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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Sete Segundos ou Menos - 08/12

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Are you not entertained?!


Testando um novo formato de coluna essa semana, que eu chamei de Sete Segundos ou Menos - homenagem ao famoso Seven Seconds or Less, o estilo de jogo do Phoenix Suns sob o comando de Mike D'Antoni nos anos 2000 que revolucionou para a sempre a NBA - e nos deu alguns dos mais divertidos times de todos os tempos.

A ideia da coluna Seven Seconds or Less - em teoria - é ao invés de tratar de um único assunto extensivo, tratar de vários assuntos menores, assuntos que não valem uma coluna sozinhos mas que ainda assim são pontos que eu gostaria de discutir. É uma versão basicamente com mini-colunas, condensada em uma só. Vamos ver se o formato funciona.

E se você não acha que essa só é uma desculpa para postar alguns vídeos do meu jogador favorito de todos os tempos (como esse passe mágico para o Grant Hill)... você não me conhece o suficiente.




Vamos a isto.

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1. Philadelphia 76ers, dividindo minutos entre suas estrelas.

Quinta feira à noite, o Philadelphia 76ers foi surpreendido em casa e derrotado por um fraco time do Lakers. No entanto, seria difícil para você adivinhar isso se eu te falasse do quão dominantes foram suas duas estrelas: Joel Embiid anotou 33 pontos, pegou 7 rebotes e deu 6 assistências (e mais 5 tocos), enquanto Ben Simmons teve um Triple Double com 12 pontos, 13 rebotes e 15 assistências. Ambos foram fantásticos na partida e é difícil acreditar que Philly perderia com ambos tão bem.

O problema é que Philly apanhou quando esteve sem suas estrelas. Nos 36 minutos que Embiid esteve em quadra, Philadelphia foi +14 em quadra. E nos 12 que descansou, Philly perdeu para o Lakers por 17 pontos (!!!!). Com Simmons talvez seja ainda pior: +9 quando esteve em quadra, e nos 6 minutos que descansou, o Sixers perdeu por 12 pontos. Philly passou apenas um minuto e meio com ambas as suas estrelas no banco, mas foram minutos desastroso: o Lakers ganhou a "parcial" (ou as parciais) por 11 a 2.

Essa derrota foi um microcosmos de um problema que tem certamente tirado noites de sono do técnico Brett Brown, e de muitos outros técnicos ao longo do tempo na NBA: Qual é a melhor forma de distribuir os minutos das suas estrelas? Em outras palavras, o melhor é usar as duas junto o máximo de tempo possível junto, maximizar a combinação, mas passar mais tempo com apenas os reservas jogando? Ou então distribuir ao máximo os minutos das estrelas para que o banco nunca precise jogar sem nenhuma delas em quadra?

Foi uma questão que durante muito tempo incomodou (e ainda incomoda) times como Clippers (na época de CP3/Blake) ou Wizards, e não existe uma resposta certa. Durante anos o Wizards optou por juntar Wall e Beal, e foi massacrado quando os dois sentavam. O Clippers teve um problema semelhante com Paul e Blake Griffin. E agora chegou a vez do Sixers tomar algumas decisões.

Até aqui, o Sixers tem optado por jogar as suas estrelas juntas o máximo de tempo possível. Dos 605 minutos que Embiid jogou em jogos que Simmons também atuou, 78% deles (472) vieram jogando junto do calouro, e apenas 133 foram como única estrela em quadra - o que da pouco mais de seis minutos por jogo. Simmons jogou mais tempo sem Embiid (mesmo desconsiderando os jogos com Embiid inativo), 250 minutos, mas também é praticamente metade do tempo que passou ao lado do pivô camaronês.

Isso faz algum sentido. Simmons ainda não tem um arremesso fora do garrafão, e jogar ao lado de Embiid - cujo alcance se estica até a linha dos 3 pontos e sempre comanda uma marcação apertada - abre os espaços que Simmons precisa para chegar até o garrafão e aproveitar linhas de passe. Philadelphia tem destruído times quando os dois estão juntos em quadra: nos 472 que Simmons e Embiid jogaram juntos, Philly está +99, com um Net Rating de +9,9.

O outro lado da moeda, entretanto, são os 164 minutos que o Sixers passou em quadra sem Embiid nem Simmons, e esses minutos Philly está com horríveis -52, ou -12,8 Net Rating. Ontem foi um exemplo (até extremo) desse fenômeno, mas a verdade é que Philly simplesmente não tem a criatividade e o playmaking vindo do banco para aguentar muitos minutos sem uma das suas estrelas em quadra. Talvez isso mude com a volta de Markelle Fultz, mas a essa altura parece um long shot confiar na produção imediata da escolha #1 do Draft. E a margem de erro do Sixers não é grande suficiente para sobreviver a minutos dessas unidades.

Talvez seja hora do Sixers começar a usar suas estrelas de forma mais separada. Exceto quando não há alternativa - jogos que Simmons ou Embiid estiverem fora - esses alinhamentos simplesmente não deveriam passar um minuto sequer em quadra para um time que sonha com a pós temporada. Embora o time caia bastante (previsivelmente) com apenas uma das duas estrelas em quadra, não é para níveis tão desastrosos quanto naqueles momentos sem nenhum dos dois: lineups com apenas Embiid tem enfrentado adversários basicamente em um empate (-2 em 162 minutos), e embora as lineups com apenas Simmons tenham números mais problemáticos (-46 em 358 minutos, -5,2 Net Rating), esses números estão "poluídos" pelos 108 minutos que Simmons jogou com Embiid inativo, enfrentando diretamente unidades titulares que não enfrentaria em situações "normais" de rotação. Pegando apenas os minutos que Simmons jogou sem Embiid em jogos que ambos participaram os números não são tão problemáticos, -18 em 250 minutos de quadra. Nenhuma das duas é perfeita, mas é uma maneira de evitar esses minutos desastrosos sem as estrelas em quadra, quando o time se coloca em buracos com muito mais rapidez relativa do que os dois jogadores juntos "tiram".

Um argumento contrário a essa distribuição de minutos seria que, pensando no futuro, é importante dar a Embiid e Simmons o máximo de minutos possíveis juntos para desenvolver o entrosamento, mas é um argumento que não faz sentido considerando que Simmons (que perdeu o ano de calouro com uma lesão no pé) jogou 42 minutos nesse jogo, e Embiid 36. O Sixers está forçando para chegar nos playoffs agora, e pensando nesse sentido, é crucial eliminar esses minutos sem ambos em quadra. Ontem, custou uma vitória ao Lakers. Não foi a primeira vez. E, se continuar acontecendo, não vai ser a última. E, se o Sixers quer mesmo chegar aos playoffs e talvez surpreender alguém, essas são vitórias que podem fazer falta.


2. Giannis Antetokounmpo, pivô

É difícil realmente classificar Giannis Antetokounmpo com uma posição. Ele é um jogador de 2m11 que arma o jogo, protege o aro, e defende 5 posições. Que seja, ele JOGA nas 5 posições! Essa flexibilidade maluca é parte do que faz de Giannis um jogador tão bom, e tão importante para o Bucks. Que posição Giannis é, ou joga, depende muito mais das peças ao seu redor do que de quem ele realmente é, e podem ter certeza que isso vai gerar discussão na hora de votar o All-Star Game ou até os times All-NBA ao final do ano.

Mas a posição que Giannis mais me intriga é jogando como pivô. Não da nem para chamar essas lineups de baixas - Giannis é mais alto do que vários dos pivôs da NBA, tem alcance maior que praticamente todos, e já se mostrou excelente protegendo o aro - mas as formações sem Maker, Henson ou Monroe que Giannis joga como pivô nominal, em geral cercado por arremessadores. O Bucks tem sido, naturalmente, cauteloso com essas formações, especialmente na temporada regular - você não quer expor Giannis a trombadas constantes no garrafão e taxar o físico da sua superestrela sem necessidade. Ao todo, Giannis jogou com pivô apenas 45 minutos na temporada.

Ainda assim, é difícil não ver o que essas lineups tem de atraente. Giannis tem o tamanho e capacidade defensiva para executar o papel de um (bom) pivô do lado defensivo da quadra, então você não precisa sacrificar tanto nesse sentido. E ofensivamente essas lineups com Giannis e arremessadores são impossíveis de se defenderem normalmente: você pode ficar preso mantendo um pivô ou ala de força mais lento em cima de Giannis, o que é a receita para o desastre, ou então tentar esconder isso em um arremessador e tirar o protetor de aro de dentro do garrafão, onde Antetokounmpo faz a grande maioria dos seus pontos - e isso sem entrar no mérito do caos que um time assim cria em situações de transição, quando o adversário precisa em velocidade achar a marcação certa, abrindo assim espaços e criando missmatches que esse time pode explorar. Milwaukee não é um time grande nas alas, então essas formações não teriam muito tamanho, mas compensariam isso com versatilidade e velocidade. No papel, pode ser a base para um ataque extremamente explosivo.

E a boa notícia é que, desde a chegada de Eric Bledsoe (e a partida de Greg Monroe) o Bucks tem dado mais espaço para essas formações com Giannis na posição 5 - dos 45 minutos que Giannis jogou na posição, 21 vieram desde a troca. A lineup com Bledsoe-Brogdon-Snell-Middleton-Giannis já jogou 16 minutos junta, e com bons resultados, incluindo um Net Rating de 3,5 e um Offensive Rating de 121,8 que destruiria o melhor ataque da liga (Golden State) por muito. A mesma formação, mas com Dellavedova no lugar de Bledsoe (a segunda mais usada), também tem igualmente destruído adversários do lado ofensivo da quadra. No jogo recente contra Boston foram essas lineups que colocaram o Bucks de volta no jogo, antes de Boston enfim abrir uma vantagem definitiva no final.

Claro, a amostra ainda é muito pequena, e essas lineups também sofreram bastante defensivamente nesses minutos limitados (a defesa do Bucks é assunto para outro post). Mas é uma formação bastante interessante e promissora, e é muito bom ver Milwaukee começando a ficar mais confortável com essas lineups - e devem ficar ainda mais quando Jabari Parker voltar. Algo para se monitorar ao longo do ano.


3. Houston Rockets destruindo tudo pelo seu caminho

O Rockets deveria ser uma história maior nesse início de temporada, e por algum motivo está escapando ao grande público. Esse time está FANTÁSTICO até aqui: Apenas Boston tem uma melhor campanha (e o mesmo número de derrotas); apenas Golden State tem melhor Net Rating e melhor ataque; apenas Boston e GSW tem melhor RPI. Seu Net Rating é um historicamente excelente 11,3. Eles estão destruindo times a torto e a direito. E, mais assustador, Chris Paul e James Harden estão mostrando um entrosamento excelente ainda muito cedo.

Mas o que é realmente interessante é o quão bom o Rockets tem sido desde a volta de Chris Paul. Foram 8 jogos desde então, e 8 vitórias do Rockets com um net Rating insano de +20.0 por 100 posses de bola. Para referência, o Warriors lidera a NBA com +13.1, que já é um excelente número. Nesse tempo, o Rockets tem a melhor defesa E o melhor ataque da NBA, e suas duas estrelas estão jogando um basquete de outro nível: Chris Paul tem 14 pontos e 10 assistências de média, com 46 FG%, 46 3PT%, e menos de 2 turnovers por jogo. James Harden - que deveria ser hoje o favorito na briga pelo MVP - teve 33 pontos, 8 assistências e 48-43-93 nos arremessos. Claro, é uma amostra pequena e contra um calendário favorável, mas também uma mostra do quão assustador esse time pode ser.

E o que faz de Houston tão bom e tão assustador é sua capacidade de manter o poder de fogo funcionado por 48 minutos sem interrupção. A dupla Harden-Paul dentro de quadra tem sido sólida jogando junta - +6.8 de Net Rating em 173 minutos com ambos em quadra. Uma marca boa, mas não espetacular dado que o Rockets como time tem +11.2 de Net Rating.

No entanto, esse não é o ponto. Ao contrário do Sixers, Mike D'Antoni tem buscado separar mais suas estrelas. Quando elas estão juntas, ótimo: o Houston ainda está chutando bundas. Mas a mágica do Rockets é que, quando um deles sai, o time ainda tem um armador de nível MVP para comandar seu ataque. A gente sabe repetidamente o que Harden é capaz de fazer conduzindo esse ataque do Rockets, especialmente agora que tem mais armas de bom nível (dos dois lados da quadra) do que nunca: O Rockets tem Net Rating de +14,7 quando James Harden está em quadra sem Chris Paul, um número que engloba os jogos que Paul ficou inativo.

Mas esse não é o pulo do gato. O problema é que quando James Harden sai e Paul entra para comandar o ataque no seu lugar, o Rockets tem um Net Rating de... erm... de +32.1. Yep, 32,1. +66 de +/- em 94 minutos. Sim, esse é um número real. Claro que é um subproduto insustentável de uma amostra pequena contra um calendário fraco, mas é só assistir o jogo que é fácil de perceber o quão devastadora é a segunda unidade do Rockets com Paul no comando. Depois de anos jogando seu estilo favorito - ritmo lento, arremessos de meia distância, controle do jogo  - é surreal o quão rápido Paul se adaptou ao ataque de D'Antoni e já tem total controle do jogo por lá. O pace do time com Paul é um dos mais rápidos da NBA, e CP3 está conduzindo esse ataque com perfeição mesmo sendo apenas seu nono (!!!) jogo em Houston. Paul enxerga todos os passes, todas as movimentações, e sabe exatamente o que fazer em todas as situações. Cerque isso com o esquema certo, as movimentações certas, e os jogadores certos, e você vai certamente ter um ataque infernal.

E, acima de tudo, é isso que faz do Rockets tão bom: 48 minutos de inferno ininterruptos (exceto, bem, garbage time... que tem, alias, acontecido bastante), 48 minutos de um armador nível Hall da Fama (e nível alto mesmo dentro do Hall da Fama) comandando um ataque devastador famoso por destruir adversários. Você não vai ter um minuto para descansar até que a vantagem passe dos 20 pontos. Boa sorte tentando acompanhar essa dupla.

Não da, nessa temporada, para falar de Golden State - o time está claramente jogando em terceira marcha e se poupando para os playoffs (existe algum potencial de 2001 Lakers aqui, diga-se de passagem). Nada que virmos até Abril indicará nada do seu nível real. Mas com o Rockets jogando nesse nível, não é absurdo sugerir que esse seja o time mais dominante da liga que vimos até aqui, com a volta de Chris Paul.

Para a pós-temporada, os minutos dos reservas tende a diminuir, e fica mais fácil desmontar um ataque que depende de um jogador só - Houston vai precisar da combinação entre Harden e Paul mais do que dos minutos que as estrelas jogam separadamente. Até lá, é importante que as formações com CP3 e Harden estejam no seu melhor nível. Mas por enquanto, esse time é forte o suficiente, e tem talento suficiente, para varrer a temporada regular sem deixar vestígios, enquanto nós apreciamos um dos times mais divertidos e interessante dos últimos anos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

E Dwight consegue o que queria

"Estou levando meus talentos para a Califórnia"


É, eu sei, hoje deveria ter sido o dia do segundo post do nosso Especial NBA, com Jerry West e Oscar Robertson. O post já ta quase terminado também, dava pra terminar ainda hoje... Mas como apareceu essa noticia importante hoje, prefiro fazer esse post logo pra acabar logo com isso, e segunda feira (sem falta!) postar West-Oscar. Então vamos falar da troca envolvendo quatro times que terminou com Dwight Howard indo pro Lakers.

Acho que, antes de mais nada, eu fiquei ao mesmo tempo feliz e puto com essa noticia. Feliz porque, pelo menos, não vou mais ter que gastar minha paciência ouvindo boatos idiotas de "Para onde vai Dwight Howard?"... Ou pelo menos por seis meses até chegar a hora dele renovar o contrato ou não. Então sempre tem esse lado positivo.

O negativo, que me fez ficar puto? Eu odeio o Lakers. É pré-requisito pra torcer pro Celtics, acho. Mas o Lakers sempre da um jeito de sair por cima de qualquer situação. Pegar Shaq na Free Agency. Adquirir Pau Gasol por quase nada. E agora, um assalto a mão armada pra cima do Magic que da ao Lakers de presente o melhor pivô da NBA. Depois de convencer o Suns a trocar o seu maior ícone (Steve Nash) pro seu maior rival e time que os torcedores do Suns mais odeiam. E tudo isso sem perder nenhum ativo do seu elenco além de Andrew Bynum. Tudo da certo pra essa franquia. Good God, eu odeio o Lakers. Então vamos olhar mais de perto o efeito dessa troca, começando com...


Los Angeles Lakers
Perdeu: Andrew Bynum, escolha protegida de primeira rodada (2017)
Recebeu: Dwight Howard, Chris Duhon

Senhoras e senhores, o grande vencedor da troca. E por mais que eu odeie o Lakers, preciso admitir: O Lakers jogou essa mão com muita inteligência. Desde o começo soube que o Magic estaria desesperado para arrumar uma troca (especialmente quando o Nets trocou por Joe Johnson), não cedeu à pressão do Magic (que queria Bynum E Gasol), e deixou a coisa rolar. Até porque o Lakers sabia que não valia a pena perder Gasol E Bynum por Howard. Não aceitou o contrato de Turkoglu junto da troca, e deixou claro que não estava desesperado pela troca, e que quem tinha tudo a perder era o Magic (alias, trazer Nash, campeão do prêmio "Jogador que Metade da Liga Mataria para Jogar Junto" da decada passada, sem dúvida ajudou). E acreditou que isso, somado ao glamour de Los Angeles, fosse atrativo para Dwight a ponto de ele insistir em ir para lá e deixar o pobre Magic sem muita escolha (a possibilidade do Dwight nao assinar uma extensão afastava diversos potenciais parceiros).

O que o Lakers mudou nessa troca? Bom, trocar o segundo melhor pivô da Liga pelo primeiro significa que o time melhorou naquela posição, no papel, certo? Especialmente se o Lakers não teve que envolver nenhum outro ativo pra realizar a troca (e nao envolveu). Mas na prática, o Lakers sacrificou um pouco de ataque (Bynum é um pivô com mais recursos no ataque) pra ganhar uma defesa superior e melhores rebotes, um jogador mais atlético e fisicamente mais overpower em relação ao resto da Liga. E sinceramente, isso é exatamente do que o Lakers precisava. O Lakers já tem Nash pra segurar a bola e tomar decisōes, tem Kobe Bryant (que não vai desistir de arremessar 23 vezes) pra arremessar varias vezes, e ainda tem Gasol, que é muito mais eficiente ofensivamente que Dwight. E essa é a grande vantagem do Dwight pra esse time: Ele não precisa da bola na mão, ele não precisa ficar sendo acionado pra ficar feliz. No Magic, ele tinha que ser o carregador de piano no ataque, mas no Lakers ele vai ser apenas mais uma opção em um time cheio delas no ataque. Vai pegar uns rebotes de ataque, completar uns passes faceis do Nash, umas pontes aéreas, e eventualmente vai ter a bola pra criar seu arremesso quando tiver um miss match... E é disso que o Lakers precisa dele no ataque. Enquanto isso, ele torna o Lakers mais forte nos rebotes e na defesa. Vale lembrar que Nash nunca foi um bom defensor e Kobe já passou faz algum tempo do seu auge defensivo, mas com Dwight protegendo os dois, isso vai importar ainda menos. Ele da ao Lakers a proteção necessária, não atrapalha a fluência ofensiva do time porque não precisa ficar tocando na bola pra ficar feliz, e torna eles um time muito mais perigoso.

Alias, curiosamente, essa aquisição vai de encontro à tendência que vimos nos ultimos playoffs. Com Thunder e Heat jogando longos periodos de tempo (e melhor!) sem pivôs nos playoffs, e com times como Celtics já usando há mais tempo um ala de força na posição 5, parecia que a falta de pivôs de elite na NBA estava empurrando a Liga pra um jogo mais baixo, mais atlético e mais versátil, com jogadores como Lebron, Carmelo Anthony ou Kevin Durant como "novos" alas de força. Ao invés disso, o Lakers reforça o garrafão e pode criar um sério problema pros novos times "baixos" que tavam dominando a NBA. Vai ser interessante ver como esses dois estilos de jogo vão bater um com o outro... E se o Lakers conseguir forçar Thunder, Heat e cia a jogarem fora desse estilo pra não tomarem uma surra nos rebotes, então o Lakers da um grande passo pra temporada que vem. Mais por vir em 2013...

Outros ganhadores dessa troca do lado do Lakers: Nash, que pela primeira vez na vida vai jogar com um bom shot blocker atrás dele (suas fraquezas defensivas sempre foram constantemente expostas por nunca ter jogado com um); Kendrick Perkins, que agora vai manter seu contrato por mais tempo já que ele tem uma função na NBA (Parar Dwight, que agora ta no Oeste); e o próprio Dwight, que vai jogar na California, em um time que briga pelo título, e que se fizer o Lakers ganhar esse título vai fazer todo mundo esquecer de como ele foi infantil, babaca e ridiculo nessa sua novela pra sair do Magic e vai acabar com sua ficha limpa (eu reclamei que a The Decision foi imaturo e cruel com o Cavs, mas os ultimos 12 meses do Dwight Howard fazem o The Decision parecer sensato).


Philadelphia 76ers
Perdeu: Andre Iguodala, Moe Harkless, Nikola Vucevic, escolha protegida de primeira rodada
Recebeu: Andrew Bynum, Jason Richardson

Acreditem, eu gosto muito do Andre Iguodala. Não, sério, eu realmente adoro o Iguodala, acho um excelente defensor, criativo, bem atlético e bom passador. Mas o fato é que o Sixers se tornou um time melhor com essa troca, mesmo perdendo Iggy.

As criticas ao Sixers ano passado gravitavam em torno dessas três coisas: Que o time tinha alas atléticos e incapazes de arremessar demais no elenco; que o time não tinha um jogador pra levar o ataque do time nas costas por mais tempo; e que você não ia ganhar nos playoffs se seu melhor jogador era Andre Iguodala. Bem, de certa forma, essa troca ajudou nas três coisas: O time se livrou de dois dos alas atléticos incapazes de arremessar (Iggy e Moe Harkless), trouxe um ótimo pontuador no garrafão e que pode se beneficiar muito dos arremessadores de três do time espaçando a quadra... E deu um upgrade no seu melhor jogador de Iggy para Bynum. E por mais que eu goste do Iggy, o Bynum é melhor, é mais dominante, mais confortável carregando seu ataque... E isso já funciona como um upgrade pro Sixers.

Na prática, essa troca tira do elenco um jogador que tem substitutos e adiciona um jogador que o time desesperadamente precisava (um jogador dominante de garrafão) e que talvez não tenha rivais em todo o Leste (tirando Tyson Chandler). A troca deixa o Sixers menos poderoso defensivamente no perímetro, mas melhora muito na defesa de garrafão e nos rebotes. Sério, da pra imaginar o upgrade de subir de Spencer Hawes pra Bynum? Hawes pode ate jogar de ala de força junto com Bynum, mas o ex-pivô de LA é muito mais jogador. O time ainda tem Dorrell Wright, Evan Turner, Nick Young, Jrue Holiday e Thaddeus Young (que eu gosto mais como um 4, mas whatever) pro perímetro, e uma boa coleção de jogadores de garrafão. Faltava um jogador dominante pra abrir pro resto do time ofensivamente, e agora ele chegou. E o Sixers assumiu um risco, mas se der certo, o time sai mais forte.

Um pensamento rápido: Embora não tenha sido incluido nessa troca pro Magic se livrar do seu contrato, eu acho que o Jason Richardson pode ser muito util pro Sixers. Ele deu azar porque saiu do melhor cenário possível (jogar com Nash em Phoenix, onde ele fazia quase 20 ppg) pra um time onde ele não tinha um bom armador, um time previsível da linha dos 3 pontos e sem um pivô pra atrair dobras (a NBA ja sabia que a melhor maneira de parar o Magic era deixar o Dwight jogar no mano a mano a vontade). Mas ele não é tão ruim como pareceu, ainda é rapido pra acompanhar contra ataques e mortal dos três pontos, vai casar muito bem com Bynum e dar a Philly um legítimo perigo da linha dos três.


Denver Nuggets

Perdeu: Aaron Afflalo, Al Harrington, escolha protegida de primeira rodada em 2014
Recebeu: Andre Iguodala

O Nuggets aparentemente tem essa mania de reassinar seus Free Agents por uma nota pra depois trocá-los o mais rápido possível. Foi assim com Nenê, e foi assim agora com Aaron Afflalo. E o Nuggets consegue algo que precisava desesperadamente: Um ala. Não é como se o time tivesse no elenco jogadores como Danilo Gallinari ou Wilson Chandler, certo?

(Oh wait!)

Brincadeira, brincadeira. Mas apesar de ser verdade que o Nuggets ta agora com uma coleção de alas, eu ainda gosto da troca por dois motivos. Primeiro, são alas com características diferentes e complementares, de forma que podem muitas vezes jogar juntos para formaçōes diferentes. E segundo e mais importante, eu gosto muito do Afflalo, mas o Iggy torna o time mais atlético, mais versátil e melhor defensivamente. O time já tem bons chutadores de longe e bons pontuadores, de forma que o Iggy não vai ter que ser o responsável por carregar o ataque como fazia em Philly (E não funcionava), mas vai trazer pro Nuggets um defensor de perímetro de elite (por mais que eu gostasse do Afflalo como defensor, Iggy é melhor, mais versátil defensivamente e mais destrutivo conseguindo tocos, roubos e puxando contra ataques) e um jogador mais versátil que o Afflalo. Ainda que o Al Harrington tenha tido um bom 2012, ele é dispensável e seu contrato é imenso, então o Nuggets se limpa um pouco nessa.

A escolha de primeira rodada também não fará muita falta pro Nuggets. Eles tem duas em 2014 (Knicks), e já tem um excesso de jogadores jovens que precisam de minutos pra desenvolverem. Acho que eles preferem trocar essa escolha por um upgrade Afflalo-Iggy numa boa. O Nuggets teve um bom ataque e um ótimo banco em 2012, deu muito trabalho pro Lakers nos playoffs com seu garrafão jovem e energético, mas teve problemas defensivamente e as vezes sentiu falta de outro jogador além do Ty Lawson pra segurar a bola e conduzir o ataque. E o Iggy ajuda em muito nessas duas coisas, torna o time mais atlético no perímetro e da mais flexibilidade (Iggy pode jogar nas posiçōes 2 e 3, pode jogar de Point Foward se necessário) e lá ele finalmente pode abraçar seu papel de coadjuvante, aquele cara que faz todo o trabalho sujo e facilita o jogo pra todo mundo. Dado isso, eu acho que o Iggy faz mais sentido que o Afflalo pra esse time, mesmo com os problemas nos arremessos. Boa troca por um GM que já tem colecionado bons momentos nos últimos anos. Olho nesse time...


Orlando Magic
Perdeu: Dwight Howard, Jason Richardson, Chris Duhon, seu futuro
Recebeu: Aaron Afflalo, Al Harrington, Moe Harkless, Nikola Vucevic, três escolhas protegidas de primeira rodada (de três times de playoff)

Como eu acabei de passar uns 10 parágrafos falando, eu achei que Lakers, Sixers e Nuggets se saíram bem com a troca. Não só porque eu achei que todos os jogadores adquiridos se encaixam perfeitamente nas necessidades dos seus novos times e completam os elencos já estabelecidos de excelente forma, como também achei que todos os times se deram bem em termos de valor. O Lakers, apenas em termos de talento e valor, saiu ganhando ao trocar Bynum por Dwight, indiscutivelmente. Sixers e Nuggets não tiveram tanto esse salto em valor, mas pra mim sairam com uma certa vantagem nesses quesito também. Mas se três times saíram com um certo "lucro" em termos de valor nessa troca, um time teria que sofrer uma grande perda, certo? Entra o Orlando Magic.

O Magic já tava com medo de perder o Dwight por nada como aconteceu com Cavs e Raptors, e queria seguir os passos do Nuggets e do Jazz de trocar sua superestrela e conseguir um monte de coisa em troca (tanto Nuggets como Jazz reinventaram seus times e foram aos playoffs). Mas o problema era que ninguém tinha tanta coisa pra oferecer pelo Dwight e a Liga não tinha nenhum time tão desesperado mais pra fazer esse tipo de coisa, a proposta mais comentada era um pacote de bolachas do Nets montado em volta de Brook Lopez (que de alguma forma ganhou um contrato máximo na offseason). Então o Magic segurou... Segurou... E não apareceu nenhuma proposta irrecusável. E ai eles acabaram aceitando uma proposta do Lakers que... Bem... Fede.

O Magic, como não tem nada construido em volta de Dwight (e portanto não poderia fazer como o Nuggets, pegar bons role players pra completar o time), deveria ter focado em quatro coisas, quanto mais melhor: Pirralhos com potencial pra acelerarem a reconstrução; muito teto salarial; um possível Franchise Player pra ser o centro do time no futuro; escolhas boas de Draft. Foi o que fez o Grizzlies, por exemplo, quando trocou Gasol (liberou teto salarial, ganhou escolhas de Draft e o pirralho Marc Gasol) e o Jazz quando trocou Deron Williams (ganhou otimas escolhas de Draft, liberou espaço salarial e trouxe o pirralho com muito potencial Derrick Favors). E o que o Magic conseguiu disso? Alguns pirralhos sem muito potencial (gosto do Nikola Vucevic, acho um jogador decente, mas não vai acelerar muita coisa)... Nenhum centro de reconstrução como Bynum... Escolhas de Draft protegidas de times que devem ir aos playoffs de qualquer forma... Sinceramente, a única coisa que o time fez foi liberar espaço salarial (mandando embora J-Rich, Chris Duhon e pelo visto Earl Clark), mas trouxe também Afflalo (um excelente role player em um time montado - algo que o Magic nao é e não está perto de ser) que também tem um salario bem alto. Ou seja, perdeu seu Superstar em troca de um role player caro, escolhas inuteis de Draft e jogadores que não adicionam em muito ao elenco. Se o Nuggets e o Jazz aceitaram 80 centavos pelo dólar, o Magic aceitou 20 centavos pelo dolar. E isso porque eu gosto do Afflalo.

Sinceramente, se o medo era tanto de perder Dwight por nada, porque não aceitar a oferta suicida do Rockets, limpar espaço salarial com o contrato expirante do Kevin Martin, pegar uma futura escolha de Draft (alta se Dwight decidir sair) e ainda receber de lambuja os calouros ultra-interessantes do Rockets? Mil vezes melhor do que o pacote de restos que recebeu ao mandar Dwight pro Lakers! Voce continua sem ganhar um Franchise Player, mas ainda limpa espaço salarial (até mais se conseguir se livrar de mais contratos), enche o time de calouros promissores e que podem dar em coisa muito boa, e ainda pode tirar a sorte com uma escolha de Draft! Ou até mesmo ficar com o Bynum nessa troca, que pelo menos é um potencial Franchise Player? Vai saber. Vai ver era o medo do Bynum não assinar uma extensão. Vai ver o Rockets deu pra trás com medo do Dwight sair do time (embora supostamente eles estivessem dispostos a correr o risco) e foi o que restou pro Magic. Vai saber. Embora eu ainda ache que a solução mais fácil seja a correta: A direção do Magic é simplesmente incompetente e, no medo de  perder Dwight por nada, aceitou a primeira proposta que apareceu pra se livrar logo do seu pivô. Btw, não descarte essa última tão fácil.

Bottom line, o acordo foi excelente pro Lakers, bom pro Nuggets, arriscado pro Sixers (porque Bynum ainda pode sair ao final do ano, e sua imaturidade vai ficar mais exposta como centro do time em Philly) mas que pode trazer uma grande recompensa pra um time que precisava de um chacoalhão... E péssimo pro Magic. O time não conseguiu nada em troca e ainda ficou com mais um contrato grande pra quando  o time for remontar, não tem base nenhuma e, sinceramente, se a esperança é "mas pelo menos o time vai ser ruim e pode conseguir uma boa escolha de Draft"... Nao valia mais a pena tentar um negocio mais arriscado (como pegar Bynum ou manter Dwight ate o final do ano, já que a alternativa dele era ir pro Mavs por menos dinheiro, menos tempo e pra um time mais ou menos fraco) que se desse errado o time AINDA entrava em reconstrucao do zero, mas pelo menos teria tentado uma cartada mais alta? Porque não trocar Dwight por um monte de escolhas de Draft e Al Horford com o Hawks? Porque não pegar um monte de pirralhos, feder um ano e continuar com uma boa escolha de Draft? Sinceramente, o Magic praticamente pegou a pior alternativa. E vai pagar o preço a não ser que o Moe Harkless vire o novo... Hm... Esquece, o Magic ainda vai pagar o preço. Sabia que eles não renovaram com Ryan Anderson e o trocaram pro Hornets, mas reassinaram Jameer Nelson por um contrato enorme? E lá vamos nós de novo pra reconstrução... 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Os eliminados

Nem Jedis salvaram a temporada do Bobcats



Antes do lazer de dissertar sobre os assuntos mais interessantes (como por exemplo o porque dos problemas do Boston Red Sox na temporada - interessante porque a tendência pelas estatísticas é melhorar pitching e manter o poder ofensivo -, Ricky Rubio ou os playoffs) da temporada, temos o doloroso dever de comentar sobre aqueles que a partir de quinta não tem mais nada a fazer a não ser rezar pras bolinhas da loteria colocarem Anthony "Monocelha" Davis no colo deles. Ou seja, falar dos 14 times que estão fora dos playoffs, já que a última vaga foi garantida ontem pelo Utah Jazz.

Aliás, eu nunca gostei tanto do estilo de classificação pros playoffs da NBA. 30 times, com 16 classificando? Sempre achei gente demais indo aos playoffs. Ainda que tenhamos eventualmente bons times que ficam com as ultimas vagas (Memphis em 2011, por exemplo), também temos algumas desgraças classificando simplesmente porque tem que preencher as oito vagas (Pense na conferência Leste dos últimos anos). Pessoalmente acho 16 de 30 gente demais... E na MLB (8 de 30 ate ano passado) é gente de menos, sempre tem time bom que merecia ficando de fora simplesmente porque tem muito time bom. Prefiro a NFL, 12 de 32, e as duas top seeds com folga na primeira rodada. Muitas vezes temos bons times ficando fora, mas em geral é mais emocionante. Lembrem-se, por exemplo, que nas ultimas duas temporadas, os campeōes Packers e Giants só classificaram nos detalhes (Packers porque o Bucs perdeu em casa pro Lions - sem Matt Stafford - e o Giants porque o Dallas perdeu do Redskins).

Mas enfim, essa enrolação fica pra outro dia. Vamos ver agora quais foram os 14 times que foram eliminados dos playoffs, e como cada um deles terminou a temporada. Começando do topo...


Charlotte Bobcats
O Bobcats joga hoje contra o Orlando Magic pra evitar a desonra de ser o pior time da história da NBA, pelo menos no que tange a aproveitamento. A gente comentou muito sobre o Bobcats no podcast que fizemos recentemente, então se quiser nossa opinião mais completa vale a pena dar uma olhada. Também acho que vou fazer antes do Draft um post sobre como o Bobcats chegou nessa situação.

Mas por enquanto, vamos ficar com o seguinte: O Sixers de 73 é o pior time de todos os tempos numa temporada de 82 jogos (9-73), o Vancouver Grizzlies de 99 teve 8-42 na última temporada com lockout, e o time que menos venceu jogos foi o Providence Steamers de 48, com 6-42. O que nos leva a duas perguntas: Quem diabos teve a ideia de ter um time profissional em Providence, e onde o Bobcats de 2012 (Que pode terminar 7-59 se perder hoje pro Magic) fica em comparação com esses times historicamente ruins?

Bom, o pior aproveitamento da história foi do Sixers de 73 com 11%, e o Bobcats perdendo do Magic chegaria a históricos 10,6%... O que definitivamente o qualificaria pra discussão de pior time de todos os tempos. Mesmo que o record do Bobcats tenha caido porque eles claramente estão afundando pra tentar a sorte com o Anthony Davis no Draft, quando levamos em conta que hoje a Liga com 30 times está mais diluída em termos de talento do que nunca, não é dificil imaginar que esse Bobcats realmente mereça brigar pelo posto de pior time de todos os tempos.

A chance deles é tentar a sorte com o Davis no Draft, um tremendo prospect vindo de uma das melhores temporadas da NCAA desde Shaq. O Davis sozinho não vai fazer o time ser decente, até porque ainda chega na NBA com alguma limitação no seu jogo ofensivo, mas não da pra negar que tem tudo pra se desenvolver num tremendo pilar pra franquia se montar em torno. Com KEmba Walker, Bismack Biyombo (Mais cru impossível, mas gosto bastante do seu potencial, é melhor do que parece) e Anthony Davis, e mais uma ou duas boas posiçōes no Draft (Extremamente cabível), e de repente o Bobcats pode conseguir algo de bom pro futuro. Mas não custa lembrar que ser uma droga, na NBA, só te leva atê certo ponto... Ou seja, 25% de chance de conseguir a 1st pick overall. Davis ainda ta bem distante de Charlotte.


Washington Wizards
Quando eu pensava no Wizards no começo do ano, a primeira coisa que vinha na minha cabeça é que era um time jovem, com até uma boa dose de talento, mas extremamente sem cabeça, cujos jogadores não tinham o QI suficiente pra saber qual o lado certo da quadra (Nisso eu acertei!), sempre tomavam a decisão errada e ligavam demais para o próprio jogo ao invés do coletivo. E na verdade, era exatamente isso que o Wizards era.

A questão pra Washington é que eles não estavam satisfeitos com isso, e decidiram mudar radicalmente o padrão da equipe, se livrando de todos os jogadores imaturos, desinteressados, excessivamente fominhas... Enfim, os jogadores que prejudicavam a equipe. Nisso eles se livraram do JaValle McGee, do Nick Young, Andray Blatche afundou no banco. O time começou a dar mais tempo de jogo para jogadores mais esforçados como Trevor Booker e Kevin Seraphin e para os calouros Jan Vesely (Terminando muito bem a temporada) e Chris Singleton, deixou o Nenê na equipe pra ser o mentor da molecada, e especialmente tratou de dar ao John Wall um papel que o fazia agir mais como armador puro (algo que ele tem muito talento pra ser, mas parece ter dificuldade de pensar como um), distribuindo e infiltrando quando aparece a chance, puxando contra ataques. O resultado é que o Wizards, apesar de possivelmente ter perdido em termos de talento, acabou melhorando bastante mais pro final da temporada, teve bons jogos, o John Wall tem mostrado uma boa evolução e de repente eles parecem o que deviam ser: Um time atlético, talentoso e que parece finalmente ter achado a direção certa, ainda que tenha muito a percorrer. Nada que uma boa posição num dos melhores Drafts recentes não possa ajudar.


Cleveland Cavaliers
Os boatos de que se você procurar por "Tanking" (quando você perde propositadamente pra conseguir uma colocação melhor no Draft) no dicionário encontrará uma foto do Cavs ainda não foram confirmados.

O problema do Cavs nessa temporada foi simplesmente que o Kyrie Irving acabou sendo muito melhor do que a encomenda. Ele é muito atlético e inteligente, um dos melhores em toda a Liga fechando jogos, costura a defesa com muita facilidade, ótimo arremessador e com 19 anos já é um dos melhores jogadores da Liga. Lembrando que Irving jogou apenas seis jogos na NCAA por causa de lesão, o Cavs provaelmente esperava encontrar um cara mais cru e que iria demorar um pouco mais pra se desenvolver, mas o Irving já chegou destruindo tudo e todos e o Cavs de repente tinha time pra brigar pelo fim dos playoffs. O problema era que o Cavs estava se aproximando daquela zona neutra na NBA, a pior de todas: O time não é tão forte nem com um plano tão encaminhado a ponto de brigar pelo título da Liga no curto prazo, e nem tão ruim a ponto de melhorar o time com boas escolhas de Draft - especialmente um local pouco atraente pra Free Agents como Cleveland. Mas esse lugar - com apenas Irving e Tristan Thompson de prospects, e com tudo pra ficar lá pelo sétimo ou oitavo lugar no Leste - era exatamente aonde o Cavs estava indo, e quando o Varejão acabou machucando, o Cavs decidiu que era melhor perder e conseguir um bom jogador nesse Draft estufado. Ai muitos jogadores do Cavs começaram a ficar de fora, perder espaço ou até machucar, ao ponto que o craque do time por algum tempo foi o Lester Hudson. Leia de novo essa frase, e entenda como o Cavs saiu de possível time de playoffs pro terceiro pior da Liga em termos de record (junto com outros tres, mas enfim). Conseguiram o que queriam: Uma boa posição no Draft pra se reforçar.

Mas o Cavs realmente saiu bem desse ano, porque achou um Franchise Player. E o Irving é definitivamente um, ele ataca a cesta como poucos na Liga, eé um dos melhores finalizando perto do aro e   arremessa muito bem, e algo me diz que boa parte do seu numero relativamente baixo de assistências se deve à falta de companheiros capazes de finalizar a jogada. Só acho que o Cavs cometeu realmente um erro grande ao escolher o Thompson e nao o Jonas Valanciunas com sua segunda escolha de Draft em 2011. O Thompson jogou bem e ta numa boa sequencia pra terminar o ano, não levem a mal, mas ele é um PF como tem tantos outros na Liga, enquanto que o Valanciunas - apesar de ainda não ter jogado, então dificil dizer se vai ser bom ou nao - eé um tipo de jogador mais raro, um pivô bom defensivamente e habilidoso no ataque. E adivinhe qual é a posição com mais Depth desse Draft? PF, exatamente. Talvez valesse a pena pegar o Valanciunas pra pivô e agora ir atrás de um PF como Thomas Robinson, Jared Sullinger ou ate mesmo Anthony Davis.


New Orleans Hornets
Apesar do elenco muito fraco e de ter jogado quase toda a temporada sem seu melhor jogador (Eric Gordon), o Hornets acabou incomodando muito time bom por causa da energia dos seus jogadores, defesa muito esforçada e uma consciência sobre suas limitaçōes, além de ter achado bons jogadores em Gustavo Ayon e Greivez Vasquez, e a contribuição de veteranos como Jarrett Jack e Chris Kaman. Claro, ainda ganhou só 21 jogos e tem uma das piores campanhas da NBA, mas o elenco era realmente muito limitado e o Hornets foi um dos poucos times desse tipo que não se entregou e se esforçou pra perder. 

O problema do Hornets é que o Eric Gordon não assinou a extensão do seu contrato e, ainda que volte ao time (É Free Agent restrito), deve vir a um preço maior. Ainda assim, o Hornets não ta em má situação, pois tem sua escolha (uma das piores campanhas da Liga) E a escolha de primeira rodada do Wolves, o que significa boas chances pra uma escolha de loteria e ainda vai ter uma segunda escolha bastante alta. Como eu já disse, esse Draft está muito bom e muito profundo, o Hornets tem tudo pra sair dai com dois titulares de qualidade pra juntar com as boas peças jovens do seu elenco. Perder sua estrela nunca é facil, especialmente uma do nível do Chris Paul, mas a troca acabou sendo boa pro Hornets: Duas escolhas de Draft muito valiosas num ótimo Draft, um dos melhores jovens SGs da Liga e paz de espírito pra achar um novo dono (que deve oficializar em breve a compra da equipe). Not bad, Hornets...


Sacramento Kings
O Kings pra mim tinha tudo pra ser um dos times mais divertidos da Liga - talentos como Tyreke Evans, Marcus Thornton, Demarcus Cousins, dois calouros divertidos como Jimmer Fredette (Pessimamente utilizado na temporada) e Isaiah Thomas (eu cantei essa no dia do Draft. Isso mesmo, voce vive num mundo onde Brian Cardinal foi um jogador importante num time campeão e eu acertei um palpite sobre um prospect obscuro. Durmam com essa, maias!), jogando pra tentar manter o time na cidade.

Mas nisso eu errei feio, o Kings foi um dos times mais irritantes de se assistir na Liga. Parece que existe uma regra em Sacramento: Nunca passe a bola se você pode segurá-la por meia hora e forçar um arremesso. A temporada começou ruim, Neymar Cou... er, Demarcus Cousins conseguiu derrubar seu ténico e continuou sendo um babaca e tomando decisōes ruins em quadra (Ele simplesmente é bom demais, mas não tem cérebro), e ninguém além do Thornton parecia estar confortável. Em especial, o Tyreke Evans não eé nem mais sombra daquele jogador espetacular que foi calouro do ano, ele eé um buraco negro que parece que prefere arremessar do que usar sua massa e agilidade pra atacar o aro. Quando o Paul Westphal - que claramente não tinha controle do grupo - saiu, o time começou a jogar mais solto, os jogadores pareciam mais felizes e confortáveis, e o time começou a ser ainda mais um bando de fominhas que pegava a bola e segurava até estar afim de arremessar. Um time sem esquema, sem movimentação de bola... Parecia perdido.

As coisas melhoraram quando o Isaiah entrou e assumiu o comando da equipe, chamou jogadas e controlou a bola de maneira geral, tornando o time menos disperso. Mesmo assim, o Kings continuou uma tortura de assistir, muito talento sendo muito mal usado. Se tem um time que precisa urgente de um técnico, eé o Kings. Confesso que acredito nos boatos de que Evans e Cousins não se deem bem por lá, e acho que o Evans vai acabar dando o fora de lá sem muita oposição, e o Kings finalmente vai se comprometer com o Cousins de Franchise Player. Aonde isso vai levar, eu naão sei... Como eu disse, talento o time tem, só não sabe usar.


Toronto Raptors
Ainda que o Raptors tenha ido mal na temporada, e ter sido totalmente irrelevante, não acho que o time está na sua pior situação. Ainda que seja bem fraco, o time mostrou uma mudança de postura, tem uma escolha alta de Draft e Jonas Valanciunas vindo pro ano que vem (Como já disse, gosto muito dele). Andrea Bargnani, apesar de todos os defeitos, tem melhorado recentemente e com Valanciunas pra tapar seus defeitos e liberá-lo pra jogar de ala de força acho que vai ser ainda mais eficiente. Raptors ainda tem um bom caminho pela frente, mas com um pouco de sorte nesse sorteio pode sair dessa brincadeira com Jeryd Bayless, DeMar DeRozan, Michael Kidd-Gilchrist, Bargnani e Jonas. De resto, o Raptors foi totalmente irrelevante mesmo.


New Jersey Nets (in memoriam)
O Nets fracassou quando tentou adquirir Dwight Howard com um pivô que não pega 5 rebotes por jogo (porque será que nao conseguiu?), entrou em pânico pra tentar convencer o Deron Williams a não dar o fora no final do ano e  conseguir levar pelo menos uma estrela pro Brooklyn. A troca foi mandar sua escolha de primeira rodada (Protegida caso o Nets fique com uma das três primeiras picks) pro Blazers em troca do Gerald Wallace. O argumento do Nets foi que eles só gostavam de quatro jogadores nesse Draft, e portanto não perderiam ninguém que eles queriam nesse Draft se a pick não fosse top 3. O que é ridiculo, porque a) Um deles poderia nao ser escolhido pelos outros times, e b) mesmo se eles só gostam de três caras, os outros times podem gostar de muitos outros, o que da mais valor à escolha do ponto de vista da demanda, e o Nets ignorou isso. O Nets acabou montando o seguinte time pro Deron Williams: Deron, Marshon Brooks (Inconsistente, mas talentoso pontuador), Wallace (Segundo ou terceiro melhor jogador no Blazers - que não foi pros playoffs), Kris Humphries (Talento, sem cérebro) e Brook Lopez (Incapaz de ficar saudável e não pega nem 5 rebotes por jogo).

Horroroso? Não. Vai convencer o Deron a ficar no Brooklyn? Talvez por mais um ano - se ele tiver convencido que o Dwight vai ser trocado pro Nets - mas dificilmente a assinar uma extensão a não ser que ninguém ofereça algo melhor que o Nets pelo camisa 12. Pra mim valia mais a pena aceitar ser uma droga, entregar a rapadura, tentar uma boa escolha - digamos, Kidd-Gilchrist, mesmo estilo de Gerald Wallace e que pode servir como peça pro futuro pelo potencial e idade - e ai convencer o Deron a esperar um ano pra ir na Free Agency junto do Dwight (ou esperar o Dwight ser trocado pra lá). Mas a troca foi bizarra, e agora o Nets está correndo o risco de se mudar pro Brooklyn com seu melhor jogador sendo um pivô que não pega cinco malditos rebotes por jogo!

(Pros que gostam de teoria da conspiração e acreditam que a loteria é combinada, o David Stern dificilmente iria querer que o Nets fosse de mãos abanando para NY, então seria um forte candidato a ser sorteado pras três primeiras escolhas e pegar, se não o Davis, pelo menos Kidd ou Thomas Robinson. Divirtam-se com a teoria.)


Golden State Warriors
Não vou mentir, eu gosto de um núcleo de Steph Curry, Klay Thompson, David Lee e Andrew Bogut... Sabe, se três deles não estivessem machucados.

Na verdade, o tanking do Warrios era o mais inevitável de todos. Depois de tentar se reinventar como um time mais defensivo e falhar feio, os tornozelos de papie-mache do Curry não aguentaram e parecia questão de tempo até ele ser desligado pro resto da temporada, matando a temporada do meu time de fantasy (Que acabou salva pelo Ersan Illyasova). Trocaram Monta Ellis por Bogut (Defensável e até uma boa troca... Não fosse o fato de também mandaram o bom reserva Epke Udoh e pegaram o contrato escroto do Steph Jackson - Que depois virou o contrato ainda pior porque mais longo do Richard Jefferson), que estava machucado, e aí era questão de tempo até o Lee - que tava levando o time nas costas - ir pra geladeira com alguma lesão suspeita. Dito e feito, Lee fora pro resto da temporada com dor na perna. Funhé.

Mas isso tudo não é só vontade de ter uma escolha melhor, e sim porque eles estão é morrendo de medo de perder sua escolha de primeira rodada nesse Draft lotado. Ela é do Utah Jazz, mas protegida top 7. Ou seja, se eles terminarem acima da sétima escolha de Draft, ela vai automaticamente pro Jazz, então pra eles é ainda mais imperativo conseguir uma posição ruim. Atualmente o Warriors tem a... Sétima pior campanha da Liga!! Imagina o estado de nervos do time na noite do sorteio...


Detroit Pistons
Medíocre, mas com potencial. Sabe aquele time mediano em todos os sentidos, mas que tem dois jogadores jovens com muito talento e que chamam pouco a atenção, então ninguem repara? Greg Monroe possivelmente é tão bom quanto o Demarcus Cousins (Menos explosivo, mais consistente, muito mais inteligente, melhor passador e que defende um pouco pior - e  melhor de tudo, não é um adolescente instavel mimado que pode colocar tudo a perder a qualquer segundo), mas seu jogo é muito mais burocrático, não chama a atenção e ninguém realmente repara em quão bom ele é. E tem o Brandon Knight, calouro, também não chamou a atenção e foi bem inconsistente, mas se mostrou um jogador bem inteligente, bom defensor e excelente arremessador, terminando o ano com uma boa média. Ninguém reparou, mas de repente o Pistons tem dois jogadores muito jovens e muito bons que aos poucos vão se tornando o centro da reconstrução da equipe. Eu sempre reclamei que o Pistons fazia as coisas a esmo, sem pensar (os contratos do Ben Gordon e do Charlie Villanueva concordam), mas parece que agora eles tem alguma direção pela primeira vez em muito tempo. E uma boa direção. Só não pode jogar tudo fora.


Minnesota Timberwolves
Eu podia falar do Wolves, mas tenho um post inteiro sobre eles e o Ricky Rubio vindo amanha ou sexta. Segurem esse mais um pouco.


Portland Trail Blazers
O Blazers entregou tanto a temporada que chegou a ser obsceno, com Nicholas Batum e LaMarcus Aldridge perdendo boa parte da temporada depois de um começo excelente. Eles desistiram na metade, forçaram a saída do técnico, e depois pareceram jogar sem o menor interesse, foi um time que deu um certo desgosto de acompanhar, porque tinha time pra ser bem melhor. 

Mesmo assim, o resultado acabou sendo muito bom pro futuro: Vai remontar o time ao redor de Aldridge (Excelente jogador) e Batum (que tava insatisfeito de ser reserva do Wallace e vai virar RFA no final do mês, preferiram trocar o Crash e ficar com Batum), tem bons role players no elenco (Ray Felton, Wes Matthews), arriscou em jogadores renegados com baixo risco (Jonny Flynn e JJ Hickson - gosto do Hickson, mas depende de um bom armador) e tem duas escolhas de Draft relativamente altas (Uma possivel top 6 do Nets e uma top 12 própria, ao que tudo indica). Ou seja, tem um centro pro time estabelecido (Batum e LA) e tem vários ativo interessantes pra montar o time, seja via Draft (Pra mim, Andre Drummond e Kendall Marshall dão ao Blazers um puta time!) ou via trocas (tanto dos jogadores como das escolhas), e no final das contas foi melhor pra eles jogar a temporada fora do que ficar na mediocridade. Eu gosto do futuro do Blazers com essas duas escolhas de Draft, mas ele não vai se montar sozinho, a direção agora vai ter que tomar as decisōes corretas, de nada adianta o ativo se voceê nao sabe usar.


Milwaukee Bucks
Não nego o talento do time do Bucks, mas foi bizarro o time 2012 dos veadinhos. Alguem imaginava o time do Scott Skiles - aquele pentelho disciplinador e louco por defesa - jogando num ritmo veloz, pontuando a vontade e com uma das piores defesas da Liga? O backcourt de Monta Ellis e Brandon Jennings eé muito bom pontuando, faz de tudo um pouco, menos defender (sabia que Jennings e Drew Gooden são a pior dupla defensiva da Liga quando juntos em quadra?), e o garrafão agora tem Gooden (Bom pontuador, pessima defesa) e Illyasova (Free Agent), baixos demais pra ser uma força. Monta Ellis e Jennings são divertidos, jovens e dinâmicos, mas dificilmente vão levar o Bucks mais longe. A escolha dos veados (salvo milagres do sorteio) deve ser a 12a, onde da pra pegar um bom jogador mas dificilmente um cara pra mudar muito a direção da Franquia. Parece que eles vão virar o Warriors 2.0: Muita correria, muitos pontos, muito divertidos, mas dificilmente almejando coisas maiores. A não ser que o Davis... Naah.


Houston Rockets
Rockets foi outro time que sofreu uma mudança drástica de uma temporada pra outra, mas ao contrário do Bucks o Rockets também mudou de ténico (e não o técnico mudou de personalidade). O Rick Adelman pregava um estilo de jogo leve, com muita movimentação de bola, coletivo e cheio de bolas de três pontos, e por isso jogadores como Kevin Martin tinham tempo de sobra. Mas ai chegou o Kevin McHale, que odeia jogadores que não defendem e sonha em segurar o adversario a menos de 50 pontos, afundou o Martin no banco, e deu minutos pra Goran Dragic (que foi brilhante na ausência por lesão do Kyle Lowry e vai ganhar uma boa fatia na Free Agency em alguns meses), Courtney Lee (Defende muito melhor que o Martin e chuta suas bolas de três) e Chandler Parsons (calouro de segunda rodada que acabou se mostrando um jogador muito completo, e especialmente bom defensor). Com a chegada do Marcus Camby, o Rockets teve uma boa chance de ir aos playoffs montando uma defesa muito forte que afunilava os adversários no garrafão, mas acabou perdendo cinco jogos seguidos, sendo três contra adversários diretos, e acabou caindo fora da briga.

Ainda que não tenha um núcleo futuro tão definido como o Blazers, o Rockets tem duas escolhas de primeira rodada nesse Draft (deles e do Knicks). Duas escolhas entre as escolhas 12 e 20 podem render bons jogadores num Draft tão profundo, mas o Rockets está com um bom número de jovens talentos tem ativos pra tentar algo interessante... Como por exemplo trocar uma dessas escolhas com o Kevin Martin pra subir no Draft, ou então reassinar com Dragic e trocar Lowry, Luis Scola e uma dessas escolhas por um jogador mais estabelecido. Ou seja, tem escolhas de Draft e jogadores negociáveis pra ficar criativo, só depende do Rockets como vai usar. Não estranhem se o Rockets não fizer nada e simplesmente draftar dois jogadores também. O importante é que flexibilidade não falta.


Phoenix Suns
Ok, vamos a isto...

A - O Phoenix Suns de 2012 ganhou 33 jogos (pode ganhar 34) e até ontem a noite tinha uma chance de ir aos playoffs, até perder pro Utah Jazz. 

B - O Phoenix Suns quase foi aos playoffs jogando na conferência mais difícil da NBA, tanto por causa do record necessário pra isso como pela dificuldade dos jogos, depois de começar o ano 12-19.

C - O melhor jogador do time, indiscutivelmente, é o Steve Nash

D - Depois do Steve Nash, os melhores jogadores do time são, em ordem: Grant Hill (39 anos), Marcin Gortat (Boa temporada, mas abaixo do que mostrou ano passado), Shannon Brown (Oh-ho...), Channing Frye (...), Markieff Morris e Michael Redd (Oh god...).

E - Tirando Nash, o Suns não tem nenhum jogador capaz de criar o próprio arremesso

F - Nash é o segundo jogador com mais assistências por jogo com 10,8 (Rajon Rondo), tem média de 12,8 pontos por jogo arremessando 53-39-89, e tudo isso num time sem nenhum outro criador de jogadas ou capaz de pontuar sozinho, e jogando 31 minutos por jogo num calendário extremamente brutal. Ah, ele tem 38 anos.

G - Se o Nash não jogasse, o Suns seria um dos principais candidatos à primeira escolha do Draft.

H - Se o Suns quase foi aos playoffs, foi por causa de jogo em equipe, muitas assistências, entrosamento e eficiência ofensiva. Adivinhe quem foi o responsável por isso. Dica: O Suns tem o ataque mais eficiente da Liga.

I - Nenhum outro jogador, tirando Chris Paul, teve um impacto tão grande no seu time como Nash.

J - De novo, sem Nash esse time seria candidato forte ao Davis. Com Nash, esse time quase foi aos playoffs na conferência Oeste com um dos piores elencos da NBA. Ele tem 38 anos.

K - Releia esses dez pontos novamente. Só por esses pontos, Nash já merece um lugar no Hall da Fama e uma estátua na frente de qualquer ginásio da Liga. Ele não merece esse time do Suns, merecia ter sido trocado pra um time de verdade... E mesmo assim levou esse time nas costas à beira dos playoffs. Merece uma última chance ano que vem com um time de verdade. Não existe melhor team player que o Nash na NBA inteira. Nenhum.