Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

Mostrando postagens com marcador Indiana Pacers. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indiana Pacers. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Hack a Cast 2016 #3 - Knicks, Pacers, Warriors e mais!




Novo Hack-A-Cast no ar!!!

Dessa vez, eu e o Vinicius Veiga discutimos sobre Warriors, Knicks, Magic, Warriors, Kings, Pacers, Rockets, e Warriors mais uma vez.

Não perca!!


Planilha dos assuntos (a partir do):
Minuto 3: New York Knicks e Kristaps Porzingis
Minuto 21: Orlando Magic
Minuto 33: Indiana Pacers e Paul George
Minuto 46: Sacramento Kings e DeMarcus Cousins
1h1: Houston Rockets e a má fase
1h15: Golden State Warriors e a invencibilidade


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Celtics com problemas

Resumindo muito bem o ataque do Miami Heat


O que mais me deixou frustrado na série entre Heat e Pacers é que, após a lesão do Chris Bosh, essa série tinha tudo pra ir numa certa direção, com o Pacers tendo caminho livre pra explorar cada vez mais suas forças (depth e força no garrafão) e explorar as fraquezas do Heat (falta de reboteiros, falta de opçōes ofensivas, etc). Mas depois de dois jogos onde isso efetivamente funcionou, o que se viu foi exatamente o contrário: Uma série que mostrou as maiores forças do Heat (dois dos melhores jogadores do mundo nos respectivos auges) e expos totalmente (a tal ponto que chegou a ser ridiculo) todas as fraquezas do Pacers (falta de um jogador capaz de levar o ataque quando ele fica estagnado, imaturidade, inexperiência, etc). O que é bizarro, porque mesmo com todos os méritos do Heat nessa série (e não foram poucos), o Pacers teve TUDO pra sair com a vitória, mas tropeçou nas próprias pernas o suficiente pra permitir que Wade e Lebron tomassem controle da série. Ganhou o melhor time (pelo menos completo), mas o Pacers sabe que poderia ter ganho essa série.

Como aconteceu? Bem, a lesão do Chris Bosh afetou o Heat muito mais do que todo mundo que falava mal do dinossauro imaginava. Ainda que o Bosh fosse muito secundário nesse time e estivesse desperdiçando boa parte do seu talento jogando tanto fora das suas características, ele ainda tinha duas coisas que eram muito importantes pro Heat. A primeira é que o Bosh é o único homem de garrafão decente do elenco, e portanto sua presença la dentro é diferente da de qualquer outro grandalhão do time, seja pra rebotes, seja pra impor respeito na defesa. O segundo motivo é que o Bosh foi o melhor jogador em toda a NBA em aproveitamento de arremessos de meia distância. O Bosh sempre teve bom arremesso, mas essa temporada ele realmente se especializou nisso, tava automático. Isso forçava os homens de garrafão do adversário a acompanhá-lo fora do garrafão, o que gerava mais espaços para Lebron e Wade infiltrarem. Se o marcador do Bosh deixasse ele livre por um segundo pra fechar o caminho pro aro, eram dois pontos praticamente garantidos. Isso foi um fator muito importante do Miami no final da temporada e nesses playoffs.

Quando o Bosh machucou, portanto, o garrafão do Heat, que já é bem fraco (um dos principais motivos do Heat ter perdido as finais pro Mavs foi porque foi dominado no garrafão por Tyson Chandler), perdeu seu melhor finalizador, arremessador e reboteiro dentro esses jogadores de garrafão. E mais importante, perdeu aquele arremesso de meia distância automático que fazia todos os jogadores de garrafão pensarem duas vezes antes de ir fechar o aro pro Wade e pro Lebron. Essa opção de passe pro Bosh era algo que mantinha os defensores com medo, e que desapareceu com a sua saída. Sem Bosh, os defensores não precisvam realmente pensar duas vezes no que era melhor, apertar Wade e Lebron ou sair pra marcar Udonis Haslem ou Ronny Turiaf.

Além disso, o Pacers tinha um garrafão bem forte, com o grandalhão Roy Hibbert e o ótimo David West. É um garrafão bem alto que pega rebotes, sabe finalizar perto do aro, acerta bolas de meia distância e, especialmente o Hibbert, tinham tudo pra conseguir controlar a série se impondo pra cima do garrafão patético do Heat.

O caminho para o Pacers, portanto, estava traçado. O Heat não tinha mais Bosh, o que permitia ao Hibbert se preocupar muito menos em marcar seu homem pra estar sempre na cobertura de quem quer que estivesse marcando Wade e Lebron. Com essa cobertura do Hibbert, que é muito bom dando tocos, Paul George e Danny Granger (marcadores do Wade e Lebron) podiam se dar ao luxo de serem eventualmente mais agressivos. No entanto, o que realmente faria efeito era um esforço conjunto. Como Wade e Lebron não são grandes chutadores de longe, voce tem muito mais chances de ter uma vantagem se marcá-los a uma distância, tirando espaço pra infiltraçōes, ainda que ao custo de alguns jumpers. Tudo bem, você vai tomar ums arremessos na cara, Wade e Lebron vão fazes passes para companheiros livres acertarem bolas importantes, e claro que mesmo com a marcação e a cobertura do garrafão os dois ainda vão fazer algumas infiltraçōes ninjas e cestas miraculosas, mas de modo geral, sua chance é muito maior do que se tentar marcar os dois de perto. Deixem Wade e Lebron fazerem seus milagres, mas obrigue o resto do time do Heat a te vencer junto, que sua chance aumenta. Facil, claro que não, mas aumenta suas chances.

E a questão é, defensivamente o Pacers fez seu trabalho muito bem, principalmente nos três primeiros jogos. Ainda que com alguns vacilos de modo geral (naturais), o Pacers defendeu bem o Heat na meia quadra. Algumas bolas longas dos coadjuvantes (inevitáveis, mas num nível bem aceitável) e partidas monstruosas de Wade e Lebron faziam parte do pacote. Ainda que isso tenha ficado menos eficiente a partir do quarto jogo (Especialmente porque Wade e Lebron tavam pegando fogo - faz parte, acredite), o problema do Pacers não foi seu jogo no lado defensivo. Fizeram tudo corretamente, e obrigaram o Heat a jogarem muita bola. O Heat jogou. Nao tem nada de errado ai (Com uma excessão, mas chegaremos lá).

O problema, que matou o Pacers nos tres ultimos jogos (e mesmo em alguns periodos dos demais jogos), foi o ataque do time. Com um garrafão maior, mais habilidoso e um time mais completo de maneira geral, o Pacers tinha que começar seus ataques pelo garrafão e explorar a vantagem na altura, atacar os rebotes ofensivos e forçar o Heat a abrir o espaço com dobras na marcação. Mas o Pacers tentou fazer o que tinha dado certo contra o Magic, de combater um time baixo com outro time baixo e veloz, o que nos levou a muitas lineups com LEandrinho, George Hill, Darren Collison e George juntos em quadra. Contra o Magic, que não tinha um time veloz, isso funcionou. Contra o Heat, foi suicídio.

O Heat da temporada regular teve muitos problemas com ataques de meia quadra. O ataque do time dependia demais da individualidade de seus dois craques, e isso muitas vezes resultava em um ataque previsível e estagnado. O que realmente tornava o Heat perigoso era sua capacidade defensiva, e especlmente sua capacidade de sair nos contra ataques. Normalmente, contra ataques são resultados de turnovers, que fazem seu ataque sair em vantagem numérica e em velocidade. No entanto, times como o Heat (por causa da habilidade e capacidade física de Lebron e Wade) conseguem puxar contra ataques mortais simplesmente de rebotes mais longos que peguem a defesa voltando. Quando um dos dois pega um rebote mais longe do aro, o outro já esta disparando pra cesta, e ai é impossivel parar a capacidade de passe e a explosão fisica da dupla. As vezes, uma boa defesa de transição consegue voltar a ponto de evitar a cesta imediata no contra ataque, mas mesmo assim volta muitas vezes desorganizada, o que resulta em matchups desfavoráveis, e o Heat sabe muito bem usar isso a seu favor.

Em outras palavras, o Pacers tinha um plano de defesa na meia quadra baseado na ausência do Bosh, mas pra evitar o estrago que o HEat era capaz de causar, ele também teria que jogar no ataque de forma a evitar o jogo de transição de Miami. E nisso que o Pacers falhou miseravelmente. Ao invés de focar seu jogo no garrafão (West tava fazendo o que queria), explorar sua vantagem na altura pra abrir as bolas longas, brigar nos rebotes ofensivos próximos ao aro e, mais importante, evitar rebotes longos que fariam o Heat sair nos contra ataques. Mas ao invés disso, ao insistir com sua lineup mais baixa (e portanto numa maior rotação de bola - que eles não são bons - e/ou arremessos forçados individualmente) e mesmo quando tinham seu garrafão alto em quadra, preferiram ficar rodando a bola no perímetro e forçando bolas longas sem o menor propósito. E o Heat aproveitou dos rebotes longos e do excesso de erro do Pacers pra sair na transição e conseguir os pontos fáceis que não iriam conseguir na meia quadra sem Bosh. A diferença começou a aumentar, e o Pacers cada vez mais forçava o jogo de fora ao invés de levar para o garrafão.

E ai o Pacers esbarrou na sua imaturidade, sua falta de know-how de playoffs. O time ficou assustado com a intensidade do Heat e começou a ficar nervoso, errar muito e viver de bolas longas, o que só aumentava a vantagem do Heat. Ao invés de explorar a vantagem que tinham no garrafão, eles deixaram transparecer sua imaturidade e falta de um jogador capaz de organizar o jogo. O Pacers perdeu o controle da série quando Lebron (Jogo 4) e Wade (Jogos 5 e 6) começaram a pegar fogo, e o Pacers tentou contraatacar com bolas longas e uma velocidade que favorecia muito mais o Heat. Faltou alguem pra colocar a bola embaixo do braço e tomar as decisōes certas, mas o Pacers não tem esse jogador, e então se limitou a ver George e Granger chutando bolas imbecis muito bem marcados pela excelente defesa de Miami, pro Lebron pegar os rebotes longos e levar pro outro lado e enterrar como se estivesse jogando em casa, enquanto o garrafão do Pacers era totalmente ignorado.


Chegamos, então, ao ponto que o Heat venceu a série e enfrentou o Celtics. O Celtics, ainda que tivesse suas diferenças pro Pacers, tinha que seguir o mesmo padrão: Evitar infiltraçōes, proteger o aro, e evitar os contra ataques. Pra isso, com um time tão velho e sem perna, o essencial era que o Rajon Rondo tivesse inspirado pra achar os companheiros em boas condiçōes de finalizar, pra evitar aquele ataque estagnado do Boston que geralmente termina com um arremesso longo e forçado do Pierce.

No jogo 1, o que se viu foi exatamente o contrário. Um Rondo pouco inspirado, um Celtics que não tinha como achar outras opçōes ofensivas eficientes (O unico momento que o Celtics ameaçou o Heat - segundo quarto - foi quando o Rondo jogou bem pela unica vez no jogo) e deixou o Heat deitar e rolar. Por mais estranho que pareça, tanto Celtics como Pacers tem boas condiçōes de enfrentar o ataque do Heat quando está na defesa, mas pecou pelo fato de que a forma como executou ofensivamente permite que o HEat explore sua maior força, os contra ataques. Se o Celtics quer ganhar o jogo 3 hoje a noite, vai ter que jogar como jogou o primeiro tempo (e mais alguns periodos do quarto periodo) do Jogo 2: Fechando o garrafão defensivamente, evitando turnovers e com o Rondo costurando a defesa do Heat pra achar os companheiros livres, evitando assim os chutes longos. O Jogo 2 fugiu do controle do Celtics no terceiro periodo, quando um cansado Rondo (que jogou TODOS os minutos do primeiro tempo) preferiu se segurar um pouco e o ataque do Celtics começou a viver demais de jogadas de isolação do Paul Pierce, que facilitaram em muito a vida do Heat porque terminavam em arremessos longos, contestados, que viravam rebotes longos e contra ataques.

Sim, o Celtics está limitadíssimo por causa das lesōes, e por isso depende demais do Rondo em um bom dia. O banco não é bom, seu melhor chutador de longe (Ray Allen) está jogando com um fucking pedaço de osso no tornozelo, o time não tem outro armador pra criar as jogadas além do Rondo... A gente sabe de tudo isso. Mas se quiser uma última chance com o Big Three (Allen e Kevin Garnett são Free Agents após essa temporada), o jogo de hoje é crucial, e o Celtics vai ter não só que defender muito bem e fechar o garrafão, como vai ter que executar o seu ataque de forma correta e eficiente. Contra o Heat, não adianta só defender bem, você precisa de boa execução ofensiva. O Pacers não conseguiu, e o Celtics teve problemas por causa disso. Hoje, vai ter que ser diferente se quiser ganhar esse crucial jogo 3.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Primeira fase dos playoffs: As mamatas

Finalmente entreguei meu projeto de TCC, já foi aprovado, e agora voltamos à vida como a conhecemos. E isso significa que vamos ter que correr demais pra chegar em dia com o que ta rolando na NBA. Ja que ta um pouco tarde demais pra falar do que vai acontecer daqui pra frente, vamos começar falando do que já passou. Ou seja, das oito séries de primeira rodada. Começando hoje com as quatro séries que foram mais curtas, mais fáceis ou até mais chatas: Spurs vs Jazz (Divertido demais ver o Spurs jogar ultimamente), Thunder vs Mavs (Surpreendentemente divertida), Pacers vs Magic (Algumas coisas legais, mas no geral chato demais) e Heat vs Knicks (Decepção).


Spurs vs Jazz (4-0)
Quando temos uma varrida onde os três primeiros jogos são tão one-sided, especialmente se o time que perde foi o 8th seed, costumamos pensar que o 8th seed que é ruim, e que não merecia estar nos playoffs (Ver: Conferência Leste nos ultimos anos, tirando 2012). Mas a verdade é que esse nao era o caso. O Jazz era um bom time, com um bom técnico, muito bem montado, com depth e um garrafão muito forte. Era um time que controlava os rebotes, sabia acionar Al Jefferson no garrafão e que jogava com muita vontade. Além disso, foi um time que cresceu na hora certa e chegou nos playoffs com muitos méritos. Ainda que inexperiente por conta da baixa idade e poucas apariçōes de seus jogadores nos playoffs, o Utah Jazz dificilmente foi o "problema" da série. O problema é que o Spurs é simplesmente bom demais!

O Spurs, que tradicionalmente na era Gregg Popovich-Tim Duncan sempre foi um time muito defensivo, lento e extremamente mecânico e as vezes entediante no ataque, agora é um time extremamente veloz, criativo, cheio de bolas de três pontos e muita depth. Se o Spurs dos primeiros títulos chegava a ser entediante, esse Spurs é o time mais divertido desses playoffs, tanto pelo grande número de bons jogadores como pelo estilo leve, rápido, com boa movimentação de bola e sua capacidade alucinante de massacrar quem estiver pela frente. O Spurs vem de 15 vitórias seguidas, e seria mais se não tivesse descansado tanto seus três principais jogadores na reta final.

O Spurs, portanto, foi quem tornou a série fácil. Ainda que não tenha o garrafão forte do Jazz, o Spurs sabe muito bem pegar rebotes de defesa e simplesmente massacrou o Jazz em bolas longas na transição e com bom espaçamento na meia quadra. Eu tinha avisado já que o Tony Parker tinha tudo pra ser o cara mais importante do Spurs, dado o fato do Jazz não ter ninguém pra marcá-lo no mano a mano nem alguém no garrafão pra fazer uma cobertura eficiente. E foi o que aconteceu, ele fez o que quis e o Jazz nunca realmente ameaçou o Spurs. Ninguém garante que o Spurs vá ser campeão, ainda tem algumas falhas e a concorrência de Thunder e Heat não vai ser fácil, mas o fato inegável é que a NBA nao tem nenhum time jogando o que o Spurs ta jogando nesse momento...



Heat vs Knicks (4-1)
Antes de mais nada, defendo meu ponto de vista: Essa poderia ser uma ótima série de 6 ou 7 jogos caso o Imam Shumpert não tivesse se machucado logo no primeiro jogo. Aliás, lesōes parecem ser a história dos playoffs até aqui, com Baron Davis, Shump, Derrick Rose indo pro saco, e jogadores como Elton Brand, Paul Pierce jogando limitados (Sem falar na lesão do Chris Bosh que de repente tornou a série Heat vs Pacers muito interessante). Mas a do Shumpert foi especialmente problemática. Junte isso ao fato do Tyson Chandler (Defensive Player of the Year, vale alguma coisa) não estar 100% e do Mike Woodson ser... Bem... Limitado na hora de montar seu ataque com qualquer estrategia que não seja isolar o Carmelo Anthony. O resultado foi um 4 a 1, com um ou dois jogos divertidos... E pronto.

A lesão do Shumpert custou mais ao Knicks do que pareceu à primeira vista. Em primeiro lugar, e mais obvio, tirou do Knicks seu melhor marcador de perímetro e alguém capaz de marcar e incomodar muito o Lebron mas especialmente Dwyane Wade. Além disso, tirou do time a sua flexibilidade para jogar com o Carmelo de PF como tanto fez quando o Amare Stoudamire esteve machucado. O time até tentou, mas isso significava deixar o Steve Novak em quadra marcando Lebron ou Bosh... E isso foi ridiculo. O ataque estagnado do Knicks tambeém sentiu muita falta de alguem pra correr nos contra ataques, e também outra pessoa pra assumir a armação além do Mike Bibby quando o Davis machucou. Fez falta, e nos tirou uma excelente série...

Enquanto isso, o Mike Woodson tomou uma surra homérica da defesa do Miami Heat. A defesa do time da Flórida não é brincadeira, Lebron é um dos melhores defensores de toda a NBA e ele e o Wade são dois pitbulls babando atrás da bola, forçando turnover atrás de turnover (o que rende pontos fáceis de transição) e sufocando o adversário. O problema do Knicks não foi simplesmente não conseguir vencer essa defesa, e sim ter insistido com a mesma tática durante a série toda, bola no Melo e sai da frente. O primeiro jogo foi especialmente patético: O Heat defendeu o Melo com a simples tatica de entrar na frente dele pra evitar ele de receber a bola. Nada mais do que isso. E o Melo passou o jogo todo apagado porque o time não conseguiu fazer a bola chegar ate ele!

Claro, a dependência do Carmelo sem o Jeremy Lin a gente já conhecia, especialmente com o Davis em fim de carreira. E o Heat tem todos os méritos de se aproveitar disso. Mas me assustou o fato de que o Woodson nem TENTOU algo diferente, nem mesmo pra levar a bola no Melo, era o Melo vindo buscar no meio de quadra e tentando resolver. E claro, o Amare ainda teve tempo de socar o vidro de um extintor e perder um jogo 3 decisivo. Grande, grande... O Heat era um time melhor que o Knicks, mas com Shump e Chandler a 100%, ainda acho que teriamos seis ou sete jogos miuto divertidos. Olho nessa rivalidade...



Thunder vs Mavericks (4-0)
Não lembro qual foi a última vez que eu vi uma varrida de série tão equilibrada. Apesar da varrida e do Thunder ter se mostrado um time claramente melhor e, principalmente, com mais armas ofensivas, o Thunder venceu jogos bem apertados: 1 ponto no jogo 1, 3 pontos no jogo 2, e 6 pontos no jogo 4. Muitos desses jogos foram decididos nos detalhes, e nisso o Thunder leva vantagem porque tem um conjunto melhor. E, especialmente, porque o Mavericks foi incapaz de fazer aquilo que lhe deu o título ano passado: dominar o garrafão defensivamente, com rebotes e defesa de aro.

Eu já deixei isso claro, mas preciso repetir: O Mavericks leu errado a situação da temporada 2012 da NBA. Com o lockout e uma temporada insana pela frente, o campeonato estava muito em aberto pra qualquer time que chegasse nos playoffs saudável e com uma boa dose de talento e defesa, o que o Mavs tinha ano passado. Mas eles optaram por deixar o Chandler ir pro Knicks e apostar tudo em Deron Williams e Dwight Howard na Free Agency. Pode dar certo, a gente não sabe. Mas o que a gente sabe é o seguinte: A carreira do Dirk Nowitzki nao ta longe de acabar, e você não sabe quantas chances vai ter de brigar pelo título com ele. E por isso você tem que aproveitar todas elas. Por isso que Kevin McHale jogou com um pé quebrado em 1987 mesmo sabendo que isso provavelmente afetaria o resto da carreira dele. Aquela era a chance, ele tinha que aproveitar. Não sabia se teria outra (E sim, se ele estivesse 100%, o Celtics teria sido campeão. Argh...). 

Em outras palavras, o Mavs teve uma boa série, seus coadjuvantes foram bem, mas o time sentiu falta da defesa de garrafão e dos rebotes do Chandler. Ainda que a defesa do time continuasse boa, a identidade que o time tinha ano passado desapareceu quando perdeu seu segundo principal jogador (Chandler). Aquele tinha tinha seu padrão pronto, sua rotação pronta, sabia suas forças e fraquezas e, o mais importante, sabia como jogar nos momentos decisivos dos jogos. O Mavs sem Chandler teve que se reinventar em uma temporada mais curta e sem offseason, e não deu certo. O Mavs sobreviveu na série porque Shawn Marion foi muito bem, porque Dirk foi Dirk em alguns momentos (Não na série toda, mas enfim) e porque o coletivo do time funcionou muito bem, mas pra vencer o fortíssimo Thunder eles precisavam de algo a mais. Que tinham, e perderam.

Talvez Deron vá mesmo pra lá. Talvez o Mavs ganhe mais um ou mais títulos com Dirk e Deron e/ou Dwight. Ninguém sabe. O que eu sei é que o Mavs teve uma chance real de disputar o título de 2012 e preferiu apostar num futuro incerto.


Pacers vs Magic (4-1)
A única coisa legal dessa série foi ver os jogadores do Magic jogando como se tivesse algo a provar e, mais importante, como se estivessem realmente se divertindo, pela primeira vez desde o ano passado. A perda do Dwight Howard, obviamente, afetou muito o time em termos de talento, mas a equipe se motivou muito mais do que antes e foi pra cima com vontade. Infelizmente faltou talento, o Pacers tem uma equipe melhor com uma defesa muito forte, e as bolas de três do Magic não fizeram milagres.

Aliás, pra mim o mais curioso da série foi que eu imaginei que o Pacers iria abusar do seu tamanho contra o Magic sem Dwight, mas foi o contrário nos ultimos jogos, com o Pacers respondendo ao baixo time do Magic com uma lineup cheia de guards (Chegou a jogar com George Hill, Darren Collison, Leandrinho e Paul George juntos), o que acabou dando certo. Alias, eles tentaram isso contra o Heat também quando Miami perdeu Chris Bosh, mas eu discordo, pra mim focar no garrafão é muito melhor do que tentar ir pro 1x1 contra Lebron e Wade. Mas isso fica pra depois.

O Magic agora ta com um dilema. Acho muito dificil Dwight ficar lá depois de toda a palhaçada do Dwight, a treta com o Stan Van Gundy e pela forma como os jogadores pareceram muito irritados com toda a história. Ele deve sair, mas ningueém sabe como, se vai desistir do seu ultimo ano de contrato mesmo tendo jurado nao fazê-lo (Ele pode fazer isso, ou já pegou a opção, algueém sabe?), ou se o Magic vai simplesmente trocá-lo pela melhor oferta. Mas espero que, se for para trocar, que o faça logo. Ter um jogador assim no time só vai atrapalhar, vide o Denver do ano passado.

sábado, 28 de abril de 2012

Os confrontos de primeira rodada dos playoffs

Como o Dwight Howard se sente em relação ao Magic nesses playoffs


Pra variar, fiquei sem internet decentemente nesse final de semana, sendo limitado a tweets pelo celular durante boa parte do Draft da NFL. Por isso, e por causa da temporada insana da NFL que ta me obrigando a escrever  oito previews de primeira rodada entre quinta e sábado (sem internet!), o post sobre o Ricky Rubio acabou ficando pra depois. Provavelmente pra essa semana, talvez ainda amanha dependendo de como as coisas ficarem, mas antes a gente vai passar rapidamente pelos oito confrontos de primeira rodada desses playoffs. Como não dava pra fazer 8 bons previews em um dia (sem internet), minha intenção era fazer um podcast sobre o assunto, mas acabou não dando certo, então vai ter que ser tudo em dois posts mais condensado mesmo, um sobre os jogos de sábado e um sobre os de domingo.

Então vamos passar rapidamente pelos jogos de sábado, em ordem de mais chato pra mais interessante. Começando por...


Orlando Magic (6th seed) at Indiana Pacers (3rd seed)

Sem Dwight Howard, essa série tem um único interesse. Ou seja, como o Magic vai se comportar em quadra sem sua estrela... Que praticamente assassinou a chemestry do time ao longo da temporada, tentou forçar a saída do Stan Van Gundy, fez um circo sobre sua possível saida do time e mudou de ideia mais vezes do que o Silvio Berlusconi muda de amante. Isso afetou muito negativamente o time do Magic, ainda mais com Dwight Howard - o pivô mais dominante da Liga - jogando com a cabeça longe do Magic. E depois que Howard machucou e o time manteve o ritmo sem ele, ficou claro que ele, por mais que objetivamente (mais de 20 pontos e 13 rebotes, defesa excepcional, etc) ele tenha tido uma temporada excelente, na parte subjetiva ele foi muito prejudicial pro time. E agora o Magic pode mostrar que pode ganhar uma série de playoffs sem ele.

Claro que isso vai ser difícil, porque afinal de contas, o Dwight Howard É um dos melhores jogadores da Liga. No entanto, o time de repente parece mais confortável em quadra. Com o Dwight, o Magic insiste em jogar a bola pro Dwight dominar os defensores de costas pra cesta no garrafão, no que ele não é dos melhores por diversos motivos (falta de arremesso, poucos movimentos de costas pra cesta, passe pobre, etc), e colocar o resto do time ao redor dele pra chutar de três. As vezes funciona, mas como as bolas de três são muito imprevisíveis e o Dwight não joga o seu melhor criando o próprio arremesso, acaba sendo difícil manter a consistência contra times fortes. Desde que o Dwight (que é muito mais eficiente quando recebe a bola não como centro ofensivo pra criar jogadas, mas sim como resultado de uma movimentação ofensiva, quando a bola chega nele mais perto e de frente pro aro) saiu machucado, o Magic parou de focar o jogo nele e encaixar o resto todo ao redor dele, e começou a explorar o que cada jogador tinha pra oferecer ao time, montando o esquema tático em torno das forças de cada um. O esquema tático começou a se encaixar no que os jogadores tinham pra oferecer de melhor, ao invés dos jogadores serem forçados a se encaixar no esquema tático. O Jameer Nelson começou a ter muito mais liberdade e jogar muito mais com a bola nas mãos em quadra, e desde então tem feito o que deveria fazer sempre: Infiltrar, distribuir o jogo, rodar a bola e usar o jogo de perímetro como uma função da movimentação de bola. Ainda que tenha perdido de longe seu melhor jogador, o Magic agora aproveita muito melhor os jogadores que tem, e tem tido bons resultados com isso.

Dito isso, eu acho difícil o Magic ganhar do Pacers. O Pacers ainda precisa me convencer, é um time que tem muita profundidade, sabe controlar o garrafão, tem uma defesa forte e é jovem o suficiente pra manter o fôlego (algo muito importante nessa temporada), mas que ainda depende um pouco demais dos bons dias do Danny Granger no ataque. Quando ele está num bom dia (especialmente se o Roy Hibbert ou o David West também estiverem) o Pacers é um time muito forte e candidato ao título, mas quando não acontece o time fica sem saber como pontuar e exagera nos turnovers... Ou seja, falta calma e experiência, quando voce já esteve nessa situação mais vezes você sabe como reagir, e o Pacers ainda não tem isso. Mas mesmo assim, é um time com defesa forte e agressiva que vai explorar o garrafão e dominar os rebotes contra um time baixo do Magic.  Ainda que quando as bolas de três estejam caindo o Magic seja capaz de vencer jogos, o Pacers tem um time melhor e que, por conta da altura e da capacidade de controlar os rebotes, vai incomodar muito mais o Magic sem Dwight do que com Dwight. Mesmo que eu não descarte totalmente o Magic por conta dos dois parágrafos anteriores, e eles VÃO jogar putos pra mostrar que podem ganhar sem o Dwight, ainda acho que o Pacers vai conseguir manter a calma e dominar o garrafão o suficiente pra vencer sem sustos... Mas não vai ser tão fácil assim.



Dallas Mavericks (7th seed) at Oklahoma City Thunder (2nd seed)

Mantenho minha teoria de que o Mavs fez uma leitura totalmente incorreta da situação no começo da temporada. Essa temporada era insana (64 jogos em 120 dias!) e basicamente isso significava que a temporada estava totalmente aberta, qualquer time podia sofrer uma lesão a qualquer momento ou então chegar exausto no final da temporada com uma chance muito maior do que em qualquer outro ano desde 1999 (quando o 8th seed Knicks chegou à final depois de perder Patrick Ewing. Alô, Orlando, parece familiar!?), o que significa que boa parte desse título seria determinado entre as equipes que tivessem um time bom o suficiente com base em lesōes, trocas e sorte. O Mavs não percebeu como esse título estava em aberto, e perdeu sua chance de defender o tiítulo quando desistiu de reassinar Tyson Chandler e apostou tudo na Free Agency de 2013 com Deron Williams e Dwight Howard. Isso até faria sentido, se não fosse o fato de que a) Você não sabe mais quantas chances de título terá com Dirk Nowitzki sendo um jogador de elite; e b) A disputa do título de 2012 estava totalmente aberta por conta do calendário. E o Mavs jogou fora essa chance ao deixar Chandler sair. 

O Mavs portanto vai enfrentar o Thunder com o downgrade Chandler-Brandon Haywood... O que seria ok se o Chandler não fosse o principal jogador defensivo do time nas Finais de 2011 e o melhor jogador da equipe nos playoffs fora o Dirk. A verdade é que o Mavs de 2012 perdeu a identidade que tinha (Defesa feroz que gerava bolas de três no contra ataque) e não criou uma nova. O Mavs não tem mais uma defesa de elite, não consegue mais dominar jogos no garrafão e depende totalmente de bons dias do Dirk Nowitzki pra conseguir jogar pau a pau com adversários decentes. E eles vão bater de frente contra o Thunder? Duvido...

Ainda assim, o Mavs tem uma chance de tornar essa série interessante por conta do trio Dirk-Rick Carlisle-Shawn Marion e das fraquezas do Thunder. O Thunder ainda, assim como o Pacers, não tem experiência suficiente pra administrar um jogo quando as bolas das suas principais estrelas não estiverem caindo. Quando as bolas do Kevin Durant e do Russell Westbrook não estão caindo (Especialmente quando o James Harden não está em quadra, e mesmo assim o Thunder comete o erro de deixar ele jogando sem a bola no final dos jogos ao invés do contrário), eles simplesmente continuam tentando, continuam arremessando esperando que as coisas mudem. Se o Marion conseguir atrapalhar o Durant o suficiente pra forçar o Thunder fora do seu ritmo - e o Marion sabe defender o Durant - então o Magic pode viver fechando o garrafão com a zona e forçando Oklahoma a continuar chutando bolas ruins quando elas não estão caindo, e ai o Dirk teria que aproveitar do fato de que nem Serge Ibaka nem KEndrick Perkins conseguem defendê-lo pra manter o Mavs na frente no placar. Mas ainda acho que o Mavs vai sofrer dentro do garrafão e nos rebotes o suficiente pro Thunder conseguir controlar mesmo jogos quando os arremessos não caem. E ai nem Dirk vai salvar.



Philadelphia 76ers (8th seed) at Chicago Bulls (1st seed)

O grande dilema do Chicago Bulls pra esses playoffs é o quanto eles podem confiar no Derrick Rose. Ainda que os reservas tenham se virado muito bem com sua forte defesa pra ganhar jogos feios, isso dificilmente vai funcionar em séries de sete jogo contra Heat ou Celtics. Eles precisam do  Rose e precisam dele em forma pra ganhar o tiítulo e, embora o Rose esteja programado pra jogar desde o começo dos playoffs, não da pra saber como ele vai entrar e jogar depois de tanto tempo parado. Se ele voltar mal, podemos ter uma série brigada e feia com o Sixers correndo em transição depois dos erros forçados do Derrick Rose, enquanto o Bulls fecha a defesa na meia quadra (ponto fraco do Sixers). Mas mesmo assim, eu acho que o Bulls tem uma certa vantagem porque tem mais experiência e soube jogar sem Rose durante tempo demais, enquanto que o Sixers nunca descobriu como jogar na meia quadra quando o Elton Brand não está inspirado. Nesses jogos feios, o Bulls sabe o que fazer, enquanto o Sixers ainda não descobriu. Por isso acho dificil o Sixers ganhar quatro jogos, especialmente quando é o pior time da NBA em jogos apertados.

Por outro lado, se o Rose voltar e voltar bem, o Bulls vai ter outro problema pra sequencia dos playoffs: Reestabelecer sua identidade antiga, com o Rose segurando a bola 24h por dia e o resto do time encaixando em volta dele. O time jogou tanto tempo sem Rose e desenvolveu uma outra identidade bastante efetiva, de tal forma que talvez a volta do Rose desestabilize a equipe por força-la a jogar de uma forma que não tem jogado faz muito tempo. Contra o Sixers, não deve ser um problema, mas contra Celtics e Heat...



New York Knicks (7th seed) at Miami Heat (2nd seed)

E enfim, chegamos à melhor série dessa primeira rodada e, talvez, a melhor série de todos os playoffs. E eu digo isso porque não só teremos vários superstars em quadra, dois dos times mais interessantes da Liga e dois dos melhores jogadores do final da temporada (Lebron James e Carmelo Anthony) jogando cara a cara o jogo todo, se marcando o tempo todo, mas também porque existe uma chance real do Knicks conseguir o upset e vencer o Miami Heat.

Duvida? Pois bem, pense da seguinte maneira: O Knicks tem o jogador mais quente da NBA (Melo) no momento, tem uma das melhores defesas da Liga e um time capaz de dominar o garrafão, tem no Chandler um pivô do tipo que mais incomoda o Heat e SABE jogar contra Miami (Ele foi o segundo jogador mais importante do Mavs nas Finais), um dos melhores defensores de perímetro da Liga pra colar no Dwyane Wade (Iman Shumpert), um banco que pode ganhar jogos sozinho quando as bolas de três estão caindo com JR Smith e Steve Novak, e SE o Amare Stoudamire conseguir se adaptar ao seu papel, jogar mais com o grupo que vem do banco, voltar a ser o Stoudamire dos velhos tempos (Nunca vai ser o do Suns sem Steve Nash, mas pelo menos o Stoudamire do Knicks pré-Melo), além de um Madison Square Garden alucinado, e de repente o Knicks tem todos os ingredientes pra vencer uma série dura de sete jogos. Se existe algum time nesses playoffs capaz de mandar um Mavs de 2011 pra cima do Heat, é exatamente o Knicks, certo? Tyson Chandler, um superstar capaz de pontuar de qualquer jeito, um defensor de perímetro de elite, bolas de três vindo do banco... Ainda que o Knicks não tenha um JJ Barea pra costurar a defesa do Heat e explorar a falta de garrafão, tem um Amare que é capaz de demolir o garrafão do Heat se estiver inspirado. 

Do outro lado, o Heat também tem problemas. Chris Bosh e Wade estão vindo de algumas lesōes (especialmente o Wade com seu dedo deslocado), e embora o Lebron esteja jogando alucinadamente, ele é apenas um jogador. O Heat tem talento demais no seu Big Three pra bater de frente com qualquer time da Liga, mas Miami até agora não tem uma rotação definida, não tem um time titular, não sabe quem jogar nos momentos decisivos, e não tem uma identidade. Quando os contra-ataques funcionam, o Heat consegue voar pela quadra e impor sua força física e defesa agressiva, mas quando não funcionam, o Heat costuma ter problemas quando pega pela frente uma defesa forte e um pivô que saiba defender o aro como Chandler. Ainda que Lebron e Wade possam explodir a qualquer minuto e ganhar um jogo sozinho, Melo também pode fazer isso e o Knicks parece mais equipado pra causar estrago porque nos playoffs o banco importa, e o Knicks pode jogar com Amare-JR Smith-Steve Novak pra desgastar o Heat até o chão, forçar Miami a manter suas estrelas no jogo pra controlar o placar, e isso pode ser decisivo nos playoffs vindo dessa temporada maluca. O Knicks tem a defesa de garrafão e a força nos rebotes pra manter o Miami sob controle, e se o Melo conseguir fazer o que o Dirk fez e manter o ataque funcionando por conta própria quando necessário, o Heat pode se ver forçado a improvisar a rotina minha vez-sua vez do Lebron e do Wade que nao tem dado certo contra boas defesas.

Enfim, nada é garantido, mas eu realmente espero uma série de seis ou sete jogos extremamente disputada, com Melo e Lebron alternando jogos épicos (não durma no Wade aqui pra ter um também, mesmo machucado), a torcida no MSG alucinada, JR Smith e Steve Novak ganhando alguns jogos nas bolas de três pontos. No final, o fato de que o Heat depende demais de Lebron e Wade (machucado) ganhando jogos sozinhos pode pesar, pois o Knicks também tem isso no Melo e tem mais três ou quatro fatores (Bolas de três pontos, MSG, Amare, Chandler no garrafão) que podem mudar o resultado de um jogo. O Heat não tem banco nem depth, e isso pode pesar. PRa mim, o resultado é o de menos. Só saibam que nada no mundo me tira da frente do computador nos seis ou sete jogos dessa série.

Aliás, pra esquentar mais ainda, tem o duelo Melo vs Lebron. Os dois vieram juntos na Liga, mas Lebron sempre foi mais valorizado que o Melo. Não é só os dois jogando um contra o outro, mas sim o fato de que devem se marcar e ficar literalmente cara a cara o jogo todo. Por exemplo, quando o Spurs de Tim Duncan e o Wolves do Kevin Garnett jogavam, nem sempre os dois se marcavam e se encaravam o tempo todo, mas nessa série isso deve acontecer. E isso vai ser espetacular.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Duas séries chegam ao fim

Reggie Miller não aguentou ver seu time eliminado dos playoffs


Se tivessem me falado, antes dos playoffs, que das séries Celtics vs Knicks e Bulls vs Pacers, uma seria uma varrida com alguns massacres e que fosse dar uma falsa sensação de confiança ao vencedor, e a outra seria uma vitória confortável mas com alguns sustos e mostrando as fraquezas do time que levasse a série, eu com certeza teria imaginado exatamente o contrário: O Bulls varreria o Pacers sem dificuldade, e eles poderiam ser levados a achar que tudo estava ótimo pela facilidade, e que o Celtics seria o time que sofreria mais pra fechar sua série. Mas quem teve o 4 a 0 contra um time frágil e cheio de desfalques foi o Boston e o 4 a 1 com alguns sustos contra um adversário bem mais fraco foi do Chicago.

Eu falei no preview da série entre Celtics e Knicks que o Celtics teria problemas, porque mesmo que fosse o melhor time disparado, tinha dois problemas: Sem o Shaq saudável o time não teria um garrafão apelativo e que pudesse esmagar os adversários como fez ao longo de boa parte da temporada para tirar vantagem da falta de garrafão do Knicks, e que o melhor jogador estava do outro lado, porque o Carmelo Anthony estava em ótima fase e o melhor jogador do Boston, o Rajon Rondo, não. E se o resultado final foi uma varrida, o começo foi bem difícil para o Celtics justamente por causa dessas duas coisas.

Os jogos 1 e 2 dessa série foram muito mais difíceis do que o Boston gostaria. No primeiro jogo, o Amare Stoudamire fez o que quis no garrafão, pontuou, pegou rebotes, e o time sentiu falta de um pivozão pra trombar com ele. Quem fez melhor esse papel no jogo foi, acreditem, o Jermaine O'Neal, que defendeu bem demais e ainda foi muito útil no ataque, mas o O'Neal estava sem ritmo e sem fôlego e não conseguiu ficar tempo demais em quadra, e quando ele saia o garrafão do Boston virava uma mistura de Jeff Green, Nenad Krstic e Glen Davis, o que me dava vontade de chorar e o Knicks aproveitou pra pontar la dentro o tempo todo, e como vocês lembram o jogo só foi decidido por uma falta de ataque duvidosa do Carmelo e uma bola de três sensacional do Ray Allen nos últimos segundos. E no segundo jogo, o Carmelo igualou a sua melhor marca da carreira em playoffs, acertou tudo, levou o time nas costas e o Boston também só conseguiu a vitória com uma cesta e um roubo de bola do Kevin Garnett no último minuto. Os jogos três e quatro, por outro lado, foram massacres. O Knicks apertou, chegou a dar um calor no Celtics, mas o Boston sempre soube reagir na hora certa, colocar as mãos na bola do Rondo e abrir a vantagem na hora certa.

Mas essa vitória não pode amolecer o Celtics, porque esse resultado final é enganador. O Chauncey Billups (que vai voltar para a próxima temporada no Knicks por 14 milhões de patacas) não jogou os três últimos jogos por estar machucado, Stoudamire foi bastante limitado por uma lesão nas costas e tirando esses dois mais o Melo, o Knicks não é realmente um time de verdade, o Ronny Turiaf e o Toney Douglas (e no jogo quatro ainda teve atuação surpresa do Anthony Carter) tiveram seus bons momentos, mas nem de longe são confiáveis para uma série dessas no lugar dos astros do time. O Celtics sofreu sem conseguir tirar vantagem de um garrafão alto, tomou porrada do Amare quando ele estava saudável no jogo 1, depois teve que contar com 30 pontos do Rondo pra ganhar o jogo dois. O Celtics melhorou muito nos jogos 3 e 4, mas isso também foi quando o Knicks caiu de produção pela falta do Billups e a lesão do Amare, então os resultados podem ser enganosos.

O que não foi enganoso, e que é ótimo para o Celtics, foi o jogo do Rajon Rondo. O Rondo estava numa péssima fase no final da temporada e, por mais que esteja cercado por quatro futuros Hall of Famers, ele é fácil o melhor jogador do Celtics hoje. Ele é o cérebro do ataque, ele quem coloca ordem e o time é infinitamente mais eficiente quando ele está ligado e comandando o ataque do que quando o Paul Pierce coloca a bola embaixo do braço pra imitar o Kobe Bryant. Tá bom, ele não acerta nem bola de papel no lixo quando tenta arremessar, mas ele é ingeligente com a bola, bate pra dentro muito bem, finaliza próximo ao aro e é muito difícil saber o que ele vai fazer, não só porque ele consegue fazer todos os tipos de passe mas também porque ele está cercado por vários ótimos finalizadores. E o Rondo foi o responsável pelo Boston ter vencido essa série dessa forma: 30 pontos no jogo 2, triple double de 15 pontos, 20 assistências e 11 rebotes (existe um triple double mais Rondo do que esse?) no jogo 3 e fechou com 20 pontos e 12 assistências no jogo 4. Ele foi o responsável por achar Ray Allen, por acionar o Jermaine O'Neal e o Kevin Garnett na melhor hora de finalizar e por fazer o ataque funcionar. E quando o Rondo está jogando assim, atacando o aro e distribuindo o jogo, o Boston é um time mil vezes melhor.

O problema, no entanto, ainda continua. Se a gente viu que o Boston está totalmente diferente na pós temporada, mais focado, mais brigador e com o Rondo jogando demais, o garrafão do Boston ainda mostrou que depende demais de um pivô. O Celtics marcou 118,1 pontos a cada 100 posses de bola quando o Jermaine estava em quadra e quase 30 pontos a menos com ele no banco, 91,6, além do impacto na defesa principalmente marcando o Amare Stoudamire. O banco do Boston sofreu demais no garrafão, não tinha presença perto da cesta e o Boston realmente precisa da volta do Shaq para encarar o Heat. A vantagem é que o time foi capaz de fechar a série logo e ganhou uma semana de descanso antes da série contra Miami, que deve ser usada pra recuperar o Shaq e descansar seus vovôs.

Já o Bulls teve mais dificuldade do que o esperado. Perdeu apenas um jogo, é verdade, mas esteve atrás no quarto período dos três primeiros jogos que venceu e só virou porque o Derrick Rose é um apelão de último nível que botou o time nas costas nos quartos períodos e pontuou feito maluco, mas o fato é que o time suou muito mais que o esperado. O Pacers explorou o máximo que pode todos os defeitos do time do Bulls e conseguiu apertar muito a série: Usou o Tyler Hansbrough o máximo que pode em cima do fraco defensor Carlos Boozer, que ficou muito no banco por faltas, forçou ao máximo a bola nas mãos do Derrick Rose pela falta de um outro jogador pra controlar a bola e congestionou o garrafão pra forçar o armador a chutar de três pontos, e o técnico interino Frank Vogel usou muitos esquemas pra dificultar os passes do Rose, usando o calouro Paul George e uma série de coberturas a essa marcação pra impedir que o Bulls entrasse num ritmo. O fato do Rose ter tido mais de 35 pontos nos dois primeiros jogos não é coincidência, o Rose foi o único do time que conseguia ir pra cima e criar um arremesso. O Pacers jogou muito bem, teve suas dificuldades naturais, mas eu pelo menos vejo futuro na base jovem que o time tem e eu acho que o Vogel devia ser efetivado para a próxima temporada, tem feito um bom trabalho.

Já o Bulls tem que aprender as lições que o Pacers ensinou com tanto carinho. O Bulls sempre soube que a falta de um jogador pra segurar a bola além do Rose era o maior ponto fraco da equipe, mas o time ainda não conseguiu achar uma forma de contornar isso e o Pacers conseguiu explorar muito essa falha da equipe. O outro lado da moeda é que manter a bola o tempo todo nas mãos do Rose vai fazer com que ele faça 36 pontos por jogo várias vezes, as vezes funciona e as vezes não, mas é bom que o Bulls tenha um plano B pra quando funciona.

O Bulls também precisa resolver dois problemas que, aliás, podem ser resolvidos da mesma forma: Arrumar mais opções ofensivas e fazer o Carlos Boozer render mais. O Boozer é fraco na defesa, mas ele sempre compensou isso sendo bom reboteiro e ótima opção ofensiva, mas ele tem sido muito pouco acionado no ataque e aí ele é só um peso na defesa pro seu time, sua habilidade ofensiva é pouco aproveitada. O Bulls tem que usar mais o pick and roll e o pick and pop com o Boozer pra conseguir mais pontos perto do garrafão, o Rose pontua lá dentro mas as vezes os adversários vão cercar o Rose pra obrigar o armador a ficar no perímetro, e aí ele tem que acionar o ex-jogador do Jazz pra pontuar perto do garrafão, seja ele ou seja o Joakim Noah fazendo esse papel. Se o Tom Thibodeau conseguir fazer o Boozer se envolver ofensivamente, isso vai ser uma ótima adição não só pra próxima série mas também pro resto dos playoffs.



Lembrando que ontem saiu uma ordem judicial levantando o lockout da NFL. Pra quem quiser conferir, só ler o post imediatamente abaixo deste.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Preview - Chicago Bulls vs Indiana Pacers


Um excelente resumo do que eu espero para essa série

Agora que nós já demos o nosso palpite pros principais prêmios da temporada e pro MVP, e agora está na hora de falar sobre os oito confrontos das oitavas de final, um por um, e a gente vai começar com a série mais chata porque a gente prefere começar pelo pior e ir melhorando aos poucos. E acho que o fato do Pacers ter classificado (nada contra o TIME do Pacers, mas o time tem menos de 40 vitórias, o Leste é uma droga!) é uma das coisas mais bizarras desses playoffs. Mas enfim, vamos à série entre Bulls e Pacers antes que eu me arrependa, e fiquem ligados que provavelmente ainda hoje sai mais um preview.

Essa é, provavelmente, a série mais fácil, previsível e inútil de toda a primeira rodada. De um lado o Bulls, melhor record da NBA, com o provável MVP, a melhor defesa da Liga e embaladíssimos pelo final de temporada de outro mundo do time e do Derrick Rose. Do outro, um time que perdeu oito jogos a mais do que ganhou, que teve uma troca de técnicos no meio da temporada e que em nenhum momento apresentou um basquete consistente. O esporte é imprevisível, claro, mas acho que a chance de uma grande zebra aqui é tão pequena como a do JR Smith ser o jogador de defesa do ano. O Pacers tem um elenco jovem e talentoso, não tem motivos pra ficar triste com uma uma eliminação aqui, tem é que pensar no futuro e em continuar construindo em torno dessa base.

Eu realmente acho que essa série, além de a mais fácil e previsível, vai ser também a melhor chance do Bulls de entrar no clima de pós temporada. O time do Bulls é jovem, se montou praticamente essa temporada, e tirando o Carlos Boozer ninguém no time titular está muito acostumado a jogar playoffs. Essa série é uma ótima chance do time começar a se aclimatar com os playoffs, sentir a torcida, e jogar uma série mais pegada e com defesa mais forte como é comum nos playoffs. Se o Bulls conseguir usar isso pra ficar ligadão, é muito mais importante do que uma vitória por 4-0, por exemplo. Um ou dois jogos mais difíceis, como aquele jogo que o Pacers ganhou em OT que o Rose levou o time nas costas e só não fez chover (Se tivesse feito, teriam ganho), também podem ser bons pro time perceber os ajustes que tem que fazer para os playoffs, e pra isso eu confio no gênio do Tom Thibodeau.

A série também vai ser boa pro garrafão do Bulls ter a chance de se entrosar um pouco mais, ele sofreu demais com lesões e as vezes parece sem ritmo. Boa chance do Rose trabalhar mais com o Carlos Boozer em pick and rolls como o Deron Williams fazia no Jazz. TA bom, não é exatamente o estilo do Rose nem como ele rende mais, mas é um tipo de jogada que é importante desenvolver nos playoffs e o time, mais pra frente, vai precisar de um bom ataque de garrafão. A defesa do Pacers não é das melhores da Liga, mas melhorou recentemente e pode ser um bom teste pro que bom pro Bulls se esquentar pro que vai enfrentar pela frente (Celtics, Heat, Magic). Mas não vejo o Bulls se desdobrando muito pra precisar vencer a série.

Já o Pacers não tem muito a perder, mas também não vai querer cair fora de graça. O mais importante pra eles é parar o Derrick Rose, mas nem uma parede de concreto consegue fazer isso atualmente, então a melhor chance deles é colocar o máximo de gente possível na frente do Rose pra evitar que ele fique com a bola nas mãos muito tempo e explore a falta de outro jogador pra segurar a bola além dele no Bulls. O time não pode dar espaço pra ele arremessar e forçar ele a partir pra cima, e aí o Roy Hibbert vai ter que jogar que nem no começo da temporada e evitar que o Rose consiga jogar perto do aro com seu tamanho e braços longos. Não vai parar o Rose por muito tempo, ele já é versátil e simplesmente bom demais pra isso, mas limitando o Rose é uma boa forma de começar a limitar o Bulls.

Além disso, o time vai precisar conseguir superar a defesa do Chicago de alguma forma. Nos confrontos entre esses times na temporada regular, o Pacers acertou apenas 38% dos seus arremessos, e não deve esperar vida fácil de um time que está com sangue nos olhos e tem por definição uma defesa doentia. O Danny Granger, que foi tudo menos constante na temporada regular, vai precisar jogar bem e acertar seus arremessos de longe pra abrir a defesa pras infiltrações do Darren Collison e do Paul George, além de ter que contar com o Tyler Hansbrough e o Hibbert dentro do garrafão. Eu normalmente falaria que o Hansbrough tem o matchup mais fácil porque o Boozer não defende grandes coisas, mas contra o Bulls isso não funciona porque a defesa do Bulls é montada de forma muito mais coletiva do que individual. A forma de superar isso é rodando bem a bola, de preferência com velocidade (O que deixa seu ataque, por outro lado, mais vulnerável a turnovers)  e atacar a cesta sempre que achar uma abertura para tentar cavar faltas, que rendem pontos bem mais fáceis. Mesmo assim, não da pra cobrar muito do Pacers.

Palpite: O Bulls tem defesa demais, talento demais e o Derrick Rose. O Pacers não tem a menor chance, no máximo consegue roubar uma partida em casa, mas nada além disso. Bulls em cinco jogos.