Defensivamente, Patrick Willis jogava no sacrifício, Aldon Smith se ausentou da equipe e Eric Wright, Tank Carradine e Quinton Dial ainda não estavam saudáveis para entrar. Então o 49ers teve que se virar como pode durante isso, antes de receber todo mundo de volta para a próxima rodada, com exceção de Crabtree que deve voltar daqui a duas semanas. 

O fato é que o Niners fez muito bem mesmo sem tanta gente. O ataque do time é o sexto melhor da NFL em DVOA, e para toda a conversa de sophomore slump, Colin Kaepernick agora é o terceiro melhor QB da NFL em QBR. Nas últimas semanas, o time começou a usar seu playbook de verdade, com Kaepernick correndo para 110 jardas e 3 TDs nas últimas duas semanas e abrindo espaço para o jogo aéreo.. antes de Manningham e Crabtree voltarem para aumentar as opções do jogo aéreo. E enquanto isso, a defesa se manteve bem, com boas atuações dos calouros Corey Lemonier e principalmente o candidato a DROY Eric Reid, uma unidade Top10 mesmo sem um dos melhor pass rusher da NFL. Considerando que, desde as derrotas para Seahawks e Colts, o time está 5-0 ganhando os jogos por em média 23 pontos, é suficiente dizer que o time segurou as pontas muito bem enquanto espera a volta do resto do time.

O teto desse time depende do quanto a chegada desse pessoal vai afetar a equipe. Manningham não é uma estrela e Crabtree não deve estar 100% esse ano, mas ainda assim seriam upgrades em relação aos Kyle Williams e Marlon Moores que o time foi forçado a usar essa temporada, e essa maior variedade no jogo aéreo vai abrir ainda mais os espaços para Vernon Davis e Anquan Boldin, sem falar do jogo terrestre. Do outro lado, Aldon Smith está de volta junto com o resto dos reforços, então ainda que apenas Smith seria um titular entre esses (e Willis saudável, claro), eles adicionam para a rotação e mantém os jogadores mais frescos. Então realmente vai depender do quanto a chegada desses jogadores vai mudar no nível de jogo da equipe. Se adicionarem pouco em relação ao atual, ainda é um time muito bom que apresenta perigo chegando nos playoffs, bem balanceado entre ataque e defesa. Se os recém-chegados conseguirem ter o impacto que se espera deles, esse time pode chegar em Janeiro como o melhor da NFL. Vale a pena acompanhar o que vai acontecer com o time.


Arizona Cardinals

O Cardinals é um time que poderia estar brigando pelos playoffs se jogasse em outra divisão. Apesar de um ataque que conta com o extremamente inconstante Carson Palmer de QB, é um time que conta com uma defesa extraordinária, com o melhor CB da NFL (Patrick Peterson) e que está 4-1 em todos os jogos fora da NFC West, mas 0-3 dentro dela. E a 4-4, é um time que ainda briga pelo Wild Card, apenas 1 jogo atrás de Panthers, Bears e Packers. Não durmam no Cardinals.

O problema do Arizona, claro é que ele possui uma enorme disparidade entre ataque e defesa. Sua defesa é simplesmente dominante em todas as áreas: Tyrann Mathieu entrou muito bem, Peterson é um monstro, Daryl Washington é talvez o MLB mais versátil da NFL, e a linha de frente com Calais Campbell e Darnell Dockett é uma das melhores da NFL. Em resumo, é uma unidade que consegue fazer de tudo, marcar todo tipo de adversário e dominar oponentes - não a toa aparece 1st em DVOA na temporada. Infelizmente, do outro lado da bola, a situação é oposta: apesar de possuir uma ótima dupla de WRs e um RB emergente em Andre Ellington, o time não consegue produzir o suficiente. Palmer tem sido um dos piores QBs titulares da NFL em 2013, incapaz de dar a bola para seus WRs e produzindo interceptações demais (10 TDs, 14 INTs), e por algum motivo o técnico Bruce Arians insistiu demais com Rashard Mendenhall de RB (3.1 YPC) ao invés de usar Ellington (7.7 YPC). O primeiro não vai se resolver durante a temporada, e o Cardinals vai ter que adereçar durante a offseason. O segundo é mais fácil, e se o time conseguir tirar o máximo de Ellington e se focar mais em correr com a bola e usar o play action enquanto confia na sua defesa para boas posições de campo, pode causar barulho na reta final.

Na briga pelo WC, o Cardinals parece estar um nível abaixo dos seus concorrentes (Bears, Lions, Panthers, Saints, 49ers, Seahawks ou Packers), ainda mais tendo que enfrentar Niners e Hawks de novo (mais Colts), mas não pode ser descartado. E quando acabar o ano, pelo amor de deus, procurem um QB no draft ao invés de trocar uma escolha de segunda rodada pelo Nick Foles ou coisa assim.


Saint Louis Rams

Saint Louis é o elo frágil da NFC West, um time que está tendo dificuldade tanto no ataque como na defesa. Na verdade, sua defesa parece seguir o mesmo roteiro dos últimos anos: alguns talentos espetaculares como Robert Quinn, Chris Long e Alec Ogletree presos em um conjunto abaixo do esperado, preso demais a contratos enormes e ineficientes (Cortland Finnegan, alguém?). Como conjunto não tem funcionado porque a secundária não tem funcionado, e o ataque tem sido praticamente atroz -  a única pessoa que se salva é o calouro Zac Stacey, que acabou aparecendo como um bom RB.

Para o Rams, o importante é considerar a sua situação de QB depois da lesão de Sam Bradford. Essa situação eu expliquei em detalhes anteriormente, mas basicamente o time pode optar por cortar Bradford essa offseason e salvar mais de 10M em salary cap, ou então ficar com ele mais dois anos e pagar seu contrato imenso e absurdo na íntegra. Bradford nunca mostrou que pode ser um QB de qualidade na NFL, vinha em um ano ruim, e está preso a um contrato enorme por ter sido a última 1st pick sob o velho CBA, então essa offseason seria a chance do Rams de cortar esse vínculo e seguir em frente. Para ajudar, o time tem duas escolhas altas ano que vem no draft - sua 1st rounder e a do Redskins - então opções não vão faltar. Mas em 2013, não tem muito mais o que esperar desse time.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pontos importantes da semana 7 da NFL

"E ai para comemorar o novo logo vamos bater alguns recordes negativos da NFL!"



Ainda não participou da nossa ultra nerd e ultra divertida promoção de NBA? Não sabe o que está perdendo! Clique aqui e tenha a chance de ganhar um livro massa de basquete - ou pelo menos ter o que fazer nessa offseason!!

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Mais uma rodada se passou, mais uma vez vamos abordar, extensamente e nos mínimos detalhes, alguns topicos de interesse que surgiram. Mas antes, um anúncio importante...

Aberta a temporada de mailbags


É com grande prazer que anuncio que estamos abrindo novamente as portas para novos mailbags. Para quem não sabe o que é um mailbag, funciona assim: é uma coluna na qual eu publico emails dos leitores (podem ser perguntas, comentários, whatever) e os respondo, esvaziando minha caixa de entrada, aproveitando para trazer algumas opiniões e comentários interessantes, descontrair um pouco, e interagir com os leitores (minha coisa favorita em ter um blog). É uma forma também de todo mundo participar um pouco, expressar suas opiniões, e aliviar o clima as vezes muito analítico e complicado que fica nessas colunas. Já fizemos uma edição antes um pouco tímida e nunca fizemos de novo, embora as vezes um email interessante inspirasse uma coluna ou algo do tipo. Então agora acho que é um bom momento para tentar de novo, então todo mundo que quiser pode mandar quantos emails quiser para o nosso próximo Mailbag, que deve acontecer quinta que vem.

Se quiser participar, é bem fácil. É só mandar um (ou, na verdade, quantos quiser, não tem limite) email  para "tmwarning@hotmail.com" (de preferência com o título "Mailbag", para facilitar minha vida). No corpo do email é só mandar sua pergunta/comentário/whatever e, se quiser, seu nome e cidade para identificação (opcional). Quinta feira que vem vamos publicar e comentar/responder os melhores aqui e no site do Esporte Interativo, então fiquem ligados.

E vocês podem mandar basicamente o que quiserem no email. Pode ser uma pergunta, uma dúvida ou algo assim, pode ser um comentário interessante, uma opinião, o que vocês quiserem. Pode ser sobre a NFL, pode ser sobre o esporte, pode ser sobre outra liga, sobre um time, sobre um jogador, ou sobre algo que nada tem a ver com nada. Pode ser sobre mim, sobre o blog, sobre algum texto, sobre o que quer que seja - não precisa nem ser sobre esporte desde que seja interessante e/ou engraçado. Vou tentar publicar o máximo possível de emails (dependendo do quanto chegarem), e vou dar preferência com base nos critérios de relevância, interesse da pergunta/questão/comentário e o quanto eu gostar pessoalmente da questão. Já aviso que, obviamente, vou dar preferência aos esportes, mas se tiverem perguntas interessantes de outros assuntos (direta, indireta ou não-relacionados a esportes) também terão seu espaço. Então aproveitem a chance e mandem o que tiverem interesse, quantas vezes quiserem, e veja se sua pergunta aparece quinta feira aqui e no Yahoo. Participem!

As lesões que afetam os quarterbacks


Um dos assuntos que dominou as atenções nas últimas semanas ao redor da NFL foi a quantidade assustadora de lesões a jogadores importantes que aconteceram. Apenas nas últimas semanas vimos Bryan Hoyer, Vince Wilfork, Jerod Mayo, Leon Hall, Reggie Wayne, Sam Bradford, Brian Cushing, Julio Jones, Sean Weatherspoon, Danieal Manning, Ahmad Bradshaw, Dwight Freeney, Ian Williams, Ryan Clady e Russell Okung serem todos colocados no IR, designados para perder toda a temporada por conta de lesões. Jermichael Finley sofreu uma lesão no pescoço que algumas pessoas, espero que overreacting, disseram que poderia encerrar sua carreira. Além disso, diferentes lesões a jogadores como Michael Vick, EJ Manuel, Jay Cutler e MAtt Schaub estão causando todo tipo de mudança em times ao redor da NFL, e essa quantidade - que parece ter se concentrado no mês de Outubro por algum motivo - começa a chamar a atenção.

Claro, uma parte dessas lesões são explicáveis pela natureza do jogo ou simplesmente fruto do azar. Não é esse o ponto. Futebol americano é um esporte jogado em alta velocidade, por jogadores muito grandes e pesados, e com muito contato físico - para um jogador cair no lugar errado, de forma errada, ser atingido em um ponto vulnerável e tudo mais em toda essa correria e altíssima velocidade é muito fácil, e só precisa de um OL de 140kg caindo sobre sua perna para acabar com seu ano. Da mesma forma, com as novas mudanças que a NFL está impondo para diminuir as concussões também levam a muitos tipos de lesões: agora que os defensores não podem mais visar a cabeça ou a parte superior do corpo de seus alvos, a alternativa que lhes resta para dar tackles é atingir a perna dos WRs, e com jogadores muito fortes se jogando nas suas pernas a alta velocidade, tudo que precisa é de um pouco de azar, de um pé preso na grama ou de um salto mal calculado para seu joelho ir para o inferno. Isso tudo, infelizmente, faz parte do jogo.

No momento, eu estou muito mais interessado no efeito do que nas causas. A questão é que nas últimas duas semanas, um número muito grande de QBs se viu vítimas de lesões, e considerando que o quarterback é de longe a posição mais importante para qualquer time no curto ou médio prazo, as consequências também são maiores mesmo não se tratando de um QB de elite (embora meu editor jure que o Jay Cutler é Top15). Normalmente, isso talvez não tivesse tanta repercuss ão - apenas consequências para os times para substituí-los e pronto - mas acontece que estamos em um momento particularmente interessante para qualquer discussão envolvendo quarterbacks por uma série de motivos:

  • Primeiro, porque estamos em um ponto da história da NFL onde, devido as grandes mudanças de regras que vem ocorrendo nos últimos 10 anos para proteger QBs e WRs e incentivar ao máximo o jogo aéreo, quarterbacks hoje são mais importantes do que nunca. Claro que ter um QB de elite não te garante um título e que é impossível vencer sem ter um desses no seu time - os dois últimos Super Bowls foram vencidos por Eli Manning e Joe Flacco, inclusive - mas ter um QB de elite no seu time hoje faz uma diferença muito maior do que 20 anos atrás por conta dessas regras que incentivam o passe: Tom Brady não fica fora dos playoffs (saudável) desde 2002, e Peyton Manning desde 2001. Drew Brees não foi ano passado mas antes disso foi por três anos seguidos, e Aaron Rodgers não perde a pós temporada desde seu primeiro ano como titular, para dar alguns exemplo. Ter um QB desse nível, hoje, te da uma chance muito maior de chegar aos playoffs do que em qualquer ponto na história da NFL.
  • Segundo, porque a classe 2014 de QBs no draft é considerada uma das melhores e mais profundas em algum tempo, um draft que oferece um legítimo franchise quarterback em Teddy Bridgewater e possui mais um grande número de jogadores muito interessantes para sair na primeira ou na segunda rodada - um mock draft que eu cheguei a ver faz algumas semanas tinha QUATRO QBs saindo nas primeiras cinco escolhas (e mais Johnny Manziel na oitava). Então mesmo que quem fez esse mock draft estivesse fumando alguma coisa no processo, o ponto fica: o que não falta em 2014 são prospects interessantes na posição.
  • E terceiro, porque desde que o novo CBA controlou o salário dado a calouros, achar um bom jogador no draft significa que você vai ter quatro anos desse jogador a um preço extremamente baixo. Ao invés de pagar 86M para um jogador que não lançou uma bola sequer na NFL como fez o Rams com Sam Bradford (última 1st pick do velho CBA), times agora podem prender seu QB calouro por quatro anos por menos de 20M se ele sair no topo da primeira rodada - um jogador como Russell Wilson custa ao Seahawks cerca de 1.5M pelo ano passado, esse e os próximos dois. Um bom QB em contrato de calouro é um dos maiores ativos que um time pode ter nesse momento. 
Em outras palavras, esse é o momento perfeito para times começarem seus questionamentos relacionados a QBs caso não tenham uma situação sob controle nesse aspecto. E um aspecto que sempre vai levantar um questionamento é uma lesão no seu titular, especialmente se ele tiver algum fator (e muitos tem) que inspire dúvidas sobre seu futuro. Então com quatro times (Texans, Bears, Rams e Eagles) vendo seus QBs se machucarem e colocarem seu futuro em dúvida, isso levanta algumas possibilidades interessantes com 2014 em mente (Cleveland e Buffalo já foram cobertos aqui)

Philadelphia Eagles

O Eagles é o menos surpreendente de todos esses, porque antes da temporada a grande questão já era sobre qual dos três QBs do elenco seria o titular... e se algum deles seria o QB para Chip Kelly carregar para o futuro na equipe, com a resposta mais comum sendo "nenhum". Michael Vick acabou sendo o titular do time para começar o ano, e os resultados foram mistos: o time ganhou 2 jogos e perdeu 3 com ele no comando (com uma dessas vitórias sendo com Nick Foles entrando no meio da partida) atrás de um bom ataque. Quando Vick se machucou, Foles entrou bem e assumiu a titularidade pelos dois jogos seguintes, tendo uma partida muito sólida contra o Buccaneers e depois tendo um jogo horrível contra o Cowboys, saindo machucado com uma concussão para a entrada do terceiro QB do time, o calouro Matt Barkley... que lançou três interceptações para terminar de perder a partida. Agora o status de Foles para semana que vem está no ar, e com Vick voltando de lesão, ressurgem as questões sobre qual deve ser o titular da equipe.

A vantagem para o Eagles é que uma das perguntas - qual é a solução a médio prazo? - já está respondida desde o começo do ano, e não é nenhum deles. Kelly teve um ano para avaliar diferentes jogadores, ver se algum dos três apresentava as características certas para seu ataque, mas duvido muito que ele tenha visto alguma coisa ao longo da temporada que tenha mudado o que todo mundo já acreditava antes da temporada começar. O ataque de Kelly é complexo e envolve um QB capaz de executar diferentes tipos de jogadas - corridas, passes longos, etc - mas ainda mais importante, precisa de um QB capaz de fazer leituras e tomar decisões com grande rapidez. O segredo desse ataque é colocar diferentes jogadas possíveis dentro de uma mesma formação - um passe pelo meio, um handoff atrasado, uma corrida com o QB, um passe longo, etc - que vão forçar a defesa a reagir de formas diferentes e transformando a defesa em um cobertor curto, e portanto cabe ao QB fazer a leitura de qual dessas jogadas a defesa está deixando desmarcada e colocar a bola lá nessa fração de segundos. Infelizmente, esse jogador não existe no elenco do Eagles hoje - é só assistir meia hora de vídeos desse ataque para ver a quantidade de jogadas na qual o QB forçou sua primeira leitura da jogada (independente do resultado) com uma outra alternativa muito mais favorável se abrindo que teria sido mais vantajosa em caso de uma leitura mais rápida ou mais correta. Nem Foles nem Vick conseguem fazer esse tipo de leitura, e Barkley ainda é uma incógnita sem experiência na NFL. Se Kelly quer maximizar o potencial de seu ataque ao longo da sua estadia em Philly, ele precisa de um QB que não está lá no momento.

Sobre a questão de quem deve ser o titular indo para a frente, deveria ser Vick quando ele estiver saudável. Vick não é e nunca foi conhecido por tomar boas e decisões e fazer boas leituras de jogo, e isso tem atrapalhado o ataque do Eagles, mas ele pelo menos tem feito um bom trabalho simplesmente fazendo coisas acontecerem. Suas interceptações estão sob controle (1.5%, ótima marca) e, apesar dos três fumbles, ele tem compensado isso sendo o QB mais valioso correndo com a bola por uma boa margem, a frente de Andrew Luck e Russell Wilson mesmo tendo tido dois jogos a menos. Seu QBR de 65 é o 10th entre QBs, e Football Outsiders coloca Vick como o 14th passador mais produtivo (ajustado) da NFL, e isso é antes de somar seu valor como corredor. Sua dificuldade tomando decisões prejudica a equipe, mas sua capacidade de correr com a bola facilmente oferece uma dimensão ainda mais preocupante para as defesas que enfrentam o Eagles. E quanto ao seu record de 2-3 como titular, não consigo ver porque a culpa seria de Vick: nesses cinco jogos, a horrível defesa da equipe tomou 159 pontos, quase 32 por jogo, enquanto o ataque anotou sólidos 135 no período - Philadelphia na verdade tem o segundo melhor ataque ajustado da NFL. Então falar que o problema do time é Vick ou o ataque de Kelly simplesmente não é verdade, e enquanto é um fato que o camisa 7 não é o jogador ideal para fazer esse esquema funcionar a todo vapor, ele é quem da ao time atualmente a melhor chance de vencer, como seu QBR indica. Kelly sabe disso, e por isso Vick deve jogar se estiver saudável. 

Houston Texans

Mas se o Eagles era a questão mais fácil para a posição, os outros três times são muito mais complexos. O Texans, em particular, é o que apresenta maior dificuldade na hora de tomar uma decisão. 

Depois de um começo genuinamente muito ruim para a temporada - incluindo um recorde da NFL, quatro jogos seguidos com uma pick six - Matt Schaub vinha em um jogo razoável contra o Saint Louis Rams quando se machucou e foi substituído pelo seu reserva, TJ Yates. A torcida, por incrível que pareça, aplaudiu e torceu para a lesão de Schaub... sendo castigados pouco depois quando Yates lançou sua própria pick six. Karma is a bitch. Mas com Yates não sendo a resposta para nada e Schaub ainda fora, o time acabou dando a oportunidade de jogar contra o Chiefs para o terceiro QB do time, Case Keenum, um calouro redshirt (entrou na liga em 2012 mas não jogou) não draftado de Houston. Keenum teve um jogo decente mas com muitos erros, completando 15/25 passes para 275 jardas e um TD, mas também sofreu cinco sacks e dois fumbles, terminando a partida com um QBR de 35. Com uma semana de bye pela frente (o que pode significar uma semana a mais para Schaub voltar ou uma semana a mais para integrar Keenum ao playbook) e Keenum tendo mostrado alguns bons lançamentos contra uma das melhores defesas da NFL, é de se perguntar qual vai ser o curso do Texans indo em frente.

A questão chave aqui é o quanto o Texans acredita que Schaub possa dar a volta por cima e retomar seus melhores anos. Apesar de nunca ter sido elite, Schaub era um QB muito bom alguns anos atrás, liderando a NFL em jardas em 2009. Entre 2009 e 2011 (antes da lesão), Schaub completou mais de 64% de seus passes para 8 jardas por passe, 4.7 TD% e 2.3 Int%, números bastante respeitáveis (além de um QBR perto de 65). Depois da lesão que encerrou sua temporada em 2011, seus números despencaram: seu aproveitamento permanece o mesmo, mas perdeu mais quase uma jarda por passe (7.1 atualmente), viu seus TDs despencarem para 3.6% e suas interceptações para 2.9%, números bastante ruins como seu QBR abaixo dos 50 indica. Então relacionado ou não, o fato é que desde a lesão Schaub não tem sido o mesmo jogador, então existe uma legítima questão sobre se ele consegue ou não voltar a produzir naquele nível de antes, que junto da boa defesa do time e um jogo terrestre consistente (não tem sido em 2013, mas pode vir a ser com mais saúde e alguns novos jogadores na linha ofensiva) voltaria a produzir um candidato ao título. A resposta para essa questão é a chave para o Texans e sua situação de QB para o futuro. Se o Texans acreditar que Schaub pode se recuperar - ele vai ter 33 anos em 2014, btw - então faz sentido ficar com o jogador por mais um tempo, esperar 2014 chegar e Brian Cushing/Danieal Manning voltarem (quem sabe até Ed Reed saudável), dar uma remodelada na linha ofensiva e fazer uma nova tentativa no esquema defesa forte e ataque coadjuvante e estável. Se acharem que não vale o risco? Bom, agora eles tem algumas alternativas pela frente.

O QBR de Keenum foi ruim essa semana por causa do seu fumble que acabou com as chances de uma virada e os cinco sacks sofridos, mas o que ele mostrou contra uma boa defesa do Chiefs deve ter agradado ao pessoal de Houston. Keenum teve diversos bons passes, saiu muito bem do pocket (as vezes demais, mas com o tempo melhora) para estender jogadas ou criar novos ângulos de passe (algo que Schaub não faz atualmente) e manteve a defesa honesta por vezes, conectando com diversos bons passes longos, mostrando porque a diretoria gostava tanto dele antes da temporada. Keenum acabou não sendo draftado por uma situação parecida com a de Russell Wilson - baixo demais para o jogo, principalmente - mas tem mostrado algumas armas interessantes. Claro que um jogo não é amostra nenhuma, mas oferece uma opção interessante ao time. 

Caso concluam que Schaub merece mais tempo para tentar voltar ao seu velho jogo, então não tem segredo: ele vai voltar a ser titular assim que estiver saudável, com Keenum ganhando a reserva na frente de Yates. Mas caso decidam pelo contrário, e Schaub tenha perdido sua janela na equipe, então o time tem duas opções para o futuro: ou o QB de 2014 é Keenum, ou ele não está no time hoje e o time precisa ir buscá-lo em outro lugar (draft ou free agency). Nesse caso, isso levanta um cenário interessante: se Schaub não for mais ser o titular, o time poderia escalar Keenum até o final da temporada (que já parece perdida, ainda mais agora que Arian Foster e Ben Tate também machucaram) para terem uma amostra melhor do que eles tem no garoto antes de tomar uma decisão. Um jogo não diz nada sobre um jogador, mas os outros 9 jogos que Keenum teria entre agora e o final do ano (mais esse contra o Chiefs) já oferecem uma amostra muito maior e mais confiável do que eles possuem no garoto. Ao final da temporada, com um bom conhecimento do verdadeiro nível do garoto, eles poderiam tomar a decisão de insistir com ele uma temporada inteira ou se precisam procurar seu futuro em outro lugar (talvez até trocando Schaub ainda essa temporada por uma escolha de draft). Não acho que seja o mais provável que aconteça, mas é uma possibilidade interessante aberta pela lesão de Schaub e a boa partida do calouro.

Chicago Bears

A questão do Chicago Bears é diferente. Ao contrário de Schaub, Jay Cutler não vinha em uma temporada ruim: 64.9% de aproveitamento nos passes para 7.4 jardas por passe, 5.3% de TD% e 31 Int% e um QBR de 66.3 - seu aproveitamento é a melhor marca da carreira, seus 7.4 Y/A é sua segunda melhor marca desde que chegou a Chicago, e tanto seu TD% e seu QBR são seus melhores números como um Chicago Bear. Protegido por uma linha ofensiva melhor e com um esquema ofensivo que explora muito melhor a boa opção de checkdown da equipe (Matt Forte) - sem falar na chegada de Martellus Bennett e a evolução e Alshton Jeffery - Cutler tem esse ano o melhor grupo ao seu redor e estava tendo sua melhor temporada na carreira em Illinois, e seu record de 4-2 os colocava entre os candidatos a uma vaga de wild card ou até um título de divisão. Então Cutler se machucou na virilha, podendo perder até seis semanas da temporada, a defesa tomou 45 pontos do fraco Redskins, e agora os prognósticos da equipe parecem muito menos favoráveis para o resto do ano.

Ao contrário de Houston, Chicago não tem um reserva interessante que intriga a equipe com seu potencial: o reserva de Cutler é Luke McCown, um QB de 34 anos que não tem sido mais que um reserva durante toda a carreira e que não ameaça a titularidade de ninguém. O problema aqui é que Cutler é um free agent ao final da temporada, e com alguns bons flashes ao longo da sua carreira e bons números em Denver (e eventualmente em Chicago), ele provavelmente vai conseguir um contrato bem gordo no mercado, seja do Bears ou de outro time. Provavelmente não chegando nos valores Romo/Flacco/Ryan que nos acostumamos nessa offseason, mas espero algo na casa dos 80/90M, e a questão é se o Bears estaria disposto a pagar esse valor considerando que o time já está em uma complicada situação salarial (embora tenha a opção de cortar 18M de salário mandando Julius Peppers embora ao final do ano). A lesão é um fator que pode ser decisivo, nesse cenário, por dois motivos: primeiro, porque com Cutler fora mais seis jogos (aproximadamente), isso vai reduzir consideravelmente a chance do time chegar longe com o camisa 6. Isso pode parecer pouca coisa, mas não é: uma temporada boa, na qual o QB jogou bem e o time foi longe, vai sempre aumentar em muito o interesse da equipe em reassinar com esse jogador em relação a uma temporada 8-8 e uma volta para casa cedo. Os GMs sempre terão uma visão viesada para as performances recentes de um jogador, por isso é tão importante esses "contract years" -  o ano final dos contratos que, por bem ou mal, acabam sendo a base para os futuros contratos desses jogadores. Uma temporada 11-5 chegando na segunda rodada dos playoffs sempre vai te valorizar mais do que uma temporada 8-8, então a redução drástica da chance de sucesso do Bears esse ano com essa lesão vai afetar essa possível renovação. A outra questão é de saúde: Cutler tem sido um pouco vulnerável a lesões (ou pelo menos tem sido visto como sendo) nos anos recentes, e isso preocupa na hora de assinar um QB de 30 anos para um contrato longo e caro. Em 2010, Cutler se machucou na final de conferência contra o Packers em um jogo onde o Bears teve boas chances de surpreender os eventuais campeões; em 2011, Cutler perdeu os últimos sete jogos da temporada e acabou com o que era até aquele ponto uma sólida temporada da equipe; e agora ele sofre uma nova lesão que vai tirá-lo da equipe por algum tempo. Ainda que possa ser injusto dizer por causa disso que Cutler é injury prone (todas as lesões foram coisas diferentes, então é como se fosse uma lesão crônica recorrente), o que importa nesses momentos é a percepção, e o Bears estaria muito menos inclinado a pagar o dinheiro alto que Cutler vai pedir se acreditar que ele não ficará saudável conforme a idade avança.

Esse é o cenário no qual eu acredito que o Bears não estaria seriamente considerando deixar Cutler ir embora se fosse quatro anos atrás ou quatro anos para o futuro: Cutler é um QB sólido que agora está jogando junto dos melhores coadjuvantes que teve em algum tempo, Marc Trestman está desenvolvendo um bom repertório com o jogador, e sua boa atuação em 2013 provavelmente lhe renderia um contrato com a equipe que poderia virar um albatroz em uns dois anos. Mas considerando que essa renovação aconteceria nas vésperas de uma draft class extremamente profunda em QBs e quando os times ainda estão aprendendo as melhores formas de lidar com o novo CBA (com "QB em contrato de calouro" sendo um dos ativos mais importantes da NFL), ela deixa de ser uma certeza. Essa lesão prejudica a última chance de Cutler de mostrar ao time que ele pode ser "o cara" em Chicago e levar o time aos playoffs mais uma vez, e considerando o medo de novas lesões e o quanto um QB de 31 anos (em 2014) iria entupir seu teto salarial já apertado pelos próximos anos, pode levar a diretoria da franquia a arriscar em um novo jogador com um salário controlado pelos próximos quatro anos. Cutler provavelmente foi o grande perdedor aqui, embora ainda ache que algum time no mercado (Cardinals, talvez?) vá pagar os 80M ou mais que ele pedirá.

Saint Louis Rams

Esse era o mais previsível de todos, talvez, e a lesão de Sam Bradford - fora da temporada - só agiliza o processo. Bradford e o Rams na verdade foram vítimas de um CBA que saiu de controle, onde os internos estavam controlando o asilo e deram poder demais para os jovens que acabavam de chegar na NFL. O lockout e a greve dos jogadores de 2011 aconteceram mais por conta de divisões de receita entre times e jogadores e nunca foi de fato um risco a não-realização da temporada (ou mesmo de parte dela), mas entre as coisas que precisavam de fato ser arrumadas (e foram) estava a parte relativa ao salário dos calouros, que estavam ganhando dinheiro demais logo de cara e que, no caso de uma lesão ou um bust, entupiam o teto de um time por quase seis anos. Pense que Bradford, última 1st pick sob o velho CBA, ganhou um contrato de 6 anos e 86M (com 50M garantidos), enquanto que a primeira 1st pick do novo CBA (Cam Newton) assinou um de 4 anos e 22M (totalmente garantidos) - quase 1/3 do contrato de Bradford. Então em relação aos times com QBs de drafts recentes - Newton, Colin Kaepernick, Andrew Luck, RG3, Ryan Tannehill, Russell Wilson - o Rams se encontrava (e se encontra) em uma desvantagem, já que é obrigado a comprometer uma parte muito maior de seu salary cap para Bradford.

Por isso eu achei que eles foram burros em não draftar RG3 em 2012 (mesmo que achasse Bradford um grande QB, o contrato era mil vezes menor e muito mais protegido), e por isso cada vez mais Bradford - que não conseguiu corresponder as expectativas de quando foi escolhido 1st overall - começava a se desenhar como um albatroz na folha salarial da equipe. E também por isso o final dessa temporada é um momento tão crítico para o Rams decidir sobre o futuro da franquia em relação a Bradford: o camisa 8 tem mais dois anos e 34 milhões para receber do Rams caso fique no time para o ano que vem, mas se ele for cortado antes da temporada começar, Saint Louis salva quase 10M em seu teto salarial (embora tenha que arcar com o resto do salário) para 2014, algo importante para um time que está ainda longe de alcançar 49ers e Seahawks na NFC West. Então essa é uma decisão importante que vai afetar o futuro da franquia, e precisa ser tomada ao final dessa temporada... e com a amostra de Bradford que o time já tem até agora, que não foi boa (ele é basicamente um QB mediano na NFL, e nenhum jogador assim deveria ganhar 17M por ano), e agora essa lesão significa que Sam não terá mais os últimos jogos da temporada para fazer seu caso e mostrar que ele merece ser o quarterback do time. Agora é um dilema sobre se vale a pena insistir nele mais dois anos pagando 17M por ano, ou desistir do experimento, seguir em frente, e cortar 10M da sua folha salarial no processo.

Vale lembrar que o Rams tem duas escolhas de primeira rodada esse ano que provavelmente estarão na metade de cima do draft, já que eles possuem a sua própria e mais a do Redskins (2-4). Então em um draft profundo, e considerando que o time tem os ativos para ou adereçar outra necessidade imediata (OL?) além do QB ou juntar um pacote para subir de posição e pegar um QB melhor (talvez até a 1st pick, dependendo de quem for o dono dela), não consigo ver o Rams decidindo que prefere pagar um salário maior por dois anos a mais de medíocridade do que a chance de economizar e ainda tentar achar um novo QB do futuro, não com Sam Bradford, e muito menos com Sam Bradford voltando de uma lesão séria como essa. Acho que Bradford lançou seu último passe como um membro do Rams.


Historicamente ruim


Duas semanas atrás, quando o Bill Simmons escreveu uma coluna sobre NFL, ele disse que a expressão "historicamente ruim" tinha se tornado a expressão mais usada da história dos esportes e que era usada para absolutamente tudo hoje em dia - basicamente, como ele mesmo disse, nosso uso dessa expressão está historicamente ruim. Mas se tem um time que merece o uso - e o uso contínuo - dessa expressão, é o nosso time historicamente ruim de 2013... o Jacksonville Jaguars.

Não preciso explicar exatamente porque o Jaguars é tão ruim, todo mundo aqui tem TV/internet e provavelmente já viu cinco minutos desse show de horrores. O time não pontua, o time não consegue segurar os adversários, e muito além de estar 0-7 e longe da sua primeira vitória, o time na verdade perdeu TODOS seus jogos até agora por pelo menos 10 pontos. O time é tão ruim mas tão ruim que virou quase folclórico a essa altura, e ninguém duvida de que seja o pior time da liga na atualidade.

Mas quão ruim o Jaguars realmente é, historicamente? Bom, é o que eu quero saber. Então usando a base de dados do Pro-Football Reference, vamos ver os times desde 1970 - a fusão entre a NFL e a AFL - que foram tão ruins ou piores quanto esse time para começar a temporada.

Primeiro dado que eu procurei foi dos times que, assim como o Jaguars de 2013, conseguiram perder seus primeiros sete jogos por 10 ou mais pontos - jogos de uma posse de bola ainda podem ser atribuídos a alguma falta de sorte, mas 10 pontos em cada um desses sete jogos é um pouco demais, certo? Bom, acontece que o Jaguars conseguiu algo bastante raro com essa façanha: apenas um outro time nesses 43 anos de NFL conseguiu tamanha futilidade, o Houston Oilers de 1984. Aquele time do Oilers terminou o ano 3-13. Outros cinco times além desses dois também tiveram seis derrotas por 10 pontos ou mais nos primeiros sete jogos da temporada: 1971 Buffalo Bills (1-13), 1986 Indianapolis Colts (3-13), 1976 New York Jets  (3-11), 1973 Oilers (1-14), 1972 Eagles (1-12-1). Em outras palavras, apenas um outro time na era post-merger da NFL conseguiu essa façanha, e apenas UM outro apenas conseguiu atingir esse nível em 6 das primeiras 7 partidas desde 1980.

O Jaguars também se destaca na temporada por ter anotado o menor número de pontos e ter cedido o maior número de pontos na temporada até aqui, anotando 76 pontos (10.9 por jogo) e cedendo 222 (31.7 por jogo). Colocando esses números em contexto histórico (sempre desde o merger), os dois aparecem entre os piores números da história da NFL: 76 pontos anotados nos primeiros 7 jogos da equipe é a 28th pior marca desde 1970, e os 222 pontos cedidos formam a 15th pior marca no mesmo período. Ambas marcas muito ruins, mas não as piores, o que deveria oferecer algum consolo, certo? Bom, na verdade não por um simples motivo: nenhum time na história da NFL aparece nas duas listas na frente do Jaguars. Ou seja, nenhum time foi pior anotando pontos E pior cedendo pontos nos primeiros 7 jogos de uma temporada do que Jacksonville essa temporada, o que o coloca novamente em um nível quase único.

Mas já sabemos nesse espaço que vitórias e derrotas não representam o verdadeiro nível de um time, e que na verdade a melhor forma de medir o quão bom (ou, nesse caso, quão ruim) um time é ou foi é olhar para o seu saldo de pontos. Então vamos olhar o saldo de pontos do Jaguars após sete jogos (-146) e comparar com os outros times na nossa amostra. O resultado é realmente impressionante: depois de 7 jogos, nesses 44 anos de história da NFL, apenas UM time conseguiu começar a temporada com um saldo pior do que o Jaguars de 2013. Foi o Saint Louis Rams de 2009, que eventualmente teve a 1st pick e gastou em Sam Bradford. O Jaguars está também empatado em segundo lugar com o Oilers de 1973, que já foi citado anteriormente. Considerando então saldo de pontos como sendo nossa amostra mais precisa, podemos concluir que o Jaguars foi o segundo pior time (empatado) da história da NFL depois de sete jogos (desconsiderando fatores como calendário, claro).

Por fim, qual é exatamente o patamar que o time precisa alcançar para oficialmente levar o cinturão de pior time de todos os tempos? A primeira resposta de muitos provavelmente seria o 0-16 Lions de 2008, mas não me parece ser o caso - aquele time teve o saldo de pontos de um time acima de 3 vitórias, por exemplo. Olhando por saldo de pontos, o cinturão de pior time de todos os tempos pertence a um que dificilmente será superado, o Tampa Bay Buccaneers de 1976, que inclusive perdeu todos os seus jogos. Esse Bucs teve um saldo de -287 pontos, o que é ainda mais impressionante quando lembramos que em 1976 o calendário da NFL tinha apenas 14 jogos... o que nos da -20.5 de saldo de pontos POR JOGO. Entre a era dos 16 jogos, a pior marca é do 2-14 Baltimore Colts de 1981, com -274 de saldo, -17.1 por jogo. São essas marcas que o Jaguars precisa superar para atingir o nível histórico de pior time da era moderna da NFL: -275 ou menos de saldo de pontos para superar o Colts de 1981, ou -329 ou menos de saldo para superar o Bucs de 76 no saldo de pontos. Então se o Jaguars mantiver o ritmo atual até o final da temporada, perdendo todos os 16 jogos pelo mesmo saldo de pontos que tem agora, com quantos ele vai terminar o ano? Com -334, é claro, quebrando ambas as marcas!!! Sua média de 20.9, atualmente, é também a pior da história da NFL (considerando apenas temporadas completas).

Então o Jaguars não é o pior time da história da NFL... ainda. Mas está caminhando para atingir essa duvidosa distinção, confirmando de uma vez por todas que se existe um time que merece ser descrito como "historicamente ruim" na NFL hoje em dia, é o Jacksonville Jaguars.

(Errata: Originalmente eu disse que o pior time em 16 jogos era o Baltimore Ravens de 1981, mas como alguns leitores atentos repararam, isso é impossível: o Ravens só foi criado em 1996, e o time de Baltimore em 1981 era o então Baltimore Colts. Agradeço aos que avisaram, já foi corrigido).