Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Preview: Green Bay Packers at Atlanta Falcons


"E ai, quando é a nossa vez?"

Ano passado, eu coloquei o Falcons como meu candidato ao Super Bowl pela NFC, seguido de perto pelo Saints. Achava que o time tava pronto pra dar um passo alem do que tinha feito em 2008, quando foram aos playoffs liderados pelo calouro Matt Ryan. Mas o ano nao deu muito certo pra eles: A defesa não ficou saudavel, a secundária teve problemas, Michael Turner perdeu boa parte da temporada machucado e o próprio Matt Ryan perdeu alguns jogos por lesão, e ai eu esqueci que tinha apostado no Falcons em primeiro lugar e lembrei a todos que eu tinha falado no Saints tambem. Mas esse ano o Falcons mostrou uma evolução enorme em relação ao passado: Matt Ryan virou um dos QBs mais decisivos da NFL, Michael Turner voltou a jogar como antes, Roddy White mostrou pra todo mundo que ta pronto pra entrar na conversa do melhor WR da Liga, e a defesa tambem melhorou muito seu jogo em relação ao ano passado, principalmente com a chegada de Dunta Robinson. Tudo bem, o time ainda poderia usar um outro WR confiavel ou um safety mais intimidador, mas ja ta bom, bom o suficiente pra terminar a temporada com a melhor campanha da NFC. Mas como todo mundo que acompanha NFL sabe - ou deveria saber- temporada regular é uma coisa e pós temporada é outra. Esses dois times se enfrentaram na temporada regular e o Falcons levou a melhor, mas foi um jogo apertado e decidido só no final. Espero que seja mais um desses.

As chaves da partida para o Falcons:
O Falcons tem um time muito completo, mas que sabe jogar como um time, o que eu as vezes cobro de outros times muito completos, como o Ravens. O Falcons soube entregar a bola pro Ryan, soube dosar as corridas do Turner, e assim o time ganhou sete das oito partidas que disputou na temporada. Esse equilibrio é algo fundamental pra um time que tenta furar uma grande defesa como a do Packers, uma defesa que não só tem grandes jogadores como tambem joga muito bem coletivamente sob a tutela do Dom Carpers, o genial coordenador defensivo de Green Bay. Tornar o ataque imprevisivel, mesclar bem as jogadas e cuidar bem da bola vai ser fundamental. O Falcons fez isso muito bem essa temporada, possivelmente só o Patriots fez melhor, e o problema não é o que eles são capazes de fazer, e sim o que eles vão conseguir fazer. Ninguem questiona o falor do trio Ryan - Turner - White, mas o Packers tem uma defesa muito completa e que vai vir montada pra fechar justamente esses jogadores, as corridas do Turner e os passes medios e longos pro White. O Falcons vai ter que contar, pra conseguir superar esse ferrolho defensivo, com os jogadores secundários do ataque. Não é incomum voce ter os jogadores secundários de um ataque sumindo contra uma defesa forte e os astros terem que se virar, mas isso é péssimo porque força o time a ganhar com o que a defesa vai estar montada pra contra-atacar. E isso significa que o Michael Jenkins vai ter que jogar bem o suficiente pra causar alguma modificação defensiva do Packers ou pelo menos atrair a marcação do safety pra abrir um pouco pro Roddy White e pro Tony Gonzales em rotas mais curtas ou medias, senão vai ter marcação dupla no White e alguem sempre fungando no cangote do Gonzalez. Outro que vai ter que aparecer vai ser o Jason Snelling. O Snelling é o reserva do Turner, jogou muito bem quando ele se machucou (tanto esse ano como ano passado) e é muito bom arrancando jardas na marra da defesa. Ele tambem trabalha bem em conversões curtas, então ele é outro que vai ter que confundir a defesa do Packers, especialmente se o técnico Mike Smith (Mais conhecido como Steve Martin) quiser usar formações com dois RBs.

O Falcons tambem pode usar a mesma estratégia que eles usaram no jogo da temporada regular e que deu certo, apesar de que por pouco: Deixar Aaron Rodgers no banco. E pra isso o Michael Turner vai ter que aparecer e a linha ofensiva vai ter que fazer a parte dela. Nenhum dos dois é o problema ai, o problema é que a secundária do Falcons, apesar de contar com o Robinson, não conta com um grande safety. E portanto, a bola longa pode se tornar um problema. Lembro que um jogo na temporada passada entre Phins e Colts terminou com o Phins tendo posse de bola durante 45 minutos contra 15 do Colts, mas mesmo assim o Colts ganhou porque toda vez que o Peyton Manning entrava em quadra ele acertava um passe de 40 jardas pra touchdown. E isso voce não pode deixar, voce tem que deixar o QB ter que se virar com os alvos curtos em velocidade, de preferencia com pressão, o que tambem vai exigir uma boa partida da linha defensiva e dos OLBs do time. Esse tambem foi um problema do time ano passado, o pass rush era quase inexistente com o John Abraham machucado, e esse ano ele ainda tem sido inconsistente. A linha ofensiva do Packers tem melhorado, mas ainda é vulnerável e precisa ser explorada pra evitar que o Rodgers consiga ter tempo pra pensar e passar, porque se tiver ele vai acertar o alvo, simples assim, fim. E ai vale tudo, vale usar só a linha defensiva com os OLBs, mandar o safety, usar o MLB pra tentar furar pelo meio e até mandar o técnico entrar la e tentar alguma coisa. Outra coisa que pode dar resultado é usar o calouro Sean Weatherspoon pra fazer o papel de cobrir o meio do campo, ele tem muita velocidade e pode confundir o Rodgers indo pra blitz uma hora e ficando pra cobrir a rota curta ou o TE pelo meno na outra.

Por fim, outra coisa que tambem pode pesar é o estádio. O fato de jogar em casa vai ser fundamental pro Falcons, um time que foi absolutamente dominante jogando em casa mas um time menos confiavel jogando fora. Eu até fiz uma brincadeira um tempo atrás falando que o sonho do Falcons era que o Super Bowl mudasse pro Georgia Dome, porque o Falcons claramente se sente mais confortavel de frente  pra sua torcida. Claro que isso é comum, mas o Falcons é um time totalmente diferente jogando dentro e fora de casa. E mesmo assim eles ganharam seis jogos fora de casa, nada a criticar nesse Falcons mais fraco.

As chaves da partida para o Packers:
Tudo que o Packers quer é que o James Starks consiga repetir o que fez contra o Eagles. O calouro é rápido, tem uma boa leitura de jogo, mas ele só teve um jogo bom, nas outras vezes que esteve em campo não fez nada digno de nota. Tudo bem, isso é até comum entre calouros, mas antes de sair achando que ele pode ser um RB que faça isso todo dia a gente tem primeiro ver se ele consegue fazer pelo menos mais uma vez. Ta cedo demais pra falar muita coisa ainda, o moleque parece ter talento, mas um jogo nao vai colocar ele de titular. E o Packers pode até estar contando com isso, alias deve estar e tambem deve dar chances pro moleque, mas nao pode focar o plano de jogo em volta dele. É importante que ele tenha algumas carregadas, receba alguns passes curtos pra usar sua velocidade, e se conseguir fazer isso bem ja vai ser uma grande ajuda pra abrir pro Rodgers. O Packers pode até não conseguir, mas tem que tentar algumas vezes. Tambem tem que usar um pouco o John Kuhn recebendo passes curtos pelas laterais, onde ele pode usar seu corpo e força fisica pra conseguir quebrar o tackle de algum cornerback. E tem que deixar o Rodgers a vontade pra soltar o braço, porque é assim que eles vão ganhar a partida. Os WRs do Packers são excelentes, e o Rodgers faz o time dele parecer ainda melhor, ele é ótimo escapando da pressão e achando os jogadores espalhados pelo ataque. Por isso o Packers tem que deixar tambem o Rodgers confortavel, estabelecendo seu ritmo e tendo a chance de identificar as defesas adversárias. Claro que nao adianta deixar o Rodgers lançar todas as bolas, mas eu acho preferivel voce acionar o RB num passe curto do que numa corrida, principalmente se o Falcons começar a mandar muita blitz.

Na defesa, o Packers tem que explorar sua secundária. Trammon Williams é um excelente cornerback, Charles Woodson é um dos melhores da Liga e o safety Nick Collins é excelente tanto na cobertura como dando tackles, então essa unidade versátil e talentosa pode ser usada de varias formas: se aproximando da linha de scrimmage, jogando em profundidade ou forçando turnovers. O pass rush do Packers é excelente e tem que fazer sua parte como sempre, mas talvez a secundária seja a chave pro Packers aqui. Eu falei ali em cima que o Falcons precisa ter uma boa partida do Jenkins, mas se não tiver, o Green Bay tem tudo pra explorar isso. Charles Woodson e um safety ou até um nickel back são capazes de segurar o White e o Williams pode ficar mano a mano em cima do Jenkins, liberando o Collins pra jgoar perto da linha de scrimmage e dividir blitzes e coberturas de zona atras da linha com o AJ Hawk, o que tambem seria importantissimo pra parar o forte jogo terrestre do Packers. A linha defensiva do Packers tme feito um bom trabalho pressionando os QBs adversários, e isso faz com que eles tenham que apelar pra uma valvula de escape pelo chão ou nos passes curtos, mas se o Collins estiver livre pra jogar pelo meio do campo, ele vai conseguir chegar muito rápido nessas jogadas evitando maiores ganhos ou até first downs importantes.

Palpite: Acho que o fator casa vai ser muito importante pro Falcons, e apesar de achar que a inexperiencia em playoffs possa pesar, o Rodgers tambem nunca tinha ganho um jogo de playoffs até domingo passado. Vou de Falcons, mas acho que vai ser tudo menos facil.

Palpite atrasado: Esqueci meu palpite ontem, mas acho que o RAvens vai conseguir ganhar a partida.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Preview: Baltimore Ravens at Pittsburgh Steelers


Ravens e Steelers se preparam para o choque de sábado

Tudo que precisava ser dito pra alguem precisar assistir esse jogo ja foi dito. Dito por Ray Lewis, MLB do Ravens, após a vitória sobre o Chiefs: Vai ser a Terceira Guerra Mundial! Por uma brincadeira do destino, as duas semifinais da AFC vão ser entre times da mesma divisão, no caso Ravens e Steelers da AFC North e Pats e Jets da East. Mas muito mais legal do que isso, são times que tem uma rivalidade muito forte recentemente (Os recentementes dos dois times são diferentes) e que se odeiam. O Ravens e o Steelers ja faz varios anos que não se suportam, dois times que jogam muito fisicamente e sempre saem umas pancadas geniais nesses confrontos, muitas brigas, xingamentos e confusão, e o que é legal é que por causa disso tudo todo mundo entra tres vezes mais ligado num jogo desses, não querem perder a todo custo, nem que percam o braço pra isso. Ja sobre a rivalidade Pats-Jets eu falo mais no preview desse jogo, mas tambem é divertida e ninguem no Jets cala a boca, ja levaram até bronca da NFL de tanto que tão falando antes desse jogo. MAs o que importa é que esse jogo vai ser um dos mais fisicos, brigados e até violentos dos playoffs, e vai ser em Pittsburgh, um dos estadios mais hostis de toda a Liga, o Pote de Mostarda, Heinze Field. Alem disso, são dois times com um estilo muito parecido: Defesas muito fortes e um ataque mais instavel, vai ser interessante ver como esse confronto via acabar. Na temporada regular se enfrentaram duas vezes, e as duas tiveram viradas no final ad partida: Na primeira, sem Ben Roethlisberger, o Steelers tomou a virada no ultimo minuto. No segundo, com Big Ben, um fumble forçado por Troy Polamalu virou o touchdown da vitória no finalzinho.

As chaves da partida para o Ravens:
O Ravens passou pelo Chiefs com uma defesa muito forte e um ataque equilibrado, inteligente e eficiente, controlou o relógio e forçou a defesa mais fraca do Chiefs a ficar em campo. Essa estratégia, porem, tem um problema para ser usada contra o Steelers: Os metaleiros tem uma defesa tão forte quanto, se não mais forte ainda, que a do Ravens. E ambas as defesas são excelentes, estão entre as melhores da NFL, na questão de forçar turnovers, tanto na secundária como na linha de scrimmage. De certa forma, dois times tão simétricos vão adotar planos de jogos possivelmente muito parecidos, e ai quem vai vencer é quem executar melhor dentro das quatro linhas. Vai ser um jogo com muita defesa, porque ambas as defesas são melhores que os ataques, e possivelmente vai ser um jogo de placar baixo. Mas isso a gente ja sabia. Como o Ravens pode melhorar suas chances na partida?

Primeiro que tudo, o time tem que cuidar bem da bola. A derrota que o Ravens sofreu pro Steelers no final da temporada no Heinze Field veio num fumble forçado pelo Polamalu, que veio livre da linha de scrimmage pra dar o sack no Joe Flacco e recuperar a bola ja no campo de ataque. O Polamalu foi, como eu disse mais cedo, um dos lideres em interceptações da NFL com sete, e por isso o Flacco vai ter que cuidar muito bem da bola. E a primeira chave pro jogo está aqui: a linha ofensiva de Baltimore. A linha ofensiva do Ravens é muito boa, mas o ótimo segundo anista Michael Oher sofreu  ano todo com uma lesão no tornozelo e teve sua mobilidade muito comprometida (Foi em cima dele que o Polamalu deu o sack no Flacco) e passou por momentos dificeis na temporada. Ele vai precisar estar em forma sabado, e o resto da linha tambem. O pass rush do Steelers é excelente, o James Harrison é um jogador extremamente perigoso (Em uns quinze sentidos diferentes) e a linha do Ravens não vai ter vida facil, mas se ela quer ganhar o jogo a primeira providencia que tem que tomar é dar um jeito de manter ao máximo a pressão longe do Joe Flacco, primeiro pra evitar possiveis fumbles ou até contusões no Flacco, e segundo pra evitar que o Flacco tenha que soltar a bola correndo. A defesa do Steelers é muito boa e cada primeira descida é crucial contra ela, e por isso voce tem que deixar seu QB tomar decisões com tempo, e tambem pra evitar um arremesso apressado e torto que acabe numa interceptação. Outra coisa importante da linha ofensiva é que o Ravens precisa forçar o jogo terrestre pelo meio. O Ray Rice é um RB que trabalha melhor escapando pelos lados e recebendo passes curtos, outra coisa que o Ravens deve explorar bastante, mas tambem é importantissimo que essa linha ofensiva consiga ajudar o Willis McGahee a arrancar umas jardas correndo pelo meio da linha pra reduzir as distancias que o Flacco vai ter que passar. É muito mais facil converter uma 3 pra 5 do que uma terceira pra dez, e contra uma defesa tão forte, quanto mais facil o ataque jogar, melhor. O Flacco viveu de passes curtos contra o Chiefs e fez isso muito bem, então a gente ja sabe que ele pode. Boa hora pro Todd Heap aparecer novamente.

Na defesa, eu acho que o Ravens não deve fazer nada alem do que costuma. Pressão no QB, deixar o Ray Lewis tomando conta da linha de scrimmage, e o Ed Reed voando na secundária como sempre. Alias, como o Ed Reed vai jogar vai ser importante: o irmão dele continua desaparecido e ele disse que vai jogar de qualquer jeito. Contra o Chiefs ele foi bem, mas vamos ver contra o Ravens. O Ravens tme que colocar pressão no QB pelo meio, porque o jogo terrestre ja é deficiente em vista das lesões multiplas na linha ofensiva do Steelers e assim voce evita que eles consigam fazer o mesmo com voce, isso é, abrir caminho pelo meio. Fora isso, o Ravens tem simplesmente que fazer bem o que eles fazem sempre. Defender, forçar turnovers, e de forma eficiente e equilibrada.

As chaves da partida para o Steelers:
O panorama da partida para o Steelers é exatamente o mesmo que pro Ravens: Jogo muito defensivo, muito pegado, placar baixo e cuidar bem da bola. As duas defesas são muito fortes e os ataques tem muito talento mas tem algumas dificuldades. Num jogo desses, o importante é explorar os pontos fortes do seu time e os pontos fracos do adversário. Eu dei sugestores pro Ravens ali em cima, e agora é a vez do Steelers, mas de forma geral o mesmo segue: Cuidar bem da bola, evitar turnovers, e nao disperdiçar chances. Isso inclui tambem o kicker e os especialistas, cada punt bem dado é uma redução na chance do outro time de pontuar. No entanto, só defender não vai adiantar de nada. O Steelers tem a mesma situação do Ravens: Não precisa fazer nada de muito diferente na defesa, apenas fazer o que sempre faz o melhor possivel: pressionar o adversário, fechar as saidas na linha de scrimmage e tentar forçar seus turnovers. O Steelers vai ter que tomar cuidado é quando estiver no ataque, porque como eu ja disse sua linha ofensiva é mais vulnerável devido às lesões. Corridas laterais, como jogadas de toss, ou passes laterais curtos podem ajudar a abrir um pouco a defesa do RAvens, mas pra isso funcionar eles vão ter que tirar o Ed Reed da linha de scrimmage, senão o time vai levar tackles e fumbles o jogo todo. A melhor jogada pra forçar o Reed a ficar na secundária é o slant rapido para o Mike Wallace pegar e sair correndo, o que ele tem feito muito bem recentemente. Se voce faz o Reed ficar preocupad com a cobertura do rapidinho do Wallace, voce impede que ele chegue tão rápido à linha de scrimmage para esses tackles.

Outra coisa que o Steelers tem que ter em mente é que ele é um QB que, apesar de ser capaz de jogar cadenciado e curto, tem como principal caracteristica a bola longa. Tudo bem, o Flacco tambem tem um canhão no braço, mas o Big Ben se sente muito mais confortavel lançando uma bomba do que um passe curto. O Heath Miller anda meio inconsistente e vai ser um alvo importante pro Big Ben nessas conversões curtas, mas o Ravens sabe que o Roethlisberger adora mandar foguetes e vai ficar esperto. Se o Big Ben insistir nos foguetes e jogar curto apenas como ultimo recurso, não como algo natural, vai virar um alvo facil demais pra defesa de Baltimore, principalmente porque desde que o Santonio Holmes saiu eles não tem um jogador que seja realmente uma grande ameaça nas bolas longas. O Wallace faz esse papel quando preciso, mas ele rende mais recebendo a bola em velocidade. Por isso é melhor que o Big Ben não insista nisso e aceite que ele vai ter que jogar a bola em media distancia - especialidade do Hines Ward - e com passes curtos. As vezes ele não se sente confortavel com isso, mas ele precisa entrar tendo isso em mente. Não é unico jeito de ganhar, o Big Ben é ótimo lendo defesas e se reparar que o SS do RAvens está vacilando ele pode acertar uma ou duas bolas nas costas dele, mas isso é um ajuste que voce tem que fazer durante o jogo. Antes do jogo começar, o que ele tem que ter em mente é que a base são os passes medios e curtos.



O Celo vai trazer assim que der o jogo do Bears e dos Seahawks, e eu volto mais tarde com Falcons vs Packers. Fiquem ligados!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prêmios de final de ano

Agora que ja passamos pela primeira rodada dos playoffs, ja comentamos todos os jogos, estão se aproximando as votações para os prêmios de final de ano: MVP, Comeback Player of the Year, Offensive Player of the Year, Defensive Player of the Year, Offensive e Defensive Rookie of the Year e Coach of the Year. Então antes de começar os reviews da proxima fase dos playoffs, vou colocar aqui os meus votos pra cada um desses prêmios, e ja pedi pro Celo fazer um post falando dos dele, mas ele provavelmente nunca vai postar. Então pelo menos vou falar um pouco dos meus. Concordem, discordem, xinguem, reclamem, elogiem ou o que voces quiserem nos comentarios, o espaço é de voces tambem, quero saber o que voces acham desses premios e desses jogadores.

Tom Brady comemora ao saber do meu voto pra MVP

 
MVP - Most Valuable Player (Jogador mais valioso)
Esse prêmio todo mundo deve conhecer, é em teoria dado ao melhor jogador do campeonato, que foi mais importante pro seu time, e que jogava em um time vencedor. É um prêmio meio confuso e bem subjetivo, e as vezes levanta duvidas. Mas na prática as pessoas votam em um jogador que foi decisivo para um time de boa campanha, no melhor entre os jogadores que se encaixam nessa categoria. Cada pessoa pode atribuir pesos diferentes pra criterios diferentes, como a ajuda que ele recebe dentro do time, performance individual, e até coisas subjetivas, como liderança e controle do grupo. Por isso muitas pessoas veem coisas diferentes nessa votação, mas pelo menos pra mim, o MVP desse ano está claro. Não pode ser outro se não Tom Brady. O que ele fez dentro de campo foi absolutamente incrivel: foram 3900 jardas e 36 touchdowns, mas contra apenas QUATRO interceptações, sendo que uma delas veio num Hail Mary no final do segundo quarto e a outra foi uma bola que o Randy Moss rebateu pra cima bizarramente e caiu no colo do defensor. Foi facilmente a menor marca em interceptações na Liga, bateu recordes da história da NFL pra mais passes sem uma interceptação e pra mais vitórias consecutivas de um QB titular jogando no seu estádio, quebrando o recorde anterior de 25 do Brett Favre (Ja são 27 e contando).

Mas mais importante que isso tudo foi a postura que Brady demonstrou fora de quadra. O Patriots era encarado antes da temporada como um time em decadencia, um time que tinha perdido a forte defesa e agora vivia com uma defesa jovem e vulneravel, com um QB vindo de uma lesão grave, uma dupla de receivers duvidosa (Um velho problematico e um saindo de uma lesão gravissima). Falei um pouco da situação do Patriots nesse post aqui, um dos meus favoritos, e falei que o Bill Belichick tinha muito mérito na forma como ele reestruturou a defesa, mudou a forma de jogar do ataque pra cobrir as falhas do sistema defensivo, e fez o Patriots uma máquina novamente. Mas o Brady tem muito mérito em outra questão. Quando Randy Moss saiu, muita gente achava que o ataque tinha perdido o jogador que fazia ele ser excepcional, o cara que atraia marcações duplas e abria a defesa pra outros jogadores como Wes Welker, e que sem ele agora ficaria muito mais facil defender o Patriots. O Patriots trouxe o Deion Branch, que vem jogando barbaridades, mas o mérito desse jogo aéreo é todo do Brady. O jogo terrestre agora existe porque o Bill Belichick assim quis, como eu falei no post, mas o jogo aéreo está imparavel porque o Brady fez milagre. O corpo de recebedores dele tem: Dois TEs calouros, dois WRs sophomores, um receiver vindo de uma lesão gravissima no joelho, outro que só está no time desde a metade da temporada, e um RB não draftado recebendo passes curtos. Esse grupo tem muito talento, mas não seria nada estranho se tivesse dificuldades pra entrosar, mas Brady demonstrou uma liderança que eu nao tinha visto nele ainda, ele colocou a molecada pra jogar, ta fazendo todo mundo se sentir em casa e não tem medo nem vergonha de dar uma dura quando alguma coisa não deu certo. Só ver ele contra o Steelers, o time massacrando o adversário com atuação de gala do ataque, mas as vezes dava pra ver o Brady desbravejando na lateral porque o time teve que chutar um FG ao invés de ir pro TD. E os jogadores de ataque ouvem, respeitam e confiam nele. Ele foi a âncora do ataque e se repetir o que fez na temporada regular agora nos playoffs, ninguem vai parar o Patriots. Nenhum jogador foi tão valioso pro seu time como foi Brady, e alem disso ele teve a maior atuação individual do campeonato. Não consigo não votar nele.

Comeback Player of the Year (Algo como jogador que deu a volta por cima do ano, numa tradução tosca)
Esse prêmio é mais esquisito e muita gente nem da muita bola pra ele, mas esse ano o prêmio chamou muito mais atenção por causa dos jogadores que poderiam ser candidatos a ele. O prêmio basicamente é dado a um jogador que deu a volta por cima depois de um ano  anterior ruim (Ou mais de um ano, se for o caso). E por 'ruim' voce pode ler de baixo nivel técnico, machucado ou preso. Pra dar um exemplo à mão, o do ano passado foi Brady, que passou o ano de 2008 machucado. Como todos esses prêmios ele é subjetivo, alguns dão pro jogador que, entre todos que tiveram um ano anterior fraco, o que jogou melhor. Outros, pro que teve a maior reviravolta em relação ao ano passado, mesmo etendo tido outros jogadores que jogaram melhor. Como sempre, subjetivo. O interesse desse ano é que tivemos muitos jogadores que ja eram dados como mortos depois da temporada passada tendo reviravoltas. Ladainian Tomlinson, depois de sair do Chargers com marcas ridiculas na temporada passada, voltou a ser um RB a ser temido no Jets, levando muito bem o ataque terrestre do time. Claro que não é o LT do seu auge, o corpo dele não permite, mas teve uma temporada muito melhor do que todo mundo que via ele  no Chargers recentemente previa. Outro vovô que apareceu bem essa temporada foi o Terrell Owens, que apesar de ser um dos maiores WRs da história teve um 2009 totalmente apagado no Bills e pelo menos no começo de temporada foi o unico ponto positivo da campanha pessima do Bengals. Saindo dos vovôs tambem tivemos Darren McFadden, ´ótimo RB no College, entrou na NFL e pouco fez até esse ano, quando explodiu. Teve uma temporada espetacular, recuperou a titularidade de forma absoluta e foi um dos melhores RBs do ano.

Mas nenhuma história chamou mais a atenção do que a do Michael Vick. Era um bom QB da Liga quando jogava até 2007, dinamico e divertido, mas não estava na Elite. Foi preso por promover brigas de cachorros em sua residencia, condenado a dois anos de cadeia, ficou um ano e meio preso, saiu, foi contratado pra ser o TERCEIRO QB de uma Franquia em decadência e começou o ano na reserva de um QB que só começou dois jogos na sua carreira. Mas Kevin Kolb machucou e ele assumiu a titularidade, levou o Eagles aos playoffs, foi um dos melhores jogadores da NFL e vai receber muitos votos pra MVP. Acho que entre todos os jogadores que 'deram a volta por cima' ele não só foi o que jogou melhor essa temporada como tambem foi o que saiu do buraco mais baixo pro ponto mais alto. Por qualquer critério, meu voto é dele.

Offensive Player of the Year (Jogador ofensivo do ano)
O jogador ofensivo do ano é geralmente uma versão light do MVP. Com apenas tres excessões (Alan Page em 71, Mark Moseley em 82, o ano da greve, e Lawrence Taylor em 86) o MVP sempre foi um jogador ofensivo. Mas o MVP tem todas aquelas coisas de jogador mais VALIOSO, o jogador que mais levou seu time pra frente, etc, que de certa forma acaba fazendo com que o escolhido seja alguem de um time com record muito alto e geralmente um Quarterback, porque é a posição de maior destaque no ataque. O Offensive Player não tem essas frescuras, é simplesmente o cara que jogou pro ataque, arrancou jardas, levou o time pra frente, independentemente de ter conseguido traduzir isso em vitorias ou não. Eu sempre falei que nao queria o Phillip Rivers pra MVP porque apesar dele tar jogando uma barbaridade ele não tava conseguidno traduzir isso em vitórias. Tudo beem, os especialistas do time entregaram varios jogos, mas o Rivers teve dificuldades de converter no final das partidas e isso custou umas duas vitórias fundamentais pro time. Rivers certamente seria um candidato ao Offensive Player, até porque eu nao gosto de dar o MVP e o Offensive Player pro mesmo cara. A briga pra mim é entre o Rivers, que até certo ponto esteve num ritmo pra destruir o recorde de mais jardas aéreas de uma temporada, que é do Dan Marino (5084), e o Arian Foster, que não foi nem draftado mas revolucionou o jogo terrestre do Texans essa temporada, correu pra 1616 jardas e recebeu pra mais 604, ambas as marcas liderando os RBs da NFL. Eu acho que vou ficar com o Arian Foster, que foi apenas o segundo RB não draftado a passar das 1500 jardas terrestres em uma temporada (Priest Holmes o outro). Desconsiderando as campanhas e a importancia de cada um pro time em geral, que fica pros MVPs, eu acho que o que o Foster fez foi mais impressionante. Passou das 2200 jardas de scrimmage na temporada (O recorde são 2500 do Chris Johnson ano passado) e praticamente levou o ataque do Texans nas costas.

Defensive Player of the Year (Jogador defensivo do ano)
Como apenas duas vezes na história um jogador de defesa foi eleito o MVP, esse é um prêmio pro melhor jogador de defesa da temporada, ponto. São posições diferentes e é dificil comparar, claro, sempre é, mas voce escolhe o jogador que, sozinho, teve maior impacto na defesa pro seu time. E novamente é uma disputa dura, dessa vez entre os cabeludos Troy Polamalu e Clay Matthews. Matthews é um monstro, apenas no seu segundo ano da Liga ja é um dos tres melhores OLBs da NFL, alguns podem ate´dizer que ele ja é O melhor, vai ser um jogador pra história se conseguir manter o ritmo e a evolução que vem tendo, e sua performance na defesa não pode ser medida só no numero de Sacks (Terceiro da Liga), porque a pressão que ele coloca no QB e a forma como ele força as defesas a se modificarem apenas para pará-lo vindo pela lateral da linha é possivelmente a de maior influencia na Liga hoje. Ja o Polamalu mostrou ano passado o quanto ele é o jogador chave dessa defesa fora de série do Steelers. Foi só ele se machucar ano passado que a defesa do time caiu de melhor da NFL pra uma defesa absolutamente mediocre, perderam de RAiders e Browns, e não tiveram chance de pós temporada com ele no banco. Por mais que eu seja fã do Matthews e esteja louco pra comprar uma camisa dele, fico com o Polamalu nessa. Teve a segunda melhor marca de interceptações da Liga com sete, só perdendo pro Ed Reed com oito (Que alias perdeu metade de temporada) e empatado com outros dois jogadores (Devin McCourty, Assante Samuel), e um jogador que transforma totalmente sua defesa: Colocando pressão no Quarterback (O fumble decisivo na segunda partida contra o RAvens foi ele que forçou), fazendo tackles na linha de scrimmage e cobrindo o fundo do campo com sua incrivel habilidade pra achar a bola na secundária. Ele teve que lidar com algumas lesões ao longo da temporada, mas foi um jogador extremamente regular e que ganhou sozinho algumas partidas pro time. Merece o prêmio novamente.

Offensive Rookie of the Year (Calouro ofensivo do ano)
Ao contrário da NBA, onde voce tem um calouro do ano e pronto, na NFL esse prêmio é dividido: um para o ataque e um para a defesa. Eu gosto mais assim, voce não precisa ficar separando um de outro como no prêmio para MVP. Apesar disso, a diferença entre as posições pesa um pouco, embora muito menos que no caso do MVP - ano passado por exemplo Percy Harvin ganhou na frente de Mark Sanchez ou Josh Freeman. Essa temporada o Mike Williams do Bucs até merecia mençao honrosa, mas não da pra negar tudo que o Sam Bradford, primeira escolha do draft, fez. Ele estabeleceu um novo recorde de calouros numa temporada pra passes completos e tentados (Não teve o de melhor porcentagem, mas ja ta bom) e teve marcas impressionantes pra um calouro: 3500 jardas, 18 touchdowns e 15 interceptações, um saldo positivo. Quando Peyton Manning entrou na Liga como calouro, estabeleceu novos recordes de QBs calouros pra TDs (26) e interceptações (28), saldo negativo. Tmabem vale a pena lembrar que o Bradford joga num time ridiculo, não conta com WRs confiaveis e o melhor jogador do time é o seu RB, que pelo menos ajuda a aproximar a defesa da linha de scrimmage. Ele fez muito com um elenco muito limitado e quase levou o time, que tinha sido o pior da temporada em 2009, pros playoffs, perdeu dos Seahawks na ultima rodada com uma atuação mediana, mas isso é normal pra um calouro. Se o Rams fizer sua offseason bem feita e conseguir montar um time melhorzinho, o Bradford tem futuro pra ser um dos grandes QBs da Liga.

Defensive Rookie of the Year (Calouro defensivo do ano)
A outra metade do prêmio pra calouros, dessa vez pro defensivo. Eu confesso que adorei ver o Devin McCourty do Patriots jogar, é o time que melhor drafta nessa desgraça disparado (McCourty, Aaron Hernandez, Rob Gronkowsky...) e achou um tremendo jogador nessa brincadeira, tambem teve sete interceptações na Liga e jogou muito bem o ano todo. Mas é dificil fugir do Ndamukong Suh nesse ano. Ele liderou TODOS os DTs da Liga essa temporada em sacks com 10, liderou tambem todos os calouros nesse quesito, foi o lider de calouros DTs em tackles tambem, teve um fumble retornado pra TD, uma interceptação e foi uma força dominante no interior da linha defensiva do Lions e o principal responsavel pela melhora da defesa do time de DEtroit. Sua velocidade e força motora é incrivel, tem muita força e um grande controle do corpo e nao é incomum vermos ele passando por dois marcadores juntos pra continuar em cima do QB. Ele é um monstro absurdo, a seleção pro Pro Bowl mesmo como calouro foi merecidissima (não vai jogar porque vai operar a perna) e ele ja é, se não o melhor defensive tackle da NFL, pelo menos um dos tres melhores. McCourty é muito bom, o safety Eric Berry teve uma boa temporada, mas não da pra deixar um monstro como o Suh de lado, ele é um gênio.

Coach of the Year (Técnico do ano)
O melhor técnico. Por mais que pareça simples, não é. Esse prêmio (assim como na NBA) costuma ser dado pra um técnico que conseguiu uma evolução num elenco jovem ou limitado, ou então que conduziu um time tão forte que não da pra virar de lado (No caso, o Patriots de 2007). Pra variar ele tem um fator muito subjetivo e dependendo do que voce considerar mais importante pode ser um ou outro. Para alguns, um grande jogador, um MVP, que jogue no time de um técnico diminui o mérito dele na formação da equipe (Talvez por isso só o Bill Belichick em 2007 tenha ganho o prêmio nessa década na mesma temporada que um jogador seu ganhou o MVP). Pra outros, o importante é quem monta o melhor time com menos. E pra outros, quem segue um projeto pre estabelecido da melhor forma. Pra variar não existe uma diretriz, cada um segue a que achar melhor, e eu sigo a minha pra declarar o Raheem Morris o técnico do ano. Se o Belichick ganhasse (ele não vai ganhar) eu acharia tmbem muito justo, ja disse aqui varias vezes como foi o Belichick que segurou as pontas do Patriots quando as coisas não iam bem e montou um elenco vencedor e divertido de acompanhar. Mas eu ainda acho que o trabalho do Morris foi mais impressionante, se é que isso é possivel. Ja falei varias vezes aqui tambem de como o Bucs tinha no começo da temporada um time extremamente jovem e inexperiente, e que eles deveriam amargar derrotas mais algum tempo antes que a molecada amadurecesse e começasse a se impor na Liga. Mas o Morris pegou esse grupo, selecionou os jogadores a dedo e  montou o elenco sem medo da juventude que ele tinha, pelo contrário, fez o possivel pra cada vez mais deixar o time jovem. Deixou o velho Cadillac Williams, que ja teve seus dias de glória, no banco pra colocar o ótimo achado LeGarrette Blount, calour, talvez o melhor RB desse ano e que não foi draftado. Deu o controle total do time ao Freeman, contou com os ótimos calouros Mike Williams e Arreliouus Benn recebendo as bolas, com o não tão novo mas tambem não velho Kellen Winslow de TE, e entregou a defesa nas mãos de jogadores jovens e capazes como Aqib Talib, Cody Grimm, Gerald McCoy e Brian Price. Ainda um grupo um tanto fragil, mas se voce pensar que a media de idade deve dar uns 15 anos, é muito normal que o time ainad sinta as deficiencias de quem ta conhecendo o jogo da NFL agora, de quem não tem experiencia e de quem vai aprender a jogar junto apanhando na cabeça. O time não só começou bem como teve uma evolução incrivel ao longo da temporada, esteve o tempo todo unido e focado e tenho certeza que em nenhum momento a não classificação do time aos playoffs foi sentida com tristeza, pelo contrário, ninguem esperava o Bucs la em cima! O trabalho psicologico do técnico foi incrivel, ele construiu um elenco extremamente jovem e talentoso que tem tudo pra crescer junto nos próximos anos, e merece o prêmio que deve ganhar.


Desculpem o atraso galera, hoje a noite voltamos com os previews. E ai, qual a opinião de voces sobre os prêmios??

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Resumo do Wild Card: domingo

Parece que eu realmente adotei o habito de postar de madrugada nessa desgraça. Continuando o de ontem, agora os jogos do domingo. Amanha, ao invés do preview de sempre, vou fazer algo diferente. Espero que gostem, mas isso a gente ve amanha. Vamos aos jogos de domingo.

A reação do Ray Lewis quando descobriu que ia enfrentar o Steelers


Baltimore Ravens 30 at 7 Kansas City Chiefs
Preview pode ser lido aqui
Confesso que eu esperava que esse fosse um jogo apertado. Eu tinha fé nas atuações recentes de Dwayne Bowe e Matt Cassel, e ainda não botava muita fé no ataque do Ravens, alem de ter uma secundária desfalcada. Achei que o Kansas podia usar seu embalo e derrotar o RAvens. Mas eu me enganei, redondamente. Foi o unico jogo da rodada que não foi decidido no final, foi o unico com uma diferença de pontos maior que uma posse de bola, e foi tambem o unico jogo onde um time demonstrou uma clara superioridade sobre o outro.

Eu tinha falado no preview ali em cima que eu me preocupava com o ataque entrosado e evoluido do Chiefs, baseado num forte jogo terrestre, contra um ataque muito talentoso mas menos entrosado e resolvido que era o do Ravens. Disse tambem que uma das opções que o Ravens tinha era forçar um jogo de placar baixo, controlar a bola e gastar o relógio em seu favor. Era uma estratégia que se aproveitava da defesa do Ravens, muito mais forte que a do Chiefs, mas isso obviamente consistia em confiar na defesa. O problema dessa estratégia era se ela não funcionasse: O Chiefs poderia abrir o placar, e o Ravens teria que sair pro jogo com um ataque menos entrosado e que, atrás no placar, poderia não se encontrar, apesar de ter mais talento. Foi o que acontecue no começo: Apesar do Ravens estar segurando a bola, e ter feito um FG, o Chiefs recuperou um fumble causado por um sack em cima do Joe Flacco e Jamal Charles arrancou uma corrida de 47 jardas pra touchdown, fazendo a diferença no placar abrir, 7 a 3 pro Chiefs. Era hora do Ravens decidir o que ia fazer da partida, manter o plano do placar baixo ou sair pro ataque.

E ai pesou a experiencia do Ravens. O time é velho, ja passou muitas vezes por playoffs, e sabe o que fazer. O time continuou confiando na defesa e cadenciando o ataque. E o resultado foi absolutamente visivel, ainda mais em uma estatistica simples: O RAvens teve a posse da bola por incriveis 42 minutos, contra 18 do Chiefs. O Chiefs teve no total 18 jogadas de passe e 19 de corridas (37 no total), e do lado do RAvens, só o Joe Flacco lançou 35 bolas! Isso sem falar as 40 corridas do time. Ou seja, o RAvens teve no total 75 jogadas, contra 37 do Chiefs. O Ravens contou com sua defesa, que forçou cinco turnovers (tres ints e dois fumbles), anulou completamente o Dwayne Bowe e nao deixou as campanhas do Chiefs renderem. Do outro lado, no ataque, o Ravens correu com a bola não de forma espetacular, mas de forma eficiente: Quatro jardas, depois quatro, depois um passe curto do Flacco, e por ai vai. O Flacco acertou 25 dos 35 passes pra 265 jardas. É umá media bem proximo das 10 jardas, o que mostra bem o que o jogo foi, ou seja, o Flacco trabalhando com passes curtos e na velocidade pra primeiras descidas mais curtas, de forma a manter o cronometro rolando e se aproximar da end zone adversária. E assim, ditou o ritmo de todo o resto da partida. Flacco lançou pra dois touchdowns, Willis McGahee correu pra mais um, e o time nunca foi realmente ameaçado. A estratégia, o maior talento e a experiencia do Ravens rendeu a eles uma vitória facil sobre um bom time, e agora eles vão enfrentar o Steelers. Vai rolar porrada, todo mundo sabe, o Ray Lewis ja disse que vai ser a terceira guerra mundial, e por nada nesse mundo eu perco esse jogo, vai ser sensacional.

Os melhores momentos desse jogo voce encontra aqui.

Até domingo, ninguém sabia quem era esse feioso

Green Bay Packers 21 at 16 Philadelphia Eagles
Preview pode ser lido aqui
Pelo visto essa rodada Wild Card foi a rodada de duas coisas: Das vitórias fora de casa e dos heróis improvaveis. Dos quatro jogos, só um venceu em casa, e foi logo o mais imprevisivel possivel, o Seattle Seahawks. Colts, Chiefs e Eagels perderam todos, sendo que os dois primeiros (mais o Seahawks) enfrentaram adversários que tinham records melhores. Tambem foi a rodada onde jogadores imprevisiveis apareceram pra resolver a partida. Primeiro, foi Marshawn Lynch e sua corrida que gerou um tremor na cidade de Seattle, de tão grande que foi a agitação no estadio. Segundo foi o retorno no ultimo minuto do Antonio Cromartie. E finalmente, James Starks, o calouro, que ajudou e muito o Packers a ganhar do Eagles.

O Packers entrou pra partida com o plano defensivo que eu coloquei no preview, que o Dom Carpers colocou no preview, que o faxineiro do Lambeau Field colocou no preview, ou seja, o que todo mundo sabia que era o unico jeito de tentar parar o Michael Vick: Pressão vinda de todos os lados, contando com uma linha ofensiva do Eagles que tava desfalcada de tres jogadores importantes. Foi a unica coisa que conseguiu deixar o Vick desconfortavel, e o Giants fez isso duas vezes. Outros times tentaram, mas não é simplesmente fazer, voce tem que ter as peças pra isso, e um time que tem é o Packers: uma linha defensiva forte, ótimos OLBs, e até jogadores de secundária fisicos que podem cobrir as laterais, como Charles Woodson. O Packers é um dos poucos times na NFL que conseguiriam fazer eficientemente essa estratégia e, sabendo isso, a fizeram. E deu muito certo: O tempo todo a pressão chegou em cima do Vick de todos os lados, fazendo ele ser obrigado a se movimentar dentro do pocket, a ir para trás, nunca dando espaço pra ele escapar para a lateral. O Packers seguiu seu plano à risca e deu muito certo, a linha defensiva jogou muito, o Clay Matthews não conseguiu nenhum sack mas ficou fungando no cangote do Vick o jogo todo, e nao deixaram Vick jogar como ele gosta.

Mas como eu ja disse, eu sabia, voce sabia, o Vick sabia, o Andy Reid sabia, e minha tia sabia que o Packers ia tentar essa estratégia pra contar o Vick. No entanto, o Eagles não tentou nada diferente pra escapar disso. Usou muito pouco o LeSean McCoy no jogo terrestre, apenas 12 corridas, não tentou variar o padrão, apenas insistiu na mesma coisa: Bola no Vick, alvos correndo pelo campo e liberdade pra sair do pocket. Só que a pressão do Packers deu certo demais, o Vick pegava a bola e não tinha tempo pra achar seus alvos, não tinha espaço pra resolver com as pernas, a linha ofensiva não conseguia ganhar tempo pra ele, e ai ele era obrigado a forçar um arremesso pra lateral, a se livrar da bola, ou se enfiar no meio dos jogadores pra ganhar umas duas jardas, o que definitivamente não valia a pena. E assim a bola voltava pro PAckers, pra um Aaron Rodgers perigoso, e ai quando a defesa do Eagles tinha que aparecer, ela não aparecia. A pressão chegou muito pouco no Rodgers, que ficou livre pra achar seus varios alvos, ainda que bme cobertos. A prova disso tudo é que o Rodgers passou a bola pra nove receivers diferentes ao longo da partida, enquanto Vick passou apenas pra seis, sendo que um deles foi apenas no final da partida. Ele claramente não tinha tempo pra esperar seus jogadores se desmarcarem e tinha que jogar apenas com os de confiança.

Mas talvez o que tenha resolvido o duelo foi outra coisa. Eu falei que seria importante pro Packers estabelecer o jogo terrestre, mas que como os RBs eram fracos e Ryan Grant tava machucado, isso era possivel, mas não era provavel, e por isso eu não ia citar como uma chave da partida. Mas foi exatamente isso que aconteceu, contrariando toda a lógica. Starks apareceu, começou a correr, e a defesa do Eagles simplesmente não conseguia pará-lo. As vezes por causa do ótimo trabalho da linha ofensiva, as vezes porque ele é muito rapido, as vezes porque ninguem la é capaz de dar um tackle, mas o que foi decisivo para a partida foi que Starks se estabeleceu como uma força no ataque, correndo pra 123 jardas e recebendo pra mais nove. Ele tambem apareceu muito bem em jogadas importantes, como segundas e terceiras descidas, e jogadas proximas à end zone. Foi ele tambem que começou a campanha que abriu o placar pro Packers, com uma corrida de 27 jardas. Ele foi responsavel por 41 das 68 jardas da campanha, que terminou num TD de Tom Crabtree.

Mas o Eagles ja teve problemas antes disso acontecer, antes mesmo de Starks entrar em campo. Numa corrida de McCoy, ele caiu em cima do joelho de DeSean Jackson, e ele teve que sair. Eu falei no preview que o ataque do Eagles e como ele causava um cobertor curto na defesa: Vick e suas corridas explosivas pra lateral, que forçava a defesa a colocar pressão nele. Jeremy Maclin, Jason Avant e Brent Celek, os WR que forçavam a defesa a cobrir os passes de meia distancia. E por fim, DeSean Jackson, que é o alvo em profundidade mais perigoso da NFL. No entanto, sem DeSean Jackson, o time perdeu seu melhor jogador de profundidade e ai o cobertor deixou de ser curto. Um perigo a menos, permitia ao Packers e ao genial Dom Carpers deixarem um jogador só no Jeremy Maclin quando ele ia jogar em profundidade, o que gerou muitos problemas ao Eagles. Vick não tinha mais seu alvo preferido e ainda tinha que lidar com uma defesa mais compacta, ja que nao tinha o perigo do melhor burner da NFL em campo. Depois do touchdown de Crabtree, o Eagles simplesmente não conseguia responder, continuou insistindo no se vira do Vick, não estabeleceu o jogo terrestre que precisava, mas se isso ja nao tava dando certo no começo, sem Jackson ficou ainda mais irracional insistir nisso. O Packers se aproveitou e ampliou com James Jones recebendo de Rodgers. O Philadelphia, sentindo demais a falta de Jackson, só conseguiu um FG antes do fim do primeiro tempo. David Akers, o Kicker, ja tinha errado um FG de 43 jardas na partida.

Mas Jackson voltou, e Vick começou a entender melhor a defesa do Packers, que novamente teve que se abrir pra cobrir Jackson. Depois de um fumble de Rodgers, numa jogada forçada, ele acertou um passe magistral de 24 jardas para Jason Avant no meio da defesa adversária. Rodgers respondeu com uma campanha que terminou num acerto de 16 jardas de Rodgers para Brandon Jackson. E ai, o jogo virou de paciencia. A defesa do Eagles começou a fechar os espaços e principalmente a colocar pressão no Rodgers, que se via obrigado a sair do pocket e soltar a bola rapido em passes curtos. Do outro lado, a defesa do Packers voltou a deixar um Jackson claramente limitado pela dor em marcação simples e a colocar mais pressão no Vick. E quando deu certo, o Akers errou mais um FG, dessa vez de 32 jardas apenas, imperdoavel. Essa situação só mudou quando o Eagles sentiu a água bater na bunda. Com 9 minutos pro fim, perdendo de 21 a 10, o Eagles deixou a bola na mão de Vick (como sempre), mas dessa vez ele correspondeu: Em 13 jogadas da campanha de 75 jardas, 12 fora de Vick correndo ou passando, com apenas uma corrida do McCoy. Mas ele acertou os passes, correu quando precisou, e anotou o TD correndo pra uma jarda numa quarta descida. Mas o time cometeu uma falta na conversão de dois pontos, e depois não conseguiu repetir. O Packers gastou o relógio um pouco e devolveu pro Eagles a bola faltando 1:45 pro fim da partida. Vick liderou uma boa campanha até a linha de 27 do campo adversário. Se Akers tivesse acertado pelo menos um dos Field Goals que tentou, era só chutar a bola e ganhar a partida, mas comoe ele errou e o time não consegiu a conversão de dois pontos, tiveram que partir pro Touchdown da virada. E na linha de 27 jardas do Green Bay, Vick lançou a bola pra end zone na direção do calouro Riley Cooper, que estava na marcação mano a mano de Trammon Williams, muito bom Cornerback. Foi um erro. Cooper tentou se posicionar atrás de Williams pra receber a bola dentro da end zone. Quando viu que Williams tinha tomado a frente, ficou esperando a bola atrás dele, com as mãos levantadas, como se esperasse que a bola simplesmente atravessasso o cornerback pra cair nele. Nao brigou pela bola, nao tentou atrapalhar, apenas deixou Williams interceptar a bola e selar a vitória do Packers, que agora enfrenta o Falcons em Atlanta. Na primeira partida entre os dois, deu Falcons, em Atlanta. E agora?

Se quiser ver os melhores momentos da partida, clique aqui.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Resumo dos Wild Cards: sábado

Acabou a primeira semana do Wild Card, e foi uma semana muito boa. Tirando um jogo (Ravens vs Chiefs, pra minha decepção) foram todos jogos muito bons, com chances de decisão nos segundos finais, jogadores improvaveis explodindo e dando aos seus times a vitória. Eu falei sobre cada jogo individualmente e, embora eu tenha errado o resultado de tres dos quatro jogos (pé frio é apelido), o que eu escrevi em cada preview acabou sendo importante no jogo em si, e ai ao inves de lembrar que eu errei os palpites é claro que eu vou me gabar de ter acertado os planos de jogo, minha auto estima não permite o contrário. Mas vamos aos jogos e, mais legal do que isso, às surpresas.


O jogador mais feio da NFL foi o protagonista do melhor lance da rodada

 
New Orleans Saints 36 at 41 Seattle Seahawks
Preview pode ser lido aqui
Foi um dos jogos mais emocionantes, o mais ofensivo e talvez o mais divertido de toda a rodada dos playoffs. Levante a mão aqui quem esperava que esse jogo fosse ser tudo isso, independentemente do resultado. Mas por isso a NFL é tão legal, por isso eu amo tanto esse esporte, ninguem poderia prever que esse jogo ia virar o que virou, mas virou e eu me diverti demais vendo esse jogo com meu velho. Quando o jogo começou, eu acho que até mesmo o próprio Seattle tava pensando demais que não era páreo pro Saints. O kickoff inicial do Olindo Mare foi pra fora, e deixou o Saints começar na linha de 40 jardas. Depois do field goal do Garrett Hartley, a primeira posse de bola do Seahawks acabou numa interceptação depois que um passe curto do Matt Hasselback bateu na mão de um nervoso Ben Obomanu pra cair nas mãos do Jabari Greer. No final ad campanha, o Saints tinha aberto 10 a 0.

Eu eu não sei porque, se foi uma bronca do Pete Carroll na lateral, se o Hasselback deu uma comida nos companheiros ou se todo mundo achou que tava no inferno e portanto era melhor abraçar o capeta. O Seatle relaxou e começou a jogar com mais calma e a aproveitar o fator casa. Aproveitando de um kickoff ruim, o time começou a arrancar jardas com Marshawn Lynch e com passes curtos do Hasselback, até chegar ao touchdown pra John Carlson. Eu tinha dito no preview que o Seattle tinha que fazer exatamente isso, estabelecer um jogo terrestre pra abrir a defesa e jogar com passes curtos do Hasselback. Mas o que o Hasselback percebeu nessa descida é que o safety Roman Harper, jogando no lugar do lesionado Malcon Jenkins, estava jogando muito mal. Mesmo depois de mais um touchdown do Saints, dessa vez pelo chão com o ex-Seahawk Julius Jones, Hasselback voltou e conectou num passe de 40 jardas para Cameron Morrah, por cima justamente de Harper. Pra finalizar a campanha, um passe pra Carlson, adivinha em cima de quem? Roman Harper.

Nessa altura do campeonato, o Saints tava tentando estabelecer o jogo terrestre, mas para meu desagrado não fizeram isso com o Reggie Bush, e sim com Jones. Jones era um bom RB, mas eu realmente acho que eles teriam mais chance com o Bush correndo pras laterais e abrindo o meio do campo pro Drew Brees. Mas Jones teve boas corridas antes e o segundo TD do time, e decidiram deixar ele de corredor principal. Acontece que ele, na primeira corrida depois do segundo TD de Carlson, soltou a bola e o Seahawks ja recuperou em área de FG, que chutou e converteu. Novamente o ataque do Saints não deu em nada e a bola voltou pro Seahawks, e principalmente pro vovô Hasselback, que embora ninguem pudesse ver isso vindo, teve uma atuação sensacional. Qual foi a providencia da vez? Um passe magistral de 45 jardas para o touchdown do veterano Brandon Stokley. Novamente o Hasselback merece créditos não só pelo passe como pela sua incrivel leitura do jogo logo na segunda campanha do time. Porque o passe foi por cima justamente de Roman Harper, totalmente perdido no jogo. Mas Drew Brees, com apenas um minuto no relógio, conseguiu uma bela campanha que posicionou o chute de Hartley antes do final do primeiro tempo.

Quando um jogador que ja foi muito bom começa a declinar, seja por idade ou lesões, sempre fica aquele gostinho de que o cara ainda pode jogar como antes. O que é uma armadilha perigosa, vemos gente oferecendo contratos enormes pra jogadores que ja foram bons mas que claramente estão longe do auge, como se pudessem reverter à antiga forma e salvar a pátria. No entanto, ter um jogador desses por perto ainda rende seus beneficios, em determinados casos. Porque pra abrir o segundo tempo, Hasselback acertou outro passe magistral, dessa vez de 38 jardas e pro lado direito do campo, para Mike Williams, o seu quarto TD na partida. O Saints parecia perdido e o Seahawks só não fez mais um TD porque dentro do campo do Saints, Obomanu soltou uma bola facil na linha de 18 jardas numa terceira descida e o time se contentou com um field goal.

Depois de uma campanha fracassada pra cada lado, parece que Brees voltou disposto a ganhar a partida. Ele é muito bom e todo mundo sabe disso, mas teve alguns problemas em campo, embora tenha lançado muitos touchdowns tambem lançou muitas interceptações, mas pouca gente reparou que uma das fontes dele ter sofrido nessa temporada foi a queda de produção do Marques Colston. O time tem muitos alvos, eu acho o Lance Moore um dos WR mais subestimados da Liga, mas o Colston era o alvo de segurança, o possession receiver, como eles chamam, o cara alto e atlético que voce procura quando está apertado. E Colston, depois de um 2009 muito bom, não estava correspondendo. Mas Brees distribuiu bem o jogo para Robert Mecheam, Bush, Moore, até que o time chegou perto da end zone e Jones só teve o trabalho de entrar nela. Ainda tinha muito tempo no relógio, mas um drop de Mike Williams em outra terceira descida num passe facil de Hasselback deu a bola de volta ao Brees. Um FG apenas e a bola voltou ao Seahawks. Os Hawks ganhavam de 34 a 30 e a defesa do Saints tinha que começar a aparecer, o que não tinha feito o jogo todo. Eu disse no preview que o Saints tinha que colocar pressão no Hasselback, tendo ele um jogo bom ou ruim, porque tinha que colocar ele em situações de pressão pra lançar contra a forte secundária do Saints, que alias não foi bem. Mas no jogo todo, a defesa do Saints foi totalmente incapaz de fazer isso, o Hasselback teve muito tempo pra lançar a bola em 80% dos passes, e inspirado como ele estava (e que me fez ter saudades de quando ele fazia isso toda semana) era essencial que ele ñão tivesse tempo de pensar e achar alguem livre, de preferencia do lado do Harper. Mas nesse final de jogo, com o Saints precisando desesperadamente parar o ataque do Hawks, a defesa conseguiu sackar Hasselback e o time de New Orleans recebeu a bola.

Quatro pontos de diferença pra Brees é pouco, mas a linha ofensiva não ajudou e numa terceira descida um offensive holding forçou a bola a voltar pro Seattle. Quatro minutos no relógio e com tempos pra pedir, o Saints só precisava segurar o ataque terrestre, evitar uma primeira descida. Na primeira descida, no gain de Lynch. Na segunda, ele levou contato de tres jogadores pouco depois da linha de scrimage, mas não caiu. Levou outro tackle logo antes da linha de first down, mas não caiu. Continuou levando contato quando passou por ela, mas não caiu. Levou mais um tackle de Jabari Greer, mas empurrou o cornerback e seguiu correndo. Seus bloqueadores chegaram, Hasselback fez um bloqueio chave vindo la do inferno e Lynch levou uma corrida de 67 jardas pra dentro da End Zone, quebrando tackles, numa das maiores corridas que eu ja vi num campo de futebol americano. O video com os melhores momentos está mais abaixo, mas essa corida merece link próprio, aqui. A corrida praticamente selou a vitória de Seattle, os jogadores ja comemoravam na lateral, mas Brees fez eles lembrarem que o jogo ainda não tinha acabado, com uma campanha para o touchdown de Devery Henderson. O jogo dependia agora de um onside kick, mas Hartley fez um dos piores onside kicks da história da NFL, o Seahawks recuperou e ajoelhou na bola duas vezes pra selar a partida, numa das maiores zebras da história dos playoffs. Os atuais campeões derrotados pelo primeiro time da história a chegar aos playoffs com um recorde negativo. Não tem como nao amar isso na NFL. Os melhores momentos da partida podem ser vistos aqui, e agora Seattle vai a Chicago enfrentar o Bears.

O uniforme era diferente, mas o Antonio Cromartie
 tem um histórico de derrotar o Peyton Manning.

 
New York Jets 17 at 16 Indianapolis Colts
Preview aqui
O jogo foi exatamente o que todo mundo esperava, ou seja, a segunda rodada de uma partida de xadrez entre Peyton Manning e Rex Ryan. Foi um jogo de muita defesa, um jogo truncado e dificil, mas nem por isso menos emocionante. Só que, nessa revanche da final de conferência do ano passado, o vencedor foi outro.

O primeiro tempo foi dividido em duas fases: Um grande QB enfrentando uma grande defesa e um ataque mediocre enfrentando uma defesa mediocre. Mas as duas defesas levaram a melhor aqui. A pressão, as mudanças de marcação, e a falta de alvos fizeram Peyton Manning ficar quietinho no ataque, conseguindo jardas mas sem ameaçar. Do lado da defesa o Jets fez tudo certinho, nao deixou Manning estabelecer um ritmo e contou com um Reggie Wayne completamente anulado pelo Darrelle Revis. Mas no ataque, o Jets fez tudo errado: Não conseguiu estabelecer o jogo terrestre direito e o Mark Sanchez é muito ruim, o time não conseguiu controlar a bola nem chegar perto de dar medo no time do Colts. O jogo tava travado nisso, a bola não parava nas mãos de ninguem, e parecia que tudo ia acabar empatado. Mas acontece  que o problema de enfrentar o Manning é que se voce faz tudo direito 40 vezes e da brecha uma vez, voce vai pagar. Depois de varios passes curtos, pressão, corridas e bolas pra fora, ele acertou um passe maravilhoso de 57 jardas pro Pierre Garçon no meio de dois defensores pra touchdown. O Jets pareceu acordar com isso e teve uma boa chance de empatar a partida: Ladainian Tomlinson e Santonio Holmes lideraram um ótimo drive do Jets, que chegou a ter uma 1 pra 10 na linha de 19 do Colts. Mas ai o Mark Sanchez mostrou que realmente é ruim, errou um passe pra um Dustin Keller livre, depois teve que se livrar da bola por causa da pressão, e enfim, na terceira descida, depois do Keller ter atravessado todo o campo completamente livre, ter pedido a bola, feito uma dancinha, mandado sms pra namorada e dado uma cochilada, Sanchez finalmente resolveu passar pra ele, bem quando a marcação chegou. Resultado? Uma interceptação dentro da End Zone que nao só evitou que o Jets ganhasse pelo menos tres pontos, como tambem deu mais uma chance a Manning, chance essa que a defesa tirou. Os times foram pro vestiário com o Colts ganhando de 7 a 0 em um lance de genialidade de Manning.

Mas parece que o Jets entendeu o recado que eles mesmos deram na campanha final deles no primeiro tempo: Forçar pelo chão e tirar o máximo possivel a bola das mãos do Mark Sanchez era a formula pra eles ganharem. Na campanha inicial do time no terceiro quarto, foram oito corridas e apenas dois passes (um incompleto), campanha que terminou com um TD de uma jarda do LT. Alem do TD de empate, o Jets aproveitou pra controlar o relógio, só essa campanha durou cinco minutos, deixando Manning sentadinho no banco. Mas quando o Colts voltou a campo, foi justamente o jogo terrestre do time quem levou o time pra frente, ajudado por dois passes certeiros de Manning. Mas numa 3 pra 2 jardas, novamente o Colts apelou pro jogo terrestre e perdeu, e assim ficou apenas com um field goal. Mas agora o Jets ja sabia o que fazer, e saberiam a mais tempo se tivessem lido meu blog: Muito jogo terrestre com LT e Shonne Greene, e fazer o Sanchez tocar na bola o menos possivel e, quando tocar, apenas com passes curtos quando a defesa se aproximar demais da linha de scrimage. Essa segunda campanha tirou quase DEZ MINUTOS do relógio, e terminou em mais um touchdown do LT. Mas o jogo terrestre do Colts novamente apareceu, inclusive numa 3ª pra sete jardas no meio de campo, e Manning fez um lançamento chave de 20 jardas pro Pierre Garçon, que mais uma vez apareceu muito bem contra o Jets. Mas dessa vez o colts exagerou, e em outra 3ª pra sete tentou correr e nao conseguiu, chutando um FG. O Jets recebeu a bola de volta e nao conseguiu nada em tres jogadas, sendo obrigado a chutar. Mesmo com uma falta idiota do Colts, que acertou o punter e gerou uma primeira descida pro Jets, nao adiantou nada e o time devolveu a bola pro Manning com dois minutos e meio no relógio. O time chegou na linha de 32 do Jets, mas Manning foi incapaz de completar o passe na terceira descida e entrou em campo o lendário Adam Vinatieri pra chutar o FG da virada. Claro que ele acertou, ele acerta FGs decisivos até dormindo, e o jogo virou pra 16 a 14 com um minuto no relógio. Com Mark Sanchez, poderia ser bastante, mas quem apareceu desas vez foi outro heroi improvavel: Antonio Cromartie, que retornou o kickoff até o meio do campo. E ai o tão criticado Mark Sanchez apareceu. Foi um passe pra Braylon Edwards (Ok, uma pedrada, mas foi completo), depois um passe curto no qual Holmes se virou muitio bem e depois, ja em FG range, um balão que Edwards voou pra pegar e colocar Nick Folk na posição de chutar FG, o que ele fez no ultimo segundo pra ganhar a partida. Se no primeiro tempo o Jets parou Manning com sua defesa, no segundo tempo ela o parou com o ataque: Controlou o relógio, deixou o QB sentado no banco de reservas e só deu ao Colts TRES campanhas ofensivas em todo o segundo tempo, o que fez toda a diferença! O Jets nao jogou um grande jogo, mas jogou com inteligencia e saiu com a vitória. Agora é contra o Patriots, em Foxborough. Depois de parar Manning, será Ryan capaz de parar Tom Brady? Não temos porque dizer que não, mas eu duvido. Mais um jogão. Os melhores momentos de Jets e Colts podem ser vistos aqui.

Amanha trago os jogos de domingo.
 

domingo, 9 de janeiro de 2011

Preview: Green Bay Packers at Philadelphia Eagles

Dois concorrentes ao prêmio de melhor QB e de pior bigode da NFL.

Por fim chegamos ao ultimo jogo, e meu dedo ja ta cansado de escrever. Dois jogões abriram a rodada ontem, e hoje vamos ter mais dois que tem tudo pra serem muito bons tambem. Alias, detalhe que eu errei meus dois palpites dos jogos de ontem, ams pelo menos o que eu escrevi nos previews fez a diferença no jogo e me sinto orgulhoso e mala. Ah, alguem quer apostar que o Ravens vai perder e qualquer que seja meu palpite pra esse jogo vai tar errado? Do jeito que as coisas andam... Tou só esperando a gente alcançar o ritmo certo pra comentar de coisas como a ida do Jim Harbaugh pro Niners, o Tony Sparano e o Jeff Fisher voltando em 2011, e a dispensa do Vince Young.

Mas mesmo todo mundo sabendo o resultado desse jogo (o oposto do que eu palpitar aqui no blog), nao é um jogo que voces vão querer perder. Eu ja cancelei tudo que eu tinha pra estar 7h na frente da TV. O Packers é um time muito melhor do que sua 6th seed indica, mas o time lidou com muitas lesões e classificou apenas na ultima rodada. Ja o Eagles foi um dos times mais malucos da Liga. Começou com Kevin Kolb, machucou, entrou um Michael Vick desacreditado, jogou demais, machucou, voltou Kolb, fedeu, entrou Vick, destruiu geral e agora concorre ao prêmio de MVP e é, pra mim, o único que tem chance de tirar o prêmio do Tom Brady. Mas Vick perdeu o ultimo jogo, machucado, e ninguem sabe como ele vai estar. Ja o Packers entra com uma sequencia muito boa e uma defesa extremamente embalada, liderara por Clay Matthews. Mas o time tem um ataque muito competente, liderado pelo espetacular Aaron Rodgers, e eu acho que esse jogo tem tudo pra ser, se não o mais disputado, o mais divertido e porra louca dos playoffs.

As chaves da partida pro Packers:
Tudo começa e termina com parar Michael Vick. Legal, eu acho que ja escrevi isso antes, quando falei de Jets vs Colts. Parar um grande QB é essencial pra qualquer time que queira vencer um jogo contra ele, mas isso pode ser feito de muitas maneiras. Isso depende muito não só das armas que voce tem (o jogo terrestre do Jets é infinitamente melhor que o do Packs, por exemplo) mas tambem do que o outro QB tem de caracteristicas. Falei muito ontem sobre o que o Jets teria que fazer pra nao deixar  Peyton Manning explodir, mas se o Packers seguir a mesma cartilha, quase com certeza vai dar errado. O Packers não tem as mesmas forças que o Jets, e vice versa. Alem disso, o estilo do Manning é o completo oposto do Vick, e portanto voce tem que atacar áreas diferentes. Mas sem enrolação, como o Packers faz pra parar Michael Vick?

Vick sempre foi um QB que tinha uma enorme habilidade atlética, era capaz de sair do pocket, fazer jogadas com as pernas e abrir a defesa assim. Era capaz de lançar a bola, mas sua principal habilidade sempre foi com as pernas. Mas acontece que o Michael Vick do Eagles não só está fazendo tudo o que fazia antes, como tambme está acertando muito mais lançamentos do que acertou em toda sua carreira! Desde que saiu da prisão e recebeu o voto de confiança do Eagles, ele tem se dedicado como nunca nos treinos, tem estudado cada vez mais o playbook e tem ganho cada vez mais confiança. Agora ele não é só uma ameaça com as pernas - embora seja mais perigoso com elas do que qualquer outro QB na história, inclusive Steve Young - mas tambem consegue lançar a bola com força e precisão, e usa e abusa da velocidade dos dinâmicos DeSean Jackson e Jeremy Maclin. Mas se a defesa da espaço, ele vai correr pra 20 jardas, 30 jardas, 100 jardas. Estabelecer o jogo terrestre vai ser importante pro Eagles, mas o Vick torna isso muito mais facil porque ele proprio atrai marcação especializada com sua habilidade de escapar pelas laterais para grandes corridas. E aqui está a primeira e maior preocupação do Eagles com Michael Vick: Colocar bastante pressão no QB, mas fazer isso principalmente pelas laterais. Voce tem que forçar o Vick a ficar dentro do pocket, se voce der espaço pra ele sair, um abraço. Claro que nao adianta cercar o Vick e deixar ele olhar, pensar, mirar e soltar o braço, porque o Jackson é tão rápido que a qualquer segundo ele pode conseguir se livrar do marcador, a pressão tem que ir fechando pra evitar que ele tenha tempo. Mas não adianta fazer isso aleatoriamente, tem que forçar ele a nao ter tempo dentro do pocket. Foi o que a defesa do Giants fez com ele no primeiro confronto entre as duas equipes, e foi a unica equipe que conseguiu parar Vick, ainda que por algum tempo. Pra isso funcionar, quem vai ter que aparecer serão os OLB do Packers, porque o Packers usa uma defesa 3-4 e nesse esquema geralmente quem entra pra fazer a pressão lateral no QB são os OLBs. Isso quer dizer que Clay Matthews e Frank Zombo (e as vezes o AJ Hawk) vão ter que jogar bem contra a vulnerável porem razoavel linha ofensiva do Eagles. O Packers tambem tem que aproveitar e usar pacotes de blitzes variados, e uma coisa que pode dar muito certo pra conter o Vick no pocket é a blitz com cornerbacks. Eles tem um caminho maior a percorrer mas cobrem justamente a área pra qual o Vick gosta de escapar. Mas se der errado, eles estão se arriscando a levar 20 jardas na cabeça. Claro que isso não vai parar o Vick, nunca vai, mas como o jogo tem tudo pra se transformar num shootout de alta pontuação, tem que parar o maximo de vezes possivel, e o caminho pra conseguir deixar o cara sem ritmo é esse.

O Packers não tem um RB decente desde que o Ryan Grant machucou e o melhor corredor do time atualmente é o proprio Rodgers. Tudo bem, o ataque terrestre pode estar inspirado, mas não é uma coias com a qual da pra contar. Por isso voce não pode esperar que o Packers seja um time que controle o relógio, arranque terceiras descidas curtas e mantenha o Vick sentado no banco. O jogo tem muito mais chance de virar uma porralouquice como foi Cardinals vs Packers nos playoffs passados. E ai o time vai contar mesmo com o braço de Rodgers contra uma defesa desfalcada, e eu gosto das chances do Packers ai. Claro que nao adianta fazer o Rodgers lançar 60 vezes, como o Saints fez ontem com o Drew Brees, volta e meia voce tem que jogar pelo chão, mas o que importa é que o Packers tem que ter em mente que a melhor forma de vencer é ter o Rodgers confortavel. Nao importa a defesa, o Vick vai fazer muitos pontos, então o Packers tem que estar pronto pra responder à altura. O Packers tem que aproveitar rotas longas pra jogar em cima dos safetys, ja que ambos são reservas e os titulares estão machucados. E claro, aproveitar o braço forte e preciso do Rodgers, mas pra isso eles precisam do QB inteiro e de pé. A linha ofensiva melhorou bastante mas ainda tem problemas, e é preciso evitar a todo custo que cheguem em cima do Rodgers. Ele pode fugir pelas laterais e tem boa mobilidade, mas a linha defensiva do Eagles é muito boa forçando sacks e é bom que o técnico Mike McCarthy explore formações até com dois RBs pra dar ao Rodgers uma proteção alem da linha.

As chaves da partida para o Eagles:
Parar Aaron Rodgers é um bom começo, mas isso é tão impossivel quanto parar Vick. O que eles tem que fazer é deixar Rodgers desconfortavel. A linha defensiva do Eagles conta com Joshua Parker e Trent Cole, ótimos DEs que somam 16 sacks na temporada. Alem disso, o miolo da linha é bastante sólido e geralmente consegue forçar o QB adversário a se movimentar. Rodgers é perigoso saindo do pocket, mas não é o monstro atlético que é Vick, então é possivel deixar um Linebacker na sobra fazendo o chamado QB Spy, uma jogada na qual um jogador da defesa tem como unica função responder aos movimentos do QB. O QB Spy não funciona contra Vick porque a velocidade dele deixa qualquer LB pra trás, mas Rodgers não tem essa capacidade atlética, e por isso é uma tática que limita o QB do Packers. Nao vai ser usada toda jogada, mas se voce forçar o Rodgers a sair do pocket e dar de cara com o Jamar Chaney ele vai começar a pensar duas vezes antes de fazer isso denovo. A linha ofensiva do Packers ainda é fragil e eu acho que a linha defensiva do Eagles (Que alias usa uma defesa 4-3) pode brincar com ela o dia todo, mas mais importante que isso: ela TEM que conseguir isso. Se a linha for capaz de colocar pressão sozinha no QB, voce pode reduzir o número de blitzes e manter o máximo possivel de homens na secundária pra evitar os lançamentos longos e precisos do quarterback dos cabeças de queijo. O PAckers provavelmente vai tentar forçar algumas corridas cedo no jogo e usar passes curtos para o running back pra forçar a defesa do Eagles a se aproximar da linha de scrimage, então é bom que os LBs do time estejam espertos pra parar essas jogadas cedo e forçar o time a ganhar com o Rodgers. Como ja disse, o jogo deve terminar num tiroteio, e portanto o Eagles vai querer abrir a vantagem rapidamente a fim de limitar esse jogo do Packers.

Pra isso acontecer, o time vai ter que executar bem no ataque. Vick é perigoso como sempre, e eu falei acima da estratégia pra conter Vick. Pra aliviar a pressão no QB, o Eagles precisa que LeSean McCoy faça o papel que o Vick costuma fazer e que o Packers vai tentar impedi-lo de fazer: Explodir pelas laterais. O Packers vai vir provavelmente com muitas blitzes e, tendo Maclin e Jackson correndo campo acima, voce precisa de pelo menos um safety cobrindo o fundo do campo e alguem fechando o meio com Jason Avant o slot ou até mesmo Brent Celek. E ai simplesmente va faltar jogador pra competir com o McCoy em passes curtos ou até mesmo screen passes. É como se a defesa do Packers fosse um cobertor curto demais: Pra evitar os super atléticos WR do Eagles, o time precisa de um cornerback E um safety, mas pra evitar as escapadas do Vick o time precisa de todo mundo forçando a linha do Eagles pra dentro, o que torna impossivel tambem ter uma segurança pro McCoy. Nao só passes, mas tambem corridas laterais, podem fazer o papel de deixar a defesa do Packers preocupada, fazê-la respeitar o jogo terrestre, e ai vai abrir outra ponta do cobertor defensivo, e tudo que o Eagles quer é que seja no DeSean Jackson. Outra coisa que pode ajudar a desgastar esse cobertor seria o uso de ataques sem conferência, forçando a defesa a manter os mesmos jogadores em quadra.

O Eagles tem mais chance de, se conseguir abrir uma vantagem, cadenciar e controlar o ritmo de jogo gastando o relógio, e embora eu não veja o time fazendo isso tão cedo na partida, pode ser importante no final da partida, ja que ambos os times possuem quarterbacks que executam muito bem nos finais de partida e ambos tem total capacidade de realizar uma virada no final da partida com 1 minuto e 20 e dois tempos pra pedir, e portanto é importante que o time estabeleça o jogo terrestre cedo. Seja com Vick, seja com McCoy.

Palpite: Sinto muito fãs do Eagles, mas eu acho que o time da Philadelphia vai ganhar. Não ficaria nem um pouco surpreso em caso de derrota, só sei que estou desde ja animado com essa partida. Dois dos ataques mais explosivos da NFL se enfrentando. A defesa do Packers é bastante superior à do Eagles, mas eu acho que o ataque do Eagles tem uma dimensao a mais que o do time de Green Bay e não vejo a defesa do Packers parando o Michael Vick vezes o suficiente. Mas que é promessa de jogão, é!