Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.

terça-feira, 12 de abril de 2011

E o MVP vai para...

O Troféu Maurice Podoloff é muito melhor que o Oscar


Chegou a hora de finalmente falar do prêmio individual mais importante e mais polêmico de toda a NBA, o troféu Maurice Podoloff para o MVP da temporada regular. Eu sei, eu sei, de certa forma discutir esse prêmio é uma idiotice, mas eu já falei no post logo antes desse onde eu dou meus candidatos aos cinco outros prêmios da NBA (Técnico do ano, calouro do ano, sexto homem do ano, jogador que mais evoluiu e jogador defensivo do ano) que eu já mandei o bom senso pro inferno e tou agora só fazendo isso por diversão. Se bem que, pra falar a verdade, eu acho o troféu desse ano um assunto mais interessante do que nos últimos anos. E já aviso que ficou um dos maiores posts que a gente já fez, mas... bom, eu já desisti de me preocupar com isso. Eu recomendo e acho que vale muito a pena, e fiquem a vontade (Na verdade, sintam-se convidados) a comentar e dar a opinião de vocês.

O prêmio de MVP, assim como todos os outros da NBA, é muito subjetivo. Ele não apresenta um critério definido. Ele é um prêmio para o 'jogador mais valioso', mas o que isso significa? É o jogador mais valioso pra Liga? Pro seu time? Individualmente? E o que qualifica um jogador como 'mais valioso'? O melhor jogador? Mais valioso para o seu time? Bom, a gente pode ficar com essas perguntas inuteis até amanhã ou ir direto ao assunto, e pra surpresa de todo mundo eu vou direto ao assunto.

Como tudo nesse universo dos prêmios, ele se baseia em critérios pessoais e subjetivos de avaliação. Por isso, os meus critérios pra nomear o MVP são os meus critérios, não algum critério pré-estabelecido ou 'correto' pra isso. A prova é que até agora eu estou tentando me afogar na pia por não ter nomeado o Kevin Love o jogador que mais evoluiu na temporada. Mas tudo bem, isso acontece. Primeiro, o basquete é um esporte coletivo e o objetivo é que o time seja campeão, não que o jogador seja o MVP (Existem alguns dissidentes, pergunte pro Andray Blatche o que ele acha). Então por 'jogador mais valioso' eu prefiro entender como sendo o jogador mais valioso para o seu time. Ok, isso nos leva a mais 400 perguntas sobre o que é o jogador mais valioso para o time. É o que faz mais com menos? O que é o melhor jogador do melhor time? É o que tem melhor números individuais? Ou a gente deve usar um critério totalmente subjetivo?

O mais legal do basquete é que ele é um esporte que envolve uma parte objetiva, numérica, e outra parte subjetiva. Uma parte do basquete envolve estatísticas, pontos por jogo, PER (Player Efficiecy Rating) e tudo que pode ser mensurado por todo tipo de fórmula. Mas também tem outra que é muito mais subjetiva, que envolve análises, e a gente tem que confiar no que a gente vê mais no que pode ser medido. E pra se poder analisar um prêmio tão complexo como o MVP, a gente tem que considerar os dois lados, objetivo e subjetivo, pra tentar chegar a algum lugar.

E quando a gente fala em números, o candidato que vem à cabeça é o Lebron James, que tem números muito sólidos pra sustentar esse tipo de candidatura: Segundo da Liga em pontuação (26.7 ppg), 13º em assistências (7 apg), além dos 7.5 rebotes por jogo e de ser o primeiro da Liga em PER, com 28.6. Os números do Lebron são muto sólidos, ele joga num dos melhores times da Liga e é um dos melhores jogadores do planeta, e esses são os principais argumentos usados por quem coloca o Lebron como o MVP dessa temporada, e são argumentos inegáveis. Mas eu assisti muitos jogos do Miami Heat (alguns pra secar, alguns porque eram os melhores jogos da noite e muitos outros porque eu tinha muito interesse em ver o Big Three jogando) e, depois de tantos jogos, simplesmente não da pra falar que o Lebron é mais valioso para o Miami Heat do que o Dwyane Wade. Tudo bem, o Lebron é o jogador mais consistente do time, tem os melhores números e talvez seja até o melhor jogador no time, mas quem viu o Miami Heat jogar por um longo período de tempo - em especial os períodos conturbados - sabe que quem é o verdadeiro dono, o verdadeiro líder do time de Miami é o Wade. Quando o Eric Spolestra tentou mudar o estilo de jogo do Lebron e do Wade pra melhor combinarem em quadra, quem conseguiu fazer isso foi o Wade, ele quem começou a jogar mais sem a bola, finalizar de formas diferentes e se tornou um jogador de equipe muito mais importante do que o Lebron. E o Miami só começou a decidir jogos no final da partida quando quem começou a ter o papel de closer do time foi o Wade, antes o time sempre sentia medo quando chegava ano final de um jogo difícil. É o tipo de coisa que não aparece nas estatísticas mas que está dentro de quadra, toda noite, fazendo a diferença. É o intangível, o subjetivo, que é tão difícil de mensurar e analisar mas que é de extrema importância.

Outro candidato que tem sua sustentação em números mas também possui uma boa dose do resto é o Dwight Howard. Ele é o 10º cestinha da Liga com 23 ppg, o segundo em rebotes com 14.1 rpg e é o segundo colocado em PER com 28.4, só 0.2 a menos que o Lebron. Mas tem mais do que só números pro Dwight Howard: Ele é uma parede defensiva, eu mesmo disse ontem que votaria nele pra jogador de defesa da temporada, e ele é o principal responsável pela defesa do Magic estar entre as melhores da Liga mesmo com tanto jogador fraco defensivamente em volta. Ele é importantíssimo pra defesa do Magic, e além disso ele teve uma melhora assustadora no seu jogo ofensivo, que antes consistia apenas de pura força física mas que agora parece estar muito mais elaborada depois de um período de treinamentos com o Hakeem Olajuwon nas férias. Tudo bem, ele ainda não é tão confiável ofensivamente se não tiver a bola longe da cesta, mas já melhorou bastante em relação ao ano passado e está até acertando mais lances livres. O Dwight tem números, um impacto muito grande no seu time e é um jogador que evoluiu seu jogo. O que está faltando pra ele?

Pra mim o problema dele é simples, e é a forma como ele afeta o seu time, mais uma das "chatices" subjetivas que são tão importantes pro basquete. Cada jogador que está dentro de quadra afeta todos os outros jogadores do seu time de alguma forma, nem que seja matando eles de riso como o Brian Scalabrine. E o melhor jogador de um time - no caso do Orlando, Dwight - é o jogador que deve assumir o papel do líder, tem que exercer esse papel de liderança e ditar o ritmo do seu time. O melhor jogador de um time, que deveria ser o mais valioso pro seu time em toda a Liga, tem que fazer o possível - objetiva e subjetivamente - para que seu time seja melhor. E eu simplesmente não consigo falar disso de um jogador como o Dwight Howard, que as vezes parece que entra em quadra desinteressado, que toma faltas técnicas a torto e a direito, e principalmente que some nos momentos decisivos das partidas. O Dwight revoluciona defensivamente o Magic quando pisa na quadra, melhorou muito o seu jogo e é muito eficiente jogando, isso tudo afeta positivamente o Magic e faz sua campanha pra MVP, mas ao mesmo tempo a sua absoluta incapacidade de decidir jogos no final (Jameer Nelson é o closer do Magic, meu Deus, Jameer Nelson!) , o tipo de falta que ele costuma cometer de forma desnecessária e prejudicial ao time (Incluindo as técnicas) e principalmente o fato de ele não ter uma mentalidade que busca a vitória a todo custo para passar para seus companheiros como o líder do time são coisas que prejudicam e muito o time de Orlando! O Howard é um ótimo jogador, e é isso que ele é. Ele ainda não assumiu o papel de líder dos companheiros. O Lebron não é o líder do Heat, é o Wade, mas isso não quer dizer que ele não entre com sangue nos olhos todo jogo querendo vencer a todo custo. E o Wade é assim num nível ainda maior que ele. E essa marca dos grandes jogadores e líderes, o Howard não tem, e isso afeta diretamente o rendimento do seu time ao longo do campeonato.


A verdade dessa temporada é que ela não teve um jogador que realmente jogou num nível acima dos demais. Não é sempre que temos isso, é verdade, mas sempre existe algum jogador que está claramente se destacando, como era o caso do Lebron ano passado, por exemplo. Ele tinha os números, a liderança, os intangíveis e fez o seu time ganhar tudo na temporada regular mesmo jogando em um time apenas mediano. A gente não tem um jogador desses nessa temporada, e por isso a gente fica achando tantos defeitos nos jogadores pra tentar achar um jogador lapidado no formato que a gente espera. Não tivemos um jogador assim. Mas isso não quer dizer, pelo menos pra mim, que não tivemos um MVP.


Eu falei ontem, quando comentei que o Tom Thibodeau era o meu técnico do ano, que fiquei bem chateado (talvez 'puto' seja a palavra mais adequada) quando soube que ele estava saindo do Boston Celtics e indo pro Chicago Bulls, já que eu gostava muito dele e achava ele genial. Mas isso também fez com que eu me identificasse mais com o Bulls e começasse a assistir cada vez mais jogos do time. O que foi ótimo, porque eu pude acompanhar, desde o começo da temporada, a ascenção do Derrick Rose. O Bulls começou o ano como um bom time mas em formação, que supostamente iria brigar com o Hawks pelo quarto lugar do Leste. Eu queria fazer um post sobre o Bulls faz muito tempo, mas nunca conseguia porque o Bulls nunca ficava saudável: Uma hora era o Carlos Boozer, outra o Joakim Noah, mas o Bulls nunca emendava uma sequência grande de jogos com o time titular pra que a gente pudesse analisar. Mas o Bulls continuou ganhando, ganhando, até que hoje é o campeão do Leste e um dos times mais temidos da NBA. E essa ascenção absurda tem dois nomes: Tom Thibodeau e Derrick Rose.

O ponto forte do time do Bulls - e também um dos argumentos mais usados por aqueles que não veem o Rose como o MVP da temporada - é, indicustivelmente, a defesa. O Thibodeau implementou sua mentalidade doentia e defensiva no time desde cedo, o Chicago começou a defender feito louco e o time tem a segunda melhor defesa da Liga em pontos por jogo e a melhor em Effective FG % dos oponentes e em pontos cedidos a cada 100 posses de bola. O time não é dos maiores pontuadores da Liga, tem apenas o 19º melhor ataque (11º se ajustado a cada 100 posses de bola), mas vence principalmente por causa da sua defesa sufocante. E isso é um mérito, como eu disse ontem, do Tom Thibodeau, porque o time não conta com grandes defensores individuais (só o Ronnie Brewer, no banco, e o Noah) e o próprio Rose, embora tenha melhorado e não seja um queijo suiço como o Steve Nash quando defende,  não é um defensor excepcional, e por isso muita gente diz que ele não é tão valioso assim porque o que ganha jogos é a defesa e o Rose não é um grande defensor.

Isso é muito verdade, e é inegável que o Bulls chegou ao topo do Leste por causa da sua defesa. E os números do Derrick Rose, embora bons o suficiente para um jogador estar na elite da Liga (24 ppg, sétimo da Liga, 7.8 assistências por jogo, 10º da Liga), não são também os melhores da Liga, estão abaixo de jogadores como Lebron, Howard e até o Kevin Durant, se contada a eficiência. Isso também é verdade. Mas eu já falei que números contam apenas parte da história quando a gente fala de basquete. E se por um lado o Bulls chegou aonde está em parte por causa do Thibodeau e sua defesa, também foi por causa do Rose.

O Thibodeau é um técnico novato. Tem muita experiência na Liga, mas como técnico, ele está começando agora. E ele chegou num time recém montado, onde começou a implementar seu estilo, tanto dentro como fora de quadra. Esse tipo de coisa nunca é fácil, jogadores nem sempre confiam em técnicos estreantes e geralmente demora para um time desses conseguir totalmente estar sob controle do técnico, algo muito importante quando seu técnico é tão bom e, como já dissemos, um dos grandes responsáveis pelo sucesso do time. O que aconteceu para o Thibodeau, no entanto, foi o Derrick Rose. O Rose assumiu tudo que seu técnico chegou pregando, tomou pra si a responsabilidade de liderar o time e começou a ser dentro de campo tudo que o Thibodeau pregava fora dele: ele joga com vontade do primeiro ao último minuto, não liga pros números, e se importa com a vitória mais do que qualquer coisa. Sem falar nada, sem fazer farol, o Rose cresceu pra se tornar o líder e a voz do técnico dentro do time, e foi o responsável pela mudança de postura do Chicago Bulls. O Bulls assumiu a personalidade do seu líder e melhor jogador dentro de quadra, o que acontece com os grandes craques nos grandes times. A vontade de o esforço que o Rose coloca a cada jogo e a cada treino é algo que motivou seus companheiros o ano todo a vencer, vencer e vencer. E é esse o tipo de líder que você quer para o seu time. Ele se importa, ele faz o que é necessário e joga com vontade o tempo todo. Mesmo que não afete a defesa do seu time com o seu jogo, ele afeta a defesa e todo o resto do seu time com a mentalidade e o compromisso que ele, como o líder e melhor jogador, fez o time assumir. Isso não pode ser medido, não pode ser contabilizado, mas isso é o tipo de coisa que faz os times vencerem!

Além disso, mesmo com uma defesa que toma apenas 90 pontos por jogo, você ainda precisa de um ataque que marque 91. E o Rose é o responsável por esse ataque estar funcionando. Ele é o único jogador do Bulls que sabe jogar com a bola na mão, o único que é um passador capaz de abrir espaços junto com o Noah, e o único capaz de criar o próprio arremesso. Seus companheiros - Boozer, Luol Deng, Kyle Korver - são ótimos pra finalizar as jogadas, mas precisam de alguem que fique com a bola e os ache em situações propícias, e o Rose é quem faz isso 90% do tempo. Ele tem, talvez, mais responsabilidades ofensivas do que qualquer outro jogador da Liga (tirando talvez o Steve Nash e o Chris Paul) e mesmo assim continua competindo, dando o sangue e ganhando jogos para o Bulls. Ele não cansa de treinar e evoluir seu jogo, melhorou sua distribuição de jogo e seu arremesso de três, e isso também foi responsável pela melhora do time, porque abre espaço para os outros jogadores. E foi ele que de repente virou um dos melhores closers de toda a NBA e liderou o time mesmo sem Noah e sem Boozer durante a maior parte da temporada, e fez o seu time ganhar. Isso, repito, não se mede nem se calcula, mas é o que faz a diferença a cada segundo de uma partida.

E por trazer tudo isso para seu time, e tornar esse time sem nenhuma outra estrela o melhor time da NBA, o Derrick Rose é meu MVP para a temporada 2011 da NBA, e se juntar a Magic Johnson, Oscar Robertson, Bob Cousy e Nash como os únicos armadores a terem ganho o prêmio.

E se você ainda não está convencido da história dos números, vou apresentar o problema que o Bill Simmons apresentou na sua coluna (genial, diga-se de passagem) para fazer o mesmo ponto.

"Te apresento dois jogadores:

Player A: 27.2 PPG, 10.1 RPG, 4.2 APG, 54% FG, 76% FT, 28.4 PER, 16.6 WS, 60% TS%, 1st-team All-Defense.


Player B: 29.2 PPG, 5.9 RPG, 3.8 APG, 48% FG, 81% FT, 26.3 PER, 17.1 WS, 55% TS%, 1st-team All-Defense.


Quem era melhor? É apertado, mas você escolheu o jogador A, certo?? Bom, esses são os números combinados de Karl Malone e Michael Jordan para as temporadas 1997 e 1998 da NBA. Você acabou de escolher Malone. Obrigado e dirija com cuidado." - Bill Simmons em "NBA Power Poll: The contenders"

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Prêmios de final da temporada - NBA

A temporada regular está chegando ao seu fim (Aleluia!) e os playoffs já vão começar, mas como ninguém parece disposto a ficar quieto (O Thunder, que até uma semana atrás parecia morto no quarto lugar, já está a um jogo do Lakers, que está em segundo) e então não ta dando pra saber antecipadamente os confrontos dos playoffs pra começar a soltar os preview agora, vai ficar uma zona isso aqui quando finalmente acabar a temporada.

Mas fim de temporada também quer dizer que está na hora de anunciar os ganhadores (ou os candidatos, sei lá) dos prêmios individuais que a NBA distribui todo ano: MVP, Defensive Player of the Year, Rookie of the Year, Sixth Man of the Year, Most Improved Player e Coach of the Year . E se eu já reclamava que os prêmios da NFL eram subjetivos e sem um critério definido, os da NBA são 100 vezes piores, um dos motivos pelos quais eu estava relutante em fazer um post desses. Mas no final a diversão prevaleceu sobre o bom senso e eu vou dar meus palpites e meus critérios pra cada um desses prêmios malucos, começando por...


"COMO ASSIM ELES FIZERAM CINCO PONTOS?"

Coach of the Year (Técnico do ano)
A premissa é simples: Quem foi o melhor técnico nessa temporada? Mas claro que na hora do vamos ver nada é simples assim. O melhor técnico é o que tem mais vitórias? O que fez mais com menos? O que mudou tudo e viu seu time melhorar? O que teve uma sequência sem mudar nada? Bom, resumindo, não existe (pra variar) um critério aqui. Cada um usa o critério que achar melhor pra avaliar essa simples questão, "Quem foi o melhor técnico dessa temporada?", e não é a toa que tanta gente discorda quanto à resposta, afinal cada um usa o seu critério. E eu usei o meu pra nomear o Tom Thibodeau o técnico do ano da NBA.

O Chicago Bulls é, talvez, o melhor time da NBA no momento, tem o melhor record do Leste e ainda conta com uma escorregada do Spurs pra ficar com o melhor geral. O time chegou pela primeira vez a 60 vitórias desde que um tal de Michael Jordan se aposentou e é apontado por muitos como o favorito ao título. E é um time que ano passado mal chegou ao oitavo lugar do fraquíssimo Leste graças à lesão do Chris Bosh que tirou as chances do Toronto! Tudo bem, tem muita coisa que fez o Bulls passar de figurante pra favorito, um certo armador evoluiu com uma velocidade absurda, o time trouxe novos jogadores, mas o Bulls virou o time que é graças à sua defesa. O Tom Thibodeau é a mente defensiva mais insana que o mundo já viu desde a Segunda Guerra Mundial e ele foi o responsável pela defesa insandecida que o Celtics teve nos últimos anos (e também pelo prêmio de técnico do ano do Doc Rivers). Ele é um gênio, ele que parou Lebron James nos playoffs do ano passado e eu quase chorei quando soube que ele tava saindo do Celtics. E ele levou essa sua defesa pra Chicago, implementou seu esquema rígido por lá, aproveitou a chegada do Carlos Boozer (O primeiro jogador de garrafão decente do Bulls no ataque desde... Elton Brand?) pra montar um esquema ofensivo simples mas eficiente e implementou a defesa nos seus moldes desde cedo. E ele também foi responsável pela evolução do Derrick Rose dentro e fora de quadra, os dois se complementam perfeitamente e se hoje o Bulls é o que é, é por causa da mente doentia do Thibodeau e do talento insano do Derrick Rose. O Thibodeau leva aqui o meu voto pro seu prêmio individual. O do Rose...

Menções honrosas: Greg Popovich e seu Spurs que mais parece o Suns que eles tanto massacraram, Doug Collins e a bizarra ressureição do Sixers, George Karl e o Denver Sem-Carmelo-Mas-Melhor-Que-Nunca e por fim Nate McMillan e o Blazers.


Essa foto precisa MESMO de legenda?

Sixth Man of the Year (Sexto homem do ano)
O prêmio dado pro melhor jogador que jogou mais de metade das suas partidas saindo do banco de reservas, é meio estranho porque muitos jogadores tem minutos de titulares mesmo vindo do banco, mas pelo menos ele define bem UM dos critérios, o critério do "sexto homem". "Sexto homem" é a denominação comum usada para um jogador que é sempre a primeira opção do banco de reservas e que geralmente tem minutos de titular. Esse ano esse prêmio vai ser do Lamar Odom, mas de certa forma por falta de concorrência.

Não tou tentando questionar o talento e a importância dele, longe disso, eu adoro o Odom, mas eu não preciso discorrer aqui sobre a importância dele e o que ele faz de tão bom pra ser o sexto homem do ano simplesmente porque ele não tem uma concorrência séria. Eu podia ficar aqui falando de como ele foi importantíssimo pro Lakers com o Andrew Bynum machucado, como o Odom é um missmatch ambulante de dois metros de altura e que portanto pode ser o diferencial em qualquer jogo apertado, mas eu simplesmente não preciso. Quer dizer, quem seriam os concorrentes do Odom? Jason Terry? James Harden? Jamal Crawford?

O James Harden tem jogado muito bem ultimamente e tem sido importantíssimo pra desafogar o Thunder quando vem do banco, mas ele só assumiu de vez o papel de sexto homem agora. Foi o melhor depois do Odom, é verdade, mas ele começou o ano sem um papel muito definido no time, chegou a perder minutos pro Daequan Cook (Uma especie de Jason Kapono que pelo menos sabe se movimentar) e volta e meia tinha um bom jogo. Agora o Harden assumiu de vez o papel de sexto homem do time desde a saída do Jeff Green e tem sido um ótimo reserva, mas o Odom jogou bem o ano todo, não da pra comparar.

O Terry é um bom reserva, mas ele só sabe jogar no quarto período (O que não é ruim, mas também não é ótimo) e embora volta e meia exploda em algum jogo e tenha um pick and pop com o Dirk Nowitzky impossível de ser marcado, ele não tem sido nem de longe um jogador confiável para o Mavericks, as vezes o melhor jogador do banco do time é o Shawn Marion. E o Jamal Crawford não é nem sombra do jogador que foi ano passado e deve estar de saida, ponto final. O Odom é ótimo, baita jogador e tem milhões de argumentos a favor dele pra esse prêmio. Mas a verdade é que ele também não tem concorrência.


Aldridge está tentando entender como o Love não ganhou esse prêmio


Most Improved Player (Jogador que mais evoluiu)
Finalmente chegamos no prêmio mais subjetivo da história do mundo. O jogador que mais evoluiu consegue ser mais abstrato que 'jogador mais valioso', e eu falo sério. Como voce mede um jogador que evoluiu? Como o Bill Simmons sempre fala, não adianta olhar só pra estatísticas, isso é basquete e não baseball (Sim, ele ta avacalhado, mas ele tem um ponto). Não importa a mudança nos números, o que importa é o que levou a essa mudança. O Kevin Love é sensacional, eu sou fã dele desde quando ele era calouro, não canso de falar o quanto ele é impressionante, mas quem viu o Kevin Love jogar ano passado sabe que ele não mudou muito. O que acontece é que depois da saída do Al Jefferson o Love virou titular, ganhou mais minutos e o papel de ser a estrela do time em quadra. Não importa se o time perde por 40 desde que o Love esteja jogando bem, o Wolves deixou bme claro que não liga pra perder por enquanto. Com mais minutos e um papel mais importante, o Love aumentou em muito seus números pra um patamar absurdo, mas seu jogo continua basicamente o mesmo. Ótimo, mas o mesmo.

Eu também sigo outro critério pessoal, de que quanto melhor o jogador é, mais difícil é para ele evoluir (Menos áreas pra evoluir, por exemplo), e portanto uma melhora do Dwyane Wade é proporcionalmente melhor que uma melhora no JaValle McGee (Que se fizer uma cruzadinha já concorre a esse prêmio). Por isso meu voto vai pro Lamarcus Aldridge. O Aldridge era um bom ala de força, mas era chamado demais de 'soft' e jogava muito longe do garrafão, vivia dos seus arremessos de meia distância e podia fazer seus 20-25 pontos num dia bom mas não era um jogador que fosse um grande diferencial por muito tempo. E isso mudou absurdamente, agora o Aldridge parte pra dentro do garrafão, cava faltas, pega rebotes de ataque, da enterradas e isso tudo ainda acertando arremessos de meia distância. Ele melhorou um pouco como reboteiro, mas sua maior melhora foi dar uma nova dimensão ao seu jogo ofensivo, essa capacidade de bater pra dentro e pontuar no muque, e isso abriu um pouco mais pro seu jogo de meia distância. O Blazers perdeu Brandon Roy, perdeu Greg Oden (Nossa! Sério?!) mas o Aldridge segurou as pontas, levou o time nas costas e se o Blazers vai aos playoffs com a esperança de aprontar uma zebra, é porque o Aldridge evoluiu para o nível de estlela, e essa evolução vai muito além dos números. O motivo dele ser meu MIP.

Menções honrosas para o Kevin Love (Eu ainda vou me jogar da janela por não dar esse prêmio pra ele), pro melhor Role Player da Liga, o Arron Afflalo, pro Dorrell Wright, que ta fazendo tudo que o Heat queria quando mandou ele embora, e pra máquina de tocos Serge Ibaka. Ah sim, o Dwight Howard também merece ser lembrado, ele teve uma melhora absurda.


O poster é épico e auto explicativo. Sem mais.

Rookie of the Year (Calouro do ano)
Sinto muito John Wall, voce merece uma menção muito honrosa, tem tudo pra ser uma estrela na Liga, mas nenhum calouro chega perto desse monstro. Ele é o único jogador com média de 20 pontos, 12 rebotes e 3 assistências em toda a NBA, foi o jogador mais divertido de longe de se ver jogar e tem "Estrela" escrito na testa. E ele fez o mundo todo assistir jogos do Clippers, merece o prêmio e uma cobertura no Hawaii só por isso. Blake Griffin foi Blake Griffin, e ninguém mais foi. Ponto. Ah sim, ainda teve isso aqui, mas quem liga?

Tocos bizarros são a especialidade do Dwight. Além das cotoveladas.


Defensive Player of the Year (Jogador defensivo do ano)
Jogadores de garrafão são mais reconhecidos como jogadores defensivos porque jogam mais próximo da própria cesta na defesa e por isso são responsáveis por tocos e rebotes de defesa na maioria das vezes. E quando vemos o Marcus Camby recebendo esse prêmio, a gente percebe que o que realmente é valorizado aqui são tocos e rebotes de defesa. Isso muitas vezes distrai as pessoas que votam da defesa de perímetro que alguns jogadores exercem e que muitas vezes é tão importante quanto - se não mais que - a defesa no garrafão. E temos dois ótimos exemplos nessa temporada que merecem uma menção honrosa: Grant Hill e Andre Iguodala. O Hill, que tem 38 anos, de repente se reinventou como um defensor de perímetro absurdo, responsável por dar a jogadores como Kobe Bryant e Kevin Durant alguns dos seus piores jogos na temporada, e o Iguodala é um dos principais responsáveis pela ressureição do Sixers, defendendo todo santo dia o melhor jogador de perímetro da equipe adversária e sendo responsável por muitos dos contra ataques do Sixers.

Dito isso, não da pra não votar no Dwight Howard pela terceira vez seguida. O Dwight não é um grande defensor individual, ele costuma sofrer bastante com jogadores mais técnicos como Pau Gasol, Tim Duncan e até o Roy Hibbert no mano a mano, mas quando o assunto é defender o garrafão, ele ainda é o que mais faz a diferença na NBA. Seu time está recheado de jogadores como Jason Richardson, Gilbert Arenas e Hedo Turkoglu que não defendem nem no 21 e mesmo assim o Magic continua sendo um time com bons números defensivos e que é o segundo melhor da Liga em pontos sofridos próximos à cesta, só perdendo pro Lakers. E isso acontece porque o Dwight está lá pra defender o garrafão. Não sou o maior fã do mundo do Dwight Howard, mas nenhum jogador é tão importante defensivamente para seu time como o Superman.

Menção honrosa também para dois grandalhões que fazem muito bem o papel defensivo nas suas equipes, Tyson Chandler e Kevin Garnett.

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Opa, o MVP está faltando! Sim, ele está faltando porque eu acho que esse assunto merece ser aprofundado melhor e portanto merece um post à parte. Ele vai vir provavelmente amanhã, então não deixem de conferir.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Two-Minute Warning - NFL E NBA

Two-Minute Warning, pra quem não sabe, é o nosso post de quando a gente trata de dois assuntos diferentes. O Boston Red Sox, ainda, não vai ganhar um post. E tudo bem, hoje é uma versão light. Estou esperando os playoffs e o estagiário terminar o post dele.
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Você teria coragem de dizer não pro DeMaurice Smith?

Para quem não sabe, essa quarta foi o dia da tão esperada audiência entre NFL e os jogadores que estão processando a Liga. Para entender toda a situação envolvendo o lockout eu recomendo que vocês leiam um dos melhores posts do blog (modestamente), onde eu explico tudo, inclusive o que são essas ações. Mas resumidamente, uma vez que a NFL impôs o lockout aos jogadores o impedindo de ter qualquer contato com seus clubes - e portanto não recebendo o salário desse período - vários jogadores da NFL entraram com ações na justiça acusando a NFL de monopólio e pedindo o fim do lockout. Vale ressaltar que essa ação era o plano da NFLPA desde o começo quando pediu para ser dissolvida. Pra entender direito é melhor ler o post mesmo, é um assunto muito dificil pra resumir.

Bom, essa ação na justiça aconteceu quarta, em Minessota. A Juiza Susan Nelson ouviu os argumentos de ambos os lados, da NFL a favor e dos representantes dos jogadores contra o lockout. Vale notar que os jogadores, ou pelo menos os principais, não compareceram ao julgamento. Eles sabem que essa não é uma briga só deles, e isso só deixou mais claro. A ação precisa ser individual para ser reconhecida, mas ela nao partiu apenas desses jogadores, e sim da NFLPA como um todo.

Agora a Juiza Nelson declarou que vai pensar no assunto e que precisa de 'umas duas semanas', ou seja, o resultado só vai sair lá pelo dia 20 mesmo, bem perto do Draft. É passível de recurso, embora pouco provavelmente o recurso vá mudar alguma coisa: Se as negociações, após o primeiro veredito, não estiverem progredindo, é possível que o perdedor tente recorrer, mas isso provavelmente faria com que a temporada fosse atrasada. A NFL e a NFLPA, por outro lado, já manifestaram o desejo de retomar as negociações com o auxilio de mediadores. A NFL quer a mediação em Washington, onde as negociações estavam acontecendo, e a NFLPA quer a mediação em Minessota, onde a ação está acontecendo. Mas parece que ambos os lados estão dispostos a conversar enquanto a decisão não sai, e é possível que isso acelere as resoluções uma vez que saia o veredito. A NFLPA já incluiu DeMaurice Smith, um dos seus principais chefes, entre os envolvidos na ação para que ele possa ir negociar, e parece que o negócio está andando.

Mais informações ainda estão por sair e muitas coisas estão por decidir, mas essa retomada nas conversações já é um pouco animadora. Uma resolução não vai sair até que saia o veredito, é muito improvável, mas a retomada nas conversas quer dizer que uma vez que saia o veredito ambos os lados já estão conversados e isso pode causar um encurtamento nas negociações posteriores. Enquanto esperamos algo mais concreto, nós temos pelo menos que ter esperança com esses pequenos avanços.
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"E essa temporada regular que não acaba nunca...?"

A NBA finalmente está com seus playoffs formados. Dos 16 times que se classificam pra pós-temporada (Não é meio bizarro 16 de 30 times classificarem?) 15 já estão definidos e uma vitória hoje do Grizzlies sobre o Kings já garante Memphis como o último classificado, e ninguém realmente espera que o Kings ganhe. Por isso os classificados já estão praticamente definidos: Bulls, Celtics, Heat, Magic, Hawks, 76ers, Knicks e Pacers pelo Leste e Spurs, Lakers, Mavericks, Thunder, Nuggets, Blazers e Hornets pelo Oeste. Enquanto os confrontos não forem definidos oficialmente, a gente vai se conter, mas assim que eles oficializarem, a gente vai trazer os reviews de todos os 8 jogos! Sim, todos os oito, provavelmente num espaço de três ou quatro dias!! Trabalho escravo, eu sei, por isso peço que vocês entendam uma possível falta de posts pelos próximos dias. A gente tem que preparar tudo e deixar tudo em dia fora do blog pra poder se dedicar a ele 100% quando os playoffs chegarem. E ainda temos nossos palpites de final de ano pros prêmios individuais, claro. Bom, fiquem ligados, assim que der a gente volta com novidades. E que venham os playoffs!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mock Draft 1.0

Finalmente chegou! O nosso tão esperado e comentado (pelo menos por mim) Mock Draft! Ta bom, o Mock Draft era pra ter saído ontem a tarde, mas fiquei sem luz em casa e não deu pra postar. Mas hoje ele ta aqui. Mas antes, alguns esclarecimentos:

O Mock Draft nada mais é do que nossos palpites pra escolhas do Draft com base na ordem inicial do Draft. Na hora do vamos ver, muita gente faz trocas pra subir de posição no Draft, muitos outros fazem trocas para aumentar o número de escolhas, e alguns até pra negociarem jogadores. Isso quer dizer que na hora vamos ver muitos times mudando sua posição através de trocas. Como isso é muito imprevisível, a gente não leva em conta essas mudanças, toma a ordem inicial como dada e trabalha com base nisso.

Segundo que, se você não costuma entrar no blog, a gente fez uma série de posts sobre o Draft que podem ajudar vocês a entenderem melhor essa bagunça. Eles são:


Eles explicam muitas coisas: Como funciona o Draft, como vai funcionar essa temporada, as posições com falta e excesso de bons jogadores, como funciona um Mock Draft, como são avaliados os jogadores que fazem o salto da NCAA pra NFL e por fim uma rápida passagem pelos principais QBs do Draft.

Bom, nada mais a acrecentar, vamos a isso. Se alguem discordar, concordar, quiser dar seu palpite ou algo assim, sinta-se a vontade, faz tempo que ninguém (nem minha mãe) comenta algo aqui. Lembrando que a escolha de cada time está em negrito, sublinhado e itálico, pra facilitar a identificação no meio de tanto. texto

Mock Draft 1.0

1ª escolha: Carolina Panthers
Essa é bem difícil. Já falei muitas vezes de que, pela falta de um Franchise QB disponível no Draft, essa escolha não é consensual. Muitas vezes, nessas situações, times desesperados pegam o QB que parece ser o melhor disponível mesmo que todo mundo saiba que ele não é uma escolha tão segura. O melhor exemplo recente é - como esquecer? - Jamarcus Russell, que na época era cotado junto com o Brady Quinn como os principais QBs mas nenhum deles era uma certeza.

Ainda assim, sem o Andrew Luck no Draft, acho que o Panthers não vai arriscar um QB sendo que os disponíveis não são confiáveis para se gastar uma primeira escolha e entregar nas mãos a Franquia. Além disso, Jimmy Clausen merece mais uma chance. Por isso, acredito que o Panthers vai reforçar a defesa que o novo técnico Ron Rivera tanto preza, começando pela linha defensiva. Assim, o Panthers escolhe o DT Marcell Dareus. Ele tem tamanho, boa coordenação motora e sabe forçar passagem pelo meio da linha adversária, e parece um ótimo pilar pra reconstrução da defesa do Panthers. Assim, o Panthers continua com um ataque horroroso (que ainda deve perder o RB DeAngelo Williams) e tem a chance de ter novamente a pior campanha da NFL e então, finalmente, draftar Andrew Luck. Mas, lógico, isso não é garantia de nada.

2ª escolha: Denver Broncos
Outro time que draftou um QB em 2010 (Tim Tebow) e que conta com um técnico novo. John Fox também é um técnico com uma mentalidade defensiva e a fragilidade da linha defensiva do Broncos em 2010 depois da lesão do Elvis Dumerville vai fazer com que outro DL saia nessa posição. A melhor escolha aqui seria, a meu ver, Dareus, mas como eu acho que ele vai estar enchendo a cueca de dinheiro no Panthers quando o Broncos for escolher, eles vão pegar o DL Da'Quan Bowers. Bowers teve algumas questões sobre lesões e sobre o fato de ter tido apenas uma temporada produtiva em três anos no College. Mas ela foi, de fato, muito produtiva, e o seu Pro Day, além de sólido, mostrou que seu joelho está saudável. Deve reforçar a defesa frágil de Denver. Alguns dizem que Denver estaria interessado num QB, mas ainda não vejo essa como a hora pra desistir do Tebow.

3ª escolha: Buffalo Bills
Acho que o Blaine Gabbert vai ser uma tentação pro Bills, não ficaria nada surpreso caso fosse a escolha deles, mas Ryan Fitzpatrick mostrou ano passado que pode tapar o buraco a curto prazo, e o OLB Von Miller é simplesmente bom demais pra deixar passar aqui. O Bills precisa urgentemente melhorar o pass rush da sua defesa 3-4 e Miller é um eicaixe perfeito pra situação. A meu ver, essa situação é mais urgente do que a do QB, que só deveria ser endereçada caso se tivesse um QB de elite disponível. O que não é, aparentemente, o caso.

4ª escolha: Cincinnati Bengals
Finalmente, um Quarterback. Carson Palmer já disse que quer ser trocado e que se continuar em Cincinnati ele vai se aposentar, e acreditem, ele não está brincando. A defesa do Bengals em 2010 não foi nem sombra da defesa de 2011, mas o maior problema do Bengals na temporada ainda foi a incapacidade do Palmer de jogar em... não digo nem 'alto nível', só jogar num 'nível' já estaria ótimo! Mas ele foi horroroso, o Bengals não tem ninguém no banco pra substitui-lo, e não vejo no time as condições ideais para draftar e evoluir um QB na segunda rodada, embora possa ser o caso. A questão aqui fica: Qual Quarterback? Eu acredito que o time vai pegar o Blaine Gabbert mesmo, embora eu realmente não tenha uma razão pra preferir o Gabbert ao Cam Newton aqui. Mas de qualquer forma, acho que o Gabbert, pelo estilo de jogo e por ser uma escolha menos arriscada, vai sair aqui.

5ª escolha: Arizona Cardinals
O Cardinals fez de tudo pra esconder ano passado, mas o fato é que o time não merece sequer ser chamado de time desde que o Kurt Warner se aposentou. Um time que foi ao Super Bowl em 2008 e chegou nas semifinais de conferência em 2009, com a saída de Warner, de repente caiu pra um time que venceu apenas cinco jogos. E o Cardinals tentou de tudo: Trocou pelo Derek Anderson, usou os calouros Max Hall e John Skelton, e só faltou colocar o Larry Fitzgerald pra lançar. Agora, a situação ta insustentável, eles precisam aproveitar o Fitz, e por isso Cam Newton vai para Phoenix. Com seu estilo atlético de sair do pocket e criar com as pernas, acho que pode ser um bom encaixe no esquema do Ken Whisenhunt. Se a Free Agency reabrir antes do Draft, acho bem possível imaginar o Cardinals fazendo uma troca pelo Kevin Kolb e pegando outro jogador aqui.

6ª escolha: Cleveland Browns
O WR AJ Green, cotado como o melhor jogador ofensivo do Draft, vai finalmente sair aqui. O Browns precisa de muitas coisas, mas a prioridade é dar um alvo de confiança pra continuar a evolução do Colt McCoy, que se já parecia bom lançando pro Mohamed Massaquoi e pro Ben Watson, imagina com o Green, que é um tremendo jogador e, ao contrário do Dez Bryant do ano passado, parece ter uma cabeça boa pra evitar disperdiçar seu talento.

7ª escolha: San Francisco 49ers
O time precisa desesperadamente de um QB, é de chorar seu único QB sob contrato ser o David Carr, mas aqui o time não pode pegar outro senão o CB Patrick Peterson, pra muitos o melhor jogador do Draft. Aliás, seria praticamente um natal antecipado para o novo técnico Jim Harbaugh se o Peterson realmente caísse pro Niners, mas é bem possível que aconteça. Assim, o Shawnte Spencer pode voltar pro Nickel, onde joga melhor, e o time consegue reforçar sua maior fraqueza na defesa, a secundária. Além disso, o 49ers é o time com mais escolhas (12) no Draft. É mais provável que o time use algumas delas pra subir sua escolha de segunda rodada e pegar Jake Locker, Ryan Mallet ou até o Colin Kaepernick.

8ª escolha: Tennessee Titans
Outro time que precisa desesperadamente de um QB pra recomeçar a vida depois da saída do Vince Young, mas a oitava escolha é uma escolha alta demais para isso se Gabbert e Newton já tiverem saído. É bem possível que o Titans troque essa escolha pra descer até o meio da primeira rodada e pegar Mallet ou Locker. Caso fique aqui, deve reforçar sua linha defensiva, e o melhor jogador disponível é o DT Nick Farley. Farley tem questões sobre sua ética de trabalho, que podem ser resolvidas no Titans já que vai trabalhar com seu ex-técnico do College Tracy Rocker, mas sem dúvida é um ótimo jogador. Lembra o antigo queridinho do time, Albert Haynesworth.

9ª escolha: Dallas Cowboys
O Dallas precisa reforçar sua secundária e sua linha ofensiva, mas talvez seja um pouco cedo para pegar qualquer um dos OLs disponíveis, por isso aqui a escolha vai ficar entre o CB Prince Amukamara e o DE JJ Watt. Embora eu ache que o Amukamara seja um encaixe melhor no time, o Watt é mais difícil de deixar passar, é um DE que joga seu melhor no esquema 3-4 do Dallas e que libera as grandes armas da defesa do time: Jay Ratliff e Demarcus Ware. O Bears de 2010 já provou que um bom pass rush pode melhorar em muito uma secundária, e o Cowboys pode tirar vantagem disso. E o potencial desse garoto parece ilimitado.

10ª escolha: Washington Redskins
O Redskins precisa urgentemente de um WR, mas os problemas com QB do time vão fazer com que o time não vá nessa direção nesse Draft, afinal de que vale um grande WR sem um QB decente? O time deve ficar mesmo com o DE Robert Quinn. A defesa do Redskins deu uma grande piorada em 2010 mas se reforçou com o OJ Atogwe e deve continuar se focando em melhorar novamente sua defesa. Quinn é bom demais pra ignorar a essa altura.

11ª escolha: Houston Texans
O Texans precisa de um CB desde que o Dunta Robinson saiu do time, e por isso chegou a vez do CB Prince Amukamara, a não ser que ele fique por Dallas, lógico. Os problemas do ataque parecem mais pontuais, Arian Foster emergiu como uma força dentro da Liga, e por isso a defesa do Texans deve ser realmente a prioridade, ainda mais quando o objetivo do time é desbancar o Peyton Manning. Além disso, Amukamara tem um nome legal demais pra simplesmente fazer vista grossa.

12ª escolha: Minnesota Vikings
Mais um time com problemas de Quarterbacks, o que parece ser uma constante nesse Draft. Sem chances ainda de draftar Mallet ou Locker, então o Vikings vai aproveitar a abundância de Defensive Linemans nesse Draft e achar no DE Cameron Jordan o substituto pro Ray Edwards, que deve estar de saída. Um WR também pode pesar aqui porque o Sidney Rice deve sair, mas sem um QB, não adianta ter um WR, assim como no Redskins.

13ª escolha: Detroit Lions
Um bom QB (que eles rezam pra que fique saudável), um RB promissor, um dos grandes WRs da Liga e o melhor DT da NFL. O Lions tem feito seu dever de casa direitinho no que diz respeito a reconstrução, e o próximo passo pro Lions é um offensive lineman, até pra tentar impedir que o ombro do Matthew Stafford esfarele pela milésima vez. Em uma classe pobre de OLs, o melhor parece ser o OT Tyron Smith, cujo valor tem subido absurdamente desde o combine e que parece estar um pouco acima do outro candidato a melhor OT do Draft, Anthony Castonzo.

14ª escolha: Saint Louis Rams
O Rams achou seu Franchise QB no último Draft, agora precisa dar a ele as condições para continuar evoluindo, e Sam Bradford precisa de duas coisas para isso: Um alvo e um protetor confiáveis. A primeira parece mais urgente e parece também oferecer a melhor possibilidade no WR Julio Jones, mas também parece mais improvável que ele caia até aqui depois de um combine brilhante. Como no meu Mock Draft ninguém pegou Jones, ele vai para o Rams.

15ª escolha: Miami Dolphins
Em 2009, o Miami Dolphins foi pra pós temporada com base em um QB que cometia poucos erros e um ataque terrestre incrível. Em 2010, eles foram um dos piores ataques terrestres da Liga. E em 2011, seus dois RBs viram Free Agents. Por isso, o time vai correr atrás do RB Mark Ingram, vencedor do Heissman Trophy e melhor RB disponível na noite, pra reforçar essa área do time, e também para dar um alvo de segurança em terceiras descidas pra quem quer que seja o QB do time.

16ª escolha: Jacksonville Jaguars
O time melhorou seu pash rush em 2010, mas não pode parar por aí. Com Jones e Green fora do Draft, um WR não deve sair aqui, então a escolha deve ser o DE Aldon Smith, pra fazer par com o Aaron Kampman. O Jaguars fez uma boa escolha com Tyson Alualu ano passado, e deve querer mais do mesmo, deixando passar Ryan Kerrigan pra pegar Smith.

17ª escolha: New England Patriots
O Patriots precisa de jogadores de defesa, mas o time sofreu muito com a pressão no seu QB nos playoffs e pode usar o OT Anthony Castonzo se ele cair até aqui. A linha ofensiva está ficando velha e o Patriots precisa de sangue novo por lá pra combinar com o resto do time. Além disso, com o novo estilo de jogo do Patriots, que usa e abusa do jogo terrestre, Castonzo e sua habilidade de bloquear vai ajudar, e muito.

18ª escolha: San Diego Chargers
O Chargers precisa melhorar sua linha defensiva, e o DE Ryan Kerrigan caindo até aqui é tudo que o Chargers queria. Ele também pode jogar de OLB em um esquema 3-4 ou em formações especiais, e isso também vai depender da forma com que o novo coordenador defensivo Greg Manusky vai comantar a defesa. Mas o talento de Kerrigan, principalmente para forçar fumbles, é o que o Chargers precisa agora.

19ª escolha: New York Giants
A linha ofensiva é a prioridade clara do Giants, maior do que o corpo de LBs. A dúvida pro Giants vai ser entre pegar um tackle ou um guard. Eu fico com o guard, o Mike Pouncey, irmão do Maurkice Pouncey do Steelers. O Eli Manning não é um dos QBs mais confiáveis da galáxia e pra ele trabalhar com espaço o jogo terrestre do Giants precisa funcionar como funcionou no começo da última temporada, e se o Pouncey jogar tão bem quanto o irmão gêmeo, o Giants achou um Guard de elite pelos próximos treze anos.

20ª escolha: Tampa Bay Buccaneers
O time mais legal da Liga solidificou o meio da sua defesa com suas escolhas de Draft do ano passado, e agora precisa de alguém capaz de colocar pressão no QB pelo lado de fora. O técnico Raheem Morris é muito criativo nos seus esquemas e precisa de alguém capaz de colocá-los em prática. E acho que aqui tem que ser o DE Adrian Clayborn. O Akeem Ayers é um ótimo OLB, mas ele funciona melhor em esquemas 3-4, enquanto o Clayborn parece ser o melhor pra jogar no 4-3 do Tampa Bays.

21ª escolha: Kansas City Chiefs
O Kansas tem um ataque bom, mas precisa de um WR e um OT pra evoluir pro próximo nível. Ainda assim, a maior necessidade do time é bife, e o DT Phil Taylor pode ser o melhor Nose Tackle desse Draft pra dar pra defesa do Chiefs - que já tem uma boa secundária e um dos melhores pass rushers da Liga de 2010 em Tamba Hali - a presença na linha defensiva que o GM Scott Pioli  tanto gosta.

22ª escolha: Indianapolis Colts
A linha ofensiva do Colts, que por tanto tempo foi uma das melhores da NFL protegendo o QB, está dando sinais de idade e na temporada passada o Manning só não virou paçoca porque ele é um monstro em ler e reagir à defesa adversária se livrando rapidamente da bola. O Colts precisa urgentemente de um jogador de linha ofensiva capaz de proteger seu QB logo que for draftado (não adianta nada draftar um cara cheio de potencial e esperar o Manning apodrecer), e por ísso o time vai atrás do OL Gabe Carimi. O Nate Soldier é bom e tem muito potencial, mas precisa de um tempo ainda e o Carimi é pra entrar e jogar 10 anos seguidos.

23ª escolha: Philadelphia Eagles
O Eagles tapou os buracos da linha ofensiva com as performances absurdas do Michael Vick saindo do pocket temporada passada, mas essa estratégia não funciona quando a linha ofensiva colapsa pra dentro e obriga o Vick a jogar de dentro do pocket, e por isso o Eagles vai buscar o Nate Soldier, afinal é um time que não tem a pressa do Colts.

24ª escolha: New Orleans Saints
O Saints está voltando para mais uma tentativa de chegar ao título, e por isso precisa de um jogador capaz de entrar e produzir imediatamente. Com a chegada do Shaun Rogers, o Saints passa a ter um OLB como prioridade defensiva sobre um DT, e por isso eles devme pegar o OLB Akeem Ayers, que tem a versatilidade que o Gregg Williams tanto gosta.

25ª escolha: Seattle Seahawks
Espero estar enganado nessa, porque quero muito ver esse jogador indo pro meu 49ers, mas acho que o Seahawks vai começar a puxar a segunda leva de Quarterbacks desse Draft com o Jake Locker. O time precisa de um QB pro futuro, e ainda pode reassinar por dois anos com o  Matt Hasselback e deixá-lo de titular enquanto espera o Locker desenvolver seu jogo de dentro do pocket. Como já disse, pode ser o steal dessa primeira rodada.

26ª escolha: Baltimore Ravens
O Ravens tem um ótimo corpo de WRs em termos de talento, mas ele ainda precisa de versatilidade. Seus WRs são ótimos quando tem espaço pra trabalhar pelo meio da defesa adversária, mas para isso o time precisa de um jogador rápido capaz de puxar a cobertura. No Draft, o melhor jogador com essas características disponível é o WR Torrey Smith, e se ele fizer seu trabalho direito o Ravens pode finalmente aproveitar ao máximo o talento do seu corpo de recebedores.

27ª escolha: Atlanta Falcons
O Falcons precisa de um WR, mas os três melhores já estão fora do Draft a essa altura, e essa necessidade deve ficar para a segunda rodada. O Falcons aqui deve se preocupar com a defesa, de preferência com a secundária. O Falcons pode pegar o Aaron Williams, que joga tanto de CB como Safety e não tem os problemas extra-campo do Jimmy Smith.

28ª escolha: New England Patriots
A escolha mais interessante do Draft, a meu ver. Na segunda rodada, temos Bills, Broncos, Titans, Redskins, Vikings e 49ers escolhendo com alguns intervalos entre eles, mas nessa ordem. Todos times que poderiam usar um QB, mas que correm o risco de ver tanto Locker como Mallet fora do Draft a essa altura. Some isso ao fato de que o Bill Belichick é viciado em negociar escolhas de Draft pra conseguir mais jogadores, e chegamos ao fato de que o Patriots tem uma posição que muita gente está louca pra conseguir e provavelmenta vai estar disposto a negociar. O resultado, a gente só imagina, mas eu realmente espero uma troca aqui. Se não ocorrer, o Patriots pode pegar o DT Muhammad Wilkerson, mas... acho que ninguém realmente considera isso.

29ª escolha: Chicago Bears
Caso o Patriots realmente troque a escolha acima - o que é tudo menos improvável - o Bears poderia tentar sua sorte com Wilkerson, mas com CB Jimmy Smith caindo até aqui, o Bears tem que aproveitar a chance de reforçar sua secundária esburacada.

30ª escolha: New York Jets
O Jets vive e morre com sua defesa, e sua defesa é especialista quando o assunto é colocar pressão no adversário. O LB Justin Houston é um jogador muito físico, que joga bem no esquema 3-4 e que pode trazer à mente doentia do Rex Ryan mais esquemas pra aproveitar sua defesa com o Houston do lado oposto ao Calvin Pace no que diz respeito a atacar o Quarterback.

31ª escolha: Pittsburgh Steelers
 Com uma escolha tão alta, o Steelers deve fazer juz ao seu histórico de pegar o melhor jogador disponível, e esse é o OL Derek Sherrod. A linha ofensiva do Steelers rendeu bem ano passado com a chegada do Pouncey, mas machucou demais e a falta de reservas pesou. O Sherrod pode não jogar de titular desde o começo, mas pode ser uma boa jogada de segurança.

32ª escolha: Green Bay Packers
O Johnny Jolly, depois de perder a temporada passada inteira por suspensão por posse de drogas, acabou de se envolver em mais problemas com a lei. A paciência do Packers, depois da pós-temporada sensacional do BJ Raji, deve estar se esgotando, e o DL Cam Heyward é um bom jogador, pode jogar de DT ou de DE e que se conseguir produzir com consistência vai ser um grande achado pra essa defesa.



Ufa, acabamos. Espero que vocÊs tenham gostado, deu um trabalho do cão fazer isso. Em breve também o post 'especial' sobre baseball que a gente prometeu. E por fim, queria agradecer a vocês, os leitores. O blog vem crescendo (Um pouco, mas é alguma coisa) recentemente e é muito bom poder compartilhar essas impressões com vocês. E, se puderem, ajudem a divulgar ainda mais o blog pra que a gente continue crescendo. Muito obrigado, e aproveitem!

domingo, 3 de abril de 2011

Conhecendo os candidatos

Fiquem de olho nesse cara, ele pode ser o Steal desse Draft na posição


Eu falei algumas vezes, quando estava falando do Draft, que esse ano existe um problema com a primeira escolha. Não que nunca exista, mas geralmente se sabe a primeira escolha muito antes do Draft em si. Seja por um talento fora de série, seja por uma necessidade óbvia do time com a primeira escolha, mas geralmente a primeira escolha já é antecipada a essa altura. E, em geral, quando falamos de primeiras escolhas consensuais, falamos de Quarterbacks.

A primeira regra não escrita do Draft na NFL é: Nunca deixe passar um Franchise Quarterback. Nenhuma regra no mundo do Draft é absoluta, e essa não é excessão, mas ela reflete uma verdade, que é que na grande maioria das vezes, um grande time começa com um bom Quarterback. Tudo bem, o Trent Dilfer tem um anel de Super Bowl, mas se você pegar todos os 43 ganhadores de Super Bowls até hoje, pelo menos 35 vão ter um grande Quarterback, se não 38 ou 40. E todo time sabe que quando se quer ganhar, o importante é ter um grande Quarterback do seu lado. Por isso essa 'regra'. Geralmente os times que possuem as escolhas mais altas são os piores, e quando isso acontece, você está buscando reconstruir e começar novamente. E isso geralmente implica que você não tem um Quarterback capaz de fazer a diferença.

Essa 'regra' foi o que ditou o tom dos últimos Drafts, cujas primeiras escolhas foram Matthew Stafford e Sam Bradford. Em 2010, por exemplo, Bradford não era o melhor jogador do Draft, era sabidamente o Ndamukong Suh, que eu já falei que espero ver no Pro Bowl pelos próximos 14 anos, mas o Rams sabia que tinha a chance de pegar um Franchise QB no Bradford, e aproveitou a chance. Acontece que não é todo ano que o Draft oferece um jogador desses, mais um motivo para não deixar passar um desses quando aparece. E esse é o principal motivo do Draft desse ano não ter uma primeira escolha de Draft clara: Ele não tem nenhum Franchise QB disponível desde que o Andrew Luck declarou que ia voltar para o seu ano de Senior em Stanford. O Draft apresenta QBs interessantes, com potencial, mas nenhum que é claramente um QB desse nível. Alguns deles podem até chegar a ser, afinal o processo de avaliação é muito dificil a incerto, mas a primeira vista, nenhum deles parece uma escolha segura.

Por isso, vim falar mais dos QBs desse Draft, a pedidos. Eu não ia falar tanto individualmente dos jogadores, eu estava esperando o Mock Draft para isso, mas acho que é um assunto que tem seus méritos e que tem muito interesse também. Os QBs desse ano estão divididos em algumas categorias, dependendo do Status que eles carregam até aqui. E nos próximos dias posso fazer alguns profiles de mais jogadores interessantes antes do nosso Mock Draft, que aliás deve sair em breve, já que eu estava esperando apenas o Pro Day do Da'Quan Bowers para começar. Mas então, vamos falar dos Quarterbacks. Lembrado que as classificações não são somente pelo talento, e sim pelo que e´esperado deles. Podemos ter QBs pegos na sexta rodada que são Franchise QBs na prática (Oi, Mr Bunchen!), mas eu chamo aqui pelo que é esperado deles antes do Draft. Pra ler essa lista, sempre tenham em mente que o potencial real desses jogadores é uma incógnita.


Franchise Quarterback
O Franchise Quarterback, que a gente tanto fala, não está disponível nesse Draft. Mas apenas para efeitos de exemplo, temos jogadores como Peyton Manning, Sam Bradford e Matthew Stafford.

Os principais Quarterbacks
Essa é a categoria dos QBs que estão cotados entre as primeiras escolhas e até são citados como a potêncial primeira escolha, mas que não são QBs tão seguros e prontos para serem estrelas. São os considerados os melhores e mais prontos Quarterbacks, e os mais próximos de um Franchise QB que vamos ter, e a maiora carrega a esperança de que possam vir a evoluir num Franchise QB. Esse ano, infelizmente, não temos nenhum com esse rótulo, então se o Panthers quiser um Quarterback ao invés de esperar pelo Luck, vai ter que se contentar com um deles. Exemplos de QBs que pertenciam a esse escalão, bons e ruins: Jamarcus Russell, Matt Ryan, Vince Young.

Blaine Gabbert, Missouri
Para muitos, Gabbert é o melhor QB disponível nesse Draft. Mas para muitos, inclusive para mim, isso não quer dizer que ele vá ser um grande QB na Liga. Gabbert possui boa precisão, sabe sair do pocket muito bem, é muito atlético, tem uma boa ética de trabalho e é bem inteligente, todas ferramentas importantes pra se dar bem na NFL, especialmente no West Coast Offense, com sua habilidade de fazer jogadas de fora do pocket e acertar passes rápidos e curtos. Muita gente questionava sua precisão de dentro do pocket, mas ele fez bons treinos e um bom Pro Day e parece que essa dúvida está eliminada da cabeça de muita gente.

Mas por outro lado, se Gabbert parece ter todas as ferramentas para um QB na NFL, ele não parece ser excepcional em nenhuma. Parece que vai ser um bom QB, mas que nunca vai cruzar a linha que separa os bons dos grandes. Talvez seja o QB mais pronto para a NFL no momento e mais capaz de contribuir, mas não parece ser o jogador que possa levar uma franquia longe sozinho. Além disso, existe uma questão que atinge 90% dos QBs que saem da NCAA e que pode ser justificada ou não de caso a caso. Gabbert, como a maioria dos QBs da NCAA, trabalharam no College com uma spread offense como a formação shogtun, o que significa que eles jogavam com um esquema com os muitos recebedores bem espalhados pelo campo e com o QB recebendo a bola alguns passos atrás da linha de scrimmage para fazer o passe tendo em vista a movimentação dos seus muitos WRs. Mas na NFL, formações como essa são usadas em alguns momentos apenas, e a capacidade de trabalhar recebendo a bola direto do center na linha de scrimmage (O chamado "Under center") é mais importante para o seu sucesso. As questões sobre a capacidade de Gabbert de render num esquema que o faça jogar under center e seu fraco trabalho de pés dentro do pocket são as principais questões sobre seu valor na NFL a médio prazo.

Gabbert é um QB que pode ser usado em praticamente qualquer time, e é capaz de se adaptar a qualquer esquema se conseguir jogar under center, embora eu ache que ele renderia melhor num esquema West Coast. Times como Bengals, Cardinals e 49ers possuem um esquema que pode favorecer o garoto, mas não vejo ele sendo limitado por isso. Deve ser draftado por um time que quer um QB imediatamente.

Cam Newton, Auburn
Quem acompanhou a NCAA na última temporada com certeza ouviu falar de Cam Newton. Vencedor do Heissman Trophy de melhor jogador universitário, liderou o time de Auburn ao título do BCS e foi o MVP do jogo do título. Sua habilidade no nível universitário era inquestionável e a questão é se esse tipo de habilidade pode ser transferida pra NFL. O que a gente sabe que ele tem e que não vai mudar são seu braço forte que lhe da a capacidade de lançar bolas longas e precisas, e sua habilidade atlética, a capacidade de sair do pocket e lançar em movimento.

O problema com Newton é que ele é muito mais um projeto do que uma realidade. Ele tem bons instrumentos mas não está pronto pra colocar todos eles em prática no nível NFL. Ao contrário de Gabbert, que é um QB mais pronto pro nível da NFL e que é um jogador mais seguro, porém com um potencial mais limitado, Newton é um QB que não está pronto pra entrar e jogar mas que tem muito mais valor devido ao seu potencial. No entanto, apesar do seu enorme potencial, existe também uma questão acerca do seu caráter. Ele lembra bastante o Vince Young, muito atlético, bom jogador, com potencial, mas com uma cabeça ruim que impede que ele extraia o melhor de si mesmo. Essa questão está deixando muita gente com um pé atrás em relação ao garoto, e pode afetar não só seu valor como seu futuro na NFL. Isso de lado, o potencial do garoto é grande, mas é uma incógnita muito maior do que Gabbert, que é uma escolha mais segura.

Newton é um QB que precisa de tempo pra evoluir e que trabalha bem saindo do pocket, o que pode compensar uma linha ofensiva mais fraca. Deve ser draftado por um time com paciência e sem pressa pra vencer agora, o que se encaixa no Panthers, e talvez por isso ele seja colocado tantas vezes no topo dos mock drafts. Mas ele é uma aposta muito grande pra ser escolhido com a primeira escolha do Draft, a meu ver. Ele tem talento pra ser um grande QB, mas esse tipo de jogador é sempre perigoso, e 'potencial' é uma palavra muito complicada no Draft. Nem sempre esse potencial se realiza, e isso fica ainda pior quando você tem um jogador com questões sobre a personalidade. Consigo ver vários times pegando Newton, mas não o Panthers.


Quarterbacks para evoluir
Como eu já falei, 'potencial' é uma palavra muito boa, mas perigosa, quando falamos de Draft. Mas os QBs desse grupo geralmente tem muito, mas num nível que os classifica mais como 'incógnita' do que outra coisa, ao contrário de QBs como Newton, que claramente possuem no potencial sua maior aposta mas que são vistos mais como um jogador realizado devido a vários fatores. Geralmente, esse grupo de QBs é aquele que tem talento, demonstram boas habilidades, mas que possuem várias falhas no jogo que precisam ser trabalhadas e portanto se espera que eles possam ser trabalhados nos bastidores antes de estarem prontos para jogar, e ao fim de algum tempo pode-se dizer se vão ou não serem bons jogadores. Exemplos: Aaron Rodgers, Jay Cutler, Tim Tebow, Joe Montana.

Ryan Mallet, Arkansas
Mallet tem boas ferramentas, boa mecanica e bons intangíveis, como são chamados por lá fatores como liderança, vontade e etc. Em outras palavras, é um jogador relativamente completo, que sabe fazer de tudo um pouco, mas que também tem algumas falhas em tudo, ou seja, não é bom em nada. É um jogador que pode ficar no banco de um bom jogador uns dois anos e então tentar assumir a posição.

Precisa se aperfeiçoar em quase tudo, precisa de experiência pra melhorar sua tomada de decisões, mas possui a habilidade e a vontade necessária pra evoluir. Eu acho que o Ryan Mallet, se estiver disponível na metade da segunda rodada, vale muito a pena se o seu time puder prover pra ele o tempo, a paciência e o ambiente necessário pra que ele desenvolva seu jogo. Lembra um pouco o Aaron Rodgers, que é um ótimo exemplo de como jogadores assim podem dar certo.

Jake Locker, Washington
Se eu fosse o GM de um time, eu não pensaria duas vezes antes de Draftar esse cara no final da primeira rodada. Eu já falei antes e repito que o Locker é o QB mais interessante desse Draft na questão custo/benefício. Tudo bem, eu sou suspeito pra falar sobre esse tipo de jogador, eu acho os QBs dessa 'classe' os mais interessantes, e ano passado meu grande palpite na questão custo/benefício era o Colt McCoy, que se mostrou um pouco cru mas que também jogou muito bem e deu pro Browns um jogador em torno do qual reconstruir, aposto a orelha direita do Celo como o Browns vai draftar um WR na primeira rodada desse Draft pra dar um bom alvo pro garoto continuar evoluindo. Mas voltando ao assunto, o Locker era cotado como a primeira escolha desse Draft antes da temporada da NCAA começar. Locker sofreu com lesões o ano todo, teve muitos altos e baixos e não conseguiu jogar com a consistencia que se esperava dele. Por isso, Locker caiu absurdamente de valor no Draft, e acaba nessa classe.

Eu acho a classe certa pra ele, mas também acho que o Locker tem talento pra ser o melhor QB desse Draft. Ele é muito atlético (4.5 segundos nas 40 jardas), sai do pocket muito bem e lança em movimento melhor ainda. Mas ele tem uma falha no jogo, e grande, que é a capacidade de jogar dentro do pocket. A precisão dele dentro do pocket é ruim, seu trabalho de pernas é fraco e ele toma decisões ruins de dentro do pocket. Ou seja, ele é uma droga dentro do pocket, mas é excelente quando sai. Mas ele tem o talento e tem a habilidade necessária, e uma falha muito clara, o que é bom de certa forma porque avisa por onde você tem que começar a treiná-lo.

Acho que em um ou dois anos de treino o Locker vai corrigir os seus problemas de dentro do pocket e vai estar pronto pra jogar. Se ele conseguir, vai ser um QB muito bom, lembra um pouco o Steve Young no estilo de jogo. Como é um QB que precisa de tempo, paciência e um bom técnico, eu vejo ele indo para Titans, 49ers ou principalmente Seahawks. Mas se for draftado para um time que tenha o ambiente certo, a paciência pra esperar o garoto evoluir e não forçar nada, eu acho que ele pode ser um bom QB onde quer que ele vá.


Incógnitas
Esse grupo é o 'resto' dos QBs que tendem a ser draftados. Sempre existe um grande número de QBs que não é draftado, mas esse grupo envolve aqueles que devem ser draftados em algum ponto e podem ou não render alguma coisa. Geralmente sao pegos sem pretenção, ficam treinando algum tempo nos times e quando os times decidem se eles podem ou não dar alguma coisa eles procedem pra um papel mais importante dentro dos times e dos treinos ou então são mandados embora. Alguns exemplos de QBs desse tipo que deram certo são Tom Brady, Marc Bulger, Matt Hasselback.

Esse grupo é bem numeroso e heterogêneo, então não vou postar cada um aqui com suas características e tudo mais. Mas os nomes mais importantes desse grupo incluem Christian Ponder (Florida State), Andy Dalton (TCU) e Colin Kaepernick, QB, Nevada. Vale a pena lembrar do nome desses jogadores no dia do Draft.


Por hoje é só, e ufa, ficou gigante o post. Espero que vocês saibam melhor o que esperar de cada um dos prospects desse Draft na posição. E esperem, para breve, o nosso Mock Draft!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O que ficar de olho na MLB - Parte II (NL)


O Giants pode não ser favorito ao bi,
mas ainda temos que temer essa barba

Ontem a gente falou sobre os times de maior interesse nesse início de temporada do lado da AL: Os renovados e favoritos Red Sox, o Yankees e a descendente dos seus principais jogadores, o finalista de 2010 Rangers, a aposta do Twins na saúde de seus principais jogadores e no melhor time de 2010 mas que perdeu jogadores importantes, o Rays. Hoje, a gente vai falar dos times interessantes do lado da NL e o que eles esperam pra essa temporada.

1. O San Francisco Giants não é favorito ao bi
O San Francisco Giants de 2010 foi uma das grandes zebras campeãs na MLB em muito tempo, é a minha história de Cinderela (como os americanos chamam esses times desacreditados que vão longe) favorita da MLB que não envolva o Red Sox, e eu sou um fã assumido do time de San Francisco. Mas a verdade é que como eu falei muito ao longo dos playoffs, e principalmente no post do título do Giants (Que é um dos meus posts favoritos no blog e vale a leitura), o Giants não tinha de forma alguma a formação de um time campeão. O time contava com uma rotação titular fantástica, um dos melhores arremessadores da Liga e um dos melhores closers da Liga (Ou pelo menos o com a barba mais legal), mas que as vezes sofria com inconsistência e que tinha problemas graves rebatendo. O lineup era uma mistura de veteranos em decadência, jogadores secundários ao longo de toda a vida e algumas jovens esperanças, mas o time sequer deveria ter ído à pos-temporada, só conseguiu porque a entrada do Buster Posey no time titular impulsionou o time a uma chegada espetacular e contou ainda com uma chegada ruim do seu rival direto, San Diego Padres. Nos playoffs, o Giants mudou completamente, elevou seu jogo de uma forma que eu nunca vi antes, todos os pitchers jogaram demais, Tim Lincecum foi Deus, Cody Ross encarnou o Baby Ruth, o Aubrey Huff mostrou pro Mark Teixeira que é um defensor melhor que ele, veteranos como Juan Uribe e Edgar Renteria de repente reviveram seus dias de glória, e o time jogou uma pós-temporada perfeita pra ser campeão.

O título foi sensacional, mas ele não pode cegar um simples fato: O Giants não parece que vai em busca do bi. O Giants manteve a rotação jovem e talentosa dos playoffs, deve ter uma evolução ainda maior do Jonathan Sanchez e do Madisom Bumgarner, e por isso já é um time que mete medo nos adversários. No entanto, os problemas do time do ano passado ainda estão lá: Os veteranos estão ainda mais veteranos, os jogadores secundários que jogaram monstruosamente nos playoffs são uma incógnita quanto a repetir essas performances, e ninguém tem certeza do que esperar desse time. Um time com uma rotação tão forte sempre é candidato a ir aos playoffs e, se chegando lá o time conseguir reviver aquele espírito de luta monstruoso do ano passado, pode até sonhar com o bi. Mas agora, no começo da temporada, ele parece ser novamente o que era ano passado: Um time bom, mas com muitas falhas que, até que sejam superadas - seja por mudanças no elenco ou por força de vontade sobre-humana, que nem ano passado - parecem impedir que o time possa sonhar mais alto.

2. O Philadelphia Phillies está vindo com tudo, mais uma vez
Eu disse que o Rays era o melhor time da MLB em 2010, e realmente o foi, mas tinha um time que talvez fosse ainda melhor, e era o Phiilies. A famosa rotação H20 (Cole Hammels, Roy Halladay e Roy Oswalt) era uma das mais fortes da MLB, o ataque do time era infernal e era um time completo, cheio de estrelas e jogadores capazes de alterar um jogo. O time chegou muito bem à pós temporada e varreu com uma facilidade assustadora o Cincinnati Reds, e só não foi campeão (Ou alguém realmente acha que o Rangers tinha chances numa eventual final?) porque foi vencido numa série espetacular pelo fenômeno que foi o Giants desses playoffs, com o Cody Ross isolando toda bola que via pela frente e com uma atuação histórica do Brian Wilson.

Mas o Phillies está de volta esse ano, e pronto pra mais. Eles trouxeram ninguém menos que Cliff Lee, um dos melhores arremessadores de pós temporada de todos os tempos (As suas únicas derrotas em pós temporadas foram para Lincecum na World Series, mas depois do que ele fez com Rays e Yankees, os Rangers ainda deviam fazer uma estátua dele) pra se juntar ao seu já espetacular trio de arremessadores, e eu não estou exagerando quando digo que essa talvez seja a melhor rotação titular da história do baseball. E com essa rotação, qualquer time é um candidato forte.

O problema do Phillies é o seu ataque, e principalmente lidar com as lesões nele. O time perdeu Jayson Werth na free agency para o Washington Nationals, um dos seus principais rebatedores e o melhor destro de um elenco de canhotos, e agora ainda vai ter que lidar com a lesão no joelho do Chase Utley e no cotovelo (já cirurgicamente reconstruído) do Placido Polanco. As duas causam preocupação e vão forçar os jogadores a ficarem de fora do time por algum tempo, além de serem lesões que preocupam pelo risco de re-incidencia. Além disso, o calouro promissor e favorito pra substituir Werth, Domonic Brown, quebrou a mão e também vai passar um tempo de molho. Isso não só faz com que o time fique absurdamente desfalcado no ataque como também preocupa a médio prazo, principalmente com a aspiração ao título da MLB.

Com a nova rotação titular e se esses jogadores conseguirem se recuperar ao longo da temporada, é difícil duvidar do Phillies, mas não vai ser fácil superar todos esses problemas. Muitos especialistas dizem que essas lesões e incertezas (até o closer Brad Lidge se machucou! Estamos falando do Phillies ou do Clippers?), é a chance do Atlanta Braves pra tomar o título da divisão pra si. E o Braves é um time bem interessante, especialmente se o Jason Heyward continuar jogando o que jogou ano passado.

3. Um minuto de silêncio pelo Cardinals
Num post de curtinhas recente, eu falei (Na verdade quem falou foi o Paulo Antunes, eu só comentei mesmo) sobre a lesão do Adam Wainwright, pitcher do Saint Louis Cardinals, que vai fazer a temida Tommy John Surgery e vai perder o resto da temporada. Isso coloca o Cardinals numa situação bem desagradável, porque o Wainwright é de longe o melhor pitcher do time, um dos melhores da MLB e só não ganhou o prêmio Cy Young de melhor arremessador da NL ano passado porque existe um cara por aí conhecido como The Doc. A perda do Wainwright afeta demais a equipe e com certeza vai ficar mais difícil ainda pro time superar o Reds como campeão da divisão, mas os problemas do Cardinals não param por aí.

Albert Pujols, pra mim o melhor rebatedor da MLB na atualidade e que caminha pra aposentar como um dos maiores de todos os tempos, está no último ano do seu contrato e ele e o clube não conseguiram chegar a um acordo para uma extensão bilhonária (125 milhões de patacas), o que quer dizer que é possível que Pujols saia do clube ao final dessa temporada. Perder o pitcher titular pra temporada, e ainda correr o risco de perder seu melhor jogar ao final do ano, não é agradável para ninguém. Agora que tinham trazido o Matt Holliday e parecia que iam desbancar o Reds. Pobre Cardinals...

4. O Reds não assusta ninguém
O Reds, sem o Adam Wainwright no caminho, tem tudo para conseguir mais um título de divisão em cima dos rivais Cardinals. Mas assim como ano passado o Phillies não tomou conhecimento deles nos playoffs, esse ano o Reds não começa assustando ninguém a não ser que algo de novo aconteça por lá ao longo do ano.

O Reds tem um ataque muito forte, o Joey Votto foi o MVP da NL em 2010 e o time é fortíssimo quando o assunto é anotar corridas, tiveram o melhor ataque ano passado e não tem motivos para desacelerar agora. O problema é que o time não tem arremessadores confiáveis. Aliás, o time mal tem bons arremessadores. É uma tendência do time do Reds já faz algum tempo, como se eles fossem o Phoenix Suns da MLB: Divertidíssimos de assistir, capazes de explodir no ataque pra superar os adversários, mas que quando precisam apertar na defesa eles não conseguem e acabam perdendo o jogo. E esse é o futuro do Reds a não ser que de repente eles comecem a jogar bem, com regularidade, e descubram um pitcher capaz de decidir jogos importantes pro time. Porque assim como na NBA, você não pode depender apenas do seu ataque. O Suns, infelizmente, é a prova viva disso.

5. Os candidatos a surpreender: Atlanta Braves e Milwalkee Brewers
O Brewers é uma versão genérica do Reds, mais ou menos o que o Braves era ano passado para o Giants. O ataque do Brewers é sensacional, o Corey Hart é um monstro, e o time possui pelo menos mais três ou quatro titulares que assustam qualquer arremessador. O time anota muitas corridas e não cansa de isolar as bolinhas, mas o time também sofre demais na defesa, a rotação titular do time ano passado era patética e por isso o time não conseguiu ir bem. Esse ano, no entanto, trouxe dois pitchers relativamente desacreditados mas que eu acho que são muito bons, Zach Greinke e Shaun Marcum. Greinke teve um 2009 fantástico, um ERA de menos de 2.20, mas ano passado teve a infelicidade de jogar em um dos piores times da Liga no Kansas City Royals, e aí ficou meio esquecido num cantinho escuro, ganhando só 10 jogos (Pro Royals, isso é muito!) e sem atrair muita atenção de ninguém. O Marcum voltou de lesão ano passado e jogou muito bem pelo Blue Jays mesmo ainda fora de ritmo. Agora os dois fazem parte da rotação titular do Brewers, e eles precisam desesperadamente produzir no alto nível que nós sabemos que eles podem para que o ataque do time tenha suporte pra tentar levar o time longe. Mas eu acho que foram ótimas contratações e que elas tornam o Brewers um time de verdade, que de repente pode surpreender o Reds na divisão.

O Braves era uma versão genérica do Giants, mas isso é um pouco distorcido, porque o Braves era um pouco melhor no ataque e pior na defesa em relação ao Giants. Mas a principal semelhança é porque muitas vezes a gente via o time perder jogos mesmo com os pitchers segurando o adversário a uma ou duas corridas, e as vezes a dificuldade de anotar corridas nos momentos importantes pesava demais pras aspirações do time. Ano passado, quem deu o boost que o time precisou no ataque foi o calouro Jason Heyward, que só não foi calouro do ano por causa do Buster Posey. Heyward jogou bem demais, acertou 18 Home Runs (Ontem, na abertura da MLB, ele conseguiu um já) e levou o time praticamente nas costas até a pós temporada. A rotação titular era fantástica (Mais uma semelhança com o Giants) e por isso o time conseguiu segurar as pontas, até chegar nos playoffs e perder para - adivinhem! - o Giants, numa pequena surra com direito a jogo histórico do Tim Lincecum (14 strikeouts). Esse ano, portanto, o Braves se preocupou em reforçar o ataque e trouxe Dan Uggla. Ele tem nome de homem das cavernas, mas não deixe isso enganar vocês, ele realmente é um homem das cavernas, pelo menos no que diz respeito a isolar bolinhas de baseball com muita força. Ele teve 33 Home Runs no fraco Marlins ano passado e junto com o Heyward é bem capaz do Braves ter um ataque mil vezes melhor que o do ano passado, o que torna a rotação titular do time ainda mais perigosa. Uma boa rotação titular e dois monstros no ataque, não é a toa que tanta gente coloca o Braves tirando o Phillies do topo da divisão depois de tantas lesões. Mas eu, pelo menos, duvido. Mas ainda assim, é um time perigoso, bem perigoso.