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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Pensamentos sobre Kyrie Irving e Isaiah Thomas


Obrigado por tudo, Isaiah


Caso vocês morem em uma bolha, terça feira Cleveland Cavaliers e Boston Celtics ontem acertaram uma troca bombástica envolvendo Kyrie Irving, Isaiah Thomas, Jae Crowder, Ante Zizic e a escolha de 2018 desprotegida do Brooklyn Nets.

Eu ainda estou em choque demais para escrever um texto coerente, mas queria discutir rapidamente alguns pontos sobre a troca que acho que merecem destaque, ou então que não tem recebido o suficiente.

(Nota: Um número surpreendentemente alto de pessoas não entendeu o objetivo da coluna, então deixa eu deixar mais claro ainda. A ideia NÃO é analisar a troca, apenas passar por alguns pontos que a meu ver não receberam a atenção devida, ou que eu gostaria de expandir!)

- Lealdade

Toda vez que um jogador importante muda de time os torcedores trazem a questão da lealdade à tona. Gordon Hayward foi para Boston, e torcedores queimaram a sua camisa. Por algum motivo, as pessoas são muito, muito fanáticas quando se trata desse conceito esquisito.

E o problema é que, quando os papeis estão invertidos, os times são elogiados por deixar de lado o subjetivo e tomar as melhores decisões racionais, a melhor decisão "para a franquia". É uma questão de dois pesos, duas medidas, nas quais os jogadores sempre saem perdendo. Hayward é um traidor ingrato por ter saído do time que apostou e investiu nele em Utah. Mas quando Hayward virou free agent em 2014, o Jazz não ofereceu ao ala um contrato máximo - ao invés disso o Jazz deixou Hayward livre para negociar com outros times um contrato que Utah poderia igualar, na esperança de economizar. O Jazz fez o que era melhor para si próprio, no que estava certo, mas o mesmo fez Hayward quando foi para Boston. Um é elogiado, o outro tem sua camisa queimada.

E a troca de Isaiah é mais um exemplo do quão idiotas somos de ficar chorando sobre a falta de lealdade dos jogadores. Isaiah sempre foi um jogador menosprezado por causa do tamanho, e que enfim tinha encontrado seu lugar em Boston. Isaiah logo vestiu a camisa da franquia, assumiu a identidade da cidade, e se tornou um embaixador do Celtics. Esteve envolvido no recrutamento de Durant e Gordon Hayward, escreveu um texto para o Player Tribune sobre o quanto amava Boston e o quão bom era enfim ter achado um lugar onde era valorizado, jogou nos playoffs pelo Celtics em meio a uma situação extremamente emotiva da morte da sua irmã... e foi trocado dois meses depois do final da temporada.

Da próxima vez que for reclamar da falta de lealdade de um jogador, lembre-se de Isaiah Thomas.


- Subjetividade

Objetivamente, foi uma boa troca para Boston. O time ficou mais jovem, mais alto (mais nisso daqui a pouco), trouxe uma opção de mais alto potencial, e evitou o problema de pagar um contrato máximo a um PG de 5-9 de 29 anos vindo de uma cirurgia grave no quadril daqui a um ano. Você pode argumentar que o custo foi muito alto (e foi), e quanto à forma como o time maximizou seus ativos (hold that thought), mas foi uma troca que fez bastante sentido e tornou Boston um time melhor.

Isso do ponto de vista de basquete. Do pessoal? Eu confesso que estou muito triste. Isaiah não merecia isso depois de tudo que fez pela franquia, e do o time e a torcida significavam para ele. Boston perdeu seu jogador mais amado, e três jogadores (Isaiah, Crowder, e o anteriormente trocado Bradley) que constituíam boa parte da identidade da franquia. O time de 2018 pode ser melhor que antes, mas não tem mais o sentimento familiar daquele grupo de jogadores que você se apegou e viu crescer.

Talvez mude de ideia com o tempo, mas mais do que gostar ou não da troca, eu admito que hoje estou triste.


- LeBron James

Um dos pontos mais crítcos da temporada 2017/18 do Cleveland Cavaliers é a permanência ou não de LeBron James mais um ano. E embora seja impossível dizer, a impressão é que essa troca aumenta as chances de LeBron ficar em Cleveland pelo menos mais um ano - o que já seria uma grande vitória do Cavs.

Um dos pontos de preocupação de LeBron supostamente seria a saída de David Griffin, GM do Cavs. Mas o novo GM, Koby Altman, se saiu muito bem em uma situação extremamente difícil com Kyrie Irving, e agora pode ser um novo foco de estabilidade na franquia. E em um bom cenário, o Cavs pode estar adicionando um role player perfeito para LeBron (Crowder), um PG semelhante a Kyrie para substituí-lo (Isaiah) e AINDA tem a chance de adquirir uma nova estrela para seu futuro dependendo de onde a escolha do Nets cair.

Claro, ainda tem muita coisa que poderia dar errado para o Cavs (mais daqui a pouco). Mas em um cenário onde parecia cada vez mais provável uma saída do King James, uma boa troca dessas pode dar vida nova para Cleveland com o melhor jogador da sua história.


- Golden State Warriors

Deixando de lado a questão do futuro por um momento, e pensando apenas em 2018, eu acho que para o Cavs existe apenas uma pergunta que importa: como essa troca me ajuda a enfrentar o Golden State Warriors?

E a resposta me parece ter duas faces. Por um lado, Jae Crowder é exatamente o tipo de jogador que você quer ao seu lado (e ao lado de LeBron) se você vai enfrentar o Warriors. Apesar da inconsistência, Crowder é um ala capaz de defender três posições, trocar a marcação e espaçar a quadra com seus arremessos. É alguém que te ajuda a enfrentar a altura e versatilidade de Golden State, oferece uma opção para tentar defender Durant sem sobrecarregar LeBron, e pode fazer tudo isso ainda ajudando do lado ofensivo da quadra. No papel, é o jogador que você quer do seu lado.

Mas por outro lado, Isaiah no lugar de Kyrie é uma considerável piora. É possível argumentar que, se Isaiah estiver saudável e conseguir reproduzir seu nível de 2017 (ambas dúvidas razoáveis), a diferença entre os dois jogadores é pequena, se existir. Mas basquete não se joga no papel, se joga em um contexto, e no contexto de enfrentar Golden State ter Kyrie é uma grande vantagem sobre Isaiah por dois motivos.

O primeiro é que Irving é um pesadelo de matchup para a defesa de Golden State. A defesa do Warriors é uma das melhores da história do jogo, e sua principal força vem do quão bem a defesa trabalha em conjunto, trocando marcação, fechando espaços coletivamente, negando a formação da jogada adversária. É talvez o ápice do que uma defesa moderna de basquete deveria ser. No entanto, o jogo mano-a-mano de Irving é quase uma kriptonita para essa defesa, pois ela tira o coletivo da equação e coloca apenas um defensor individual no confronto, que Irving é capaz de fazer valer por conta da sua habilidade surreal de criar arremessos. Isaiah é um bom pontuador em isolação, mas não está no nível de Kyrie (em parte porque talvez ninguém na NBA está) nesse quesito, e essa é uma jogada que realmente precisa ser de outro nível de eficiência para fazer valer. Isaiah dificilmente seria capaz de reproduzir esse nível de produção no mano a mano, e com isso Cleveland perde uma arma de extrema importância e que, repito, Golden State simplesmente não consegue marcar durante alguns momentos.

E segundo pela questão defensiva. Tanto Irving como Isaiah são péssimos defensores, mas esconder o primeiro na defesa é muito mais fácil. Kyrie é um defensor até decente no mano a mano, e muito ruim defendendo fora da bola, se perdendo com facilidade, mas isso em geral é mais fácil de se esconder em um bom time em um bom esquema - para atacá-lo você precisa envolver ele na jogada, e envolver outros jogadores. Kyrie vai errar bastante, claro, mas é mais difícil atacar um jogador assim. Você vai atacá-lo dentro do seu ataque, mas não vai ser um alvo a ser atacado individualmente de novo e de novo.

Isaiah é diferente. Além dos problemas fora da bola (E em screens), a falta de altura de Isaiah faz dele praticamente um missmatch ambulante para o adversário atacar, especialmente um time com tantas armas como o Warriors. Ele pode ser atacado de várias maneiras simplesmente pela sua limitação física que um jogador mais atlético e alto como Kyrie, por pior defensor que seja, não sofre tanto. Isso obriga seu time a se desdobrar muito mais para escondê-lo defensivamente, e não precisa voltar muito no tempo para lembrar o quanto Boston sofreu com suas lineups e formações para escondê-lo contra times como Bulls e Wizards.

Em geral, claro, Isaiah compensa isso com seu ataque fabuloso. Mas dentro do contexto desse duelo, o ataque de Isaiah é uma piora para o Cavs, e sua defesa também, fazendo dele um jogador muito menos efetivo do que Kyrie seria contra o adversário mais importante do ano.

Entre a piora (relativa!) com Isaiah e a melhora com Crowder, como o Cavs fica no matchup é difícil dizer. Em geral, eu diria que o Cavs se torna um time mais estável e com melhor piso na hora de enfrentar Golden State, mas com um teto menor, e contra um time superior esse teto pode fazer mais falta.


- Altura

Querendo ou não, altura importa - e muito - no basquete. E um dos pontos chave que não tem sido levantado o suficiente quando discutindo o Celtics de 2017 e sua projeção para 2018 é como a altura dos jogadores impactou o coletivo do time.

Em especial, o fato de que Boston jogou 2017 com Isaiah Thomas (5-9, jogador mais baixo da NBA) e Avery Bradley (6-2, baixo para um SG) cobrou mais do time do que se imaginaria. Eu já falei sobre como é difícil esconder as limitações defensivas de Isaiah por causa do tamanho, mas esse foi um problema que acabou composto com as limitações de altura de Bradley: um dos melhores defensores mano a mano da NBA, a falta de altura limita não só sua capacidade de ajudar na defesa trocando a marcação e cobrindo os demais companheiros, mas o fato de que ele já tem que fazer isso enquanto cobre a defesa de Isaiah - que não pode ser movido ao redor do alinhamento adversário por causa da altura - limita muito o que Bradley pode contribuir do lado defensivo, e força o time inteiro a ter que compensar por isso.

Esse déficit de altura foi um dos problemas por trás da defesa do Celtics ano passado, e também dos rebotes. A série contra o Bulls quando Rondo estava saudável: Chicago atacava Isaiah individualmente na defesa e nos rebotes, isso gerava uma quebra coletiva para ajudar, e Chicago conseguia mais rebotes de ataque em cima de jogadores fora de posição ou cestas fáceis. E, acima de tudo, um dos fatores que motivou algumas das trocas de Boston, em especial a de Avery Bradley por Marcus Morris, que tinha um objetivo claro de cercar Isaiah (na época) com tamanho para que esse problema ficasse muito menos evidente, e mais fácil de ser coberto. A montagem atual do time teve o foco de aumentar seu tamanho mantendo a flexibilidade e mobilidade de jogadores menores, e é um aspecto subestimado da evolução do time entre 2017 e 2018 e da chegada de Kyrie. Apesar de perder dois dos seus principais defensores, a defesa do time para 2018 pode ter uma evolução devido a ter resolvido aquele que foi secretamente um dos seus principais problemas do ano passado.


- Custo de oportunidade

Eu acho que foi uma troca boa para Boston. O Celtics (corretamente) estava bastante receoso de pagar um contrato máximo ano que vem para um Isaiah Thomas de 29 anos após uma lesão séria no quadril, e Crowder era mais dispensável após as aquisições de Tatum e Morris. A troca por Kyrie da ao time um jogador de maior potencial, mais jovem, e cuja linha do tempo encaixa melhor com o resto desse ainda bem jovem elenco. Você pode argumentar que o preço foi muito alto por causa da escolha desprotegida do Nets, e sem dúvida foi - dado o mercado frio, eu não sei com quem Boston estava competindo por essa troca de forma que o preço tenha subido tanto assim. Mas tornou Boston um time melhor no curto prazo, e manteve a perspectiva ainda mais favorável no médio/longo prazo.

O que eu acho que é um motivo mais complicado, e que merecem mais críticas, foi a forma como o time lidou com seus (muitos) ativos na busca de uma troca. O que é irônico, já que a grande crítica ao Danny Ainge é que ele era apegado demais aos seus ativos na hora de acordar trocas. Mas se era a hora de trocar a escolha do Nets, não poderia ter dado a ela um uso melhor, quando jogadores como Jimmy Butler e Paul George foram trocados por retornos muito menores? Irving é um upgrade sobre Isaiah, mas trocando por esses jogadores você manteria Isaiah, Hayward, Horford e adicionaria mais uma estrela.

Para mim essa é a grande crítica à forma como Boston conduziu sua offseason, e uma bastante válida. É possível que isso tenha sido mais relacionado à avaliação pessoal dos jogadores em questão por parte de Ainge, que é alguém muito confiante em sua avaliação de talentos. Mas de todo modo, não me parece que todo o processo dos últimos meses extraiu o máximo dos ativos que Boston tinha (por sorte eram, e ainda são, muitos), e com a chance de refazer essa offseason, Boston possivelmente teria como sair ainda melhor. E, justo ou não, fica a sensação de que o time pagou caro demais agora depois de se arrepender dos acordos que perdeu mais cedo na offseason. 

Dito isso...


- Big picture

É possível criticar o preço pago por Kyrie Irving. É ainda mais válido criticar a forma como Boston lidou com seus ativos, como descrito acima, e o custo de oportunidade que a franquia incorreu ao usar sua escolha mais valiosa em Irving quando outros jogadores talvez melhores poderiam ter sido adquiridos pela mesma escolha, sem perder Isaiah.

Mas a questão que também não pode ser perdida de vista é a seguinte: nessa offseason, Boston trouxe duas estrelas legítimas, montando assim um trio de All Stars em Kyrie, Hayward e Horford, mantendo também junto um excelente promissor núcleo jovem (Smart, Jaylen Brown, Jayson Tatum) E com ainda mais uma escolha valiosíssima do Draft de 2018 nas mangas para adquirir outro jovem talento. O resultado, sem a menor dúvida, ainda é excelente: Boston saiu dessa offseason melhor no presente, e melhor posicionado para o futuro. Esse é um excelente resultado para qualquer offseason.

E parte do motivo pelo qual Ainge pode pagar a mais por Irving é porque os passo anteriores permitiram. Trocar a escolha #1 foi criticada, mas gerou uma escolha Top5 extra, que por sua vez permitiu trocar a escolha do Nets e adquiri uma estrela na posição de PG para o futuro. Perder Crowder não vai doer tanto por causa das aquisições de Brown, Morris e Hayward. Boston passou um bom tempo valorizando os ganhos marginais de cada negociação e cada troca justamente para chegar no ponto onde poderia fazer uma troca podendo pagar a mais sem grandes perdas, e foi o que aconteceu aqui.

Se Boston estava certo em usar essa abertura com Kyrie Irving e não com jogadores com Butler ou George é questionável, mas não muda o fato de que Boston se reconstruiu com uma rapidez única na história da NBA, se estabelecendo como legítima força no Leste, enquanto ainda se mantém muitíssimo bem preparado para o futuro. Na big picture, a trajetória de Boston não é nada além de um grande sucesso.


- Riscos

Desnecessário dizer, essa foi uma troca excelente para Cleveland. Em uma situação difícil com a demanda de troca de Kyrie, em um momento onde o mercado da offseason já estava se fechando e os times estavam com os elencos quase prontos - e com a free agency de LeBron como uma sombra por cima de tudo isso - o novo GM Koby Altman conseguiu uma proeza de primeira ordem. O retorno que conseguiram de Boston é de longe o melhor que conseguiriam no mercado a esse ponto, e atinge três pontos importantes: Conseguem um PG pontuador All Star (e 2nd Team All-NBA) para o lugar de Kyrie, bem como um role player de alto nível, para ajudar a repor sua perda e continuar sendo um forte candidato ao título no curto prazo; adicionaram um jovem talento (Ante Zizic, não esqueçam dele) que teria sido uma escolha de loteria se estivesse nesse draft e mais uma escolha de Draft bastante valiosa, como base para seu futuro; e ainda impressionaram LeBron com essa troca. Cleveland saiu MUITO bem.

Mas o que me incomoda é que toda troca tem prós e contras, ganhos e riscos... mas de modo geral ninguém está comentando dos riscos que essa troca envolve para o Cavs. Todo mundo está assumindo o melhor cenário e avaliando a troca de acordo, esquecendo os pontos que ainda podem agir contra Cleveland na troca.

O primeiro e mais significativo é a saúde de Isaiah Thomas. Isaiah está vindo de uma lesão séria no quadril, e seu jogo depende muito do físico e da sua capacidade de explosão e agilidade. Qualquer lesão que tenha consequências pode afetar bastante seu jogo daqui para frente, e supostamente a lesão foi um dos motivos que levou Boston a fazer essa troca. Pode ser que não seja nada sério, mas com um PG de 5-9 vindo de uma lesão dessas e a um ano de um contrato milionário, a margem para erro é bem menor.

Outro risco é a escolha de Draft do Nets. Embora seja ainda uma escolha bastante valiosa, ela também carrega algum risco. Em um Draft que é considerado muito forte no topo (top4-5) e com uma grande queda depois, o Nets talvez não seja tão ruim quanto em 2017, e quanto se espera. O time foi surpreendentemente competitivo ano passado quando Jeremy Lin esteve saudável, e Brooklyn conseguiu bons reforços que não só melhoram o nível de talento da equipe, mas que encaixam bem no esquema que o seu bom técnico (Kenny Atkinson) quer implementar. Ano passado, o Nets jogou com um estilo divertido e veloz que gerou uma tonelada de boas bolas de três pontos, só não tinha quem as acertasse. Agora com DeMarree Carroll (37% 3PT  nos últimos 3 anos), D'Angelo Russell (35%) e Allen Crabbe (41%) a bordo, essas bolas de três vão começar a cair mais, e isso pode tornar esse time razoavelmente perigoso. É um time reforçado, com um bom técnico, e mais importante um que não tem qualquer incentivo para tankar em meio a uma queda no nível geral da NBA e do Leste. O time ainda vai ser ruim, mas isso pode ser a diferença entre uma escolha #3 e uma #6, e nesse Draft essa é uma diferença enorme.

É claro que a troca ainda é ótima, e a melhor que o Cavs poderia conseguir. Conseguiram um All-Star, um bom role player, um jovem jogador com potencial e uma escolha valiosa. Existe um cenário possível onde o time consegue se reforçar contra GSW, vence um título, o time ganha a escolha #1 (de novo!) e LeBron decide ficar em Cleveland. Mais realista, também existe um cenário possível onde o time se mantém bom o suficiente para desafiar GSW de novo esse ano, sem grandes perdas no curto prazo, e mesmo com a saída de LeBron o time se reconstrói em torno de uma escolha Top5 (Bagley, Bamba, Doncic, Ayton ou Michael Porter) de Draft e mais talentos sob contrato.

Mas também existe um cenário onde as lesões de Isaiah prejudicam seu futuro e a temporada 2017 do Cavs, LeBron sai, e a escolha do Nets não rende um dos cinco grandes nomes desse Draft, deixando o time pior no curto prazo e sem uma grande fundação para uma reconstrução. É uma possibilidade real.

Ainda vale a pena? Sem a menor dúvida - a recompensa supera os riscos, e é um excelente retorno mesmo por um jogador do nível de Kyrie. Mas os riscos existem, e não podemos ignorá-los quando discutimos a troca.


- Técnicos importam

Trocas não acontecem no vácuo. Novos jogadores precisam ser incorporados a novos esquemas táticos, e novas funções. Trocas são feitas pensando não no que jogadores fizeram, mas no que farão no futuro para seus novos times, e isso passa sempre por um contexto e uma adaptação difícil de antecipar. Por exemplo, Isaiah Thomas foi melhor que Kyrie em 2017, mas fez isso em um esquema tático montado ao seu redor, tendo como objetivo maximizar suas forças, enquanto Kyrie era  segunda opção em um sistema montado ao redor de LeBron James. Em 2018, as funções serão opostas: Kyrie será o foco do ataque, enquanto Isaiah precisará se adaptar a um jogador que gosta de segura a bola. Como cada um será nesse contexto, e quem será melhor? Não sabemos, e isso faz com que analisar trocas seja uma ciência bastante inexata.

Essa adaptação é um trabalho difícil e que muitas vezes vai depender do técnico em questão, o que é uma coisa boa para Boston: o Celtics tem Brad Stevens, um dos melhores técnicos da NBA e um mestre estrategista. E, por acaso, o esquema ofensivo que ele implementa é perfeito para Kyrie Irving: a movimentação de bola e a presença de playmakers como Hayward e Horford vai tira de Irving a necessidade de jogar tanto como criador de jogadas (o que não faz tão bem), e as movimentações usadas para abrir espaços para Isaiah funcionariam ainda melhor para liberar Kyrie para pontuar. Ainda é incerto se Kyrie - alguém que gosta de segurar a bola, jogar em isolação, e que supostamente quer ser a estrela do time - vai aceitar ou conseguir se adaptar ao esquema mais coletivo e a jogar sem a bola como Boston requer, mas sem dúvida jogar com um técnico criativo e um elenco versátil ajuda as chances de sucesso.

Do outro lado, isso é algo que me preocupa um pouco em Cleveland. Isaiah atingiu seu potencial em Boston através de um esquema voltado para sua movimentação sem bola, corta luzes para abri caminho, e uma série de jogadas desenhadas como hand-off. Dificilmente terá a mesma liberdade e atenção do ataque em Cleveland, onde LeBron controla muito mais o jogo. Integrar Isaiah e sua movimentação fora da bola ao ataque que costuma ficar concentrado nas mãos de um jogador só será um desafio, especialmente por causa dos problemas defensivos que Isaiah causa do outro lado.

A troca, em geral, foi boa para ambos os times, mas com isso se refletirá na corrida pelo Leste em 2018 vai depender do quão bem e quão rápido os times conseguem incorporar suas novas aquisições na sua rotação. Tanto Isaiah como Kyrie são jogadores com forças e deficiências bastante específicas, que não são fáceis de se maximizar, especialmente com pouco tempo. E aqui a falta de um grande técnico pode pesar para o Cavs, e Boston pode colher mais um benefício de ter começado sua reconstrução com Brad Stevens.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Os eliminados

Nem Jedis salvaram a temporada do Bobcats



Antes do lazer de dissertar sobre os assuntos mais interessantes (como por exemplo o porque dos problemas do Boston Red Sox na temporada - interessante porque a tendência pelas estatísticas é melhorar pitching e manter o poder ofensivo -, Ricky Rubio ou os playoffs) da temporada, temos o doloroso dever de comentar sobre aqueles que a partir de quinta não tem mais nada a fazer a não ser rezar pras bolinhas da loteria colocarem Anthony "Monocelha" Davis no colo deles. Ou seja, falar dos 14 times que estão fora dos playoffs, já que a última vaga foi garantida ontem pelo Utah Jazz.

Aliás, eu nunca gostei tanto do estilo de classificação pros playoffs da NBA. 30 times, com 16 classificando? Sempre achei gente demais indo aos playoffs. Ainda que tenhamos eventualmente bons times que ficam com as ultimas vagas (Memphis em 2011, por exemplo), também temos algumas desgraças classificando simplesmente porque tem que preencher as oito vagas (Pense na conferência Leste dos últimos anos). Pessoalmente acho 16 de 30 gente demais... E na MLB (8 de 30 ate ano passado) é gente de menos, sempre tem time bom que merecia ficando de fora simplesmente porque tem muito time bom. Prefiro a NFL, 12 de 32, e as duas top seeds com folga na primeira rodada. Muitas vezes temos bons times ficando fora, mas em geral é mais emocionante. Lembrem-se, por exemplo, que nas ultimas duas temporadas, os campeōes Packers e Giants só classificaram nos detalhes (Packers porque o Bucs perdeu em casa pro Lions - sem Matt Stafford - e o Giants porque o Dallas perdeu do Redskins).

Mas enfim, essa enrolação fica pra outro dia. Vamos ver agora quais foram os 14 times que foram eliminados dos playoffs, e como cada um deles terminou a temporada. Começando do topo...


Charlotte Bobcats
O Bobcats joga hoje contra o Orlando Magic pra evitar a desonra de ser o pior time da história da NBA, pelo menos no que tange a aproveitamento. A gente comentou muito sobre o Bobcats no podcast que fizemos recentemente, então se quiser nossa opinião mais completa vale a pena dar uma olhada. Também acho que vou fazer antes do Draft um post sobre como o Bobcats chegou nessa situação.

Mas por enquanto, vamos ficar com o seguinte: O Sixers de 73 é o pior time de todos os tempos numa temporada de 82 jogos (9-73), o Vancouver Grizzlies de 99 teve 8-42 na última temporada com lockout, e o time que menos venceu jogos foi o Providence Steamers de 48, com 6-42. O que nos leva a duas perguntas: Quem diabos teve a ideia de ter um time profissional em Providence, e onde o Bobcats de 2012 (Que pode terminar 7-59 se perder hoje pro Magic) fica em comparação com esses times historicamente ruins?

Bom, o pior aproveitamento da história foi do Sixers de 73 com 11%, e o Bobcats perdendo do Magic chegaria a históricos 10,6%... O que definitivamente o qualificaria pra discussão de pior time de todos os tempos. Mesmo que o record do Bobcats tenha caido porque eles claramente estão afundando pra tentar a sorte com o Anthony Davis no Draft, quando levamos em conta que hoje a Liga com 30 times está mais diluída em termos de talento do que nunca, não é dificil imaginar que esse Bobcats realmente mereça brigar pelo posto de pior time de todos os tempos.

A chance deles é tentar a sorte com o Davis no Draft, um tremendo prospect vindo de uma das melhores temporadas da NCAA desde Shaq. O Davis sozinho não vai fazer o time ser decente, até porque ainda chega na NBA com alguma limitação no seu jogo ofensivo, mas não da pra negar que tem tudo pra se desenvolver num tremendo pilar pra franquia se montar em torno. Com KEmba Walker, Bismack Biyombo (Mais cru impossível, mas gosto bastante do seu potencial, é melhor do que parece) e Anthony Davis, e mais uma ou duas boas posiçōes no Draft (Extremamente cabível), e de repente o Bobcats pode conseguir algo de bom pro futuro. Mas não custa lembrar que ser uma droga, na NBA, só te leva atê certo ponto... Ou seja, 25% de chance de conseguir a 1st pick overall. Davis ainda ta bem distante de Charlotte.


Washington Wizards
Quando eu pensava no Wizards no começo do ano, a primeira coisa que vinha na minha cabeça é que era um time jovem, com até uma boa dose de talento, mas extremamente sem cabeça, cujos jogadores não tinham o QI suficiente pra saber qual o lado certo da quadra (Nisso eu acertei!), sempre tomavam a decisão errada e ligavam demais para o próprio jogo ao invés do coletivo. E na verdade, era exatamente isso que o Wizards era.

A questão pra Washington é que eles não estavam satisfeitos com isso, e decidiram mudar radicalmente o padrão da equipe, se livrando de todos os jogadores imaturos, desinteressados, excessivamente fominhas... Enfim, os jogadores que prejudicavam a equipe. Nisso eles se livraram do JaValle McGee, do Nick Young, Andray Blatche afundou no banco. O time começou a dar mais tempo de jogo para jogadores mais esforçados como Trevor Booker e Kevin Seraphin e para os calouros Jan Vesely (Terminando muito bem a temporada) e Chris Singleton, deixou o Nenê na equipe pra ser o mentor da molecada, e especialmente tratou de dar ao John Wall um papel que o fazia agir mais como armador puro (algo que ele tem muito talento pra ser, mas parece ter dificuldade de pensar como um), distribuindo e infiltrando quando aparece a chance, puxando contra ataques. O resultado é que o Wizards, apesar de possivelmente ter perdido em termos de talento, acabou melhorando bastante mais pro final da temporada, teve bons jogos, o John Wall tem mostrado uma boa evolução e de repente eles parecem o que deviam ser: Um time atlético, talentoso e que parece finalmente ter achado a direção certa, ainda que tenha muito a percorrer. Nada que uma boa posição num dos melhores Drafts recentes não possa ajudar.


Cleveland Cavaliers
Os boatos de que se você procurar por "Tanking" (quando você perde propositadamente pra conseguir uma colocação melhor no Draft) no dicionário encontrará uma foto do Cavs ainda não foram confirmados.

O problema do Cavs nessa temporada foi simplesmente que o Kyrie Irving acabou sendo muito melhor do que a encomenda. Ele é muito atlético e inteligente, um dos melhores em toda a Liga fechando jogos, costura a defesa com muita facilidade, ótimo arremessador e com 19 anos já é um dos melhores jogadores da Liga. Lembrando que Irving jogou apenas seis jogos na NCAA por causa de lesão, o Cavs provaelmente esperava encontrar um cara mais cru e que iria demorar um pouco mais pra se desenvolver, mas o Irving já chegou destruindo tudo e todos e o Cavs de repente tinha time pra brigar pelo fim dos playoffs. O problema era que o Cavs estava se aproximando daquela zona neutra na NBA, a pior de todas: O time não é tão forte nem com um plano tão encaminhado a ponto de brigar pelo título da Liga no curto prazo, e nem tão ruim a ponto de melhorar o time com boas escolhas de Draft - especialmente um local pouco atraente pra Free Agents como Cleveland. Mas esse lugar - com apenas Irving e Tristan Thompson de prospects, e com tudo pra ficar lá pelo sétimo ou oitavo lugar no Leste - era exatamente aonde o Cavs estava indo, e quando o Varejão acabou machucando, o Cavs decidiu que era melhor perder e conseguir um bom jogador nesse Draft estufado. Ai muitos jogadores do Cavs começaram a ficar de fora, perder espaço ou até machucar, ao ponto que o craque do time por algum tempo foi o Lester Hudson. Leia de novo essa frase, e entenda como o Cavs saiu de possível time de playoffs pro terceiro pior da Liga em termos de record (junto com outros tres, mas enfim). Conseguiram o que queriam: Uma boa posição no Draft pra se reforçar.

Mas o Cavs realmente saiu bem desse ano, porque achou um Franchise Player. E o Irving é definitivamente um, ele ataca a cesta como poucos na Liga, eé um dos melhores finalizando perto do aro e   arremessa muito bem, e algo me diz que boa parte do seu numero relativamente baixo de assistências se deve à falta de companheiros capazes de finalizar a jogada. Só acho que o Cavs cometeu realmente um erro grande ao escolher o Thompson e nao o Jonas Valanciunas com sua segunda escolha de Draft em 2011. O Thompson jogou bem e ta numa boa sequencia pra terminar o ano, não levem a mal, mas ele é um PF como tem tantos outros na Liga, enquanto que o Valanciunas - apesar de ainda não ter jogado, então dificil dizer se vai ser bom ou nao - eé um tipo de jogador mais raro, um pivô bom defensivamente e habilidoso no ataque. E adivinhe qual é a posição com mais Depth desse Draft? PF, exatamente. Talvez valesse a pena pegar o Valanciunas pra pivô e agora ir atrás de um PF como Thomas Robinson, Jared Sullinger ou ate mesmo Anthony Davis.


New Orleans Hornets
Apesar do elenco muito fraco e de ter jogado quase toda a temporada sem seu melhor jogador (Eric Gordon), o Hornets acabou incomodando muito time bom por causa da energia dos seus jogadores, defesa muito esforçada e uma consciência sobre suas limitaçōes, além de ter achado bons jogadores em Gustavo Ayon e Greivez Vasquez, e a contribuição de veteranos como Jarrett Jack e Chris Kaman. Claro, ainda ganhou só 21 jogos e tem uma das piores campanhas da NBA, mas o elenco era realmente muito limitado e o Hornets foi um dos poucos times desse tipo que não se entregou e se esforçou pra perder. 

O problema do Hornets é que o Eric Gordon não assinou a extensão do seu contrato e, ainda que volte ao time (É Free Agent restrito), deve vir a um preço maior. Ainda assim, o Hornets não ta em má situação, pois tem sua escolha (uma das piores campanhas da Liga) E a escolha de primeira rodada do Wolves, o que significa boas chances pra uma escolha de loteria e ainda vai ter uma segunda escolha bastante alta. Como eu já disse, esse Draft está muito bom e muito profundo, o Hornets tem tudo pra sair dai com dois titulares de qualidade pra juntar com as boas peças jovens do seu elenco. Perder sua estrela nunca é facil, especialmente uma do nível do Chris Paul, mas a troca acabou sendo boa pro Hornets: Duas escolhas de Draft muito valiosas num ótimo Draft, um dos melhores jovens SGs da Liga e paz de espírito pra achar um novo dono (que deve oficializar em breve a compra da equipe). Not bad, Hornets...


Sacramento Kings
O Kings pra mim tinha tudo pra ser um dos times mais divertidos da Liga - talentos como Tyreke Evans, Marcus Thornton, Demarcus Cousins, dois calouros divertidos como Jimmer Fredette (Pessimamente utilizado na temporada) e Isaiah Thomas (eu cantei essa no dia do Draft. Isso mesmo, voce vive num mundo onde Brian Cardinal foi um jogador importante num time campeão e eu acertei um palpite sobre um prospect obscuro. Durmam com essa, maias!), jogando pra tentar manter o time na cidade.

Mas nisso eu errei feio, o Kings foi um dos times mais irritantes de se assistir na Liga. Parece que existe uma regra em Sacramento: Nunca passe a bola se você pode segurá-la por meia hora e forçar um arremesso. A temporada começou ruim, Neymar Cou... er, Demarcus Cousins conseguiu derrubar seu ténico e continuou sendo um babaca e tomando decisōes ruins em quadra (Ele simplesmente é bom demais, mas não tem cérebro), e ninguém além do Thornton parecia estar confortável. Em especial, o Tyreke Evans não eé nem mais sombra daquele jogador espetacular que foi calouro do ano, ele eé um buraco negro que parece que prefere arremessar do que usar sua massa e agilidade pra atacar o aro. Quando o Paul Westphal - que claramente não tinha controle do grupo - saiu, o time começou a jogar mais solto, os jogadores pareciam mais felizes e confortáveis, e o time começou a ser ainda mais um bando de fominhas que pegava a bola e segurava até estar afim de arremessar. Um time sem esquema, sem movimentação de bola... Parecia perdido.

As coisas melhoraram quando o Isaiah entrou e assumiu o comando da equipe, chamou jogadas e controlou a bola de maneira geral, tornando o time menos disperso. Mesmo assim, o Kings continuou uma tortura de assistir, muito talento sendo muito mal usado. Se tem um time que precisa urgente de um técnico, eé o Kings. Confesso que acredito nos boatos de que Evans e Cousins não se deem bem por lá, e acho que o Evans vai acabar dando o fora de lá sem muita oposição, e o Kings finalmente vai se comprometer com o Cousins de Franchise Player. Aonde isso vai levar, eu naão sei... Como eu disse, talento o time tem, só não sabe usar.


Toronto Raptors
Ainda que o Raptors tenha ido mal na temporada, e ter sido totalmente irrelevante, não acho que o time está na sua pior situação. Ainda que seja bem fraco, o time mostrou uma mudança de postura, tem uma escolha alta de Draft e Jonas Valanciunas vindo pro ano que vem (Como já disse, gosto muito dele). Andrea Bargnani, apesar de todos os defeitos, tem melhorado recentemente e com Valanciunas pra tapar seus defeitos e liberá-lo pra jogar de ala de força acho que vai ser ainda mais eficiente. Raptors ainda tem um bom caminho pela frente, mas com um pouco de sorte nesse sorteio pode sair dessa brincadeira com Jeryd Bayless, DeMar DeRozan, Michael Kidd-Gilchrist, Bargnani e Jonas. De resto, o Raptors foi totalmente irrelevante mesmo.


New Jersey Nets (in memoriam)
O Nets fracassou quando tentou adquirir Dwight Howard com um pivô que não pega 5 rebotes por jogo (porque será que nao conseguiu?), entrou em pânico pra tentar convencer o Deron Williams a não dar o fora no final do ano e  conseguir levar pelo menos uma estrela pro Brooklyn. A troca foi mandar sua escolha de primeira rodada (Protegida caso o Nets fique com uma das três primeiras picks) pro Blazers em troca do Gerald Wallace. O argumento do Nets foi que eles só gostavam de quatro jogadores nesse Draft, e portanto não perderiam ninguém que eles queriam nesse Draft se a pick não fosse top 3. O que é ridiculo, porque a) Um deles poderia nao ser escolhido pelos outros times, e b) mesmo se eles só gostam de três caras, os outros times podem gostar de muitos outros, o que da mais valor à escolha do ponto de vista da demanda, e o Nets ignorou isso. O Nets acabou montando o seguinte time pro Deron Williams: Deron, Marshon Brooks (Inconsistente, mas talentoso pontuador), Wallace (Segundo ou terceiro melhor jogador no Blazers - que não foi pros playoffs), Kris Humphries (Talento, sem cérebro) e Brook Lopez (Incapaz de ficar saudável e não pega nem 5 rebotes por jogo).

Horroroso? Não. Vai convencer o Deron a ficar no Brooklyn? Talvez por mais um ano - se ele tiver convencido que o Dwight vai ser trocado pro Nets - mas dificilmente a assinar uma extensão a não ser que ninguém ofereça algo melhor que o Nets pelo camisa 12. Pra mim valia mais a pena aceitar ser uma droga, entregar a rapadura, tentar uma boa escolha - digamos, Kidd-Gilchrist, mesmo estilo de Gerald Wallace e que pode servir como peça pro futuro pelo potencial e idade - e ai convencer o Deron a esperar um ano pra ir na Free Agency junto do Dwight (ou esperar o Dwight ser trocado pra lá). Mas a troca foi bizarra, e agora o Nets está correndo o risco de se mudar pro Brooklyn com seu melhor jogador sendo um pivô que não pega cinco malditos rebotes por jogo!

(Pros que gostam de teoria da conspiração e acreditam que a loteria é combinada, o David Stern dificilmente iria querer que o Nets fosse de mãos abanando para NY, então seria um forte candidato a ser sorteado pras três primeiras escolhas e pegar, se não o Davis, pelo menos Kidd ou Thomas Robinson. Divirtam-se com a teoria.)


Golden State Warriors
Não vou mentir, eu gosto de um núcleo de Steph Curry, Klay Thompson, David Lee e Andrew Bogut... Sabe, se três deles não estivessem machucados.

Na verdade, o tanking do Warrios era o mais inevitável de todos. Depois de tentar se reinventar como um time mais defensivo e falhar feio, os tornozelos de papie-mache do Curry não aguentaram e parecia questão de tempo até ele ser desligado pro resto da temporada, matando a temporada do meu time de fantasy (Que acabou salva pelo Ersan Illyasova). Trocaram Monta Ellis por Bogut (Defensável e até uma boa troca... Não fosse o fato de também mandaram o bom reserva Epke Udoh e pegaram o contrato escroto do Steph Jackson - Que depois virou o contrato ainda pior porque mais longo do Richard Jefferson), que estava machucado, e aí era questão de tempo até o Lee - que tava levando o time nas costas - ir pra geladeira com alguma lesão suspeita. Dito e feito, Lee fora pro resto da temporada com dor na perna. Funhé.

Mas isso tudo não é só vontade de ter uma escolha melhor, e sim porque eles estão é morrendo de medo de perder sua escolha de primeira rodada nesse Draft lotado. Ela é do Utah Jazz, mas protegida top 7. Ou seja, se eles terminarem acima da sétima escolha de Draft, ela vai automaticamente pro Jazz, então pra eles é ainda mais imperativo conseguir uma posição ruim. Atualmente o Warriors tem a... Sétima pior campanha da Liga!! Imagina o estado de nervos do time na noite do sorteio...


Detroit Pistons
Medíocre, mas com potencial. Sabe aquele time mediano em todos os sentidos, mas que tem dois jogadores jovens com muito talento e que chamam pouco a atenção, então ninguem repara? Greg Monroe possivelmente é tão bom quanto o Demarcus Cousins (Menos explosivo, mais consistente, muito mais inteligente, melhor passador e que defende um pouco pior - e  melhor de tudo, não é um adolescente instavel mimado que pode colocar tudo a perder a qualquer segundo), mas seu jogo é muito mais burocrático, não chama a atenção e ninguém realmente repara em quão bom ele é. E tem o Brandon Knight, calouro, também não chamou a atenção e foi bem inconsistente, mas se mostrou um jogador bem inteligente, bom defensor e excelente arremessador, terminando o ano com uma boa média. Ninguém reparou, mas de repente o Pistons tem dois jogadores muito jovens e muito bons que aos poucos vão se tornando o centro da reconstrução da equipe. Eu sempre reclamei que o Pistons fazia as coisas a esmo, sem pensar (os contratos do Ben Gordon e do Charlie Villanueva concordam), mas parece que agora eles tem alguma direção pela primeira vez em muito tempo. E uma boa direção. Só não pode jogar tudo fora.


Minnesota Timberwolves
Eu podia falar do Wolves, mas tenho um post inteiro sobre eles e o Ricky Rubio vindo amanha ou sexta. Segurem esse mais um pouco.


Portland Trail Blazers
O Blazers entregou tanto a temporada que chegou a ser obsceno, com Nicholas Batum e LaMarcus Aldridge perdendo boa parte da temporada depois de um começo excelente. Eles desistiram na metade, forçaram a saída do técnico, e depois pareceram jogar sem o menor interesse, foi um time que deu um certo desgosto de acompanhar, porque tinha time pra ser bem melhor. 

Mesmo assim, o resultado acabou sendo muito bom pro futuro: Vai remontar o time ao redor de Aldridge (Excelente jogador) e Batum (que tava insatisfeito de ser reserva do Wallace e vai virar RFA no final do mês, preferiram trocar o Crash e ficar com Batum), tem bons role players no elenco (Ray Felton, Wes Matthews), arriscou em jogadores renegados com baixo risco (Jonny Flynn e JJ Hickson - gosto do Hickson, mas depende de um bom armador) e tem duas escolhas de Draft relativamente altas (Uma possivel top 6 do Nets e uma top 12 própria, ao que tudo indica). Ou seja, tem um centro pro time estabelecido (Batum e LA) e tem vários ativo interessantes pra montar o time, seja via Draft (Pra mim, Andre Drummond e Kendall Marshall dão ao Blazers um puta time!) ou via trocas (tanto dos jogadores como das escolhas), e no final das contas foi melhor pra eles jogar a temporada fora do que ficar na mediocridade. Eu gosto do futuro do Blazers com essas duas escolhas de Draft, mas ele não vai se montar sozinho, a direção agora vai ter que tomar as decisōes corretas, de nada adianta o ativo se voceê nao sabe usar.


Milwaukee Bucks
Não nego o talento do time do Bucks, mas foi bizarro o time 2012 dos veadinhos. Alguem imaginava o time do Scott Skiles - aquele pentelho disciplinador e louco por defesa - jogando num ritmo veloz, pontuando a vontade e com uma das piores defesas da Liga? O backcourt de Monta Ellis e Brandon Jennings eé muito bom pontuando, faz de tudo um pouco, menos defender (sabia que Jennings e Drew Gooden são a pior dupla defensiva da Liga quando juntos em quadra?), e o garrafão agora tem Gooden (Bom pontuador, pessima defesa) e Illyasova (Free Agent), baixos demais pra ser uma força. Monta Ellis e Jennings são divertidos, jovens e dinâmicos, mas dificilmente vão levar o Bucks mais longe. A escolha dos veados (salvo milagres do sorteio) deve ser a 12a, onde da pra pegar um bom jogador mas dificilmente um cara pra mudar muito a direção da Franquia. Parece que eles vão virar o Warriors 2.0: Muita correria, muitos pontos, muito divertidos, mas dificilmente almejando coisas maiores. A não ser que o Davis... Naah.


Houston Rockets
Rockets foi outro time que sofreu uma mudança drástica de uma temporada pra outra, mas ao contrário do Bucks o Rockets também mudou de ténico (e não o técnico mudou de personalidade). O Rick Adelman pregava um estilo de jogo leve, com muita movimentação de bola, coletivo e cheio de bolas de três pontos, e por isso jogadores como Kevin Martin tinham tempo de sobra. Mas ai chegou o Kevin McHale, que odeia jogadores que não defendem e sonha em segurar o adversario a menos de 50 pontos, afundou o Martin no banco, e deu minutos pra Goran Dragic (que foi brilhante na ausência por lesão do Kyle Lowry e vai ganhar uma boa fatia na Free Agency em alguns meses), Courtney Lee (Defende muito melhor que o Martin e chuta suas bolas de três) e Chandler Parsons (calouro de segunda rodada que acabou se mostrando um jogador muito completo, e especialmente bom defensor). Com a chegada do Marcus Camby, o Rockets teve uma boa chance de ir aos playoffs montando uma defesa muito forte que afunilava os adversários no garrafão, mas acabou perdendo cinco jogos seguidos, sendo três contra adversários diretos, e acabou caindo fora da briga.

Ainda que não tenha um núcleo futuro tão definido como o Blazers, o Rockets tem duas escolhas de primeira rodada nesse Draft (deles e do Knicks). Duas escolhas entre as escolhas 12 e 20 podem render bons jogadores num Draft tão profundo, mas o Rockets está com um bom número de jovens talentos tem ativos pra tentar algo interessante... Como por exemplo trocar uma dessas escolhas com o Kevin Martin pra subir no Draft, ou então reassinar com Dragic e trocar Lowry, Luis Scola e uma dessas escolhas por um jogador mais estabelecido. Ou seja, tem escolhas de Draft e jogadores negociáveis pra ficar criativo, só depende do Rockets como vai usar. Não estranhem se o Rockets não fizer nada e simplesmente draftar dois jogadores também. O importante é que flexibilidade não falta.


Phoenix Suns
Ok, vamos a isto...

A - O Phoenix Suns de 2012 ganhou 33 jogos (pode ganhar 34) e até ontem a noite tinha uma chance de ir aos playoffs, até perder pro Utah Jazz. 

B - O Phoenix Suns quase foi aos playoffs jogando na conferência mais difícil da NBA, tanto por causa do record necessário pra isso como pela dificuldade dos jogos, depois de começar o ano 12-19.

C - O melhor jogador do time, indiscutivelmente, é o Steve Nash

D - Depois do Steve Nash, os melhores jogadores do time são, em ordem: Grant Hill (39 anos), Marcin Gortat (Boa temporada, mas abaixo do que mostrou ano passado), Shannon Brown (Oh-ho...), Channing Frye (...), Markieff Morris e Michael Redd (Oh god...).

E - Tirando Nash, o Suns não tem nenhum jogador capaz de criar o próprio arremesso

F - Nash é o segundo jogador com mais assistências por jogo com 10,8 (Rajon Rondo), tem média de 12,8 pontos por jogo arremessando 53-39-89, e tudo isso num time sem nenhum outro criador de jogadas ou capaz de pontuar sozinho, e jogando 31 minutos por jogo num calendário extremamente brutal. Ah, ele tem 38 anos.

G - Se o Nash não jogasse, o Suns seria um dos principais candidatos à primeira escolha do Draft.

H - Se o Suns quase foi aos playoffs, foi por causa de jogo em equipe, muitas assistências, entrosamento e eficiência ofensiva. Adivinhe quem foi o responsável por isso. Dica: O Suns tem o ataque mais eficiente da Liga.

I - Nenhum outro jogador, tirando Chris Paul, teve um impacto tão grande no seu time como Nash.

J - De novo, sem Nash esse time seria candidato forte ao Davis. Com Nash, esse time quase foi aos playoffs na conferência Oeste com um dos piores elencos da NBA. Ele tem 38 anos.

K - Releia esses dez pontos novamente. Só por esses pontos, Nash já merece um lugar no Hall da Fama e uma estátua na frente de qualquer ginásio da Liga. Ele não merece esse time do Suns, merecia ter sido trocado pra um time de verdade... E mesmo assim levou esse time nas costas à beira dos playoffs. Merece uma última chance ano que vem com um time de verdade. Não existe melhor team player que o Nash na NBA inteira. Nenhum.

sábado, 25 de junho de 2011

Análise do Draft - Parte II


Podiam pelo menos ter dado o boné certo pro Fredette...

Ontem nós começamos nossa análise do Draft, time por time, através das divisões. Ontem tivemos as divisões Atlantic (Raptors, Sixers, Knicks, Nets e Celtics) e a Northwest (Minnesota, Utah, Portland, Denver, Oklahoma City) . Hoje, no segundo dia, vamos falar de mais duas divisões, da Central (Cavaliers, Pistons, Pacers, Bucks e Bulls) e da Pacific (Kings, Warriors, Suns, Clippers e Lakers). Mãos a obra, que pra variar isso vai ficar grande. Amanhã, a última parte!


Cleveland Cavaliers
Draftados: Kyrie Irving (1st pick), Tristan Thompson (4th pick), Justin Harper (32nd pick), Milan Macvan (54th pick).
Trocas: Enviou Justin Harper (32nd pick) para o Orlando Magic em troca de duas escolhas futuras de segunda rodada.
O Cleveland Cavaliers foi sem dúvida alguma o grande vencedor do sorteio, ficando com a primeira e a quarta escolha. Mesmo em um Draft relativamente fraco, era uma boa chance de sair com dois dos melhores jogadores do Draft e montar uma base para reconstrução. Mas no dia do Draft, as coisas não foram tão boas pro Cavaliers. Entre Kyrie Irving e Derrick Williams, o time de Cleveland optou pelo armador de Duke, mesmo Derrick Williams sendo considerado o melhor jogador desse Draft. O Cavs achou que a melhor forma de começar sua reconstrução era tendo um bom PG, e o Irving é um ótimo PG, tem potencial pra All Star e tudo mais. E como eles não esperavam que o Brandon Knight passasse de Utah, eles provavelmente pretendiam pegar o Enes Kanter com a quarta escolha, formar um combo PG-C pra ser a base do time.
O problema foi que o Kanter foi escolhido por Utah na terceira escolha e deixou o Brandon Knight ainda disponível para o Cavs com a quarta, atrapalhando totalmente os planos do Cavs em pegar o Kanter e também fazendo Cleveland provavelmente se chutar por não ter pego o Williams na 1st pick, era a chance de pegar o Williams e ainda sair com um dos dois melhores armadores desse Draft. Assim, o Cavs pegou o PF Tristan Thompson ao invés do C Jonas Valanciunas. Eles preferiram alguém que já poderia entrar e jogar, ao invés de um C que talvez  não pudesse vir imediatamente para a Liga. Assim, eles pegaram o Thompson, ótimo defensor e reboteiro, atlético, mas com sérias dificuldades pra colocar a bola dentro da cesta a não ser através de enterradas ou rebotes ofensivos. Se desenvolver um arremesso de meia distância e um jogo no garrafão pode ser um bom jogador, mas eu achei que com a quarta escolha o Cavs ia pegar alguém melhor e que pudesse ser mais dominante pra jogar com o Irving. Além disso, o Thompson joga na mesma posição do JJ Hickson, outro jogador jovem que deveria ganhar minutos e que poderia ser um jogador importante no futuro da Franquia. Agora para jogar juntos eles vão ter que deixar o garrafão do time baixo demais, e juntar Varejão e Thompson te deixa impossibilitado de pontuar no ataque. O Cavs podia ter descido umas oito posições no Draft que ainda conseguiria o Thompson, não fez sentido pra mim. Pelo menos eles trocaram o PF Justin Harper, era mais um pra disputar posição.
Nota: B
Eles saíram com seu PG do futuro, alguém pra contar pelos próximos oito anos (até ele ir pra Miami junto com o Derrick Williams e o Enes Kanter pra formarem o novo Big Three, talvez), não da pra dar uma nota baixa. Eles também não destuiram totalmente dois ativos como o Wolves em troca de nada. Mas que dava pra ter sido melhor, dava, a escolha do Thompson é, no mínimo, questionável. Mas ele também não é horroroso e tem condições de ser um bom titular algum dia, então também não jogaram a escolha no lixo.
Detroit Pistons
DraftadosBrandon Knight (8th pick), Kyle Singler (33rd pick), Vernon Macklin (52nd pick).
Trocas: Nenhuma
O Pistons queria pegar o Bismack Byiombo pra formar um garrafão bem forte com o Greg Monroe, mas o Bobcats se antecipou e escolheu o congolês na sétima escolha. Mas eu duvido que o Pistons esteja triste, pegaram um jogador na oitava escolha que era cotado como uma top 3 (No máximo top 5) pick. Eles nunca gostaram muito do Rodney Stuckey como armador do time, ele é muito mais um SG, e agora o Brandon Knight chega pra resolver a questão. Se o Stuckey vai jogar de SG ao lado dele ou vai ser trocado ou liberado (Ele é um Free Agent restrito), eu não sei, mas o Pistons agora tem o seu PG. O que chega a ser irônico, porque ele é muito mais um pontuador do que um criador, assim como o Stuckey. Se ele vai ser capaz ou não de se adaptar à função de criador do time, eu também não sei (O que a gente realmente sabe com o Pistons pós-Chauncey Billups?), mas ele é pelo menos melhor do que o Stuckey e foi um belo achado pra essa posição.
Sobre o Kyle Singler, eu preciso fazer um comentário porque eu não consegui parar de rir quando eu vi essa escolha. O Singler é um jogador experiente, maduro e um vencedor, um cara que tem muito a contribuir para um time em busca de líderes e jogadores vencedores para chegar a um título. Aonde isso se enquadra nos Pistons de hoje? As vezes eu acho que eles ainda acham que o Rasheed Wallace ta lá no time tomando faltas técnicas...
Nota: B
Saíram com um jogador que deveria ter saído bem antes da escolha deles, possivelmente uma top3 pick. Não da pra criticar.
Sacramento Kings
Draftados: Jimmer Fredette(10th pick), Tyler Honeycutt (35th pick), Isaiah Thomas (60th pick)
Trocas: Antes do Draft, troca entre três times, Kings, Bucks e Bobcats.
Kings mandam sua 7th pick para o Bobcats e Beno Udrih para o Bucks. Bobcats mandam sua 19th pick, Stephen Jackson e Shaun Livingston pro Bucks. Bucks mandam sua 10th pick e John Salmons pro Kings e Corey Maggete pro Bobcats.
Como um time pode ao mesmo tempo fazer uma troca boa e uma troca ruim? Porque dependendo de como você olhar pra questão, o Kings fez uma troca boa ou uma troca ruim.
O Kings tem um núcleo jovem e talentoso em Tyreke Evans, Marcus Thornton e DeMarcus Cousins, mas o time ainda precisava de um armador pra deixar o Tyreke jogar na sua posição natural de SG, e de preferência um armador que soubesse chutar bem de três pra complementar melhor as habilidades do Reke. O jogador perfeito seria o Brandon Knight, mas como ele não devia cair até a 7th pick, o Kings começou a ficar de olho no Jimmer Fredette, e trocou para cair três posições no Draft achando que ainda seria capaz de pegá-lo alí e aproveitando no caminho para pegar o John Salmons, que pode quebrar um galho na posição mais carente do time (SF), defende bem e pode fazer seus pontinhos quando o time precisar. E no final, o Fredette realmente caiu no colo deles na 10th pick, então com sua troca eles pegaram o jogador que queriam no Draft e ainda pegaram alguém que podia tapar o buraco na posição 3 por alguns minutos. Sucesso, certo?
Depende do ponto de vista. Acontece que o Fredette é uma incógnita. Eu falei na pick do Kings no meu pseudo Mock Draft sobre como o Fredette tinha que fazer TUDO ofensivamente para BYU e portanto ele tinha que ser um buraco negro ofensivo, criar pouquíssimo e finalizar excessivamente e evitar o contato e as faltas na defesa, e como isso evitou que a gente pudesse ver direito como ele realmente seria num time onde ele pudesse jogar ao máximo de suas habilidades. Não que ele seja bom em defender e criar pros outros, mas a gente não sabe como seria, então ele é uma grande incógnita além das suas bolas de três pontos. O Knight era um jogador mais seguro, que a gente já sabia do que era capaz. Então eu imagino que alguém no escritório do Kings deva ter cometido suicídio quando viu que o armador perfeito para eles, Brandon Knight, havia caido na 7th pick que eles originalmente possuíam. Eles podiam ter pego um armador mais confiável e até melhor se não tivesse trocado. Ou seja, por esse ponto de vista, deu errado.
E preciso falar que gostei muito do Tyler Honeycutt sendo escolhido. Ele é um jogador que deveria ter saido na primeira rodada e foi um grande achado aqui. Ele é talentoso, atlético e muito inteligente em quadra, e se tiverem tempo e paciência com ele (O Kings não vai ganhar nada agora mesmo) ele pode se desenvolver em um sólido role player, além de ser bom defensor. Ótimo achado. O Isaiah Thomas é baixo demais, mas é um bom pontuador e muito ágil, merece uma chance, mas não sei se vai conseguir uma vaga no elenco. Eu espero que sim, porque ainda pode ser útil.
Nota: B+
Preferi ver o copo meio cheio, a troca foi feita antes do Draft e NINGUÉM imaginava que o Knight caíssem além do Raptors, então o Kings pensou bem e saiu com o Fredette (que eu defendo que é um jogador muito melhor do que imaginam) e um SF que, apesar do contrato exagerado, ainda pode contribuir. Além disso, conseguiu duas ótimas apostas sem contrato garantido na segunda rodada, e eu acho que o Honeycutt ainda vai dar o que falar. Gostei desse Draft.
Golden State Warriors
DraftadosKlay Thompson (11th pick), Charles Jenkins (44th pick)
Trocas: Receberam a 39th pick (Jeremy Tyler) do Bobcats em troca de dinheiro
Draftar o SG Klay Thompson envia uma mensagem clara para o mundo: Estamos prontos pra trocar o Monta Ellis. Ainda tinha vários PFs bons (irmãos Morris, por exemplo) disponíveis que fariam muito mais sentido do que outro SG arremessador para um time cheio de guards pontuadores. Ou seja, o Ellis deve mesmo sair. Em troca do que a gente ainda não sabe, mas se o Ellis não sair, o Warriors está doido, tão colecionando figurinhas repetidas. Até porque o Charles Jenkins também é um guard pontuador para vir do banco!! Tudo bem, o Jeremy Tyler é um pivô muito atlético e também muito cru que pode vir a ser útil no garrafão do time a médio/longo prazo, mas ainda assim, são dois guards pontuadores num time cheio deles. Espero, pelo bem da minha saúde, que agora o Monta Ellis seja realmente trocado. O Thompson é um bom jogador, ótimo pontuador e que vai se encaixar bem no sistema do Warriors, especialmente se o Ellis for trocado por um bom pivô.
Nota: B-
É uma pick difícil de dar nota porque a gente não sabe que tipo de jogador eles vão conseguir em troca do Ellis, ou até se ele vai mesmo ser trocado. Eu gosto do Thompson e aposto em uma boa troca, mas é difícil. Outra nota que pode mudar drasticamente.
Phoenix Suns
DraftadosMarkieff Morris (13th pick)
Trocas: Nenhuma
Que o Suns precisava de ajuda no garrafão pro Marcin Gortat, e que fosse um jogador capaz de contribuir imediatamente para aproveitar talvez o último ano do Steve Nash em Phoenix, todo mundo já sabia. Ou seja, a essa altura do Draft, eles basicamente tinham que escolher entre os gêmeos Markieff e Marcus Morris. Markieff, mais alto, atlético e menos habilidoso, foi o escolhido. Embora o Marcus fosse apontado como o melhor dos dois, a escolha faz sentido, o time precisa urgentemente de um PF e o Marcus é mais um SF/PF do que um PF puro (ainda que deva jogar melhor de PF), além de ser um pouco mais atlético para o pick and roll com o Nash. Eu ainda acho o Marcus melhor, seu jogo ofensivo e suas habilidades de costa pra cesta são sensacionais, mas o Markieff não é tão inferior nessas áreas e talvez o Suns se beneficie mais do seu tamanho e força física. Bom reboteiro e defensor, deve deixar o Suns com um garrafão respeitável.
Mas o Suns devia saber que eles estavam ferrados de qualquer jeito quando decidiram pegar um dos gêmeos, não importava qual eles escolhessem, porque ele seria o ruim. Foi assim com o Robin Lopez, gêmeo do Brook Lopez, e com o Taylor Griffin, gêmeo do Blake Griffin. É karma.
Nota: B
Tinham uma única escolha e pegaram o melhor jogador para o time com ela, e acho que vai ser uma excelente escolha, ele encaixa perfeitamente no time e pode deixar o garrafão do Suns... bem... um garrafão de verdade.
Indiana Pacers
DraftadosKawhi Leonard (15th pick), Davis Bertans (42nd pick)
Trocas: Mandou Kawhi Leonard (15th pick) e a 42nd pick (Davis Bertans) para o Spurs em troca de George Hill
O Kawhi Leonard, um jogador que era pra ter saído muito antes disso no Draft, escorregou até o Pacers. E o Pacers, sabiamente, pegou o melhor jogador disponível. Cada jogador no seu time é um ativo, e o Pacers pegou o mais valioso. O Leonard é um SF que não ia ter espaço no time, jogava na mesma posição do Danny Granger e o Pacers já tem um SF defensivo e versátil no Paul George. Mas logo que foi escolhido, o Leonard foi trocado para o Spurs em troca do George Hill, que é TUDO que o Pacers precisava, um SG que saiba controlar a bola, ótimo defensor e chutador de três. A posição 2 do Pacers era a mais carente, e agora uma 15th pick se torna um sólido SG, muito completo e versátil que também pode assumir o papel de armador principal por alguns instantes. Ótimo Draft e ótima troca!!
Nota: A-
Draftou o melhor jogador disponível e imediatamente achou uma ótima troca para ele, que cobre exatamente a posição carente do time. Perfeito para o que eles tinham disponível!
Milwaukee Bucks
DraftadosTobias Harris (19th pick), Jon Leuer (40th pick)
Trocas: Antes do Draft, troca entre três times, Kings, Bucks e Bobcats.
Kings mandam sua 7th pick para o Bobcats e Beno Udrih para o Bucks. Bobcats mandam sua 19th pick, Stephen Jackson e Shaun Livingston pro Bucks. Bucks mandam sua 10th pick e John Salmons pro Kings e Corey Maggete pro Bobcats.
Ainda estou esperando o Bucks receber mais alguma coisa nessa troca. E é incrível, porque o Bucks fez ela justamente para se desfazer de duas besteiras que fez na última offseason, adquirir o Corey Maggete e renovar com o John Salmons a um preço milionário. Mas eu ainda não entendi exatamente o que o Bucks pretende. Se livrou da sua 10th pick (Que poderia ter virado Klay Thompson, Alec Burks, algum dos gêmeos Morris ou até o Jimmer Fredette) para se livrar de dois veteranos improdutivos e trouxe um PG reserva e outro pontuador veterano que não gostou nem um pouco de ir pra Milwaukee? É sério? O que eles estão querendo indicar, que acham que podem ser um time melhor só trazendo um pontuador veterano melhor que os que ele perdeu e dando espaço para o resto do time? O que eles entendem por 'dar certo', ir em busca de voos mais altos ou ir para os playoffs e perder na primeira rodada? Se for a primeira, a troca foi um fiasco. Se for a segunda, faz sentido, mas ainda é uma desgraça! E fico com pena do Tobias Harris, um jogador que com paciência e tempo de jogo ia virar um bom jogador, um SF muito versátil, mas num time que ta trocando escolhas de Drafts por veteranos, não consigo acreditar que ele vá ter os minutos necessários pra isso.
Nota: D
O Stephen Jackson é melhor que o Maggete e o Salmons a essa altura do campeonato, mas tinha um kajilhão de coisas que eles poderiam ter feito e que fariam mais sentido e afundariam menos a franquia. Eles se afundam consecutivamente desde que quase ganharam do Hawks ano passado.
Chicago Bulls
DraftadosNorris Cole (28th pick), Jimmy Butler (30th pick), Malcom Lee (43rd pick)
Trocas: Enviou a 28th pick (Norris Cole), a 43rd pick (Malcom Lee) e grana para o Timberwolves em troca do Nikola Mirotic (23rd pick)
O Bulls não usou suas duas escolhas de primeira rodada pra trazer um pontuador, grande necessidade do time. Ao invés disso, trouxe o SF Jimmy Butler, aqueles jogadores que tem uma história de vida triste e de superação que a gente fica feliz só de ver eles jogando na NBA. Ele não soluciona o problema da pontuação do Bulls, mas ele é muito versátil, esforçado e defende bem, tem tudo pra virar um bom role player no time de Chicago. Além disso, trouxeram o Nikola Mirotic. O jogador do Real Madrid é um PF com ótimo arremesso, muito potencial que deve trabalhar melhor seu corpo pra ficar pronto pra quando quando vier pra NBA. Infelizmente isso não deve acontecer por mais alguns anos, mas o Derrick Rose não vai a lugar nenhum então ainda vai estar por aí quando ele finalmente vier.
Nota: C+
O Nikola Mirotic é uma escolha muito boa a médio prazo, tem boas chances de dar certo quando finalmetne vier pra NBA, e o Jimmy Butler é o tipo de jogador que se da bem em times de playoff. Eu só acho que o Bulls deveria ter usado esse Draft para ir atrás de pontuadores, o ponto fraco do time, como por exemplo o Shelvin Mack, que ainda estava disponível na 30th pick. Mas para as picks que tinha, ta bom.
Los Angeles Clippers
DraftadosTrey Thompkins (37th pick), Travis Leslie (47th pick)
Trocas: Nenhuma
O Clippers é o grande perdedor da história do Draft por ter trocado sua escolha de Draft, que acabou virando a 1st pick overall. Ou pelo menos é o que muita gente fala, tentando colocar no Clippers mais uma manobra idiota, nesse caso a perda da 1st pick desse Draft, um PG ou um SF, as duas posições carentes do time. Mas pensem pelo lado do Clippers: Sua escolha, normalmente, seria a oitava ou a nona (talvez até 10th pra cima se o Eric Gordon tivesse ficado saudável) de um Draft fraco. Com a 9th pick dificilmente iriam pegar um jogador que lhes agradasse, até porque o time já tem pirralhos de sobra e precisam dar minutos para todo mundo. Valia a pena para eles, então, trocar uma escolha média de um Draft fraco (que iria dar um jogador que tiraria minutos dos outros pirralhos) para se livrar do contrato monstruoso do Baron Davis. Na época fazia sentido, eles só deram o azar da chance de 2% deles ficarem com a primeira escolha ter dado certo! E ainda assim, eles pegaram o Trey Thompkins, um bom pontuador, seja de costas pra cesta ou arremessando, que se ganhar mais massa muscular pode ser um bom reserva para o Blake Griffin, e o Travis Leslie, um cara totalmente cru mas com um atleticismo alucinante e que, caso não consiga ser um jogador decente, pelo menos deve dar uns clipes legais no youtube.
Nota: C+
Não tinha boas escolhas, mas mesmo assim pegou um PF que pode ser útil pro time. Não tinham nada a perder mesmo.
Los Angeles Lakers
DraftadosDarius Morris (41st pick), Andrew Goudelock (46th pick), Chukwudiebere Maduabum (56th pick),  Ater Majok (58th pick) 
Trocas: Enviou Chukwudiebere Maduabum (56th pick) para o Nuggets em troca de uma escolha futura de segunda rodada
Pra um time sem escolhas de primeira rodada, o Lakers se saiu muito bem, pegou um projeto de armador que deveria ter saido no final da primeira rodada em Darius Morris, alto, com boas habilidades de armador puro e com muito espaço pra evoluir, tem tudo pra ser um steal. Como o Lakers anda carente de armadores, é capaz que ele apareça em breve na rotaçaão. E o Andrew Goudelock é um ótimo arremessador de três com boa agilidade para encontrar espaços no perímetro, apesar de ser baixo, pode acabar no elenco como um especialista em bolas longas, outra fraqueza do time. Ou seja, o time não tinha nenhuma escolha decente e saiu com um cara que pode virar um bom armador puro e o segundo melhor chutador de três do Draft. Nada mau, Lakers, nada mau...
Nota: B
Pra quem não tinha nenhuma escolha decente, o Lakers se saiu muito bem!! Dois jogadores para duas áreas carentes do time, e o Morris tem potencial pra se tornar um bom armador pro futuro. Pro que tinham, foi excelente!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

NBA - Pseudo Mock Draft

Kyrie Irving já canta vitória como a primeira escolha


Como prometido, começa aqui nossa cobertura do Draft da NBA. Mas ao invés de fazer um Mock Draft detalhado como o da NFL, onde davamos nosso palpite e nossa explicação pra cada escolha, vamos fazer um pouco diferente. Vamos comentar cada escolha do ponto de vista dos times, mas não cravar um palpite. Vamos mostrar o leque de possibilidades, talvez apontar uma ou outra, mas deixar a questão mais em aberto. Meus conhecimentos de NCAA são meio limitados e alguns me acusam de ser apaixonado em excesso pelo Jimmer Fredette. Acontece nas melhores familias.

Lembrando que o Mock Draft envolve basicamente minha visão, existem muitas coisas que a gente não ve, muitos treinos privados são fechados à imprensa, e muitos times encaram o Draft de uma ótica diferente. Meus palpites são dados com muito mais base na necessidade dos times da NBA do que no que eu conheço dos jogadores na NCAA (Para esse ponto de vista, é uma boa visitar o http://www.nbapullup.blogspot.com/ , blog do meu amigo Zeca, que manja bem mais de NCAA que eu e vive me dando ajuda com a questão)

Antes, dois comentários sobre essa classe em geral: Primeiro, que ela não tem nenhum grande craque como John Wall ou Blake Griffin, ou seja, jogadores que você sabe que são estrelas, que serão estrelas e, geralmente, eles viram estrelas mesmo (O Griffin, com meia dúzia de jogos e uma cravada histórica no Timofey Mozgov, já era uma). No entanto, ela apresenta uma grande variedade de jogadores talentosos. Times que estão em busca de uma grande estrela talvez fiquem desapontados, mas temos uma boa variedade de role players que podem ser muito úteis se caírem nos times certos. E a segunda é que, justamente pela falta de grandes estrelas, temos uma disponibilidade muito grandes de trocas, portanto não esperem que a maior parte desses times terminem com as mesmas escolhas que começaram.

Sem enrolar mais, vamos a isso. E já aviso que ficou enorme, eu definitivamente não sei fazer posts curtos. Peço perdão.


Pseudo Mock Draft NBA 2011


Escolha 1 - Cleveland Cavaliers
O grande vencedor do sorteio do Draft não precisa apenas de um jogador, precisa de uma estrela, e infelizmente para o Cavs não existe nenhum Wall ou Griffin nesse Draft, aquele jogador que joga demais e tem 'estrela' atrás da camiseta. O mais perto que temos disso são dois jogadores: O PG Kyrie Irving e o SF Derrick Williams. Entre esses, Irving parece ter a preferência geral - A NBA é uma Liga dominada por armadores e Irving é um ótimo armador, sabe criar muito bem para seus companheiros, tem um bom jogo ofensivo e, mais importante, é um jogador carismático que também é um líder. Ou seja, tudo que uma Franquia em reconstrução pode querer. No entanto, Williams também é ótimo jogador, atlético, tem um ótimo jogo ofensivo e talvez seja o melhor jogador do Draft, além de agradar ao Dan Gilbert. O Cavs tem esperanças de que o Brandon Knight caia para eles na quarta escolha, o que lhes permitiria pegar o Williams aqui. Mas como o Jazz parece muito interessado no Knight com a terceira escolha, talvez eles não estejam dispostos a correr o risco.

Vale notar um boato - boato, leiam bem - de uma troca entre Cavs, Wolves e Pistons, que terminaria com o Cavs tendo as duas primeiras escolhas do Draft. Seria um sonho pro Cavs, que resolveria logo o problema pegando os dois. Mas repito, é um boato apenas.


Escolha 2 - Minnesota Timberwolves
A escolha lógica seria Irving ou Williams, o que sobrar do Cavs depois da primeira escolha. Mas o David Kahn aparentemente cansou de draftar armadores com a vinda do Ricky Rubio pra NBA e o time parece não estar muito afim de pegar um SF/PF que vá disputar minutos com outros pirralhos promissores como Michael Beasley, Wesley Johnson e Anthony Randolph, o que seria ruim pra todo mundo. A solução para o Wolves pode ser uma troca - aquela suposta troca de três times que eu citei alí em cima, por exemplo, ou então envolvendo um jogador desses. Descendo um pouco no Draft podem pegar um jogador que necessitem mais - um pivô ou um ala-armador - ou então usar essa troca pra obter algum jogador mais veterano pra complementar seu grupo de pirralhos (Caso não peguem logo o Williams e troquem o Beasley!). O David Kahn acredita que já está satisfeito com o núcleo jovem do time e que seria hora de começar a trazer os veteranos pra levar o time pro próximo passo, então não seria estranho ver outro time vindo pra essa posição.


Escolha 3 - Utah Jazz
Uma escolha caída do céu para o Jazz, que também continua seu projeto de reconstrução. O Jazz precisa de um armador mais confiável do que o Devin Harris e o time de Salt Lake City parece estar apaixonado pelo Brandon Knight, um armador com um ótimo jogo ofensivo, muito atlético e bom defensor. O time também esteve envolvido em conversas para tentar subir para a segunda escolha e pegar o Williams ou o Irving (Eu pessoalmente faria isso, pegaria o Williams e dai trocaria o Paul Millsap pelo Andre Iguodala, por exemplo). Outra alternativa para o Jazz é ir com um jogador internacional, como o Jonas Valanciunas ou o Enes Kanter, dois pivôs europeus. O Kanter parece ser melhor, mas como não jogou na última temporada é visto com alguma desconfiança e pode perder sua posição no Draft pro Valanciunas. O Jazz talvez estivesse contando em pegar o fenômeno da BYU (Que fica em Utah) Jimmer Fredette na 12ª escolha e ir com outra posição (pivô?) aqui, mas o Fredette parece ter feito bons treinos e seu valor tem subido, não deve cair até a 12ª, então se eles querem um bom armador no Draft (que parece ser a prioridade) vão ter que ir com o Knight aqui (ou realizar alguma troca).

Muitas opções, pouca objetividade, como todo o Draft.

Escolha 4 - Cleveland Cavaliers
Se da primeira escolha o Cavs não abre mão, a situação com essa é um pouco diferente. Ainda assim, acho que o Cavs prefere subir essa escolha do que cair, por exemplo pra pegar o Williams na 2. Mas caso mantenha a escolha, a preferência do time deve ser por um jogador de garrafão, no caso os dois que eu citei acima, Kanter ou Valanciunas. Kanter (ou Valanciunas) e Irving/Williams, mais o JJ Hickson que já está no time, dão algumas razões de otimismo para as viúvas do Lebron James.

Escolha 5 - Toronto Raptors
Outro time que pode muito bem ir com um dos pivôs internacionais, o time já está cheio de jogadores estrangeiros no elenco e um pivô que fique mais perto do garrafão permitiria ao time jogar com o Andrea Bargnani mais longe do aro (ou então trocá-lo logo). Ou seja, tanto o Enes Kanter como o Jonas Valanciunas são possíveis aqui. O time também parece ter muito interesse no Brandon Knight caso ele caia até aqui. Como acho difícil que o Knight passe até aqui - se o Utah não pegar na 3ª, muitos times vão bombardear o Cavs em busca do Knight na 4ª - o time pode tentar arriscar um pouco e ir em busca de um jogador que pode ser uma estrela, algo que a franquia precisa desesperadamente. Eu estou falando do PG Kemba Walker, MOP do Final Four do ano passado. Ele é um pouco baixo demais, mas é muito explosivo e rápido, um pontuador nato, e que se conseguir adaptar seu jogo à NBA - melhorar um pouco a defesa e trabalhar mais criando para os outros do que só para si mesmo - tem condições de ser uma estrela também. Eu sei que ele é uma incógnita, mas ele é um tremendo competidor, um vencedor e líder nato e que pode vir a se um grande jogador com o tempo. Talvez o Raptors ache que vale o risco e pegue o Walker aqui.

Escolha 6 - Washington Wizards
Outra escolha que pode facilmente ser envolvida numa troca pra trazer uma ajuda mais pronta para o John Wall, talvez combinada ao JaValle McGee. Se a escolha ficar mesmo na capital, então o Wizards deve ir atrás de um swingman pra combinar com o Wall e o pirralho Jordan Crawford, e talvez decida arriscar com o SF/PF tcheco Jan Vesely. Ele é meio cru, mas é atlético pro diabo, joga bem em contra ataques e tem uma boa defesa, além de ser bem alto e surpreendentemente ágil pro seu tamanho. Pra um time com tantos jogadores jovens e que deve ter uma boa dose de paciência, talvez seja uma boa aposta, porque potencial (ah, que palavra perigosa...) o cara tem. Outra opção seria pegar (caso caiam até aqui) o Kanter ou o Valanciunas e liberar o McGee para trocas. É um pouco mais arriscado, mas se tiverem tantos times atrás do McGee como dizem os boatos talvez o Wizards consiga costurar uma boa troca.

Escolha 7 - Sacramento Kings
O Kings tem problemas muito longe do Draft pra resolver, mas como o time deve ficar mais um ano na cidade pelo menos, eles tem que pegar um jogador que continue com o projeto de reconstrução do time, e uma escolha lógica seria um PG pra liberar o Tyreke Evans pra jogar de SG. Se o Raptors não pegar ele na 5ª escolha, é um possível lugar pro Kemba Walker parar. Se não, eu acredito - e esse palpite é um pouco arriscado a meu ver, porque eles podem ir em mil direções diferentes aqui (Se por exemplo acharem que o seu SG será o Marcus Thornton e que o Reke pode fazer o papel de PG, pode ir atrás de um SF, Vesely ou Kawhii Leonard, ou de um homem de garrafão) - que eles podem ir atrás do armador de BYU, Jimmer Fredette.

Aqui eu queria fazer um parênteses pra falar mais do Fredette, porque ele é disparado a maior incógnita do Draft. O Fredette teve um ano sensacional na NCAA, foi eleito o melhor jogador do torneio e também foi o cestinha (mais de 28ppg) da competição. Sua habilidade de pontuar é sensacional - finaliza com ambas as mãos, tem boa força física pra jogar mais dentro do garrafão, tem um bom jogo de meia distância e um jogo totalmente espetacular de três pontos, arremessa bem até praticamente do meio da quadra, é de outro mundo. Mas ele foi muito questionado e seu valor caiu muito por duas razões - questões sobre sua habilidade de jogar de armador puro e criar para os outros, e pelo fato de que ele era um péssimo defensor em BYU. Mas a questão é que ele era o único jogador decente do ataque do time (O segundo melhor jogador foi suspenso por engravidar uma jogadora do time de vôlei) e portanto ele tinha que levar o time sozinho nas costas, não tinha pra quem passar e tinha que pontuar sempre sozinho. Além disso, ele era importante demais pro ataque do time e portanto não podia arriscar ficar em problema de faltas, o que pode explicar sua falta de agressividade defensiva. Tudo bem, ele PODE ser ruim nessas duas coisas, mas a questão é que a gente não tem como saber, ele tinha um papel importante demais e companheiros limitados demais dentro do time pra mostrar o que sabia nessas áreas. E aparentemente ele tem impressionado positivamente nos treinos nessas duas áreas.

Voltando ao Kings, o Fredette pode ser o complemento perfeito pra jogar com o Evans, um ótimo chutador de três que joga na 1 e libera o Evans pra jogar mais sem a bola em alguns momentos, e também pode se movimentar sem ela quando o Reke quiser infiltrar, abrindo espaços com suas bolas de três. Em geral, é uma aposta, mas eu acho uma excelente aposta - defendo fielmente que os times que deixarem o Fredette passar vão se arrepender. Ah sim, e tem o fato do Fredette ter sido uma estrela no College, o que pode atrair o interesse de mais torcedores para o ginásio, ajudando o time a ficar em Sacramento.

Escolha 8 - Detroit Pistons
O Pistons é o time mais perdido do Universo, e portanto eles podem tentar zilhões de coisas diferentes aqui. A única coisa que a gente tem certeza naquele time é que o Greg Monroe joga muito, e portanto da pra imaginar o time indo atrás de um jogador pra complementar o Monroe. Podem ir atrás de um C pra deixar o Monroe mais de ala de força, o que pode significar Valanciunas (caso caia) ou o Bismack Biyombo, pivozão africano que é cru demais no ataque mas é excelente nos rebotes na defesa de garrafão, e a gente sabe que jogadores assim sempre tem lugar na Liga. Caso o Pistons resolva passar os pivôs diponíveis, deve ir atrás de um ala pra suprir a possível saída do Tyshaun Prince, e pode ser tanto o Vesely como o Kawhii Leonard, que tem tudo que o Pistons gosta: Vontade, intensidade, rebotes e defesa (Sim, ele parece o Gerald Wallace um pouco). Eu confesso que gosto bastante do Leonard e acho que ele vai ser um bom jogador, então não seria uma má decisão. Uma outra solução possível seria pegar o Tristan Thompson, PF, e deixar o Monroe de C mesmo, mas acho pouco provável.

Escolha  9 - Charlotte Bobcats
Chega a ser triste quando existe uma franquia com um futuro tão nebuloso quanto o Bobcats. A escolha deles é alta demais pra acharem uma estrela aqui, a não ser naqueles grandes golpes de sorte que volta e meia acontecem. Mas como o time tem um backcourt montado (DJ Augustin e Stephen Jackson, vou alí no canto me matar e já venho) e pode ir com alguém de garrafão. Biyombo pra jogar de C ou o Tristan Thompson seriam, portanto, as decisões mais prováveis (Se o Valanciunas já tiver saído, senão ele deve ter preferência sobre esses dois). O time também pode tentar ir com o Leonard caso ele passe do Pistons.

Escolha 10  - Milwauke Bucks
O Bucks sofreu ano passado com a queda de produção do John Salmons, que em 2010 foi um grande pontuador e levou o time nas costas ofensivamente. Portanto, é muito possível que tentem trazer um SG como o Alec Burks aqui. Burks não é um SG arremessador de longe, ele prefere jogar mais pra dentro do garrafão e tem um ótimo controle de bola que será bem útil pra jogar mais com  bola nas mãos e achar jogadores no perímetro, ele é ótimo nisso, algo que as vezes o Brandon Jennings não consegue fazer. O time também pode tentar arrumar um companheiro de garrafão pro Andrew Bogut, nesse caso indo atrás do Tristan Thompson ou do Marcus Morris, dois PFs. E se o Jimmer Fredette sobrar aqui, o Bucks pode tentar arrumar uma troca pro Brandon Jennings e apostar no branquelo de BYU, mas é um cenário pouco provável, ainda que possível.

Escolha 11 - Golden State Warriors
Um time envolvido em kajilhões (Não me processe, Bill Simmons!) de boatos de troca, a grande parte envolvendo o Monta Ellis, o que deixaria o time sem SG. Se a intenção do time for realmente trocar o Ellis, podem ir atrás do Burks ou do Klay Thompson, um SG mais clássico, arremessador. Ambos jogam na 2, e embora eu ache que o estilo do Burks seja mais útil pra eles pra abrir espaço pras bolas longas, talvez ele não passe do Bucks. Caso não troquem o Ellis, devem ir atrás de ajuda pro garrafão, e aí Marcus Morris ou Bismack Biyombo seriam boas opções aqui, talvez se inclinando pela segunda por jogar de pivô, apesar de ser baixo pra posição (tem um wingspan a lá Prince).

Escolha 12 - Utah Jazz
O Jazz adoraria pegar o favorito de Utah, Jimmer Fredette, aqui. Isso liberaria o time pra pegar outro jogador mais pra cima no Draft que não um armador, como o Kanter, por exemplo. Mas como isso não é garantido e o valor do armador tem subido bastante, o Jazz pode optar em ir com o Knight na primeira mesmo e apelar pra outra posição aqui, o que pode significar um swingman, talvez um SG como o Klay Thompson ou um SF como o Chris Singleton, um jogador muito bom defensivamente e alto o suficiente pra marcar jogadores de posições acima, embora talvez seja muito cedo pra ele sair.

Escolha 13 - Phoenix Suns
Estamos começando a entrar em um terreno cada vez mais difícil. Como o Suns não trocou o Steve Nash, a gente entende como um aviso de que eles acreditam que ainda tenham uma última chance com o canadense. Nesse caso, o time precisaria de jogadores pra contribuir imediatamente. Depois de ter achado um ótimo C no Marcin Gortat, talvez seja uma boa ideia trazer o Marcus Morris pra jogar de PF, ele é um jogador pronto pra NBA e sólido em todos os aspectos. Podem também tentar o Tristan Thompson caso ele sobre, mas eu prefiro o Morris por estar mais pronto pra entrar e jogar. Se o Marcus tiver fora, talvez o seu irmão gêmeo, Markieff Morris, seja uma alternativa. O time também pode olhar pra um SG como Thompson, Marshon Brooks ou até Jordan Hamilton, todos arremessadores, sempre importantes no time do Steve Nash. Caso ele sobre até aqui, o que eu acho difícil, o Jimmer Fredette é outro que pode sair pra Phoenix.

Escolha 14 - Houston Rockets
O Rockets precisa de um jogador de garrafão, e eu acho que seria um tremendo presente pra eles se o Biyombo caísse até aqui, ele é o tipo de parede defensiva que eles precisam. Caso não caia ou achem arriscado demais (Eles já tem o Hasheem Thabeet, afinal) eles podem tentar um dos gêmeos Morris - bons defensores, bons reboteiros, jogadores sólidos de um modo geral -  ou o Donatas Motiejunas, um PF/C da Lituânia que prefere jogar mais fora do garrafão no ataque mas que tem um bom tamanho, força e agilidade e que se bem trabalhado (E o Kevin McHalle gosta de treinar pivôs) pode acabar virando um jogador decente na defesa.

Escolha 15 - Indiana Pacers
O Pacers tem uma base bem montada para planejar para o futuro, e o único lugar vago no time titular é o de SG. Como o Suns, eles podem ir com Hamilton, Brooks ou Thompson. Mas se o Suns parecia mais favorável a Hamilton ou Thompson por serem arremessadores, o Pacers deve olhar mais pro Marshon Brooks, que é aqueles jogadores que criam o próprio arremesso e pontuam por conta própria. Ele pode também vir do banco do Paul George quando o time precisar de mais força defensiva e pontuação vindo do banco.

Escolha 16 - Philadelphia 76ers
Outra escolha interessante, porque o Sixers também pode optar por trocar o Andre Iguodala e colocar o Thaddeus Young de SF, o que nos indicaria que o Sixers pode buscar um SG (Caso não esteja muito confiante no Evan Turner, apesar dos bons playoffs), um homem de garrafão ou até outro SF pra quando o Young jogar de PF. Acho mais provável que eles tentem buscar um jogador que jogue no garrafão, porque o Young tinha muitos minutos de PF e agora ele deve ser SF em tempo quase integral. Acho que a melhor escolha aqui são os gêmeos Morris, até porque ambos são da Philadelphia. Também podem chutar o pau da barraca e irem com o Motiejunas, mas talvez ele pareça demais com o Spencer Hawes pra isso.

Escolha 17 - New York Knicks
Problemático, porque o Knicks é um time incompreensível. Eles podem usar ajuda de tantas formas que eu nem sei por onde começar. A prioridade seria defesa - um SF defensivo como Singleton ou um jogador de garrafão que pudesse aliviar pro Amare, como um Morris ou até o Kenneth Faried, um jogador baixo pra posição 4 mas um jogador que joga com muita raça e energia, é ótimo defensor e um reboteiro fora de série, portanto, fariam mais sentido. Mas o Knicks não liga pra isso e talvez vá continuar pensando só em achar ajuda pros seus jogadores no ataque (Quem liga pra coisas mundanas como defesa??), então eles podem olhar pra um SG como Jordan Hamilton ou Klay Thompson, caso ele sobre até aqui, o que é bem difícil. Marshon Brooks também é possível, embora o Knicks deva preferir um jogador que jogue mais sem a bola.

Escolha 18 - Washington Wizards
Vai depender da escolha anterior. Se forem com um pivô pra trocar o McGee, devem pegar um ala como Chris Singleton, pra melhorar sua fraquíssima defesa, ou Tobias Harris, um faz-tudo bem versátil. Caso fiquem com um ala na sua escolha anterior, ainda podem tentar um outro ala caso o Vesely acabe jogando mais de PF ou então um swingman caso o Crawford não seja assim tão confiável, no caso pode ser o Hamilton ou Tyler Honeycutt, SG bem versátil e atlético que se encaixaria bem no time do Wizards- até porque tem muito potencial, mas ainda não está totalmente pronto.

Escolha 19 - Charlotte Bobcats
Outro time com duas escolhas, outro que vai depender da sua escolha anterior. Podem tanto ir com os swingman Hamilton/Honeycutt como pode tentar buscar mais ajuda para o garrafão, especialmente caso peguem o Biyombo pra C, caso onde podem ir atrás de um PF como Trey Thompkins ou Faried. Acho que os swingman fazem mais sentido pelo seu potencial a longo termo.

Escolha 20 - Minessota Timberwolves
No Mock Draft da NFL, apostei que a segunda escolha do Patriots seria trocada, e acertei. Agora faço a mesma aposta aqui, essa escolha não será do Wolves ao final do dia. Caso seja, podem tentar reforçar o garrafão (Caso não tenham trocado a segunda escolha pra pegar o Kanter ou o Valanciunas) como o Motiejunas ou ir atrás de ajuda pra posição 2, e aí o Honeycutt ou o Reggie Jackson fariam mais sentido.

Escolha 21 - Portland Trail Blazers
O Andre Miller está chegando ao fim da carreira, então talvez fosse hora de pegar um PG para o futuro, como Darius Morris (Que aliás é bastante comparado ao Miller). Ou então o time pode ir buscar no Thompkins ou no Faried ajuda para o garrafão, porque o time ainda não sabe se vai continuar com o Greg Oden e não sabem se o joelho do Oden vai continuar inteiro (Espera, ele nunca esteve inteiro...). Outra alternativa seria o Chris Singleton, mas um time que tem Gerald Wallace e Nicolas Batum realmente não precisa de muita defesa na posição 3.

Escolha 22 - Denver Nuggets
Outro time que poderia usar o Faried caso ele passe até aqui, já que tem chances de perder o Kenyon Martin, e se ele cair até aqui com certeza não passa. O time também pode perder a dupla Aaron Afflalo/JR Smith, então um jogador da posição 2 não seria uma má ideia. A essa altura do campeonato eles pode tentar o Honeycutt, Reggie Jackson ou o Tobias Harris, que é versátil o suficiente pra se encaixar em quase qualquer esquema.

Escolha 23 - Houston Rockets
Chris Singleton seria uma ótima caso escorregasse até aqui, daria a defesa de perímetro que o time tanto precisa. Tobias Harris e Honeycutt, caso sobrem até aqui, também podem ser escolhidos. Uma linha alternativa para Houston aqui seria pegar um PG reserva caso não estejam gostando do Goran Dragic, o que significaria Darius Morris ou Nolan Smith.

Escolha 24 - Oklahoma City Thunder
O Thunder pode ir por diferentes caminhos, até porque não precisa de fato de muita coisa. Um jogador de garrafão aqui pode ser uma alternativa, mas não vejo o Thunder pegando outro pivô europeu depois do Cole Aldrich. O Thunder precisa de um bom jogador vindo do banco, de preferência atrás do Kevin Durant. Honeycutt caindo até aqui seria uma boa, embora difícil que sobre. Um jogador interessante seria o Kyle Singler, ele é experiente, maduro e um bom jogador a vir do banco do jovem Thunder. Tem expeiencia com títulos (Foi MOP do Final Four de 2010). O tipo de jogador pra entra e jogar. Se o Harris sobrar também pode sair aqui.

Escolha 25 - Boston Celtics
Pivô!! Pivô!! Pivô!! Qualquer um com tamanho pra alcançar a prateleira de cima! Não da pro Celtics depender da saúde do Jermaine O'Neal de novo. Pode ser o Nikola Vucevic ou o Jordan Williams, dois pivôs com tamanho, força física e bons reboteiros, áreas nas quais o Boston precisa de ajuda urgentemente. Nenhum tem cara de que vai ser um titularzão absoluto, mas ambos podem ganhar seus minutinhos.

Escolha 26 - Dallas Mavericks
Antes de mais nada, os boatos de que o Mark Cuban estaria trocando essa escolha por champagne são falsos.

Um bom ala-pivô pra ser reserva do Mavs (BRIAN CADINAL!! BRIAN CARDINAL!!) é importante, então quem sobrar deve ser pego aqui. Os gêmeos Morris não devem cair tão longe, mas o Trey Thompkins é possível e ainda podem tentar o Justin Harper, um bom arremessador pra posição que é do tipo que já entra e joga, sem comprometer tanto a defesa.

Escolha 27 - New Jersey Nets
Podem tentar também um PF como Harper, mas o Kris Humphries virou um sólido jogador ano passado e ainda ta pegando a Kim Kardashian, possivelmente vai ficar com a posição. Um bom reserva de garrafão faria sentido, como Nicola Mirotic (Ainda que talvez fique na Eropa mais tempo) ou Jeremy Tyler. Ou então, um time que precisa de um parceiro no backcourt pro Deron Williams talvez tente um combo guard como Nolan Smith ou Shelvin Mack. Também podem apelar pra um swingman com potencial como o letão Davis Bertans, ótimo arremessador mas talvez eles não queiram arriscar outro Travis Outlaw (Se bem que isso é difícil, nenhum jogador desse nível ganharia 7 milhões por ano por cinco anos tirando o Outlaw!), ou o super atlético Travis Leslie, embora talvez eles prefiram jogadores que possam contribuir antes que o Deron Williams decida dar o fora.

Escolha 28 - Chicago Bulls
Kyle Singler pode ser uma boa adição pelo perfil experiente, maduro e inteligente, mas o time precisa de outras opções de pontuação e o Singler ainda é meio que uma incógnita de arremessador, teve grandes momentos e maus momentos nesse aspecto. Seria um bom lugar pro Shelvin Mack, é um combo guard que arremessa muito bem e deve jogar mais de SG que PG na NBA. Também podem arriscar o Josh Selby de Kansas se o Mack já tiver saído, um jogador com mentalidade voltada para a pontuação, ainda que seja um pouco cru demais pra entrar e jogar, que talvez seja a preferência do Bulls.

Escolha 29 - San Antonio Spurs
É claro que o Spurs vai achar um ala capaz de fazer 20 pontos por jogo, ser um ótimo defensor, arremessador, extremamente ingeligente e competitivo. Nunca duvide de um time que achou Manu Ginobili na penúltima escolha do Draft.

Escolha 30 - Chicago Bulls
Tudo que eu disse antes continua valendo. Um jogador experiente como Singler, um pontuador como Mack ou Selby... Também podem apelar pro Chandler Parsons, um SF versátil e extremamente inteligente dentro de quadra, capaz de ajudar o banco de reservas do Bulls a controlar melhor a bola e criar boas chances no garrafão.


E ufa, acabou!! E aí, o que acharam? Algum palpite ou sugestão? Fiquem a vontade, o espaço é de vocês.